«Ascendências Visienses.

Ensaio genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XIV a XVII»

Porto 2004  .   2 volumes

 

«Soares, Melos, Amarais, Cardosos,

Casteisbrancos, Almeidas e Loureiros,

Costas, Homens, Abreus, Serpes, Ribeiros,

Carvalhos, Queiroz, Lemos e Viçosos;

Vasconcellos e Pereiras generosos,

Bulhões, Campos, Soverais e Monteiros,

Veigas, Morais, Mirandas verdadeiros,

Albuquerques, Leitões, Mesquitas e Barrosos;

Pais, Rebelos, Machados e Figueiredos,

Gusmões, Alvelos, Barros e Botelhos,

Nápoles, Sousas, Lopes e Silveiras,

Pachecos, Andrades, Cunhas e Azevedos,

com Gouveias, Moreiras, bons Coelhos,

São de Viseu as gerações primeiras!»

(Soneto transcrito nas «Memórias dos Bispos de Viseu» do Padre Leonardo de Sousa)

 

Errata e aditamentos última actualização: 10.11.2008

vol.

pag.

linha

onde se lê

deve lêr-se

I

5

2

462

262

I

22

17

Para a ascendência de D. Vasco Ermiges de Cardoso, bem assim como para ver a origem comum dos Cardoso, Matos e Amaral, ver o meu estudo Os Ribadouro. Proposta de reconstituição genealógica (http://www.soveral.info/mas/Ribadouro - origens.htm)

I

29

29

Beatriz Saraiva, casada com Fernão Cardoso, de facto devia ser irmã de Afonso Saraiva, como também digo, mas não filha de Lopo Cardoso e Beatriz Saraiva, como vai proposto. Com efeito, tal como Afonso Saraiva, Beatriz Saraiva seria filha de Vicente Fernandes Saraiva, referido adiante, que também refiro na pag. 299 do II Volume, como avô da Isabel Saraiva casada como Diogo de Albuquerque.

Os Saraiva são uma família que surge no início do séc. XV em Trancoso, não se sabendo a origem anterior. Algumas genealogias dizem que vieram de Castela, mas isso não quer dizer nada, pois é o que invariavelmente costumam dizer quando não sabem a origem... Devem todos descender de um virtual Fernão Saraiva, pai de Vicente (ou Vasco) Fernandes Saraiva e seus irmãos, que terá vivido em Trancoso e nascido cerca de 1365/70. Alão refere, solto, um Fernão Vaz Saraiva, morador em Trancoso, que diz ter vivido no reinado de D. Manuel I. Não sei onde foi buscar a informação, nomeadamente sobre a sua cronologia. Mas se esta cronologia está errada, e viveu no reinado de D. João I, pode tratar-se do mesmo Fernão.
É possível que tenham origem em cavaleiros acontiados e homens-bons, tendo este virtual Fernão Saraiva crescido de estatuto no apoio ao mestre de Avis. Tanto mais que a 14.2.1442 D. Afonso V privilegiou um Afonso Anes Saraiva, besteiro do conto, a pedido de João Rodrigues [Peegados], isentando-o de ser apurado para ir para Ceuta. O que significa que o nome já existia (se bem que pudessem ser famílias distintas) e que pelo menos este Afonso Anes não era nobre. Documentando-se também que um Vasco Anes Saraiva, morador no Porto, porventura irmão deste Afonso Anes, esteve em Alfarrobeira pelo infante D. Pedro, pelo que perdeu os seus bens, juntamente com Fernando Álvares da Maia, Álvaro Vaz, genro do "barba meia" (João Álvares Barba Meia, morador no Porto), e Gonçalo Anes do Mu.
Deste virtual Fernão Saraiva devem ser filhos: 1) Pedro Saraiva (referido na pág. 30 do I Volume, como marido de Aldonça Cardoso), que segue; 2) Vicente Fernandes Saraiva (referido na pag. 299 do II Volume, como avô de Isabel Saraiva casada como Diogo de Albuquerque), que segue; 3) Nuno Fernandes Saraiva, que segue; e 4) a antedita Beatriz Saraiva, casada com Lopo Cardoso, todos moradores em Trancoso.
1) Pedro Saraiva, o mais velho, nascido mais cerca de 1398 (e não 93, como proponho), casado com Aldonça Cardoso, foi escudeiro do bispo de Évora, escrivão dos órfãos e das sisas e tabelião do público e notas de Trancoso, como refiro. Com efeito, a 16.1.1440 D. Afonso V nomeou Pedro Saraiva, escudeiro do bispo de Évora, do seu Conselho, e a seu pedido, para o cargo de escrivão das sisas régias gerais e da feira da vila de Trancoso, em substituição de Fernando Afonso, que fora destituído por ter sido acusado de assassínio. Sobre seu filho Gonçalo Saraiva, além do que refiro, posso acrescentar que a 30.9.1483 D. João II o confirmou como escrivão dos órfãos e tabelião de Trancoso, bem como escrivão das sisas (neste documento consta como Gonçalo Pires Saraiva). E que a 28.3.1491 o nomeou alcaide das sacas de Noudar e a 7 do mês seguinte contador dos gados do mesmo lugar. Sobre o filho Álvaro Saraiva, posso acrescentar que a 1.3.1475 D. Afonso V privilegiou Álvaro Saraiva, abade de S. Jorge da vila de Trancoso, concedendo-lhe licença para ter uma casa que comprara na dita vila; que a 18.5.1487 D. João II o autorizou a comprar bens de raiz; que a 21.10.1512 Diogo Gomes de Andrade, beneficiado no bispado de Coimbra, teve confirmação da permuta do seu benefício pela igreja de S. Pedro na vila de Trancoso, em substituição de Álvaro Saraiva, seu abade, que a permutou pelo benefício no bispado de Coimbra; e que a 5.6.1486 teve legitimadas por carta real duas filhas (Isabel e Catarina), havidas em Beatriz Afonso, mulher solteira, moradora em Trancoso, que a 16.7.1498 teve carta de perdão, a seu pedido, por afeição carnal com Álvaro Saraiva, abade de São João, morador na dita vila, tendo pago 2.000 reais para a Piedade.
2) Vicente Fernandes Saraiva, casado com Leonor Vaz da Fonseca, que Gaio diz que era Vasco e não Vicente, nascido cerca de 1400. Além do abade Pedro Saraiva da Fonseca, que refiro (pag. 299 do II Volume), foram pais de Afonso Saraiva, nascido cerca de1429; Isabel Fernandes Saraiva; Leonor Vaz da Fonseca e, ao que proponho, da Beatriz Saraiva que casou com Fernão Cardoso, como ficou dito. Conforme refiro, a 25.10.1475 D. Afonso V doou vitaliciamente em sesmaria a Afonso Saraiva e a Fernão Cardoso, escudeiros da sua Casa, certas terras na vila de Trancoso e seu termo. Acrescento agora que a 29.3.1480 o mesmo rei perdoou a Afonso Saraiva, morador em Trancoso, qualquer pena em que tenha incorrido por ter passado gado e outras coisas defesas para Castela, sem licença régia. Gaio diz que este Afonso Saraiva casou com Berenguela Dias da Fonseca, filha de Ozorio Dias, senhor de Figueiró da Granja, e sua mulher Beatriz da Fonseca, embora Luiz de Mello Vaz de São-Payo apenas dê aquela Berenguela casada com Martim Ferreira. Mas o seu casamento com Afonso Saraiva é possível do ponto de vista cronológico e social (eram primos-direitos). E Gaio diz que deste casamento nasceu, entre outros, o Vasco Saraiva, senhor do reguengo de Trancoso, que refiro na pág. , Vasco Saraiva que eu, seguindo Alão, não filiei. Aquela Leonor Vaz da Fonseca (que Alão erradamente chama Leonor Ozorio da Fonseca, mas não tinha Ozorio na ascendência) casou com seu primo-direito Lourenço Saraiva, referido adiante. Sua irmã Isabel Fernandes Saraiva casou com Antão Vaz, escrivão dos contos régios da cidade da Guarda, e foram pais de João da Fonseca, capitão donatário das ilhas das Flores, Corvo e Stº Antão, casado com Margarida de Alcáçova, e de Antão Saraiva. A 18.12.1471 D. Afonso V nomeou Antão Saraiva, filho de Antão Vasques, para o cargo de escrivão dos contos régios da cidade da Guarda, em substituição de seu pai, ficando este vitaliciamente com o mantimento que usufruía (carta de renúncia de 2.12.1471). A 20.12.1471 privilegiou Antão Saraiva, escudeiro, escrivão dos contos régios na cidade da Guarda, concedendo-lhe licença para pôr sinal público nas escrituras e causas. A 23.7.1482 D. João II confirmou-o como escrivão dos contos da Guarda, autorizando-o para fazer sinal público. A 30.3.1496 Antão Saraiva, escudeiro do rei, morador na Guarda, foi confirmado por D. Manuel I no ofício de escrivão dos Contos nessa comarca e almoxarifado. A 13.11.1497 Leonel Henriques, morador na Guarda, teve confirmação do aforamento em três vidas dumas casas na rua Nova que foi judiaria da cidade, pagando de foro anual 3 reais de prata de 114 reais o marco. Apresenta incluso instrumento de aforamento feito por Gomes de Paiva, porteiro dos contos da cidade, na Guarda, a 27.10.1497, em que Antão Saraiva, escrivão dos contos reais da cidade, que tem o cargo de contador no lugar de Fernão Velho, aforou umas casas d'el rei na Rua Nova e paga de foro 126 reais. Alão diz que Antão Saraiva foi pai, entre outros, de um João Saraiva que casou na Madeira. Que deve ser o João Saraiva, nosso moço de câmara, que a 17.3.1503 D. Manuel I nomeou escrivão dos almoxarifados e da alfândega da Ilha da Madeira, na parte do Funchal.
3) Nuno Fernandes Saraiva, que Alão diz irmão de Vicente, sem o nomear. Contudo, os seus editores dizem que se devia chamar Nuno Fernandes e ser também o pai da Branca Saraiva que casou com Nicolau de Carvalho e foram pais do doutor António Saraiva de Carvalho casado no Porto em 1538 com Maria Carneiro. Foi pai do antedito Lourenço Saraiva casado com sua prima-direita Leonor Vaz da Fonseca, c.g.

