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Origem dos Avelar e dos Soveral
1. Diogo Mendes (de Ribadouro), ca 1133 - ca 1171 (ver origem em Os Ribadouro e Ribadouro e Pacheco), senhor da honra de Quintela da Lapa (Sernancelhe), e talvez também da honra de Soveral (Lafões), sendo que esta lhe podia ter vindo por sua mulher. Nele começa o conde D. Pedro esta linhagem, sem o filiar, o que na verdade não significa que não fosse, como desenvolvo em Os Ribadouro, desta linhagem. Também o conde D. Pedro começa os Fonseca em Mem Gonçalves, sem o filiar, sendo já hoje possível dizer com segurança que era da linhagem dos Ribadouro. Diogo Mendes & ca 1169 Elvira Dias de Urrô, ca 1152-, senhora de Mouriz (Aguiar de Sousa, hoje Paredes, que incluía Cête), e talvez também da honra de Soveral, filha de Fernão Gonçalves de Souza, cavaleiro, ca 1120-1175/, e sua mulher D. Exâmea Dias de Urrô, irmã de Rui Dias de Urrô e de João Dias de Freitas, o 1º deste nome, todos filhos de Diogo Gonçalves de Urrô, -1138, governador de Lafões em 1128, senhor das honras de Urrô e Mouriz, e talvez também da honra de Soveral, e de sua mulher Urraca Mendes de Bragança. Segundo o conde D. Pedro, aquela D. Exâmea Dias de Urrô foi ferrada por uma vespa nas partes íntimas, do que sofreu muito, tendo deixado a todos os seus descendentes a obrigação de matar vespas onde quer que as encontrassem.
1.1.
Estêvão Dias,
ca 1170 - ca 1241, senhor da honra de Mouriz, das honras de Soveral e da
Lapa, rico-homem, etc. Foi o 1º que
1.1.1. Martim (Esteves) de Avelar, ca 1219 - 1293/, senhor das honras de Avelar, de Soveral e da Lapa, cavaleiro e vassalo. Documenta-se com seus filhos e seu irmão Gil Esteves em 1288 e 1293 numa questão relativa à igreja de Sanfins de Stª Mª. Nas inquirições de D. Dinis de Julho e Agosto de 1284 documenta-se que Martim de Avelar seu irmão Gil Esteves, bem assim como Martim Anes e Rodrigo Afonso de Aragão, tinham um monte defeso em Loureiro (hoje freguesia de Oliveira de Azeméis), «e nom dam a el Rey quinhon desse monte nem desse montadigo nen'o seu homem nom ham hy herdade mays veem do linhagem e dizem que defendem mays desse monte ca sohiam». & ca 1241 Estevaínha Anes de Macieira, ca 1222 -, senhora da quintã de Macieira (de Cambra), filha herdeira de João Gonçalves «de Macieira», senhor da dita quintã. Nas inquirições de D. Dinis (1284 e 1290) verifica-se que no julgado de Cambra existiam vários lugares com o nome Macieira, desde logo a freguesia de Macieira, a aldeia de Macieira e a quintã de Macieira. Esta quintã, que mais parece ser a referida, era então honra de um Afonso Paes, tendo cinco casais, dois da Ordem do Hospital, um do mosteiro de Santa Cruz, um do dito Afonso Paes e outro de Tereza Afonso, monja em Arouca, e que vinham todos de fidalgos. Martim de Avelar e sua mulher podiam ter vendido e/ou doado, nomeadamente a Santa Cruz, os casais que aí tinham, uma vez que nem um nem outro são referidos nem aí, nem na dita aldeia de Macieira ou nas várias aldeias da freguesia de Macieira. Contudo, no lugar hoje chamado Paço, havia também o «paço velho» que tinha sido (pelo menos parte) de Henrique Magro, o Henrique Fernandes o Magro, filho do conde D. Fernando Afonso de Toledo e de sua mulher Urraca Gonçalves de Marnel, dita filha de Gonçalo Viegas de Marnel, grande proprietário local. Aquele Henrique Fernandes casou com Ouroana Raimundes de Portocarreiro, herdeira desta linhagem, nascida cerca de 1140/50, com geração nos Portocarreiro, que em 1284 traziam a dita aldeia por honra («a aldea de Paazos tragem-na os de Portocareyro por onrra»). Pela idade da mulher, Henrique Fernandes não terá nascido antes de 1110. O que significa que sua mãe, Urraca Gonçalves de Marnel, não podia ter nascido antes de 1070. O que, como já avisa Pizarro, implica que não podia ser filha, como dizem os LL, de Gonçalo Viegas de Marnel, que já governava Montemor em 1017, mas sim sua bisneta, filha de seu neto paterno Gonçalo Eriz de Marnel, que entre muitos outros bens possuía Macieira, e de sua mulher Onega Romarigues. Urraca seria portanto irmã de Paio Gonçalves de Marnel, documentado entre 1103 e 1145, e de Fernando Gonçalves de Marnel, documentado entre 1134 e 1162, que seriam co-proprietários do «paço velho» e quintã de Macieira. Este Paio, de resto, como propõe Almeida Fernandes, casou com Chamoa Soares, que justamente doa em 1109 ao mosteiro de Pedroso a quarta parte de Macieira («villa prenominata Maçaria») que lhe vinha de seus pais e avós (aqui por sogros e avós do marido). Aquele Fernando Gonçalves de Marnel, que nasceu depois de 1070 e a quem se atribui a conquista de Beja (1162), casou com Maria Nunes, documentada em 1148, que Mattoso propõe como a filha de Nuno Soares de Grijó (portanto também casada com Monio Ozores de Cabreira). E deste Fernando Gonçalves e sua mulher Maria Nunes sabe-se que foi filho Mendo Fernandes, documentado entre 1128 e 1174, que esteve com D. Afonso Henriques no cerco de Guimarães, e Elvira Fernandes, que se julga casada com Mendo Veegas «Tiçon». Mas provavelmente Fernando Gonçalves e Maria Nunes tiveram mais um filho Gonçalo, ou uma filha casada com um Gonçalo, que proponho como pais de João Gonçalves chamado «de Macieira» por ser co-senhor da honra de Macieira, em cujos paços devia viver, deixando a sua filha, provavelmente única, parte da dita quintã do «paço velho» de Macieira, em co-propriedade com seus primos, os Portocarreiro. As ditas inquirições de 1284, referindo, como se disse, que