Índice:

Editorial

Pensamentos

Eu e a Maledicência

Pensamentos

Três Lições de Daniel 6

Fórum Questório

Pensamento

Não desista

 


 

Editorial


   A maledicência - o falar mal dos outros - é um dos maiores males de sempre. A maledicência é a tendência perniciosa de rotular e comentar os “erros” e “defeitos” da vida alheia, de pessoas ausentes. A maledicência costuma ocorrer nas tertúlias entre “amigos”. O falar mal de outrem, as avaliações pejorativas, a atitude ou comentário malicioso, o julgamento falso, a denúncia caluniosa são máscaras com que a maledicência se apresenta.

  A maledicência por vezes toma aspectos de vingança. Para Júlio Olivier (1862), o desamor ataca o inimigo “na honra e nas afeições não recua diante da calúnia, e as suas pérfidas insinuações, habilmente espalhadas a todos os ventos, vão-se avolumando pelo caminho. Em consequência, quando o perseguido se apresenta nos lugares por onde passou o sopro do perseguidor, espanta-se ao deparar com semblantes frios, em vez de fisionomias amigas e benevolentes que outrora o acolhiam.”

  A questão é tão antiga que já Jesus afirmava «Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra» (João 8.7), ou ainda, «E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho?» (Mat. 7.3)

 

  Os boatos, bisbilhotice e maledicência incendeiam o ambiente e produz efeitos como de labaredas de fogo, à semelhança do que Tiago menciona, na sua epístola, sobre a língua, (Cap. 3).


  É no terreno da maledicência que brotam as raízes de amargura que vão contaminando todo o ambiente. Como diz o velho ditado, "quem conta um conto acrescenta um ponto". As estórias começam a surgir e são ampliadas, informações sem fundamentos são inseridas. Cria-se um ambiente de terrorismo, de informação e contra-informação. Quando a situação chega a esse ponto, os relacionamentos já estão quebrados, a confiança entre as pessoas da irmandade já está corroída, a amargura já contaminou o ambiente como um cancro. O tumulto poderá ocorrer a qualquer momento. A paz está por um fio, se já não se tornou em batalha e causou divisão.

 

  Sempre que comentamos, simplesmente por comentar, este ou aquele procedimento alheio, sem gerar uma maneira de ajudar, só por comentar, estaremos sendo maledicentes. Quantos não perdem horas comentando as atitudes alheias sem gerar nada que as modifique, caso sejam ruins?

 

  Será que quando afirmamos: Não estou a falar mal de fulano. Só estou a dizer a verdade”, na realidade não estamos a encobrir o nosso prazer de falar mal dos outros?

 

  Tudo quanto pudermos dizer contra a maledicência é pouco, tão persistente e resistente ela tem sido ao longo dos tempos. Ela tem revivido, continuando a carbonizar por onde passa, apesar de se ter confrontado com valentes e ilustres opositores, como Tiago.

 

  Esperamos que, pelo menos, no estimado leitor ela não seja bem sucedida. Medite bem no que a seguir lhe apresentamos:

 

Se nos situarmos no valor dos elementos que compõem as palavras, salta à vista que maldição e maledicência são filhas do mesmo pai: dizer mal.

 

  A maldição, como deve saber, é uma prática procedente da cultura animista e da bruxaria. É bom que não nos esqueçamos que a maledicência é irmã da maldição. A tomada de consciência deste facto, só por si, deveria fazer-nos arrepiar, ao sermos tentados a sermos maledicentes. A única diferença entre elas é que a maledicência é cobarde. E porquê? Porque enquanto a maldição diz o que tem a dizer cara a cara, a maledicência di-lo nas costas. Para se proferir maldição é requerido ousadia, coragem, pois trata-se dum acto de hostilidade directa. A maledicência, por visar pessoas ausentes, é um acto cobarde.