I

35

38

Como a numeração indica, Simão Tavares e seus irmãos Fernão e Tristão são filhos de Leonor Monteiro de Carvalho, pelo que falta o respectivo recuo do texto para a direita.

I

48

21

2.3.2.2. Diogo Rodrigues Cardoso, que segue em CARDOSO 3

 

I

53

13

em COSTA 1

em COSTA

I

69

1

Ana Rodrigues (Botelho) faleceu cerca de 1522. A 3.3.1523 Francisco Paes declara que recebera, como tutor dos órfãos filhos que ficaram de Ana Rodrigues, mulher que fora do licenciado Pedro Lopes Cardoso, 6.430 réis que a mesma tinha de tença no almoxarifado de Viseu, por um padrão do rei D. João III, incluso nesse documento. Assim sendo, Ana Rodrigues terá nascido cerca de 1465 (e não 1462) e casado cerca de 1479, tendo seu filho mais novo Simão Botelho Cardoso nascido cerca de 1507 (e não 1490), tendo portanto cerca de 17 anos em 1523.

I

70

12

Domingos Cardoso, que é dado como o 1º morgado de Corpo Santo, em Lisboa, com a sua capela de Santa Ana no Colégio da Conceição, não terá sido o seu instituidor, pois foi instituído em 12.4.1516 por Maria de Rebelo, viúva de Diogo Ferreira Corrêa. Esta Maria de Rebello era seguramente parente próxima de Domingos Cardoso, julgo que sua tia materna. Aliás, deve ser este o motivo porque os sucessores no dito morgadio usaram o nome Rebello.

I

74 e 75

12 e 35

Manuel de Mesquita Cardoso, nascido e morador em Viseu, fez inquirições de genere para qualquer efeito, processo hoje perdido. Dele resta, contudo, na Câmara Eclesiástica de Lisboa (maço 460, processo 1), umas inquirições, feitas em Alenquer a 25.4.1739, sobre seu pai, José Cardoso do Amaral, nascido na quinta da Boavista da vila de Alenquer, freguesia de S. Pedro, e os avós paternos, Pedro Lopes de Rebello e sua mulher D. Isabel de Lima, moradores que foram na dita quinta. É ouvida uma única testemunha, o visconde de Ponte de Lima, então aí morador na sua quinta dos Fornos, com mais de 70 anos de idade, que diz que conheceu José Cardoso do Amaral, que foi rapaz para Viseu, que era pessoa nobre e bem nascida na quinta da Boavista, que viveu de suas fazendas. Acrescenta que não chegou a conhecer os pais, Pedro Lopes de Rebello e sua mulher D. Isabel de Lima, que já tinham falecido (Pedro Lopes de Rebello faleceu viúvo em 1659), mas sabia que viveram na sua quinta da Boavista de suas fazendas e eram pessoas muito nobres. Este visconde, que assina o depoimento apenas como Bisconde, só pode ser D. Tomaz de Lima e Vasconcellos, nascido em 1674, que não teve filhos varões e a 20.1.1718 teve de D. João V mercê para poder passar o seu título à pessoa que viesse a casar com sua filha. José Cardoso do Amaral, contudo, foi baptizado em Alenquer a 23.1.1639 e casou em Viseu a 15.9.1672, tudo, portanto, antes do visconde nascer. José Cardoso do Amaral era, portanto, muito mais velho do que o visconde, na verdade mais velho que o próprio pai do visconde. O conhecimento que tinham é portanto posterior, já José Cardoso do Amaral vivia em Viseu, onde faleceu a 18.6.1715, sendo natural que se tenha deslocado varias vezes a Alenquer, onde tinha irmãos e sobrinhos e muito provavelmente propriedades, e onde se terá relacionado com o visconde, que desta forma soube que ele era natural da quinta da Boavista, onde provavelmente ainda ficava, e que tinha ido novo para Viseu.  

I

78

Leg.

portão da quinta e S. Miguel

portão da quinta de S. Miguel

I

96

1

Pedro Rodrigues Cardoso foi ainda recebedor do almoxarifado de Viseu. A 27.1.1525 Fernando Rodrigues de Palma declara que recebeu de Pedro Rodrigues Cardoso duas arrobas de cera. E a 26.2.1535 D. João III manda que se levar em conta a Pedro Rodrigues Cardoso, recebedor que foi do Almoxarifado de Viseu, 26.338 réis do que pertencia no 1% do dinheiro que entregou a Fernando Rodrigues.

