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A
maledicência - o falar mal dos outros - é um dos maiores males de sempre. A
maledicência é a tendência perniciosa de rotular e comentar os “erros” e
“defeitos” da vida alheia, de pessoas ausentes. A maledicência costuma ocorrer
nas tertúlias entre “amigos”. O falar mal de outrem, as avaliações pejorativas,
a atitude ou comentário malicioso, o julgamento falso, a denúncia caluniosa são
máscaras com que a maledicência se apresenta.
A maledicência por vezes toma aspectos de
vingança. Para Júlio Olivier (1862), o desamor ataca o inimigo “na honra e nas
afeições não recua diante da calúnia, e as suas pérfidas
insinuações, habilmente espalhadas a todos os ventos, vão-se avolumando pelo
caminho. Em consequência, quando o perseguido se apresenta nos lugares por onde
passou o sopro do perseguidor, espanta-se ao deparar com semblantes frios, em
vez de fisionomias amigas e benevolentes que outrora o acolhiam.”
A questão é tão antiga que já Jesus afirmava «Aquele
que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra» (João 8.7),
ou ainda, «E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e
não vês a trave que está no teu olho?» (Mat. 7.3)
Os boatos, bisbilhotice e maledicência
incendeiam o ambiente e produz efeitos como de labaredas de fogo, à semelhança
do que Tiago menciona, na sua epístola, sobre a língua, (Cap. 3).
É no terreno da maledicência que brotam
as raízes de amargura que vão contaminando todo o ambiente. Como diz o velho
ditado, "quem conta um conto acrescenta um ponto". As estórias
começam a surgir e são ampliadas, informações sem fundamentos são inseridas.
Cria-se um ambiente de terrorismo, de informação e contra-informação. Quando a
situação chega a esse ponto, os relacionamentos já estão quebrados, a confiança
entre as pessoas da irmandade já está corroída, a amargura já contaminou o
ambiente como um cancro. O tumulto poderá ocorrer a qualquer momento. A paz
está por um fio, se já não se tornou em batalha e causou divisão.
Sempre que comentamos, simplesmente por
comentar, este ou aquele procedimento alheio, sem gerar uma maneira de ajudar,
só por comentar, estaremos sendo maledicentes. Quantos não perdem horas
comentando as atitudes alheias sem gerar nada que as modifique, caso sejam
ruins?
Será que quando afirmamos: “Não
estou a falar mal de fulano. Só estou a dizer a verdade”, na realidade não
estamos a encobrir o nosso prazer de falar mal dos outros?
Tudo quanto pudermos dizer contra a
maledicência é pouco, tão persistente e resistente ela tem sido ao longo dos
tempos. Ela tem revivido, continuando a carbonizar por onde passa, apesar de se
ter confrontado com valentes e ilustres opositores, como Tiago.
Esperamos que, pelo menos, no estimado leitor
ela não seja bem sucedida. Medite bem no que a seguir lhe apresentamos:
Se
nos situarmos no valor dos elementos que compõem as palavras, salta à vista que
maldição e maledicência são filhas do mesmo pai: dizer
mal.
A maldição, como deve saber, é uma prática
procedente da cultura animista e da bruxaria. É bom que não nos
esqueçamos que a maledicência é irmã da maldição. A tomada de consciência deste
facto, só por si, deveria fazer-nos arrepiar, ao sermos tentados a sermos
maledicentes. A única diferença entre elas é que a maledicência é cobarde. E
porquê? Porque enquanto a maldição diz o que tem a dizer cara a cara, a
maledicência di-lo nas costas. Para se proferir maldição é requerido ousadia,
coragem, pois trata-se dum acto de hostilidade directa. A maledicência, por
visar pessoas ausentes, é um acto cobarde.
A maledicência não prejudica apenas o
caluniado. Alguém disse muito bem que “A língua que calunia mata três ao mesmo
tempo: aquele que profere a calúnia, aquele que recebe a calúnia, e a vítima
inocente”.
