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Fotografia Kirlian Rubellus Petrinus |
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Semyon Kirlian usou as experiências e erros para verificar a correcção das suas ideias, e seu obstinado e laborioso método de trabalho, provou sucesso com a criação de um aparelho para fotografia e observação visual por meio de correntes de alta frequência.
A sua esposa e camarada, Valentina Chrisanfovka, foi educada em humanísticas e trabalhou como assistente literária para um comité de uma rádio local.
Depois do seu casamento com Semyon Kirlian em 1930, Valentina Kirlian, também de natureza criativa, tomava parte nas investigações do seu marido e gradualmente começou a ler literatura específica. Marido e mulher diferiam nos seus confrontos no estudo do fenómeno natural, mas estas diferenças unia-os mais que separava.
Semyon Kirlian estava mais interessado em matérias técnicas tais como equipamento ou investigando as características de metais e não condutores. Valentina Kirlian, por outro lado, era mais preocupada com o estudo dos processos da vida.
Em 1939, reparando equipamento de medicina usado no tratamento de Arsonval, Kirlian descobriu que uma descarga eléctrica entre um eléctrodo vitrificado e partículas de pele humana, mudou de cor. Tentando descobrir a causa disto, fotografou a descarga eléctrica sem o uso de uma câmara, isto é, expondo directamente a película fotográfica.
Esta experiência levou-o à invenção de um sistema para fotografia de alta frequência.
Durante dez anos de trabalho em sua casa e na oficina onde reparava equipamento de medicina e outros tipos de equipamentos eléctricos, Semyon e Valentina Kirlian obtiveram repetivamente sucesso fotografando por meio de corrente de alta frequência.
Eles montaram um aparelho simples não standardizado e em 1949 receberam um certificado de autor (patente soviética) por "Um método de fotografar por meio de corrente de alta frequência".
O seu aparelho simples e o método produzia fotografia por meio de alta frequência de qualidade nunca conseguida pelos seus antecessores.
Semyon e Valentina, consequentemente, receberam centenas de cartas de cientistas e de Instituições de todas as partes da União Soviética.

Semyon Kirlian
A fotografia Kirlian são imagens electrónicas, mais precisamente imagens criadas por "emissão fria de electrões". O método Kirlian permite registar não só os diversos estados biológicos de plantas e animais, mas também o estado psíquico dos seres humanos.
Isto produziria resultados, por exemplo, em áreas como o estudo do fenómeno parapsicológico onde os tradicionais métodos de investigação muitas vezes tinham sido impotentes.
As dificuldades encontradas no estudo do efeito Kirlian não são somente limitadas ao fenómeno electrónico. Semyon e Valentina Kirlian deram grande importância ao fenómeno de ressonância na fotografia de alta frequência.
O "fantasma" da folha no qual Semyon Kirlian recusou acreditar, está também ligado ao fenómeno de ressonância.
Victor Adamenko, seu assistente, descobriu o efeito da "fantasma" da folha em 1966 e Valentina Kirlian felicitou-o pela descoberta do novo fenómeno, mas Semyon Kirlian recusou-se terminantemente a acreditar na realidade da fotografia.
Foi somente no último ano que começou a inclinar-se para a ideia de que o "fantasma" da folha era uma realidade e Adamenko teve uma conversa com ele sobre este assunto.
Em 1962, com o apoio de Valentina Kirlian venceu o cepticismo de Semyon Kirlian sobre o estudo do fenómeno psíquico e só em 1967 Semyon e Valentina examinaram as mãos do curandeiro Alekxei Kivorotov usando o seu método. Este foi o primeiro objectivo de investigação da cura psíquica na USSR.
Na União Soviética o efeito Kirlian foi sendo estudado individualmente por uma variedade de cientistas e grupos de investigadores não ainda reunidos em nenhuma organização.
Várias centenas de entusiastas desde estudantes do ensino superior a professores, estão agora estudando fotografia Kirlian na USSR.
Uma associação internacional de estudo de efeito Kirlian uniu muitos cientistas de diferentes países, e o vasto desenvolvimento deste novo ramo da ciência que poderá levar a uma mudança da maneira de ver o mundo e nós próprios, seria um apropriado memorial para aqueles humildes mas perseverantes exploradores do desconhecido mundo extra-sensorial - Semyon e Valentina Kirlian.
Extraído de: Memories of Semyon Kirlian by Dr. Victor G. Adamenko, Ph. D., International Journal of Paraphysics, vol. 13, 1979.