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Famílias de Ribeira de Pena Subsídios para a sua Genealogia (séculos XV a XVIII)§1 Leitão e Almeida 1. Damião Leitão, cavaleiro fidalgo da Casa Real e governador de Cabo Verde, conforme é referido na carta de armas de seu bisneto. Nasceu cerca de 1490 e terá casado cerca de 1525 com uma senhora Almeida, mas a carta de armas nada diz a este respeito. O Anuário da Nobreza refere uma tradição familiar segunda a qual esta senhora seria irmã do vice-rei Dom Francisco de Almeida, portanto neta dos 1ºs condes de Abrantes, mas julgo isso totalmente fantasioso, não só porque é anacrónico mas também porque não há notícia dessa irmã do vice-rei. Além de que, se o fosse, a carta de armas certamente o referiria. Damião Leitão devia ser irmão de Fernão Leitão, que foi morador em Negreiros, termo de Barcelos, e abade reitor da Igreja do Salvador de Ribeira de Pena, onde instituiu em 1520 a capela de S. Pedro, concluída a 22.1.1521 (esta capela tem um escudo, certamente religioso, composto por uma cruz e dois leões assaltantes), e ambos filhos de Álvaro Leitão, tabelião do judicial (17.7.1482) e juiz das sisas de Aguiar de Pena (6.5.1490), referido em Leitão. Se, como tudo indica, foi pai de Francisco de Almeida da Mesquita, ele ou mais provavelmente sua mulher teriam ascendência Mesquita. 1.1. Cristóvão Leitão de Almeida, que segue. 1.2. ?Francisco de Almeida da Mesquita, n. cerca de 1528, casado com Maria Corrêa, moradores na sua quinta do Outeiro em Ribeira de Pena, que numa justificação de nobreza (1718) do seu descendente António Leitão de Meirelles, senhor da dita quinta do Outeiro, diz serem «descendentes legítimos dos verdadeiros Farias, Leitões, Almeidas, Borges Corrêas e Mesquitas destes Reynos». Esta Maria Corrêa devia ser filha João Álvares, escudeiro d’el rei, que é citado em 1517 no foral novo de Ribeira de Pena como senhor do prazo do vale de Senra de Baixo. 1.2.1. (...) Almeida / Leitão (...), sucessor na quinta do Outeiro, antepassado de Francisco de Almeida Leitão, que deve ter casado com uma dos Pacheco (Andrade) de Meireles referidos no §2, pois documenta-se como pai de António Leitão de Meireles, senhor da dita quinta do Outeiro, que a 19.2.1718 teve mercê para que a pessoa que casar com sua filha possa suceder como escrivão do público, judicial e notas, Câmara, almotaçaria e órfãos do concelho de Ribeira de Pena, e no mesmo ano fez justificação de nobreza (falta ver esta ascendência). Como a 16.7.1693 foi nomeado naquele cargo Miguel Leitão de Meireles, é natural que este Miguel e aquele António fosse irmãos. Sendo certo que quem a 20.2.1726 sucedeu no cargo foi um filho deste António, chamado Cristóvão Leitão de Meireles. Daqueles António e Miguel Leitão de Meireles deve ainda ser irmã Francisca de Andrade, que casou com Francisco de Carvalho e foram pais de Pedro de Meireles Leitão. Este Pedro casou com Mariana de Almeida da Guerra (filha de Marinha de Almeida da Guerra, referida no §3), e foram pais de Ventura de Meireles e Almeida, natural de Stº Aleixo, que a 24.4.1772 teve carta de armas para Carvalho, Meireles, Leitão e Almeida. 1.2.2. Maria Corrêa de Almeida que casou com contracto antenupcial de 1575 com Jerónimo de Souza Machado[1], da Casa de Eiriz, em Vila Pouca de Aguiar, de ascendência conhecida, fidalgo da Casa Real que depois esteve em Alcácer Quibir, onde ficou cativo, sendo remido em 1583, sendo então alcaide do castelo de Aguiar até 1594, data em que foi viver para Ribeira de Pena, onde instituiu o morgadio de Stº António de Trezena em Salvador do Outeiro, a que vinculou a casa que aí mandara fazer e o prazo de vale de Senra de Baixo, foreiro à Casa de Bragança, que sua mulher levara em dote e era então a principal propriedade agrícola de Ribeira de Pena. 1.2.2.1. António de Souza, abade reitor de Santa Marta da Montanha, no Alvão (Vila Pouca de Aguiar), «bom pregador, muito lettrado e versado nas Sagradas Escripturas», c.g. nos Souza daí. 1.2.2.2. Catarina Corrêa de Souza, que sucedeu e c.c. Agostinho de Meireles de Andrade, capitão-mor de Ribeira de Pena, referido no §2, onde segue. 1.2.2.3. Maria de Souza Machado, que c.c. seu primo Pedro Machado[2], capitão da Ordenança de Vila Pouca de Aguiar e aqui escrivão e tabelião do público, judicial e notas (4.6.1624) e senhor da Casa da Tapa, c.g. num ramo de Souza Machado e Machado de Souza de Vila Pouca de Aguiar. 1.2.2.4. Isabel Corrêa de Almeida, que c.c. António de Chaves, que antecedeu seu cunhado como escrivão e tabelião do público, judicial e notas de Vila Pouca de Aguiar (30.3.1610). c.g.
