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«Ascendências
Visienses.
Ensaio genealógico
sobre a nobreza de Viseu. Séculos XIV a XVII»
Porto 2004 .
2 volumes
«Soares, Melos, Amarais, Cardosos,
Casteisbrancos, Almeidas e Loureiros,
Costas, Homens, Abreus, Serpes, Ribeiros,
Carvalhos, Queiroz, Lemos e Viçosos;
Vasconcellos e Pereiras generosos,
Bulhões, Campos, Soverais e Monteiros,
Veigas, Morais, Mirandas verdadeiros,
Albuquerques, Leitões, Mesquitas e Barrosos;
Pais, Rebelos, Machados e Figueiredos,
Gusmões, Alvelos, Barros e Botelhos,
Nápoles, Sousas, Lopes e Silveiras,
Pachecos, Andrades, Cunhas e Azevedos,
com Gouveias, Moreiras, bons Coelhos,
São de Viseu as gerações primeiras!»
(Soneto transcrito
nas «Memórias dos Bispos de Viseu» do Padre Leonardo de Sousa)
Errata e
aditamentos
última actualização:
10.11.2008
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vol. |
pag. |
linha |
onde se lê |
deve lêr-se |
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I |
5 |
2 |
462 |
262 |
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I |
22 |
17 |
Para a ascendência de D. Vasco
Ermiges de Cardoso, bem assim como para ver a origem comum dos
Cardoso, Matos e Amaral, ver o meu estudo
Os Ribadouro. Proposta de reconstituição genealógica (http://www.soveral.info/mas/Ribadouro - origens.htm) |
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I |
29 |
29 |
Beatriz Saraiva, casada com
Fernão Cardoso, de facto devia ser irmã de Afonso Saraiva, como
também digo, mas não filha de Lopo Cardoso e Beatriz Saraiva, como
vai proposto. Com efeito, tal como Afonso Saraiva, Beatriz Saraiva
seria filha de Vicente Fernandes Saraiva, referido adiante, que
também refiro na pag. 299 do II Volume, como avô da Isabel Saraiva
casada como Diogo de Albuquerque.
Os Saraiva são uma família que
surge no início do séc. XV em Trancoso, não se sabendo a origem
anterior. Algumas genealogias dizem que vieram de Castela, mas isso
não quer dizer nada, pois é o que invariavelmente costumam dizer
quando não sabem a origem... Devem todos descender de um virtual
Fernão Saraiva, pai de Vicente (ou Vasco) Fernandes Saraiva e
seus irmãos, que terá vivido em Trancoso e nascido cerca de 1365/70.
Alão refere, solto, um Fernão Vaz Saraiva, morador em Trancoso, que
diz ter vivido no reinado de D. Manuel I. Não sei onde foi buscar a
informação, nomeadamente sobre a sua cronologia. Mas se esta
cronologia está errada, e viveu no reinado de D. João I, pode
tratar-se do mesmo Fernão.
É possível que tenham origem em cavaleiros acontiados e homens-bons,
tendo este virtual Fernão Saraiva crescido de estatuto no apoio ao
mestre de Avis. Tanto mais que a 14.2.1442 D. Afonso V privilegiou
um Afonso Anes Saraiva, besteiro do conto, a pedido de João
Rodrigues [Peegados], isentando-o de ser apurado para ir para Ceuta.
O que significa que o nome já existia (se bem que pudessem ser
famílias distintas) e que pelo menos este Afonso Anes não era nobre.
Documentando-se também que um Vasco Anes Saraiva, morador no Porto,
porventura irmão deste Afonso Anes, esteve em Alfarrobeira pelo
infante D. Pedro, pelo que perdeu os seus bens, juntamente com
Fernando Álvares da Maia, Álvaro Vaz, genro do "barba meia" (João
Álvares Barba Meia, morador no Porto), e Gonçalo Anes do Mu.
Deste virtual Fernão Saraiva devem ser filhos: 1) Pedro Saraiva (referido
na pág. 30 do I Volume, como marido de Aldonça Cardoso), que
segue; 2) Vicente Fernandes Saraiva (referido na pag. 299 do II
Volume, como avô de Isabel Saraiva casada como Diogo de Albuquerque),
que segue; 3) Nuno Fernandes Saraiva, que segue; e 4) a antedita
Beatriz Saraiva, casada com Lopo Cardoso, todos moradores em
Trancoso.
1) Pedro Saraiva, o mais velho, nascido mais cerca de 1398 (e
não 93, como proponho), casado com Aldonça Cardoso, foi escudeiro do
bispo de Évora, escrivão dos órfãos e das sisas e tabelião do
público e notas de Trancoso, como refiro. Com efeito, a 16.1.1440 D.
Afonso V nomeou Pedro Saraiva, escudeiro do bispo de Évora, do seu
Conselho, e a seu pedido, para o cargo de escrivão das sisas régias
gerais e da feira da vila de Trancoso, em substituição de Fernando
Afonso, que fora destituído por ter sido acusado de assassínio.
Sobre seu filho Gonçalo Saraiva, além do que refiro, posso
acrescentar que a 30.9.1483 D. João II o confirmou como escrivão dos
órfãos e tabelião de Trancoso, bem como escrivão das sisas (neste
documento consta como Gonçalo Pires Saraiva). E que a 28.3.1491 o
nomeou alcaide das sacas de Noudar e a 7 do mês seguinte contador
dos gados do mesmo lugar. Sobre o filho Álvaro Saraiva, posso
acrescentar que a 1.3.1475 D. Afonso V privilegiou Álvaro Saraiva,
abade de S. Jorge da vila de Trancoso, concedendo-lhe licença para
ter uma casa que comprara na dita vila; que a 18.5.1487 D. João II o
autorizou a comprar bens de raiz; que a 21.10.1512 Diogo Gomes de
Andrade, beneficiado no bispado de Coimbra, teve confirmação da
permuta do seu benefício pela igreja de S. Pedro na vila de
Trancoso, em substituição de Álvaro Saraiva, seu abade, que a
permutou pelo benefício no bispado de Coimbra; e que a 5.6.1486 teve
legitimadas por carta real duas filhas (Isabel e Catarina), havidas
em Beatriz Afonso, mulher solteira, moradora em Trancoso, que a
16.7.1498 teve carta de perdão, a seu pedido, por afeição carnal com
Álvaro Saraiva, abade de São João, morador na dita vila, tendo pago
2.000 reais para a Piedade.
2) Vicente Fernandes Saraiva, casado com Leonor Vaz da
Fonseca, que Gaio diz que era Vasco e não Vicente, nascido cerca de
1400. Além do abade Pedro Saraiva da Fonseca, que refiro (pag.
299 do II Volume), foram pais de Afonso Saraiva, nascido cerca
de1429; Isabel Fernandes Saraiva; Leonor Vaz da Fonseca e, ao que
proponho, da Beatriz Saraiva que casou com Fernão Cardoso, como
ficou dito. Conforme refiro, a 25.10.1475 D. Afonso V doou
vitaliciamente em sesmaria a Afonso Saraiva e a Fernão Cardoso,
escudeiros da sua Casa, certas terras na vila de Trancoso e seu
termo. Acrescento agora que a 29.3.1480 o mesmo rei perdoou a Afonso
Saraiva, morador em Trancoso, qualquer pena em que tenha incorrido
por ter passado gado e outras coisas defesas para Castela, sem
licença régia. Gaio diz que este Afonso Saraiva casou com Berenguela
Dias da Fonseca, filha de Ozorio Dias, senhor de Figueiró da Granja,
e sua mulher Beatriz da Fonseca, embora Luiz de Mello Vaz de
São-Payo apenas dê aquela Berenguela casada com Martim Ferreira. Mas
o seu casamento com Afonso Saraiva é possível do ponto de vista
cronológico e social (eram primos-direitos). E Gaio diz que deste
casamento nasceu, entre outros, o Vasco Saraiva, senhor do reguengo
de Trancoso, que refiro na pág. , Vasco Saraiva que eu, seguindo
Alão, não filiei. Aquela Leonor Vaz da Fonseca (que Alão erradamente
chama Leonor Ozorio da Fonseca, mas não tinha Ozorio na ascendência)
casou com seu primo-direito Lourenço Saraiva, referido adiante. Sua
irmã Isabel Fernandes Saraiva casou com Antão Vaz, escrivão dos
contos régios da cidade da Guarda, e foram pais de João da Fonseca,
capitão donatário das ilhas das Flores, Corvo e Stº Antão, casado
com Margarida de Alcáçova, e de Antão Saraiva. A 18.12.1471 D.
