Índice:

Editorial

Uma Conversa Com Ruth Bell Graham

Uma Mãe Está a Orar

Verdades Fundamentais e Questões Secundárias

Fórum Questório

A Psicologia e o Evangelho

O Propósito e Importância da Igreja

Pensamento

 


 

EDITORIAL

 

Conta-se que um crente sabia que o tempo da sua partida estava próximo. Sabendo disso, enviou uma mensagem aos seus 7 filhos para que viessem a fim de os poder ver pela última vez, neste mundo. Quando chegaram, o pai chamou-os ao quarto, onde, na cama, jazia enfermo havia duas semanas.

 

Ao chegarem, rodearam-lhe a cama para que ele os pudesse ver a todos. Dirigindo-lhes a palavra, pediu que saíssem e cada um deles trouxesse uma cana. Eles acharam estranho o pedido, mas acederam. Quando voltaram, disse-lhes que quebrassem a sua respectiva cana. Quando todos o fizeram, voltou a pedir-lhes que tornassem ao exterior e cada um deles trouxesse outra cana. Eles não percebiam aquele “ritual” estranho, mas porque sabiam que o seu pai estava prestes a deixá-los, obedeceram de novo. Quando voltaram disse-lhes que juntassem as canas todas num feixe e as atassem com fio de pesca para que estivessem todas bem unidas. Quando o fizeram, pediu-lhes que tentassem quebrá-las. Um por um, todos tentaram quebrá-las, mas sem qualquer sucesso. Quando o último fez a sua tentativa frustrada, olhou para todos eles e disse-lhes: “Quero que saibais que se estiverdes sós facilmente sereis quebrados, mas se vos mantiverdes unidos será praticamente impossível algo ou alguém quebrar-vos”.

 

A união e unidade dos crentes é obra do Espírito Santo. «Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo ...» (I Cor. 12.13).  «procurando guardar a unidade do Espírito ...» (Efé. 4.3). O Senhor quis sempre os Seus, unidos. Podemos ver bem este Seu sentimento expresso nas seguintes palavras bem conhecidas, «Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste?» (Luc. 13.34).

 

No entanto, o diabo, inimigo das nossas almas, sempre procurou separar o que Deus uniu. É bom recordar aqui o que o Senhor disse, a este respeito, a saber, que a «casa dividida contra si mesma não subsistirá» (Mat. 12.25) e mais grave ainda, que «a casa dividida contra si mesma cairá» (Luc. 11.17).

 

Quer o Senhor que nos recordemos destas verdades. Como está a nossa relação com os irmãos a quem o Senhor nos uniu?

 

José, filho de Jacob, é, provavelmnente, a figura mais perfeita que temos do Senhor Jesus Cristo, nas Escrituras. Na parte final da vida dele vemo-lo, como o nosso Senhor, a dispensar, ele só, pão a um mundo que perecia, tornando-se salvador de todos os povos. Vemo-lo a dar aos seus irmãos uma honrosa comissão, que deveriam levar a cabo apressadamente, para que estes falassem de toda a sua glória (Gén. 45.9,13), admoestando-os significativamente. As Suas palavras aos seus irmãos, quando os enviou, ilustram bem o que o Senhor também nos diz ao enviar-nos:

 

«E despediu os seus irmãos, e partiram; e disse-lhes: Não contendais pelo caminho» (Génesis 45.24). E quanto necessitamos desta palavra de exortação! A carne ainda está em nós. O diabo procura  estimular em nós o espírito de rivalidade, ciúme e inveja. Mas o Senhor diz, «ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor» (2 Tim. 2.24). Se cada um de nós der ouvidos a isto, não veremos ninguém a sucumbir no caminho!

 

Então ...

 

«... não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros» (I Cor. 12.25).

 

Oh, sejamos guardiões da «unidade do Espírito pelo vínculo da paz»! 

 

- C.M.O.

 


 

UMA CONVERSA COM RUTH BELL GRAHAM

 

 

Ruth Bell Graham tem desempenhado uma parte integral no ministério de Billy Graham ao longo dos anos. Bem conhecida como poetiza e escritora, ela tem uma visão compenetrada da vida e do seguir a Cristo. A revista Decision entrevistou-a recentemente. Publicamos aqui essa entrevista com o desejo de que a sua vida dedicada ao Senhor e à Sua causa o(a) inspire.

P/ A irmã é conhecida por ser uma pessoa alegre. O que é que a faz alegre?

R/ A maior razão, e a mais importante, é a minha relação pessoal e o meu andar com o Senhor Jesus. Não concebo a vida sem Ele.

A minha família também me torna alegre – fico muito contente quando os membros da família vêm cá a casa. Por vezes interrogo-me se Deus se sente dessa forma quando um dos Seus filhos chega ao lar celestial.