 

  A maledicência não prejudica apenas o caluniado. Alguém disse muito bem que “A língua que calunia mata três ao mesmo tempo: aquele que profere a calúnia, aquele que recebe a calúnia, e a vítima inocente”.

 

         Nos dias de hoje, mais do que em qualquer outra época, os meios de comunicação têm projectado e exaltado quem querem e derrubado e esmagado quem lhes apraz. A língua no ensino de Tiago produz o mesmo efeito. É usada para abençoar e para amaldiçoar o homem feito à semelhança de Deus. A língua causa o bem ou o mal. Conduz à fama ou destrói a reputação. O uso errado da língua tem um alcance impressionante: é um mundo de iniquidade; e a sua ânsia é um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Tiago alerta-nos para a existência de focos de perversa má-língua entre os irmãos em Cristo. Os que vivem a liberdade do evangelho com discernimento também sofrem difamações levantadas por gente voluntariosa, preconceituosa, difamadora e invejosa. Jesus foi chamado de embusteiro, glutão e beberrão, e até mesmo acusado de enganar o povo. Mas Ele ignorou o que diziam a seu respeito e concentrou a sua atenção na vontade de Deus e não na dos homens. No que diz respeito aos boatos, devemos agir como Neemias quando foi desafiado por Sambalate e Gesem a deixar o que estava a fazer para debater com eles. Neemias mandou dizer-lhes

que não podia desviar a atenção do que estava a fazer, pois a obra que efectuava era por demais importante para desviar-se com "miudezas" e chocarrices (Neemias 6.3).

  Uma fonte de água salgada não pode produzir água doce. E vice-versa.

 

  Que o Senhor nos ajude a viver de tal modo exemplar que ninguém acredite no mal que eventualmente digam de nós.

 

  Como alguém disse, “Olhe os seus irmãos com compaixão, sendo lúcido e doce, advertindo a sua atitude sem prender seu pensamento nela, pois o pensamento também pode ser maledicente”.

 

  Billy Graham contou a  história de uma mulher em Inglaterra que se dirigiu a um ancião, na igreja, com uma consciência atormentada. O ancião conhecia-a como uma habitual má-língua; caluniava quase toda a gente. "O que tenho de fazer para mudar?", suplicou ela. O homem de Deus replicou: "Se quiser ter paz na sua consciência, pegue num saco de penas de ganso e ponha uma na entrada de cada casa das pessoas que tem difamado". Depois de cumprir com o pedido, voltou ao ancião e perguntou-lhe: "Não tenho que fazer mais nada?";  "Não", disse-lhe o sábio ministro, "Agora deve voltar e recolher cada pena, trazendo-mas". Passado um tempo, a mulher voltou sem uma só pluma. "O vento levou-as”, disse ela. “Mulher”, respondeu o pastor, “acontece o mesmo com a maledicência. As palavras injuriosas lançam-se com facilidade, porém nunca poderemos voltar a recolhê-las”.

 

  A maledicência também tem a ver com o “disse-que-disse”.

 

Recentemente, chamou-nos a atenção uma "estória" pela sua intrigante capacidade de fantasiar, e que revela a essência da maledicência. Certo homem disse à esposa, que teria visto determinado pastor a participar numa reunião da Maçonaria, ao que a esposa concluiu intempestivamente que o pastor seria um maçom. Ao espalhar a informação, com toda a segurança de quem fala a verdade, a mulher disse a outra pessoa que não iria mais àquela Igreja, pois uma igreja cujo pastor é maçom não é cristã. O que me chama a atenção nisto é a capacidade inventiva de tal "estória". Ora, além dele não ser maçom, nunca foi a uma reunião da Maçonaria, nem jamais foi convidado a pertencer a ela. O tal homem deve ter visto alguém parecido com o pastor e, confundido, passou a julgá-lo pelo que pensa que viu. A sua interpretação dos factos, interpretação errónea, porque foi eduzida de um engano, passou para o referido casal a ser a sua verdade. A essência da maledicência está exactamente neste facto; ela é enganosa, e passa a julgar os factos pela sua aparência. Ela não se interessa pela verdade, nem se regozija com ela (1 Coríntios 13), e por isso falta nela o amor. Mais ainda, ela não busca resolver a dúvida, mas visa produzir prejuízo a uma pessoa ou instituição. A essência da maledicência é, portanto, maligna e não divina. Se desejassem o melhor, o casal teria procurado o pastor, não apenas para tirar a verdade a limpo, mas, também, para ponderar com ele o seu possível erro. Teriam certamente sido esclarecidos quanto à inverdade da sua fantasiosa conclusão e cessaria ali mesmo aquela  história inventiva.

