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Pinto, Moura Coutinho e Carvalho de Santa Marinha de Zêzere (Baião) Subsídios para a sua Genealogia (em construção)
1. Pedro Aires Pinto, fidalgo, n. cerca de 1441, filho Aires Pinto, senhor da quintã da Torre da Lagariça (então
na Terra de Aregos, hoje na freguesia de S. Cipriano, Resende, e de muitos bens na região de Riba de Bestança, que lhe vinham dos Fonseca), e de sua mulher Cecília de Faria, filha de Frei Sebastião de Faria, cavaleiro da Ordem de S. João (Malta). Aparecem documentados nesta época pelo menos três indivíduos chamados Aires Pinto, pelo que é difícil saber quem é quem. Este Aires Pinto, nascido cerca de 1410, parece ser o que a 15.8.1454 teve carta de privilégio de fidalgo para o Entre-Douro-e-Minho e para a Beira, sendo então dito morador na cidade do Porto. E o que, com Gomes Pinto, provavelmente seu irmão ou primo, teve forte querela com terceiros, de que resultaram três cartas de perdão para três indivíduos moradores no termo de Felgueiras entre 1441 e 1451. E ainda o Aires Pinto que foi implicado na conspiração contra D. João II, do que teve sentença a 30.8.1485 (G.II, 2, 32). O Aires Pinto pai de Pedro Aires era filho de Gonçalo Vaz Pinto, nascido cerca de 1380/5 e falecido antes de 9.7.1438, senhor das torres da Lagariça e de Angra, ambas na Terra de Aregos, e da honra de Loivos da Ribeira, em Baião (não é, portanto, o Gonçalo Pinto, «homem fidalgo», escudeiro e vassalo d'el rei, que a 2.1.1443 teve de Dom Afonso V carta de seu apaniguado e a 24.6.1443 numa tença anual de 4.286 reais) e de sua mulher e prima Briolanja Pinto, senhora da quintã de Texugueira, em S. Cipriano, descendente de Rui Martins Galafura, senhor da honra de S. Cipriano que em 1290 tinha a dita quintã de Texugueira. Este Gonçalo Vaz Pinto é que terá tido, segundo as genealogias tardias, a alcunha de o Solardo ou Salordo, e não seu pai, que também aparece documentado como Gonçalo Vaz Calado, que seria a sua alcunha. Com efeito, o Gonçalo Vaz Pinto nascido cerca de 1380/5 era filho de outro Gonçalo Vaz Pinto «Calado», nascido cerca de 1339 e falecido depois de 1393, senhor do lugar de Mesão Frio (Inquirições de Dom Afonso IV), da honra e quintã de Loivos, em Stª Maria Madalena (Baião), co-herdeiro da Torre da Chã (prazo que estes Pinto tinham em Ferreiros de Tendais), que foi alcaide-mor de Lamego em sucessão de seu sogro, etc., e de sua mulher Leonor Afonso da Fonseca, herdeira das ditas torres da Lagariça e de Angra e de muitos bens nesta região, onde a sua família era dominante. Esta Leonor Afonso, nascida cerca de 1362, era filha de Afonso Mendes da Fonseca, alcaide-mor de Lamego, nascido cerca de 1325, sendo este, ao que tudo indica, filho de Mem Rodrigues da Fonseca, nascido cerca de 1293, «miles» (cavaleiro e fidalgo), que em 1342 era co-senhor da honra e paço de Fonseca, em S. Martinho de Mouros, em 1355 consta do testamento de seu pai e em 1357 já estava casado com Constança Gil Peixoto, certamente sua 2ª mulher. A 4.3.1364 D. Pedro I julga uma questão, segunda a qual as inquirições tinham apurado que «no senhorio e honrra e tomadia de quintaãs dos loyuos que estam no concelho de boyam, freguesia de sancta maria madanella que som de gonçallo uasquez pinto scudeyros de linhagem», o dom abade de Serzeda e os moradores diziam que o dito Gonçalo Vaz Pinto não devia ter a dita honra nem senhorio e tomadia, dizendo este que sempre seus antecessores «padre e auoos e bisauoos ouuerom o senhorio e honrra e tomadia de Roupa e palhas e galinhas e heruas e carnes», o que o inquiridores apuraram ser verdade, determinando o rei que «o dicto senhorio e honrra e tomadia das dictas qujntaãs e freguesia de sancta Maria madanella perteencem aas dictas qujntaãs e ao dicto gonçallo Vasquez». E a 20.1.1393 D. João I privilegia «gonçallo uaasquez calado caualeyro nosso uassalo» para que na «sua honrra dos loyuoos que he no Julgado de bayom freguesia de sancta Maria madanella» os homens daí sejam escusados de serem mobilizados para a guerra ou outros serviços. Este último Gonçalo Vaz Pinto era filho de Aires Vaz Pinto, nascido cerca 1302, senhor da honra e quintã de Loivos (hoje Loivos da Ribeira, em Baião), e parece que também senhor da quintã e honra de Tabuado, que se documenta na posse da filha e que já terá herdado do pai, uma vez que Tabuado, no Marco, pertencia aos Gundar. Dizem as genealogias que casou com Constança Rodrigues Pereira, senhora da quintã de Vila Marim (Mesão Frio) e padroeira do mosteiro de S. Nicolau de Mesão Frio, filha de Rui Gonçalves Pereira e sua mulher Beringeira Nunes Barreto. Mas esta é a Constança Rodrigues Pereira que com seus irmãos é referida em 1365 como natural do mosteiro de Grijó, portanto ainda solteira. E seu pai Rui Gonçalves Pereira foi legitimado por carta real de 8.8.1312. Este casamento não é, portanto, cronologicamente possível. Mas, como seu filho aparece como senhor do lugar de Mesão Frio, deve de facto ter casado com uma Constança Rodrigues (não a Pereira), senhora da quintã de Vila Marim (Mesão Frio) e padroeira do mosteiro de S. Nicolau de Mesão Frio e provavelmente ainda senhora da quintã e honra de Loivos, em Baião, que seu filho Gonçalo diz ter sido de seus antecessores «padre e auoos e bisauoos», avós e bisavós estes que bem podiam ser maternos, o que futuras investigações dirão, ajudando porventura a identificar esta alegada Constança Rodrigues. Finalmente, este Aires Vaz Pinto era um dos filhos de Vasco (Martins) Pinto, nascido cerca de 1270, que o conde D. Pedro, referindo-se a Egas Mendes de Gundar, diz que dele descendem, além dos Rego e os Picanço, «Vaasco Pimto de rriba de Bestamça e seus irmãaos». É certamente o que se documenta a 26.7.1307 como «Vasco Martins Pinto cavaleiro» quando testemunha no mosteiro de Tarouquela. Teve aforada ao rei a quintã da torre da Chã, como garantem todas as genealogias, sendo pelo menos certo que seu filho (ou neto) Rui Vaz Pinto a possuía, uma vez que o filho deste, Vasco Rodrigues Pinto, chamado o de Ceuta por se achar na tomada daquela praça em 1415, vassalo de D. João I, pelos serviços que em Ceuta prestou e pelos que seu pai já tinha prestado, teve deste rei mercê a 13.3.1423 de haver por livre a quintã da torre da Chã, da qual até então pagavam foro à coroa. Vasco (Martins) Pinto em 1300 aforou a quintã do Crasto, em Cinfães, ao mosteiro de Tarouquela, como se diz na confirmação que a abadessa D. Aldonça Martins de Resende faz a seu filho Estêvão Vaz Pinto. Também em 1300 tinha aforada ao rei a quintã de Covelas, em Ferreiros de Tendais, quintã que a 8.1.1385 D. João I torna livre a seu neto Gonçalo Esteves Pinto, escudeiro, que então tinha o dito prazo. Teve