Índice:
Compreendendo e alcançando os jovens sem
igreja
O desânimo tem sido
uma tremenda arma eficaz que o diabo tem utilizado para neutralizar os crentes.
O desânimo, ou
desfalecimento, pode acontecer fisicamente, como vemos em Mat. 15.32: «...
não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho». Segundo
Gálatas 6.9, também pode acontecer psicologicamente, «E não nos cansemos de
fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido».
Pode-se ainda desfalecer na luta contra o pecado, «Considerai, pois, aquele
que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não
enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos», ou sob a mão correctiva de
Deus, «E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos:
Filho meu, não desprezes a correcção do Senhor e não desmaies quando, por ele,
fores repreendido».
Visto que todo nós corremos, permanentemente, sérios riscos de sucumbirmos a esta ameaça, necessitamos de nos preparar para nos tornarmos imunes a ela.
A oração
contínua é o escudo eficaz para esta arma, «... contou-lhes também
uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer» (Luc. 18.1).
É assim que se espera no Senhor e não se perde o ânimo (Sal. 27.14; cf. Isa.
40.31), e se cultiva a paciência que vence o desânimo (Gál. 6.9).
Nunca decerto vimos
alguém que orasse continuamente e estivesse desanimado. A postura
do nosso Salvador no jardim do Getsêmani é o corolário expoente do que acabámos
de dizer.
E saibamos que
podemos ir mais adiante!
«Rogamo-vos
também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco
ânimo, sustenteis os fracos e sejais pacientes para com todos» (I
Tes. 5.14).
Como?
«Orai sem cessar»
(ver. 17).
C.M.O.
COMPREENDENDO
E ALCANÇANDO OS JOVENS SEM IGREJA
O seguinte artigo é uma parte do treino que Jonathan dá às
igrejas e líderes de jovens nos Estados Unidos.
O Burger King perto de minha casa foi
simplesmente à falência. Sempre que eu lá ia, as pessoas por detrás do balcão
eram sempre incorrectas e só se importavam consigo mesmas. Muitas vezes, quando
eu tentava pedir o meu menu nº 3 sem pickles, o caixa virava costas e começava
a discutir com o “rapaz das batatas”. Muitas vezes os clientes ficavam à espera
para serem servidos, enquanto o gerente resolvia o problema de horários mais
recente, ou mesmo uma luta de empregados. Bem, não faltou
muito para que fossem à falência.
E eu sei porquê.
Eles esqueceram porque é que estavam lá.
Esqueceram-se que a principal razão para uma cadeia de lojas de fast-food
existir, não é estar preocupado com o que se passa por detrás do balcão. A
principal razão por que existem, é para fornecer comida às pessoas que lá vão,
do outro lado do balcão.
Tristemente, isto também pode ser verdade na
igreja hoje. Distraímo-nos tanto com o que se passa dentro das paredes da
igreja, pastoreando os nossos ... que nos esquecemos das pessoas que estão
fora. Esquecemo-nos que uma das principais razões para a qual existimos neste
planeta é “ir e fazer discípulos de todas as nações”, como embaixadores da
parte de Cristo.
Então como alcançamos aqueles que não vêm para
dentro das paredes da igreja? Como alcançamos os que “estão do lado fora”? Ou
mais especificamente, como líderes de jovens, como alcançamos os jovens “sem
igreja”?
Antes de os alcançarmos, precisamos de os
compreender.
Compreendendo os sem igreja
1. O
adolescente “sem igreja”, crê que todas as fés religiosas têm valor. A
nossa sociedade criou uma geração que é “tolerante” a todas as crenças, e
consequentemente uma geração que não consegue compreender porque todos os
caminhos não levam a Deus. “Porque é que o Scott e a Reza não podem os dois
estar certos? Eles são ambos pessoas fixes!”
Muitos adolescentes hoje tornaram-se
universalistas. Por exemplo, 30 % dos adolescentes crêem que as religiões na
prática estão todas a orar ao mesmo Deus, apenas usando nomes diferentes para
Deus (1999) *
Os exemplos que os adolescentes seguem têm
opiniões semelhantes. A actriz Kirsten Dunst que participou no filme Spiderman
(O Homem Aranha) disse “Eu penso que
muitas pessoas estão a perder a sua religião. Definitivamente. Mesmo eu, sei
que enquanto crescia, costumava ir à igreja todos os Domingos, e agora é só nos
feriados especiais. Mas eu penso que enquanto tivermos a nossa própria crença,
mesmo que seja meditação – qualquer coisa que te ajude a concentrar na vida, é
bom. Se eu oro? Sim,
claro que sim.” – Actriz Kirsten Dunst, Rolling Stone, 23 de Maio de 2002, p.
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2. O
adolescente “sem igreja” é altamente espiritual, mas não quer algo a controlar
a sua vida!
Os crentes do presente assumem incorrectamente
que as pessoas “sem igreja” devem ser ateus. Mas na realidade, a maioria das
pessoas é muito espiritual, mas não pretendem deixar de controlar as suas
próprias vidas. Alguns jovens pensam “Eu creio em Deus – Acho que um deus não
se importa que eu durma com a minha namorada!”