 

  Não é sem razão que Paulo diz que com o maldizente não nos devemos associar (1 Coríntios 5.11).

  Não julguemos, portanto, pela aparência das coisas, nem estimulemos a maledicência, mas pelo amor e através do amor procuremos relacionar-nos uns com os outros como um só corpo.

 

Use as 3 peneiras antes de comentar com outrem algo sobre alguém. A peneira da verdade, da necessidade e da bondade.

 

E atenção ao seguinte: Quando um comentário desagradável ou uma verdadeira intriga sai da nossa boca, normalmente não nos ocorre que isso seja maledicência. Vigiemos pois, com muito rigor, os nossos lábios.

 

«Desvia de ti a tortuosidade da boca e alonga de ti a perversidade dos lábios.

 

«Sem lenha, o fogo se apagará; e, não havendo maldizente, cessará a contenda» Provérbios 4.24; 26.20.

 

- C.M.O.

 


 

Pensamentos:

 

As línguas têm sempre veneno para verter. (Mouliére)

 

Aqueles cuja conduta mais dá para troçar são sempre dos outros os primeiros a falar. (Idem)

 

Contra a maledicência não há muralhas. (Idem)

 

 


 

“EU E A MALEDICÊNCIA”

FAÇA UM TESTE A SI MESMO

 

1) Ao surgir, numa conversa, comentários sobre um deslize de alguém,

QUAL A SUA ATITUDE?

(0) faz perguntas

(5) ouve apenas

(10) corta a conversa

 

2) Ao saber de uma infidelidade de parente ou pessoa amiga, QUAL A SUA ATITUDE?

(0) comenta logo com outros

(5) pensa em falar, mas cala-se

(10) pondera, cala-se e ora

 

3) Quando entre amigos, estes se divertem participando animadamente na má-língua,QUAL A SUA ATITUDE?

(0) participa contribuindo

(5) apenas ouve e ri

(10) evita a má-língua

 

4) Tem conhecimento de ocorrências desagradáveis envolvendo pessoas conhecidas.

QUAL A SUA ATITUDE?

(0) arregala os olhos e exclama

(5) comenta com outros

(10)não se envolve e cala-se

 

5) Tem conhecimento de conversas ou notícias sobre desastres e crimes passionais.

QUAL A SUA ATITUDE?

(0) busca avidamente

(5) apenas ouve e lê

(10) evita ouvir e ler

 

6) Ouve falar dos defeitos de alguém por quem sente certa antipatia.

QUAL A SUA ATITUDE?

(0) acentua os defeitos

(5) não chega a comentar

(10) evita ver os defeitos

 

7) Tem conhecimento de um assunto reservado, confiado por pessoa da sua intimidade.

QUAL A SUA ATITUDE?

(0) não resiste e fala dele

(5) apenas sente vontade de falar

(10) Não fala

 

8) Ouve conversas sobre problemas causados por companheiros, no âmbito da igreja em que está em comunhão.

QUAL A SUA ATITUDE?

(0) dá ouvidos e comenta também

(5) ouve e cala-se

(10) ouve, cala-se e ora

 

9) Alguém diz-lhe: “não gosto de fulano”, “beltrano é mal encarado e presunçoso”.

QUAL A SUA ATITUDE?