2. Cristóvão Leitão de Almeida, que capitão da Ordenança de Ribeira de Pena e aí senhor da quinta do Buxeiro. Terá sucedido na capela de S. Pedro, instituída por seu presumível tio na igreja do Salvador de Ribeira de Pena. N. cerca de 1525. Não sei com quem (ou se) casou (falta ver IG do neto José Leitão de Almeida). 2.1. Camila Leitão, que segue. 2.2. ?Cristóvão de Almeida, n. cerca de 1562, foi abade reitor do Salvador de Ribeira de Pena e sucessor na quinta do Buxeiro e na capela de S. Pedro. 2.2.1. (N) Marinha de Almeida, n. cerca de 1595 e c. cerca de 1610 c. Gaspar Borges, senhor da quinta das Pereiras de Cima, em Salvador de Ribeira de Pena, armoriada de Borges em pleno, filho de Fernão Borges de Azevedo, 1º senhor da dita quinta das Pereiras, e de sua mulher Isabel Gomes de Abreu, filha de João Gomes de Abreu, senhor da quinta do Outeiro, em Cerva (Mondim de Basto). 2.2.1.1. Pedro Borges de Almeida, senhor da quinta das Pereiras de Cima, sargento-mor e capitão-mor de Ribeira de Pena. C. cerca de 1640 c. Maria da Guerra, irmã do D. Manuel Afonso da Guerra, bispo de Cabo Verde, ambos filhos de Bento Gonçalves e sua mulher Isabel Gomes da Guerra. 2.2.1.1.1. Catarina da Guerra de Almeida, senhora da quinta das Pereiras de Cima. C. cerca de 1660 c. Ambrósio Gonçalves Pena, sargento-mor de Ribeira de Pena, referido no §3, onde segue.
3. Camila Leitão, n. cerca de 1560, sucessora na quinta do Buxeiro e capela de S. Pedro. C.c. João Fernandes, a que a carta de armas de seu filho não indica filiação (falta ver a IG do Stº Ofº). 3.1. José Leitão de Almeida, que segue. 3.2. ?Gervásio Leitão de Almeida, que instituiu a capela de Nª Sª do Amparo ou de Copacabana, na Ribeira de Baixo (Salvador). 3.3. Maria Leitão de Almeida, n. cerca de 1586. C.c. António Gonçalves de Matos, provavelmente dos Matos da Casa de Terças, em Stª Marinha de Ribeira de Pena. 3.3.1. Catarina de Almeida, n. cerca de 1608. C.c. Domingos de Carvalho[3], moço da câmara da Casa Real, juiz dos órfãos de Ribeira de Pena, senhor da quinta das Bragadas de Além Tâmega, em Stº Aleixo. 3.3.1.1. Miguel de Carvalho e Almeida, n. cerca de 1630, capitão de infantaria dos Auxiliares de Ribeira de Pena. C.c. Helena Gonçalves de Matos, provavelmente sua parente, filha de Domingos Dias de Matos (provavelmente dos Matos da Casa de Terças, em Stª Marinha de Ribeira de Pena) e de sua mulher Senhorinha Gonçalves. 3.3.1.1.1. Miguel de Carvalho e Almeida, n. em Stº Aleixo em 1664, que tirou IG em Braga a 22.7.1689. Foi abade de Ribeira de Pena, capelão fidalgo da Casa Real e instituiu do vínculo e capela de Nª Srª da Assunção, junto à casa de Senra de Cima. A 2.12.1697, sendo sacerdote da hábito de S. Pedro, vigário da Vara e cura da freguesia de Rodellas, no Sertão de Rio de São Francisco, bispado de Pernambuco, tendo 33 anos, foi acusado pela Inquisição de Lisboa (processo 10016) de fingir ser oficial do Santo Oficio e, por sentença de 11.2.1699, lida na Mesa, foi advertido que se tornar a cair em semelhante culpa será rigorosamente castigado. 3.3.1.1.2. Domingos de Carvalho e Almeida, moço da câmara da Casa Real (12.1.1699), cavaleiro da Ordem de Cristo (9.3.1699), com 12.000 reais de tença, capitão-mor de Ribeira de Pena, familiar do Santo Ofício (16.9.1700), que teve a 4.10.1710 carta de armas para Carvalho e Almeida. Foi senhor da quinta de Bragadas, em Stº Aleixo, e da quinta de Senra de Cima, em Salvador de Ribeira de Pena, esta armoriada de escudo partido de Carvalho e Almeida. A 2.3.1699 teve mercê de uma tença de 38.000 reais. C.c. Maria Gonçalves de Carvalho. 3.3.1.1.2.1. Maria de Almeida, que c. em 1718 c. Baltazar Pacheco de Andrade, 3º morgado da casa de Stª Marinha de Ribeira de Pena e capela de S. Francisco Xavier, referido no §3, onde segue. 3.3.1.1.2.2. Helena de Almeida, que casou em Fontes. 3.3.1.1.2.3. Miguel de Carvalho e Almeida, n. em Stº Aleixo, com IG em Braga a 31.12.1721. 3.3.1.1.3. António de Carvalho e Almeida, moço da câmara da Casa Real (12.1.1699), cavaleiro da Ordem de Cristo (9.3.1699), com 12.000 reais de tença, mestre de Campo de Auxiliares em Chaves, capitão-mor de Natal, no Rio Grande do Sul (Brasil), familiar do Santo Ofício (8.3.1702), e escrivão proprietário do público, judicial e notas do concelho de Cabeceiras de Basto e dos coutos de Refoios e Abadim (16.5.1745). A 2.3.1699 teve mercê de uma tença de 38.000 reais. C.c. Maria Teresa Pereira Rebello Leite, c.g. 3.3.1.1.4. Inocêncio de Carvalho e Almeida, capelão fidalgo da Casa Real (12.12.1699).
4. José Leitão de Almeida, vedor do 2º correio-mor do reino, familiar do Santo Ofício (22.5.1629), n. em Ribeira de Pena e morador em Lisboa quando a 18.3.1629 tirou carta de armas para Leitão. Sucessor na quinta do Buxeiro e capela de S. Pedro. N. cerca de 1582. Não sei com quem casou. 4.1. Francisco Leitão de Almeida, sucessor na quinta do Buxeiro e capela de S. Pedro. A «Corografia Portuguesa» (1706) diz: «A quinta, & Morgado do Buxeiro, com Capella na mesma Igreja, de que he senhor Francisco Leitão de Almeyda» (tomo 1, pag. 171). C. cerca de 1665 c. Filipa de Souza, filha de Jorge Vaz Ferreira, senhor da casa da Seara de Selhariz, e de sua mulher Isabel Machado, filha esta de António Machado, «o Gordo», capitão-mor (1613-35) e alcaide (1601) de Vila Pouca de Aguiar, etc., e de sua mulher Filipa de Chaves. 4.1.1. Maria de Souza e Chaves, nascida cerca de 1667, c.c. Baltazar Álvares Mourão, familiar do Stº Ofº (20.3.1696), filho de João Corrêa Machado e sua 2ª mulher Maria Mourão. C.g. conhecida 4.1.2. José Leitão de Almeida, sucessor na quinta do Buxeiro e capela de S. Pedro. C.c. Isabel Pereira Mourão, c.g. nos senhores da quinta do Buxeiro. 4.1.3. Francisco Leitão de Souza, n. cerca 1675 em S. Salvador de Ribeira de Pena. Tirou ordens menores em Braga a 9.3.1684. §2 Pacheco, Andrade, Meireles e Frazão
1.