George Barna, em 26 de Agosto de 2002 no seu “Barna
Update”, refere que os Estados Unidos “são uma nação em que a maioria das
pessoas se chama a si própria “profundamente espiritual” e onde 4 em 5 adultos
dizem que a sua fé religiosa é uma parte muito importante de suas vidas.
Mas, no total, 83% dos adolescente crê que a
verdade moral depende das circunstâncias, e só 6% crê que a verdade moral é
absoluta. (2001) Só 13 % dos Americanos ainda acredita nos 10 Mandamentos. E só
7% dos adolescentes diz que as suas escolhas morais baseiam-se em princípios
bíblicos.
Os exemplos que os jovens seguem, também são
muito claros sobre este assunto:
“A minha avó é muito religiosa, e eu fui à
Catequese. Mas eu agora sou tipo ex-Católico. Sou uma pessoa muito espiritual,
mas tenho muito pouca religião.” – Actor Josh Harnett respondendo a uma questão
sobre religião para a revista YM, Junho 2002, p. 111.
“Eu ainda vejo o hip-hop como uma
religião, mas mais algo do tipo Budista, e não algo extremista e
fundamentalista. É uma lente pela qual eu vejo todas as coisas: culturalmente,
politicamente, ideologicamente...” – monge Hip-hop Josh
Davis, conhecido como DJ Shadow, Spin, Julho 2002, p. 97.
“Eu adoro Deus. Religião e adoração são 2
coisas diferentes para mim. Religião é seguir o livro. Eu creio que muitas
pessoas confiam no texto: OK, ele diz para fazeres isto e diz para fazeres
aquilo, pois se fizeres isto, isto, e aquilo, então eu posso sair e fazer o que
me apetecer, mesmo que seja errado, porque eu fiz isto, isto e aquilo. Deus é o
meu melhor amigo. Eu falo com Deus todos os dias. E ninguém me pode dizer como
falar com Deus, nenhum sacerdote maometano, nenhum padre, nem rabi, nem
pastor.” – Artista Hip-hop Eve, revista Complex, edição de
Setembro/Outubro 2002, p. 94.
3. Os
jovens “sem igreja” não sabem o que é o Cristianismo.
Dois em cada três (67%) adultos “sem igreja”,
chamam-se a eles próprios de Cristãos (2000). Mas 46% dos “sem igreja” nem
sequer sabem porque celebramos a Páscoa. Quando ouvimos alguém dizer que é
Cristão, assumimos que eles examinaram a fé cristã. Assumimos que entregaram
sua vida a Jesus, o único caminho para Deus.
A maioria dos “sem igreja” vêem hoje o
Cristianismo como uma herança, e não como um relacionamento com Deus. Eu falava
com um estudante descrente em sua casa, quando a palavra “Cristão” surgiu no
meio da conversa. Ele respondeu rapidamente, “Oh, eu sou um Cristão.” E eu
perguntei, “Ainda bem, e quando é que te tornaste um Cristão?” Ele olhou para
mim confuso, e gritou para a sua avó no outro quarto, “Vovó, eu sou um
Cristão?”. Ela gritou de volta, “Não! És Presbiteriano!”
Muitos jovens “sem igreja” não sabem o que
são. Só sabem que são o que suas mães lhes disserem que são.
· 64%
dos adultos (nos Estados Unidos) “sem igreja” crê que uma boa pessoa pode
ganhar o seu lugar no Céu. (2000) *
· Três
em cada cinco adolescentes nos Estados Unidos (61%) crê que “se uma pessoa é
boa na generalidade, ou faz coisas boas pelos outros, em número suficiente
durante a sua vida, pode ganhar o seu lugar no Céu (2000).*
· Em
1999, 82% dos adolescentes nos Estados Unidos diziam-se Cristãos. *
4. Os adolescente “sem igreja” não sabem no
que crêem.
A Britney Spears disse à revista alemã “Cinema”
que tem uma noção clara de Deus. No grande além, “todos estão em paz e felizes,
e todos saltam de nuvem em nuvem. No céu tu podes ver os teus avós e ver todas
as pessoas que amaste. E um velho homem com uma longa barba branca, que passeia
por lá - esse é Deus.”
Eu nunca esquecerei uma conversa que tive com
um universitário chamado “Tiago”. Tiago sempre pôs em questão
Jesus ser o único caminho. Ele tentava perturbar-me, pondo em questão a minha
fé, e quando lhe perguntei, “Tiago, e tu, em que crês?”, ele parou por um
momento e pensou. Depois começou a deitar
para fora as suas crenças, muito atrapalhadamente. “Eu penso que há algo – como
um vapor ou qualquer coisa – que controla tudo. Este vapor é poderoso, mas
deixa-nos fazer o que quisermos. Ele não se importa se fazemos mal ou não – mas
pode-nos ajudar se nós quisermos. Mas também... Acho que vê quem é bom...
mas... sabes... “ e depois parou, totalmente confuso e disse, “Não soa isto
estúpido?”
51% dos americanos não tem filosofia de vida.
Os “sem igreja” com que trabalhamos podem parecer seguros de que não querem
Jesus, mas na verdade eles não sabem o que querem. Eles só querem algo que
preencha o vazio que sentem. *
5. O adolescente “sem igreja” procura algo que
preencha o vazio que sente.