também o padroado da igreja de Stº Estêvão de Regadas, na freguesia de Celorico de Basto (hoje no concelho de Fafe), como se documenta da doação de sua filha Inez Vaz. Muito provavelmente teve a honra e quintã de Tabuado, que se documente na posse de uma neta. Tanto mais que Tabuado, no Marco, pertencia aos Gundar. É ainda o Vasco Martins, dito Pinto, que em 1885 (teria 15 anos) fez uma composição com sua tia Tereza Martins de partilhas de Lagoa da herança de Martins Gonçalves e sua mulher D. Maria (cópia do Cartório da Casa de Balsemão), e o que, com sua mulher Guiomar Afonso, em 1292 outorgou um contracto de composição com Aires Pires e sua mulher D. Guiomar, e com Lourenço Esteves e sua mulher Constança Lourenço (ib). Aquele Martim Gonçalves e sua mulher D. Maria são certamente os seus avós, portanto pais de sua tia Tereza Martins e de seu pai, um virtual Martim Martins. Aquela D. Guiomar (casada com Aires Pires) e aquele Lourenço Esteves (casado com Constança Lourenço) devem ser irmãos, filhos de Estêvão Gonçalves (Pinto ou de Gundar), irmão do antedito Martim Gonçalves. Estes Estêvão e Martim Gonçalves seriam ainda irmão de Soeiro Gonçalves, todos filhos de Gonçalo Rodrigues, netos de Rui Viegas e bisnetos de Egas Mendes de Gundar. Como se viu, Vasco Martins Pinto casou cerca de 1292 com uma Guiomar Afonso, e não com Urraca Rodrigues de Souza, como dizem as genealogias tardias, o que já era muito de duvidar, pois esta Urraca Rodrigues de Souza era dita filha de Rui Vaz de Souza, senhor de Panoias. Ora, Rui Vaz nasceu o mais tardar em 1200, e provavelmente nasceu antes, e apenas se lhe conhece uma filha, Tereza Rodrigues de Souza, casada com Estêvão Rodrigues da Fonseca. Este Estêvão Rodrigues era filho (2º, ao que parece) de Rui Mendes da Fonseca, que ainda vivia em 1289, e neto paterno de Mem Gonçalves da Fonseca, já referido acima, que vivia casado com sua 1ª mulher em 1229 e depois disso ainda casou uma 2ª vez. Tudo considerado, Rui Mendes deve ter nascido cerca de 1210/20 e seu filho Estêvão Rodrigues cerca de 1235/45. Podia portanto, perfeitamente, ter casado com uma filha de Rui Vaz de Souza. Já Vasco Pinto, nascido cerca de 1270, não era crível que fosse cunhado de Estêvão Rodrigues. Voltando ao Pedro Aires Pinto em epígrafe, c. cerca de 1462 c. sua parente Clara da Fonseca Coutinho, filha de Álvaro Ozorio da Fonseca, senhor de Figueiró da Granja (Algodres), etc., e de sua mulher Beatriz Monteiro. 1.1. Isabel Pinto Coutinho, que segue no nº 2. 1.2. Aires Pinto da Fonseca, c.c. Ana da Mota Madureira, segundo Gaio. 1.3. Francisco Pinto, n. cerca de 1467, comendador S. Salvador de Anciães na Ordem de Cristo. C.c. Catarina de Moraes Pimentel, herdeira da quinta do Prado, em Ansiães. 1.3.1. Aires Pinto, comendador de S. Salvador de Anciães na Ordem de Cristo, que a 12.8.1533 tirou carta de armas para Pinto. 1.3.2. Francisco Pinto, cavaleiro fidalgo da Casa Real (1536), morador em Fonte Longa.
2. Isabel Pinto Coutinho, n. cerca de 1463, que parece ter herdado bens em Cárquere, Stª Marinha de Zêzere e Anreade. C. cerca de 1481 c. Rui Teixeira (de Macedo), senhor do prazo da quinta, paço e couto de Fornelos e da quinta do Barral, ambos em Aregos (hoje Anreade). É o Rui Teixeira, escudeiro do capitão-mor de Tanger Rui de Mello (futuro 1º conde de Olivença), que a 15.10.1472 teve mercê de Dom Afonso V para suceder no cargo de juiz das sisas de Aregos, Barqueiros, Teixeira e Gestação, a seu pai Gonçalo Vasques Teixeira, que nele renunciara em instrumento público de 6.4.1472. E o Rui Teixeira, morador no julgado de Aregos, escudeiro e «criado» de Rui de Mello, que a 27.11.1472 é nomeado para o cargo de juiz dos órfãos no dito julgado e seu termo, em substituição de Gonçalo Vasques Teixeira, seu pai, que morrera. Rui Teixeira era filho sucessor de Gonçalo Vasques Teixeira, fidalgo, juiz dos órfãos de Aregos de S. Sebastião e honras de Gestaçô e Teixeira e juiz das sisas de Aregos, Barqueiros, Teixeira e Gestaçô (4.1.1434), etc., e de sua mulher Isabel Gonçalves de Moura, senhora do dito prazo da quinta, paço e couto de Fornelos; neto paterno de Pedro (Vasques) Teixeira (1), cavaleiro, senhor da honra e quintã de S. Pedro da Teixeira (Baião), etc., e de sua mulher Joana Martins de Macedo (2), senhora do morgado de S. Braz, em Vila Real; e neto materno de Gonçalo Álvares de Moura, senhor do dito prazo da quinta, paço e couto de Fornelos. Dizem as genealogias que Pedro Vasques Teixeira teve a honra de S. Pedro da Teixeira (Baião), que talvez tivesse herdado, pelo menos em parte, de seu primo Martim Fernandes de Teixeira, sendo natural que de seu pai também aí tivesse herdado bens de raiz, mas o senhorio de juro e herdade de Teixeira só foi dado a seu filho João em 1471. É certamente o Pedro Teixeira, cavaleiro, criado do conde D. Pedro de Menezes (com quem terá vindo de Castela), que a 31.1.1439 teve de D. Afonso V uma tença anual de 1.000 reais no almoxarifado de Vila Real, do mesmo modo que a tinha no tempo do rei D. Duarte (cuja mercê não se encontra na respectiva chancelaria), e o Pedro Teixeira, cavaleiro, criado do conde D.Pedro, a quem a 15.6.1450 D. Afonso V doa uma tença anual de 100.000 libras, a partir de 1 de Janeiro desse ano. Gaio diz que Pedro Teixeira em 1443 era vedor do duque de Bragança. Este Pedro era filho de Vasco Gonçalves Teixeira, que esteve com seu pai na batalha de Aljubarrota, contra o mestre de Avis, e de sua mulher Catarina Anes de Berredo. A 30.3.1384 D. João I doou a João Gonçalves, seu escudeiro, todos os bens móveis e de raiz que tinha em Lisboa e seu termo «vaasco gonçallvez criado de Joham gonçallvez de Teixeira» que «os perdeo por seer em companha de el rrey de castella». E a 20.7.1452 D. Afonso V doa a João Afonso Teixeira, procurador da corte, um casal de pão, vinho e azeite, no termo de Santarém, que pertencera a Vasco Gonçalves Teixeira. Este Vasco Gonçalves era irmão de Gonçalo Teixeira, que vem referido como criado do conde D. Henrique quando «por seer em desseruiço» perdeu todos os seus bens móveis e de raiz para Fernão Vasques, vassalo de D. João I, a quem este rei os doou por carta de 2.10.1384. Vasco Gonçalves e Gonçalo Teixeira eram ambos filhos naturais de João Gonçalves de Teixeira, senhor de juro e herdade de Paiva, fidalgo do Conselho, escrivão da puridade e notário (1374-83) do rei D. Fernando, que seguiu a rainha Dona Beatriz e morreu na batalha de Aljubarrota contra o mestre de Avis. A 4.3.1384 D. João I doa Estêvão Vasques Filipe o senhorio de Paiva, «o qual tragia Joham gonçallvez da teixeira». A 15.9.1384 Dom João I doa a Pedro Esteves de Alvellos os bens que que tinha em Lisboa «Joham gonçallvez da teixeira d el rrey dom Fernando». Gaio diz