Afonso V nomeou Antão Saraiva, filho de Antão Vasques, para o cargo
de escrivão dos contos régios da cidade da Guarda, em substituição
de seu pai, ficando este vitaliciamente com o mantimento que
usufruía (carta de renúncia de 2.12.1471). A 20.12.1471 privilegiou
Antão Saraiva, escudeiro, escrivão dos contos régios na cidade da
Guarda, concedendo-lhe licença para pôr sinal público nas escrituras
e causas. A 23.7.1482 D. João II confirmou-o como escrivão dos
contos da Guarda, autorizando-o para fazer sinal público. A
30.3.1496 Antão Saraiva, escudeiro do rei, morador na Guarda, foi
confirmado por D. Manuel I no ofício de escrivão dos Contos nessa
comarca e almoxarifado. A 13.11.1497 Leonel Henriques, morador na
Guarda, teve confirmação do aforamento em três vidas dumas casas na
rua Nova que foi judiaria da cidade, pagando de foro anual 3 reais
de prata de 114 reais o marco. Apresenta incluso instrumento de
aforamento feito por Gomes de Paiva, porteiro dos contos da cidade,
na Guarda, a 27.10.1497, em que Antão Saraiva, escrivão dos contos
reais da cidade, que tem o cargo de contador no lugar de Fernão
Velho, aforou umas casas d'el rei na Rua Nova e paga de foro 126
reais. Alão diz que Antão Saraiva foi pai, entre outros, de um João
Saraiva que casou na Madeira. Que deve ser o João Saraiva, nosso
moço de câmara, que a 17.3.1503 D. Manuel I nomeou escrivão dos
almoxarifados e da alfândega da Ilha da Madeira, na parte do
Funchal.
3) Nuno Fernandes Saraiva, que Alão diz irmão de Vicente, sem
o nomear. Contudo, os seus editores dizem que se devia chamar Nuno
Fernandes e ser também o pai da Branca Saraiva que casou com Nicolau
de Carvalho e foram pais do doutor António Saraiva de Carvalho
casado no Porto em 1538 com Maria Carneiro. Foi pai do antedito
Lourenço Saraiva casado com sua prima-direita Leonor Vaz da Fonseca,
c.g. |
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I |
35 |
38 |
Como a numeração indica, Simão
Tavares e seus irmãos Fernão e Tristão são filhos de Leonor Monteiro
de Carvalho, pelo que falta o respectivo recuo do texto para a
direita. |
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I |
48 |
21 |
2.3.2.2.
Diogo Rodrigues Cardoso, que segue em CARDOSO 3 |
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I |
53 |
13 |
em COSTA 1 |
em COSTA |
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I |
69 |
1 |
Ana Rodrigues (Botelho) faleceu
cerca de 1522. A 3.3.1523 Francisco Paes declara que recebera, como
tutor dos órfãos filhos que ficaram de Ana Rodrigues, mulher que
fora do licenciado Pedro Lopes Cardoso, 6.430 réis que a mesma tinha
de tença no almoxarifado de Viseu, por um padrão do rei D. João III,
incluso nesse documento. Assim sendo, Ana Rodrigues terá nascido
cerca de 1465 (e não 1462) e casado cerca de 1479, tendo seu filho
mais novo Simão Botelho Cardoso nascido cerca de 1507 (e não 1490),
tendo portanto cerca de 17 anos em 1523. |
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I |
70 |
12 |
Domingos Cardoso, que é dado como
o 1º morgado de Corpo Santo, em Lisboa, com a sua capela de Santa
Ana no Colégio da Conceição, não terá sido o seu instituidor, pois
foi instituído em 12.4.1516 por Maria de Rebelo, viúva de Diogo
Ferreira Corrêa. Esta Maria de Rebello era seguramente parente
próxima de Domingos Cardoso, julgo que sua tia materna. Aliás, deve
ser este o motivo porque os sucessores no dito morgadio usaram o
nome Rebello. |
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I |
74 e 75 |
12 e 35 |
Manuel de Mesquita Cardoso,
nascido e morador em Viseu, fez inquirições de genere para
qualquer efeito, processo hoje perdido. Dele resta, contudo, na
Câmara Eclesiástica de Lisboa (maço 460, processo 1), umas
inquirições, feitas em Alenquer a 25.4.1739, sobre seu pai, José
Cardoso do Amaral, nascido na quinta da Boavista da vila de
Alenquer, freguesia de S. Pedro, e os avós paternos, Pedro Lopes de
Rebello e sua mulher D. Isabel de Lima, moradores que foram na dita
quinta. É ouvida uma única testemunha, o visconde de Ponte de Lima,
então aí morador na sua quinta dos Fornos, com mais de 70 anos de
idade, que diz que conheceu José Cardoso do Amaral, que foi rapaz
para Viseu, que era pessoa nobre e bem nascida na quinta da
Boavista, que viveu de suas fazendas. Acrescenta que não chegou a
conhecer os pais, Pedro Lopes de Rebello e sua mulher D. Isabel de
Lima, que já tinham falecido (Pedro Lopes de Rebello faleceu viúvo
em 1659), mas sabia que viveram na sua quinta da Boavista de suas
fazendas e eram pessoas muito nobres. Este visconde, que assina o
depoimento apenas como Bisconde, só pode ser D. Tomaz de Lima
e Vasconcellos, nascido em 1674, que não teve filhos varões e a
20.1.1718 teve de D. João V mercê para poder passar o seu título à
pessoa que viesse a casar com sua filha. José Cardoso do Amaral,
contudo, foi baptizado em Alenquer a 23.1.1639 e casou em Viseu a
15.9.1672, tudo, portanto, antes do visconde nascer. José Cardoso do
Amaral era, portanto, muito mais velho do que o visconde, na verdade
mais velho que o próprio pai do visconde. O conhecimento que tinham
é portanto posterior, já José Cardoso do Amaral vivia em Viseu, onde
faleceu a 18.6.1715, sendo natural que se tenha deslocado varias
vezes a Alenquer, onde tinha irmãos e sobrinhos e muito
provavelmente propriedades, e onde se terá relacionado com o
visconde, que desta forma soube que ele era natural da quinta da
Boavista, onde provavelmente ainda ficava, e que tinha ido novo para
Viseu. |
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I |
78 |
Leg. |
portão da quinta e S. Miguel |
portão da quinta de S. Miguel |
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I |
96 |
1 |
Pedro Rodrigues Cardoso foi ainda recebedor do almoxarifado de
Viseu. A 27.1.1525 Fernando Rodrigues de Palma declara que recebeu
de Pedro Rodrigues Cardoso duas arrobas de cera. E a 26.2.1535 D.
João III manda que se levar em conta a Pedro Rodrigues Cardoso,
recebedor que foi do Almoxarifado de Viseu, 26.338 réis do que
pertencia no 1% do dinheiro que entregou a Fernando Rodrigues. |
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I |
128 |
43 |
Martim Afonso de Miranda foi legitimado por carta real de 1.6.1394,
onde consta como Martinho, filho de D. Martinho, bispo de Coimbra, e
de Emilia (Emjllia) Gonçalves, mulher solteira. Seu pai, D. Martinho
Afonso da Charneca, arcebispo de Braga (1398-1416), foi antes bispo
de Coimbra e do Conselho de D. João I. Deste D. Martinho existem
vários selos heráldicos com as suas armas, um escudo com uma aspa
acantonada de quatro flores de lis, depois ditas dos Miranda. O nome
Miranda, que seguiram seus filhos, tidos de diferentes mulheres, é
na origem um locativo relacionado com a quinta que tinha em Miranda
a par de Coimbra, onde esses filhos foram criados. D. Martinho
Afonso documenta-se como filho de Constança Esteves quando, já bispo
de Coimbra e do Conselho, a ele e à dita sua mãe D. João I a
11.12.1392 confirmou a doação que fizera a Afonso Pires da Charneca,
filho da dita Constança Esteves e irmão do dito bispo, do lugar de
Alcáçovas, de umas vinhas e lagares «aallem d aRoyos e partem com
o caminho da charneca» (chamado Lagares del Rei), e de umas
casas em Sintra. D. Martinho instituiu o morgadio da Patameira. E é
certamente este o morgadio a que se refere D. João I quando a
7.12.1395 lhe doa, a seu pedido, o padroado da igreja de S.