(0) não resiste e transmite o que soube à pessoa em causa

(5) apenas sente vontade de contar

(10) não conta

 

10) Ouve, por vezes, expressões do tipo: “aquele tipo é um chato”, “veja o que beltrano me fez”, “fulano só quer ser o bom”, etc..

QUAL A SUA ATITUDE?

(0) não resiste e comenta a sua opinião

(5)  tem sua opinião mas não comenta da pessoa

(10) procura ver o lado bom

 

AVALIE-SE COMO SEGUE:

Adicione as pontuações que estão dentro dos parênteses que você assinalou. Faça a soma e veja o resultado:

De 90 a 100 pontos: muito bom, mas não se orgulhe; vigie.

De 70 a 89 pontos: bom, mas tem cedido. Procure melhorar.

De 40 a 69 pontos: sofrível; lute bastante; há muito a melhorar.

De 0 a 39 pontos: sem comentários; esforce-se ao máximo. É um má-língua no pleno sentido do termo.

 


 

Muitas vezes o silêncio é mesmo de ouro.

 

VERDADEIRAMENTE

 

·         Não é o que comemos, mas o que digerimos, que nos torna verdadeiramente fortes.

 

·         Não é o que ganhamos, mas o que poupamos, que nos torna verdadeiramente ricos.

 

·         Não é o que lemos, mas o que recordamos, que nos torna verdadeiramente instruídos.

 

·         Não é o que professamos, mas o que praticamos, que nos torna verdadeiramente Cristãos.

 


 

Três Lições de Daniel 6

 

1.  Raramente obterás das pessoas o que mereces; portanto não esperes nada.

2.  Obterás sempre de Deus o que é melhor; portanto não duvides disso.

3.  A tua capacidade em lidar com ambas as coisas está directamente relacionada com a consistência do teu andar com o Senhor.

 

- Charles R. Swindoll

 


 

Fórum Questório

 

PERGUNTA:

 

A cremação - o acto de destruir pelo fogo os cadáveres humanos - é errada? Cada vez mais está na moda cremar os corpos. Há nisso alguma incompatibilidade com a fé Cristã?

 

RESPOSTA:

 

A CREMAÇÃO TEM ORIGEM E PROPÓSITO PAGÃOS

 

Na sociedade ocidental a cremação (incineração ou queima dos corpos após a morte) está a conquistar cada vez mais simpatizantes e aderentes. A gravidade da situação é que está a conquistar adeptos mesmo entre chamados Cristãos. Já se ouvem alguns a perguntar que mal tem a cremação. A jusante desta prática, aparecem como responsáveis dela, a cada vez mais falta de espaço para o enterro das pessoas nas grandes metrópoles e a “moda” de se ser diferente pela adopção de costumes orientais. Mas a montante da mesma, não há dúvida que a mente tenebrosa que dirige este mundo perdido é a grande responsável, como sucede noutras áreas da nossa sociedade, pela perversão dos costumes. Parece-nos que a verdadeira escassez de espaço se verifica não tanto no domínio físico mas espiritual, pois o reino das trevas parece estar a tomar cada vez mais espaço ao reino de Deus; tal a forma como avança nos últimos dias.

 

A cremação tem sido praticada pelos religiosos pagãos durante muitos séculos.

 

O leitor é capaz de tratar deste modo os corpos dos seus ente queridos – cremando-os -quando morrerem? Do ponto de vista Cristão será esta, uma prática aceitável? Não! A cremação é definitivamente uma prática inteiramente pagã. É de origem pagã e serve propósitos pagãos. Porque será que os Hindus e os religiosos de outras religiões pagãs cremam? Exactamente porque há uma relação intrínseca com a sua crença na falsa doutrina da reencarnação. Como crêem, erradamente, que um dia reencarnarão noutro corpo, naturalmente procuram destruir pela cremação o seu corpo.

 

A cremação não tem, pois, nada de Cristão. Pelo contrário, a sua génese está associada a práticas idólatras e a puro paganismo.