que foi anadel-mor de D. Fernando I, alcaide-mor de Óbidos e fronteiro-mor de Trás-os-Montes. Este João Gonçalves era filho natural (legitimado por carta real de 10.1.1324) de Gonçalo Anes de Teixeira, freire da Ordem do Hospital, do tronco desta linhagem, e de Maria Pires, mulher solteira. O Rui Teixeira (de Macedo) em epígrafe era irmão de Briolanja Teixeira de Macedo que casou com Pedro da Cunha, fidalgo da Casa Real, senhor das quintas do Requeixo, em Vale do Bouro, e do Pinheiro de Ribas, em Basto, etc., com geração conhecida. Voltando a Gonçalo Vasques Teixeira, pai de Rui Teixeira (de Macedo), encontrei sobre eles a seguinte documentação: a 7.9.1439 D. Afonso V confirma nomeação de Gonçalo Vasques, criado de Martinho Afonso de Mello, no cargo de juiz dos órfãos de S. Sebastião e honras de Gestaçô e Teixeira, conforme tinha sido nomeado por carta de D. Duarte de 4.1.1434 (que não aparece na respectiva chancelaria). Este Martim Afonso de Mello, guarda-mor de D. Afonso V, era pai de Rui de Mello, referido abaixo, que foi o 1º conde de Olivença (1476). No mesmo dia D. Afonso V confirma nomeação de Gonçalo Vasques, criado de Martinho Afonso de Mello, no cargo de juiz dos órfãos na terra e julgado de Aregos, conforme tinha sido nomeado por carta de D. Duarte de 4.1.1434 (que não aparece na respectiva chancelaria). A 12.9.1451 D. Afonso V nomeia novamente Gonçalo Vasques, criado de Martinho Afonso de Mello, guarda-mor, para o cargo de juiz das sisas de S. Sebastião e honras de Gestaçô e Teixeira. A 15.10.1472 D. Afonso V nomeia Rui Teixeira, escudeiro de Rui de Mello, do seu Conselho, capitão e regedor na cidade de Tânger (futuro 1º conde de Olivença, em 1476, e filho sucessor do Martim Afonso de Mello referidos acima), para o cargo de juiz das sisas de Aregos, Barqueiros, Teixeira e Gestação, em substituição de Gonçalo Vasques Teixeira, seu pai, que renunciara por instrumento público de 6 de Abril de 1472. A 27.11.1472 Dom Afonso V nomeia Rui Teixeira, escudeiro, criado de Rui de Mello, morador no julgado de Aregos, para o cargo de juiz dos órfãos no dito julgado e seu termo, em substituição de Gonçalo Vasques Teixeira, seu pai, que morrera. Este Gonçalo Vasques Teixeira não pode, portanto, ter nascido depois de 1410, nem pode ser o Gonçalo Teixeira que com seu irmão João Pires de Macedo tirou ordens menores em Braga a 4.10.1461, ambos filhos de Pedro Teixeira e sua mulher Joana Martins de Macedo, então moradores em Vila Real (S. Dinis). Com estes dois irmãos tiram também ordens menores na mesma data dois seus meios-irmãos, João e Pedro Teixeira, filhos do dito Pedro Teixeira, enquanto solteiro, e de Branca Afonso. O que significa que Pedro Teixeira e Joana Martins de Macedo casaram cerca de 1447. O que implica que esta não pode ser filha de Martim Gonçalves de Macedo, já de meia idade na batalha de Aljubarrota (1385) e falecido antes de 26.6.1425, quando D. João I dá a seu filho lídimo e herdeiro Diogo Gonçalves de Macedo, morador na cidade de Évora, 300 libras das dizimas da portagem de Bragança, como tinha seu pai, que as recebera a 27.5.1385, junto com a aldeia e os direitos reais de Outeiro de Miranda. Por outro lado, João Teixeira de Macedo, do Conselho de Dom Afonso V em 1476, não podia então ter 28 anos de idade, como propõe LMVSP (Luiz de Mello Vaz de São Payo, Famílias de Chaves, in Raízes & Memórias, nº 12), tanto mais que já em em 1471 teve o senhorio de Teixeira e em 1472 fora nomeado pelo mesmo rei administrador do morgadio instituído por seu bisavô João Pires, efectivamente sogro daquele Martim Gonçalves de Macedo. Todo este desajuste cronológico obriga à coincidência, afinal vulgar nas genealogias desta época, do casamento de dois Pedros Teixeira com duas Joanas Martins de Macedo, sendo o mais antigo destes homónimos o pai do outro. A grande coincidência é terem ambos casados com mulheres chamadas Joana Martins de Macedo, o que só pode ter uma explicação, ou seja, o Pedro mais novo casou com uma prima-direita, homónima da tia, certamente filha do Diogo Martins de Macedo, fidalgo da Casa do infante D. Fernando, que a 18.10.1454 obtém de Dom Afonso V a nomeação de um seu criado para porteiro da correição de Trás-os-Montes, sendo este Diogo irmão da Joana Martins de Macedo mais velha. Temos assim que o Pedro Teixeira mais novo, filho do outro, é o Pedro Teixeira, contador no almoxarifado da comarca de Vila Real e seu termo e da Torre de Moncorvo, que a 2.9.1450 Dom Afonso V privilegia, concedendo-lhe licença para que possa receber as avenças, direitos, posições, heranças e reguengos, bem como de fazer pregão para as arrendar ou emprazar e dar de sesmarias todas as vinhas e casas dentro e fora do dito almoxarifado, mandando que lhe seja dada a si e ao escrivão e porteiro que com ele andar, sob pena do pagamento de 6.000 reais. Rei este que a 23.2.1468 doa uma tença anual de 2.858 reais a Pedro Teixeira, escudeiro do conde de Viana, necessariamente o conde D. Duarte de Menezes, o que distingue bem os dois Pedro Teixeira, o pai cavaleiro do conde D. Pedro, e o filho escudeiro do conde D. Duarte, filho daquele conde. Este Pedro mais novo é ainda o que a 28.4.1450 foi contador do almoxarifado de Vila Real e que já tinha falecido a 24.12.1472, quando Dom Afonso V nomeia, por três anos, Rui de Abreu, cavaleiro da sua Casa, para o cargo de corregedor da comarca e correição de Trás-os-Montes, em substituição de Pedro Teixeira, que morrera. Podendo ainda ser o Pedro Vasques Teixeira a quem a 10.2.1450 D. Afonso V nomeia para o cargo de meirinho do barinel real na cidade de Lisboa com todos os seus direitos. Este Pedro Teixeira é que foi o pai dos filhos que tiraram ordens menores em 1461, como ficou dito. Terá nascido cerca de 1408, casado com sua prima-direita Joana Martins de Macedo cerca de 1447, tendo então já filhos naturais, e falecido em 1472, com cerca de 64 anos de idade. Era certamente o primogénito, portanto irmão mais velho do Gonçalo Vasques Teixeira que foi juiz dos órfãos de Aregos em 1434, e de João Teixeira de Macedo, certamente filho 2º, do Conselho em 1476 e administrador do morgadio de S. Braz em Dezembro de 1472, justamente o ano da morte do irmão. Este João Teixeira de Macedo, nascido cerca de 1409, é referido como fidalgo escudeiro da Casa Real quando a 15.1.1471 Dom Afonso V lhe deu o senhorio de juro e herdade da honra e julgado de Teixeira. Mas vem como cavaleiro da Casa Real e contador da comarca de Trás-os-Montes quando a 2.12.1472 o mesmo rei lhe concede licença para lançar as suas éguas aos asnos, e como fidalgo da Casa Real quando a 2.12.1472 o mesmo rei lhe dá a administração do morgadio (de S. Braz), com capelas, rendas e hospital, deixados por morte de seu