Nos
dias de hoje, mais do que em qualquer outra época, os meios de comunicação têm
projectado e exaltado quem querem e derrubado e esmagado quem lhes apraz. A língua
no ensino de Tiago produz o mesmo efeito. É usada para abençoar e para
amaldiçoar o homem feito à semelhança de Deus. A língua causa o bem ou o mal.
Conduz à fama ou destrói a reputação. O uso errado da língua tem um alcance
impressionante: é um mundo de iniquidade; e a sua ânsia é um mal incontrolável,
cheio de veneno mortífero. Tiago alerta-nos para a existência de focos de
perversa má-língua entre os irmãos em Cristo. Os que vivem a liberdade do
evangelho com discernimento também sofrem difamações levantadas por gente
voluntariosa, preconceituosa, difamadora e invejosa. Jesus foi chamado de
embusteiro, glutão e beberrão, e até mesmo acusado de enganar o povo. Mas Ele
ignorou o que diziam a seu respeito e concentrou a sua atenção na vontade de
Deus e não na dos homens. No que diz respeito aos boatos, devemos agir como
Neemias quando foi desafiado por Sambalate e Gesem a deixar o que estava a
fazer para debater com eles. Neemias mandou dizer-lhes
que
não podia desviar a atenção do que estava a fazer, pois a obra que efectuava
era por demais importante para desviar-se com "miudezas" e
chocarrices (Neemias 6.3).
Uma fonte de água salgada não pode produzir
água doce. E vice-versa.
Que o Senhor nos ajude a viver de tal modo
exemplar que ninguém acredite no mal que eventualmente digam de nós.
Como alguém disse, “Olhe os seus irmãos com
compaixão, sendo lúcido e doce, advertindo a sua atitude sem prender seu
pensamento nela, pois o pensamento também pode ser maledicente”.
Billy Graham contou a história de uma mulher em Inglaterra que se
dirigiu a um ancião, na igreja, com uma consciência atormentada. O ancião
conhecia-a como uma habitual má-língua; caluniava quase toda a gente. "O
que tenho de fazer para mudar?", suplicou ela. O homem de Deus replicou:
"Se quiser ter paz na sua consciência, pegue num saco de penas de ganso e
ponha uma na entrada de cada casa das pessoas que tem difamado". Depois de
cumprir com o pedido, voltou ao ancião e perguntou-lhe: "Não tenho que
fazer mais nada?"; "Não", disse-lhe o sábio ministro,
"Agora deve voltar e recolher cada pena, trazendo-mas". Passado um
tempo, a mulher voltou sem uma só pluma. "O vento levou-as”, disse ela.
“Mulher”, respondeu o pastor, “acontece o mesmo com a maledicência. As palavras
injuriosas lançam-se com facilidade, porém nunca poderemos voltar a
recolhê-las”.
A maledicência também tem a ver com o
“disse-que-disse”.
Recentemente,
chamou-nos a atenção uma "estória" pela sua intrigante capacidade de
fantasiar, e que revela a essência da maledicência. Certo homem disse à esposa,
que teria visto determinado pastor a participar numa reunião da Maçonaria, ao
que a esposa concluiu intempestivamente que o pastor seria um maçom. Ao
espalhar a informação, com toda a segurança de quem fala a verdade, a mulher
disse a outra pessoa que não iria mais àquela Igreja, pois uma igreja cujo
pastor é maçom não é cristã. O que me chama a atenção nisto é a capacidade
inventiva de tal "estória". Ora, além dele não ser maçom, nunca foi a
uma reunião da Maçonaria, nem jamais foi convidado a pertencer a ela. O tal
homem deve ter visto alguém parecido com o pastor e, confundido, passou a
julgá-lo pelo que pensa que viu. A sua interpretação dos factos, interpretação
errónea, porque foi eduzida de um engano, passou para o referido casal a ser a
sua verdade. A essência da maledicência está exactamente neste facto; ela é
enganosa, e passa a julgar os factos pela sua aparência. Ela não se interessa
pela verdade, nem se regozija com ela (1 Coríntios 13), e por isso falta nela o
amor. Mais ainda, ela não busca resolver a dúvida, mas visa produzir prejuízo a
uma pessoa ou instituição. A essência da maledicência é, portanto, maligna e
não divina. Se desejassem o melhor, o casal teria procurado o pastor, não
apenas para tirar a verdade a limpo, mas, também, para ponderar com ele o seu
possível erro. Teriam certamente sido esclarecidos quanto à inverdade da sua
fantasiosa conclusão e cessaria ali mesmo aquela história inventiva.