Nós olhamos a morte como uma tragédia, e sentimos pesar e enlutamo-nos com familiares e amigos, mas nós não paramos para pensar que Deus provavelmente não sente pesar. Interrogo-me se Ele não fica contente sempre que um dos Seus filhos chega ao lar celestial. Não se trata de um estranho que ali chega, mas de um filho amado.

Tenho muitas razões para ser feliz e desfrutar da vida. Estou a gostar do meu envelhecimento, mas tenho que admitir que certas partes do processo do envelhecimento não são, em si, alegres, tais como as indisposições e dores físicas. Quando crescemos, passando pelos anos da juventude, há também coisas que nós particularmente não gozamos. Cada parte da vida tem os seus altos e baixos.

Tenho tantas recordações – e elas não têm de ser recordações felizes – de coisas que tenho aprendido acerca de Deus, e do modo como as Escrituras se me abriram de uma nova forma!

P/ Muitos dos seus livros contêm excertos dos seus diários. Escrever o seu diário foi uma disciplina particular que se impôs a si mesma?

R/ Nunca mantive um diário sistematicamente; há dias que simplesmente não são dignos que se escreva acerca deles! Mas sou perita em anotar pequenos incidentes que procuro datar, especialmente quando as pessoas dizem coisas de que me quero recordar.

Eu encorajaria as pessoas a escreverem as coisas especiais que acontecem. Tenho um bloco de notas cheio de incidentes que aconteceram e de coisas que os meus filhos disseram quando na fase do seu crescimento. Eu não trocaria aquele bloco de notas por um milhão de dólares!

P/ Como leitora ávida, deve ter alguns autores a quem Deus usou com significado na sua vida.

R/ Amy Carmichael, uma missionária na Índia, teve uma grande influência na minha vida. E particularmente cheio de significado para mim foi Alexander Smellie, da Escócia. Ele escreveu um livro sobre a história da igreja Escocesa perseguida.

John Trapp foi um escritor do Séc. XVII que gosto muito de ler. Tenho gostado muito dos livros escritos por George Macdonald, G.K. Chesterton e Alexander Whyte. Passei muito tempo a ler aos meus filhos. Isso foi importante.

Quando estive na Inglaterra com o Bill numa Cruzada, quis muito obter uma cópia do “Livro dos Mártires” de Fox. Procurei em algumas livrarias de livros em segunda mão, mas sem sucesso. Um dia, ia a sair do hotel quando uma repórter me perguntou se podia passar uns minutos com ela. Eu estava cheia de pressa, mas acedi à entrevista.

Durante a conversa, falámos de livros que eu tinha lido, incluindo o livro de Foxe. Ela mencionou essa informação no artigo que escreveu, e uma mulher que o leu telefonou-me e disse-me que tinha disponível uma cópia velha. Deus usou o meu amor pelos livros para me ensinar uma lição – que algumas vezes Deus interrompe os nossos planos para realizar os Seus. Quando eu observava os livros em segunda mão naquela livraria, não imaginava que Deus tinha algo muito melhor para mim. Ele guia-nos em todos os passos que damos.


P/ A irmã nasceu na China, de pais missionários. Como foi essa experiência?


R/ Desfrutei imenso, principalmente por causa dos missionários entre os quais cresci. Eles eram extraordinariamente talentosos, bem preparados, profundamente motivados – naqueles dias em que se tinha de ser assim para se poder ir para a China. Era muito difícil conseguir ir para a China. Vivíamos num país brutal. Tivemos alguns problemas com os japoneses à medida que a sua influência militar crescia na região. Mas gostei de viver na China.


Os missionários entendiam que uma parte essencial do trabalho duro é o descanso. Alguns juntavam-se uma vez por semana ou coisa assim. Eles riam-se muito. A sua alegria, e a alegria dos Chineses que se tornavam crentes faziam um enorme contraste com os não-crentes que viviam à nossa volta. Para mim foi um grande modo de começar porque vi como a fé Cristã torna a vida apelativa, atraente, agradável e gozosa.


Na sua carta aos Coríntios o Apóstolo Paulo escreveu acerca de tornarmos a nossa fé atractiva: «E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento» (2 Coríntios 2:14).  Os missionários tornavam a sua fé atraente, e isso causou em mim uma profunda impressão.


P/ Aos treze anos a irmã foi internada numa escola na Coreia do Norte. Como foi estar longe da família?


R/ Eu quase morri de saudades. Mas foi a minha “recruta” de muitas maneiras. Deus sabia que eu iria passar o resto da minha vida a dizer “adeus”.

