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«Toda amargura,
e ira, e cólera, e gritaria, e blasfémias, e toda malícia seja tirada de entre
vós» (Efé. 4.31).
O Senhor Jesus usou muitas vezes o ar livre como Sua sala de
aulas. Quantas vezes ele apontava para as aves do céu, para as flores do campo,
para os peixes do mar, para as sementes dos campos, etc. Da observação que Ele
fazia da natureza extraía profundas lições práticas. A criação de Deus ainda
nos dá muitas e instrutivas lições para a nossa vivência diária.
Uma
coisa que podemos observar na natureza é o crescimento natural e espontâneo das
ervas daninhas, em contraste com os frutos, vegetais e flores
que carecem de ser plantados e cuidados. Do mesmo modo, os defeitos, maus
hábitos e vícios também surgem e desenvolvem-se sem que façamos qualquer
esforço. Parte da maldição do pecado vê-se no facto das más atitudes e maus
hábitos emanarem em nós naturalmente e com espontaneidade. Por outro lado,
sabemos muito bem que as virtudes necessitam de ser intencionalmente plantadas
e permanentemente cuidadas. Estas não surgem nas nossas vidas automaticamente.
Muitas
ervas daninhas, a princípio, até parecem inocentes e atractivas. Porém, se as
deixarmos crescer, tornam-se desagradáveis, incómodas e destrutivas.
Paralelamente, na nossa experiência diária temos de ter cuidado com muitos
pecados que aparentam ser inocentes e até sedutores, no início. Contudo, se
nada fizermos em relação a eles, trar-nos-ão contratempos, transtornos e
devastação.
De
facto, as ervas daninhas são muito como o pecado nas nossas vidas. Mal nos
tornamos seguidores do Senhor Jesus Cristo, não passa muito tempo que não
descubramos que entrámos numa zona de guerra. Como acontece com as ervas
daninhas, o pecado tem tendência a espalhar-se, sufocando «os frutos de
justiça».
É
por isso que lemos, «Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e
blasfémias, e toda malícia seja tirada de entre vós».
Urge
que retiremos de nós estes males que nos prejudicam, antes que eles nos invadam
e nos causem danos irreparáveis. No lugar das “ervas daninhas” atrás referidas
plantemos a boa semente da bondade, compaixão e perdão. «Antes, sede uns
para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros,
como também Deus vos perdoou em Cristo» (v. 32).
A
remoção das ervas daninhas é um trabalho árduo, contínuo. Consegue-se fazê-lo
melhor de joelhos. A supressão do pecado nas nossas vidas também é um trabalho
duro e consegue-se melhor ajoelhados, em oração.
O
segredo da remoção eficaz das ervas daninhas reside na sua eliminação pela
raiz; doutro modo será vão. Na remoção do pecado da nossa vida precisamos de ir
à raiz do problema.
Por incúria, algumas
raízes tornam-se tão profundas que só uma ferramenta de forma afiada,
penetrante, pode alcançá-las e removê-las. Na nossa luta contra o pecado, por
vezes, desleixamo-nos tanto que Deus tem de intervir com a Sua “correcção e
repreensão” penetrantes para remover tais raízes (cf. Heb. 12.4-11). Essa acção, «ao presente, não parece
ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de
justiça nos exercitados por ela».
«Portanto,
tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados» (v. 12),
ou seja, curvemo-nos em oração, de forma continuada, para arrancarmos, as ervas
daninhas da nossa vida!
- C.M.O.
...Eu buscaria,
cada dia, o Supremo Pastor e ficaria muito tempo aos seus pés para aprender com
Ele a ser um bom pastor.
...Eu gastaria
longo tempo a ler e a estudar a Palavra de Deus, armazenando grande quantidade
de alimento, da melhor qualidade, para distribuir pelas minhas ovelhas.
...Eu estaria
sempre preocupado e ocupado com o meu rebanho, acompanhando-o, atento às suas
necessidades e dificuldades.
...Eu procuraria
viver no meio das minhas ovelhas, sentindo e vivendo a mesma realidade, pois só
assim será possível uma completa identificação entre pastor e rebanho.