Salvador Pacheco de Andrade,
que nasceu cerca de 1545, faleceu a 17.5.1631 e foi sepultado na
1.1. Agostinho de Meireles de Andrade, n. cerca de 1576, capitão-mor de Ribeira de Pena, que depois de viúvo se ordenou e passou a viver eremita na serra do Alvão (Vila Pouca de Aguiar), assinando-se «Padre Agostinho Hermytam» e morrendo com fama de santo. C. cerca de 1597 c. Catarina Corrêa de Souza, n. cerca de 1577, morgada de Stº António de Trezena de Ribeira de Pena, referida no §1, filha de Maria Corrêa de Almeida e de seu marido Jerónimo de Souza Machado, alcaide-mor de Vila Pouca de Aguiar. 1.1.1. Filhos que não vingaram. 1.1.2. Catarina Corrêa de Souza de Meireles, sucessora, n. cerca de 1600. C. cerca de 1618 c. Manuel de Valadares Vieira, fidalgo da Casa real, cavaleiro da Ordem de Cristo, mestre de campo de Infantaria, governador das praças de Montalegre e Salvaterra, vereador e juiz de Guimarães (1678), donde era natural, filho de João Vieira, escudeiro, e sua mulher Jerónima Valente; neto paterno do Dr. Sebastião de Valadares, cavaleiro da Ordem de Malta, «lettrado que foi de grande fama n'estes reynos», e de sua mulher Maria Monteiro. 1.1.2.1. Jerónimo de Valadares de Meireles e Souza, sucessor, cavaleiro da Ordem de Cristo, que serviu na Índia e fal. solt. s.g. antes de 1706. 1.1.2.2. João de Valadares Vieira de Meireles e Souza, n. cerca de 1621 e fal. depois de 1706, cavaleiro da Ordem de Cristo (16.7.1667), com 30.000 reais de tença, 5º morgado de Stº António de Trezena, etc., em sucessão a seu irmão. A 7.9.1663 teve mercê de 20.000 reais de pensão, pelos serviços de seu pai Manuel de Valadares Vieira, e a 12.7.1664 carta padrão de 120.000 reais, consignados nos 180.000 reais de juro. A «Corografia Portuguesa» (1706) diz: «A quinta de Freume, com suas casas nobres, que possue João de Valladares Vieira, Cavalleiro da Ordem de Cristo» (tomo 1, pag. 171). C.c. sua prima Maria Lopes da Guerra, referida no §3, herdeira da quinta de Freume, filha do sargento-mor Ambrósio Gonçalves Pena e sua mulher Catarina da Guerra de Almeida. 1.1.2.2.1. ?António Pacheco de Andrade, n. cerca de 1653, que Gaio (Ribeiro, §13) diz ter sido morgado de Friume e ter casado com Maria Thomaz. E, de facto, um António Pacheco, n. em S. Salvador, a 22.7.1689 tirou ordens menores em Braga, sendo filho de António Pacheco e Maria Thomaz. Seria esta Maria Thomaz a mesma que depois casou com João de Valadares Vieira, seu proposto irmão, referido adiante? (falta ver a IG). 1.1.2.2.1.1. António Pacheco de Andrade, n. em Stª Marinha cerca de 1675, que tirou IG em Braga a 22.7.1689. Deve ter sido padre ou ter fal. s.g. 1.1.2.2.1.2. D. Catarina Pacheco de Andrade, que Gaio diz ter sido a herdeira e ter casado com seu primo José Pacheco de Andrade, referido adiante. 1.1.2.2.2. João de Valadares Vieira e Souza, n. cerca de 1655 e fal. depois de 1721. Foi 6ª morgado de Stº António de Trezena, senhor da quinta de Paços de Bom-Regalo, em Lamas de Orelhão (que vendeu) e cavaleiro da Ordem de Cristo. A 16.7.1721 teve carta de armas para Vieira Valadares, Meireles e Souza. C. cerca de 1712 c. Maria Thomaz, referida no §3, filha do Cap. Francisco Gonçalves Pena e sua 1ª mulher Domingas Gonçalves de Almeida. 1.1.2.2.2.1. Catarina de Valadares Vieira, 7ª morgada de Stº António de Trezena, etc., c. cerca de 1733 c. seu primo Gervásio Pacheco de Meireles, referido adiante. C.g. nos barões de Ribeira de Pena. 1.1.2.2.2.2. Manuel de Valadares Vieira, n. em S. Salvador, cerca de 1716, com IG em Braga de 13.3.1731, que «por amores» se ordenou presbítero, «vivendo vida recolhida e sendo bom músico de rabeca». 1.1.2.2.2.3. João de Valadares Vieira, n. ib, com IG em Braga de 14.4.1731, que também se ordenou clérigo, vindo a fal. vigário-geral de Minas Gerais (Brasil). 1.1.2.2.3. Teodósia de Valadares Vieira, que c.c. Ponciano da Silva, senhor da casa e capela da Aldeia de Ouro, em Stª Marinha, filho herdeiro de António Antunes Pimenta e sua mulher Senhorinha Lopes da Silva. 1.1.2.2.3.1. Manuel de Valadares Vieira, n. em Stª Marinha, que tirou IG em Braga a 13.11.1733. 1.1.2.3. ?António Machado, que se documenta pai de: 1.1.2.3.1. Jerónimo de Souza Machado, que a 8.7.1716 teve mercê do ofício de tabelião do público, judicial e notas de Ribeira de Pena para seu filho Pedro Borges de Andrade, que assumiu o cargo a 1.3.1717, e provavelmente é antepassado do Manuel Borges de Andrade que a 18.8.1777 assumiu o mesmo cargo. 1.2. ?Doutor Paulo de Meireles Pacheco, provedor de Guimarães em 1631. 1.3. Maria Pacheco de Meireles, que segue. 1.2. ?Salvador Pacheco de Meireles, cónego da Sé do Funchal (21.6.1663).