bisavô João Pires, escolar, contanto que ele à sua morte deixe nomeado o seu sucessor. A 10.7.1476, sendo referido como fidalgo da Casa Real e contador da comarca de Trás-os-Montes, D. Afonso V nomeia-o para o seu Conselho. E a 5.10.1480 D. Afonso V manda a João Teixeira de Macedo, do seu Conselho, contador da comarca de Trás-os-Montes, que lhe venha prestar contas do dinheiro que recebera das rendas e direitos régios para o abastecimento e despesas relativas à fortaleza de [Valvestre]. A 6.2.1484 foi nomeado por D.João II alcaide-mor de Montalegre. A 30.5.1484 o mesmo rei doa-lhe a quintã e direitos reais de Macedo. A 8.6.1497 teve licença real para, com sua mulher Violante de Barros, ceder a sua filha a tença de 12.000 reais para casar com Manuel Pinto, tença essa que João Teixeira de Macedo e sua mulher tinham pelo dote real de 1.000 coroas de ouro para o seu casamento, que não tinha sido pago. E parece ser este o João Teixeira de Macedo que faleceu a 6.7.1506, portanto nonagenário. Deste João parece ainda ter sido irmã Isabel Teixeira, que segundo as genealogias casou com Vasco Anes de Moraes, o que parece comprovar-se, pois a 13.9.1446 D. Afonso V nomeia Aires Teixeira, escudeiro do duque de Bragança, e a seu pedido, para o cargo de juiz das sisas de Vila Real, em substituição de Vasco Anes de Moraes, que se encontrava amorado por não cumprir lealmente o seu ofício. 2.1. Isabel Pinto, n. cerca de 1481, que sucedeu no prazo da quinta, paço e couto de Fornelos. Faleceu cerca de 1534, certamente já viúva, pois nesse ano o dito prazo foi renovado a seu filho, como diz Frei Teodoro de Melo (2a). Casou cerca de 1496 com João de Sequeira, como se documenta no dito prazo. Gaio, citando Carneiro, confunde esta Isabel Pinto com a mãe e por isso diz que esta casou 2ª vez com João de Sequeira. E diz que este João de Sequeira foi fidalgo da Casa Real, o que também se documenta no dito prazo, nasceu em 1477 em Penela e era parente do conde de Penela D. Afonso de Vasconcellos. E acrescenta que este João de Sequeira seria filho de Branca de Sequeira e seu marido Fernão Anes de Torres, amo da rainha D. Isabel. Na verdade, como se documenta, o amo da rainha D. Isabel não era Fernão mas sim Francisco Anes de Torres, e sua 2ª mulher não era Branca mas sim Violante Álvares de Sequeira, ama da rainha D. Isabel, como refiro no meu trabalho A Casa da Trofa. Com efeito, a 1.9.1462 Dom Afonso V autoriza a igreja de S. Tiago de Coimbra a receber os bens de raiz que lhe deixara em testamento Violante Álvares de Sequeira, moradora em Coimbra, ama da rainha D. Isabel. Esta Violante era irmã de Frei Diogo Álvares de Sequeira, comendador-mor da Ordem de Avis, ambos filhos do alcaide-mor de Lisboa Álvaro Gonçalves de Sequeira. De Violante e seu irmão Diogo deve ainda ser irmão Fernando Álvares de Sequeira, comendador de Moura, já falecido quando a 28.8.1462 o rei legitima Diogo de Sequeira, seu filho e de Margarida Esteves, mulher solteira. Francisco Anes de Torres foi morgado de Ponte da Ceira, em Coimbra, cavaleiro da Casa Real e senhor quinta de S. Pedro Fins, em Montemor-o-Velho. Com efeito, a 1.2.1450 Dom Afonso V doa perpetuamente a Francisco Anes de Torres, cavaleiro da Casa da rainha D. Isabel, a pedido da mesma, o morgado da Ceira, situado no termo da cidade de Coimbra, com todas suas entradas, saídas e pertenças, rendas e direitos, que pertencia a Diogo Gonçalves de Travaços. E a 21.3.1452 o mesmo rei doa vitaliciamente a Francisco Anes de Torres e a sua mulher Violante Álvares uma tença anual de 12.000 reais de prata. E a 29.3.1454 doa a Francisco Anes de Torres, cavaleiro da sua Casa, para sempre, a quinta de S. Pedro Fins, no termo de Montemor-o-Velho, do almoxarifado de Coimbra, com todas as suas rendas e direitos entradas, saídas, foros, pertenças e couto. Como ficou dito, Violante Álvares de Sequeira, nascida cerca de 1410, já tinha falecido em 1462, pelo que não podia ser mãe de João de Sequeira, que se diz ter nascido em 1477 em Penela, e mesmo que ele tivesse nascido 20 anos mais cedo. Poderia ser avó? Cronologicamente, podia; e devia ser, como explico adiante. Francisco Anes de Torres e a sua mulher Violante Álvares de Sequeira tiveram vários filhos, entre eles Mécia de Sequeira, donzela e depois dama da corte da rainha D. Leonor e ama da infanta Stª Joana, que era solteira (donzela da rainha) em 1442 e que casou cerca de 1450 com Pedro Afonso de Aguiar, capitão-mor da armada da Índia, pais do notável Jorge de Aguiar, que morreu nomeado 2º vice-rei da Índia, bem assim como de D.Violante de Sequeira, mulher com o 2º senhor da Trofa. Convém ainda referir aqui que Francisco Anes de Torres casou a 1ª vez com Maria Corrêa, filha dos senhores de Fralães, e desse casamento teve uma filha chamada Beatriz Corrêa que casou com Gonçalo Teixeira, tio-avô de Rui Teixeira de Macedo, pai desta Isabel Pinto, o que é mais um indício de que João de Sequeira pertencia e estes Sequeira e era neto do dito Francisco Anes de Torres e sua 2ª mulher. Não sei onde Gaio, ou as suas fontes, foram buscar a data de 1477 para o nascimento em Penela de João de Sequeira. Será que podia ter nascido 20 anos antes, tendo casado (2ª vez) com cerca de 40 e tal anos, tendo a noiva cerca de 15 anos? Esta diferença de idades era vulgar na época. É que o João de Sequeira parente do conde de Penela casado com Isabel Pinto é quase de certeza o João de Sequeira, ouvidor do conde de Penela em Aregos, que a 27.8.1481 teve perdão da justiça régia por ter mandado dar pregão a Isabel Eanes, mulher de João Pires, morador em Aregos, acusada de adultério; e por ter açoitado Pedro, filho de João Martins e de Branca Eanes, morador nesse concelho, acusado de roubo, sem ter dado apelação às justiças régias, mediante os instrumentos públicos de perdão feitos a seu favor a 23, 24 e 30 de Julho de 1481, tendo pago 1.000 reais para a Piedade. De referir, finalmente, que Gaio apenas dá um filho a João de Sequeira e Isabel Pinto, que como vimos confunde com a Isabel Pinto Coutinho casada com Rui Teixeira de Macedo, seus pais. Diz que esse filho se chamou Lopo de Sequeira, foi fidalgo da Casa Real e que em 1505 vivia na quinta de Corujeiras, na freguesia de Resende, tendo casado com Leonor Coelho de Macedo, filha de João Coelho de Macedo e sua mulher Isabel Soares Cardoso, senhores das quintas de Cavoucos e Pinheiro, na freguesia de Cárquere. O que em parte se confirma num prazo de 2.3.1507, feito no tabelião de Resende Manuel Anes, onde consta o emprazamento que o mosteiro de Cárquere fez das pesqueiras a Grande e a Seladinha, no rio Douro, no sitio de Porto de Rei, a Lopo de Sequeira e a sua mulher Leonor Coelho, moradores na quinta das Corujeiras. Portanto, este Lopo