Não é sem razão que Paulo diz que com o
maldizente não nos devemos associar (1 Coríntios 5.11).
Não julguemos, portanto, pela aparência das
coisas, nem estimulemos a maledicência, mas pelo amor e através do amor
procuremos relacionar-nos uns com os outros como um só corpo.
Use as 3 peneiras
antes de comentar com outrem algo sobre alguém. A peneira da verdade, da
necessidade e da bondade.
E atenção ao
seguinte: Quando um comentário desagradável ou uma verdadeira intriga sai da
nossa boca, normalmente não nos ocorre que isso seja maledicência. Vigiemos
pois, com muito rigor, os nossos lábios.
«Desvia de ti a
tortuosidade da boca e alonga de ti a perversidade dos lábios.
«Sem
lenha, o fogo se apagará; e, não havendo maldizente, cessará a contenda»
Provérbios 4.24; 26.20.
- C.M.O.
As línguas têm sempre veneno para verter.
(Mouliére)
Aqueles cuja conduta mais dá para troçar são sempre dos outros os primeiros a falar. (Idem)
Contra a maledicência não há muralhas. (Idem)
1) Ao surgir, numa conversa, comentários sobre
um deslize de alguém,
QUAL A SUA ATITUDE?
(0) faz perguntas
(5) ouve apenas
(10) corta a conversa
2) Ao saber de uma infidelidade de parente ou
pessoa amiga, QUAL A SUA ATITUDE?
(0) comenta logo com outros
(5) pensa em falar, mas cala-se
(10) pondera, cala-se e ora
3) Quando entre amigos, estes se divertem
participando animadamente na má-língua,QUAL A SUA ATITUDE?
(0) participa contribuindo
(5) apenas ouve e ri
(10) evita a má-língua
4) Tem conhecimento de ocorrências desagradáveis
envolvendo pessoas conhecidas.
QUAL A SUA ATITUDE?
(0) arregala os olhos e exclama
(5) comenta com outros
(10)não se envolve e cala-se
5) Tem conhecimento de conversas ou notícias
sobre desastres e crimes passionais.
QUAL A SUA ATITUDE?
(0) busca avidamente
(5) apenas ouve e lê
(10) evita ouvir e ler
6) Ouve falar dos defeitos de alguém por quem
sente certa antipatia.
QUAL A SUA ATITUDE?
(0) acentua os defeitos
(5) não chega a comentar
(10) evita ver os defeitos
7) Tem conhecimento de um assunto reservado,
confiado por pessoa da sua intimidade.
QUAL A SUA ATITUDE?
(0) não resiste e fala dele
(5) apenas sente vontade de falar
(10) Não fala
8) Ouve conversas sobre problemas causados por
companheiros, no âmbito da igreja em que está em comunhão.
QUAL A SUA ATITUDE?
(0) dá ouvidos e comenta também
(5) ouve e cala-se
(10) ouve, cala-se e ora
9) Alguém diz-lhe: “não gosto de fulano”,
“beltrano é mal encarado e presunçoso”.
QUAL A SUA ATITUDE?
(0) não resiste e transmite o que soube à
pessoa em causa
(5) apenas sente vontade de contar
(10) não conta
10) Ouve, por vezes, expressões do tipo:
“aquele tipo é um chato”, “veja o que beltrano me fez”, “fulano só quer ser o
bom”, etc..