2. Maria Pacheco de Meireles, nascida cerca de 1580, que casou cerca de 1599 com Miguel Domingues de Andrade, e foram moradores na quinta de Picanhol (na carta de armas do neto vem Penhacol), em Salvador de Ribeira de Pena. Este Miguel Domingues, certamente seu parente, julgo que era irmão mais velho de Belchior Pacheco de Andrade, bat. a 8.2.1588 em Refojos, filho de Domingos Gonçalves e sua mulher Margarida de Andrade, que, conforme ficou referido acima, julgo filha de Francisco Pacheco (de Andrade), escudeiro fidalgo, senhor da quinta de Stª Senhorinha de Basto, e de sua mulher Maria de Gouveia. 2.1. Salvador Domingues Pacheco de Andrade, que segue. 2.2. Cristóvão Frazão de Meireles, nascido em Salvador de Ribeira de Pena cerca de 1603, e morador na quinta de Choupica, no termo de Stª Marinha de Ribeira de Pena. C. cerca de 1627 c. Ana Ribeiro. 2.2.1. Alexandre de Meireles Pacheco, n. em Salvador de Ribeira de Pena cerca de 1628 e morador em Stº Aleixo, termo de Ribeira de Pena. C. cerca de 1650 c. Maria da Costa, filha do Dr. Gonçalo Francisco da Costa, de Pedraça. 2.2.1.1. Padre Pedro de Meireles Pacheco, n. em Stº Aleixo cerca de 1650, já padre em 1671, com IG em Braga de 21.3.1695. 2.2.1.2. Isabel Pacheco de Andrade, madrinha em Stª Marinha em 1671. 2.2.1.3. Bernarda de Meireles Pacheco, que c.c. Gregório João. 2.2.1.3.1. Padre Pedro de Meireles Pacheco, com IG em Braga de 21.1.1711, n. em S. Salvador e morador em Stº Aleixo, onde instituiu uma capela vinculada a um padrão de juro de 50.000 réis por testamento de 25.4.1736. 2.2.2. Agostinho Frazão de Meireles, morador da quinta da Choupica, no termo de Stª Marinha de Ribeira de Pena, onde nasceu cerca de 1630. C. cerca de 1674 c. Maria Gonçalves Pena, n. cerca de 1656, referida no §3 como filha do sargento-mor Ambrósio Gonçalves Pena. 2.2.2.1. Catarina Pacheco de Meireles, sucessora na quinta da Choupica, onde nasceu, sendo bat. a 4.2.1675 em Stª Marinha de Ribeira de Pena. C. a 13.10.1697, ib, c. Domingos de Souza[9], da casa de Touças, em Stª Marta da Montanha (Alvão), bisneto de Jerónimo de Souza Machado e sua mulher Maria Corrêa de Almeida, referidos no §1. C.g. 2.2.3. Pascoal Pacheco de Meireles, reitor de Stª Marinha de Ribeira de Pena e de Santiago de Soutelo (1664). 2.2.4. Isabel Pacheco de Meireles, moradora na quinta da Choupica, c.c. Gaspar Martins. 2.2.4.1. António, bat. a 19.4.1671, ib, sendo madrinha Isabel Pacheco de Meireles, acima. 2.2.4.2. Isabel, bat. ib. 2.2.5. Maria Frazão de Meireles, moradora na quinta da Choupica, c.c. Lourenço Martins. 2.2.5.1. Domingos, bat. a 17.5.1674, ib. 2.3. Maria Pacheco de Meireles, nascida em Salvador de Ribeira cerca de 1606 (na carta de armas do filho vem com Dona). C. cerca de 1625 c. Gaspar Francisco de Carvalho, senhor da quinta da Fêxa ou do Fexo de Além-Tâmega, em Stº Aleixo, onde viveu, filho de António Pires de Carvalho e sua mulher Catarina de Carvalho, senhores e moradores na mesma quinta. Provavelmente parentes de Domingos de Carvalho, moço da câmara, juiz dos órfãos de Ribeira de Pena, senhor da quinta das Bragadas de Além Tâmega, em Stº Aleixo, referido no §1. 2.3.1. Filhas 2.3.2. Domingos de Meireles Pacheco, n. cerca de 1633, senhor da quinta da Fêxa ou do Fexo de Além-Tâmega, em Stº Aleixo, onde vivia quando a 9.8.1716 teve carta de armas para Pacheco, Meireles, Carvalho e Andrade, escudo que está no portal da dita quinta. É aqui curioso verificar, mais uma vez, que estes Meireles usavam o escudo de armas hoje atribuído aos Meira, muito parecido com os Pereira, a saber: de vermelho, cruz florida de ouro, vazia do campo. C.c. Ângela da Silva Barbosa, n. em Veade (Celorico de Basto), filha de António Fernandes de Linhares, senhor da casa da Foz, ib, e de sua mulher Francisca da Silva Barbosa, da casa de Surribas, em Valdebouro. 2.3.2.1. Gervásio (ou Gervaz) Pacheco de Meireles, que em 1726 vivia na sua quinta em Stº Aleixo «com mui lusimento» (Craesbeeck). C.c. sua prima Catarina de Valadares Vieira, referida acima, 7ª morgada de Stº António de Trezenas, c.g. nos barões de Ribeira de Pena.