Anos atrás, Madonna disse o seguinte numa
entrevista: “Eu tenho uma vontade férrea, e toda a minha vontade tem sido
sempre devotada em conquistar alguns sentimentos terríveis de imperfeição Estou
sempre a lutar com esse medo. Eu ultrapasso um desses momentos, e descubro-me
como sendo alguém com valor, e depois passo por outra fase em que penso que sou
medíocre, desinteressante e sem valor, e tenho que encontrar de novo uma forma
de me libertar desses sentimentos, vezes e vezes sem conta. O que me conduz na
vida é este sentimento horrível de me sentir imperfeita e medíocre, e ele está
sempre a puxar por mim, mais e mais. Porque, apesar de eu me ter tornado
alguém, continuo a ter que provar que sou ALGUÉM. A minha luta não tem fim, e
provavelmente nunca terá mesmo.”
Os “sem igreja” procuram algo. Eles procuram
respostas, mas acham que a igreja não as tem.
O cantor Boy George disse, “No Domingo
presenciei o baptismo do meu afilhado Michael, e ele estava nervoso como
qualquer outro. O pregador era um homem amável muito bem vestido, mas fiquei
totalmente confuso logo que ele subiu ao púlpito. A maioria de nós só vai à
igreja nos casamentos e funerais, por isso seguir o Livro é inútil... e qual é
a ideia de insistir no pecado, se a maioria de nós está destinada à condenação
eterna? Isto não atrai as pessoas ao Cristianismo; só as faz sentir hipócritas.
Pior ainda são os hinos extremamente depressivos. Eu gostava de ver música ao
vivo, guitarras acústicas e percussão. A igreja devia ser uma experiência
alegre e libertadora – precisa desesperadamente de uma operação plástica,
porque ela é o teatro de Deus na terra, e devia estar a atrair as pessoas. Amén.” – Boy George, Daily Mail
de Londres, 23 Feb., 2000.
Os “sem igreja” concordam unanimemente que a
igreja não é sensível às suas necessidades. Nós temos o que eles querem, a
única coisa que pode preencher o seu vazio – um relacionamento pessoal com
Jesus Cristo. Mas como é que eles o vão receber?
4 coisas essenciais para alcançar os
adolescentes “sem igreja”:
1. Mantermo-nos
actualizados
Se queremos alcançar os “sem igreja”, temos
que saber o que os estudantes estão a passar. Quer dizer que temos que comprar
o último cd do Eminem? Não, mas é bom estar a par do que os estudante
andam a ver, a ouvir, o que querem, com que lutam e o que os envolve
actualmente.
O apóstolo Paulo era um grande modelo de
alguém que alcançava os “sem igreja”. Ele estava atento ao que interessava à
sua audiência. Em Actos 17:25-26 ele diz, “passando eu e vendo os vossos
santuários, achei também, um altar em que estava escrito: Ao Deus Desconhecido.
Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. (24) O
Deus que fez o mundo, e tudo que nela há, sendo Senhor do céu e da terra, não
habita em templos feitos por mãos de homens; (25) Nem tão-pouco é servido por
mãos de homens, como que por necessidade de alguma coisa; pois ele mesmo é quem
dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas.”
Como podemos mantermo-nos actuais e não ser
corrompidos com isso? Boa questão. Felizmente, há irmãos em Cristo cujos
ministérios tem por objectivo ajudar-nos a mantermo-nos actuais. Visitem estes
sites de alguns ministérios que ajudam a mantermo-nos informados sobre os
adolescentes:
· http://www.cpyu.org
· http://www.almenconi.com
· http://www.trueliesyouthtalks.com
· http://www.barna.org
É a melhor forma de nos mantermos
actualizados...
2. Mantermo-nos
ligados
A melhor forma de mantermo-nos actuais é
estarmos ligados aos estudantes “sem igreja”. Estar ligado é simplesmente ir
onde os “sem igreja” vão. Eu descobri que visitar um campus
universitário é um dos melhores lugares onde se pode ir, para fazer isto.
Admito, agora, que pode ser um pouco intimidante ao princípio. É difícil
caminhar em direcção a um campus universitário com a interrogação se
algum estudante quererá falar contigo. O meu amigo Rob conduz um ministério num
campus universitário que alcança jovens estudantes, e visita o campus
duas vezes por semana. Ele conta que muitas vezes encontra um estudante que
conhece, vai de encontro aos amigos desse estudante e apresenta-se a si
próprio, “Viva! Eu sou agente do serviço de liberdade condicional, e sou
responsável pelo João. Preciso dos vossos nomes!”. Ele diz que quebra sempre o
gelo muito bem.
Outras formas de nos ligarmos com os “sem
igreja” é:
· Ir
a jogos de futebol, basquetebol, etc, de adolescentes
· Treinar
jovens num desporto
· Ser
um contínuo num campus universitário
· Visitar
jovens na prisão
· Visitar
lares
Alcançar os “sem igreja” significa procurar
conhecer as pessoas “sem igreja”.