a honra era dos Portocarreiro, especifica que tinha sete casais, que vinham todos de fidalgos, e que então três eram do mosteiro de Vila Cova, dois do mosteiro de Paço de Sousa, um do mosteiro de Arouca e outro de Pedro Lourenço e seus irmãos. É pois muito provável que os casais então na posse dos mosteiros, ou parte deles, lhes tenham sido doados justamente por D. Estevaínha Anes de Macieira e seu marido. Aliás, o filho desta D. Estevaínha Anes de Macieira, Pedro Martins de Soveral, referido adiante, vai casar justamente com uma das irmãs do dito Pedro Lourenço, D. Maria Lourenço de Portocarreiro, que assim era sua parente, pois seriam ambos 4ºs netos de Gonçalo Viegas de Marnel. E a quintã de Macieira que aparece na descendência deste Pedro Martins de Soveral e sua mulher D. Maria Lourenço de Portocarreiro vem não dele (a parte da mãe já teria sido doada ou de outra forma alienada) mas sim dela, que terá acabado por herdar também a parte dos irmãos. Esta minha proposta, conjugada com a proposta de Mattoso segundo a qual aquela Maria Mendes era filha de Nuno Soares de Grijó, vem, por outro lado, finalmente explicar porque os descendentes do Martim (Esteves) de Avelar em epígrafe eram padroeiros de Grijó. 1.1.1.1. Martim Martins de Avelar, ca 1242 - ca 1310, senhor da honra de Avelar. & ca 1290 Aldonça Esteves de Teote, -1334/, que em 1322 estava casada 2ª vez com Afonso Rodrigues Ribeiro, com quem nesse ano doou os seus direitos de padroado sobre a igreja de Stª Mª de Válega. A 19.12.1334 Aldonça Esteves doou com seus filhos (D.Sancha e os filhos do 2º casamento) bens à Sé do Porto. O conde D. Pedro diz que Aldonça Esteves era filha de Estêvão Peres «de Cooes» e de sua mulher Urraca Martins, filha esta de Martim Afonso «de Neuho» 1.1.1.1.1. Sancha Martins de Avelar, ca 1291-1340/, filha única do tardio casamento do pai, que sucedeu na honra de Avelar, em Ul, em cuja quintã instituiu morgadio e capela no seu testamento (Livro 1º das Capelas da Comarca de Esgueira, f. 260). Em 1334 abdicou, com seu marido e seus meios-irmãos, dos seus direitos de padroado sobre a igreja de Stª Mª de Válega, o que confirmou em 1335. Em 1334 doa, com sua mãe e seus meios-irmãos, bens à Sé do Porto. Faleceu viúva depois de 16.12.1340, data em que pagou 100 libras ao testamenteiro do marido. & /1329 Martim Gonçalves de Paiva, - 1340, documentado como escudeiro em 1298 e como cavaleiro em 1317. Em 1331 fez partilha dos bens paternos com sua irmã. Em 1339 consta da lista dos padroeiros de Mancelos, como cavaleiro, mas já tinha falecido nos finais de 1340. O conde D. Pedro chama-lhe Martins Gonçalves «de Paña». 1.1.1.2. Pedro Martins de Avelar, dito Pero Soveral ou Pedro Martins de Soveral, o 1º deste nome, ca 1243 - 1322, meirinho-mor de Entre-Douro-e-Minho e Trás-os-Montes (1287), vassalo do rei D. Dinis, senhor das honras de Soveral («de Soveral que est hereditas militum de avoenga» - inquirições de D. Afonso III) e da Lapa, padroeiro do mosteiro de Grijó, onde jaz, etc. Em 1284 testemunha um acordo sobre o senhorio de Góis. Documenta-se com seu pai, tio e irmão em 1288 e 1293 numa questão relativa à igreja de Sanfins de Stª Mª, a cujo padroado diziam ter direito. Em 1296, juntamente com seu irmão Fernão, testemunha as partilhas entre D. Vataça e D. Constança. & ca 1274 D. Maria Lourenço de Portocarreiro, ca 1252-/1322, senhora da quintã de Goim (Lousada), e da quintã e honra do «paço velho» de Macieira, já viúva de Martim Esteves Buval. Era irmã de Rui Lourenço de Portocarreiro, cavaleiro documentado entre 1297 e 1311, que foi trisavô paterno da 1ª condessa de Viana (do Alentejo). Esta Maria Lourenço de Portocarreiro seria assim parente do marido, como ficou dito, pois era filha de Lourenço Anes de Portocarreiro e de sua 2ª mulher Guiomar Rodrigues de Lanhoso; neta paterna de João Henriques de Portocarreiro e de sua mulher Maior Viegas Coronel (de Sequeira); e bisneta de Henrique Fernandes de Toledo, o Magro, referido acima, portanto trineta de Urraca Gonçalves de Marnel de quem propomos acima que seja sobrinho-neto João Gonçalves «de Macieira». Portanto, quer Pedro Martins de Soveral quer sua mulher D. Maria Lourenço de Portocarreiro eram 4ºs netos de Gonçalo Eriz de Marnel. 1.1.1.2.1. Martim Peres de Soveral, cavaleiro de Avelar, ca 1276 - 1343, senhor das honras de Soveral e da Lapa, padroeiro do mosteiro de Grijó, onde jaz, foi por sua mulher senhor honra de Vila Chã (Argoncilhe - Feira), da aldeia de S. Tiago de Lourosa, da freguesia da Lavandeira e da aldeia de Bretall, tudo na Terra da Feira, «natural» de Grijó e Mancelos (lista de 1339). Em 1322 fez partilhas com os irmãos dos bens de Goim. Por testamento de 10.7.1343 deixa ao mosteiro de Grijó o casal da Herdade, no julgado do Vouga, para rezarem missa no aniversário da sua morte. & ca 1309 Guiomar Anes de Frazão (Farazom), filha herdeira de João Garcia de Frazão e neta de Pedro Garcia de Frazão. As Inquirições de D. Dinis dizem deste: «A casa de Pero Garcia de Farazom, de vila chaam, he provado que a virom honrrada des que sse acordam as testemunhas e de ouvida de longe com essa villa de villa chaam que nom entrava hy o mordomo ... e dizem as testemunhas que ora novamente estendeu Pero Garcia esta honra e meteu hy Dragincilhu, Seizedello, Alderiz, Botas, Ordonhy, Ramir, Moinhos, Silvares e o casal de Lavadoiros em que ha bem ssetenta ou oytenta casaes». Este Pedro Garcia de Frazão, ao que tudo indica, era neto ou bisneto de Pedro Pais da Maia, alferes-mor do reino (1147-1169) e senhor da honra de Frazão, e devia também descender dos de Marnel, de quem viria a honra de Vila Chã. O conde D. Pedro apenas refere de Martim Peres de Soveral e sua mulher tiveram um filho, que não nomeia. 