...Eu teria
sempre à mão o bálsamo consolador para untar as feridas das ovelhas doentes e
oprimidas.
...Eu repartiria
o meu pão com as famintas e daria de beber às sedentas.
...Eu estaria
atento àquelas ovelhas fugidias, que se afastam do rebanho, usando o meu cajado
para puxá-las de volta ou para corrigi-las se insistissem no erro.
...Mas eu usaria
a vara para afugentar os lobos devoradores do mundanismo, do comodismo, dos
ventos de doutrina que sempre aparecem para dizimar o rebanho.
...Eu estaria
sempre a contar e a recontar o rebanho, para não deixar nenhuma ovelha fora do
aprisco.
...Eu daria
tanto valor às ovelhas grandes e gordas e fortes, como aos tenros cordeirinhos,
ainda pequeninos e frágeis – eles são o rebanho do amanhã, em potencial.
...Eu
incentivaria o crescimento do rebanho, levando as ovelhas a multiplicarem-se,
ampliando os limites do aprisco e recebendo as novas com amor e cuidados
especiais.
...Finalmente,
eu procuraria comportar-me de tal maneira, junto ao rebanho ou longe dele, que
as ovelhas pudessem confiar plenamente em mim e seguir as minhas pisadas, só
porque viram em mim alguém parecido com o Sumo Pastor.
...Mas eu não
sou pastor, nem posso ou pretendo ser pastora. Sou feliz e agradecida a Deus
por ser esposa e mãe de pastor. E, orando, procuro ser ajudadora e conselheira
idónea, fazendo o que me compete no lar e na Igreja. E assim, espero contribuir
para que eles sejam pastores segundo o coração de Deus.
Dulce
Purim
A
isto, só podemos exclamar:Façamos o mesmo!
(Pastores
e não pastores).
O
verbo favorito do mundo é “receber”. O verbo favorito do
crente é “dar”.
- Billy Graham
“Eu sou Maria, mas nem
sempre vou com as outras”
Responde rapidamente à
minha pergunta: Se eu cair no buraco cairás também? Se eu andar no caminho
errado, andarás também? Num primeiro momento, sem pestanejar, irás responder-me
que “não, claro que não!”. No entanto, não é isso o que vemos por aí. Sem
perceber, e até mesmo inconscientemente, muitas pessoas, por meio de
influências negativas, ‘caem em buracos’ profundos e ‘andam por caminhos’
inconvenientes.
Já deves ter ouvido falar da expressão “Maria-vai-com-as-outras” – pessoas
facilmente influenciáveis, que não têm opinião própria e que comummente
concordam com tudo o que os outros dizem. Se lhe disserem que a roupa que usa é
feia (quando na verdade não é), o “Maria-vai-com-as-outras” é incapaz de
colocar o seu ponto de vista ou de contradizer o que disseram a seu respeito.
Se falarem mal de alguém o “Maria-vai-com-as-outras” concorda no género, número
e grau. Na tentativa de agradar ou de se comportar de maneira igual, essas
pessoas acabam por copiar as outras em tudo: no modo de falar, de andar, de
vestir, de agir... Mas porque é que isso acontece? Porque é que existem pessoas
assim? Será Insegurança? Medo?
Não é de se estranhar que muitas raparigas liguem às amigas antes de saírem de
casa, somente para pedirem uma opinião sobre a roupa que devem usar naquele
dia. Se a amiga diz que a roupa está ridícula, já é motivo para trocá-la. O
medo de perder, de não ser aceite ou mesmo de contrariar os amigos, pode fazer
com que alguém se comporte desta forma. A insegurança também pode ser outro
factor. Muitas pessoas temem ser ridicularizadas na frente dos outros por não saberem
de determinado assunto. Ter de dizer ‘não’, quando todos do grupo dizem ‘sim’
pode ser a coisa mais difícil do mundo para essas pessoas. Muitas delas vivem
em função do que os outros pensam e dizem.
Influências negativas
Durante um bom tempo os mídia divulgaram diversas
campanhas anti-drogas. Numa delas, uma jovem dizia a seguinte frase: “Eu sou
Maria, mas nem sempre vou com as outras”. O anúncio publicitário mostrava
exactamente uma pessoa que não se deixava influenciar pelos outros, principalmente
quando o assunto era drogas.