QUAL A SUA ATITUDE?
(0) não resiste e comenta a sua opinião
(5)
tem sua opinião mas não comenta da pessoa
(10) procura ver o lado bom
AVALIE-SE COMO SEGUE:
Adicione as pontuações que estão dentro dos
parênteses que você assinalou. Faça a soma e veja o resultado:
De 90 a 100 pontos:
muito bom, mas não se orgulhe; vigie.
De 70 a 89 pontos:
bom, mas tem cedido. Procure melhorar.
De 40 a 69 pontos:
sofrível; lute bastante; há muito a melhorar.
De 0 a 39 pontos:
sem comentários; esforce-se ao máximo. É um má-língua no pleno sentido do
termo.
Muitas
vezes o silêncio é mesmo de ouro.
VERDADEIRAMENTE
·
Não é o que comemos, mas o que
digerimos, que nos torna verdadeiramente fortes.
·
Não é o que ganhamos, mas o que
poupamos, que nos torna verdadeiramente ricos.
·
Não é o que lemos, mas o que
recordamos, que nos torna verdadeiramente instruídos.
·
Não é o que professamos, mas o que
praticamos, que nos torna verdadeiramente Cristãos.
1. Raramente obterás das pessoas o que mereces;
portanto não esperes nada.
2. Obterás sempre de Deus o que é melhor;
portanto não duvides disso.
3. A tua capacidade em lidar com ambas as coisas
está directamente relacionada com a consistência do teu andar com o Senhor.
- Charles R. Swindoll
PERGUNTA:
A cremação - o acto de destruir pelo fogo os cadáveres humanos - é errada? Cada vez mais está na moda cremar os corpos. Há nisso alguma incompatibilidade com a fé Cristã?
RESPOSTA:
Na sociedade
ocidental a cremação (incineração ou queima dos corpos após a morte) está a
conquistar cada vez mais simpatizantes e aderentes. A gravidade da situação é
que está a conquistar adeptos mesmo entre chamados Cristãos. Já se ouvem alguns
a perguntar que mal tem a cremação. A jusante desta prática, aparecem como
responsáveis dela, a cada vez mais falta de espaço para o enterro das pessoas
nas grandes metrópoles e a “moda” de se ser diferente pela adopção de costumes
orientais. Mas a montante da mesma, não há dúvida que a mente tenebrosa que
dirige este mundo perdido é a grande responsável, como sucede noutras áreas da
nossa sociedade, pela perversão dos costumes. Parece-nos que a verdadeira
escassez de espaço se verifica não tanto no domínio físico mas espiritual, pois
o reino das trevas parece estar a tomar cada vez mais espaço ao reino de Deus;
tal a forma como avança nos últimos dias.
A cremação tem sido
praticada pelos religiosos pagãos durante muitos séculos.
O leitor é capaz de
tratar deste modo os corpos dos seus ente queridos – cremando-os -quando
morrerem? Do ponto de vista Cristão será esta, uma prática aceitável? Não! A
cremação é definitivamente uma prática inteiramente pagã. É de origem pagã e
serve propósitos pagãos. Porque será que os Hindus e os religiosos de outras
religiões pagãs cremam? Exactamente porque há uma relação intrínseca com a sua
crença na falsa doutrina da reencarnação. Como crêem, erradamente, que um dia
reencarnarão noutro corpo, naturalmente procuram destruir pela cremação o seu
corpo.
A cremação não tem,
pois, nada de Cristão. Pelo contrário, a sua génese está associada a práticas
idólatras e a puro paganismo.
«Mas alguém dirá:
Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! o que tu semeias
não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias, não semeias
o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra
qualquer semente. Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente
o seu próprio corpo. Nem toda a carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos
homens, e outra a carne dos animais, e outra a dos peixes e outra a das aves. E
há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra
a dos terrestres. Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a
glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.
Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo
em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em
ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza,
ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo natural, ressuscitará
corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual» (1 Cor.
15:35-44)
A Bíblia compara a
sepultura ao acto do agricultor semear a sua semente, esperando que dela
surja posteriormente um novo corpo. Os Cristãos sepultam os seus corpos como
quem semeia, pois crêem que um dia ressuscitarão. Quando sepultamos uma pessoa
plantamos a semente para o corpo da ressurreição. O sepultamento é, assim um
vigoroso testemunho da crença na verdade da ressurreição.
Contrastemos isto
com o paganismo. Eles não têm tal conhecimento ou esperança. Os Hindus e
Budistas, por exemplo, crêem na reincarnação. É verdade que eles crêem numa
alma distinta do corpo. Mas não crêem que a alma, uma vez separada do corpo
pela morte, ressuscitará relacionada com o primeiro corpo. Crêem antes que a
alma reencarnará num corpo inteiramente diferente, sem qualquer tipo de relação
com o primeiro.
Assim sendo, da próxima vez que formos a um funeral olhemos para o sepultamento como um acto de sementeira de quem espera, mais tarde, colher algo, e olhemos para a cremação como um acto de quem não crê na verdade da ressurreição, mas na doutrina errada da reencarnação.
DEUS PRATICA A
SEPULTURA
Uma outra razão
porque cremos que o sepultamento é a
vontade de Deus para o Seu
povo é visto no
facto do próprio Deus ter sepultado Moisés: «Assim morreu ali Moisés, servo do
SENHOR, na terra de Moabe, conforme a palavra do SENHOR. E o sepultou num vale,
na terra de Moabe, em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da
sua sepultura » (Deut. 34:5,6).
A CREMAÇÃO É UM SINAL DA MALDIÇÃO DE DEUS
Ao longo da Bíblia a
destruição de um corpo humano pelo fogo é usado como sinal da ira divina.
Consideremos alguns exemplos:
O exemplo de Sodoma
e Gomorra (2 Ped. 2:6).
O exemplo de Nadab e
Abiú (Lev. 10:1,2).
O exemplo dos que se
rebelaram com Coré (Num. 16:35).
O exemplo dos
perdidos lançados no lago de fogo no juízo eterno (Apo. 20:15).
ERA CONSIDERADA
UMA DESONRA UMA PESSOA NÃO TER UMA SEPULTURA
Um exemplo chave
disto é Jezabel, que, por causa da sua maldade, foi comida pelos cães (1 Reis
21:23-24). Mais, lemos dos Midianitas «que pereceram em Endor; tornaram-se como
estrume para a terra» (Sal. 83:9-10).
Desonraremos assim
os que partem?
O CORPO DO CRISTÃO
PERTENCE A DEUS; NÃO É NOSSO PARA O DESTRUIRMOS PELO FOGO OU POR QUALQUER OUTRO
MEIO
«Ou não sabeis que o
vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de
Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço;
glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais
pertencem a Deus» (1 Cor. 6:19-20).
Quando algo não me
pertence, mas me é emprestado pelo seu legítimo dono, certamente que não tenho
o direito de o destruir. É prerrogativa do dono destruir a sua própria
possessão, mas não tem direito de o fazer quem recebe por empréstimo. Isto
aplica-se à morte e corpo do crente. O corpo não é nosso para que o profanemos
ou destruamos. Se Deus opta por permitir que um crente morra num incêndio, está
no Seu direito. Mas o crente não tem o direito de escolher destruir o seu
próprio corpo. E Romanos 14.8 lembra-nos que isto é tão verídico na vida quanto
na morte! «... vivamos ou morramos, somos do Senhor».
DEUS CHAMOU CLARAMENTE DE IMPIEDADE À CREMAÇÃO
«Assim diz o SENHOR:
Por três transgressões de Moabe, e por quatro, não retirarei o castigo, porque
queimou os ossos do rei de Edom, até os tornar a cal» (Amós 2:1).