1.1.1.2.1.1. Fernão Peres de Soveral, ca 1310 - 1369/, sucessor de seu pai, instituiu o morgado e capela de S. Theotónio de Sernancelhe (1369), foi alcaide-mor de Celorico da Beira (5.3.1359, sendo aqui referido como Fernão Soveral, vassalo d'el rei, confirmado depois por D. Fernando, sendo aqui referido como Fernando do Soveral, cavaleiro fidalgo da sua Casa) e cavaleiro da Ordem de Cristo (/1359). & ca 1353 Maria Soares, se é que não há confusão. Com efeito, esta não pode ser a homónima que foi filha de Soeiro Gonçalves de Alfanje, como dizem as genealogias. Esta Maior Soares casou de facto com um Fernando Soveral, mas trata-se de outro, que viveu quase um século antes, o Fernão Soares dito Soveral que refiro em «Ribadouro e Pacheco (séc. X a XIII). Origem dos Fonseca, dos Soveral, dos Alvellos e de uma outra família Soveral extinta».Com efeito, este Fernando Soveral já estava casado com Maior Soares a 15.1.1269 quando em Celorico da Beira ambos venderam a D. Afonso III bens que tinham em Santarém. É o seguinte o teor da carta: «Noverint universi quod ego Fernandus Soveral et uxor meã Maior Suerii facimus cartam venditionis et firmitudinis vobis donno Alfonso dei gratia Regi Portugalie et Algarbii de nostris quinionibus de casis quos habemus in villa de Santarena ubi vocatur Seserigo anta sanctam Eream parvam, et ipse case fuerunt de Suerio Gundisalvi de Alfanxi patre mei Maioris Suerii. Vendimus vobis domine nostros quiniones de ipsis nostris casis pró precio quod de vobis accepimus, scilicet centum et quinquaginta marabitinos de XV solidis pro marabitino, quia tantum nobis et vobis placuit et de precio nichil remansit in debito pro dare. In cujus rei testimonium mandavimus inde vobis fieri hanc cartam per Didacum Dominici nostrum tabellionem in Celorico. Et rogavimus júdice et concilium ipsius loci quod presentem cartam sigillo concilii Celorici facerent sigillari. Facta carta XVº die mensis Jenuarri, Era Mª CCCª VIIª. Testes: Menendus Gomeci et Johannes Martini judices Celorici, Dominicus Guedaz, Stephanus Gunsalvi, Dominicus Roderici, Martinus Johannis scutifer. Et ego Didacus Dominici vester publicus tabellio in Celorico, hiis omnibus interfui hanc cartam manu propria scripsi t honc signum meum ibi feci in testimonium. Et nos judices de Celorico rogati Fernando Soveral et uxore sua Maiore Suerii hanc presentem cartam sigilli nostri munimine facimus communiri.» Este Soeiro Gonçalves de Alfanje devia ser descendente do Estêvão Soares de Alfanje cuja filha, Exâmea Esteves, casou nos finais do séc. XII com Estêvão Peres de Aboim, irmão do célebre D. João Peres de Aboim, 1º senhor de Portel. 1.1.1.2.1.1.1. João Fernandes de Soveral, ca 1355 - 1420/, 2º morgado de S. Theotónio de Sernancelhe. & ca 1390 Estefânia de Souza, ca 1367-, que julgo filha de D. Mem Peres, deão da Sé de Lamego, em memória de quem o cónego Fernão de Soveral, neto desta D.Estefânia, deixa em testamento a obrigação de missas. Como nesta época o nome Souza não seria usado por alguém que não pertencesse a esta grande família, julgo que D. Mem Peres, n. lá para 1320/30, poderia ser, nesta hipótese, filho natural de D. João Peres Portel de Souza, irmão mais novo de outro homónimo que já tinha falecido novo em 1325. O D. João Peres mais novo, que terá n. cerca de 1280, parece que não casou e terá falecido lá para 1340. 1.1.1.2.1.1.1.1. Gaspar de Soveral, ca 1392 - 1460/, 3º morgado de S. Theotónio de Sernancelhe, etc. & ca 1425 Maria de Teive, c.g. conhecida (*). 1.1.1.2.1.2. Gil Martins de Frazão (Farazom), -/1365, que também se documenta como Gil Martins de Avelar, senhor da honra de Vila Chã (Argoncilhe - Feira), que terá sucedido nos restantes bens que vinham de sua mãe. Na lista dos padroeiros de Grijó de 1365 é referido como pai (já tinha falecido) dos filhos que seguem. 1.1.1.2.1.2.1. Vasco Gil 1.1.1.2.1.2.2. Diogo Gil, que provavelmente é o Diogo Gil Farzam, vassalo de D. João I, que a 27.5.1385 lhe doou o lugar da Lagea, os casais de Requião e o casal de Gonçalo de Frades, tudo no termo de Guimarães, com suas rendas. 1.1.1.2.1.2.3. Filha, referida apenas na dita lista como «outra sua hirmaa». 1.1.1.2.2. João Peres de Avelar, -1340 (batalha do Salado) s.g. O conde D. Pedro chama-lhe Juan del Avellal e diz que não teve filhos. 1.1.1.2.3. Sancha Peres de Soveral, -1322/, freira no Convento de Arouca. O conde D. Pedro não a refere. 1.1.1.2.4. Estêvão Peres de Avelar, cavaleiro, ca 1285 - 1354/, com testamento de 11.9.1354, co-senhor da honra e quintã de Macieira. & ca 1319 Tereza Anes de Pinho, possivelmente irmã do Gonçalo Anes de Pinho que com seu irmão Lourenço Anes tinham comedoria em Grijó em 1365. O conde D. Pedro diz que Estêvão Peres de Avelar casou com D. N. Anes de Pinho, filha de João Lourenço de Pinho, com filhos que não nomeia. 1.1.1.2.4.1. Mécia Peres de Avelar, ca 1325- /1362 & /1349 Rodrigo Anes de Sá, cavaleiro, alcaide-mor de Gaia (23.5.1367). Tinha comedoria em Grijó em 1365. 1.1.1.2.4.1.1. João Rodrigues de Sá, -1425, camareiro-mor de D. João I, senhor de juro e herdade de Gaia (2.3.1387), alcaide-mor do Porto (21.2.1392), etc. Tinha comedoria em Grijó em 1365. & Maria Rodrigues Machado. 