Cristóvão, em Lisboa, referindo que «dom martinho bispo de coj.m
do nosso cselho nos dise que elle fazia queria fazer hua capeella na
igreia de sam chr.ouam que he na nossa muy nobre leal cidade de
lixboa E esso mesmo queria hordenar huu moorgado de seus bees. E que
nos pedia por mercee que pea a dcta capella mooorgado seer mjlhor
mais nobr lhe desemos pa sempre o nosso padroado da igeia de sam
chr.ouam que o ouuese elle todos aqles que elle hordenar que depos
elle socedam aiam o dcto moorgado».
Seu irmão Afonso Pires da Charneca foi, como se disse, senhor de
Lagares del Rei, que por casamento passaria depois aos Almada, em
quem se mantém até hoje. A 24.8.1385 D. João I doou a «Afom priz
da charneca caualeiro nosso uasallo», de juro e herdade, para
sempre, as vinhas e seus lugares que são no termo da cidade de
Lisboa «aallem d aRoyos caminho da charneca as quaaes sooe d
andar co a nossa adega da dcta cidade». Afonso Pires da Charneca
foi armado cavaleiro pelo mestre de Avis antes da batalha de
Aljubarrota, em cuja lista vem referido como Afonso Pires da
Charneca, irmão do Doutor Martim Afonso. A "Monarquia Luzitana"
de Fr. Manuel dos Santos (cap. VIII, pag. 748) diz, sobre
Aljubarrota, que «na ala esquerda, que sahia da outra parte
oposta, puserão outras duzentas lanças em que entravam alguns
Ingleses auxiliares, mandados de Inglaterra pelos Embaixadores que
estavam em Londres; sua bandeira a de S. Jorge; e seus Capitães
Antão Vasques de Almada, João Monferrara e Martins Paulo; ........Os
Fidalgos e Escudeiros de nome que eram presentes no exército, e
ganharam com El-Rei esta batalha de tanta glória forão: O Arcebispo
Primaz D. Lourenço Vicente, o Condestável D. Nuno Alvares Pereira,
Diogo Lopes Pacheco, ......o Doutor João das Regras, o Doutor Gil
Docena, o Doutor Martim Affonso da Charneca, .......estes já eram
armados Cavaleiros; os seguintes eram Escudeiros: João Vasques de
Almada, Antão Vasques de Almada, Ruy Braz de Castellobranco, Affonso
Pires da Charneca».
Dada a onomástica (sua e de seu irmão), o arcebispo D. Martinho
Afonso era filho de um virtual Afonso Pires da Charneca, falecido
antes de 11.12.1392, certamente um rico homem-bom de Lisboa e
cavaleiro "acontiado". |
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I |
132 |
35 |
Diogo Gil de Figueiredo foi
legitimado por carta real de 2.11.1385, dizendo-se que esteve em
Aljubarrota e era filho de Gil Vasques de Figueiredo, que «foe
casado e quite per sentença da sancta igreja», e de Maria Anes,
mulher solteira, ambos já falecidos. Diogo Gil não podia, portanto,
ter nascido depois de 1367 e provavelmente nasceu antes. Assim
sendo, seu pai Gil Vasques nasceu antes de 1325 e não podia ser
filho, como ponho a hipótese, do Vasco Fernandes de Figueiredo,
escudeiro em 1369, e muito menos neto de um Fernão Gonçalves de
Figueiredo nascido cerca de 1327.
Portanto, tendo o legitimado Diogo Gil nascido antes de 1367
dificilmente se aceita que possa ser pai do Gil de Figueiredo que
foi escrivão da câmara do infante D. Fernando e a 4.12.1465 foi
substituído no cargo, por acabar o seu tempo, se bem que possa ter
sido pai do Gil Vasques que casou com Tereza Rodrigues de
Figueiredo, com filhos que começaram a nascer cerca de 1425, como
refiro na pag. 137 do volume 1.
Em alternativa, Gil Vasques de Figueiredo, nascido entre 1300 e
1325, podia ser filho de Vasco Esteves de Figueiredo, que refiro na
pag. 260 do volume 1. Este Vasco Esteves nasceu cerca 1276 e faleceu
depois de 1334. A 17.3.1326 testemunha a entrega ao mosteiro de
Grijó, que fazem Afonso Pires Ribeiro e sua 2.ª mulher Clara Anes de
Paiva, da quintã de Macinhata, deixada a este cenóbio pelo tio dele,
João Afonso Ribeiro. A 3.4.1334 assistiu à cerimónia da trasladação
do corpo de Margarida Pires Ribeiro, 1ª mulher de Martim Pires de
Alvim, cavaleiro, para o mosteiro de Grijó, do qual ela era natural.
Este Vasco Esteves terá adoptado o nome Figueiredo por ser senhor de
Figueiredo de Alva, o que se documenta nas inquirições de 1307. Era
filho de Estêvão Martins de Alvellos, 1º morgado de Alvellos
(27.12.1302), cavaleiro, meirinho de Lamego por D.Dinis, nascido
cerca 1245 e falecido depois de 9.2.1320, data em que Estêvão
Martins, cavaleiro de Alvellos, declara que mandou vender por 12
libras um manto que seu filho Pedro Esteves confiscara a Maria Anes,
por uma dívida de 20 libras.
Vasco Esteves de Figueiredo terá tido, assim, pelo menos três
filhos: 1) Martim Vasques de Alvellos, cónego da Sé de Lamego,
nascido cerca 1300 e falecido a 14.5.1324 em Lamego, sendo seu
testamenteiro seu tio Pedro Esteves de Alvellos; 2) o referido Gil
Vasques de Figueiredo; 3)
Afonso Vasques de Figueiredo, escudeiro, referido na lista de
Pedroso, proposto pai do Diogo Afonso de Figueiredo referido na pág.
260 do volume 1. |
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I |
133 |
32 |
E
acrecenta |
E
acrescenta |
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I |
139 |
32 |
Lopo Esteves de Ornellas não era
irmão de D. João de Ornellas, como ponho a hipótese, mas sim seu
sobrinho (irmão de Catarina Esteves, contemplada no testamento de
seu tio o dito D. João), ambos filhos de um virtual Estêvão de
Ornellas. Lopo Esteves casou assim duas vezes, a 1ª com Maria de
Ayala, com geração na Madeira, e a 2ª vez com Tereza Martins de
Figueiredo. |
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I |
141 |
29 |
Sobre Pedro (não Vasco) Lourenço
Ferreira e sua mulher Beatriz de Mello ver on-line o meu
Ensaio sobre a origem dos
Ferreira (http://www.soveral.info/mas/Ferreira.htm). |
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I |
178 |
32 |
assim
irmão inteira |
assim irmã
inteira |
|
I |
183 |
2 |
Em vez de
Figueiredo de Aveiro teria sido mais preciso dizer Figueiredo da
Esgueira (vila hoje integrada na cidade de Aveiro). |
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I |
183 |
21 |
e duque de Aveiro D. Jaime |
e senhor de Aveiro D. Jorge |
|
I |
193 |
15 |
Gonçalo Dias de Gouveia (casado com Beatriz de Figueiredo) é certamente o homónimo, cavaleiro, que a
29.11.1537 teve de D. João III alvará de lembrança dos 30.000 reais
que ficaram por pagar dos 70.000 do seu casamento. |
|
I |
201 |
23 |
Para a ascendência de D. Mécia Rodrigues da Costa ver o meu Ensaio
sobre a origem dos Lemos portugueses, in
Casa da Trofa (http://www.soveral.info/casadatrofa/default.htm)
- Origens. |
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I |
209 |
40 |
Câmara
pela desta cidade |
Câmara
desta cidade |
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I |
232 |
32 |
Há um Frei Pedro de Santar, da
ordem de Cister do mosteiro do Bouro, que com licença de seu maior
tirou em Braga ordens menores a 12.3.1446 e ordens de Epístola a
2.4.1446. Suspeito que este Frei Pedro de Santar era filho natural
de Fernão Soares de Albergaria, senhor do Prado. |
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I |
233 |
14 |
Lopo Soares de Albergaria tirou ordens menores em Braga a 12.4.1449,
como Lopo Soares, nascido em Santa Maria do Prado, filho de Fernão
Soares e sua mulher D. Isabel. |
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I |
233 |
37 |
A 30.9.1522 a viúva e filhos de João Álvares da Cunha passou em
Pombeiro procuração a Rui Pires, seu criado, para poder arrecadar
todas as suas dívidas em qualquer parte do reino e dar as
respectivas quitações. E a 4.7.1524 têm provisão real para se pagar
40.000 reais de tença aos herdeiros de João Álvares da Cunha . E a
18.7.1527 nova provisão de D. João III para o almoxarife de Coimbra
dar aos herdeiros de João Álvares da Cunha 32.000 reais de tença
separada. A 16.5.1517 ainda estava vivo, pois Simão da Cunha,
fidalgo da Casa Real, fez procuração a seu irmão João Alves da Cunha
para cobrar tudo quanto lhe for devido. E a 18.5.1517 João Álvares
da Cunha, fidalgo da Casa Real, tem provisão para receber 60.000
reais de tença. |
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I |
235 |
23 |
Álvaro Soares de Albergaria foi assassinado não apenas antes de
1475, como refiro, mas concretamente em finais de 1463 ou início de
1464. Com efeito, Fernão de Magalhães foi por esta morte degredado
um ano para Alcácer Seguer, mas a
14.2.1464
D. Afonso V perdoa-lhe este degredo, na sequência do perdão geral
outorgado aos homiziados que serviram na armada real em Ceuta.