3. Mantermo-nos
criativos
Kurt Johnston, de Saddleback, disse algo que
gostei particularmente, nas minhas entrevistas a ministérios que estão
precisamente a alcançar os “sem igreja”. Ele disse, “O que nós combinamos com
os estudantes é o seguinte: Se tomardes o risco e partilhardes Cristo e
convidardes um amigo para vir à igreja, nós damo-vos a certeza de que estaremos
ao vosso lado... ficareis contentes por terdes tomado o risco.”
Programar é importante. A maioria dos
estudantes “sem igreja” não vai querer ir a um lugar onde sente que não
pertence, ou se vai sentir profundamente aborrecido! Programação criativa,
eventos, discussões, e ensino podem fazer a diferença num ministério que
pretende alcançar os jovens. Como é que eles vão ouvir o Evangelho se não
conseguimos obter a sua atenção?
Por isso é que lideres de jovens estão sempre
à procura de recursos que possam usar. Por isso é que dedicámos o nosso site, a
ajudar pessoas que trabalham com jovens a alcançar os jovens, fornecendo-lhes
recursos para os ajudar.
4. Mantermo-nos
limpos
Lembro-me de uma série de cartoons que
aparecia no jornal de domingo. Gosto muito de um que tinha como título “Como os
pássaros vêem os humanos”. O desenho é do ponto de vista de um pássaro a olhar
para baixo, para os humanos. Cada humano tinha um grande alvo nas suas cabeças!
Acho que é assim que Satanás vê as pessoas que
trabalham com jovens. Há grandes alvos desenhados em nós – porque ele sabe que
se puder levar-nos a cair – pode trazer milhares de jovens juntamente connosco.
Identificarmo-nos e procurarmos compreender os adolescentes “sem igreja” não implica
vendermo-nos! Não quer dizer que tenhamos que começar a ver a MTV, a
cantar as suas músicas enquanto conduzimos os nossos carros, ou deixar escapar
um pouco de linguagem imprópria de vez em quando, ou deixar o nosso humor
descer ao nível dos jovens que pretendemos alcançar. Amar os jovens não implica
descer ao seu nível. Significa amá-los por aquilo que são, mas amá-los ainda
mais para não os deixarmos tal como estão.
Não tenhas medo de falar de Jesus. Não temas
que eles vejam Cristo em ti, nas tuas palavras e na forma como tratas os
outros. Lembra-te de 1ª de Pedro 3:15-16, “Antes santificai a Cristo, como
Senhor, nos vossos corações; e estai sempre preparados para responder, com
mansidão e temor, a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós;
(16) Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como
de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em
Cristo.”
Como podemos dar uma resposta aos jovens que
perguntam sobre a Esperança que vêem em nossas vidas... se eles não a puderem
ver? Tens o privilégio e a responsabilidade incríveis de representar Cristo e
fazer a diferença nas vidas dos jovens “sem igreja”. E tu podes ser muito bem a
única imagem que certos jovens terão de Cristo por toda a vida.
As fontes de muita da estatística e factos
culturais dos jovens foram obtidos em:
· http://www.cpyu.org
· http://www.barna.org
· http://www.parable.com/parable/item-0310375614.htm
Recomendamos que leia o
livro de Lee Strobel, Como Alcançar os que Evitam Deus e a Igreja.
A entrevistas que referimos neste artigo, que fizemos a
ministérios que se dedicam a alcançar jovens, podem ser encontradas em
· http://www.thesourcefym.com/howdoi/howothersreach.asp
Conta-se
que certo homem perguntou a um Rei oriental como podia evitar a tentação.
O
Rei mandou-lhe que enchesse uma vasilha com azeite e a levasse pelas ruas da cidade
sem entornar nem uma gota.
-«Se
uma gota cair», disse o rei, «ser-lhe-á cortada a cabeça». E mandou dois
carrascos que fossem atrás dele, com as espadas prontas para cumprirem as suas
ordens. -
Aconteceu que na
povoação havia, uma feira, e as ruas estavam repletas de gente. Porém o homem
andou com o maior cuidado, e voltou para junto do rei sem ter entornado nem uma
gota de azeite!
Então
o rei perguntou-lhe:
«Viste
alguém enquanto andavas pelas ruas ?»
«Não»
disse o homem. «Pensava só no azeite; não reparei em mais coisa alguma.»
«Assim» disse o rei «aprendeste como podes evitar a tentação. Põe o teu
pensamento tão fixamente em Deus como o puseste no azeite, e nunca serás
tentado a pecar»".
Certa noite, após ter
concluído o meu último culto, às dez horas, um pobre homem veio pedir-me que
fosse orar pela esposa, dizendo que estava moribunda. Concordei de imediato, e
a caminho da casa dele perguntei-lhe por que não chamara o padre, posto que o sotaque
dele me indicava que era um irlandês. Segundo explicou, assim o fizera, mas o
padre se recusara a vir sem o pagamento adiantado de dezoito pence, que
o homem não possuía, porquanto a família estava a passar fome. Imediatamente
ocorreu-me que todo o dinheiro que eu tinha neste mundo era uma solitária moeda
de meia coroa; além disso, ainda que me esperasse em casa a tigela em que eu
usualmente ia buscar o meu jantar, e mesmo apesar de haver o suficiente para
meu desjejum na manhã seguinte, nada me restava para almoçar no outro dia.