1.1.1.2.4.1.1.1. Fernão de Sá, -20.5.1449, sucessor (13.11.1425), alcaide-mor do Porto de juro e herdade, senhor de de Matosinhos (11.12.1433), camareiro-mor de D.Afonso V, etc. & D. Filipa da Cunha, c.g. conhecida. 1.1.1.2.4.1.1.2. Rodrigo Anes de Sá, cónego da Sé de Braga (/1426), arcediago de Labruje, abade de Santa Madalena. Sucedeu a honra e quintã de Macieira (Cambra), por testamento de Lourenço Martins de Avelar. 1.1.1.2.4.1.1.3. Gonçalo de Sá, senhor de Aguiar de Sousa (28.1.1433), fal. com testamento de 30.6.1469. C. duas vezes, s.g. C.g. bastarda, legitimada por carta real. 1.1.1.2.4.2. Martim (Martinho) de Avelar -/1354, sepultado Stª Mª da Várzea (Lafões), co-senhor da honra e quintã de Macieira. Deve ter casado com a filha de um Gonçalo Anes (de Pinho?), dado o prenome e patronímico de um dos filhos. 1.1.1.2.4.2.1. Constança Martins de Avelar, co-senhor da honra e quintã de Macieira. A sua parte da quintã deve ter dado origem a Macieira de Sarnes, hoje uma freguesia de Oliveira de Azeméis. & Gomes Fernandes de Almeida e parece que só tiveram uma filha, Leonor Gomes de Almeida, «dona do mº d arouca», a quem a 10.10.1385 D. João I autorizou que deixasse ao dito mosteiro «a qujtaa que chama maceyra de sarnes e out bees que ficaram p morte de gomes frrz d almeida e de costança mjz do aueellar se padres» 1.1.1.2.4.2.2. Gonçalo Anes de Avelar, -/1403, co-senhor da honra e quintã de Macieira, que deixou a seu irmão Lourenço. 1.1.1.2.4.2.3. Lourenço Martins de Avelar, -ca 1403, escudeiro, co-senhor da honra e quintã de Macieira, que lhe deixou o irmão e que ele, por testamento 4.9.1403 deixou a Rodrigo Anes de Sá, cónego da Sé de Braga, acima. Morava em Vila Chã quando fez o testamento. & Inez Afonso, de quem era viúvo, s.g., senhora da quintã de Pousadela, que fora de Rui da Maia. 1.1.1.2.4.3. Pedro Esteves de Avelar, -1354/ sg, senhor da quinta do Pingo, escudeiro de Rodrigo Anes de Sá, com testamento de 11.8.1354. 1.1.1.2.5. Rui Peres de Avelar, 1287 -1352/, que em 1352 fez doação das comedorias, pousadas, etc., como descendente dos padroeiros do mosteiro de Moreira. O conde D. Pedro diz que casou, mas não nomeia a mulher nem filhos, que podem ser os seguintes: 1.1.1.2.5.1. ?Álvaro Peres de Avelar, ca 1315-, virtual pai de: 1.1.1.2.5.1.1. ?Pedro Álvares de Avelar, ca 1338 -, freire e comendador-mor da Ordem de Avis, cargo que ocupava a 17.1.1367 quando é testemunha no testamento de D. Pedro I. A 16.2.1389 foi legitimado por carta real seu filho Diogo Peres de Avelar, havido em mulher solteira que não é nomeada. 1.1.1.2.5.1.2. ?Diogo Álvares de Avelar, comendador da Chouparia na Ordem de Santiago. 1.1.1.2.5.2. ?Diogo Peres de Avelar, ca 1318 - 1388/, vassalo de D. João I, que a 6.3.1384 lhe doou os bens móveis e de raiz que eram de Gil Peres da Guarda, que andava em deserviço, e a 11.6.1385, em tença, as rendas da judiaria, açougagem, portagem, oitavas, mordomado e colheita da cidade da Guarda, tal como tinha Álvaro Gil Cabral. Devia ser alcaide-mor de Vila Maior e pouco depois tomou o partido da rainha D. Beatriz, pois a 24.6.1388 o mesmo rei doou a Afonso Rodrigues da Fonseca, seu vassalo, a quintã de Arefiga, no termo da Covilhã, com todas as suas pertenças e direitos, que perdera Diogo Peres de Avelar, «que era nosso uasallo e se ora foe pa castella terra de nossos emjgos alçando se por castella com a nossa vila de villa mayor». 1.1.1.2.5.2.1. ?Álvaro Peres de Avelar, ca 1350-, que era criado e escudeiro de D. João I quando a 30.5.1384 este rei lhe deu os bens móveis e de raiz que Rui Lopes, filho de Lopo Simões, tinha em Lisboa, por andar em deserviço. 1.1.1.3. Fernão Martins de Avelar, dito Fernão Soveral, ca 1242 - 1296/, vassalo, documenta-se em 1288 com seu pai e irmãos na questão sobre o padroado da igreja de Sanfins de Stª Mª. Em 1296, juntamente com seu irmão Pedro, testemunha as partilhas entre D. Vataça e D. Constança. & (1ª vez) Mécia Afonso de Sobrado (a), morgada de Stª Margarida de Lamego. & (2ª vez) Maria Guilherme de Santarém (b), que ainda vivia no séc. XIV. Teve um filho de Maria Anes Velho, filha de João Pires Velho, senhor de Pedregães, trovador, embaixador e conselheiro de D.Dinis. O conde D. Pedro só lhe indica como mulher D. Maria Guilherme de Santarém, a quem dá o filho Pedro. 1.1.1.3.1. (a) Pedro Martins de Soveral, morgado de Stª Margarida de Lamego, sepultado em túmulo armoriado no claustro da Sé de Lamego. & (1ª vez) Marinha Martins de Alvellos (a), ama de leite de D. Guiomar de Barredo, neta do rei D. Afonso III. Era irmã de D. Vasco Martins de Alvellos, bispo do Porto (1328-42) e de Lisboa (1342-44), 1º morgado de Medelo (Lamego), por instituição a 28.4.1317 em Coimbra de seu tio D.Geraldo Domingues, bispo de Évora. De D. Vasco Martins existe um selo de 1330 onde, além da emblemática religiosa, se mostram dois escudos, cada um dos quais contendo duas faixas ondadas, que não devem ser as armas então usadas pelos Alvellos, mas sim as dos Medelo, sua varonia. Pedro Fernandes & (2ª vez) Constança Fernandes Çatorinho (b). 