 

A PRÁTICA CRISTà COM OS CORPOS MORTOS É O SEU SEPULTAMENTO

 

«Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente. Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo. Nem toda a carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos homens, e outra a carne dos animais, e outra a dos peixes e outra a das aves. E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela. Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual» (1 Cor. 15:35-44)

 

A Bíblia compara a sepultura ao acto do agricultor semear a sua semente, esperando que dela surja posteriormente um novo corpo. Os Cristãos sepultam os seus corpos como quem semeia, pois crêem que um dia ressuscitarão. Quando sepultamos uma pessoa plantamos a semente para o corpo da ressurreição. O sepultamento é, assim um vigoroso testemunho da crença na verdade da ressurreição.

 

Contrastemos isto com o paganismo. Eles não têm tal conhecimento ou esperança. Os Hindus e Budistas, por exemplo, crêem na reincarnação. É verdade que eles crêem numa alma distinta do corpo. Mas não crêem que a alma, uma vez separada do corpo pela morte, ressuscitará relacionada com o primeiro corpo. Crêem antes que a alma reencarnará num corpo inteiramente diferente, sem qualquer tipo de relação com o primeiro.

 

Assim sendo, da próxima vez que formos a um funeral olhemos para o sepultamento como um acto de sementeira de quem espera, mais tarde, colher algo, e olhemos para a cremação como um acto de quem não crê na verdade da ressurreição, mas na doutrina errada da reencarnação.

 

DEUS PRATICA A SEPULTURA

 

Uma outra razão porque cremos que o sepultamento é  a vontade de Deus para o Seu

povo é visto no facto do próprio Deus ter sepultado Moisés: «Assim morreu ali Moisés, servo do SENHOR, na terra de Moabe, conforme a palavra do SENHOR. E o sepultou num vale, na terra de Moabe, em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura » (Deut. 34:5,6).

 

A CREMAÇÃO É UM SINAL DA MALDIÇÃO DE DEUS

 

Ao longo da Bíblia a destruição de um corpo humano pelo fogo é usado como sinal da ira divina. Consideremos alguns exemplos:

O exemplo de Sodoma e Gomorra (2 Ped. 2:6).

O exemplo de Nadab e Abiú (Lev. 10:1,2).

O exemplo dos que se rebelaram com Coré (Num. 16:35).

O exemplo dos perdidos lançados no lago de fogo no juízo eterno (Apo. 20:15).

 

ERA CONSIDERADA UMA DESONRA UMA PESSOA NÃO TER UMA SEPULTURA

 

Um exemplo chave disto é Jezabel, que, por causa da sua maldade, foi comida pelos cães (1 Reis 21:23-24). Mais, lemos dos Midianitas «que pereceram em Endor; tornaram-se como estrume para a terra» (Sal. 83:9-10).

 

Desonraremos assim os que partem?

 

O CORPO DO CRISTÃO PERTENCE A DEUS; NÃO É NOSSO PARA O DESTRUIRMOS PELO FOGO OU POR QUALQUER OUTRO MEIO

 

«Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus» (1 Cor. 6:19-20).

 

Quando algo não me pertence, mas me é emprestado pelo seu legítimo dono, certamente que não tenho o direito de o destruir. É prerrogativa do dono destruir a sua própria possessão, mas não tem direito de o fazer quem recebe por empréstimo. Isto aplica-se à morte e corpo do crente. O corpo não é nosso para que o profanemos ou destruamos. Se Deus opta por permitir que um crente morra num incêndio, está no Seu direito. Mas o crente não tem o direito de escolher destruir o seu próprio corpo. E Romanos 14.8 lembra-nos que isto é tão verídico na vida quanto na morte! «... vivamos ou morramos, somos do Senhor».

 

DEUS CHAMOU CLARAMENTE DE IMPIEDADE À CREMAÇÃO

 

«Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Moabe, e por quatro, não retirarei o castigo, porque queimou os ossos do rei de Edom, até os tornar a cal» (Amós 2:1).

