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A Igreja Europeia terá que passar às
Catacumbas?
A pregação é uma actividade nobilíssima,
de enorme responsabilidade. O púlpito está para a igreja como o leme para o
navio. Onde é que se consegue uma hora, no mínimo, de audiência ininterrupta,
todas as semanas? Muitos não compreenderam ainda o poder da pregação, nem o seu
propósito. A pregação visa transformar, e não, meramente, informar. Pregar é,
pois, mais do que apresentar um mero sermão. Esta oportunidade dourada e de
tamanha responsabilidade não pode ser desperdiçada, ao ser entregue a pessoas
não dotadas, ou não preparadas.
Ouvimos com frequência alguns pregadores
queixarem-se, dizendo que os descrentes resistem, hoje, mais ao evangelho do
que no passado. Pensamos que isso não corresponde à verdade. Hoje, essa
resistência, na maior parte dos casos, não é mais que uma pobre comunicação de
quem tenta comunicar. O problema é que o modo como a mensagem é apresentada não
é cativante; não passa, não colhe. O problema está em quem prega e não em quem
ouve.
Uma sondagem efectuada pelo conceituado
Gallup, há uns anos atrás, revelou que os descrentes elegeram a igreja como o
lugar mais enfadonho. Isto é muito grave e da inteira responsabilidade dos
crentes.
Claro que há excepções, mas isto não pode
acontecer. Cabe a quem está no leme, a responsabilidade de tornar as coisas
diferentes. A igreja é o lugar mais maravilhoso que existe – é assim que a
Bíblia a apresenta - e isso pode ser visto mesmo aos olhos dos descrentes. O
Senhor não disse: «Assim resplandeça
a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e
glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus» (Mat. 5.16)?
Não podemos entregar o púlpito “a bons
rapazes” porque simplesmente são nossos amigos. O púlpito tem que ser entregue
a quem tem efectivamente dom. E parte do problema existe porque há um número
significativo de crentes que tentam, ainda que com muito voluntarismo e
sacrifício pessoal assinaláveis, ministrar nesta área para que não estão
dotados e qualificados.
Há que ter a coragem de convidar para
pregar apenas os manifestamente dotados. Há que ter a humildade de deixar aos
verdadeiramente dotados este ministério. Os que não têm o dom não têm a
necessidade de fazer um esforço tão grande para resultados tão
desmoralizadores, e os que o têm precisam de se aplicar mais no desenvolvimento
e aperfeiçoamento do dom que possuem, para que sirvam bem.
Como se pode usar o livro mais excitante
e estimulante que existe, tornando-o aos olhos dos descrentes como o mais
monótono e enfadonho? Como diz Rick Warren, “miraculosamente, conseguem
transformar pão em pedras!” O mais grave desta situação não é as pessoas
pensarem que somos enfadonhos ao apresentarmos a Bíblia de um modo pouco ou
nada interessante, mas pensarem, erradamente, que Deus é enfadonho. É
impressionante vermos na Bíblia a forma entusiástica como os pregadores do
primeiro século pregavam a Palavra de Deus, captando e impressio-nando a
atenção dos descrentes, não os deixando, nunca, indiferentes. Lembremo-nos, por
exemplo, das pregações de Pedro em Actos 2, 3 e 4 e as de Paulo no areópago e
diante do rei Agripa.
Muitos crentes vêem o seu entusiasmo, em
convidar descrentes para virem aos cultos, esmorecer e esfriar, porque sabem
que os pregadores habitualmente escalados para a pregação, na maior parte dos
casos, são monótonos, não dotados, nem qualificados.
Sabemos experimentalmente o que isso é. É
angustiante evange-lizarmos pessoas no dia a dia e, depois, não as podermos
levar à igreja, porque esta perdeu a forma de comunicar aos descrentes.
Como podemos trazer descrentes ao culto
se tememos que o “pregador” seja um incompetente? Esta incúria mutila ainda
mais o já muito mutilado evangelismo hodierno.
Rick Warren explicou isto muito bem
quando afirmou: “Oramos, pedimos, pressionamos, motivamos, enfatizamos, mas os
crentes não trazem os seus amigos à igreja. Porquê? Na verdade, muitas vezes, é
por se sentirem embaraçados. Eles sabem, instintivamente, que os cultos não
estão concebidos para os descrentes, para os que procuram e buscam, para as
pessoas que eles conhecem no seu lugar de trabalho. Eles pensam, o culto
satisfaz as minhas necessi-dades, mas não satisfaz as neces-sidades deles, e
por isso não lhes peço que venham. O antídoto para este problema é oferecer
pelo menos um culto ao fim de semana, que seja concebido para os ‘sem igreja’”.