A minha irmã mais velha, Rosa, já estava na escola, e isso tornou-me as coisas mais fáceis, mas mesmo assim foi-me muito difícil.


Apesar de tudo, estou contente por a minha Mãe e o meu Pai me terem enviado para lá – tornei-me muito mais dependente do Senhor e da Bíblia. Lembro-me que durante o meu primeiro semestre adoeci e tive que ser levada para a enfermaria. Comecei a ler os Salmos, e ao fim do dia tinha acabado de ler os 150 Salmos. Nessa noite senti a presença de Deus duma forma especial.

 

As Escrituras guiam-nos e consolam-nos. As pessoas nas Escrituras experimentaram a mesma espécie de problemas e dificuldades que nós experimentamos hoje. Muitas vezes elas estavam sós, exaustas e desencorajadas, mas Deus satisfazia as suas necessidades. Que encorajamento isso é para nós ao enfrentarmos os desafios que nos são colocados hoje!


Quando tinha 15 anos de idade, acabei o ensino secundário, mas o meu pai enviou-me de volta para mais um ano de escola porque eu era demasiado nova para entrar na universidade, nos Estados Unidos. No fim desse ano, pude fazer todos os cursos bíblicos disponíveis. Eu tinha sede e fome de conhecer a Palavra de Deus.


P/ A irmã conheceu Billy Graham no Wheaton College. Qual foi a primeira impressão que teve dele?


R/ A primeira vez que o vi ele descia as escadas a correr enquanto eu as subia. Pensei para comigo, “Que jovem acelerado!” Quando o conheci, impressionou-me a sua consagração ao Senhor.


Na universidade tínhamos um tempo para orar onde os homens estavam numa ponta do corredor e as mulheres na outra. Uma manhã ouvi o Bill orar, e fiquei a saber que era um homem que sabia orar. Aquelas duas qualidades – a sua consagração a Cristo e a sua sinceridade e ousadia na oração – foi o que me impressionou mais no Bill.


Quando namorámos, tivemos os nossos altos e baixos. Eu tive sempre em mente ir para o Tibete como missionária, e um dia o Bill disse-me, “Ruth, pensas que Deus nos uniu?”


Tive que admitir que estava convencida que sim. Então o Bill disse-me, “Bem, então, eu tomarei a liderança, e tu seguir-me-ás”. Tenho estado a segui-lo desde então.


P/ As viagens do irmão Graham fizeram com que muitas vezes ele ficasse separado de si e dos vossos filhos. Como é que a irmã lidou com esses momentos?


R/ Como disse, Deus realmente preparou-me, quando era nova, para uma vida de dizer adeus. É claro que disse muitos adeus ao Bill quando ele partia para Cruzadas à volta do mundo.


Felizmente, movemo-nos para Montreat, Carolina do Norte, onde habitávamos do lado oposto da rua onde viviam os meus pais. Eles tinham regressado aos Estados Unidos do campo missionário. Foram avós maravilhosos e liam histórias aos netos, brincando também com eles.

 

Passei muitas, muitas noites em oração, pedindo a Deus que abençoasse as Cruzadas do Bill e me ajudasse com as crianças. Entreguei as minhas cargas ao Senhor, e aprendi a adorá-Lo e a agradecer-Lhe pela Sua bondade e provisão. Tenho tanto para ser agradecida!


P/ Com cinco filhos para educar, a irmã deve ter estado muito ocupada.


R/ É verdade. Estava ocupada todo o tempo, e isso manteve a minha mente ocupada. Aprendi a confiar em Deus todos os dias.


Cada um dos meus filhos tinha uma personalidade única. Eu não tinha a certeza de como eles todos se sairíam, mas Deus abençoou-nos com filhos maravilhosos. Eu posso consultar os meus diários e ler as conversas que tive com eles em alturas maravilhosas. Uma vez o Franklin estava a dormir na entrada da frente com as suas botas de cowboy e espingarda de brincar. Nós estávamos a ter problemas com alguns esquilos (indivíduos desprezíveis), e o Franklin disse-me para não me preocupar que ele tinha uma arma.


"Franklin, isso é apenas uma espingarda de brincar,” disse eu.


"Está bem, Mamã," disse ele, "Os esquilos não sabem disso."


P/ Que conselho dá à jovens mães que educam os seus filhos hoje?


R/ Digo-lhes que se acampem nas Escrituras. É aí que elas encontrarão a direcção e a força de que precisam. Os Salmos não podem ser superados. Estou tão alegre por saber que David não estava sempre no topo de tudo,  pelo que nos podemos identificar com as suas dificuldades, desencorajamento e desgaste.