O homem levou-me por um
miserável lance de escada até um destroçado quarto; e que visão se
apresentou perante os nossos olhos! “Ah!”, pensei eu, “se eu tivesse dois xelins
e seis pence, em vez de meia coroa, quão alegremente eu lhes daria um xelim
e seis pence!”
Todavia, uma desgraçada
incredulidade impediu-me de obedecer ao impulso de aliviar a
aflição deles ao custo de tudo quanto eu possuía.
“O senhor pediu-me
que viesse e orasse pela sua esposa”, disse eu ao homem.
“Ajoelhemo-nos e oremos”. E ajoelhamo-nos. Mas, nem bem eu abrira os meus
lábios dizendo “Nosso Pai, que estás no céu”, a consciência acusou-me: “Ousas
zombar de Deus? Tens a coragem de te ajoelhares e de chamares a Deus de Pai,
tendo meia coroa no bolso?”
Tal foi o
conflito que me assaltou, que nunca antes nem depois
experimentei igual. Como consegui terminar aquela forma de oração, não sei; nem
sei dizer se as palavras tinham nexo ou não; contudo, levantei-me dali com
profunda angústia mental.
O pobre pai voltou-se
para mim e disse: “O senhor está a ver a triste condição em que nos achamos; se
pode ajudar-nos, ajude-nos pelo amor de Deus!”
Foi nesse momento que
brilharam na minha mente as palavras: “Dá-lhe o que te pede”. Enfiei a mão no bolso e retirei lentamente
dali a moeda de meia coroa. Entreguei-a ao homem, dizendo-lhe que aquilo que eu
procurava dizer-lhe era realmente verdade – que Deus é mesmo um Pai, e que se
pode confiar n’Ele. A alegria voltou completa ao meu coração. Dali por diante
pude declarar toda a verdade com autêntico sentimento, e o empecilho para
a bênção desaparecera – desaparecera para sempre, conforme confio.
Lembro-me bem de como
naquela noite, quando me dirigia para casa, o meu
coração sentia-se tão leve quanto o meu bolso. Quando tomei a minha tigela de
mingau, antes de retirar-me para o meu quarto, não
a trocaria nem pelo banquete de um príncipe. Ao ajoelhar-me ao lado de
meu leito, lembrei o Senhor, pela sua própria Palavra, que aquele que dá ao pobre
empresta ao Senhor: roguei- Lhe que o meu empréstimo não fosse por muito tempo,
pois doutro modo eu não teria o que almoçar no dia seguinte; então, sentindo
paz interior e gozando de tranquilidade, passei uma feliz noite de descanso.
Na manhã seguinte, a
minha tigela de mingau não faltou. Antes de
terminá-la, ouviu-se o carteiro que batia à porta, e pouco depois a
proprietária da pensão veio entregar-me um envelope, com a mão molhada coberta
pelo avental. Pus-me a olhar para o envelope, mas não pude atinar de quem era a
letra. Era a caligrafia de um estranho, ou uma caligrafia disfarçada, e o
carimbo do correio estava borrado. De onde viera, eu não sabia dizer. Ao abrir
o envelope, nada encontrei escrito; porém, dentro da folha de
papel em branco havia um par de luvas. E, ao abri-las, para minha
surpresa caiu meio soberano. “Louvado seja o Senhor!”
exclamei. “Quatrocentos por cento por um empréstimo de doze horas, é um óptimo
lucro. Quão satisfeitos ficariam os negociantes de Hull, se pudessem emprestar
o seu dinheiro a uma taxa tão alta!” E naquele exacto instante tomei a
resolução de que um banco que não pode falir é que receberia as minhas
economias ou proventos, conforme fosse o caso –
uma determinação da qual até hoje não me arrependi.
Este incidente ocorreu durante os estudos de medicina de Hudson Taylor (1832-1905), em Hull, na Inglaterra; e isso, juntamente com lições similares, serviu para fortalecer os princípios de fé que o nortearam na fundação da Missão para o Interior da China.
(Tiago 1.17)
Um antigo cristão, por nome Lactantio (A. D.
303), descreveu os ritos dos povos pagãos, e entre outras coisas curiosas
escreveu «que acendiam luzes ao seu deus, como se ele vivesse nas trevas; e é
justo que sejam tidos como doidos aqueles que oferecem lâmpadas acesas ao Autor
e Dador da luz».
«Se
sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes»
João
13 : 17.
Uma pessoa, vindo do culto, chegou a casa mais
cedo de que a esperavam. Alguém, admirando-se, perguntou-lhe : “Já terminou
tudo” — “De maneira nenhuma”, replicou ela; “apenas está tudo dito; porém agora
resta tudo praticar”.
Li de um antigo boletim de escola
dominical um caso oriental interessante e curioso.
Tornando-se doente um chefe de família,
e sentindo-se próximo da morte, fez o seu testamento de maneira que os seus
filhos ficassem contentes.
