"A pouca ciência afasta o homem de DEUS,
porém a muita ciência a DEUS o conduz" -
Francis Bacon.
"Todo
aquele que se dedica ao estudo da ciência chega a convencer-se de que nas leis
do Universo se manifesta um Espírito sumamente superior ao do homem, e perante
o qual nós, com os nossos poderes limitados, devemos humilhar-nos" -
Albert Einstein.
"Assim
diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na
sua força, nem se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se
nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor, que faço misericórdia, juízo
e justiça na terra, porque destas coisas me agrado, diz o Senhor." -
Jeremias 9:23-24.
PORQUE CREIO EM DEUS
"Diz
o néscio no seu coração: Não há Deus. Corromperam-se e cometeram abominável
iniquidade: não há quem faça o bem" (Salmo 53:1).
Afinal,
Deus existe ou não? Esta pergunta obscurece todas as outras que a humanidade
possa fazer. Se você acha que esta declaração seria de um teólogo ou de um
pregador, então veja a frase encontrada em the Great Ideas Syntopicon (Temário
de Grandes Ideias), um guia de estudos decisivos para a série Great Books, uma
notável colecção da maior parte da sabedoria do mundo ocidental, combinada
desde os tempos de Tales até o presente. Mortimer Adler declara: "Com
excepção de certos matemáticos e físicos, todos os autores de Great Books estão
representados no capítulo que fala sobre Deus". A razão é óbvia. Existem
mais consequências no terreno do pensamento e da acção na afirmação ou na
negação de Deus do que em se responder a qualquer outra pergunta, por
fundamental que seja.
A vida
do homem em sua inteireza é afectada pelo fato de o homem se considerar o ser
supremo do universo ou reconhecer que existe um ser supra-humano que é objecto
de seu amor ou de medo, uma força a ser desafiada ou um Senhor a ser obedecido.
Neste nosso tempo, em que o ateísmo militante está em marcha, espalhando-se
como um micróbio mortífero através do mundo, temos que considerar o significado
desta pergunta e as evidências da existência de Deus.
Talvez
uma das ideias mais comuns na mente da maioria dos sofisticados humanos é de
que a ciência refutou a existência de Deus, ou como Julian Huxley disse, eles
reduziram Deus "simplesmente a um evanescente sorriso do gato no conto
Alice no País das Maravilhas." Mas a ciência destruiu a crença na
existência de Deus? No seu livro Deus, o Átomo e o Universo, James Reid
declara: "A ciência está preparando uma surpresa para a humanidade! Pelo
menos será uma surpresa para aqueles que têm dúvidas sobre a Bíblia e sobre o
Deus da Bíblia. Virá também essa surpresa para aqueles que se submetem à ideia
errónea de que a ciência diminuiu o valor da Bíblia. Na realidade, poderá até
chocar alguns cientistas, que podem ficar assombrados ao descobrir que um fato
novo revelado ou uma teoria aceita por eles provê mais um elo na cadeia de
evidências que mostram que os fatos do universo sustentam as declarações
bíblicas - inclusive a criação." Esse autor diz mais que durante anos,
como homem de ciência, tinha procurado descobrir apoio na Bíblia para a física
clássica, a física newtoniana, e não o tinha encontrado.
Ao
chegarmos ao século vinte, a antiga física clássica deu lugar à física
quântica, à teoria atómica, e um conceito completamente novo sobre o universo
veio à tona. Quando a teoria da relatividade de Einstein revelou a íntima
relação entre massa e energia, ele repentinamente observou que as novas
descobertas da ciência estavam estabelecendo os ensinamentos das Escrituras. Os
fatos do universo estão sendo progressivamente apoiados pelas descobertas
científicas e as consequências disso são incalculáveis. Vivemos dias quando é
muito popular a ideia de que não existe um Deus diante de quem o homem é
responsável. Eu creio que esse pensamento é a causa da enorme incidência do
crime, assassinatos, estupros, roubos e todos os males imagináveis encontrados
na nossa sociedade hoje. Eu já ouvi dezenas de homens, que supostamente
deveriam ter algum conhecimento do assunto, discutirem uma grande variedade de
remédios para a situação, e fico surpreso de sua incrível cegueira. Eles
parecem não reconhecer que a agressiva negação do Deus da Bíblia é a causa de
se tornarem os homens cada vez mais animalescos. Ensine-se aos homens que eles
são animais e com o passar do tempo eles vão agir como animais.