I

128

43

Martim Afonso de Miranda foi legitimado por carta real de 1.6.1394, onde consta como Martinho, filho de D. Martinho, bispo de Coimbra, e de Emilia (Emjllia) Gonçalves, mulher solteira. Seu pai, D. Martinho Afonso da Charneca, arcebispo de Braga (1398-1416), foi antes bispo de Coimbra e do Conselho de D. João I. Deste D. Martinho existem vários selos heráldicos com as suas armas, um escudo com uma aspa acantonada de quatro flores de lis, depois ditas dos Miranda. O nome Miranda, que seguiram seus filhos, tidos de diferentes mulheres, é na origem um locativo relacionado com a quinta que tinha em Miranda a par de Coimbra, onde esses filhos foram criados. D. Martinho Afonso documenta-se como filho de Constança Esteves quando, já bispo de Coimbra e do Conselho, a ele e à dita sua mãe D. João I a 11.12.1392 confirmou a doação que fizera a Afonso Pires da Charneca, filho da dita Constança Esteves e irmão do dito bispo, do lugar de Alcáçovas, de umas vinhas e lagares «aallem d aRoyos e partem com o caminho da charneca» (chamado Lagares del Rei), e de umas casas em Sintra. D. Martinho instituiu o morgadio da Patameira. E é certamente este o morgadio a que se refere D. João I quando a 7.12.1395 lhe doa, a seu pedido, o padroado da igreja de S. Cristóvão, em Lisboa, referindo que «dom martinho bispo de coj.m do nosso cselho nos dise que elle fazia queria fazer hua capeella na igreia de sam chr.ouam que he na nossa muy nobre leal cidade de lixboa E esso mesmo queria hordenar huu moorgado de seus bees. E que nos pedia por mercee que pea a dcta capella mooorgado seer mjlhor mais nobr lhe desemos pa sempre o nosso padroado da igeia de sam chr.ouam que o ouuese elle todos aqles que elle hordenar que depos elle socedam aiam o dcto moorgado».
Seu irmão Afonso Pires da Charneca foi, como se disse, senhor de Lagares del Rei, que por casamento passaria depois aos Almada, em quem se mantém até hoje. A 24.8.1385 D. João I doou a «Afom priz da charneca caualeiro nosso uasallo», de juro e herdade, para sempre, as vinhas e seus lugares que são no termo da cidade de Lisboa «aallem d aRoyos caminho da charneca as quaaes sooe d andar co a nossa adega da dcta cidade». Afonso Pires da Charneca foi armado cavaleiro pelo mestre de Avis antes da batalha de Aljubarrota, em cuja lista vem referido como Afonso Pires da Charneca, irmão do Doutor Martim Afonso. A "Monarquia Luzitana" de Fr. Manuel dos Santos (cap. VIII, pag. 748) diz, sobre Aljubarrota, que «na ala esquerda, que sahia da outra parte oposta, puserão outras duzentas lanças em que entravam alguns Ingleses auxiliares, mandados de Inglaterra pelos Embaixadores que estavam em Londres; sua bandeira a de S. Jorge; e seus Capitães Antão Vasques de Almada, João Monferrara e Martins Paulo; ........Os Fidalgos e Escudeiros de nome que eram presentes no exército, e ganharam com El-Rei esta batalha de tanta glória forão: O Arcebispo Primaz D. Lourenço Vicente, o Condestável D. Nuno Alvares Pereira, Diogo Lopes Pacheco, ......o Doutor João das Regras, o Doutor Gil Docena, o Doutor Martim Affonso da Charneca, .......estes já eram armados Cavaleiros; os seguintes eram Escudeiros: João Vasques de Almada, Antão Vasques de Almada, Ruy Braz de Castellobranco, Affonso Pires da Charneca».
Dada a onomástica (sua e de seu irmão), o arcebispo D. Martinho Afonso era filho de um virtual Afonso Pires da Charneca, falecido antes de 11.12.1392, certamente um rico homem-bom de Lisboa e cavaleiro "acontiado".

I

132

35

Diogo Gil de Figueiredo foi legitimado por carta real de 2.11.1385, dizendo-se que esteve em Aljubarrota e era filho de Gil Vasques de Figueiredo, que «foe casado e quite per sentença da sancta igreja», e de Maria Anes, mulher solteira, ambos já falecidos. Diogo Gil não podia, portanto, ter nascido depois de 1367 e provavelmente nasceu antes. Assim sendo, seu pai Gil Vasques nasceu antes de 1325 e não podia ser filho, como ponho a hipótese, do Vasco Fernandes de Figueiredo, escudeiro em 1369, e muito menos neto de um Fernão Gonçalves de Figueiredo nascido cerca de 1327.
Portanto, tendo o legitimado Diogo Gil nascido antes de 1367 dificilmente se aceita que possa ser pai do Gil de Figueiredo que foi escrivão da câmara do infante D. Fernando e a 4.12.1465 foi substituído no cargo, por acabar o seu tempo, se bem que possa ter sido pai do Gil Vasques que casou com Tereza Rodrigues de Figueiredo, com filhos que começaram a nascer cerca de 1425, como refiro na pag. 137 do volume 1.
Em alternativa, Gil Vasques de Figueiredo, nascido entre 1300 e 1325, podia ser filho de Vasco Esteves de Figueiredo, que refiro na pag. 260 do volume 1. Este Vasco Esteves nasceu cerca 1276 e faleceu depois de 1334. A 17.3.1326 testemunha a entrega ao mosteiro de Grijó, que fazem Afonso Pires Ribeiro e sua 2.ª mulher Clara Anes de Paiva, da quintã de Macinhata, deixada a este cenóbio pelo tio dele, João Afonso Ribeiro. A 3.4.1334 assistiu à cerimónia da trasladação do corpo de Margarida Pires Ribeiro, 1ª mulher de Martim Pires de Alvim, cavaleiro, para o mosteiro de Grijó, do qual ela era natural. Este Vasco Esteves terá adoptado o nome Figueiredo por ser senhor de Figueiredo de Alva, o que se documenta nas inquirições de 1307. Era filho de Estêvão Martins de Alvellos, 1º morgado de Alvellos (27.12.1302), cavaleiro, meirinho de Lamego por D.Dinis, nascido cerca 1245 e falecido depois de 9.2.1320, data em que Estêvão Martins, cavaleiro de Alvellos, declara que mandou vender por 12 libras um manto que seu filho Pedro Esteves confiscara a Maria Anes, por uma dívida de 20 libras.
Vasco Esteves de Figueiredo terá tido, assim, pelo menos três filhos: 1) Martim Vasques de Alvellos, cónego da Sé de Lamego, nascido cerca 1300 e falecido a 14.5.1324 em Lamego, sendo seu testamenteiro seu tio Pedro Esteves de Alvellos; 2) o referido Gil Vasques de Figueiredo;        3) Afonso Vasques de Figueiredo, escudeiro, referido na lista de Pedroso, proposto pai do Diogo Afonso de Figueiredo referido na pág. 260 do volume 1.

I

133

32

E acrecenta

E acrescenta

I

139

32

Lopo Esteves de Ornellas não era irmão de D. João de Ornellas, como ponho a hipótese, mas sim seu sobrinho (irmão de Catarina Esteves, contemplada no testamento de seu tio o dito D. João), ambos filhos de um virtual Estêvão de Ornellas. Lopo Esteves casou assim duas vezes, a 1ª com Maria de Ayala, com geração na Madeira, e a 2ª vez com Tereza Martins de Figueiredo. 

I

141

29

Sobre Pedro (não Vasco) Lourenço Ferreira e sua mulher Beatriz de Mello ver on-line o meu Ensaio sobre a origem dos Ferreira (http://www.soveral.info/mas/Ferreira.htm).

I

178

32

assim irmão inteira

assim irmã inteira

I

183

2

Em vez de Figueiredo de Aveiro teria sido mais preciso dizer Figueiredo da Esgueira (vila hoje integrada na cidade de Aveiro).

I

183

21

 e duque de Aveiro D. Jaime

e senhor de Aveiro D. Jorge

I

193

15

Gonçalo Dias de Gouveia (casado com Beatriz de Figueiredo) é certamente o homónimo, cavaleiro, que a 29.11.1537 teve de D. João III alvará de lembrança dos 30.000 reais que ficaram por pagar dos 70.000 do seu casamento.

I

201

23

Para a ascendência de D. Mécia Rodrigues da Costa ver o meu Ensaio sobre a origem dos Lemos portugueses, in Casa da Trofa (http://www.soveral.info/casadatrofa/default.htm) - Origens.

I

209

40

Câmara pela desta cidade

Câmara desta cidade

I

232

32

Há um Frei Pedro de Santar, da ordem de Cister do mosteiro do Bouro, que com licença de seu maior tirou em Braga ordens menores a 12.3.1446 e ordens de Epístola a 2.4.1446. Suspeito que este Frei Pedro de Santar era filho natural de Fernão Soares de Albergaria, senhor do Prado.

I

233

14

Lopo Soares de Albergaria tirou ordens menores em Braga a 12.4.1449, como Lopo Soares, nascido em Santa Maria do Prado, filho de Fernão Soares e sua mulher D. Isabel.

