Inovações tecnológicas para os televisores

Os televisores que hoje em dia usamos estão completamente desactualizados. Pararam no tempo e só com um grande esforço de adaptação da nossa parte - telespectadores - é que se torna possível ainda fazer uso deles.
Venho aqui propor um conjunto de alterações aos aparelhos de televisão contemporâneos, no sentido de os adaptar melhor às solicitações dos dias de hoje.

Detector de presenças

Não faz sentido nenhum precisar de um botão de para ligar e desligar. É por demais evidente que quando alguém chega a casa, o televisor tem que ser aceso. A tremenda maçada de atravessar toda a sala ou procurar o telecomando para o poder fazer seria eliminada se os aparelhos estivessem equipados com um dispositivo para determinar se chegou alguém. Assim, desde que existissem seres vivos (não necessariamente humanos) na casa (em qualquer divisão), o televisor estaria aceso automaticamente.
Esta inovação seria também uma enorme benesse para aquelas pessoas que têm dificuldades motoras.

Controlo inteligente do volume

Na sequência do que acaba de ser dito, o velho botão de ligar/desligar poderia mesmo ser eliminado de vez, sendo o seu lugar ocupado pelo botão do volume. Gradualmente, as pessoas têm vindo a perceber que basta tirar o som para não serem incomodadas pela televisão quando, por exemplo, precisam de ir falar ao telefone, ou quando há uma reunião de família.
Mas na generalidade dos casos, a solução não é baixar o volume do som, para que este não incomode. Pelo contrário, há sempre alguém interessado em ouvir o que se está a passar na televisão. Assim o controlo inteligente do volume encarregar-se-ia de ajustar o som da televisão em função do ruído ambiente. Seria o fim dos problemas com o apito da panela de pressão, com o choro da criancinha ou com o ladrar do cão da vizinha.

Auto-zapping

Uma outra inovação da maior utilidade seria a criação do funcionamento em modo auto-zapping. O telespectador poderia programar o número de segundos entre mudanças de canal, num máximo de, digamos, 10. Seria também possível introduzir no programa uma lista de canais a banir, para prevenir situações potencialmente embaraçosas, como o aparecimento do canal 18 em plena ceia.
As vantagens deste modo de funcionamento, seriam enormes. Por um lado, poupava-se ao telespectador a infinita maçada de estar sempre a mudar explicitamente de canal (mais uma vez, note-se a mais-valia que isso representa para os deficientes motores). Por outro lado, eliminavam-se de vez as situações em que, por distracção, se deixa ficar por muito tempo o mesmo canal, correndo-se o risco de perder qualquer coisa interessante num dos outros.

 

 

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