Passados alguns dias o homem morreu. Os
filhos ficaram tristes muito naturalmente, porém consolaram-se com o facto de
que o velho tinha vivido uma vida longa, útil e honesta. Logo, sem remorsos,
poderiam gozar a fortuna que lhes legara o bondoso pai.
Abrindo-se o testamento, notaram que o
filho mais velho receberia a metade da fortuna; o segundo filho, o do meio, um
terço; e o mais novo, um nono. Ficaram satisfeitos, pois acharam a partilha
justa. Só não sabiam que a herança consistia de 17 camelos. Ora, como dividir
os bens, sabendo-se que a metade de 17 é 8 ½? Não
poderiam matar um camelo e parti-lo ao meio. Isso nada lhes aproveitaria.
Ainda assim, lembraram-se os rapazes de
que tinham um tio, que embora pobre, era muito sábio. Resolveram consultá-lo.
Chegando à casa do parente, depois de uma longa jornada, contaram-lhe o
problema.
Tendo ouvido atentamente o caso, o tio,
pensativo, depois de alguns minutos, disse aos sobrinhos que já encontrara uma
solução para o problema. Ele possuía um camelo e doaria esse animal aos
rapazes, assim, com dezoito camelos poderiam efectuar a partilha sem nenhum
problema.
Assim, voltando para casa, os três
herdeiros, com o camelo do tio, foi fácil fazer a divisão: metade de dezoito,
nove, a herança do filho mais velho; um terço de dezoito, seis, a parte do
filho do meio; e um nono de dezoito, dois, quanto coube ao filho menor.
Então veio a surpresa: 9 + 6 + 2 = 17.
Sobrou um camelo. Depois de cada um dos herdeiros receber todo satisfeito a sua
parte, lá estava inteirinho o animal que tinha resolvido a questão. Assim,
voltando à casa do tio, demonstrando afectuosa gratidão, os rapazes com muita alegria
devolveram-lhe o camelo.
Quantos problemas mais difíceis que
esse poderiam ser resolvidos se estivermos dispostos a ceder alguma coisa.
"Mais bem-aventurada coisa é dar
do que receber". At 20.35.
"Levai as cargas uns dos outros e
assim cumprireis a lei de Cristo". Gl 6.2.
"Dai, e dar-se-vos-á; boa medida,
recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a
medida com que tiverdes medido vos medirão também". Lc 6.38.
"A alma generosa prosperará, e
quem dá a beber será dessedentado". Pv 11.25.
Aqui está um texto traduzido do autor Beth
Moore : « Viver livre ». Creio que nos vai fazer reflectir...
O meu nome é orgulho, sou um traidor.
Privo-te do destino que Deus te dá porque só
queres fazer “o que te dá na cabeça”.
Privo-te do contentamento porque mereces
“melhor que isso”.
Privo-te do conhecimento porque já sabes tudo!
Privo-te da cura porque estás cego demais para
perdoar.
Privo-te da santidade porque recusas
reconhecer quando estás errado.
Privo-te de visão porque preferes olhar para o
espelho mais do que para a janela.
Privo-te de verdadeira amizade porque não
deixas ninguém conhecer “o verdadeiro tu”.
Privo-te do amor porque o verdadeiro romance
implica sacrifício.
Privo-te da grandeza no céu porque não queres
ser um servo na terra.
Privo-te da glória de Deus porque te convenço
a buscares a tua.
O meu nome é «orgulho», sou um traidor.
Gostas de mim porque achas que vou tomar conta
de ti: ERRADO!
Quero ridicularizar-te.
Deus tem muitas coisas guardadas para ti,
admito-o, mas não te preocupes.... Se ficares comigo, nunca o saberás...
Era
a manhã do domingo de Páscoa. O pastor ugandês Kefa Sempangi voltou para
casa depois de ter dirigido o culto da manhã — indo cair
numa emboscada dum bando de cinco assassinos.
"Nós
vamos matar-te", disse o chefe. "Se tens alguma
coisa a dizer, di-lo antes de morreres."
Kefa
começou a tremer.
“Eles
não
precisarão de me matar”, pensou, “eu vou cair
morto”.
Nesse
momento, porém, recorda ele:
"De
muito longe eu ouvi uma voz e fiquei espantado ao reconhecer que era
a minha própria voz." 'Eu não preciso de defender a minha
causa.' — ouvi-me dizer. 'Eu já sou um homem morto. A
minha vida está morta e escondida em Cristo. São as vossas
vidas que correm perigo; vocês estão mortos nos vossos pecados.
Vou orar a Deus para que depois de me matarem vos poupe da destruição eterna.'"
O
chefe avançou um pouco; o seu rosto tinha mudado,
"Vais orar por nós agora?" — perguntou ele.
Esse
foi o ponto de viragem. Os cinco homens vieram a tornar-se
membros da igreja de Kefa.
Não É Fácil
CONFORME NOS movemos mais e
mais para a frente e para o alto na vida cristã, podemos esperar encontrar
maiores dificuldades no caminho e enfrentar a mais intensa hostilidade do
inimigo das nossas almas. Embora raramente isso seja apresentado aos cristãos
como um facto da vida, é na verdade um facto bem sólido, como sabe todo cristão
experimentado, e que aprenderemos a manobrar, ou tropeçaremos, para nossa ruína.