Às jovens mães que são recém-convertidas, recomendo que passem tempo a ler não apenas Salmos mas também Provérbios. Provérbios oferece muita ajuda prática para a vida do lar. O meu pai lia o Livro de Provérbios todos os meses, lendo um capítulo por dia. Eu recomendo isso vivamente.


P/ Agora pode passar mais tempo com o irmão Graham do que no passado?


R/ Oh, sim. Desfrutamos muito da vida e um do outro, mais do que pensei ser possível. Sentamo-nos e falamos bons bocados e desfrutamos da companhia um do outro. À noite vemos as notícias juntos e conversamos muito sobre os nossos filhos e netos. Deus tem sido tão bom para nós!

 


 

UMA MÃE ESTÁ A ORAR

 

por Ruth Bell Graham


Escuta, Senhor, 
uma mãe está a orar
em voz baixa e tranquilamente:
escuta, por favor.
Escuta o que as suas lágrimas
estão a dizer,
vê o seu coração
sobre os seus joelhos;
levanta a carga
dos seus ombros curvados
de modo que ela veja
e entenda,
que Tu, que sustentas
os mundos no seu conjunto,
sustentas os seus problemas
nas Tuas mãos.

 

 


 

VERDADES FUNDAMENTAIS E QUESTÕES SECUNDÁRIAS

 

Há certas doutrinas da fé Cristã que são absolutamente fundamentais. São de primeira importância. Nelas não há nem pode haver diferenças de opinião. Os verdadeiros crentes estão unidos nessas grandes verdades. A diferença de opinião nessas verdades tem sido bem rotulada de heresias. Os verdadeiros crentes estarão dispostos a dar a vida por essas verdades. Não podemos ter comunhão com os que negam as verdades fundamentais.

   A bem conhecida fórmula de Richard Baxter simplifica muito bem estas coisas nestes termos:

         Nas verdades fundamentais, unidade.

Nas questões secundárias, liberdade.

Em todas as coisas, caridade (ou, amor).

   Há questões que são secundárias. Acerca delas os verdadeiros crentes podem diferir de opinião. Grandes homens de Deus não vêem tudo exactamente do mesmo modo.

   Depois há ainda uma terceira classe  de assuntos que podem ser claramente rotulados de não essenciais. Quando se chega a esses assuntos há sempre pontos de vista diferentes, e deve haver liberdade para se discordar sem se causar conflitos ou divisões.

   Um destes assuntos tem a ver com os cálices da ceia do Senhor. Por um lado, um só cálice simboliza a unidade do Corpo de Cristo. Mas quando a assembleia cresce, é normal usarem-se dois, três ou mesmo quatro cálices. Se quatro são válidos, porque não quarenta? O argumento para os cálices individuais repousa maiormente no perigo de se poderem transmitir doenças por meio do cálice comum, visto que o vinho não contem conteúdo alcoólico suficiente para matar os germes. Em qualquer caso isto não é uma questão de importância fundamental. Pelo contrário, proporciona uma oportunidade para mostrar amor e consideração aos que discordam de nós.

   Outro assunto tem a ver com o uso de instrumentos musicais. Deve haver liberdade para uma assembleia adoptar a sua própria política nessa matéria. Nenhuma grande declaração de fé alguma vez considerou o acompanhamento instrumental como uma verdade fundamental da fé. Bem podemos parafrasear as palavras de Paulo sem violentá-las: «Porque, em Cristo Jesus, nem o órgão nem a sua ausência têm virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura» (Gál. 6.15).

   Sumariemos: Nas verdades fundamentais deve haver unanimidade em qualquer assembleia. No que concerne às questões biblicamente importantes, mas não fundamentais, cada assembleia deve adoptar uma posição no temor de Deus. Qualquer ensino contrário, público ou privado, que crie conflito ou divisão, não deve ser permitido. Se uma pessoa discorda com a posição da assembleia e sente que deve deixar aquela comunhão, deve fazê-lo em quietude e pacificamente, sem procurar arrastar outros com ele. Nas questões não essenciais, podemos ter convicções fortes nessas áreas, mas temos de reconhecer que há  irmãos a quem Cristo salvou igualmente, que não concordam connosco. Por isso devemos evitar o dogmatismo excessivo.

   Cromwell disse, “Rogo-vos pelas  grandes misericórdias de Cristo que concebais a possibilidade de estardes errados”. Quando alguém tentou procurar defeitos no Dr. Ironside em alguns assuntos não essenciais, ele terá dito, “Bem, irmão, quando chegarmos ao céu, um de nós estará errado—e talvez seja eu!”. O fogo ter-se-á desvanecido, porque o irmão Ironside não lhe acrescentou combustível (Pro. 26.20). Pode haver comunhão sem total acordo nestes tópicos. Onde há amor e quebrantamento, oração e paciência, humildade e temperança, as diferenças esbatem-se com amizade. Os crentes podem discordar sem serem desagradáveis

   Que o Senhor nos ajude a ser um exemplo nisso!