3. Salvador Domingues Pacheco de Andrade, n. cerca de 1600 na quinta de Picanhol, que foi senhor da quinta de Fontes, ib, onde viveu, como nomeadamente se diz na carta de armas do neto. Dada a impossibilidade cronológica de seus filhos serem da mesma mãe, terá casado duas vezes. Da 1ª mulher (a), com quem terá casado cerca de 1630, não se sabe o nome. Sendo certo que casou (2ª vez), cerca de 1650 c. Maria Ambrósia Gonçalves (b), n. cerca de 1632, referida no §3, filha do sargento-mor de Ribeira de Pena Ambrósio Gonçalves, dita D. Maria Ambrósia e moradora na quinta de Fontes na referida carta de armas. 3.1. (a) Salvador Pacheco de Andrade, sargento-mor de Ribeira de Pena, n. cerca de 1631, que sucedeu na quinta da Picanhol. C. a 10.1.1652 em S. Miguel de Refojos de Basto c. Francisca Vieira da Rocha, filha de Henrique de Novaes, da casa da Bouça, em S. Nicolau, e de sua mulher Catarina Vieira da Rocha, da casa de Carrazedo. 3.1.1. Francisco Pacheco de Andrade, n. cerca de 1653 e fal. a 18.1.1707 em Ribeira de Pena. Sucedeu na quinta de Picanhol e foi capitão de Infantaria de Granadeiros e depois capitão-mor de Ribeira de Pena, cargo em que faleceu. C.c. sua parente Antónia de Andrade de Gouveia, nascida na quinta da Cal, em Ermelo. A «Corografia Portuguesa» (1706) diz: «A quinta de Picanhol, com suas boas casas, que possue Francisco Pacheco de Andrade, Capitão mór daquelle cõcelho» (tomo 1, pag. 171). Crasbeeck (1726) diz que então a quinta de Picanhol era de Alexandre Pacheco de Andrade, filho de Francisco Pacheco de Andrade e neto de outro homónimo, capitão-mor do concelho, «de que trata a Corografia Portuguesa». Gaio (Ribeiro, §13) também dá o Francisco em epígrafe como avô de Alexandre Pacheco de Andrade, a que chama Pacheco de Barros. Dizendo que este Francisco teve de sua mulher (Antónia de Andrade de Gouveia) o seguinte filho: 3.1.1.1. Francisco Pacheco de Andrade, n. cerca de 1675 e fal. antes de 1726, que sucedeu na quinta de Picanhol. Segundo Gaio (Ribeiro, §13) foi senhor da quinta de Carrezedo, na freguesia de S. Miguel de Refoios de Basto, e casou duas vezes, a 2ª damas quais com D. Joana de Barros, que depois casou com o Dr. Domingos Rodrigues Mozes. Esta D. Joana, segundo o mesmo autor, era filha de Gaspar Ribeiro de Andrade, que teve um prazo na freguesia de Varzeacova, e mais bens que lá tinha seu avô Gaspar Ribeiro da Silva, como consta do prazo do mosteiro de Refoios, e de sua mulher Mariana dos Guimarães, filha herdeira de Pedro Ferraz de Barros e sua mulher Joana Vaz de Campos, senhores da quinta da Vinha Nova, na freguesia de Refoios de Basto. Aquele Gaspar era filho Dâmaso Ribeiro de Andrade, senhor da quinta de S. Senhorinha, e de sua mulher Leonor de Freitas de Sampaio, sendo este Dâmaso, ainda segundo Gaio, neto materno de António Pacheco de Andrade, filho herdeiro do Francisco Pacheco, escudeiro fidalgo, senhor da quinta de Stª Senhorinha de Basto, e sua mulher Maria de Gouveia, referidos acima. Este Francisco Pacheco, como refiro acima julgo que era irmão de Salvador Pacheco de Andrade, pelo que D. Joana de Barros era prima do marido, ambos 4ºs netos daqueles irmãos. 3.1.1.1.1. Alexandre Pacheco de Andrade, que em 1726 (Crasbeeck) vivia na sua quinta de Picanhol, em Salvador de Ribeira de Pena, armoriada de Pacheco, Andrade, ? (cinco flores de lis em aspa) e Vieira. O 3º quartel (cinco flores de lis em aspa) talvez seja a forma antiga ou uma variante de Frazão (três flores de lis com chaveirão de prata). Relativamente próximo, em Jales, na igreja de S. Miguel de Tresminas, existe na capela-mor, sob um arco, um túmulo muito antigo, sem inscrições, que ostenta o mesmo escudo de armas (cinco flores de lis em aspa). Pode também tratar-se do escudo de armas dos Soverosa, que está no 2º e 3º quartéis das armas usadas pelos Albuquerque. Segundo Gaio, Alexandre Pacheco de Andrade casou (não lhe nomeia a mulher) e teve duas filhas, D. Senhorinha e D. Violante, solteiras. 3.1.1.1.2. José Pacheco de Andrade, segundo Gaio, que diz ter sucedido na quinta de Carrezedo e casado com sua prima D. Catarina Pacheco de Andrade, referida acima, e terem sido pais do Dr. Serafim dos Anjos Pacheco de Andrade, cavaleiro da Ordem de Cristo, juiz de fora de Montalegre e Portalegre e desembargador da Relação do Rio de Janeiro «neste ano de 1763». 3.2. (a) Isabel Pacheco de Andrade, n. em 1640 e fal. em 1664. Foi a 2ª mulher de seu primo o Cap. Francisco Gonçalves Pena, morgado da casa de Stª Marinha de Ribeira de Pena, referido no §3, s.g. 3.3. (b) Pedro Pacheco de Andrade, n. cerca de 1653 e fal. em 1688, que sucedeu como senhor da casa de Fontes. Casou com Margarida Borges, natural de Carrazedo da Cabugueira, irmã de António Borges, abade de Cavalões, no termo de Barcelos, e do Padre Ventura Borges. 3.3.1. Maria Borges Pacheco, n. cerca de 1675 e fal. em 1733, sendo sepultada em Santa Marinha. C. cerca de 1693 c. seu primo em 3º e 4º graus Francisco Gonçalves Pena, referido no §3, onde segue. 3.3.2. (Pedro) Pacheco de Andrade, abade de Stª Marinha. 