Assim, há mais uma razão para dizer que Álvaro Soares de Albergaria
não chegou a suceder a seu pai no senhorio do Prado, pois este só
deve ter falecido em 1475, embora em rigor só o consegui documentar
até 1463. Por outro lado, apesar de ter tirado ordens menores em
1456, Álvaro Soares de Albergaria não deve ter nascido em 1444, como
proponho, mas sim lá para 1440. Portanto, seu filho natural Tristão
Soares de Albergaria não nasceu cerca de 1473, como proponho, mas
sim em 1463 ou mesmo póstumo em 1464, em Monção, onde devia viver a
mãe, sendo depois criado em Viseu por sua avó paterna D. Isabel de
Mello.
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I |
237 |
5 |
O
Cristóvão Soares de Albergaria filho de Tristão Soares de Albergaria
que as genealogias visienses dizem que foi para Lisboa não pode ser,
como dizem as genealogias tardias e eu segui, o Dr. Cristóvão Soares
Soares de Albergaria que instituiu a capela de Nª Sª do Alecrim,
pois a cronologia não o permite. Na verdade, o Cristóvão Soares,
filho do Tristão, que foi para Lisboa, que terá nascido cerca de
1513/6, é certamente o que teve de D. João III a comenda de Stª Mª
de Loures (CJIII, Privilégios, 4, 309v), e aí casou ou apenas teve o
Dr. Cristóvão Soares de Albergaria, nascido cerca de 1550, que em
1578 foi nomeado juiz de fora em Ponta Delgada, chegando a
desembargador da Casa da Suplicação, e que com sua mulher D. Ana de
Vilhena instituiu, por disposição testamental de 6.6.1628, a capela
de Nª Sª do Alecrim, em Lisboa. A existência destes dois homónimos,
pai e filho, terá feito com que as genealogias o congregassem num
só, fenómeno aliás recorrente.
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I |
252 |
11 |
Pedro Vaz Soares, feitor em Sofala, a 30.6.1515 escreve uma carta a
D. Manuel I sobre coisas da dita feitoria. |
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I |
253 |
24 34 |
Gomilhães |
Gominhães |
|
I |
260 |
18 |
Pedroso, certamente irmão de
Vasco |
Pedroso, certamente filho de
Vasco |
|
I |
262 |
13 |
filha de
João Anes de Paiva |
irmã de
João Anes de Paiva |
|
I |
262 |
27 |
bisneto de
João Anes de Paiva |
sobrinho-neto de João Anes de Paiva |
|
I |
263 |
25 |
Gonçalo Vaz de Castello-Branco de
facto casou com Leonor Vasques, como se diz. A 25.3.1386 D. João I
confirmou a Gonçalo Vasques de Castello-Branco o couto e honra de
Sobrado, em Paiva, como já tinham «paay soarez e dona Jnes e
teuam paã auoos de lionor uaasqz sua molher».
Portanto, Leonor Vasques era neta de Paio Soares de Paiva e sua 2ª
mulher D. Inez Rodrigues Ribeiro, mas não filha de Estêvão Paes de
Paiva, filho primogénito de Paio Soares, como dizem as genealogias
tardias mas que o patronímico dela já recusava. Assim, Leonor
Vasques era seguramente filha de Vasco Paes de Paiva, irmão ou
meio-irmão mais novo daquele Estêvão Paes. |
|
I |
274 |
8 |
Gonçalo de Barros era já Dom abade do mosteiro de Stº André de
Rendufe quanto tirou ordens de missa em Braga a 22.9.1464. Devendo
ser o Gonçalo Nunes de Barros que tirou ordens de Epístola a
13.3.1456, também em Braga, sendo referido como natural de S.
Salvador de Bravães e «de soluto genitus e soluta». Rendufe e Bravães
não ficam nos Arcos de Valdevez, mas sim Rendufe
em Amares e Bravães em Ponte da Barca. |
|
I |
278 |
29 |
Do Doutor Lourenço Vaz Pereira existe uma carta de 27.6.1559 para D.
Sebastião, escrita e assinada por ele, com muito bonita letra, onde
diz que o rei o mandou ao mestrado de Avis, como seu ouvidor, e
expondo que João Mendes, alcaide de Avilla de Fronteira, se
ausentara com receio dos erros do dito ofício, que repreendera o
juiz de fora Gonçalo de Almeida, que por injustas suspeições que
Luís Soeiro movia na Vila de Avis tirava aos pobres muitas fazendas,
e requerendo provisão para devassar sobre os casados, amancebados e
alcoviteiras de Benavente e Coruche.
O doutor Lourenço Vaz Pereira não casou a 1ª vez com Branca Afonso
de Gouveia, como admito possível. Na verdade, quem casou com esta
Branca, aliás Homem de Gouveia, foi um Lourenço Vaz da Gama, sendo
pais do doutor António da Gama, célebre jurisconsulto, desembargador
da Casa da Suplicação, etc., que nasceu na Madeira em 1520,
matriculou-se na UC em 1537, foi depois estudar para a Universidade
de Bolonha, foi lente de Código na UC em 1546 e fal. a 30.3.1595,
com 75 anos. |
|
I |
281 |
7 |
Rui Barreiros de Seixas foi ainda
contador do almoxarifado. A 15.5.1533 D. João III manda ao
almoxarife de Viseu que pague as despesas que o contador daquela
comarca fez com os homens que foram com lanços à fazenda, até à
quantia de 4.000 reais, na sequência do que Rui Barreiros, cavaleiro
da Casa Real e contador do almoxarifado da mesma cidade, manda
aquele almoxarife pagar a diversas pessoas as porções conteúdas nos
mandados. |
|
I |
300 |
1 |
Sobre a origem dos Almeida
ver on-line o meu
Ensaio
sobre a origem dos Almeida (http://www.soveral.info/mas/Almeida.htm). |
|
I |
301 |
22 |
Álvaro Fernandes de Almeida foi
legitimado por carta real de 23.1.1395, carta esta onde seu pai vem
referido como criado e vedor da Casa do rei (D. João I), sendo
solteiro, e a mãe vem como Maria (e não Catarina, como disse)
Lourenço, também solteira. |
|
I |
310 |
27 |
O texto
que começa por «4.1.1. ?(N) Rui Lopes de Almeida» deve ir recuado.
Este Rui Lopes é filho de Lopo Martins de Almeida. |
|
I |
313 |
1 |
Joana de Almeida, donzela da
infanta Dona Catarina, casada com Fernão Martins de Souza, que vai
com interrogação como possível filha de Martim Lourenço de Almeida,
na verdade foi erro de leitura e não é Almeida mas sim Almada.