Muitos dizem-se amigos quando na verdade querem é influenciar negativamente os
outros. E isso acontece em diversas áreas da vida de alguém. Até mesmo no meio
da Igreja existem os “Maria-vai-com-as-outras”, que se deixam influenciar por
alguns irmãos: “Tu podias fazer isto!”; “Olha, porque é que não fazes aquilo?”.
E lá vai o “Maria-vai-com-as-outras” trocar de ministério, sem consultar Deus
em primeiro lugar.
Se tu tens agido assim, como “Maria-vai-com-as-outras”, repetindo e acreditando
em tudo o que os outros dizem, mudando de opinião só para agradar a alguém,
toma muito cuidado. Aprende a adquirir e a dar a tua opinião sobre os
acontecimentos. Sê autêntico, aprende a ter o teu ponto de vista e a não
acreditares em tudo o que ouves. A tua vulnerabilidade prejudicar-te-á.
Sê convicto, firme e determinado, como uma Maria das da Bíblia, seguindo as suas múltiplas virtudes,mas não uma “Maria vai com as outras”.
«Tens tu fé? Tem-na em ti
mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele
que não se condena a si mesmo naquilo que aprova» (Rom. 14.22).
«O
filho sábio alegra a seu pai»Provérbios 10:1; 15:20
Um "filho
sábio" pode ser identificado cinco vezes em Provérbios.
O Senhor Jesus foi o
filho sábio por excelência.
Lemos duas vezes em
Provérbios que um filho sábio alegra o seu pai, e duas vezes o Pai abriu os
céus para declarar audivelmente o prazer que tem no Seu Filho.
Um filho sábio ouve as
instruções do pai (Prov. 13:1). O Senhor Jesus só fazia a vontade do Pai (João
5:30).
Um filho sábio guarda a
Lei (Prov. 28:7). O Senhor Jesus foi impecável e desafiou os religiosos a
provarem o contrário (João 8:46).
Finalmente, um filho
sábio sega e colhe (Prov. 10.5). Jesus
foi o grão de trigo que morreu para realizar uma grande colheita (João 12:24).
O Filho todo-sábio
alegrará sempre o Pai!
- W. Henderson
PERGUNTA:
O Senhor Jesus morreu
por TODOS, ou apenas pelos eleitos?
RESPOSTA:
Alguns têm concluído,
do que a Bíblia diz sobre a verdade da eleição, que Deus ama apenas os
eleitos e que Cristo morreu apenas pelos eleitos. Contudo, os tais têm
adoptado este ponto de vista como uma conclusão “lógica” tirada de um conjunto
de passagens bíblicas por si seleccionadas, aparentemente ignorando tudo o que
as Escrituras dizem em sentido contrário. É claro que não há nenhuma passagem
da Bíblia que afirme que Cristo morreu apenas pelos eleitos.
Certo comentador
escreveu: “Paulo nunca escreve que Deus amou o mundo”. Mas o que é que
isso prova? O nosso Senhor disse que Deus amou o mundo e nesta questão o
dispensacionalismo não é factor determinante. Paulo declara repetidas
vezes que Deus amou, e que Cristo morreu por «todos os homens», «todos», etc.
As passagens seguintes são algumas das que ensinam inequivocamente que Deus
ama, e que Cristo morreu por, todos os homens:
João 3.16,17: «Porque Deus amou o mundo de
tal maneira, que deu o Seu Filho Unigénito para que todo aquele que n’Ele crê
não pereça, mas tenha a vida eterna.
«Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para
que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele».
Alguns têm
interpretado, aqui, a palavra «mundo» como referindo-se ao “mundo dos
eleitos”, mas como é que isto pode ser assim quando o versículo seguinte mostra
que a referência é ao mundo a que Cristo veio, o mundo dos homens, o
mundo de pecadores, que Ele não desejava condenar? Em qualquer caso “mundo”
seria uma palavra estranha para se usar com referência aos eleitos, não
seria?
2 Cor. 5.14,15: «Porque o amor de Cristo nos
constrange, julgando nós assim: que, se um MORREU POR TODOS, logo, todos
morreram.