3.4. (b) Catarina Pacheco de Andrade, nascida cerca de 1660, que na carta de armas do filho se diz que viveu com seu marido na quinta de Santa Marinha. C. a 10.6.1680 em Stª Marinha c. Pedro Gonçalves Pena, morgado de Stª Marinha de Ribeira de Pena, referido no §3, onde segue. §3 Gonçalves Pena 1. Domingos Gonçalves, n. cerca de 1585, que desde 1618 foi reitor de Santa Marinha de Ribeira de Pena. A 17.12.1637 foi passada o reitor Domingos Gonçalves carta de confirmação de aforamento do assento de Santa Marinha, da comenda de Santa Marinha da Ordem de Cristo (Livro 33, f. 115, Ordem de Cristo ), tendo sido passada 26.8.1636 uma provisão para aforar a comenda de Santa Marinha (Livro 28, f. 308v). Dada a recorrência do invulgar nome Ambrósio na sua descendência, talvez seja descendente (neto?) do Ambrósio Rodrigues, feitor das terras de Aguiar e Pena, que a 29.8.1523 teve confirmação real do arrendamento dessas terras. Domingos Gonçalves teve em Maria Tomaz, de Ferreiros, o filho Francisco, legitimado por carta real de 23.3.1634, não se sabendo se esta Maria Tomaz é também mãe de Ambrósio. Como quer que seja, sabe-se que Ambrósio sepultou sua mãe na matriz de Stª Marinha, como se diz adiante. 1.1. (N) Ambrósio Gonçalves, n. cerca de 1608. Foi sargento-mor de Ribeira de Pena e contador, inquiridor e distribuidor do concelho e aí senhor da quinta do Cabo de Freume. Está sepultado na igreja de Stª Marinha com o seguinte letreiro: «S.a q. mandou fazer Ambrozio Gz de Freume a sua mai e sua mulher M.na Lopes. Erd.os. 1645». Casou cerca de 1630 com Marinha Lopes, fal. cerca de 1645. 1.1.1. Ambrósio Gonçalves Pena (ou Gonçalves Lopes), n. cerca de 1631 e fal. depois de 1706. Senhor da quinta do Cabo de Freume, comprou a quinta da Temporã. Foi sargento-mor de Ribeira de Pena e contador, inquiridor e distribuidor do concelho. A 8.4.1687 instituiu a capela de Nª Sª da Conceição em Temporã (Salvador), depois construída por seu filho João. A «Corografia Portuguesa» (1706) diz: «A quinta da Temporam com suas casas nobres, que foy de Luis Peixoto da Sylva, & hoje possue por compra Ambrosio Gonçalves Penha» (tomo 1, pag. 171). C. cerca de 1655 c. Catarina da Guerra de Almeida, referida no §1, filha sucessora do capitão-mor Pedro Borges de Almeida, senhor da quinta das Pereiras de Cima, e de sua mulher Maria da Guerra. 1.1.1.1. ?Maria Gonçalves Pena, n. cerca de 1656, que c. cerca de 1674 c. Agostinho Frazão de Meireles, morador na sua quinta da Choupica, no termo de Stª Marinha de Ribeira de Pena, referido no §2, onde segue, filho de Maria Pacheco de Meireles e seu marido Miguel Domingues de Andrade. 1.1.1.2. João Lopes Guerra, senhor da quinta do Cabo de Freume e da capela de Nª Sª da Conceição Temporam, sargento-mor de Ribeira de Pena, construiu a dita capela de Nª Sª da Conceição, deixando na padieira da capela a seguinte inscrição «c(o)nfirmat deip(arem) et concepsione(m) in primo instanti liberam operam / decorata(m) expensis Joannis Lopes Guerra suaeque uxoris». C.c. Filipa Borges. Parece que s.g. 1.1.1.3. António Borges da Guerra, senhor da quinta do Cabo de Friume. C.c. ? (falta ver IG dos netos) 1.1.1.3.1. Maria Borges da Guerra, sucessora, que c.c. José Pinto Borges, da quinta de Alijó. Pais de: Dr. Caetano Pinto Borges, senhor da quinta do Cabo de Friume[10] em 1726; António Pinto Borges, com IG em Braga a 30.10.1719; e José Pinto Borges, com IG em Braga a 25.5.1720. 1.1.1.3.2. ?Catarina Borges da Guerra, que julgo irmã inteira da anterior. C.c. Nicolau Pinto da Mesquita, de Cerva, e foram pais de António Borges da Guerra, n. em Cerva, com IG em Braga de 25.10.1726, sendo este certamente irmão de Natália Borges da Mesquita, que casou em Alvite (Cerva) com António Domingues de Lama e foram pais de Inocência Borges Pinto da Mesquita casada com Pedro Gonçalves, moradores em Cerva, pais de António Gonçalves, n. em Cerva, que tirou ordens menores a 20.11.1730 em Braga, e de Maria Gonçalves casada com Francisco Gonçalves Lage, morador em Macieira (Limões, Cerva), c.g. nos Gonçalves Lage da quinta do Covêlo, em Bilhó. 1.1.1.4. Cristóvão Vaz Leitão da Guerra, senhor da quinta das Pereiras de Cima, c.c. Helena Borges. 1.1.1.4.1. António Borges Leitão, juiz dos órfãos de Ribeira de Pena, e também proprietário dos ofícios de contador, inquiridor e distribuidor do concelho. Era senhor da quinta das Pereiras de Cima em 1726 (Crasbeeck). Deve ser pai do João Lopes Guerra que a 8.7.1734 foi contador, inquiridor e distribuidor de Ribeira de Pena. 1.1.1.5. Maria Lopes da Guerra, que sucedeu na quinta de Freume, que em 1706 era de seu marido. C.c. João de Valadares Vieira, cavaleiro da Ordem de Cristo, 4º morgado de Stº António de Trezena, etc., referido no §2, onde segue. 1.1.1.6. ?Marinha de Almeida da Guerra, que julgo filha de Catarina da Guerra de Almeida (ou então sua irmã). C.c. António Martins, filho de Gonçalo Martins e sua mulher Paula Martins, tudo isto segundo a carta de armas de seu neto Ventura de Meireles de Almeida, passada a 24.4.1772 para Carvalho, Meireles, Leitão e Almeida. Segundo esta carta de armas, este Ventura de Meireles e Almeida era filho de Pedro de Meireles Leitão e de sua mulher Mariana de Almeida da Guerra; neto paterno de Francisco de Carvalho (filho de Domingos Gonçalves e Senhorinha Gonçalves) e de sua mulher Francisca de Andrade (de Meireles Leitão); neto materno de António Martins (filho de Gonçalo Martins e Paula Martins) e de sua mulher Marinha de Almeida da Guerra. 