I

233

37

A 30.9.1522 a viúva e filhos de João Álvares da Cunha passou em Pombeiro procuração a Rui Pires, seu criado, para poder arrecadar todas as suas dívidas em qualquer parte do reino e dar as respectivas quitações. E a 4.7.1524 têm provisão real para se pagar 40.000 reais de tença aos herdeiros de João Álvares da Cunha . E a 18.7.1527 nova provisão de D. João III para o almoxarife de Coimbra dar aos herdeiros de João Álvares da Cunha 32.000 reais de tença separada. A 16.5.1517 ainda estava vivo, pois Simão da Cunha, fidalgo da Casa Real, fez procuração a seu irmão João Alves da Cunha para cobrar tudo quanto lhe for devido. E a 18.5.1517 João Álvares da Cunha, fidalgo da Casa Real, tem provisão para receber 60.000 reais de tença.

I

235

23

Álvaro Soares de Albergaria foi assassinado não apenas antes de 1475, como refiro, mas concretamente em finais de 1463 ou início de 1464. Com efeito, Fernão de Magalhães foi por esta morte degredado um ano para Alcácer Seguer, mas a 14.2.1464 D. Afonso V perdoa-lhe este degredo, na sequência do perdão geral outorgado aos homiziados que serviram na armada real em Ceuta. Assim, há mais uma razão para dizer que Álvaro Soares de Albergaria não chegou a suceder a seu pai no senhorio do Prado, pois este só deve ter falecido em 1475, embora em rigor só o consegui documentar até 1463. Por outro lado, apesar de ter tirado ordens menores em 1456, Álvaro Soares de Albergaria não deve ter nascido em 1444, como proponho, mas sim lá para 1440. Portanto, seu filho natural Tristão Soares de Albergaria não nasceu cerca de 1473, como proponho, mas sim em 1463 ou mesmo póstumo em 1464, em Monção, onde devia viver a mãe, sendo depois criado em Viseu por sua avó paterna D. Isabel de Mello.  

I

237

5

O Cristóvão Soares de Albergaria filho de Tristão Soares de Albergaria que as genealogias visienses dizem que foi para Lisboa não pode ser, como dizem as genealogias tardias e eu segui, o Dr. Cristóvão Soares Soares de Albergaria que instituiu a capela de Nª Sª do Alecrim, pois a cronologia não o permite. Na verdade, o Cristóvão Soares, filho do Tristão, que foi para Lisboa, que terá nascido cerca de 1513/6, é certamente o que teve de D. João III a comenda de Stª Mª de Loures (CJIII, Privilégios, 4, 309v), e aí casou ou apenas teve o Dr. Cristóvão Soares de Albergaria, nascido cerca de 1550, que em 1578 foi nomeado juiz de fora em Ponta Delgada, chegando a desembargador da Casa da Suplicação, e que com sua mulher D. Ana de Vilhena instituiu, por disposição testamental de 6.6.1628, a capela de Nª Sª do Alecrim, em Lisboa. A existência destes dois homónimos, pai e filho, terá feito com que as genealogias o congregassem num só, fenómeno aliás recorrente.     

I

252

11

Pedro Vaz Soares, feitor em Sofala, a 30.6.1515 escreve uma carta a D. Manuel I sobre coisas da dita feitoria. 

I

253

24 34

Gomilhães

Gominhães

I

260

18

Pedroso, certamente irmão de Vasco

Pedroso, certamente filho de Vasco

I

262

13

filha de João Anes de Paiva

irmã de João Anes de Paiva

I

262

27

bisneto de João Anes de Paiva

sobrinho-neto de João Anes de Paiva

I

263

25

Gonçalo Vaz de Castello-Branco de facto casou com Leonor Vasques, como se diz. A 25.3.1386 D. João I confirmou a Gonçalo Vasques de Castello-Branco o couto e honra de Sobrado, em Paiva, como já tinham «paay soarez e dona Jnes e teuam paã auoos de lionor uaasqz sua molher».
Portanto, Leonor Vasques era neta de Paio Soares de Paiva e sua 2ª mulher D. Inez Rodrigues Ribeiro, mas não filha de Estêvão Paes de Paiva, filho primogénito de Paio Soares, como dizem as genealogias tardias mas que o patronímico dela já recusava. Assim, Leonor Vasques era seguramente filha de Vasco Paes de Paiva, irmão ou meio-irmão mais novo daquele Estêvão Paes.

I

274

8

Gonçalo de Barros era já Dom abade do mosteiro de Stº André de Rendufe quanto tirou ordens de missa em Braga a 22.9.1464. Devendo ser o Gonçalo Nunes de Barros que tirou ordens de Epístola a 13.3.1456, também em Braga, sendo referido como natural de S. Salvador de Bravães e «de soluto genitus e soluta». Rendufe e Bravães não ficam nos Arcos de Valdevez, mas sim

Rendufe em Amares e Bravães em Ponte da Barca.

I

278

29

Do Doutor Lourenço Vaz Pereira existe uma carta de 27.6.1559 para D. Sebastião, escrita e assinada por ele, com muito bonita letra, onde diz que o rei o mandou ao mestrado de Avis, como seu ouvidor, e expondo que João Mendes, alcaide de Avilla de Fronteira, se ausentara com receio dos erros do dito ofício, que repreendera o juiz de fora Gonçalo de Almeida, que por injustas suspeições que Luís Soeiro movia na Vila de Avis tirava aos pobres muitas fazendas, e requerendo provisão para devassar sobre os casados, amancebados e alcoviteiras de Benavente e Coruche.

O doutor Lourenço Vaz Pereira não casou a 1ª vez com Branca Afonso de Gouveia, como admito possível. Na verdade, quem casou com esta Branca, aliás Homem de Gouveia, foi um Lourenço Vaz da Gama, sendo pais do doutor António da Gama, célebre jurisconsulto, desembargador da Casa da Suplicação, etc., que nasceu na Madeira em 1520, matriculou-se na UC em 1537, foi depois estudar para a Universidade de Bolonha, foi lente de Código na UC em 1546 e fal. a 30.3.1595, com 75 anos.

I

281

7

Rui Barreiros de Seixas foi ainda contador do almoxarifado. A 15.5.1533 D. João III manda ao almoxarife de Viseu que pague as despesas que o contador daquela comarca fez com os homens que foram com lanços à fazenda, até à quantia de 4.000 reais, na sequência do que Rui Barreiros, cavaleiro da Casa Real e contador do almoxarifado da mesma cidade, manda aquele almoxarife pagar a diversas pessoas as porções conteúdas nos mandados.

I

300

1

 Sobre a origem dos Almeida ver on-line o meu Ensaio sobre a origem dos Almeida (http://www.soveral.info/mas/Almeida.htm).

I

301

22

Álvaro Fernandes de Almeida foi legitimado por carta real de 23.1.1395, carta esta onde seu pai vem referido como criado e vedor da Casa do rei (D. João I), sendo solteiro, e a mãe vem como Maria (e não Catarina, como disse) Lourenço, também solteira.

I

310

27

O texto que começa por «4.1.1. ?(N) Rui Lopes de Almeida» deve ir recuado. Este Rui Lopes é filho de Lopo Martins de Almeida.

I

313

1

Joana de Almeida, donzela da infanta Dona Catarina, casada com Fernão Martins de Souza, que vai com interrogação como possível filha de Martim Lourenço de Almeida, na verdade foi erro de leitura e não é Almeida mas sim Almada. Trata-se de Joana de Almada, filha de João Afonso de Brito, que casou com Fernão Martins de Souza, que faleceu antes de seu pai, e foram pais de João Fernandes de Souza, 4ç senhor de juro e herdade de Baião. Vide o meu estudo Argollo. Uma família brasileira de 1500 (http://www.soveral.info/mas/argollo.htm).