de Sequeira já era adulto em 1505, o que impede que tenha sido filho de Isabel Pinto; mas, por outro lado, indicia que de facto João de Sequeira casou uma 1ª vez e que este Lopo seria filho desse matrimónio. Tanto mais que existe uma flagrante contradição naquilo que Gaio diz, ou seja, João de Sequeira não podia ter nascido em 1477 e ter um filho adulto em 1505. O que, em última análise, aponta para que João de Sequeira tenha afinal nascido mais cedo, lá para 1455, e seja de facto o ouvidor do conde de Penela em Aregos em 1481, tendo casado duas vezes, a segunda das quais com Isabel Pinto. Assim sendo, de quem seria filho João de Sequeira, partindo do princípio de que era neto de Francisco Anes de Torres e a sua mulher Violante Álvares de Sequeira? Parece óbvio que seria filho de Lopo (Vaz) de Sequeira, alcaide-mor de Alandroal, que as genealogias dizem ter casado a furto com D.Cecília de Menezes, filha de de D. Fernando de Menezes, senhor de Cantanhede, casamento que se documenta e que daria o tal parentesco, ainda que afastado, com o conde de Penela. Com efeito, a 8.1.1470 D. Afonso V perdoa o degredo de dois anos a João Álvares, morador em S. Martinho da Árvore, termo da cidade de Coimbra, a que fora condenado para a vila de Alcácer, por prestar falso juramento, induzido por D. Cecília, mulher de Lopo Vasques de Sequeira, tendo pago 4.000 reais de prata para a Arca da Piedade. E a 21.2.1473 o mesmo rei perdoa um ano de degredo, e a pena por o não ter cumprido, a Lourenço Gonçalves Gançoso, morador no Alandroal, a que fora condenado a degredo para a cidade da Guarda, culpado num arroído com Lopo Vasques de Sequeira, alcaide-mor na dita vila de Alandroal, tendo pago 1.500 reais de prata a Frei Pedro Dinis, prior do mosteiro de S. Domingos. Este Lopo Vaz de Sequeira, ao contrário do que era costume nessa época, só usou o patronímico a partir de uma certa altura (não se percebendo bem a razão), pois não pode deixar de ser o Lopo de Sequeira a quem a 13.11.1442 D. Afonso V confirmou a doação que a 1 de Setembro desse ano lhe fez sua irmã Mécia de Sequeira, donzela da câmara da rainha, de todos os bens móveis, vacas ou outro qualquer gado, dinheiros, pão, vinho e roupas de cama, alfaias de casa e jóias, que tinha em Moura. Devendo ser, ainda, o Lopo de Sequeira, escudeiro do infante D. Pedro, que a 2.2.1443 o rei nomeia para o cargo de meirinho da Serra e lugares do reino do Algarve e Campo de Ourique, em substituição de Pedro Arras, que era velho e cansado. E o Lopo de Sequeira, escudeiro, morador em Estremoz, que em 1469 é nomeado para o cargo de juiz das coisas das sacas apropriadas aos cativos de Tânger nos almoxarifados de Portalegre, Estremoz e outros lugares que estão arrendados a João Vasques, em substituição de Pedro Nunes. E ainda o Lopo Vaz de Sequeira que casou (a 1ª vez) com Luiza de Faria, já viúva sem geração de D. Manuel de Menezes, capitão-mor de Baçaim, e filha de Pedro de Faria, capitão-mor do Malabar, Goa e Malaca. A este Lopo (Vaz) de Sequeira e sua mulher (portanto 2ª) D. Cecília de Menezes apontam as genealogias um filho 2º chamado João Lopes de Sequeira, que casou com Beatriz Leme, filha filho do célebre navegador Fernão Gomes da Mina e sua mulher Catarina Leme, a quem só dão duas filhas. E, justamente, este João Lopes de Sequeira é que deve ser o João de Sequeira ouvidor do conde de Penela em Aregos em 1481 e de facto parente afastado deste conde, que de sua 1ª mulher Beatriz Leme teve também um filho Lopo de Sequeira (o nome do avô), adulto em 1505, e que casou 2ª vez, cerca de 1496, teria 46 anos de idade, com Isabel Pinto, de quem teve um filho, pelo menos. Sendo certo que Lopo Vaz de Sequeira e sua 2ª mulher tiveram pelo menos mais dois filho filhos, Diogo e Fernando, que que em 1480 tiraram prima tonsura em Évora: «Item Didacum legitimum filium Lopi Vallasci de Sequeyra et donne Cezillie de Meneses comorantium in dicto loco do Alandroal ad Primam Clericalem Tomsuram tantum. Item Fernandum filium Lopi Vallasci de Sequeyra et donne Cezillie de Meneses comorantium in dicto loco do Alandroal ad Primam Clericalem Tomsuram tantum». 2.1.1. Rui Teixeira Pinto, documentado como filho de João de Sequeira, fidalgo da casa d'el rei, e de sua mulher a muito honrada Isabel Pinto, que sucedeu no prazo da quinta, paço e couto de Fornelos, que lhe foi renovado em 1534 por Frei Gomes Godinho, comendador de Barrô, como diz Frei Teodoro de Mello. Terá nascido cerca de 1497 e parece que faleceu em 1539, deixando filhos menores. Casou com Isabel Pinto, como se documenta no dito prazo e no inventário de menores dos filhos, que provavelmente era sua parente. 2.1.1.1. Aires Teixeira Pinto, que sucedeu no prazo da quinta, paço e couto de Fornelos. Com seus irmãos teve inventário de menores, que Frei Teodoro de Melo diz que estava no cartório dos órfãos de Aregos. Este inventário deve ser de 29.9.1539, como refere Gaio, que, devido à referida confusão da Isabel Pinto, avó deste, com a Isabel Pinto sua bisavó, dá erradamente este Aires e sua irmã Filipa como filhos do Rui Teixeira que foi seu bisavô. Segundo Gaio c.c. Isabel Fernandes Baracha, irmã de seu cunhado, referido adiante, tendo ambos já falecido a 10.12.1568 quando os filhos fazem partilha de bens. C.g. 2.1.1.2. Filipa Teixeira Pinto, que segundo Gaio c.c. Sebastião Fernandes Baracha, cavaleiro fidalgo e vedor dos duques de Bragança, c.g. que partilhou os bens de seus pais por escritura de 7.4.1587. 2.1.1.3. Rui Teixeira Pinto. 2.1.2. Sebastião, segundo Frei Teodoro de Melo, o que parece confirmar-se. 2.1.3. Jorge, segundo Frei Teodoro de Melo, que de facto parece filho do 2º casamento de João de Sequeira, pois Isabel Pinto teve um irmão Jorge, clérigo beneficiado na igreja de Anreade. Se bem que este Jorge e o alegado tio possam afinal ser o mesmo, ou seja, o dito clérigo ser este filho de João da Silveira. 2.3. João Pinto Coutinho, fidalgo, capitão de Aregos, sucessor na quinta do Barral, que segundo Gaio lhe coube nas partilhas de seus pais, «como consta da escriptura dellas q. se acha na q.ta de Beba em poder de Nicolau Prª Machado». C.c. Urraca de Oliveira, natural de Poiares (Régua), c.g., nomeadamente nos Cunha Coutinho Ozorio de Portocarrero, do palácio da Bandeirinha, no Porto (7). 2.4. Rui Teixeira de Macedo (3) , fidalgo, n. cerca de 1487 e já fal. em 1538. Foi senhor da quinta de Vimieiro, em S. Martinho de Sande, prazo do mosteiro de Alpendurada renovado a 28.9.1513, e onde parece que viveu. C. cerca de 1513 c. Isabel Velho, que já viúva teve a 11.5.1538 prazo novo, em 1º vida, da quinta de Vimieiro. 