1.1.2. Maria Ambrósia Gonçalves Pena, n. cerca de 1632, que casou cerca de 1650 com Salvador Domingues Pacheco de Andrade, senhor da casa de Fontes, referido no §2, onde segue. 1.2. (L) Francisco Gonçalves Pena (ou Penha), n. cerca de 1612, legitimado por carta real de 23.3.1634 e fal. depois de 1679, o 1º deste nome, claramente retirado da terra onde viveu e foi criado, embora deva ter nascido em Ferreiros, donde era e onde vivia sua mãe e donde provavelmente seu pai também era natural. Foi cavaleiro da Ordem de Cristo e capitão de Volantes nas guerras da Restauração. A 16.6.1679 instituiu o morgadio e capela de S. Francisco Xavier em Stª Marinha de Ribeira de Pena. Na carta de armas de seu neto diz-se que serviu Suas Majestades, que Deus guarde, no posto de capitão de Volantes, que levantou sem despesa para a Real Fazenda, sustentando também no Real Serviço um cavalo aparelhado durante sete anos e meio. C. a 1ª vez com Domingas Gonçalves de Almeida (a), filha de Gonçalo Gonçalves Ferreira e de Marinha Gonçalves de Miranda, da casa de Ferreiros. C. a 2ª vez cerca de 1658 c. sua prima Isabel Pacheco de Andrade (b), n. em 1640 e fal. em 1664, referida no §2, filha de Salvador Domingues Pacheco de Andrade, senhor da quinta de Fontes. S.g. 1.2.1. (a) Pedro Gonçalves Pena, n. cerca 1655, 2º morgado da casa de Stª Marinha de Ribeira de Pena e capela de S. Francisco Xavier. Na carta de armas do filho diz-se que viveu na sua quinta de Stª Marinha. C. a 10.6.1680 em Stª Marinha c. Catarina Pacheco de Andrade, n. cerca de 1660, referida no §2, meia-irmã da 2ª mulher de seu pai, ambas filhas de Salvador Domingues Pacheco de Andrade. 1.2.1.1. Baltazar Pacheco de Andrade, 3º morgado da casa de Stª Marinha de Ribeira de Pena e capela de S. Francisco Xavier, onde em 1726 (Craesbeeck) vivia «com bom tratamento». Bat. a 14.1.1686, ib, foi cavaleiro da Ordem de Cristo, capitão de Infantaria na Guerra da Liga, e fidalgo de Cota de Armas (14.6.1720 - escudo partido de Pacheco e Andrade), tendo colocado estas suas armas no cunhal da casa de Stª Marinha. Nesta carta de armas diz que mora na sua quinta de Stª Marinha e serviu Sua Majestade, nas guerras próximas e passadas, com honrada satisfação, no posto de Infantaria dum Terço Auxiliar daquela Comarca (Guimarães). Parece que fal. em 1755. C. em 1718 c. Maria de Almeida, referida no §1, filha do capitão-mor Domingos de Carvalho e Almeida e de sua mulher Maria Gonçalves de Carvalho. 1.2.1.1.1. Francisco Xavier de Andrade e Almeida, capitão-mor e monteiro-mor (6.5.1780) de Ribeira de Pena, 4º morgado da casa de Stª Marinha de Ribeira de Pena e capela de S. Francisco Xavier, onde nasceu, tendo tirando IG em Braga a 9.1.1735. C.c. sua prima Maria de Souza e foram pais do Doutor Francisco Xavier de Souza Andrade e Almeida, sucessor, capitão-mor e monteiro-mor de Ribeira de Pena, cavaleiro da Ordem de Cristo, etc. (pai do 1º barão de Ribeira de Pena) e do Dr. José Caetano de Andrade e Almeida, que tirou IG em Braga a 11.8.1760. 1.2.1.1.2. Luiz António de Almeida de Andrade, n. ib, com IG em Braga de 18.4.1752. 1.2.1.1.3. Baltazar Caetano de Almeida, n. ib, com IG em Braga de 13.9.1754. 1.2.1.1.4. António Luiz de Andrade e Almeida, n. ib, com IG em Braga de 21.11.1760. 1.2.1.1.5. Antónia Teresa de Almeida e Andrade, n. ib, c.c. Francisco José de Miranda e Ataíde, de Montalegre (Stª Mª da Assunção). Destes foram filhos Joaquim José de Miranda e Ataíde e Sebastião José de Ataíde e Almeida, n. ib, que tiraram IG em Braga respectivamente a 10.11.1777 e 27.11.1777. 1.2.2. (a) Francisco Gonçalves Pena, capitão da ordenança de Ribeira de Pena, n. cerca de 1656. C. a 1ª vez cerca de 1679 c. Domingas Gonçalves de Matos (a), certamente da casa de Terças. C. a 2º vez cerca de 1693 c. Maria Borges Pacheco (b), sua prima em 3º e 4º graus, fal. em 1733 e sepultada em Santa Marinha, referida no §2, filha herdeira de Pedro Pacheco de Andrade e sua mulher Margarida Borges. 1.2.2.1. (a) Catarina Thomaz, n. cerca de 1680 e fal. a 5.11.1729 em Ribeira de Pena. C. a 29.1.1696, ib, c. José Machado de Souza Carvalho, n. a 22.8.1680, ib, c.g. 1.2.2.2. (b) Maria Thomaz, fal. em 1742, que c. cerca de 1712 c. João de Valadares Vieira, 6º morgado de Stº António de Trezena, referido no §2, onde segue, filho de outro João de Valadares Vieira e sua mulher Maria Lopes da Guerra. 1.2.2.3. (b) Francisco Gonçalves Pena, n. em 1701, c.c. Domingas Machado. 1.2.2.4. (b) Sebastião Gonçalves Pena, que c.c. Senhorinha Borges, herdeira da casa e quinta do Mato. 1.2.2.4.1. David Borges Pacheco, n. em S. Salvador, com IG em Braga de 30.1.1745. 1.2.2.5. (b) Dr. Caetano Borges Pacheco, n. em S. Salvador, licenciado em Cânones pela Universidade de Coimbra, que exerceu no Brasil vários cargos eclesiásticos e tirou IG em Braga a 15.10.1716. Instituiu a capela e vínculo de Sant´Ana, junto à casa de Fontes. 1.2.2.6. (b) Baltasar Pacheco de Andrade 1.2.2.7. (b) António de Andrade Borges Pena, n. ib, com IG em Braga de 7.3.1737. 1.2.2.8. (b) Senhorinha Pacheco Borges 1.2.3. ?(a) Ambrósio Gonçalves Pena, escrivão dos órfãos de Ribeira de Pena (8.8.1709).