 

O SENHOR JESUS FOI SEPULTADO, E ELE É O NOSSO GRANDE EXEMPLO

 

«Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro ... Ali, pois (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus» (João 19:38-42).

Do mesmo modo que o Senhor Jesus Cristo foi sepultado com a certeza de que ressuscitaria ao terceiro dia segundo as Escrituras, é dito ao crente que o seu corpo repousa na morte ate ao dia da ressurreição. O corpo morto dorme, aguardando o dia em que será despertado do pó da terra para a glória do grande dia da ressurreição.

 

É claro que não podemos forçar as pessoas a sepultar os seus mortos, e sabemos bem que o destino que derem aos corpos, qualquer que ele seja, não afectará ou beliscará a veracidade da sua ressurreição. Mas cremos que estas coisas são importantes pelo significado que trazem associado. Esperamos que os líderes e o povo de Deus em geral espalhem estas verdades nas suas igrejas e entre os amigos e conhecidos, como forma de testemunho. Nestes dias de franca expansão de apostasia e confusão doutrinal, uma voz bíblica cristalina é urgentemente necessária.

 

Que este seja o testemunho Cristão: Se morrermos antes de Cristo voltar, que o nosso corpo repouse em sono sossegado aguardando o glorioso dia. Não permitamos que nos tratem como os pagãos tratam os seus mortos.

 

Glorifiquemos o Senhor na nossa vida ... e também na nossa morte!

 

- C.M.O.

 


 

  

 "O apóstolo Paulo cria que o pregador não é apenas um repórter, mas um evocador do que tem sido reportado”.

 

 


 

 

NÃO DESISTA!

 

 

Conta-se a história de um caçador de diamantes da Venezuela, chamado Rafael Solano. Ele era um dos muitos nativos pobres que buscavam enriquecer. Certo dia, ele foi peneirar as pedras de um banco de areia de um rio seco onde se dizia haver diamantes. Ninguém, contudo, havia tido a oportunidade de encontrar diamantes na areia e pedregulhos. Um por um, aqueles que chegavam e partiam do local viam os seus sonhos despedaçados e os seus corpos exauridos.

  Desanimado e exausto, Solano acabara de decidir que chegara a hora de ele desistir também. Ele não tinha nada para mostrar após meses de trabalho.

  Solano, então, abaixou-se para peneirar mais um punhado de pedregulhos, para que ao menos pudesse dizer que tinha inspeccionado cada pedregulho na sua propriedade. Dos pedregulhos na sua mão, ele pegou um que parecia um pouco diferente. Ele pesou-o na outra mão. Parecia pesado. Ele mediu-o e pesou-o numa balança. Poderia ser o que pensava?

  Exactamente: Solano encontrara um diamante bruto! O joalheiro nova-iorquino Harry Winston pagou $200.000 dólares só por aquela pedra. Quando o diamante foi polido e lapidado, ficou conhecido como Libertador, e é considerado o maior e mais puro diamante não-minado do mundo.

  Talvez o leitor esteja atolado num trabalho durante semanas, ou até anos, sem ver muito resultado. Hoje pode ser o dia. Não desista!

  As Escrituras estão cheias de exemplos de homens e mulheres que, mesmo à beira do desastre ou fracasso, experimentaram a obra criativa de Deus nas suas vidas. Lembre-se...

·   A Palavra de Deus é verdadeira.

·   Deus pode abrir o mar.

·   Deus pode curar o incurável.

·   Deus pode fornecer água de uma pedra e maná no deserto.

·   Deus pode conquistar os seus inimigos.

·   Deus ainda pode livrar da fornalha e da cova dos leões.

 

Persevere naquilo que Ele tem separado para si hoje, pois a sua recompensa será maior do que pode imaginar!

 

_____________________________

Texto extraído do livro:

Café da Manhã Com Deus