1.1.1.3.1.1. (a) D. Afonso Pires, ca 1300 - 28.11.1372, bispo do Porto (26.10.1355), instituidor do morgadio de Balsemão (10.8.1361), onde jaz. Do bispo D. Afonso Pires existem dois selos de 1361: um com a sua figura de prelado, e outro, tirado de um anel, com as suas armas, mas infelizmente muito gasto, pelo que não é possível ver as peças, mas que certamente eram as armas dos Soveral. Como D.Afonso Peres, cónego do Porto, teve confirmação a 8.7.1342 pelo bispo de Lamego do padroado das igrejas que se encontravam neste bispado e que lhe deixara em testamento D. Guiomar de Barredo. A 13.4.1342, no seu couto de Lumiares, D. Guiomar de Barredo, neta do rei D. Afonso III, como refere, faz seu testamento, onde nomeia seu testamenteiro Afonso Peres, seu colaço e cónego no Porto, e deixa-lhe, em sua vida, todos os padroados e colheitas e serviços de todas as igrejas que tinha e era padroeira. Afonso Peres era clérigo de de D. João Mendes de Briteiros e sua mulher D. Urraca Afonso (pais da dita D. Guiomar de Barredo) quando a 24.4.1319 foi por eles apresentado como abade de S. João de Figueira. Foi ainda cónego da Sé do Porto (antes de 1322), cónego da Sé de Lamego, por solicitação de seu tio o bispo D. Vasco Martins a Clemente VI (20.8.1343) e reitor de Stª Marinha de Zêzere. 1.1.1.3.1.2. (a) João Pires, s.g. 1.1.1.3.1.3. (a) Margarida Pires, ca 1308 -1348, & ca 1336 Martim Gil de Podentes ou de Pomares (ou Pumares), cavaleiro, senhor de Pomares. A 13.4.1342 Martim Gil, cavaleiro, e Fernão Martins, seu sobrinho, testemunham um procuração de D. Guiomar de Barredo feita em Caria a seu mordomo Martim Anes de Rezende. Como se refere acima, na mesma data, no seu couto de Lumiares, D.Guiomar de Barredo, neta do rei D. Afonso III, como refere, faz seu testamento, em que igualmente testemunha Martim Gil, cavaleiro de Pomares. Neste testamento Martim Gil recebe 100 libras; Margarida Peres, sua mulher, é contemplada com 200 libras por seu casamento, e Violante Gil, filha do mesmo Martim Gil, com 50 libras. Martim Gil era filho de Gil Martins de Podentes, que em Janeiro de 1327 recebeu da rainha, testamenteira de seu pai, 25 libras por morte deste, neto paterno de Martim Martins de Podentes, vassalo (r. 1297), -/1327, e bisneto do célebre alcaide de Leiria (1245) Martim Fernandes de Podentes. 1.1.1.3.1.3.1. Gil Martins de Pomares, ca 1338-, senhor de Pomares, alcaide-mor de Castelo Mendo (1365). & ca 1385 Aldonça Martins Cochofel, ca 1358-, senhora de Nogueira de Resende e de Luzelos, (já viúva s.g. de Fernando Afonso de Oliveira), que era irmã do Gil Martins Cochofel que a 5.6.1383 era alcaide-mor do castelo de Óbidos. Este Gil Martins Cochofel, cavaleiro, testemunhou nas Cortes de Coimbra de 1385 contra a legitimidade do casamento de D. Fernando I com D. Leonor Telles. Terá, assim, acabado por abraçar a causa do mestre de Avis, embora a 15.9.1384 andasse em «deserujço», data em que o mestre, por isso, doou a Bartolomeu Sanches todos os bens móveis e de raiz de «gil mjz cuchufel». D. João I (L3,10) legitimou-lhe uma filha Constança. Eram ambos filhos de Martim Gil Cochofel, senhor de Nogueira de Resende, nascido cerca de 1325 e falecido depois de 11.7.1386. data em que D. João I doou a «martim gil cuhufel nosso scudeiro», de livre e pura doação para si e seus descendentes, umas casas que tinha «a par dos açougues de cojmbra em que soyam star os presos». Segundo Gaio, apesar da sua habitual confusão, a origem dos Cochofel está num Gil Fernandes de Portocarreiro, o Colchafria, que pela onomástica e cronologia só podia ser um filho de Fernão Gonçalves de Portocarreiro, o Cochafria, embora o conde D. Pedro apenas lhe aponte dois filhos (Martim Esteves e Afonso Fernandes). Diz Gaio que este Gil Fernandes casou com Aldonça Gomes de Barbedo e foram pais de Martim Gil de Nogueira, o Colchafria, que casou com Constança Aires Cazavel, e foram pais de Aldonça Martins, senhora de Nogueira, casada com Gil Martins de Pomares (a quem chama erradamente Cochofel, confundindo-o com o cunhado homónimo). Na verdade, Aldonça Martins é que era Cochofel e irmã de Gil Martins Cochofel. Parece. assim, que o nome-alcunha Colchafria (referido pelo conde D. Pedro, pois Gaio diz Cochafria), ou já era ou evoluiu para Cuhufel/Cuchufel/Cochofel. 1.1.1.3.1.3.1.1. Gonçalo Martins Cochofel, ca 1386-, senhor de Nogueira de Resende e morgado de Balsemão. Entrou na posse do morgadio de Balsemão em 1433, após demanda, e que deixou a seu sobrinho homónimo. 1.1.1.3.1.3.1.2. Fernão Martins Cochofel, ca 1388-, senhor de Luzelos. & ca 1434 Constança Anes Pacheco. Destes foi filho Gonçalo Martins Cochofel, nascido ca 1435 e falecido antes de 1516, morgado de Balsemão em sucessão a seu tio homónimo. Este Gonçalo casou duas vezes, a 1ª cerca de 1458 com Leonor Pinto, c.g. nos morgados de Balsemão (o neto destes, Luiz Pinto, morgado de Balsemão, tira carta de armas em 1514), e a 2ª vez cerca de 1485, teria 50 anos de idade (documenta-se já casado em 20.7.1488), com Briolanja Pinto, falecida antes de 11.5.1528, data do inventário de seus bens, senhora da torre da Lagariça, que ficou viúva antes de 15.12.1516, data em que requer ficar na posse dos bens de seus filhos mais novos, então com 21 e 20 anos de idade. O filho deste 2º casamento, João Pinto, senhor da torre da Lagariça e capitão da terra de Aregos, nascido ca 1488, tirou carta de armas em 1538. C.g. nos Pinto da torre da Lagariça. 1.1.1.3.1.3.1.3. ?Gil Martins Cochofel, ca 1389-, e já casado em 1416 quando teve sentença para pagar anualmente três libras pelos casais do Botulho, prazos do Cabido de Viseu, que tinham sido de seu sogro Afonso Fernandes, cavaleiro de Molelos. 1.1.1.3.1.3.2. Afonso Martins de Pomares (Pumares), referido como deão da Sé do Porto e clérigo fidalgo quando a 26.3.1389 D. João I lhe legitima os filhos Afonso Martins e Vasco Afonso, havidos em Maria Anes, mulher solteira. 