2002
[1] Vide «Machado de Vila Pouca de Aguiar», Porto 2000, do autor deste trabalho. [2] Vide «Machado de Vila Pouca de Aguiar», Porto 2000, do autor deste trabalho. [3] Este Domingos de Carvalho devia ser parente de outro Domingos de Carvalho c.c. Catarina Fernandes, que foram pais de Marinha de Carvalho c.c. João Barbosa, sendo estes pais de Luiza Barbosa de Carvalho c.c. Francisco Dias, pais de Veríssimo Dias de Carvalho, natural de S. Salvador de Ribeira de Pena, que a 26.2.1757 teve carta de armas para Dias, Barbosa, Carvalho e Gonçalves. [4] Irmão, presumivelmente mais novo, de Rodrigo Rebelo de Gouveia, moço de câmara dos reis D. João III e D. Sebastião, tabelião e escrivão da Câmara e almotaçaria do concelho de Montelongo, escrivão das sisas e órfãos do mesmo concelho, e tabelião do público, judicial e órfãos do couto de Moreira de Rei, tudo em sucessão a seu pai e avô paterno [5] Pelos muitos serviços de Martinho Vaz de Gouvea, então já falecido, seu filho Pedro de Gouvea recebeu de Dom Manuel I, a 30.4.1520, as saboarias do almoxarifado de Portalegre. Este Pedro de Gouvea deve ter falecido pouco depois, sem geração, pois parece que em 1528 recebeu esta saboarias sua mãe D. Joana de Távora. Martinho Vaz de Gouvea, como se documenta na referida doação de 1520, era filho do Dr. Pedro de Gouvea, fidalgo do Conselho de Dom Manuel I, desembargador dos Agravos da Casa da Suplicação e juiz dos Feitos, etc. [6] Irmã de Francisco Ferreira e António de Sotto Mayor, que receberam Ordens Menores em Braga a 22.3.1505, e de Diogo de Souto Mayor, que as recebeu a 8.9.1525, ib. [7] Vide Ensaio sobre a origem dos Ferreira, do autor deste trabalho. Gomes Ferreira vivia com sua mulher Dona Mayor de Sottomayor em S. Pedro de Ferreira (Paços de Ferreira) quando seus filhos receberam Ordens Menores - vide nota anterior. Gomes Ferreira, sendo referido como fidalgo da Casa de Dom João II e seu porteiro-mor, com sua mulher Dona Mayor de Sottomayor, receberam deste rei, por cartas de 27.9.1487 e 27.10.1490, em vida de ambos, em satisfação dos serviços que ele prestara no reino, em África e na guerra de Castela, as rendas de várias povoações dos almoxarifados de Barcelos e Guimarães, que tinham sido confiscadas ao duque de Bragança. Mais tarde Dom Manuel I quis restitui-las à Casa de Bragança, pelo que logo Gomes Ferreira e sua mulher Dona Mayor delas renunciaram, tendo sido compensados com uma tença anual de 100.000 reais a receber no almoxarifado de Vila do Conde (10.3.1501). [8] Dona Mayor de Sottomayor, perfeitamente documentada como filha do conde Dom Pedro Álvares de Sottomayor, que a refere no seu testamento, nasceu em 1466 e teve um 1º curto casamento com Diogo de Reinozo, de quem teve pelo menos Fernão Anes de Sottomayor, fidalgo da Casa de Dom Manuel I (já o era a 1.9.1514), que casou com D. Maria Dias de Aguiar, c.g. nos Reinozo de Sottomayor. [9] Vide «Machado de Vila Pouca de Aguiar», Porto 2000, do autor deste trabalho. [10] Por partilhas ou venda ou troca terá ficado com esta quinta, que em 1706 era de seu tio-avô João de Valadares Vieira. Aliás, sua filha herda a quinta do Bom-Regalo, que o dito João de Valadares Vieira vendeu. O Dr. Caetano Pinto Borges casou com D. Maria Carneiro e foram pais de D. Josefa Margarida de Almeida Carneiro Pinto Guedes, que casou com Rodrigo Teixeira de Miranda Vahia, capitão-mor de Vila Pouca de Aguiar, morgado de Nª Sª da Piedade de Vila Meã de Bornes, com geração. Soltos Indivíduos dos finais do séc. XVII princípios do XVIII, com prováveis ligações familiares (ainda a investigar), colhidos nas IG (inquirições de Genere) de Braga e outras fontes: |