«E ele MORREU POR TODOS, para que os que
vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e
ressuscitou».
Se, aqui, todos se
refere apenas aos eleitos, como ensinam alguns, a passagem não deveria dizer
antes que Cristo ”morreu por todos, para que TODOS vivessem para Ele”, em vez
de distinguir os que vivem como parte do “todos” por quem Cristo morreu?
Mais, no Ver. 14 o apóstolo declara que «o amor de Cristo» o constrangia
a pregar este evangelho. Será que Paulo pregava este amor, ou este evangelho,
apenas aos eleitos?
1 Tim. 2.4-6: «que quer
que TODOS OS HOMENS se salvem e venham ao conhecimento da verdade.
«Porque há um só Deus e
um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem,
«O qual se deu a si
mesmo em PREÇO DE REDENÇÃO POR TODOS, para servir de testemunho a seu
tempo.
Se o «todos os
homens» do Ver. 4 se refere apenas aos eleitos, porque é que o Ver. 5
acrescenta que Cristo é o «Mediador entre Deus e os homens», em vez de
“certos homens” ou “os eleitos”?
1 Tim. 4.10: «Porque para isto trabalhamos e
lutamos, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de TODOS OS HOMENS,
PRINCIPALMENTE DOS FIÉIS».
Estamos perante uma
declaração qualificada, diante duma não qualificada (como em Rom.
3.22). Se, como alguns ensinam, o «todos os homens» são os eleitos, quem
são os «fiéis»?
Heb. 2.9: «... para que, pela graça de Deus,
provasse a morte por todos».
Como é que aqui «todos»
se pode referir apenas aos eleitos? «Todos», aqui, como em 2
Cor. 5.14,15, significa «todos os homens». Decerto que nesta passagem o
apóstolo não podia estar a referir-se a todos os anjos ou todas as coisas,
como o resto de Hebreus 2 claramente revela.
2 Ped. 2.1: «falsos profetas, ... falsos
doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão O
SENHOR QUE OS RESGATOU ...».
O espírito Santo
poderia ter declarado com maior clareza que o nosso Senhor «resgatou» até os
falsos doutores, que O negavam?
2 Ped. 3.9: «O Senhor ... é longânime para
convosco, NÃO QUERENDO QUE ALGUNS SE PERCAM, SENÃO QUE TODOS
VENHAM A ARREPENDER-SE».
Temos aqui um
testemunho negativo, a saber, que não é da vontade de Deus que alguém se
perca, e um positivo, nomeadamente, que Ele quer que todos venham a
arrepender-se. O que poderia ser mais claro?
1 João 2.2: «E ele é a propiciação pelos
nossos pecados e não somente pelos nossos, mas TAMBÉM PELOS DE TODO O MUNDO».
A palavra «nossos»,
aqui, refere-se claramente aos eleitos. «Ele é a satisfação pelos nossos
pecados». Então como pode ser argumentado que as palavras «também pelos de
todo o mundo» se refere igualmente aos eleitos, ou a “todos os
eleitos”? Obviamente a passagem quer dizer simplesmente o que diz.
Poderiam ser citadas
mais passagens assim, mas isto não é um tratado sobre a Eleição!
- C. R. Stam
“Independentemente
de onde baseias a tua mensagem nas Escrituras, há
sempre uma linha recta para a cruz”.
-
C. H. Spurgeon
Numa
edição da revista Moody Monthly, George Sweeting escreveu sobre a
importância da honestidade. Ele referiu-se ao Dr. Madison Sarratt, que, durante
muitos anos, ensinou Matemática na Universidade Vanderbilt.
Antes
de entregar o teste, o professor disse o seguinte aos seus alunos:
“Hoje
dou-vos a fazer dois exames – um sobre trigonometria e outro sobre honestidade.
Espero que passem a ambos. Se tiverdes de fracassar num, fracassai em
trigonometria. Há muitas pessoas boas no mundo que não passam em trigonometria,
mas não há boas pessoas no mundo que não tenham que passar no exame da
honestidade.”
«... zelamos do
que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens»
(2
Cor. 8.21).