 

- W.M.D.

 


 

FÓRUM QUESTÓRIO

 

Pergunta:

 

Será errado jurar? Em toda e qualquer circunstância?

 

Resposta:

 

Mateus 5.33-37:

«Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás teus juramentos ao Senhor.

«Eu, porém, vos digo que, de maneira nenhuma, jureis nem pelo céu, porque é o trono de Deus,

«nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei,

«nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.

« Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna».

 

A lei judaica continha várias proibições contra o jurar falsamente no nome de Deus (Lev. 19.12; Núm. 30.2; Deu. 23.21). Jurar no nome de Deus significava que Ele era testemunha de que se dizia a verdade. Os Judeus procuraram evitar a impropriedade de se jurar falsamente no nome de Deus substituindo-O pelo céu, a terra, Jerusalém, ou a sua cabeça.

 

Jesus condena esse logro da lei  que denota hipocrisia e  proíbe qualquer forma de juramento em conversação ordinária. Não apenas era hipócrita como inútil tentar jurar por outro nome em substituição do nome de Deus.

 

Jurar pelo céu era jurar pelo trono de DEUS. Pela terra era jurar pelo escabelo dos SEUS pés. Por Jerusalém era jurar pela SUA cidade, a capital real. Mesmo jurar pela cabeça envolvia Deus pois Ele é o Criador de tudo.

 

Para o crente o juramento ordinário é desnecessário. O seu SIM significa SIM. E o seu NÃO significa NÃO.

 

Usar linguagem mais forte é admitir que satanás – o maligno - governa as nossas vidas.

 

Por isso, Jesus proíbe qualquer forma de juramento em conversação ordinária. Contudo não proíbe jurar em determinadas circunstâncias, como num tribunal, por exemplo. Jesus testemunhou sob juramento diante do Sumo Sacerdote (Mat. 26.63,64). Paulo também usou o juramento para invocar Deus como sua testemunha de que o que estava a escrever era verdade (2 Cor. 1.23; Gál. 1.20).

 

Pensamos ser esta a abordagem correcta à questão, pelo que vemos nas Escrituras.

 

«Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus» (1 Cor. 11.16).

 

 


 

A PSICOLOGIA DO EVANGELHO

 

A Cristandade é hoje invadida por aquilo a que chamamos de psicologia. É ensinada em muitas escolas bíblicas e inspira sermões em muitas igrejas. As pessoas com problemas são convidadas a consultar um psicólogo para obterem resultados de profissionais.

A Igreja recebeu do seu Salvador a missão de proclamar o Evangelho aos pecadores e de pregar a Palavra aos crentes. Será que a “psicologia cristã” é uma maneira sofisticada de comunicar a Palavra de Deus, ou não será antes uma mensagem diferente? Serão os fundamentos da “psicologia cristã” diferentes dos da psicologia secular?

O objectivo deste artigo não visa pôr em causa os motivos daqueles que defendem a psicologia, ou os problemas causados por desequilíbrios químicos, mas sim analisar a verdade. Abordaremos quatro aspectos em que a “psicologia cristã” é idêntica à psicologia secular, ou seja, radicalmente diferente do Evangelho do Senhor Jesus Cristo, ensinado na Bíblia.

 

1.  Vítima ou pecador?

 

A psicologia moderna considera a pessoa como uma vítima. Os motivos dados são problemas de família ou de educação, tais como um lar desfeito, uma má educação ou todo o tipo de abusos, etc.... O sofrimento interior de uma vítima manifesta-se por um comportamento de perturbação. A vítima é levada a acreditar que foi magoada psicologicamente, devido ao comportamento de alguém. O raciocínio é o seguinte: alguém que sofre faz sofrer os outros.

A solução é dar à pessoa magoada o sentimento do seu valor e de lhe dar a compreender que os outros são a causa do seu sofrimento. A psicologia ensina que a falta de auto-estima pode ser corrigida ao compreender-se a causa da conduta de perturbação.

O Evangelho não nos considera como vítimas mas como pecadores. Não fala tanto do sofrimento interior mas sim de um sentimento de culpabilidade causado pelo pecado. De acordo com o Evangelho, o problema não está simplesmente na conduta de perturbação, mas numa desobediência voluntária a Deus.