1.1.1.3.2. (a) D. Inez Fernandes (de Soveral), de quem existe uma matriz sigilar armoriada, do séc. XIII, de bronze dourado a ouro fino (inventariada pelo marques de Abrantes, conforme se refere acima, onde vai a imagem), com um escudo português carregado com três faixas, cada uma delas carregada com três estrelas de seis pontas, ou seja, as armas dos Soveral/Avelar). As armas nesta matriz são rodeadas por leões rompantes, que o marquês de Abrantes atribui à mãe ou ao marido (cujas armas seriam um escudo partido, o 1º de negro com um leão de prata armado e lampassado de vermelho e o 2º de vermelho com três faixas de ouro). Mas, como o próprio marquês de Abrantes reconhece, seria a primeira vez que apareceria o escudo de uma dama medieval em que as armas do marido não constassem do 1º quartel. Por outro lados, noutras matrizes sigilares desta época os meios lóbulos que rodeiam o escudo muitas vezes são ocupados por peças heráldicas que remetem para linhagens de ascendência relativamente remota e por via feminina, como é, por exemplo, o caso dos Correa com as águias dos Aguiar/Guedão nos ditos meios lóbulos. Assim, aqueles leões deveriam remeter para uma ascendência de D. Inez, que seria ainda solteira quando foi feita a matriz. E essa linhagem provavelmente era, como já ficou dito, a dos Avelar originais, da honra de Avelar. D. Inez & João Guilherme de Santarém, vassalo de D. Dinis, irmão de sua madrasta, s.g. conhecida. O conde D. Pedro apenas diz que casou em Santarém, sem indicar o nome do marido nem filhos. 1.1.1.3.3. (a) Lourenço Martins, cónego das sés de Palência e de Coimbra, documentado como tio de D. Afonso Pires. 1.1.1.3.4. (a) Fernão Martins, documentado como tio de D. Afonso Pires. 1.1.1.3.6. (N) João Fernandes, cavaleiro, leg. a 3.12.1295, havido em Maria Anes Velho e adoptado por seu avô materno. 1.1.1.4. João Martins de Avelar, que o conde D. Pedro dá como primogénito (dando em 2º lugar o irmão Pedro, acima) e chama Juan del Avellal. & Inez Pires do Vale. 1.1.1.4.1. Guiomar Anes de Avelar, a única filha que dá o conde D. Pedro. & Estêvão Martins Carpinteiro. 1.1.1.4.1.1. Pedro Esteves Carpinteiro, comendador-mor da Ordem de Calatrava, sendo mestre da ordem seu tio D. João Nunes do Prado, este mandado degolar por D. Pedro I de Castela e tido por filho da infanta Dona Branca, quando abadessa de Lorvão, e de Pedro Esteves Carpinteiro. O conde não filia este Pedro Esteves em Estêvão Martins. 1.1.1.4.1.2. Leonor Esteves Carpinteiro, a única filha que dá o conde D. Pedro. & Gonçalo Garcia Estramboz. 1.1.1.5. Constança Martins de Avelar & Aires Gomes de Gundar. 1.1.1.5.1. Gonçalo Gomes de Gundar & Maria Martins de Santarém. 1.1.1.6. Guiomar Martins de Avelar, a quem o conde D. Pedro não dá marido nem filhos.
1.1.2. Estêvão Dias de Avelar, ca 1221-ca 1270, senhor da honra e quintã de Mouriz, que o conde D. Pedro confunde com seu pai homónimo, a quem atribui como 2ª mulher a mulher deste, não reparando nem na cronologia nem que, assim, os filhos desse pretenso segundo casamento estavam a usar o nome da madrasta... Além de que assim ficaria com dois filhos do mesmo nome (Martim Esteves), o que, não sendo impossível, não é normal. Estêvão Dias & ca 1247 Sancha Gonçalves de Milheirós, filha de Gonçalo Pires de Milheirós, cavaleiro, senhor da honra de Milheirós (Maia), neta de Pedro Fernandes de Milheirós, e bisneta de Fernão Pires «de Milheirós», ca 1130-, senhor desta honra, de quem terá tirado o nome. Estes Milheirós são certamente descendentes de Soeiro Formarigues «de Grijó» e é por eles que os descendentes deste Estêvão tinham padroado no mosteiro. Aliás, como refiro em «Ascendências Visienses», é por estes mesmos Milherós que Gonçalo Garcia de Figueiredo e seu filho Aires Gonçalves também aí tinham comedoria. Possivelmente, aquele Fernão Pires de Milheirós, o 1º deste nome, era filho de Pedro Soares de Grijó, documentado entre 1104 e 1136, e de sua mulher Maria Rabaldes, com quem casou antes de 16.7.1129. De qualquer forma, o direito de padroado em Grijó deve em alguma altura ter sido doado, uma vez que, nesta linha, só a descendência do mestre da Ordem de Cristo D. Frei Martim de Avelar ali tinha comedoria em 1365, sendo dito «per bem fazer», o que entendo como a apresentação da razão porque seus filhos aí tinham padroado, portanto devido a importantes doações que o mestre teria feito ao mosteiro. 1.1.2.1. Urraca Esteves de Avelar, ca 1248-, que herdou a quintã de Mouriz, ou boa parte dela, e aí ter vivido com seu marido e filhos. & João Gonçalves, cavaleiro de Maçada, 1230/-. Como as armas que vieram a ser adoptadas pelos Macedo (em campo azul, cinco estrelas de ouro de seis pontas em aspa) são uma versão das armas dos Ribadouro (ou dos Freitas), devem remeter para esta D. Urraca. Dizem as genealogias que João Gonçalves era filho de Gonçalo Anes do Vinhal e neto de João Gomes do Vinhal e de sua mulher Maria Pires de Aguiar, nascida cerca de 1165. De Urraca Esteves e seu marido João Gonçalves devem ser filhos os seguintes: 1.1.2.1.1. (Urraca) Anes de Maçada (ou Macedo), que & Estêvão Fernandes de Urrô, seu primo, senhor da honra de Urrô, filho legitimado por carta real de D. Dinis de Fernão Simões de Urrô, clérigo. 1.1.2.1.1.1. Lopo Esteves de Urrô, escudeiro, senhor das quintãs, honras e coutos de Urrô, Pereira e Mouriz. A 24.9.1384 Lopo Esteves de Urrô, escudeiro, viu confirmadas pelo rei as suas quintãs de Urrô, Pereira e Mouriz, no julgado de Aguiar de Sousa, que já eram dos avós e de seu tio João Anes («suas qujntaas e os coutos dellas e honrras foram sempre coutados e onrrados e priujllegiados E que se costumou sempre em tempo de seu padre e de seus auos e de seu tio Johan eannes e dos outros ante del»). 