2.4.1. Melícia Teixeira, que sucedeu na quinta de Vimieiro, onde n. cerca de 1523 (pelo que teria irmãos mais velhos, certamente falecidos novos ou sem geração) e fal. a 4.10.1590. A 9 de Maio do ano seguinte, o prazo da sua quinta de Vimieiro foi feito a seu filho Rodrigo. C. cerca de 1545 c. Tomaz Fernandes. 2.4.1.1. Rodrigo Teixeira, n. cerca de 1546 e fal. a 26.4.1623 na quinta de Vimieiro. Teve, com seus irmãos Frutuoso e Paulo, renovação do prazo a 9.1.1591, mas mas pouco depois devem ter passado o direito a sua irmã Ana, referida adiante. C. a 3.12.1588 c. Maria Ribeiro, fal. a 28.10.1624, em Sande, c.g. 2.4.1.2. Frutuoso Teixeira, n. cerca de 1548 e fal. a 12.1.1642 em Sande. C. antes de 1587 c. Marta Ribeiro, fal. a 27.4.1648, ib. C.g. 2.4.1.3. Paulo Teixeira, n. cerca de 1550, que viveu na quinta de Vimieiro, onde fal. a 10.11.1639. C. a 21.2.1593 em Sande, c. Maria Marques, fal. a 3.10.1632, ib, c.g. 2.4.1.4. Ana Teixeira, n. cerca de 1555, que foi senhora da quinta do Vimeiro e respectivo praz, onde viveu e fal. a 21.6.1616. C. cerca de 1574 c. Gaspar Carneiro (de Vasconcellos), fal. a 1.12.1616, ib, sendo referido no óbito que «ficou na propriedade seu genro Melchior de Leão». Na IG de sua neta Ana Carneiro (casada com o familiar do Santo Ofício Paulo de Moura Carneiro, senhor da quinta do Casal, em S. Cristóvão de Espadanedo) diz-se que Gaspar Carneiro e sua mulher «eram pessoas nobres», «que vieram da sua Quinta» como «gente de grande qualidade e dos melhores deste concelho». Gaspar Carneiro era irmão mais novo do abade de Soalhães Braz Carneiro, ordenado em 1566, ambos filhos naturais de João Carneiro, matriculado em ordens menores em Braga em 1527, e de Beatriz de Basto (de Vasconcellos?), solteira de Taboado; e netos paternos de Francisco Carneiro, de Vila Real, e de sua mulher Filipa de Moraes. 2.4.1.4.1. André Carneiro de Vasconcellos, n. em 1575 e fal. 1673, foi cónego claustral, ficando conhecido como um dos «bravos» que não aceitou a reforma dos conventos de 1605, como se refere na «Corografia Portuguesa». 2.4.1.4.2. Joana Teixeira, que n. cerca de 1586 e c. a 10.1.1605 em Sande c. Diogo Leitão, n. em Paços de Gaiolo, onde moraram, sendo pessoas «nobres que viviam de suas fazenda» e «se tratavam à lei da nobreza», como refere a IG do neto para o Stº Ofº. C.g. 2.4.1.4.3. Beatriz Velho Carneiro, que n. cerca de 1588 e sucedeu no prazo da quinta de Vimieiro. Faleceu a 15.10.1673 em Penhalonga, sendo no óbito referida como Beatriz Carneiro, viúva de Melchior de Leão, moradora na quinta do Prado, onde se diz que seu filho Belchior Carneiro de Leão (Melchior Geraldes de Leão) fez os bens de alma, com 60 missas, com ofertas e obradas costumadas, repartidas em 3 ofícios. C. a 22.2.1609 em Sande c. Melchior de Leão Cabral (4), que com sua mulher teve renovação do prazo da quinta de Vimieiro em 1619, onde fal. 3.10.1635, crismado a 2.11.1592 em Sande, filho de Martinho de Leão Geraldes, 6º morgado da Casa Nova, em S. Paio de Favões, fidalgo de cota de armas (1586) e senhor da quinta de Cristóvão, em Sande, onde fal. a 10.7.1617, e de sua mulher Marta Freire Vieira, fal. a 2.12.1622, ib. Tiveram oito filhos, entre eles o sucessor no prazo da quinta de Vimieiro, Melchior Geraldes de Leão, b. a 8.8.1624, ib, c.g. nos Geraldes de Leão, da quinta de Magães (Freixo), e através destes nos Geraldes de Vasconcellos, das casas de Rande (Milhundos) e das Quartas (Stª Leocádia de Baião) (5). 2.4.1.4.4. Maria Velho Carneiro que c. a 22.2.1609, no mesmo dia de sua irmã, c. um irmão do marido desta, Francisco de Leão Geraldes, 7º morgado da Casa Nova, c.g. nos Carneiro de Vasconcellos (6). 2.4.2. Joana Teixeira, fal. a 4.8.1599 na quinta de Vimieiro. Fez manda verbal e deixou os filhos por testamenteiros. Logo, casou, mas desconheço o nome do marido. 2.5. Sebastião Pinto de Macedo, fidalgo, n. cerca de 1488 e fal. em 1530, com cerca de 42 anos de idade e filhos menores. Foi senhor da quinta do Cavouco, em Cárquere (Resende). Por cuja morte fez-se inventário dos seus bens no cartório dos órfãos de Aregos a 17.3.1530, onde consta que casou a 1ª vez com Catarina Coelho, filha de João Coelho de Macedo, senhor da dita quinta do Cavouco, c.g., a 2ª vez com Guiomar Nunes, fal. com inventário de 21.7.1527, filha de António Coutinho e de sua mulher Margarida de Gouveia, moradores em Lamego, também c.g., e a 3ª vez, cerca de 1529, com Isabel Luiz de Vinhais, que ficou sua viúva, s.g. Do 1º casamento, que se terá realizado cerca de 1509, nasceu António Pinto de Macedo, que casou com Briolanja Fernandes e foram pais de Isabel Pinto de Macedo, n. cerca de 1531, e por ela avós de Cristóvão Pinto de Macedo, n. cerca de 1546, cuja primeira filha legítima foi baptizada a 21.8.1567 em S. João de Fontoura (Resende), segundo informação do Dr. Pedro Girão, que dele descende e está a investigar esta linha. 2.6. Jorge Pinto Coutinho, clérigo beneficiado na igreja de Anreade, c.g. ilegítima. 2.7. Belchior Pinto 2.8. Francisco Pinto de Macedo, que c.c. Maria da Fonseca, herdeira da quinta de Ermelo, em Ancede (Baião), filha de Nicolau da Fonseca. C.g. nos Azeredo Pinto, da casa de Penalva. 2.9. Cecília Teixeira Pinto, que segue no nº 3.
3.
Cecília Teixeira Pinto,
n. cerca de 1496, que herdou ou fez a casa de Entre-Águas, em Stª
Marinha de
3.1. (a) ou sem geração ou só com filhas, uma vez que foi herdeiro o filho do 2º casamento. 3.2. (b) Amador da Fonseca Coutinho, que segue no nº 4. 3.3. (b) Sebastião de Ozorio Coutinho, n. cerca de 1526, que Gaio diz ter sido senhor da casa de Almedina, em Lamego, e c.c. Apolónia de Carvalho, filha de João de Carvalho e de sua mulher Isabel Teixeira, senhores da casa da Figueira, em Lamego. 3.3.1 Diogo de Ozorio Coutinho, n. cerca de 1548, que segundo Gaio teve foro de escudeiro fidalgo da Casa Real a 22.8.1568, foi capitão-mor de Baião e senhor da quinta das Caldas chamada de Trancoso, junto às Caldas de Baião. C.c. Isabel Ozorio de Gouvea, filha de Jorge de Figueiredo de Gouvea e de sua mulher Cristóvã Ozorio. C.g.
4. Amador da Fonseca Coutinho, que também aparece como Amador da Fonseca Pinto, cavaleiro fidalgo, senhor da quinta de Entre-Águas, em Stª Marinha do Zêzere, onde n. cerca de 1525 e fal. a 20.9.1601, deixando herdeiros seus filhos. Era «pessoa principal» e «da mais nobre gente do concelho», conforme se diz na IG do neto Diogo de Moura Coutinho, onde é referido como Amador da Fonseca Pinto, cavaleiro fidalgo, natural de Stª Marinha. C. cerca de 1559 c. Francisca de Ozorio, fal. a 3.10.1598, ib, «mulher fidalga», nascida em Lamego, que julgo filha natural de Pedro da Cunha Ozorio (8), cónego da Sé do Porto, havida em Antónia Fernandes, que fal. em casa de sua filha em Stª Marinha. Gaio dá erradamente Francisca de Ozorio como filha de Diogo da França e de sua mulher Isabel Ozorio da Fonseca.
4.1.