I

314

33

Pedro de Almeida (5.5.2) não pode cronologicamente ser identificado (como no texto ponho a hipótese) com o Pedro Fernandes (de Almeida), aliás Pedro Anes, que casou com Leonor Afonso (de Abranches). Quando muito, este Pedro, que nasceu cerca de 1500, pode ser seu filho, dado que tudo indica que Pedro de Almeida tenha ido casar a Cassurães, onde este Pedro viveu.

I

314

41

que depois de vivo foi cónego

que depois de viúvo foi cónego

I

328

11

D. Jorge de Almeida (2.6.) tirou ordens menores em Braga a 19.5.1464

I

329

9

Pedro Botelho devia ser irmão do Lopo Botelho que com sua mulher Leonor Gil vivia em Santa Maria de Pombal, do bispado de Coimbra, quando o filho de ambos Lopo Lopes tirou em Braga a 24.4.1451 ordens menores, com licença de seu maior (pelo que seria professo ou noviço). De qualquer forma, não podia ser, como avento, o Pedro Botelho que com seu irmãos Aires Botelho, Álvaro Botelho e Branca Rodrigues foram legitimados por carta real de 3.1.1398, como filhos de Pedro Botelho, craveiro da Ordem de Cristo, e de Joana Rodrigues, mulher solteira. Além da impossibilidade cronológica, esse Pedro Botelho não teve geração. Mas pode ser filho de um dos ditos irmãos, Aires ou Álvaro Botelho, uma vez que estes viviam em Coimbra. Com efeito, um dia antes da referida legitimação, D. João I doou a Pedro Botelho, seu criado, «por muitos serujços que recebemos daquelles donde el descende e del», umas casas em Coimbra, na Almedina, «acima de sam bras», bem como as casas da Falcoaria, na Almedina, em que morava João Anes Gago, determinando que por sua morte possam ficar a seu irmão Álvaro e por morte deste a seu irmão Aires, e depois passem para «o primeiro filho ou neto de cada huu dos dictos jrmaãos sempre o mayor», se os tiverem. Dá assim ideia que estava fora de causa que Pedro Botelho pudesse ter filhos, talvez por ser clérigo.

I

330

36

João Lopes de Almeida faleceu em finais de Fevereiro ou princípios de Marco de 1526. Além dos filhos referidos teve pelo menos mais dois: Henrique de Almeida, que parece o mais velho, e Cid de Souza. Sua mãe, Briolanja de Almeida, ainda vivia em 1514, tendo então uma tença de 8.000 reais no almoxarifado de Vila do Conde que herdara de Diogo de Almeida, seu filho. Estas são as principais conclusões a tirar da documentação que segue:

A 10.1.1514 Briolanja de Almeida passa procuração, em pública forma, a seu filho João Lopes de Almeida para cobrar do almoxarife ou recebedor de Vila do Conde a tença de 8.000 reais, que seu filho Diogo de Almeida tinha, e de quem ela era herdeira. 
A 15.51515 João Lopes de Almeida tem provisão real para receber no almoxarifado de Viseu 15.333 reais de graça por tença. Assina o recibo Lopo de almeida, talvez seu filho.
A 4.2.1523 João Lopes de Almeida, fidalgo da Casa Real, faz procuração a seu filho Henrique de Almeida poder receber e cobrar do almoxarifado de Viseu 15.333 reais de sua tença.
A 28.8.1525 João Lopes de Almeida tem provisão para receber no almoxarifado de Viseu 15.333 reais de tença.
A 21.2.1526 João Lopes de Almeida, fidalgo da Casa d’el rei, morador em Figueiredo, do concelho de Lafões, faz procuração a Henrique de Almeida e Cid de Souza, seus filhos, para poderem receber a tença que seu irmão Diogo de Almeida e Briolanja de Almeida, sua mãe, têm assentada no almoxarifado de Vila do Conde.

A 16.10.1525 Henrique de Almeida manda seu procurador cobrar do almoxarife dos portos de Vila do Conde 16.000 réis de sua tença e de seus irmãos.
A 16.3.1526 D. Guiomar de Souza, viúva de João Lopes de Almeida, fidalgo da Casa d’el rei, fez
em Viseu Procuração a seu filho Henrique de Almeida, em nome dos demais herdeiros, para receber e arrecadar do almoxarife ou recebedor da Alfandega de Vila do Conde, tudo o que se lhes montar e for obrigado a pagar de um desembargo do rei de 8.000 réis.

A 20.6.1536 D. João III manda que se leve em conta ao recebedor que foi do almoxarifado de Viseu os 8.000 reais que pagou a D. Guiomar de Souza, viúva de João Lopes de Almeida, em parte de sua graça por tença.

Cid de Souza  é portanto o homónimo, referido como irmão de Henrique de Almeida, que casou com Maria de Novais, irmã de Francisco de Novais e de Duarte de Novais, segundo Alão. Mas não deve ter tido geração, tendo em conta que foi a irmã que herdou a quintã do paço da Torre de Figueiredo das Donas.

Henrique de Almeida pode ser o homónimo que foi tabelião e escrivão da almotaçaria de Lafões (Chancelaria de Dom Sebastião, Dom Henrique e Dom António, 29, 258). E ainda o Henrique de Almeida, fidalgo da Casa Real, que a 20.6.1522 teve provisão para receber no almoxarifado de Aveiro 48.000 reais do primeiro terço do seu casamento. Mas não terá tido descendência, pela mesma razão. 

I

346

19

João Martins Ferreira documenta-se como cavaleiro fidalgo da Casa de D. João III numa mercê  de 12.2.1548, na qual este rei, «em respeito aos serviços que me tem feito» e por o servir bem no ofício de juiz da alfândega de Goa, lhe renova o cargo por mais três anos. Foi o 3º morgado dos Ferreira, com a sua capela de Jerusalém no mosteiro de S. Domingos, no Porto, e respectiva Casa do Patim, como refiro no meu Ensaio sobre a origem dos Ferreira (http://www.soveral.info/mas/Ferreira.htm).

I

352

37

Heitor Lopes de Almeida, sendo referido como Heitor Lopes, morador em Arrifana de Stª Mª, foi a 10.10.1520 reconduzido no cargo de procurador do número do concelho e terra de Stª Mª da Feira.

I

365

5

Vasco Martins de Castello-Branco

Gonçalo Martins de Castello-Branco

I

367

última

Álvaro de Carvalho só é certo que tenha sido governador de Mazagão. De Álvaro de Carvalho, governador de Mazagão, existem várias cartas para o rei e o secretário Pedro de Alcáçova Carneiro entre 1552 e 1561. Nomeadamente uma carta de 16.11.1553 para D. João III, em que o governador de Mazagão Álvaro de Carvalho dá conta ao rei do estado em que se achava aquela praça e da necessidade que tinha de mais 100 soldados, para se defenderem dos inimigos que continuamente a perseguiam, pedindo ainda que o socorresse com mantimentos e munições (CC, I, 91, 46). A situação deve contudo ter-se mantido na mesma, pois são vários os pedidos deste teor ao longo dos anos seguintes. Em carta de 15.11.1560 para a rainha regente, o governador Álvaro de Carvalho diz que está doente e pede-lhe licença para ir a Lisboa curar-se (CC, I, 104, 52). O que não aconteceu, pois a 12.4.1561 volta a escrever à mesma rainha, dando-lhe conta que o xarife se dispunha para vir contra Mazagão, praça que estava muito destruída e incapaz de lhe resistir, pedindo-lhe que com brevidade a mandasse socorrer do necessário (CC, I, 104, 106). A 31.5.1557 escreveu a D. João III (que morreu uns dias depois), dizendo-lhe que tinha ajustado o casamento de sua filha com D. Fernando Henriques e que, tendo com isso feito muitos gastos, lhe pedia para poder renunciar na dita sua filha e genro a tença de 12.000 cruzados que o rei lhe prometera (CC, I, 36,100). Seu pai Pedro Álvares de Carvalho é que foi governador de Alcácer-Seguer entre 1521 e 1535. A 20.7.1520 Pedro Álvares de Carvalho, fidalgo da sua Casa, teve provisão de D. Manuel I para se pagar a sua mulher D. Maria, filha de D. Martinho de Távora, 126.000 reais do último terço de seu casamento (CC, II, 90, 144). E a 6.4.1522 o Cabido de Viseu escreveu ao rei, pedindo-lhe que fizesse justiça na demanda que tinha com Pedro Álvares de Carvalho e D. Catarina de Eça, sua mãe, sobre o prazo de Canas de Senhorim (CC, I, 28, 2).     