1.1.2.2.2. João Anes de Maçada (ou Macedo), ca 1267-, senhor da honra e quintã de Mouriz, que nas notas ao conde D. Pedro se diz que estava sepultado no mosteiro de Cête, com um escudo com suas armas (cinco estrelas) e o seguinte letreiro: «Hic jacet corpus Joanis de Maçada. Ejus anima requiescat in pace». Terá herdado a quinta de Mouriz, que ficou para seu sobrinho Lopo Esteves de Urrô, referido atrás, pois é certamente este o tio João Anes que ele invoca. Dadas as circunstâncias, os filhos seguintes, que parecem seus, devem ser bastardos, até porque se lhe não conhece mulher. 1.1.2.1.2.1. João Gonçalves de Maçada (ou Macedo), com o nome e patronímico do avô, que apoiou o futuro D. Afonso IV contra seu pai. 1.1.2.1.2.2. Gonçalo Anes de Macedo, ca 1290-, de que falam as genealogias tardias e dizem casado com sua prima Guiomar Martins de Avelar, referida adiante, sendo pais de Martim Gonçalves de Macedo, nascido cerca de 1330, que esteve com D. João I em Aljubarrota e a quem este doou a 27.5.1385 a aldeia e os direitos reais de Outeiro de Miranda, a dízima da portagem de Bragança, as aldeias de Algoselho e Pindelo no termo Miranda e vários bens em Miranda. Nesta doação o rei refere que doa a Martim Gonçalves de Macedo, seu vassalo, pelo muito serviço que dele recebeu, todos os bens móveis e de raiz que tinha em Portugal Martim Afonso de Seixas, nomeadamente em Miranda e seu termo, que morrera em deserviço. Todas estas doações são para si e seus sucessores, de livre e pura doação. Martim Gonçalves de Macedo casou com Catarina Anes, morgada de S. Braz de Vila Real, que, já viúva, fez uma escritura a 22.2.1433 no tabelião João Anes. Era filha de João Pires, escolar, que instituiu um morgado com capelas, rendas e hospital (morgadio de S. Braz de Vila Real), cuja administração foi a 2.12.1472 confirmada a seu bisneto João Teixeira de Macedo, fidalgo do Conselho (10.7.1476), alcaide-mor de Montalegre (6.2.1484) contador da comarca de Trás-os-Montes (antes de 28.11.1472), senhor da quintã e direitos reais de Macedo (30.5.1484), etc., c.g. conhecida. 1.1.2.2. Martim Esteves de Avelar (Martim Freire - o conde D. Pedro diz Martim Estevez del Avellal, llamado el Freyre, muy buen Cavallero), ca 1250 - 1305/, cavaleiro e mordomo-mor de D. João Fernandes de Lima, de quem foi procurador quando em 1300 este trocou Portel por Évora Monte e Mafra. Testemunhou uma carta régia de 5.4.1305. & Maria Martins, ca 1265 - /1345, que ainda vivia a 28.1.1332, sendo seus bens em Rio de Mouro repartidos pelos seus filhos e netos em Agosto de 1345. 1.1.2.2.1. D. Frei Martim (Martins) de Avelar, ca 1282 - 1364/, mestre da Ordem de Aviz (1358), que em 1364 passou a Castela. D. Pedro I faz a 6.3.1361 este D. Frei Martim do Avelar, «honrrado relegioso e honesto», «meestre da cavalaria da nossa hordem davjs», seu procurador a Castela para firmar as pazes com D.Pedro de Aragão. O conde D. Pedro diz apenas que morreu em Lisboa, o que se compreende, pois morreu antes de D. Frei Martim ser mestre. A sua descendência tinha comedoria em 1365 no mosteiro de Grijó, sendo dito «per bem fazer», o que entendo como a apresentação da razão porque seus filhos aí tinham padroado, portanto devido a importantes doações que o mestre teria feito ao mosteiro. Em 1345 os bens de sua mãe são partilhados por seu irmão Lourenço Martins de Avelar (e seus filhos) e por os seus herdeiros, alguns representados pelo seu tutor e curador, Lourenço Gomes, e por Tereza Fernandes (a), «molher que ffoy de Martim do Auelaal». Deve isto significar que Martim do Avelar já tinha professado em 1345, portanto com autorização da mulher, tendo então dela filhos menores. Teve ainda filhos bastardos tardios de Mor Mendes (N), mulher casada, então já nascidos, mas naturalmente não considerados nas partilhas. 1.1.2.2.1.1. (a) Lourenço Martins de Avelar, ca 1330 - /1.9.1384, que em 1345 ainda era menor. Como filho que foi do mestre de Avis aparece em primeiro lugar, entre os cavaleiros e escudeiros de geração, na lista dos naturais de Grijó de 1365. Com outros cavaleiros, foi intimado a comparecer a 29.6.1365 como "herdeiro" de Grijó, para defender os interesses de todos o "naturais" daquele cenóbio. É certamente o homónimo que foi alcaide-mor de Santarém (1367) e que teve de D. Fernando mercê dos castelos de Linhares e Castelo Mendo. A 5.4.1364, sendo cavaleiro e vassalo do ainda infante D. Fernando, teve confirmação real de um morgadio em Torres Vedras, constituído por casa, prazos e herdades, por direito de sua mulher, que D. Dinis confirmara a Estêvão da Guarda, avô dela. & com Sancha Dias da Guarda, - /1.9.1384, herdeira do dito morgadio, filha de Diogo Esteves da Guarda e neta de Estêvão da Guarda, a quem D. Dinis doara a dita casas, prazos e herdades em Torres Vedras, de juro e herdade, e que este com autorização real instituíra em morgadio. Deste casamento não houve geração, como se diz na doação real do morgado de Torres Vedras a João Fernandes Pacheco a 1.9.1384: «declaramos seer apropriado huu moorgado que he em torres uedras e bens delle que vagou por morte de sancha diaz molher que foe de lourenço martinz do auellar que ella auja e posuya no dicto logo de torres uedras, o qual moorgado e beens delle el rrey dom denjs nosso bisauoo o qual deus perdoe dera a esteuam da guarda seu vassallo e do seu conselho pera elle e pera todos seus descendentes lidimos emquanto durasem E ora Sancha diaz sua neta lidima morreo sem descendentes herdeiros». A 8.11.1386 D. João I concedeu a Sancho Gomes de Avelar, seu vassalo, «testameteiro dado p nos ao testamento de l.