Uma vítima pode acusar os outros pela sua condição. Um pecador deve confessar o seu pecado. Uma mágoa psíquica é causada por alguém que é responsável pelo meu mal. A culpabilidade significa que eu sou responsável pelas minhas escolhas, sem tomar em conta as circunstâncias negativas que as motivaram. Se se trata de uma conduta de perturbação, segunda a psicologia, posso mudar ao corrigir os meus sentimentos em relação a mim próprio e às circunstâncias. De acordo com o Evangelho, a desobediência exige arrependimento no que concerne ao mal e, daí em diante, obediência a Deus e à Sua Palavra.

A Bíblia diz que todos os homens são pecadores culpados [ou seja, responsáveis pelos seus actos] e sem desculpa (Romanos, caps 1 a 3). Todos recebemos ordem para nos arrependermos (Actos 17.30). A solução não é subjectiva (fé numa melhor compreensão de nós mesmos), mas objectiva [fé no Salvador dos pecadores, o Senhor Jesus Cristo] (Romanos 3.21-28).

 

2.  Doença ou concupiscência da carne?

 

A psicologia diz que alguém sofre de alcoolismo em vez de falar do pecado da bebedice. A devassidão e o adultério não são considerados como pecados mas simplesmente como uma exagerada liberdade sexual. A ira é qualificada como conduta impulsiva, e por aí fora ... Estes diferentes pecados são muitas vezes vistos como doenças. Ora uma doença é algo que apanhamos ou que nos foi transmitido sem que o quiséssemos. Uma doença deve ser tratada por um profissional de saúde, como um médico, um psiquiatra ou um psicoterapeuta. Cada doença exige um tratamento adequado.

Mas a Bíblia ensina que os pecados tais como a bebedice, a prostituição, a lascívia, a homossexualidade, a ira, as pelejas, o roubo, o ódio etc., são obras da carne.

A carne é o que foi afectado e corrompido na nossa natureza humana, herdada de Adão (Romanos 5.12-21). A única solução para o problema do pecado é o sangue de Jesus Cristo. A única solução para combater a concupiscência da carne é o Espírito Santo de Deus que nos dá uma força sobrenatural para morrermos para esses pecados e para vivermos uma vida verdadeiramente santa (Romanos 8.13; Gálatas 5.16-22).

 A Palavra de Deus afirma ao crente: “Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gálatas 5.16).

É da responsabilidade do crente andar no Espírito, sendo os resultados garantidos.

 

3.  Uma terapia profissional ou a Palavra de Deus?

 

A “psicologia cristã”, ao mesmo tempo que reconhece a Bíblia, usa a mesma linguagem e métodos que a psicologia secular. Perguntemos àqueles que realmente querem agradar a Deus: São os princípios da psicologia bíblicos? Há algo mais perfeito do que a Bíblia?

O Deus da eternidade criou-nos com toda a Sua sabedoria. Ele compreende-nos, conhece-nos e proveu uma salvação perfeita por meio do Seu Filho, Jesus Cristo. Esta salvação não comporta somente um livramento quanto ao castigo do pecado (o inferno), mas também um livramento quanto ao poder do pecado, ou seja, uma vida transformada.

Será que existe algum livro mais profissional do que o Livro de Deus? Será que alguma coisa, que nos pudesse ajudar a viver, deveria ser acrescentado às Escrituras? Um ancião de igreja (ou qualquer cristão piedoso) que conhece a Bíblia e que anda com o Senhor é tanto ou mais profissional do que qualquer outra pessoa para dar um bom conselho. Um psicólogo que fica apenas pelo que as Escrituras dizem não fará nada mais do que qualquer ancião com um coração de pastor.

As Escrituras são todas suficientes, não somente para a salvação, mas para a vida cristã. A psicologia pretende que toda a verdade vem de Deus, que seja uma descoberta ou uma verdade revelada. Mas as Sagradas Escrituras estão completas e nenhuma revelação da verdade pode ser acrescentada.

“Desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura, divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra. (2 Timóteo 3.15-17).

“O seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude” ( 2 Pedro 1.3).

“Em Quem (Jesus Cristo), estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Colossenses 2.3).

Quando se trata do corpo, por exemplo, os olhos ou as orelhas, pode ser necessário recorrer a um médico. Quando se trata da alma (em grego psuche – psyche) do homem, é ao Senhor que devemos ir, porque Ele é o Pastor e Guardião das nossas almas” (1 Pedro 2.25). Ele tem conhecimento profissional das nossas almas. Podemos entregar-Lhe todas as nossas petições, porque Ele mesmo cuida de nós.

 

4.  A auto-estima ou a negação de si mesmo

 

A psicologia (secular ou cristã) ensina geralmente 3 pontos principais sobre da auto-estima:

 

1)  A psicologia diz que o nível da auto-estima determina a nossa conduta.

A Bíblia ensina que a estima que temos pelo Senhor Jesus (contemplando-O a Ele e não a nós) transformará a nossa conduta (2 Coríntios 3.18).