E. L.
Woodward, professor de História Moderna na Universidade de Oxford, afirma o
seguinte: "Os valores de nossa herança ocidental, a justiça, a
misericórdia, a bondade, a tolerância, a abnegação, são incompatíveis com o
materialismo..", entendendo-se o materialismo como uma visão do universo
de que não existe nada mais que a matéria - nada de alma, espírito - Deus não
existe. "Se posso tomar emprestada uma frase bem conhecida sobre o Estado
(que por sua vez ele toma emprestada de Marx), esses valores murcharão numa
cultura materialista." Esse professor diz mais que "não faz sentido
falar de direitos do homem numa sociedade materialista: é como se alguém
fizesse um apelo ao Oceano Atlântico."
Por
acaso os cientistas provaram que Deus não existe? Não existe nenhum ramo da
ciência que examine maior porção da obra de Deus do que os astrónomos. Assim
diz a Escritura: "Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento
anuncia a obra das suas mãos" (Salmo 19:1). "Pois os seus atributos
invisíveis... são claramente vistos desde a criação do mundo" (Romanos
1:20). Noventa por cento dos astrónomos de nossos dias acreditam em Deus!
Aqueles que examinaram mais profundamente as obras das mãos de Deus acreditam
nele. Essa percentagem é maior entre os astrónomos do que entre açougueiros ou
fabricantes de candelabros.
Aqueles
que tem olhado com mais assiduidade para a obra da criação e observam as
maiores distâncias que o homem já alcançou concluíram que a mão que fez tudo
isso é divina.
Pierre
Simon de La Place, um dos maiores dos nossos astrónomos, disse que a prova a
favor de um Deus inteligente como o autor da criação está como o infinito
contra um, considerando-se qualquer outra hipótese de causação final; que é
infinitamente mais provável que um conjunto de escritos lançados a esmo sobre o
papel produzisse a Ilíada de Homero, do que o universo ter uma outra causa além
de Deus. Esta evidência a favor de Deus em oposição às evidências que se
apresentam contra Ele como Criador do universo é como o infinito diante da
unidade; não dá nem para se medir.
Há
muitos e diferentes argumentos a favor da existência de Deus. Um desses é
conhecido como argumento cosmológico. Embora Kant e Hume tenham atacado vários
argumentos clássicos a favor da existência de Deus, eles o fizeram sem
evidências adequadas, sem suficientes provas para refutá-los. Considerando-se
que as provas teístas não são matemáticas (são na realidade argumentos de
esmagadora probabilidade), esses argumentos mesmo assim permanecem, e nossa
mente ainda reconhece neles evidências do Divino Criador. Sir James Jeans, um
dos maiores astrónomos modernos, disse que quanto mais ele examinava as vastas
expansões do espaço e a tremenda complexidade dessas coisas, mais o universo
lhe parecia um gigantesco pensamento de um grande matemático.
O
argumento cosmológico vem do termo cosmos, que significa o universo e é desse
termo que obtemos nossa palavra cosmética. Significa algo que está bem ordenado
e belo. E existe tanta coisa que evidencia ordem, que seria impossível fazer
uma lista de todas elas. A física quântica já demonstrou que, a nível de
partículas subatómicas, existe um impulso irresistível por parte dos electrons
para a simetria e que há um admirável aspecto "cosmético", isto é, de
beleza do universo. Um autor disse que a natureza é um grande arquitecto, dando
a entender que a natureza é Deus. E é também grande astrónomo, grande químico,
fisiologista, psicólogo e matemático, demonstrando um incrível conhecimento dos
fatos das várias ciências da humanidade, as quais dizem exactamente a mesma
coisa.