Maria de
Ozorio Coutinho,
n. cerca de 1549 e fal. a 8.5.1599, ib, com testamento cerrado, ficando
testamenteiro seu marido. C. cerca de 1568 c. Francisco de Carvalho
Pinto (9),
co-herdeiro da casa da Granja,
4.1.1. Maria de Ozorio Coutinho, co-herdeira da quinta de Passos, onde viveu. N. cerca de 1570 e c. a 10.5.1589, ib, c. Gaspar Pinto Vieira, filho de Diogo Pinto Aranha, fal. a 25.4.1599, ib, deixando testamenteiros seu irmão Pedro Jorge e seu genro Francisco de Carvalho, e de sua mulher Joana Vieira, fal. a 28.10.1593, ib; neta paterna de Jorge Pinto, de S. Tomé de Valadares, e de sua mulher Mariana Aranha, fal. viúva a 29.9.1591 em Stª Marinha, deixando herdeiros seu filho Diogo Pinto e seu genro António Teixeira. 4.1.1.1. Francisco Pinto Vieira, morador na quinta de Passos. C.c. Maria Pinto, fal. viúva a 13.9.1699, ib, provavelmente sua prima. 4.1.1.1.1. Domingos de Carvalho Pinto, fal. a 16.9.1709 na quinta de Travanca, onde viveu casado. C. a 29.1.1693 em Stª Marinha c. D. Antónia da Silva e Costa, n. em 1675 e moradora viúva na quinta de Travanca, fal. antes de 1731, que já era viúva de seu tio Domingos de carvalho Coutinho, referido adiante. 4.1.1.1.1.1. António, b. a 27.12.1696, ib. 4.1.1.1.1.2. Valério, b. a 12.11.1703, ib. 4.1.1.1.1.3. Maria, b. a 4.11.1706, ib. 4.1.1.1.1.4. Luiza, b. a 2.12.1708, ib. 4.1.1.1.2. Paulo de Carvalho Coutinho, padre, fal. a 23.6.1703, ib, deixando herdeiro seu irmão Domingos. 4.1.1.2. Maria Pinto Ozorio, fal. solt. na quinta de Passos a 14.8.1697. 4.1.1.3. Domingos de Carvalho Coutinho, morador na quinta de Passos, onda fal. a 18.4.1691. C. a 15.11.1689, ib, c. D. Antónia da Silva e Costa, n. em S. Julião de Frielas, termo de Lisboa, em 1675, pois tinha 16 anos em 1691, sobrinha do Cap. António da Silva da Costa, marido de D. Maria de Carvalho Coutinho, referida adiante. 4.1.1.3.1. Manuel de Carvalho Coutinho, morador na quinta de Travanca. C. a 21.11.1731, ib, c. sua prima D. Maria Inácia de Moura Coutinho, da casa das Quintãs, ib, referida adiante, filha de José Pinto Ferreira de Távora e de sua mulher D. Maria Clara de Moura Coutinho. 4.1.2. Manuel Coutinho de Carvalho, que viveu na quinta do Fontelo. C. a 14.10.1608, ib, c. sua prima (dispensados em 4º grau de consanguinidade) Maria Gomes de Almeida, n. em Stª Cruz do Douro e fal. de parto a 21.8.1614 em Stª Marinha, sobrinha de Pedro Gomes de Almeida, abade de Stª Marinha de Zêzere, que a criou e dotou. 4.1.2.1. ?Manuel Coutinho, da Granja, que fal. a 14.10.1646, com manda feita no seu genro António Loureiro, escrivão. C.c. Catarina Carneiro, fal. a 30.9.1648, dando herdeira sua filha e seu genro António Loureiro. 4.1.2.2. Ascêncio, b. a 23.3.1610, ib. 4.1.2.3. Domingos de Carvalho de Almeida, padre, fal. na quinta de Fontelo a 16.12.1682, deixando herdeiros seus sobrinhos Manuel, António, Cristóvão e João. 4.1.2.4. Maria de Almeida, fal. solt. 7.3.1671, ib. 4.1.2.5. Antónia de Carvalho c. a 25.9.1634, ib, c. Mateus Monteiro, b. a 25.9.1602, ib, filho de Nuno Álvares e de sua mulher. 4.1.3. Guiomar de Moura Coutinho, crismada a 18.10.1591, ib, que c. a 31.6.1602, ib, c. Manuel Camelo Alcoforado, senhor da quinta de Travaços, ib, que era irmão de Jerónima que no mesmo dia casou com o pai desta Guiomar, e de Paulo, que nesse mesmo dia casou com sua irmã Isabel, adiante. 4.1.3.1. Santos Camelo, que segundo Gaio c. na Terra da Feira, s.g. 4.1.3.2. Melchior Camelo, que segundo Gaio também c. na Terra da Feira, s.g. 4.1.3.3. Manuel Camelo, subdiácono, fal. a 13.8.1629 na quinta de Pepim. 4.1.3.4. Luiz Camelo Alcoforado, que segundo Gaio c.c. Maria da Silva, filha de António da Costa Pinto e de sua mulher Maria da Silva, filha esta de António de Castro e de sua mulher Mécia da Costa. 4.1.3.4.1. António Camelo Alcoforado c.c. sua prima Antónia Camelo Ozorio, referida adiante, c.g. 4.1.4. Francisco de Carvalho Coutinho, cavaleiro fidalgo da Casa Real, senhor da quinta de Travanca, onde viveu desde 1611, data da morte de seu pai, e veio a fal. a 17.10.1637, e co-herdeiro da quinta de Passos, onde viveu desde o seu casamento até 1611. C. cerca de 1603 c. Maria Pinto Aranha, fal. a 24.4.1665, ib, com testamento, irmã de seu cunhado Gaspar Pinto Vieira, referido acima. 4.1.4.1. Maria, b. a 5.1.1604, ib. Embora se estranhe duas filhas Maria que vingaram, deve ser a Maria Pinto que Gaio diz ter c.c. João de Almeida, que foi senhor da quinta de Fontelo, ib. Este João seria assim irmão de Maria Gomes de Almeida casada com Manuel Coutinho de Carvalho, referido acima, tio desta Maria, que também viveram na quinta de Fontelo. Segundo Gaio, Maria Pinto e João de Almeida foram pais de: 4.1.4.1.1. D. Maria Pinto de Carvalho, que c.c. Fernão Camelo de Miranda, morgado de Vilar de Perdizes, c.g. 4.1.4.2. Dr. Francisco de Carvalho Coutinho, fidalgo da Casa Real, já licenciado em 1635, co-herdeiro da quinta de Travanca e morador na vila de Tarouca, b. a 22.1.1608 em Stª Marinha e fal. a 24.9.1656, ib, deixando seu filho por herdeiro. C. a 23.6.1644 em Tarouca c. D. Maria Corrêa Botelho de Alarcão, n. ib, filha de João Viegas Botelho e de sua mulher e prima D. Maria Corrêa Botelho de Alarcão, filha esta de António Corrêa Botelho, 1º capitão-mor de Mondim da Beira, meirinho da Corte, fidalgo da Casa Real que serviu na Índia, e de sua mulher D. Leonor de Alarcão, da casa de Seia. C.g. nos Cunha Coutinho Ozorio de Portocarrero (12). 4.1.4.3. D. Maria de Carvalho Coutinho, b. a 16.3.1611, ib, moradora na quinta de Travanca, de que foi co-herdeira e onde fal. viúva a 6.11.1700, deixando herdeiros seus sobrinhos. C.c. o Cap. António da Silva da Costa, referido acima, cavaleiro da Ordem de Cristo, n. em S. João de Frielas e fal. a 1.1.1691 na quinta de Travanca, deixando herdeiro sua mulher. 4.1.4.3.1. Domingos de Carvalho Coutinho, fal. moço solteiro na quinta de Travanca a 28.3.1668. 