I

371

27

O Doutor Luiz Anes de Loureiro tirou em Braga ordens de Epístola  a 18.12.1451 e de Evangelho a 4.3.1452, sendo referido como Luiz Anes, escolar do bispado de Viseu, filho de clérigo e solteira.

I

375

12

Uma vez que foi necessariamente entre 1481 e 1499, Pedro Ferreira não esteve propriamente na Índia mas na expansão marítima que aí conduziu.

I

375

18

n. cerca de 1562, que ainda vivia em 1514

n. cerca de 1462, que ainda vivia em 1514

I

393

14

António de Campos é certamente o António Varela de Campos que teve foro de escudeiro fidalgo da Casa Real (Ementas, 3, 86v). E seu pai, Pedro Rodrigues de Ferreira, deve ser o Pedro de Ferreira, criado do bispo de Viseu, que a 1.6.1481 teve carta de perdão real, sendo acusado de ter participado num arroído.

I

397

18

Sobre o cónego Pedro de Lemos ver em Origens, no meu trabalho sobre a Casa da Trofa (http://www.soveral.info/casadatrofa/default.htm).

I

405

1

Sobre a origem dos Mesquita ver on-line o meu Ensaio sobre a origem dos Mesquita (http://www.soveral.info/mas/Mesquita.htm).

I

406

13

O cónego Lopo Álvares da Ventura deve ser, ainda jovem, o Lopo da Ventura que a 30.5.1522 teve provisão de D. João III para receber a sua tença de 5.000 reais no almoxarifado de Viseu, assinado o recibo António da Ventura, certamente o seu irmão deste nome que Alão diz que foi (veio a ser) cavaleiro da Ordem de Cristo.

I

407

nota

Lamos de Mendonça

Lamas de Mendonça

I

422

36

Margarida Martins do Amaral e seu marido Gonçalo Rodrigues de Moreira devem ter tido mais um filho chamado Mem Gonçalves, por sua vez pai de Lourenço Mendes de Moreira e avô de João Lourenço do Amaral. A 4.7.1340 João Lourenço do Amaral, filho de Lourenço Mendes de Moreira, vende em Lamego a Gonçalo Homem, cavaleiro de Cambar, e a sua mulher Guiomar Esteves, um casal a que chamam a Torre, em Bermedo. 

I

424

39

Pelo invulgar prenome, Hilária Leite (5.4.2.3.), casada com Tomé da Costa, pode ser a Hilária do Amaral casada com Braz Vilela. Ou, ainda mais provável, esta Hilária do Amaral seria filha da Hilária Leite ou sua sobrinha, por exemplo filha de Diogo Leite do Amaral (5.4.2.1.)

I

427

5

Afonso de Torres diz que Francisca do Amaral casou com Nuno Fernandes Lobo, morgado de S. Pedro de Évora, e que seu filho Rui Lopes Lobo casou com D. Isabel de Carvalho (filha do Dr. Francisco Duas do Amaral, referido na pág. 444 do volume I), com geração extinta.

I

432

14

Existiram, dois e não apenas um Belchior de Montalvo. Com efeito, o Belchior referido nasceu em Viseu cerca de 1525 e faleceu antes de 1615. É referido como «cavaleiro e fidalgo» a 19.2.1581 quando, com sua mulher Ana Rebello, recebe do Cabido de Viseu o prazo da «possessão» de Requexe. Em 1582 foi inquiridor, contador e distribuidor geral da comarca de Viseu (Chancelaria de D. Filipe I, PeD, 4, 90), cargo em que sucedeu seu genro. Sua mulher faleceu viúva em Viseu a 1.8.1615. Deve assim ser o Belchior de Montalvo que teve foro de escudeiro fidalgo da Casa Real (Ementas, 4, 18).
O outro Belchior de Montalvo, que também teve foro de escudeiro fidalgo da Casa Real (Ementas, 2, 173), faleceu a 27.7.1596 em Lisboa (Sé), na rua que vai para S. Jorge, sendo enterrado em túmulo próprio na Sé e deixando testamenteira sua mulher Águeda Cordeiro, que ainda vivia em 1598 em Lisboa quando é testamenteira de Guiomar Monteiro, viúva de Manuel Pinto, escrivão. E este Belchior é certamente o que foi tabelião de Lisboa (1570, Chancelaria de D. Sebastião e D. Henrique, 26, 41), com carta para ter ajudante no ofício em 1572 (ib, 9, 294v), e depois tabelião da ilha da Madeira (ib, 30, 28), ofício a que renunciou (1581, ib, 46, 319).
Este segundo Belchior de Montalvo era irmão de Joana Cardoso de Montalvo, que casou com Jorge de Gouveia, de Seia, onde viveram, pois são ambos ditos naturais de Seia no Índice Notas Tabeliães Lisboa (tomo 4, p. 281). Os filhos deste casal, que usam o nome Cardoso de Montalvo, são herdeiros do dito Belchior de Montalvo, seu tio, e de sua viúva Águeda Cordeiro.
Dado que a conjugação onomástica é demasiada para se tratar de uma mera coincidência, podemos partir do princípio de que os de Seia/Lisboa descendiam do Dr. Francisco de Montalvo e sua mulher Filipa Rodrigues Cardoso. Por outro lado, por razões cronológicas e patrimoniais, não se pode aceitar como hipótese que o Belchior de Lisboa e sua irmã Joana sejam filhos do Belchior de Viseu. Resulta assim, por exclusão de partes, que o Belchior de Lisboa e sua irmã Joana deviam ser filhos de um desconhecido irmão mais velho do Belchior de Viseu. Este irmão terá ido casar a Seia, donde é dita natural a Joana. Este irmão terá nascido cerca de 1515 e poderia chamar-se Francisco (como o pai) ou Rodrigo (como o avô materno). Poderia usar o nome Montalvo, ou o nome Cardoso. Em hipótese mais extrema o nome Homem, ou até Rodrigo Álvares Homem, exactamente como o avô materno, um fidalgo importante.

Dou também como possível irmão mais velho do Belchior de Viseu um Jerónimo de Montalvo que foi cavaleiro da Ordem de Santiago (8.10.1543). A hipótese baseia-se apenas na onomástica (invulgar) e na cronologia. Contudo, parece que era de Medina del Campo (Francis Dutra, e Humanista, 2002, 2,150). Infelizmente a carta de hábito (Mesa Consciência Ordens, livro 20, Ordem Santiago, livro 3 supl., Convento de Palmela, pp. 21) é sucintíssima e não indica a naturalidade. Mas se de facto foi natural de Medina del Campo, poderia ser filho natural ou de um primeiro casamento de Francisco de Montalvo, tendo acompanhado o pai a Portugal.

I

433

18

Frei Tristão do Amaral, além da filha Ana referida, teve outro filho, André, ambos legitimados por carta real (Chancelaria de D. João III, Perdões e Legitimações, 5. 90).

I

433

34

Pode haver a tentação de identificar este António Godinho (8.5.) com o homónimo iluminista, tanto mais que este parece que também foi casado com uma Ana Feio. Tudo indica, contudo, que foi o de Viseu e não o iluminista que casou com Ana Feio.