Existe
também o argumento teleológico. A palavra grega teleíos significa fim,
finalidade; teleologia é aquele conceito filosófico que observa que no universo
as coisas foram preparadas com um determinado propósito, para uma finalidade.
Os ateus e evolucionistas (eles são quase invariavelmente os mesmos) detestam
as palavras propósito e teleologia, porque eles acreditam que o mundo não tem
propósito. Eles acreditam que é tudo um acidente gigantesco, simplesmente uma
arrumação de átomos que aconteceu se juntarem por acaso. Embora as pessoas
possam dizer que as coisas existam de uma forma incrivelmente complexa e que
isso é a única razão por que estamos aqui, é difícil para a mente humana desconsiderar
a fantástica quantidade de evidências de que alguém tem estado a providenciar
nosso bem-estar.
Consideremos
a massa e o tamanho do planeta em que fomos colocados. São o tamanho e massa
exactamente certos. O Dr. Wallace diz que se a terra fosse dez por cento maior
ou dez por cento menor, a vida seria impossível sobre a face da terra. Além
disso, também a distância do sol é a distância certa, pois é por isso que
recebemos a quantidade certa de luz e de calor. Se estivéssemos mais afastados
iríamos congelar-nos e se estivéssemos mais perto (como Vénus ou Mercúrio) não
sobreviveríamos. Consideremos a inclinação do eixo da terra. Nenhum outro
planeta tem seu eixo inclinado assim - 23 graus. Esse ângulo dá condições para
que todas as partes da terra sejam lentamente atingidas pelos raios solares,
como um frango que está sendo assado numa churrasqueira. Se não houvesse essa
inclinação no eixo terrestre os pólos acumulariam uma imensa massa de gelo e as
partes centrais, expostas continuamente ao sol, seriam quentes demais.
Outro
aspecto surpreendente do nosso relacionamento no sistema solar é a existência
da lua. Muitas pessoas não reconhecem o fato de que sem a lua seria impossível
viver neste planeta.. Se alguém conseguisse arrancar a lua de sua órbita, toda
a vida cessaria em nosso planeta. Deus nos deu a lua como uma criada para
limpar o oceano e as praias de todos os continentes. Sem as marés originadas
por causa da lua, todas as baías e praias se tornariam em poços fétidos de lixo
e seria impossível viver perto delas. Devido às marés, ondas contínuas se
quebram sobre as praias, promovendo a aeração dos oceanos da terra, provendo de
oxigénio as águas para a sobrevivência do plâncton, que é a base da cadeia de
alimentos do mundo. Sem o plâncton não haveria oxigénio e o homem não poderia
viver sobre a face da terra. Deus fez a lua do tamanho certo e a colocou à
distância exacta da terra para realizar essas outras numerosas funções.
Existe
também a maravilha da atmosfera terrestre. Vivemos sob um imenso oceano de ar -
78% de nitrogénio, 21% de oxigénio e mais 1% constituído de quase uma dúzia de
outros elementos. Os estudos espectrográficos de outros planetas dos sistemas
estelares do universo demonstram que não existe outra atmosfera, nenhuma parte
do universo conhecido que seja feita desses mesmos ingredientes, nada com uma
composição parecida. Esses elementos não estão combinados quimicamente, mas são
misturados mecanicamente de modo contínuo, pelo efeito tipo maré causado pela
movimentação da lua. É o mesmo efeito causado nas águas dos mares e quase
sempre a mesma quantidade de oxigénio. Embora o homem descarregue uma tremenda
quantidade de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, isso é absorvido pelos
oceanos e o homem pode assim continuar vivendo neste planeta. Se a atmosfera
não fosse tão espessa ou alta como ela é, nós seríamos esmagados pelos biliões
de pedaços do lixo cósmico e de meteoritos que caem continuamente sobre nosso
planeta.