O SENHOR JESUS
FOI SEPULTADO, E ELE É O NOSSO GRANDE EXEMPLO
«Tomaram, pois, o corpo
de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam
fazer, na preparação para o sepulcro ... Ali, pois (por causa da
preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro),
puseram a Jesus» (João 19:38-42).
Do mesmo modo que o
Senhor Jesus Cristo foi sepultado com a certeza de que ressuscitaria ao
terceiro dia segundo as Escrituras, é dito ao crente que o seu corpo repousa na
morte ate ao dia da ressurreição. O corpo morto dorme, aguardando o dia em que
será despertado do pó da terra para a glória do grande dia da ressurreição.
É claro que não
podemos forçar as pessoas a sepultar os seus mortos, e sabemos bem que o
destino que derem aos corpos, qualquer que ele seja, não afectará ou beliscará
a veracidade da sua ressurreição. Mas cremos que estas coisas são importantes
pelo significado que trazem associado. Esperamos que os líderes e o povo de
Deus em geral espalhem estas verdades nas suas igrejas e entre os amigos e
conhecidos, como forma de testemunho. Nestes dias de franca expansão de
apostasia e confusão doutrinal, uma voz bíblica cristalina é urgentemente
necessária.
Que este seja o testemunho Cristão: Se morrermos antes de Cristo voltar, que o nosso corpo repouse em sono sossegado aguardando o glorioso dia. Não permitamos que nos tratem como os pagãos tratam os seus mortos.
Glorifiquemos o
Senhor na nossa vida ... e também na nossa morte!
- C.M.O.
"O apóstolo Paulo cria que o pregador não
é apenas um repórter, mas um evocador do
que tem sido reportado”.
Conta-se
a história de um caçador de diamantes da Venezuela, chamado Rafael Solano. Ele
era um dos muitos nativos pobres que buscavam enriquecer. Certo dia, ele foi
peneirar as pedras de um banco de areia de um rio seco onde se dizia haver
diamantes. Ninguém, contudo, havia tido a oportunidade de encontrar diamantes
na areia e pedregulhos. Um por um, aqueles que chegavam e partiam do local
viam os seus sonhos despedaçados e os seus corpos exauridos.
Desanimado e exausto, Solano acabara de
decidir que chegara a hora de ele desistir também. Ele não tinha nada para
mostrar após meses de trabalho.
Solano, então, abaixou-se para peneirar mais
um punhado de pedregulhos, para que ao menos pudesse dizer que tinha
inspeccionado cada pedregulho na sua propriedade. Dos pedregulhos na sua mão,
ele pegou um que parecia um pouco diferente. Ele pesou-o na outra mão. Parecia
pesado. Ele mediu-o e pesou-o numa balança. Poderia ser o que pensava?
Exactamente: Solano encontrara um diamante
bruto! O joalheiro nova-iorquino Harry Winston pagou $200.000 dólares
só por aquela pedra. Quando o diamante foi polido e lapidado, ficou
conhecido como Libertador, e é considerado o maior e mais puro
diamante não-minado do mundo.
Talvez o leitor esteja atolado num trabalho
durante semanas, ou até anos, sem ver muito resultado. Hoje pode ser o dia. Não
desista!
As Escrituras estão cheias de exemplos de
homens e mulheres que, mesmo à beira do desastre ou
fracasso, experimentaram a obra criativa de Deus nas suas vidas. Lembre-se...
· A
Palavra de Deus é verdadeira.
· Deus
pode abrir o mar.
· Deus
pode curar o incurável.
· Deus
pode fornecer água de uma pedra e maná no deserto.
· Deus
pode conquistar os seus inimigos.
· Deus
ainda pode livrar da fornalha e da cova dos leões.
Persevere naquilo que Ele tem separado para
si hoje, pois a sua recompensa será maior do que pode imaginar!
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Texto
extraído do livro:
Café da Manhã
Com Deus