I

452

24

Gaspar Correa, fal. em Viseu a 5.11.1639, não é identificável, como coloquei a hipótese, com seu irmão Gabriel Correa de Bulhões, que foi para o Brasil. Nem o irmão de ambos, António de Bulhões, referido adiante, é identificável, como coloquei a hipótese, com o Dr. António Correa de Bulhões que a 14.4.1642 era ouvidor-geral do Rio de Janeiro, pois este era seu sobrinho, filho do dito Gabriel.
Este António de Bulhões, irmão de Gabriel, foi também para o Brasil, combateu na guerra contra os holandeses e viveu em Pernambuco, onde casou com D. Maria Feio, aí co-herdeira do engenho São João Baptista (depois chamado de Bulhões), na freguesia de Jaboatão, filha de Bento Luiz de Figueiroa, que a 4.5.1593 comprou o dito engenho a Pedro Dias da Fonseca, e sua mulher D.Maria Feio, que aí faleceu viúva a 12.11.1609. Seu irmão Gabriel Correa de Bulhões já era em 1613 proprietário do ofício de almoxarife da Fazenda Real da capitania de Pernambuco, cargo que ainda exercia no a 29.8.1618, como se documenta, e casou com uma irmã de sua cunhada, igualmente co-herdeira do dito engenho São João Baptista. A 20.10.1649 este Gabriel Correa de Bulhões, dito apenas Gabriel de Bulhões, filho de António Correa, teve mercê da pensão de 20.000 reais numa comenda da Ordem de Cristo, com o hábito, para quem casasse com uma das suas filhas, e de um ofício de justiça, fazenda ou guerra que caiba na qualidade da pessoa, para quem casar com a outra sua filha, tudo em paga dos seus serviços de 36 a 45 anos com feitor e almoxarife da fazenda real, de que foi proprietário onze anos, na defesa de Pernambuco e nos aprestos das armadas que por vezes subiram daquele porto por jornadas que se fizeram ao sertão, e ainda no cargo de pagador geral do exército e adail da mesma capitania, com grande dispêndio de sua fazenda, até de todo perder a muita que possuía por não ficar com os holandeses, passando-se com sua família à Baía, onde o governador o ocupou no cargo de provedor-mor das fazendas de Sua Majestade e dos defuntos e ausentes.
Além destas filhas, provavelmente de um 2º casamento, dada a cronologia e a mercê, deste Gabriel foi também filho o dito Dr. António Correa de Bulhões que a 14.4.1642 era ouvidor-geral do Rio de Janeiro, pois que se matriculou na Universidade de Coimbra a 13.11.1632, como natural de Pernambuco e filho de Gabriel Correa, tendo tirado o bacharelato (15.06.1640) e a formatura (14.01.1641) em Cânones. Deve ser este o António Correia de Bulhões, cavalheiro da Ordem de Cristo, que no primeiro livro (1648) das vereações da Câmara do Senado de Olinda, constava que em Dezembro daquele ano fora ele um dos eleitores para o pelouro que se fez a 30 do referido mês.
Do dito António de Bulhões (irmão de Gabriel) e de sua mulher nasceu Zacarias de Bulhões, que sucedeu no dito engenho, e que casou com com D. Jerónima da Cunha, filha do coronel Pedro da Cunha de Andrade e de sua segunda mulher D. Cosma Fróis. Zacarias e sua mulher foram pais de pelo menos três filhos: 1) D. Jerónima da Cunha, casada com Gonçalo Novo de Brito, que foram pais do Cap. Filipe de Bulhões da Cunha, sucessor no engenho a seu tio homónimo;

2) António de Bulhões da Cunha, que morreu solteiro; e 3) Filipe de Bulhões da Cunha, morador e proprietário do engenho São João Batista, na freguesia de Jaboatão, que casou mas não deixou geração. Este Filipe teve de D. João IV a Ordem de Cristo, que tinha sido dada a seu avô António de Bulhões, pois sucedeu nos seus serviços, tendo então já falecido seu irmão António.

Sobre Helena Correa do Amaral, irmã dos ditos António de Bulhões e Gabriel Correa de Bulhões, que casou com o juiz dos órfãos de Viseu Jorge Montez da Fonseca, cabe acrescentar que seu filho mais novo, João Correa de Bulhões, foi b. em Viseu a 4.6.1622, sendo padrinho o tio António de Bulhões. E foi de facto juiz dos órfãos de Viseu, pois é certamente a ele que respeita a sepultura na Sé que diz «Sep. do Dr João Correa de Bulhões, Juiz dos Órfãos desta Cidade de Viseu e seus herdeiros», e porque seu filho António Correa de Bulhões e Vasconcellos, que se ordenou e foi  abade de Carvalhais (S. Pedro do Sul), a 27.5.1702 renunciou em seu irmão João Correa a propriedade do cargo de juiz dos órfãos de Viseu, herdado do seu bisavô, seu avô, sua avó e seu pai.

Da dita Helena Correa do Amaral e seu marido foi filho, como refiro, o Dr. Paulo Montez da Fonseca, que além dos filhos apontados teve pelo menos mais um, Luiz Correa de Bulhões, certamente o que era vereador do Senado da Câmara de Viseu em 1711. Com efeito, José Correa Montez, filho legitimado de Jorge Montez da Fonseca e neto do Dr. Paulo Montez da Fonseca, a 9.4.1723 pede justiça contra João de Nápoles e seus tios Estêvão da Cunha, António de Figueiredo e Luiz Correa, os quais, assim que faleceu seu pai, lhe impediram a fruição dos bens da herança.  

I

478

15

Miguel Paes do Amaral

Simão Paes do Amaral

II

5

6

Albuquerque 244

Albuquerque 294

II

6

2

Sobre a ascendência de Pedro da Costa ver o meu Ensaio sobre a origem dos Costa medievais (http://www.soveral.info/mas/Costa.htm).

II

10

6

A bordadura de estrelas ou cometas não foi sequer uma diferença acrescentada pelos Pessoa, uma vez que já do bispo de Viseu (1386-1425) D. João Homem há um selo armoriado, inventariado pelo marquês de Abrantes, que consta de cinco crescentes dispostos em aspa, com uma bordadura carregada de estrelas.

II

10

16

Os casamentos de Luiz Pessoa, o Velho, devem ter tido ordem inversa à que indico, tendo em conta a informação de que estava sepultado na igreja de Santa Catarina, na matriz de S. Martinho, onde jazia em túmulo com sua estátua, dois escudos de armas (Pessoa e Costa) e a inscrição: «Nsta sepultura jaz o muito onrado fidalgo, e de mui nbre, e antiga gerasãm dos Pessoas Luis Pessoa com sua molher Mesia Quaresma a qual falesceu no ano de 1524, e ele na era de 1531». Mécia Quaresma (da Costa) terá assim sido a sua 2ª mulher e Margarida Anes da Veiga a 1ª. Assim, os filhos dados a Mécia eram de Margarida, e inversamente, salvo pelo menos o caso de Beatriz da Costa Homem, que pela cronologia era certamente filha de Mécia.

II

15

5

De facto, como filhos de Pedro Homem são legitimados por carta real de D. Manuel I Beatriz de Viveiro e João de Viveiro (LN, 2, 95v) e Isabel Nunes (ib, 68v).

II

25

11

referido em SOVERAL / CÁCERES, s.g.

referido em SOVERAL / CÁCERES, c.g.

II

31

11

privilégio de fidalgo e Diogo Nunes

privilégio de fidalgo a Diogo Nunes

II

31

39

D. António Botelho da Costa Homem nasceu em Alcântara (Castela) e de sua mulher D. Águeda de Figueiredo teve mais um filho que não referi, Miguel de Almeida Sottomayor, n. em Viseu, que casou com D. Maria de Barros, também n. em Viseu, filha de Francisco de Lemos de Barros e de sua mulher Mariana Dias Ferreira, naturais de Viseu, que refiro em BARROS. Deste casal foi filho Francisco Coelho Sottomayor, n. em Viseu, familiar do Stº Ofº e cavaleiro da Ordem de Cristo a 26.5.1724 (OC, Francisco, 34, 96).