4.1.4.4. Domingos de Carvalho Coutinho, padre, b. a 13.10.1618, ib, sendo padrinho Rodrigo de Moura Coutinho, de Mesão Frio, e fal. a 27.5.1682 na quinta de Travanca. 4.1.4.5. António, b. a 1.1.1623, ib, sendo padrinhos Gregório Dias Ramalho e Maria de Queiroz, mulher de Manuel de Moura Coutinho. 4.1.5. Rodrigo de Carvalho Coutinho, fal. a 25.2.1624, ib. Teve em Ângela Nunes, solteira, fal. a 25.2.1639, ib, dois filhos naturais. 4.1.5.1. (N) Francisco de Carvalho, morador em S. Pedro da Ermida. C. a 7.8.1628 em Stª Marinha c. Ângela Guedes. 4.1.5.1.1. Alexandre, herdeiro de seu tio, adiante. 4.1.5.1.2. Rodrigo, ib. 4.1.5.1.3. Francisco de Carvalho, ib. 4.1.5.2. (N) António de Carvalho, morador em Moreira, fal. a 14.6.1681 em Stª Marinha, deixando herdeiros seus sobrinhos Alexandre, Rodrigo e Francisco de Carvalho. C. a 20.8.1634, ib, c. Luiza Pinto, fal. a 4.3.1681, ib, filha de Gaspar Monteiro. S.g. 4.1.6. Jerónimo de Carvalho Coutinho, que obteve alvará de emancipação a 23.12.1610. C. em Stª Cruz do Douro com a herdeira da Torre de Cabeção. C.g. nos condes de Castelo de Paiva 4.1.7. Isabel Ozorio, fal. a 27.3.1654, ib. C. a 31.7.1601, ib (com escritura de dote de 11.6.1601), c. Paulo Camelo Alcoforado, senhor da quinta de Pepim, em Stª Marinha do Zêzere, onde fal. a 30.5.1624, deixando herdeira sua mulher, que era irmão de Jerónima que no mesmo dia casou com o pai desta Isabel, e de Manuel, que nesse mesmo dia casou com sua irmã Guiomar, acima. 4.1.7.1. Francisco Camelo Alcoforado, que c.c. Maria Ribeiro, irmã de seu cunhado, referido adiante. 4.1.7.1.1. Maria Camelo Alcoforado, que c. a 1ª vez c. Manuel Pinto de Azevedo (a). C. a 2ª vez c. Manuel de Magalhães Coelho (b), senhor da quinta do Freixo de Cima, no termo de Amarante, filho de António de Vabo Coelho e de sua mulher Maria Vilela de Magalhães. 4.1.7.1.1.1. (a) Antónia Camelo Ozorio, que c.c. seu primo António Camelo Alcoforado, referido acima. C.g. 4.1.7.1.1.2. (b) Antónia Jacinta Camelo, que c.c. António de Magalhães Coutinho. 4.1.7.2. Maria Camelo Alcoforado, que c.c. Manuel Ribeiro, senhor da quinta de Fura-Casas. 4.1.7.3. D. Antónia Camelo Alcoforado, b. a 20.7.1619, ib, e fal. a 21.6.1637, ib. C. a 7.5.1635, ib, c. Francisco de Carvalho Pinto, filho de Luiz de Carvalho e de sua mulher Susana da Costa (12a), fal. a 25.9.1643, ib. C.g. nos Azeredo Pinto, da casa de Penalva. 4.1.8. Maria de Moura Coutinho, b. a 29.1.1589, ib, moradora na quinta de Travanca e fal. a 21.6.1639, ib, deixando herdeiro seu marido. C. antes de 1617 c. Gaspar de Carvalho, fal. a 32.8.1663, ib, filho de Pedro Jorge Pinto e de sua mulher Beatriz de Carvalho, que fal. a 23.1.1625, ib, deixando herdeiro este seu filho. 4.1.8.1. Miguel de Carvalho, b. a 1.10.1617, ib, que era cura de Stª Marinha em 1654. 4.1.8.2. Gaspar, b. a 1.1.1623, ib. 4.1.8.3. Francisco, b. a 20.5.1634, ib. 4.1.9. Jerónima de Carvalho Coutinho c. a 11.6.1631, ib, c. Baltazar Pereira Pacheco, n. em Frigil. 4.2. Rodrigo de Moura Coutinho, que segue no nº 5. 4.3. Sebastião de Moura Coutinho, fal. a 2.12.1604 na quinta de Entre-Águas, deixando herdeiro seu irmão mais velho Rodrigo. 5. Rodrigo de Moura Coutinho, cavaleiro fidalgo da Casa Real (1.10.1615), sucessor na quinta de Entre-Águas, onde n. cerca de 1552 e fal. a 29.5.1624, deixando herdeira sua mulher. Era «dos mais nobres e honrados do concelho», conforme se diz na IG do filho, e terá servido na vila da Feira, onde este filho nasceu. C. cerca de 1587 c. Antónia de Castro, n. em Gestaçô, «mui nobre e principal», madrinha em 1611 em Stª Marinha, «mulher mui nobre e principal», filha de Fernão Rodrigues Picanço, n. em Gestaçô, parece que cavaleiro fidalgo da Casa Real, e de sua mulher Antónia Delgado, também nascida em Gestaçô, ambos «da mais nobre gente do concelho», conforme se diz na mesma IG. Esta Antónia Delgado, que Gaio diz ser filha de Gonçalo Delgado, comendador de Ulme na Ordem de Cristo, e de sua mulher Antónia Fernandes de Castro, aparece com este nome na IG do neto, mas seria também conhecida como Antónia Fernandes, pois em 1601 fal. em Stª Marinha de Zêzere uma Antónia Fernandes dita sogra de Rodrigo de Moura Coutinho. 5.1. Manuel de Moura Coutinho, sucessor na quinta de Entre-Águas, onde n. cerca de 1588. Foi tabelião do concelho de Baião (Ch. de D. Filipe II, 41, 128v). C. cerca de 1620 c. Maria de Queiroz, madrinha em 1623 em Stª Marinha, segundo Gaio filha de Gaspar Gonçalves de Araújo e de sua 1ª mulher Catarina de Queiroz, senhores da quinta de Moura Morta, em Penaguião. 5.1.1. Álvaro de Moura Coutinho, escudeiro fidalgo da Casa Real (3.2.1677), sargento-mor de Baião, capitão da Ordenança de Stª Marinha de Zêzere e aí tabelião, etc. Sucedeu na quinta de Entre-Águas por acordo que fez com seu irmão Rodrigo, segundo informa Gaio. C.c. Leonor Tavares, filha de Paulo Coelho e de sua mulher Maria Tavares, moradores na quinta de Tarei, no termo da Feira. Teve ainda em Ana da Fonseca um filho natural. 5.1.1.1. Diogo de Moura Coutinho, sucessor na quinta de Entre-Águas, onde nasceu, foi cavaleiro fidalgo da Casa Real (20.11.1686). D. Sebastiana Margarida de Castro, nascida e herdada em Mesão Frio, c.g. (12b) 5.1.1.2. Manuel Soares Coelho, que viveu na quinta de Tarei c.c. Angélica Mascarenhas, s.g. 5.1.1.3. (N) Francisco de Moura Coutinho, b. a 11.2.1655 em Stª Marinha. C.c. Bárbara de Castro, c.g. 5.1.2. Manuel de Moura Coutinho, abade de S. João de Gestaçô, onde ainda vivia em 1702. Teve filhas naturais em Maria de Queiroz (curiosamente o nome da mãe deste Manuel), moradora em Stª Marinha de Zêzere e já fal. em 1702. 5.1.2.1. (N) D. Maria de Moura Coutinho, que c.c. o Cap. Manuel da Fonseca Borges, senhores da casa das Quintãs, em Stª Marinha de Zêzere, onde viveram. 5.1.2.1.1. D. Maria Clara de Moura Coutinho, sucessora na casa das Quintãs, onde viveu. C.c. José Pinto Ferreira de Távora, senhor da casa de Azibeiro, em Gestaçô, filho de Jerónimo de Távora e de sua mulher Isabel Pinto de Almeida. 5.1.2.1.1.1. |