Consideremos
também o fantástico ciclo do nitrogénio. O nitrogénio é um elemento
extremamente inerte - se não fosse, nós seríamos todos envenenados por diversos
compostos de nitrogénio. No entanto, por ser ele inerte, é impossível
combiná-lo naturalmente com outros elementos. O nitrogénio é de vital
importância para as plantas sobre a terra. Como é que Deus faz para transferir
o nitrogénio do ar para o solo? Ele usa os relâmpagos! Cerca de cem mil raios
ferem o solo diariamente, criando anualmente cem milhões de toneladas de
nitrogénio útil como alimento das plantas.
A 60
quilómetros de altura existe uma camada fina do ozónio. Se essa camada fosse
comprimida, seria reduzida a uns seis milímetros de espessura, e no entanto sem
ela não haveria vida sobre a face da terra. Oito tipos de raios mortíferos caem
sobre a terra continuamente, provenientes do sol; sem essa camada de ozónio,
nós seríamos queimados, ficaríamos cegos, seríamos torrados em um ou dois dias.
Os raios ultra-violetas são de duas qualidades: os raios mais longos, que são
letais, são rechaçados, e os raios mais curtos, que são necessários à vida na
terra, são admitidos pela capa de ozónio. E além disso, a camada de ozónio
permite a passagem do mais mortífero dos raios, mas em quantidade mínima,
apenas o suficiente para matar as algas verdes, que de outra forma cresceriam e
encheriam os lagos, rios e oceanos do mundo.
Quão
pouco reconhecemos o que Deus está continuamente fazendo para nos prover a
existência. Podemos ver que vivemos sob a cobertura de uma fina camada de
ozónio que nos protege de um bombardeio de raios que não vemos, mas que
constantemente caem sobre nossas cabeças. Debaixo de nossos pés existe uma fina
crosta de rocha, mais fina que a casca da maçã, comparativamente. Sob essa
camada está a lava derretida que forma o núcleo do nosso planeta. Assim é que o
homem vive entre os ardentes e enegrecedores raios em cima e a lava derretida
em baixo: qualquer um dos dois seria capaz de torrá-lo. Mesmo assim o homem
vive totalmente alheio ao fato de que Deus arranjou as coisas de modo a ser
possível ao homem viver neste mundo.
Temos
também a maravilha da água. Em lugar nenhum no universo, encontramos água em
quantidade, como encontramos na terra. Água, o elemento deslumbrante solvente,
dissolve quase tudo sobre a face da terra, menos aquelas coisas que sustentam a
vida. Esse líquido maravilhoso existe como gelo, quebra rochas e produz solo.
Sob a forma de neve, a água armazena-se nos vales. Como chuva, molha e limpa a
terra. Como vapor, fornece humidade para a maioria das terras aráveis. Ela
existe como uma cobertura para a terra, na quantidade exacta. Se tivéssemos
nuvens como Vénus, a terra não poderia existir. Mas nós temos invariavelmente
50% da superfície da terra coberta por nuvens em qualquer momento, o que nos
permite receber a quantidade certa de luz solar. Como vapor, a água movimenta
poderoso maquinário que existe no planeta. Além do bismuto, é o único líquido
que é mais pesado a 4ºC do que quando está congelado. E se não fosse assim, não
haveria vida sobre a terra, pois congelada ela é mais leve e flutua. Se não
fosse assim, os lagos e rios se congelariam de baixo para cima, matando os
peixes. As algas seriam destruídas e nossa fonte de oxigénio cessaria - a
humanidade morreria.
Até
mesmo a poeira tem uma incrível função em favor da humanidade. Se não fosse a
poeira, jamais veríamos um céu azul. A 27 quilómetros de altura não há mais
poeira da terra e o céu é sempre negro. Nos seres humanos há muitas coisas que
nos dizem que fomos criados por Deus. Nossa vida se baseia no sangue que corre
em nossas veias. O maravilhoso glóbulo vermelho, criado na medula óssea,
desprende o seu núcleo quando atinge a corrente sanguínea. Para qualquer outra
célula isso significaria a morte, algo como retirar o coração do homem. O
glóbulo vermelho tem a forma semelhante a um pneu, ou a uma rosquinha, com uma
ténue membrana a atravessar-lhe o vão interno. Sem seu núcleo ele é capaz de
carregar mais oxigénio para o corpo, devido a essa membrana e à sua forma. Se
ele tivesse a forma das demais células, seria necessária uma quantidade nove
vezes maior para prover oxigénio para o corpo humano.