Satanás odeia o cristão por
várias razões. Uma é que Deus ama o cristão e tudo que é amado por Deus é certo
que será odiado pelo diabo. Outra é que o cristão, como filho de Deus que é,
tem semelhança familiar com o Pai e com a família da fé. A antiga inveja de
Satanás não se abateu, nem seu ódio a Deus diminuiu o mínimo sequer. O que quer
que lhe recorde Deus, sem nenhuma outra razão, e objecto do seu ódio maligno.
Uma terceira razão é que o
cristão verdadeiro é um ex-escravo que fugiu das galés, e Satanás não lhe pode
perdoar esta afronta. Uma quarta razão é que o cristão que ora é uma constante
ameaça a estabilidade do governo de Satanás. O cristão é um santo rebelde solto
no mundo, com acesso ao trono de Deus. Satanás nunca sabe de que direcção virá
o perigo. Quem sabe quando surgirá outro Elias ou outro Daniel? Ou um Lutero ou
um Booth? Quem sabe quando um Edwards ou um Finney entrará em cena e libertará
uma cidade ou uma região inteira pela pregação da Palavra e pela oração? Tal
perigo é grande demais para ser tolerado, de modo que Satanás agarra-se o mais
que pode ao novo converso para impedir que se tome um inimigo enorme.
Assim, o neófito torna-se
logo um importante alvo para os dardos inflamados do diabo. Satanás sabe que o
melhor meio de livrar-se de um soldado é destruí-lo antes que se torne um
homem. Não se deve permitir que o jovem Moisés cresça e se tome um libertador
que dê liberdade a uma nação. É preciso não atrever-se a deixar que o menino
Jesus se faça homem e morra pelos pecados do mundo. O novo cristão deve ser
destruído cedo, ou pelo menos deve-se fazer atrofiar o seu crescimento para que
não venha a ser problema depois.
Agora, não creio que
Satanás se preocupe muito em destruir-nos, a nós cristãos, fisicamente. O
soldado morto em combate, que morreu a realizar algum feito heróico, não é uma
grande perda para o exército, mas pode, ao contrário, ser objecto de orgulho do
seu país. Por outro lado, o soldado que não consegue ou não quer lutar, mas
foge ao som da primeira arma inimiga, é uma vergonha para a sua família e uma
desgraça para a sua nação. Assim, o cristão que morre na fé, não representa uma
perda irreparável para as forças da justiça na terra, e certamente não representa vitória para o diabo. Mas quando
regimentos inteiros de crentes professos são tímidos, demais para lutar e
demasiado presunçosos para envergonhar-se, certamente isso produzirá um sorriso
apertado no rosto do inimigo; e produzirá rubor na face de toda a igreja de
Cristo.
Portanto, a estratégia
mestra que o diabo emprega quanto a nós cristãos, não é matar-nos fisicamente
(apesar de que pode haver alguma situação especial em que a morte física se
enquadre melhor em seu plano), mas, sim, destruir o nosso poder de favorecer o
combate espiritual. E que sucesso tem tido! O cristão comum desta época é
bastante inofensivo. Deus sabe. É uma criança usando com considerável
consciência de si a armadura do guerreiro; é uma aguiazinha doente que não
consegue nunca alçar voo; é um peregrino esgotado que desistiu da viagem e se assenta
com um sorriso ceráceo, procurando conseguir quanto prazer pode aspirando as
flores que apanhou pelo caminho e que já definham.
Os que são desse tipo já
foram agarrados. Satanás apanhou-os logo. Mediante falso ou inadequado ensino,
ou mediante o enorme desânimo proveniente do exemplo de uma igreja decadente,
ele conseguiu enfraquecer-lhes a resolução, neutralizando as suas convicções e
domando o seu ímpeto original de fazer proezas; agora eles são pouco mais que
estatística que contribui financeiramente para a boa conservação da instituição
religiosa. E quanto pastor está satisfeito por agir como um sorridente curador
de uma igreja cheia (ou com a quarta parte cheia) dessas venturosas peças de
museu espiritual!
Se Satanás se opõe ao
neoconverso, opõe-se mais ferozmente ainda ao cristão que está se empenhando em
avançar rumo a uma vida mais elevada em Cristo. A vida cheia do Espírito não é
uma vida de paz e quietude, como muitos supõem. Tende a ser o oposto disso.
Vista por um ângulo, é uma
peregrinação através de uma floresta infestada de salteadores; vista doutro
ângulo, é um medonho combate com o diabo. Luta há sempre, e por vezes há uma
arrojada batalha com a nossa própria natureza, onde as linhas se confundem
tanto, que é impossível localizar o inimigo ou dizer qual é o impulso do
Espírito e qual o da carne.
Haverá completa vitória
para nós, se tão-somente tomarmos o caminho do Cristo triunfante, mas não é
isso que estamos a considerar agora. O meu ponto aqui é que, se quisermos
escapar da luta, bastará retroceder e aceitar como normal a vida cristã comum e
de baixo nível. Isso é tudo o que Satanás deseja. Isso fará encalhar o nosso
dinamismo, atrofiará o nosso crescimento e nos tornará inofensivos ao reino das
trevas.