Quantas vezes os irmãos querem convidar
um descrente, mas nunca sabem se a mensagem que vai ser dada será de
evangelização ou de edificação. Por vezes levam um descrente que vai ouvir uma
mensagem sobre finanças. Depois não levam ninguém, e ouvem uma mensagem
evangelística. Porque nunca se sabe se será seguro trazer um descrente, os
crentes em geral desistem de trazer descrentes.
O pregador, para além do dom, deve estar
também muito bem equipado. Isso ajudá-lo-á a ter a necessária flexibilidade
para ajustar a mensagem à audiência. Já tivemos que, por diversas vezes,
transformar cultos de oração em cultos de evangelização, em virtude de terem
aparecido descrentes que iriam ter a oportunidade de ouvir o evangelho,
formalmente pregado, pela primeira vez. Sim, por vezes é preciso deixar as 99
ovelhas no deserto para se buscar a ovelha perdida.
Qualquer culto deve ser sempre preparado
para a excelência. Para além do Senhor o merecer, os irmãos merecem-no
igualmente, e nunca sabemos se vai estar presente um descrente pela primeira
vez, para quem as primeiras impressões colhidas entre os crentes serão muito
importantes e provavelmente determinantes e decisivas para a tomada de decisão
que terá que efectuar em relação à salvação. Também ele, o descrente, merece
uma oportunidade digna desse nome. Não vamos ser os Jonas do Séc.XXI, pois não?
É que ele não quis que os Ninivitas tivessem uma oportunidade!
Certa igreja decidiu fazer uma série de
reuniões especiais. Quando procuravam decidir quem pregaria, um irmão sugeriu
Dwight Moody e, ... para todo o período. Uma voz opôs-se, perguntando se Moody
tinha o monopólio do Espírito Santo. O irmão que tinha feito a sugestão
retorquiu: “Não! Mas o Espírito Santo tem o monopólio da vida do irmão Moody, e
por isso entendo que é ele que deve pregar!” Graças a Deus, acabaram por
escolhê-lo. Não podemos pregar um Salvador sobrenatural sem um poder
sobrenatural.
A mentalidade que impregna a ideia de que
quem vai pregar sobe ao púlpito tem de acabar. Os que pregam não podem
“subir” ao púlpito. Precisam de “descer” ali, como Moisés desceu para falar ao
povo depois de ter estado no Monte Sinai (numa intensa comunhão com Deus).
Oramos para que nas igrejas se sirva mais
e melhor nesta área.
- C.M.O.
Mais importante
que andar a pregar é pregar a andar.
TERÁ QUE PASSAR ÀS CATACUMBAS?
Tem havido uma crescente tendência
entre os países Europeus para desprezarem e mesmo ilegalizarem certas formas de
Cristianismo por causa da proliferação das seitas.
Muitos Europeus interrogam-se agora sobre o que devem fazer
para manterem as suas crenças sem a interferência dos seus governos. Para
alguns, a resposta é voltarem às catacumbas. Os grupos Cristãos que não têm
tido uma presença tradicional nesses países são os mais duramente atingidos por
essas leis novas. As igrejas Católica, Luterana, Anglicana e Ortodoxa, que
estão bem estabelecidas em muitos países Europeus, não são afectadas. Contudo,
muitos grupos Evangélicos e não denominacionais estão a ser olhados como seitas
e potenciais ameaças.
No início deste ano, a França deu passos para controlar as
actividade de certos grupos religiosos ao fazer passar uma lei anti seita. A lei faz da “manipulação mental” um crime.
Uma pessoa que seja culpada de causar “um estado de sujeição psicológica ou
física resultante de sérias e repetidas pressões ou técnicas concebidas para
alterar o juízo” enfrenta cinco anos de prisão. Os tribunais também têm autoridade
para dissolver os grupos religiosos e imporem pesadas multas.
A nova lei também inclui proibição de publicidade ou
abertura de centros religiosos próximos de escolas, hospitais ou lares sociais.
Alcançar a juventude também é ilegal.
Um ancião comentou, “Se quisermos ter crianças na igreja,
Escola Dominical, isso pode ser visto como influenciar menores. Se trabalharmos
em prol dos idosos, isso será depredar os mais vulneráveis. Se quisermos ter um
tempo de oração e jejum, isso será visto como privar de sono e comida.”