Temos a
maravilha das maravilhas: o olho humano! como pode alguém observar o olho
humano e admitir que ele surgiu por acaso? Os evolucionistas nos dizem que onde
houver uma necessidade a natureza vai providenciar o que é necessário. Você
pode imaginar que nós precisávamos da visão? Ninguém nunca tinha visto nada,
mas havia necessidade de se ver alguma coisa. Então a natureza criou o olho.
Imagine, criou dois olhos no plano horizontal, de tal modo que não apenas
podemos ver, mas temos também um telémetro que determina as distâncias. Você já
imaginou o que acontece com sua lágrimas que continuamente flúem pelo seu olho?
O Dr. William Paley escreveu uma obra clássica intitulada Teologia Natural, na
qual ele discute o olho. "A fim de conservar o olho humedecido e limpo -
qualidades necessárias ao seu brilho e para sua utilização - ele é lavado
constantemente por meio de uma secreção destinada a esse fim; e a salmoura
excedente é levada para o nariz, através de uma perfuração no osso, da grossura
de uma pena de ganso. Quando a secreção chega ao nariz, ela se espalha sobre a
superfície interna da cavidade nasal e é evaporada pela passagem do ar quente
que o curso da respiração lança continuamente sobre ela... É fácil perceber-se
que o olho deve precisar de humidade; mas poderia essa necessidade do olho
gerar a glândula que produz a lágrima, ou cavar o orifício por onde ela é
descarregada - um "buraco nosso?" Que o ateu ou o evolucionista nos
diga quem cavou o buraco nosso e colocou ali o encanamento para dispersão de
nossas lágrimas. Sir Charles Scott Sherrington, famoso fisiologista inglês de
Oxford, que escreveu uma obra clássica sobre o olho, disse: "Por trás do
intrincado mecanismo do olho humano há vislumbres assombrosos de um
plano-mestre." Quando confrontado com a escuridão, o olho humano aumenta
cem mil vezes a sua capacidade ver. A câmara mais admirável jamais feita nem
sequer vagamente se aproxima de uma coisa tal, mas o olho humano faz isso
automaticamente. Além disso, o olho humano encontra o objecto que
"ele" quer ver e o focaliza automaticamente. Ele se alonga e se
comprime a si mesmo. Ambos os olhos se movimentando juntos tomam ângulos
diferentes para se fixarem naquilo que se há de ver. Quando o olho estava
pronto para criar-se a si mesmo, teve também a previsão de proteger-se e
construiu-se debaixo da saliência óssea, e também providenciou um nariz sobre o
qual poderiam ser pendurados os óculos, de que a maioria de nós precisa. E providenciou
também uma maneira de poder se fechar, afim de se proteger contra objectos
estranhos.
Finalmente,
poderíamos mencionar a incrível mente humana. Sir Henry Fairfield Osborn, o
famoso antropologista moderno, disse: "Para mim, o cérebro humano é o mais
maravilhoso e misterioso objecto de todo o universo." Pesando apenas cerca
de um quilo e meio, ele é capaz de fazer o que 500 toneladas de equipamentos
eléctricos e electrónicos não podem fazer. Contendo cerca de 10 a 15 biliões de
neurónios, cada um deles um organismo vivo em si mesmo, ele realiza façanhas
que intrigam a própria mente." O Dr. H. M. Morris disse: "Portanto,
os homens que rejeitam ou ignoram a Deus o fazem não porque a ciência ou a
razão requeira que o façam, mas pura e simplesmente porque querem
fazê-lo."
As
Escrituras dizem: "E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus,
Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado..." (Romanos
1:28).
Não
apenas estas são razões convincentes para se crer na existência de Deus, mas eu
creio em Deus porque creio em Jesus Cristo. As profecias, seu nascimento, vida
e milagres, seus ensinos, sua morte e ressurreição e a realização contínua
daquelas coisas que ele disse que faria me convencem que Deus vive e que viveu
em Jesus Cristo, e mais ainda: que agora mesmo pode transformar pessoas.