Trata-se de Joana de Almada, filha de João Afonso de Brito, que
casou com Fernão Martins de Souza, que faleceu antes de seu pai, e
foram pais de João Fernandes de Souza, 4ç senhor de juro e herdade
de Baião. Vide o meu estudo
Argollo. Uma família
brasileira de 1500 (http://www.soveral.info/mas/argollo.htm). |
|
I |
314 |
33 |
Pedro de Almeida (5.5.2) não pode
cronologicamente ser identificado (como no texto ponho a hipótese)
com o Pedro Fernandes (de Almeida), aliás Pedro Anes, que casou com Leonor Afonso (de
Abranches). Quando muito, este Pedro, que nasceu cerca de
1500, pode ser seu filho, dado que tudo indica que Pedro de Almeida
tenha ido casar a Cassurães, onde este Pedro viveu. |
|
I |
314 |
41 |
que depois de vivo foi cónego |
que depois de viúvo foi cónego |
|
I |
328 |
11 |
D. Jorge
de Almeida (2.6.) tirou ordens menores em Braga a 19.5.1464 |
|
I |
329 |
9 |
Pedro Botelho devia ser irmão do
Lopo Botelho que com sua mulher Leonor Gil vivia em Santa Maria de
Pombal, do bispado de Coimbra, quando o filho de ambos Lopo Lopes
tirou em Braga a 24.4.1451 ordens menores, com licença de seu maior
(pelo que seria professo ou noviço). De qualquer forma, não podia
ser, como avento, o Pedro Botelho que com seu irmãos Aires Botelho,
Álvaro Botelho e Branca Rodrigues foram legitimados por carta real
de 3.1.1398, como filhos de Pedro Botelho, craveiro da Ordem de
Cristo, e de Joana Rodrigues, mulher solteira. Além da
impossibilidade cronológica, esse Pedro Botelho não teve geração.
Mas pode ser filho de um dos ditos irmãos, Aires ou Álvaro Botelho,
uma vez que estes viviam em Coimbra. Com efeito, um dia antes da
referida legitimação, D. João I doou a Pedro Botelho, seu criado, «por
muitos serujços que recebemos daquelles donde el descende e del»,
umas casas em Coimbra, na Almedina, «acima de sam bras», bem
como as casas da Falcoaria, na Almedina, em que morava João Anes
Gago, determinando que por sua morte possam ficar a seu irmão Álvaro
e por morte deste a seu irmão Aires, e depois passem para «o primeiro filho
ou neto de cada huu dos dictos jrmaãos sempre o mayor», se os
tiverem. Dá assim ideia que estava fora de causa que Pedro Botelho
pudesse ter filhos, talvez por ser clérigo. |
|
I |
330 |
36 |
João Lopes de Almeida faleceu em
finais de Fevereiro ou princípios de Marco de 1526. Além dos filhos
referidos teve pelo menos mais dois: Henrique de Almeida, que parece
o mais velho, e Cid de Souza. Sua mãe, Briolanja de Almeida, ainda
vivia em 1514, tendo então uma tença de 8.000 reais no almoxarifado
de Vila do Conde que herdara de Diogo de Almeida, seu filho. Estas
são as principais conclusões a tirar da documentação que segue:
A 10.1.1514 Briolanja de Almeida
passa procuração, em pública forma, a seu filho João Lopes de
Almeida para cobrar do almoxarife ou recebedor de Vila do Conde a
tença de 8.000 reais, que seu filho Diogo de Almeida tinha, e de
quem ela era herdeira.
A 15.51515 João Lopes de Almeida tem provisão real para receber no
almoxarifado de Viseu 15.333 reais de graça por tença. Assina o
recibo Lopo de almeida, talvez seu filho.
A 4.2.1523 João Lopes de Almeida, fidalgo da Casa Real, faz
procuração a seu filho Henrique de Almeida poder receber e cobrar do
almoxarifado de Viseu 15.333 reais de sua tença.
A 28.8.1525 João Lopes de Almeida tem provisão para receber no
almoxarifado de Viseu 15.333 reais de tença.
A 21.2.1526 João Lopes de Almeida, fidalgo da Casa d’el rei, morador
em Figueiredo, do concelho de Lafões, faz procuração a Henrique de
Almeida e Cid de Souza, seus filhos, para poderem receber a tença
que seu irmão Diogo de Almeida e Briolanja de Almeida, sua mãe, têm
assentada no almoxarifado de Vila do Conde.
A 16.10.1525 Henrique de Almeida
manda seu procurador cobrar do almoxarife dos portos de Vila do
Conde 16.000 réis de sua tença e de seus irmãos.
A 16.3.1526 D. Guiomar de Souza, viúva de João Lopes de Almeida,
fidalgo da Casa d’el rei, fez
em Viseu Procuração a seu filho Henrique de Almeida, em nome dos
demais herdeiros, para receber e arrecadar do almoxarife ou
recebedor da Alfandega de Vila do Conde, tudo o que se lhes montar e
for obrigado a pagar de um desembargo do rei de 8.000 réis.
A 20.6.1536 D. João III manda que
se leve em conta ao recebedor que foi do almoxarifado de Viseu os
8.000 reais que pagou a D. Guiomar de Souza, viúva de João Lopes de
Almeida, em parte de sua graça por tença.
Cid de Souza é portanto o
homónimo, referido como irmão de Henrique de Almeida, que casou com
Maria de Novais, irmã de Francisco de Novais e de Duarte de Novais,
segundo Alão. Mas não deve ter tido geração, tendo em conta que foi
a irmã que herdou a quintã do paço da Torre de Figueiredo das Donas.
Henrique de Almeida pode ser o
homónimo que foi tabelião e escrivão da almotaçaria de Lafões
(Chancelaria de Dom Sebastião, Dom Henrique e Dom António, 29, 258).
E ainda o Henrique de Almeida, fidalgo da Casa Real, que a 20.6.1522
teve provisão para receber no almoxarifado de Aveiro 48.000 reais do
primeiro terço do seu casamento. Mas não terá tido descendência,
pela mesma razão. |
|
I |
346 |
19 |
João Martins Ferreira
documenta-se como cavaleiro fidalgo da Casa de D. João III numa
mercê de 12.2.1548, na qual este rei, «em respeito aos
serviços que me tem feito» e por o servir bem no ofício de juiz
da alfândega de Goa, lhe renova o cargo por mais três anos. Foi o 3º
morgado dos Ferreira, com a sua capela de Jerusalém no mosteiro de
S. Domingos, no Porto, e respectiva Casa do Patim, como refiro no
meu
Ensaio sobre a origem dos
Ferreira (http://www.soveral.info/mas/Ferreira.htm). |
|
I |
352 |
37 |
Heitor Lopes de Almeida, sendo
referido como Heitor Lopes, morador em Arrifana de Stª Mª, foi a
10.10.1520 reconduzido no cargo de procurador do número do concelho
e terra de Stª Mª da Feira. |
|
I |
365 |
5 |
Vasco
Martins de Castello-Branco |
Gonçalo
Martins de Castello-Branco |
|
I |
367 |
última |
Álvaro de Carvalho só é certo que
tenha sido governador de Mazagão.
De Álvaro
de Carvalho, governador de Mazagão, existem várias cartas para o rei
e o secretário Pedro de Alcáçova Carneiro entre 1552 e 1561.
Nomeadamente uma carta de 16.11.1553 para D. João III, em que o
governador de Mazagão Álvaro de Carvalho dá conta ao rei do estado
em que se achava aquela praça e da necessidade que tinha de mais 100
soldados, para se defenderem dos inimigos que continuamente a
perseguiam, pedindo ainda que o socorresse com mantimentos e
munições (CC, I, 91, 46). A situação deve contudo ter-se mantido na
mesma, pois são vários os pedidos deste teor ao longo dos anos
seguintes. Em carta de 15.11.1560 para a rainha regente, o
governador Álvaro de Carvalho diz que está doente e pede-lhe licença
para ir a Lisboa curar-se (CC, I, 104, 52). O que não aconteceu,
pois a 12.4.1561 volta a escrever à mesma rainha, dando-lhe conta
que o xarife se dispunha para vir contra Mazagão, praça que estava
muito destruída e incapaz de lhe resistir, pedindo-lhe que com
brevidade a mandasse socorrer do necessário (CC, I, 104, 106). A
31.5.1557 escreveu a D. João III (que morreu uns dias depois),
dizendo-lhe que tinha ajustado o casamento de sua filha com D.
Fernando Henriques e que, tendo com isso feito muitos gastos, lhe
pedia para poder renunciar na dita sua filha e genro a tença de
12.000 cruzados que o rei lhe prometera (CC, I, 36,100). Seu pai
Pedro Álvares de Carvalho é que foi governador de Alcácer-Seguer
entre 1521 e 1535. A 20.7.1520 Pedro Álvares de Carvalho, fidalgo da
sua Casa, teve provisão de D. Manuel I para se pagar a sua mulher D.