 

2) A psicologia diz que uma falta de auto-estima é a causa da maior parte dos problemas comportamentais.

A Bíblia ensina que “o orgulho da vida” é o principal factor que contribui para o sistema ímpio que governa o nosso planeta (1 João 2.16).

 

3) A psicologia diz que praticamente todo o mundo sofre de falta de auto-estima (ou até mesmo da inexistência dela).

A Bíblia diz: “ninguém aborrece a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta” (Efésios 5.29) e “Por humildade, cada um considere os outros superiores a si mesmo” ( Filipenses 2.3).

Satanás não pecou por falta de auto-estima, mas pelo contrário: o orgulho (1 Timóteo 3.6). Acontece da mesma forma com os filhos do diabo. O Senhor Jesus disse: “Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-Me” (Lucas 9.23).

Querido leitor, para se agradar a Deus e se ser usado por Ele, o segredo não é termos suficiente auto-estima, mas sim, negarmo-nos a nós mesmos e engrandecermos cada vez mais o Senhor Jesus Cristo. Considere o que estes homens de Deus disseram:

 

Abraão: “Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.” (Génesis 18.27)

 

Jacob: “menor sou eu que todas as beneficências ...  que tiveste com teu servo ” (Génesis 32.10).

 

João Baptista: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3:30).

 

Pedro: “Ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador” (Luc.5.8).

 

Paulo: “A mim o mínimo de todos os santos...” (Efésios 3.8).

“Não confiamos na carne ... para conhecê-lo, e a virtude da Sua ressurreição  (Filipenses 3.3,10)

“Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gálatas 6.14).

 


 

O PROPÓSITO E IMPORTÂNCIA DA IGREJA

 

As pessoas são sociáveis por natureza. Elas encontram maior sentimento de segurança e de satisfação na companhia de outros que partilham dos seus interesses e atitudes. De todos os grupos – e muitos são - em que os humanos se têm congregado, das muitas tribos, clãs, organizações e sociedades ao longo da história, nenhum tem sido tão poderoso e de alcance tão vasto, ou mais universal, como a Igreja.

Em parte alguma as pessoas têm encontrado tanto conforto, segurança ou paz como na Igreja. Todos os outros grupos traçam fronteiras artificiais e erguem apenas uma ilusão de protecção; a Igreja de Jesus Cristo é um organismo vivo, vibrante, que recebe o seu poder de propósito e de vitalidade do próprio Deus.

A palavra igreja é uma tradução portuguesa da palavra Grega ekklesia, que significa  "chamados para fora", ou uma assembleia de pessoas.

A Bíblia ensina que há apenas uma só Igreja universal, embora possam haver várias igrejas formadas em várias denominações. Apesar das suas muitas segmentações e divisões há um só Senhor.

Jesus Cristo é a Cabeça desta grande Igreja universal. Dele devem dimanar todas as actividades e ensinos da Igreja, pois Ele é a Origem de toda a experiência Cristã.

A Igreja tem sido criticada por disputas internas e aparente falta de unidade. Estes conflitos provêm de diferentes interpretações das ordens de Jesus e de forma alguma reflectem a sabedoria de Jesus ou a Sua autoridade absoluta na emissão da Suas ordens.

Quando aceitaste Cristo como teu Salvador e colocaste a tua confiança n’Ele, tornaste-te membro da grande Igreja invisível. Tornaste-te membro da casa da fé. Tornaste-te parte do Corpo de Cristo. Passaste a ser chamado a obedecer a Cristo, e obedecendo-Lhe, segues o Seu exemplo de te unires a outros Cristãos na adoração a Deus: «não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns» (Heb. 10.25).

Tu podes estar bem ciente das imperfeições e defeitos da igreja local na tua comunidade. Mas lembra-te de que a perfeição não existe entre seres humanos, e que as instituições que eles criam para glorificar a Deus estão cheias destas mesmas falhas humanas. Jesus é o único Homem perfeito que jamais viveu. Os demais de nós somos na melhor das hipóteses pecadores arrependidos, que tentam, quanto podem, seguir o Seu magnífico exemplo.

Quando Jesus fundou a Igreja, Ele tencionou que os Seus seguidores se unissem a ela e lhe permanecessem fieis. Podes ficar confuso diante das igrejas cujas membrasias estão abertas a ti.

A Igreja filial não é algo a que se deve juntar de ânimo leve, pois se a Igreja é o maior serviço que te pode ser prestado – e, mesmo mais importante, se visa conferir-te a maior oportunidade de serviço aos outros – então deves seleccionar em espírito de oração uma em que sintas que podes ser mais útil a Deus.