A transigência faltosa
afastará a pressão. Satanás não incomodará o homem que abandonou a luta. Mas o
preço do abandono da luta será uma vida de pacífica estagnação. Como filhos da
eternidade, não podemos permitir-nos coisa tal.
- A. W. Tozer
“Tenho
pena de vocês, cristãos”, disse o motorista de táxi, quando lhe falei de
Cristo.
Ele
sentia tudo, menos tristeza. A gargalhada que deu notava-se bem no tremer dos
ombros.
“Aí
estão vocês”, continuou ele. “Só se preocupam com a vida além-túmulo.
Trabalham, oram, desistem de tudo. Depois, quando chegam ao fim, descobrem que
não havia nada do que pensavam!”
Eu
ri-me também. Parecia ser essa a resposta mais acertada.
“Está
tudo muito bem”, disse eu, “mas, suponhamos só que eu estou errado... Não
existe céu, não há juízo final, não há uma vida além-túmulo, nem qualquer coisa
do género. Mesmo assim, eu continuo a lucrar!”
“Aqui
estou eu, iludido, percorrendo o meu caminho na vida, firme na minha convicção
de que a vida não é produto do acaso. Eu creio, assim como milhões de outras
pessoas, que estamos neste mundo com um propósito, e que um Homem chamado Jesus
Cristo venceu a morte por todos nós.”
“Na
minha ilusão, estou todo entusiasmado e motivado pela sensação da Sua divina
presença ao meu lado, todos os dias. Por isso, quando chegar ao fim da minha
vida na terra, vou para a eternidade, convicto de que as minhas energias foram
aproveitadas para uma finalidade duradoura.”
“E
então — se você estiver certo — nem sequer sentirei a decepção de saber que
estava errado!”
“Mas
você”, continuei eu... (nesta altura eu já começava a aquecer) “suponhamos só
que você está errado e eu tenho razão. Aí está você a tentar ganhar a vida e
dinheiro suficiente para se manter — e nem mesmo sabe porquê! Tenta dar sentido
à sua existência, viver a vida pelas suas próprias forças e espera que dê
resultado. Luta contra a doença e o envelhecimento, com todas as forças, mas
acaba por ter de aceitar que vai finalmente morrer.”
“É aí que vai sofrer
o mais terrível choque. Vai-se ver confrontado com a própria Pessoa que tentou
ignorar durante toda a vida. Terá de reconhecer que tudo aquilo por que tinha
vivido constituiu um autêntico desperdício. De nada adiantou. Ora, suponhamos
só que...”
Mas o motorista já
não me ouvia. Estava ocupado a fazer uma inversão de marcha.
Se ao menos ele
tivesse feito o mesmo com a sua maneira de pensar ...
O Criador de todos os seres humanos está a
recolher todas as unidades fabricadas, independentemente do modelo ou ano,
devido a um defeito importante no componente primário e central do coração.
Deve-se a um funcionamento defeituoso no protótipo original, com nome de código
Adão e Eva, resultando na reprodução do mesmo defeito em todas as unidades
subsequentes.
Este defeito tem sido denominado “Praga
Exponencial Com Ameaça De Obituário”, mais
conhecido normalmente como PECADO, já que é caracterizado por acabar por
provocar a morte. Alguns dos sintomas são:
a) Perda de
Direcção
b) Emissões
Vocais Obscenas
c) Amnésia da
própria Origem
d) Falta de Paz
e Alegria
e) Comportamento
Egoísta e Violento
f) Depressão ou
Confusão no Componente Mental
g) Temor
O fabricante, que não é responsável ou culpado
por este defeito, está a oferecer reparação autorizada (pela fábrica) e serviço
GRATUITAMENTE, para corrigir o defeito PECADO.
A operadora de que se deve servir para ligar é
a universal FÉ. Creia apenas que Deus morreu pelos seus pecados, que foi
sepultado e ressuscitou, e a sua unidade será regenerada. Não importa quão
grande ou pequeno o defeito PECADO é; Cristo o reparará e o substituirá por:
a) Perdão
b) Amor
c) Gozo
d) Paz
e) Longanimidade
f) Benignidade
g) Bondade
h) Fé
i) Mansidão
j) Temperança
Por favor consulte o manual de operação BÍBLIA
SAGRADA para mais detalhes em como usar estas reparações. [Ver secções I
Coríntios 15:1-4; Efésios 1:7 e Gálatas 6:16-26].
AVISO:
Continuar a operar a unidade humana sem esta
correcção torna inválida a garantia do fabricante, expondo o proprietário a
perigos e problemas numerosos demais para serem enumerados, e resultará na
confiscação permanente da unidade humana.
[Para serviço de emergência gratuito, antes de
ser tarde demais: clame ao Senhor Jesus Cristo que nos amou, e se entregou a si
mesmo como resgate pelos nossos pecados].
PERIGO:
As unidades humanas que não responderem a esta
acção de recolha serão destruídas na fornalha..
Esta acção foi autorizada pelo Criador.
(Tradução de David Costa)
Há
dois tipos de pessoas: as que têm medo de perder Deus e as que têm medo de O
encontrar. (Pascal)