Maria, filha de D. Martinho de Távora, 126.000 reais do último terço
de seu casamento (CC, II, 90, 144). E a 6.4.1522 o Cabido de Viseu
escreveu ao rei, pedindo-lhe que fizesse justiça na demanda que
tinha com Pedro Álvares de Carvalho e D. Catarina de Eça, sua mãe,
sobre o prazo de Canas de Senhorim (CC, I, 28, 2).
|
|
I |
371 |
27 |
O Doutor Luiz Anes de Loureiro
tirou em Braga ordens de Epístola a 18.12.1451 e de Evangelho
a 4.3.1452, sendo referido como
Luiz Anes, escolar do bispado de Viseu, filho de clérigo e solteira. |
|
I |
375 |
12 |
Uma vez
que foi necessariamente entre 1481 e 1499, Pedro Ferreira não esteve
propriamente na Índia mas na expansão marítima que aí conduziu. |
|
I |
375 |
18 |
n. cerca
de 1562, que ainda vivia em 1514 |
n. cerca
de 1462, que ainda vivia em 1514 |
|
I |
393 |
14 |
António de Campos é certamente o
António Varela de Campos que teve foro de escudeiro fidalgo da Casa
Real (Ementas, 3, 86v). E seu pai, Pedro Rodrigues de Ferreira, deve
ser o Pedro de Ferreira, criado do bispo de Viseu, que a 1.6.1481
teve carta de perdão real, sendo acusado de ter participado num
arroído. |
|
I |
397 |
18 |
Sobre o
cónego Pedro de Lemos ver em Origens, no meu trabalho sobre a
Casa da Trofa
(http://www.soveral.info/casadatrofa/default.htm). |
|
I |
405 |
1 |
Sobre a origem dos Mesquita ver
on-line o meu
Ensaio sobre a origem dos
Mesquita (http://www.soveral.info/mas/Mesquita.htm). |
|
I |
406 |
13 |
O cónego Lopo Álvares da Ventura
deve ser, ainda jovem, o Lopo da Ventura que a 30.5.1522 teve
provisão de D. João III para receber a sua tença de 5.000 reais no
almoxarifado de Viseu, assinado o recibo António da Ventura,
certamente o seu irmão deste nome que Alão diz que foi (veio a ser)
cavaleiro da Ordem de Cristo. |
|
I |
407 |
nota |
Lamos de
Mendonça |
Lamas de
Mendonça |
|
I |
422 |
36 |
Margarida Martins do Amaral e seu marido Gonçalo Rodrigues de
Moreira devem ter tido mais um filho chamado Mem Gonçalves, por sua
vez pai de Lourenço Mendes de Moreira e avô de João Lourenço do
Amaral. A 4.7.1340 João Lourenço do Amaral, filho de Lourenço Mendes
de Moreira, vende em Lamego a Gonçalo Homem, cavaleiro de Cambar, e
a sua mulher Guiomar Esteves, um casal a que chamam a Torre, em
Bermedo. |
|
I |
424 |
39 |
Pelo
invulgar prenome, Hilária Leite (5.4.2.3.), casada com Tomé da
Costa, pode ser a Hilária do Amaral casada com Braz Vilela. Ou,
ainda mais provável, esta Hilária do Amaral seria filha da Hilária
Leite ou sua sobrinha, por exemplo filha de Diogo Leite do Amaral
(5.4.2.1.) |
|
I |
427 |
5 |
Afonso de Torres diz que
Francisca do Amaral casou com Nuno Fernandes Lobo, morgado de S.
Pedro de Évora, e que seu filho Rui Lopes Lobo casou com D. Isabel
de Carvalho (filha do Dr. Francisco Duas do Amaral, referido na pág.
444 do volume I), com geração extinta. |
|
I |
432 |
14 |
Existiram, dois e não apenas um
Belchior de Montalvo. Com efeito, o Belchior referido nasceu em
Viseu cerca de 1525 e faleceu antes de 1615. É referido como
«cavaleiro e fidalgo» a 19.2.1581 quando, com sua mulher Ana
Rebello, recebe do Cabido de Viseu o prazo da «possessão» de Requexe.
Em 1582 foi inquiridor, contador e distribuidor geral da comarca de
Viseu (Chancelaria de D. Filipe I, PeD, 4, 90), cargo em que sucedeu
seu genro. Sua mulher faleceu viúva em Viseu a 1.8.1615. Deve assim
ser o Belchior de Montalvo que teve foro de escudeiro fidalgo da
Casa Real (Ementas, 4, 18).
O outro Belchior de Montalvo, que também teve foro de escudeiro
fidalgo da Casa Real (Ementas, 2, 173), faleceu a 27.7.1596 em Lisboa (Sé), na
rua que vai para S. Jorge, sendo enterrado em túmulo próprio na Sé e
deixando testamenteira sua mulher Águeda Cordeiro, que ainda vivia
em 1598 em Lisboa quando é testamenteira de Guiomar Monteiro, viúva
de Manuel Pinto, escrivão. E este Belchior é certamente o que foi
tabelião de Lisboa (1570, Chancelaria de D. Sebastião e D. Henrique,
26, 41), com carta para ter ajudante no ofício em 1572 (ib, 9,
294v), e depois tabelião da ilha da Madeira (ib, 30, 28), ofício a
que renunciou (1581, ib, 46, 319).
Este segundo Belchior de Montalvo era irmão de Joana Cardoso de
Montalvo, que casou com Jorge de Gouveia, de Seia, onde viveram,
pois são ambos ditos naturais de Seia no Índice Notas Tabeliães
Lisboa (tomo 4, p. 281). Os filhos deste casal, que usam o nome
Cardoso de Montalvo, são herdeiros do dito Belchior de Montalvo, seu
tio, e de sua viúva Águeda Cordeiro.
Dado que a conjugação onomástica é demasiada para se tratar de uma
mera coincidência, podemos partir do princípio de que os de
Seia/Lisboa descendiam do Dr. Francisco de Montalvo e sua mulher
Filipa Rodrigues Cardoso. Por outro lado, por razões cronológicas e
patrimoniais, não se pode aceitar como hipótese que o Belchior de
Lisboa e sua irmã Joana sejam filhos do Belchior de Viseu. Resulta
assim, por exclusão de partes, que o Belchior de Lisboa e sua irmã
Joana deviam ser filhos de um desconhecido irmão mais velho do
Belchior de Viseu. Este irmão terá ido casar a Seia, donde é dita
natural a Joana. Este irmão terá nascido cerca de 1515 e poderia
chamar-se Francisco (como o pai) ou Rodrigo (como o avô materno).
Poderia usar o nome Montalvo, ou o nome Cardoso. Em hipótese mais
extrema o nome Homem, ou até Rodrigo Álvares Homem, exactamente como
o avô materno, um fidalgo importante.
Dou também como possível irmão
mais velho do Belchior de Viseu um Jerónimo de Montalvo que foi
cavaleiro da Ordem de Santiago (8.10.1543). A hipótese baseia-se
apenas na onomástica (invulgar) e na cronologia. Contudo, parece que
era de Medina del Campo (Francis Dutra, e Humanista, 2002, 2,150).
Infelizmente a carta de hábito (Mesa Consciência Ordens, livro 20,
Ordem Santiago, livro 3 supl., Convento de Palmela, pp. 21) é
sucintíssima e não indica a naturalidade. Mas se de facto foi
natural de Medina del Campo, poderia ser filho natural ou de um
primeiro casamento de Francisco de Montalvo, tendo acompanhado o pai
a Portugal. |
|
I
|
433 |
18 |
Frei Tristão do Amaral, além da filha Ana referida, teve outro
filho, André, ambos legitimados por carta real (Chancelaria de D.
João III, Perdões e Legitimações, 5. 90). |
|
I
|
433 |
34 |
Pode haver
a tentação de identificar este António Godinho (8.5.) com o homónimo
iluminista, tanto mais que este parece que também foi casado com uma
Ana Feio. Tudo indica, contudo, que foi o de Viseu e não o
iluminista que casou com Ana Feio. |
|
I
|
452 |
24 |
Gaspar Correa, fal. em Viseu a 5.11.1639, não é identificável, como
coloquei a hipótese, com seu irmão Gabriel Correa de Bulhões, que
foi para o Brasil. Nem o irmão de ambos, António de Bulhões,
referido adiante, é identificável, como coloquei a hipótese, com o Dr.