Algumas pessoas acham mais fácil aproximarem-se de Deus em edifícios magníficos e com alguma forma de ritual. Outros acham mais fácil buscar a Deus apenas na simplicidade absoluta. Algumas pessoas sentem-se mais confortáveis com a formalidade, outros sentem-se melhor com a informalidade. O importante não é como adoramos, mas a sinceridade e profundidade de propósito com que adoramos, e precisamos de encontrar e de nos unir à igreja em que como indivíduos podemos adorar melhor.

Não cometas o erro de te prenderes a um ministro particular em vez de ao Corpo da própria Igreja. É à Igreja e a Jesus Cristo que deves lealdade. Uma igreja estável é edificada quando os membros da congregação reconhecem que é o seu amor mútuo de e a Jesus Cristo e o seu sincero desejo de seguir os Seus passos que os mantém unidos.

Como Cristãos, vamos à igreja não apenas pelo que obtemos dela, mas também pelo que podemos pôr nela. Nós vamos acrescentar as nossas orações às dos outros. Nós vamos acrescentar as nossas vozes às outras que se erguem em louvor do Senhor Deus. Nós vamos acrescentar a nossa força aos rogos e súplicas para que o Senhor abençoe. Nós vamos acrescentar o peso do nosso testemunho da salvação por intermédio do Senhor Jesus Cristo. Nós vamo-nos congregar com os outros na adoração a Deus e na contemplação da Sua misericórdia e amor ilimitados. Também vamos para o necessário companheirismo com os irmãos.

Os crentes que não estão envolvidos activamente na vida de uma igreja local lembram-me o que acontece quando se retira uma brasa do braseiro. Uma vez afastada do braseiro a brasa arrefece gradualmente e acaba por se apagar.

A Igreja é um meio de canalização dos nossos fundos para a obra Cristã e para as necessidades dos Cristãos. A Bíblia ensina a sermos generosos no dar. A generosidade deve motivar-nos em todas as coisas.

Jesus disse, «Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber».  O dar aquece o coração e satisfaz a alma. O egoísmo é causado pelo temor e o Cristão deve ser destemido. Tanto quanto possível devemos dar discretamente e em silêncio. Jesus disse que quando damos, «não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita».   

As dádivas não podem ser medidas apenas em euros e cêntimos, não podem ser medidas em caixas de roupas velhas. Por vezes a maior dádiva é a dádiva da amizade e da proximidade. Uma palavra boa, um cumprimento amigável, uma noite passada com alguém que esteja só, pode ceifar uma rica colheita para o reino de Deus. É impossível tornarmo-nos ganhadores de almas a menos que estejamos preparados para darmos algo de nós mesmos. Não apenas o nosso dinheiro, mas o nosso tempo, os nossos talentos, nós mesmos – deve-se dar tudo para o serviço de Cristo.

Um dos propósitos da Igreja é espalhar o Evangelho. A missão básica e primária da Igreja é proclamar Cristo aos perdidos. O mundo está a ser vencido pelos problemas sociais, morais e económicos. O mundo precisa de Cristo. A missão da Igreja é lançar a bóia salvadora aos pecadores que perecem por toda a parte. O Senhor «pôs em nós a palavra [mensagem] da reconciliação». Unamos esforços com os outros Cristãos para ganharmos almas para Cristo.

Temos de usar todos os talentos, facilidades e métodos possíveis para ganharmos almas para Cristo. Os nossos métodos podem variar. Podemos usar evangelismo por visitação, evangelismo educacional, missões de pregação, evangelismo por células, evangelismo por rádio e televisão, evangelismo por filmes, ou o chamado evangelismo em massa. Estou ciente que hoje em muitas partes do mundo a Igreja é ilegal, desacreditada e virtualmente destruída. No entanto, tem sido provado repetidas vezes que “o sangue dos Cristãos é a semente da Igreja”. A Igreja de Deus é uma Igreja centralizada na Bíblia, e cresce forte sob perseguição.

Em lugares onde os crentes em Cristo vivem em pobreza miserável, eles ainda são generosos. Quando um membro sofre, os outros vêm ajudar essa pessoa. Impossibilitados de pregar abertamente, eles buscam oportunidades para testemunharem com as suas vidas. Quando um é cruelmente punido por alguma razão injusta e o suporta alegremente , um observador curioso pode dizer-lhe, “Isso foi injusto, e tu ainda estás alegre!” O Cristão tem neste caso oportunidade de lhe falar de Jesus Cristo.

E é essa a grande missão da Igreja.

- Billy Graham

 


 

PENSAMENTO

 

O FOGO COMEÇA QUANDO ALGUÉM TOCA UM ASSUNTO COMO SE FOSSE A ÚNICA DOUTRINA NA BÍBLIA.