II

34

24

Maria de Queiroz Castello-Branco e seu marido o licenciado Belchior Lourenço, de quem foi 1ª mulher, não tendo filhos, resolveram fundar um convento de Jesus de Viseu, de freiras beneditinas. Para esse fim, a dita senhora doou todos os seus bens, em testamento de 17.4.1569, ao bispo D.Jorge de Ataíde, com a condição de ser admitida no projectado convento uma sua sobrinha. Se o convento não se fizesse, deixava a testadora todos os seus bens à capela de S. Luís. D. Jorge de Ataíde (1568-1578) deu início às obras mas não as concluiu. De 1579 até 1585 foi bispo de Viseu D. Miguel de Castro, que não se importou com o dito convento. Em 1586 sucedeu-lhe o bispo D. Nuno de Noronha, que se entendeu com os herdeiros de Belchior Lourenço, activou as obras e, em menos de 5 anos, ultimou o convento. Dotou-o, então, com o rendimento da igreja de S. Cipriano e, depois de obter permissão do papa e do rei, nele instalou as primeiras religiosas, vindas do convento de Ferreira de Aves, também beneditino. A abertura do novo convento aconteceu no dia 27.9.1592, na presença de toda a nobreza, cabido e muitos cidadãos que foram esperar o bispo D. Nuno e as religiosas vindas de Ferreira de Aves (Vide Fundo do Convento de Jesus de Viseu).

O Dr. Belchior Lourenço é portanto o Dr. Belchior Lourenço Tenreiro, referido em TENREIRO, que casou então pela 2ª vez com Maria Paes de Castello-Branco, fal. a 13.6.1631. 

II

39

1

referido na nota 37

referido na nota 38

II

40

26

António Girão, abade de S. Martinho de Soalhães em 1581, são será, como na hipótese referida, filho de Amador Girão, mas sim seu sobrinho. Na verdade, deve ser o António, nascido em Tentúgal cerca de 1520, filho de Marco António e sua mulher Catarina Girão, que tirou em Coimbra ordem de prima tonsura a 17.3.1537.

II

46

38

Baltazar Girão, que dei como possível filho natural de Carlos Girão, afinal era filho natural legitimado de Manuel Girão, referido na página 42, linha 2, e portanto irmão do Manuel Girão aí referido. Com efeito, a 11.8.1607 foram legitimados por carta real de D. Filipe II os irmãos Baltazar e Manuel Girão, como filhos de Manuel Girão, viúvo, morador na quinta da Lage, no concelho de Lafões, que os teve de uma mulher solteira de nome Ana João, moradora no Reguengo de Fataúnços, pois o dito pai não tinha outros filhos e os queria fazer seus herdeiros.

II

55

14

Gonçalo Homem, que refiro como possível filho de Estêvão Pires de Froião ou de um de seus irmãos, documenta-se de facto como filho de Gil (Pires) Homem e sua mulher D. Sancha. Documenta-se ainda como casado com Guiomar Esteves e, é claro, pai de Guiomar Gil, como já tinha ficado estabelecido. A 30.3.1330 o bispo de Lamego empraza a Gonçalo Homem e sua mulher Guiomar Esteves um casal em Ribolhos (Castro Daire). A 19.11.1335 Gonçalo Homem, cavaleiro de Lafões, e sua mulher Guiomar Esteves, em seu nomes e no de D. Sancha, mãe dele, dão em Lamego emprazamento hereditário um casal em Tabuadela (Silvã de Cima, Sátão), que fora de seu pai, Gil Homem. A 4.7.1340 João Lourenço do Amaral, filho de Lourenço Mendes de Moreira, vende em Lamego a Gonçalo Homem, cavaleiro de Cambar, e a sua mulher Guiomar Esteves, um casal a que chamam a Torre, em Bermedo. Testemunham dois escudeiros de Gonçalo Homem. A 9.6.1343, em Coimbra, Fernão Rodrigues, e sua mulher Joana Gonçalves, renunciam aos seus direitos no prazo da quinta da Portela, em Lamego, a favor de Gonçalo Homem, cavaleiro, como procurador de sua mulher Guiomar Esteves. A 2.9.1348, nas suas casas de Vil de Souto, Gonçalo Homem, cavaleiro, e sua mulher Guiomar Esteves, fazem testamento. Onde se mandam sepultar na Sé de Lamego e referem Guiomar Gil com sua única filha. Vide «A sé de Lamego na primeira metade do século XIV», de Anísio Miguel de Sousa Saraiva.

II

59

nota

Ao que tudo indica, Henrique Simões Homem foi avô materno e não pai de Isabel Simões Homem, que devia ser filha de Cristóvão Fernandes e sua mulher Inez Simões (Homem). Já Iria Simões Homem deve ter sido bisneta de Henrique Simões Homem, filha de Álvaro Domingues e sua mulher Inez Simões (Homem) e neta materna dos referidos Cristóvão Fernandes e sua mulher Inez Simões.

II

69

10

primaz das Índias, bispo do Funchal, primaz das Índias, etc.

primaz das Índias, bispo do Funchal, etc.

II

87

1

D. Branca de Vilhena teve três filhos do 1º casamento: João Rodrigues Coutinho, emancipado 30.9.1420, D. Beatriz Coutinho (que também aparece como D. Beatriz de Vilhena) e D. Margarida de Vilhena (que também aparece como D. Beatriz Coutinho), estas emancipadas a 18.2.1421, ainda não tinham 20 anos. Aquela D. Beatriz, que tem sido confundida nas genealogias com sua meia-irmã homónima, deve ter falecido pouco depois, em meados de 1421.

II

87

26

Fernão Coutinho, um filho tardio de seus pais, deve ter nascido cerca de 1400 e não 1410.

II

88

25

D. Joana da Guerra de seu marido João Fernandes de Souza, senhor de juro e herdade de Baião, tiveram geração. Vide o meu estudo Argollo. Uma família brasileira de 1500 (http://www.soveral.info/mas/argollo.htm).

II

91

42

A D. Maria de Vilhena que foi filha de D. Maria da Cunha não casou com o senhor de Unhão Fernão Telles de Menezes, mas sim com Diogo (Lopes) de Azevedo, senhor de juro e herdade de S. João de Rei e do Bouro (26.8.1472) e de de Aguiar (1.9.1472). A 26.8.1472 D. Afonso V doa a Diogo de Azevedo, fidalgo da sua Casa, e para todos os seus herdeiros, o usufruto de todas as rendas, direitos, tributos, jurisdição do cível e do crime, mero e misto império das terras de Boiro e de São João de Rei, na correição de Entre-Douro-e-Minho, como tivera seu pai, Diogo Lopes de Azevedo, cavaleiro da sua Casa, que morrera na conquista de Arzila, e seu avó. A 1.9.1472 o mesmo rei privilegia Diogo de Azevedo, fidalgo da sua Casa, filho de Diogo Lopes de Azevedo, doando-lhe em duas vidas a terra de Aguiar da Pena, com todas as suas rendas, tributos e direitos, com jurisdição do cível e crime, reservando o monarca para si a correição, alçada e as sisas da dita terra, isto sem prejuízo de qualquer direito que na dita terra lhe pertencia por doação de D. João I, ao seu bisavô, Lopo Dias. A 18.1.1475 confirma a convenção feita por D. Inez e Diogo de Azevedo sobre os bens móveis e de raiz que ficaram por morte de Diogo Lopes. Coube a ela a quintã dos Paços, com seus casais e bens patrimoniais, e a ele as quintãs de Soutelo e do Pinheiro. Esta quintã de Soutelo é a quinta do Freixo, em Soutelo de Aguiar. Como Diogo Lopes de Azevedo, filho de Diogo Lopes de Azevedo e sua mulher Catarina Lopes, de Sanhoane de Rey, tirou ordens menores em Braga a 24.3.1452. Esta D. Maria de Vilhena, sua 1ª mulher, deve ser a D. Maria de Vilhena cujos herdeiros (não nomeados) têm a 4.6.1505 provisão para receber os 13.171 reais que ela tinha de tença.

O senhor de Unhão Fernão Telles de Menezes também casou com uma D. Maria de Vilhena, prima-direita desta, mas filha de Mart