António Correa de Bulhões que a 14.4.1642 era ouvidor-geral do Rio
de Janeiro, pois este era seu sobrinho, filho do dito Gabriel.
Este António de Bulhões, irmão de Gabriel, foi também para o Brasil,
combateu na guerra contra os holandeses e viveu em Pernambuco, onde
casou com D. Maria Feio, aí co-herdeira do engenho São João Baptista
(depois chamado de Bulhões), na freguesia de Jaboatão, filha de
Bento Luiz de Figueiroa, que a 4.5.1593 comprou o dito engenho a
Pedro Dias da Fonseca, e sua mulher D.Maria Feio, que aí faleceu
viúva a 12.11.1609. Seu irmão Gabriel Correa de Bulhões já era em
1613 proprietário do ofício de almoxarife da Fazenda Real da
capitania de Pernambuco, cargo que ainda exercia no a 29.8.1618,
como se documenta, e casou com uma irmã de sua cunhada, igualmente
co-herdeira do dito engenho São João Baptista. A 20.10.1649 este
Gabriel Correa de Bulhões, dito apenas Gabriel de Bulhões, filho de
António Correa, teve mercê da pensão de 20.000 reais numa comenda da
Ordem de Cristo, com o hábito, para quem casasse com uma das suas
filhas, e de um ofício de justiça, fazenda ou guerra que caiba na
qualidade da pessoa, para quem casar com a outra sua filha, tudo em
paga dos seus serviços de 36 a 45 anos com feitor e almoxarife da
fazenda real, de que foi proprietário onze anos, na defesa de
Pernambuco e nos aprestos das armadas que por vezes subiram daquele
porto por jornadas que se fizeram ao sertão, e ainda no cargo de
pagador geral do exército e adail da mesma capitania, com grande
dispêndio de sua fazenda, até de todo perder a muita que possuía por
não ficar com os holandeses, passando-se com sua família à Baía,
onde o governador o ocupou no cargo de provedor-mor das fazendas de
Sua Majestade e dos defuntos e ausentes.
Além destas filhas, provavelmente de um 2º casamento, dada a
cronologia e a mercê, deste Gabriel foi também filho o dito Dr. António
Correa de Bulhões que a 14.4.1642 era ouvidor-geral do Rio de
Janeiro, pois que se matriculou na Universidade de Coimbra a 13.11.1632,
como natural de Pernambuco e filho de Gabriel Correa, tendo tirado o
bacharelato (15.06.1640) e a formatura (14.01.1641) em Cânones. Deve
ser este o António Correia de Bulhões, cavalheiro da Ordem de
Cristo, que no primeiro livro (1648) das vereações da Câmara do
Senado de Olinda, constava que em Dezembro daquele ano fora ele um
dos eleitores para o pelouro que se fez a 30 do referido mês.
Do dito António de Bulhões (irmão de Gabriel) e de sua mulher nasceu
Zacarias de Bulhões, que sucedeu no dito engenho, e que casou com
com D. Jerónima da Cunha, filha do coronel Pedro da Cunha de Andrade
e de sua segunda mulher D. Cosma Fróis. Zacarias e sua mulher foram
pais de pelo menos três filhos: 1) D. Jerónima da Cunha, casada com
Gonçalo Novo de Brito, que foram pais do Cap. Filipe de Bulhões da
Cunha, sucessor no engenho a seu tio homónimo;
2) António de Bulhões da Cunha, que morreu solteiro; e 3) Filipe de
Bulhões da Cunha, morador e proprietário do engenho São João
Batista, na freguesia de Jaboatão, que casou mas não deixou geração.
Este Filipe teve de D. João IV a Ordem de Cristo, que tinha sido
dada a seu avô António de Bulhões, pois sucedeu nos seus serviços,
tendo então já falecido seu irmão António.
Sobre Helena Correa do Amaral,
irmã dos ditos António de Bulhões e Gabriel Correa de Bulhões, que
casou com o juiz dos órfãos de Viseu Jorge Montez da Fonseca, cabe
acrescentar que seu filho mais novo, João Correa de Bulhões, foi b.
em Viseu a 4.6.1622, sendo padrinho o tio António de Bulhões. E foi
de facto juiz dos órfãos de Viseu, pois é certamente a ele que
respeita a sepultura na Sé que diz «Sep. do Dr João Correa de
Bulhões, Juiz dos Órfãos desta Cidade de Viseu e seus herdeiros»,
e porque seu filho António Correa de Bulhões e Vasconcellos, que se
ordenou e foi abade de Carvalhais (S. Pedro do Sul), a
27.5.1702 renunciou em seu irmão João Correa a propriedade do cargo
de juiz dos órfãos de Viseu, herdado do seu bisavô, seu avô, sua avó
e seu pai.
Da dita Helena Correa do Amaral e
seu marido foi filho, como refiro, o Dr. Paulo Montez da Fonseca,
que além dos filhos apontados teve pelo menos mais um, Luiz Correa
de Bulhões, certamente o que era vereador do Senado da Câmara de
Viseu em 1711. Com efeito, José Correa Montez, filho legitimado de
Jorge Montez da Fonseca e neto do Dr. Paulo Montez da Fonseca, a
9.4.1723 pede justiça contra João de Nápoles e seus tios Estêvão da
Cunha, António de Figueiredo e Luiz Correa, os quais, assim que
faleceu seu pai, lhe impediram a fruição dos bens da herança.
|
|
I |
478 |
15 |
Miguel Paes do Amaral |
Simão Paes do Amaral |
|
II |
5 |
6 |
Albuquerque 244 |
Albuquerque 294 |
|
II |
6 |
2 |
Sobre a
ascendência de Pedro da Costa ver o meu
Ensaio sobre a origem dos Costa medievais (http://www.soveral.info/mas/Costa.htm). |
|
II |
10 |
6 |
A
bordadura de estrelas ou cometas não foi sequer uma diferença
acrescentada pelos Pessoa, uma vez que já do bispo de Viseu
(1386-1425) D. João Homem há um selo armoriado, inventariado pelo
marquês de Abrantes, que consta de cinco crescentes dispostos em
aspa, com uma bordadura carregada de estrelas. |
|
II |
10 |
16 |
Os
casamentos de Luiz Pessoa, o Velho, devem ter tido ordem inversa à
que indico, tendo em conta a informação de que estava sepultado na
igreja de Santa Catarina, na matriz de S. Martinho, onde jazia em
túmulo com sua estátua, dois escudos de armas (Pessoa e Costa) e a
inscrição: «Nsta sepultura jaz o muito onrado fidalgo, e de mui
nbre, e antiga gerasãm dos Pessoas Luis Pessoa com sua molher Mesia
Quaresma a qual falesceu no ano de 1524, e ele na era de 1531».
Mécia Quaresma (da Costa) terá assim sido a sua 2ª mulher e
Margarida Anes da Veiga a 1ª. Assim, os filhos dados a Mécia eram de
Margarida, e inversamente, salvo pelo menos o caso de Beatriz da
Costa Homem, que pela cronologia era certamente filha de Mécia. |
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II |
15 |
5 |
De facto,
como filhos de Pedro Homem são legitimados por carta real de D.
Manuel I Beatriz de Viveiro e João de Viveiro (LN, 2, 95v) e
Isabel Nunes (ib, 68v). |
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II |
25 |
11 |
referido em SOVERAL / CÁCERES,
s.g. |
referido em SOVERAL / CÁCERES,
c.g. |
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II |
31 |
11 |
privilégio de fidalgo e Diogo
Nunes |
privilégio de fidalgo a Diogo
Nunes |
|
II |
31 |
39 |
D. António Botelho da Costa Homem
nasceu em Alcântara (Castela) e de sua mulher D. Águeda de
Figueiredo teve mais um filho que não referi, Miguel de Almeida
Sottomayor, n. em Viseu, que casou com D. Maria de Barros, também n.
em Viseu, filha de Francisco de Lemos de Barros e de sua mulher
Mariana Dias Ferreira, naturais de Viseu, que refiro em BARROS.