No seu
best-seller Through the Valley of the Kway, Erneste Gordon fala de soldados
americanos capturados pelos japoneses na Península de Malaca, que foram
torturados e submetidos à fome. Eles se tornaram um grupo de animais que se
arranhavam uns aos outros. Finalmente as coisas ficaram tão ruins que lhes
decidiram começar a ler o Novo Testamento.
Ernest
Gordon, que tinha grau universitário, leu para eles o Novo Testamento e esses
homens se converteram ao Deus vivo, por meio de Jesus Cristo. Essa comunidade
de animais se transformou numa comunidade de amor, porque Deus vive e ele vive
em Jesus Cristo. E Cristo está pronto a viver no coração daqueles que confiam
nele. Essa alegria, essa paz, essa vida transformada e essa segurança de vida
eterna é o que Cristo oferece àqueles que puserem sua confiança na sua morte
vicária. O que tem o incrédulo a oferecer? Um desses incrédulos, W. O.
Saunders, escreveu na revista American Magazine:
"Eu
quero lhes apresentar uma as pessoas mais solitárias e infelizes do mundo. Eu
estou falando a respeito do homem que não acredita em Deus. Eu posso
apresentar-lhes um homem assim porque eu sou um deles, e me apresentando vocês
estarão sendo apresentados ao agnóstico, ao céptico de sua própria vizinhança,
porque ele está em toda parte. Você vai se surpreender com o fato de que o
agnóstico inveja a sua fé em Deus, a sua crença nos céus e na vida futura, e
sua abençoada certeza de encontrar-se com seus amados numa vida em que não existirão
tristeza e dor. Ele daria tudo para possuir uma fé assim e ser confortado por
ela. Para ele só existe a sepultura; a única coisa que permanece é a matéria.
Depois da sepultura, a única coisa que ele vê é a desintegração do protoplasma
e de sua vida psíquica. Mas nessa visão materialista eu não encontro nem êxtase
nem felicidade."
O
agnóstico pode enfrentar a vida com um sorriso ou com uma atitude heróica. Ele
pode apresentar uma fachada de coragem, mas ele não é feliz. Pode pôr-se em
espanto ou reverência diante da vastidão e majestade do universo, sem saber a
origem de si mesmo e nem por que veio a este mundo. Ele fica consternado diante
do espaço estupendo e do tempo infinito, sente-se humilhado por sua pequenez
infinita, é conhecedor de sua fragilidade, fraqueza e brevidade. Certamente
algumas vezes ele suspira por um cajado em que se apoiar. Ele também carrega
uma cruz. Para ele este mundo é uma jangada manhosa à deriva nas insondáveis
águas da eternidade, sem horizonte à vista. Seu coração dói por cada vida
preciosa embarcada nessa jangada - vagando, vagando, vagando, ninguém sabe para
onde."
Eu creio
em Deus. No entanto, crer nele não é suficiente, pois até o Diabo crê em Deus e
estremece. É preciso não apenas crer que Deus existe, mas também crer que ele
se encarnou em Jesus e que morreu por nossos pecados. Precisamos crer e nos
arrepender de nossos pecados e nos lançar aos pés de Jesus. Precisamos confiar
em Jesus, na sua morte vicária pela nossa salvação. Se não fizemos isso,
teremos que enfrentá-lo como Juiz na sua ira, naquele grande dia. Eu creio
n’Ele e sei que ele está vivo. Ele vive em meu coração e já me garantiu a
certeza de que viverei com ele para sempre. É meu desejo sincero que essa mesma
certeza possa ser sua, se é que você ainda não a possui. Você já confia nele?
Espero
que possamos reflectir sobre tudo que foi dito sobre a Pessoa de Deus e sobre
os testemunhos daqueles que já tem um compromisso sério com Ele.
Raul Kieselbach
Estudante de medicina da Universidade
Federal de Santa Catarina
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