ço miz do auellar seu primo Ja passado», o foro de um moinho na Ribeira do Alviela, no termo de Santarém, que pertencia à capela instituída pelo dito Lourenço Martins de Avelar, que era de more azeite, sem pagar nada à coroa, e que agora queria passar a moer pão, pelo que passava a pagar. 1.1.2.2.1.1.1. ?Tereza Lourenço de Avelar, que aparece, solteira, na lista de Grijó de 1365, logo depois dos filhos de Branca do Avelar, mas sem indicação de que seria filha de Lourenço Martins de Avelar, como proponho, dado o patronímico e cronologia. Terá assim falecido antes de seu pai, ou foi freira. 1.1.2.2.1.2. (a) Leonor Martins de Avelar, menor em 1345, que parece ser a homónima que recebeu de Fruilhe de Souza (mulher de Fernão Sanches, filho do rei D. Dinis), as terras de Alcoentre, das quais a 1.5.1395, por morte desta Leonor, o Cabido de Viseu tomou posse. Faleceu portanto solteira e, embora aquele documento o não refira, deve ter sido freira, razão porque não consta na lista de Grijó. 1.1.2.2.1.3. (a) Gil Martins de Avelar, menor em 1345, que aparece, entre os cavaleiros e escudeiros de geração, na lista dos naturais de Grijó de 1365, logo a seguir a Tereza Lourenço de Avelar (sua proposta sobrinha), mas sem a indicação de ser filho do mestre. Não parece ter tido descendência legítima, mas pode ser pai natural do Fernão Martins de Avelar, escudeiro, presente numa procuração do concelho de Santarém de 2.8.1383. 1.1.2.2.1.4. (a) Branca de Avelar, ca 1338-, senhora da quintã de Oeiras, que, embora não conste nas partilhas de 1345, se documenta na lista de 1365 como filha do mestre, logo a seguir a seu irmão mais velho Lourenço Martins de Avelar, de quem é dita irmã, junto com seu marido e os dois filhos de ambos, estes não nomeados. A 16.6.1357, sendo referida como «branca do aueellar» e seu marido como «nuno martjnz de guõoes», o rei lhe faz mercê a ela e ao marido da quinta do reguengo de Oeiras. A 21.2.1371 o rei couta-lhe a ela e aos filhos uma herdade na vila de Moura. & ca 1355 Nuno Martins de Góis. 1.1.2.2.1.4.1. Pedro Nunes de Góis, apenas referido como «huum filho» na lista de Grijó. 1.1.2.2.1.4.2. Beatriz Nunes de Góis, ca 1353 -, apenas referido como «hua filha» na lista de Grijó de 1365. & ca 1372 Gonçalo Viegas de Ataíde, ca 1325-1391/, vassalo de D. João I. A 11.6.1391 D. João I confirmou a «gonçallo viegas de taide nosso uasallo e a briatiz nunez sua molher» o couto de todas as herdades que tinham em Moura e que foram de seu sogro e pai Nuno Martins, a quem as coutara D. Fernando I. Gonçalo Viegas de Ataíde, que teve o nome do avô paterno, era tio-avô do 1º conde de Atouguia. 1.1.2.2.1.4.2.1. Nuno Gonçalves de Ataíde, ca 1373 -, criado de D. João I e senhor do couto de Moura. A 13.2.1417 D. João I confirmou a a Nuno Gonçalves de Ataíde, seu criado, o couto das herdades de Moura que seu pai Gonçalo Viegas lhe dera e que fora de seu avô Nuno Martins de Góis. A 11.3.1437 seus filhos Pedro, Gonçalo e Beatriz têm de D. Duarte a confirmação do couto de Moura que fora de seu bisavô Nuno Martins de Góis. Nuno Gonçalves de Ataíde & Mécia de Meira. 1.1.2.2.1.4.2.2. Branca Nunes 1.1.2.2.1.4.2.3. Catarina de Ataíde, ca 1387 -. & Diogo Lopes de Souza, ca 1386-1451/, mordomo-mor de D. Duarte, 1º senhor de juro e herdade de Miranda do Corvo (1397), leg. a 3.1.1398, c.g. conhecida. 1.1.2.2.1.5. (N) Sancha Martins de Avelar, que aparece, entre os cavaleiros e escudeiros de geração, na lista dos naturais de Grijó de 1365, mesmo antes de Lourenço Martins de Avelar, o Moço, e que propomos que seja sua irmã inteira, portanto bastarda do mestre. 1.1.2.2.1.6. (N) Lourenço Martins de Avelar, o Moço, ca 1340 - 1387/, legitimado por carta real de 24.10.1387, como filho de «dom martinho do auellar meestre que foe da cavalaria da ordem d aviz e de moor mendez molher casada». É certamente o «Lourenço Martinz do Avellal o Moço», como aparece na lista de Grijó de 1365, sem indicação do pai e muito depois do seu meio-irmão homónimo. O Moço seria justamente para se distinguir dele. 1.1.2.2.2. Tereza Martins de Avelar, que a 14.2.1323, com seu irmão Martim, fizeram troca de alguns bens. 1.1.2.2.3. João Martins de Avelar, - /1332, freire da Ordem de Santiago. Em 1322 esteve presente no capítulo da sua ordem realizado em Alcácer do Sal. O conde D. Pedro chama-lhe Juan del Avellal, Freyre de Sãtiago, e diz que não teve filhos. Foi nas casas de seu irmão Martim do Avelar, em Lisboa, onde vivia com a sua mãe, que fal. João de Avelar, segundo notícia de 28.1.1332. 1.1.2.2.4. Sancha Martins de Avelar, que & Martim Gil de Penha, senhor da quintã de Penha Darga. 1.1.2.2.5. Lourenço Martins de Avelar, ca 1288 - 1345/. & Beatriz Añes (a), ca 1290-, castelhana, colaça da rainha Dona Beatriz. 1.1.2.2.5.1. Gomes Lourenço de Avelar, ca 1315 - 1384, cavaleiro, vassalo e guarda-mor de D. Pedro I e seu embaixador a Inglaterra, senhor de juro e herdade de Cascais e do seu castelo e alcaide-mor de Tavira por D. Fernando I. Teve ainda de D. Fernando a quinta de Marim, no termo de Faro. O conde D. Pedro não o refere. Documenta-se que seu filho Sancho Gomes era primo de Lourenço Martins de Avelar (o filho legítimo do mestre, acima), pelo que tudo se conjuga (parentesco, sucessão, patronímico e cronologia) para ser filho do Lourenço Martins que leva por pai. 1.1.1.2.5.1.1. Sancho Gomes de Avelar, |