Deste casal foi filho Francisco Coelho Sottomayor, n. em Viseu,
familiar do Stº Ofº e cavaleiro da Ordem de Cristo a 26.5.1724 (OC,
Francisco, 34, 96). |
|
II |
34 |
24 |
Maria de Queiroz Castello-Branco
e seu marido o licenciado Belchior Lourenço, de quem foi 1ª mulher,
não tendo filhos, resolveram fundar um convento de Jesus de Viseu,
de freiras beneditinas. Para esse fim, a dita senhora doou todos os
seus bens, em testamento de 17.4.1569, ao bispo D.Jorge de Ataíde,
com a condição de ser admitida no projectado convento uma sua
sobrinha. Se o convento não se fizesse, deixava a testadora todos os
seus bens à capela de S. Luís. D. Jorge de Ataíde (1568-1578) deu
início às obras mas não as concluiu. De 1579 até 1585 foi bispo de
Viseu D. Miguel de Castro, que não se importou com o dito convento.
Em 1586 sucedeu-lhe o bispo D. Nuno de Noronha, que se entendeu com
os herdeiros de Belchior Lourenço, activou as obras e, em menos de 5
anos, ultimou o convento. Dotou-o, então, com o rendimento da igreja
de S. Cipriano e, depois de obter permissão do papa e do rei, nele
instalou as primeiras religiosas, vindas do convento de Ferreira de
Aves, também beneditino. A abertura do novo convento aconteceu no
dia 27.9.1592, na presença de toda a nobreza, cabido e muitos
cidadãos que foram esperar o bispo D. Nuno e as religiosas vindas de
Ferreira de Aves (Vide Fundo do Convento de Jesus de Viseu).
O Dr. Belchior Lourenço é
portanto o Dr. Belchior Lourenço Tenreiro, referido em TENREIRO, que
casou então pela 2ª vez com Maria Paes de Castello-Branco, fal. a
13.6.1631. |
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II |
39 |
1 |
referido
na nota 37 |
referido
na nota 38 |
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II |
40 |
26 |
António
Girão, abade de S. Martinho de Soalhães em 1581, são será, como na
hipótese referida, filho de Amador Girão, mas sim seu sobrinho. Na
verdade, deve ser o António, nascido em Tentúgal cerca de 1520,
filho de Marco António e sua mulher Catarina Girão, que tirou em
Coimbra ordem de prima tonsura a 17.3.1537. |
|
II |
46 |
38 |
Baltazar
Girão, que dei como possível filho natural de Carlos Girão, afinal
era filho natural legitimado de Manuel Girão, referido na página 42,
linha 2, e portanto irmão do Manuel Girão aí referido. Com efeito, a
11.8.1607 foram legitimados por carta real de D. Filipe II os irmãos
Baltazar e Manuel Girão, como filhos de Manuel Girão, viúvo, morador
na quinta da Lage, no concelho de Lafões, que os teve de uma mulher
solteira de nome Ana João, moradora no Reguengo de Fataúnços, pois o
dito pai não tinha outros filhos e os queria fazer seus herdeiros. |
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II |
55 |
14 |
Gonçalo
Homem, que refiro como possível filho de Estêvão Pires de Froião ou
de um de seus irmãos, documenta-se de facto como filho de Gil
(Pires) Homem e sua mulher D. Sancha. Documenta-se ainda como casado
com Guiomar Esteves e, é claro, pai de Guiomar Gil, como já tinha
ficado estabelecido. A 30.3.1330 o bispo de Lamego empraza a Gonçalo
Homem e sua mulher Guiomar Esteves um casal em Ribolhos (Castro
Daire). A 19.11.1335 Gonçalo Homem, cavaleiro de Lafões, e sua
mulher Guiomar Esteves, em seu nomes e no de D. Sancha, mãe dele,
dão em Lamego emprazamento hereditário um casal em Tabuadela (Silvã
de Cima, Sátão), que fora de seu pai, Gil Homem. A 4.7.1340 João
Lourenço do Amaral, filho de Lourenço Mendes de Moreira, vende em
Lamego a Gonçalo Homem, cavaleiro de Cambar, e a sua mulher Guiomar
Esteves, um casal a que chamam a Torre, em Bermedo. Testemunham dois
escudeiros de Gonçalo Homem. A 9.6.1343, em Coimbra, Fernão
Rodrigues, e sua mulher Joana Gonçalves, renunciam aos seus direitos
no prazo da quinta da Portela, em Lamego, a favor de Gonçalo Homem,
cavaleiro, como procurador de sua mulher Guiomar Esteves. A
2.9.1348, nas suas casas de Vil de Souto, Gonçalo Homem, cavaleiro,
e sua mulher Guiomar Esteves, fazem testamento. Onde se mandam
sepultar na Sé de Lamego e referem Guiomar Gil com sua única filha.
Vide «A sé de Lamego na primeira metade do século XIV», de
Anísio Miguel de Sousa Saraiva. |
|
II |
59 |
nota |
Ao que tudo indica, Henrique Simões
Homem foi avô materno e não pai de Isabel Simões Homem, que devia
ser filha de Cristóvão Fernandes e sua mulher Inez Simões (Homem).
Já Iria Simões Homem deve ter sido bisneta de Henrique Simões Homem,
filha de Álvaro Domingues e sua mulher Inez Simões (Homem) e neta
materna dos referidos Cristóvão Fernandes e sua mulher Inez Simões. |
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II |
69 |
10 |
primaz das
Índias, bispo do Funchal, primaz das Índias, etc. |
primaz das
Índias, bispo do Funchal, etc. |
|
II |
87 |
1 |
D. Branca de Vilhena teve três
filhos do 1º casamento: João Rodrigues Coutinho, emancipado
30.9.1420, D. Beatriz Coutinho (que também aparece como D. Beatriz
de Vilhena) e D. Margarida de Vilhena (que também aparece como D.
Beatriz Coutinho), estas emancipadas a 18.2.1421, ainda não tinham
20 anos. Aquela D. Beatriz, que tem sido confundida nas genealogias
com sua meia-irmã homónima, deve ter falecido pouco depois, em
meados de 1421. |
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II |
87 |
26 |
Fernão Coutinho, um filho tardio
de seus pais, deve ter nascido cerca de 1400 e não 1410. |
|
II |
88 |
25 |
D. Joana da Guerra de seu marido
João Fernandes de Souza, senhor de juro e herdade de Baião, tiveram
geração. Vide o meu estudo
Argollo. Uma família brasileira de 1500
(http://www.soveral.info/mas/argollo.htm). |
|
II |
91 |
42 |
A D. Maria de Vilhena que foi
filha de D. Maria da Cunha não casou com o senhor de Unhão Fernão
Telles de Menezes, mas sim com Diogo (Lopes) de Azevedo, senhor de
juro e herdade de S. João de Rei e do Bouro (26.8.1472) e de de
Aguiar (1.9.1472). A 26.8.1472 D. Afonso V doa a Diogo de Azevedo,
fidalgo da sua Casa, e para todos os seus herdeiros, o usufruto de
todas as rendas, direitos, tributos, jurisdição do cível e do crime,
mero e misto império das terras de Boiro e de São João de Rei, na
correição de Entre-Douro-e-Minho, como tivera seu pai, Diogo Lopes
de Azevedo, cavaleiro da sua Casa, que morrera na conquista de
Arzila, e seu avó. A 1.9.1472 o mesmo rei privilegia Diogo de
Azevedo, fidalgo da sua Casa, filho de Diogo Lopes de Azevedo,
doando-lhe em duas vidas a terra de Aguiar da Pena, com todas as
suas rendas, tributos e direitos, com jurisdição do cível e crime,
reservando o monarca para si a correição, alçada e as sisas da dita
terra, isto sem prejuízo de qualquer direito que na dita terra lhe
pertencia por doação de D. João I, ao seu bisavô, Lopo Dias. A
18.1.1475 confirma a convenção feita por D. Inez e Diogo de Azevedo
sobre os bens móveis e de raiz que ficaram por morte de Diogo Lopes.
Coube a ela a quintã dos Paços, com seus casais e bens patrimoniais,
e a ele as quintãs de Soutelo e do Pinheiro. Esta quintã de Soutelo
é a quinta do Freixo, em Soutelo de Aguiar. Como Diogo Lopes de
Azevedo, filho de Diogo Lopes de Azevedo e sua mulher Catarina
Lopes, de Sanhoane de Rey, tirou ordens menores em Braga a
24.3.1452. Esta D. Maria de Vilhena, sua 1ª mulher, deve ser a D.
Maria de Vilhena cujos herdeiros (não nomeados) têm a 4.6.1505
provisão para receber os 13.171 reais que ela tinha de tença.
O senhor de Unhão Fernão Telles
de Menezes também casou com uma D. Maria de Vilhena, prima-direita
desta, mas filha de Mart | |