Há um grande temor de que esta lei possa ser usada para
ilegalizar completamente o evangelismo. Repetidas tentativas para comunicar o
evangelho a alguém pode ser considerado crime.
A França não é o único país que procura classificar grupos
de crentes como seitas. Em partes da Suíça, lar do Reformador João Calvino e
país cuja bandeira remonta a 700 anos atrás como símbolo da fé Cristã, os
crentes estão a experimentar o mesmo retrocesso. Os grupos não associados às
organizações tradicionais Católicas ou Protestantes são consideradas seitas e
muitas igrejas estão a ser estereotipadas nos media como sendo seitas
perigosas. As igrejas na Suécia também estão a enfrentar grande controvérsia
sobre a legislação que pode impedir os pastores
de falarem negativamente da homossexualidade. Um sermão que
descreva a prática homossexual como pecaminosa “pode” constituir uma ofensa
criminal sob a nova lei. O culpado pode enfrentar 2 anos de prisão.
A Bielo-Rússia
aprovou este ano a mais
repressiva de toda a legislação ao ilegalizar actividade religiosa não
registada. A nova lei requer que toda a literatura religiosa seja pré-aprovada.
A legislação também proíbe os cidadãos estrangeiros de conduzirem organizações
religiosas, restringe a publicação e a educação formativa aos maiores grupos de
fé, e proíbe todas as pequenas reuniões religiosas em casas privadas.
Mais de uma dúzia de países Europeus está actualmente a
procurar caminhos que sustenham os grupos de fé. Ironicamente, o país com a
maior igreja subterrânea – a China – está a observar os métodos Europeus e a
tomar notas. Os líderes Chineses estão a olhar para as leis Francesas como
modelo para monitorizarem as futuras actividades religiosas no seu próprio
país.
Em algumas partes da Índia é preciso a permissão de um
magistrado para se passar de uma religião para outra. Doutro modo a pessoa
sujeita-se a uma pena de 3 anos de prisão e uma multa de €1.000.
Em Portugal, a tão falada Lei da Liberdade Religiosa
insere-se no mesmo espírito.
Preparemo-nos para o pior, que, para nós, pode, tão somente,
ser o melhor!
"Para o cristão um féretro não é um esquife mas um
cofre de entesourar esperança. Esta esperança começou no dia da salvação e o
velho caixão parecendo tão lúgubre é agora um cofre onde se guarda esperança.
Dia a dia estamos colocando coisas neste cofre, à medida que
servimos ao Senhor e armazenamos tesouros nos céus. Um dia, talvez, seremos
sepultados naquilo que o mundo chama de féretro, mas que nós sabemos ser um
cofre cheio de esperança. Agradeço a Deus, pois no "dia das bodas," o
cofre de esperança será aberto, e o que nele foi colocado sairá luz. Estaremos
com Ele e seremos como Ele.
Não é maravilhoso Cristo transformar todas as coisas? É
maravilhoso porque Ele muda mesmo a morte. Ele toma o que para nós é a coisa
mais mórbida que existe e a transforma num cofre transbordante de
esperança."
Jack Hyles.
HISTÓRIA
TRADICIONAL HEBRAICA
Segundo uma história tradicional Hebraica, Abraão estava
sentado fora da sua tenda, determinada noite, quando viu um velho, cansado da
idade e da jornada, dirigindo-se para ele. Abraão precipitou-se para ele,
saudou-o, e convidou-o a entrar. Uma vez na tenda, lavou-lhe os pés e deu-lhe
de comer e de beber.
O velho começou logo a comer sem proferir qualquer oração ou
bênção. Por isso Abraão perguntou-lhe, “Não adoras Deus?”
O velho viajante disse, “Adoro o fogo apenas e não
reverencio mais nenhum deus”.
Quando ouviu isto, Abraão irou-se, agarrou o velho com força
pelos ombros, e expeliu-o da tenda, lançando-o no ar frio da noite.
Quando o velho partiu, Deus chamou o Seu amigo Abraão e
perguntou-lhe onde estava o estranho. Abraão respondeu, “Expulsei-o porque ele
não Te adorou”.
Deus respondeu, “Tenho-o suportado estes oitenta anos apesar
de ele me desonrar. Não pudeste suportá-lo uma noite?”
Como todos nós precisamos de revelar mais da Sua graça na
nossa relação com os homens, por mais indignos que estes sejam!
«Não há
nação, por grande que seja,
que
possa sobreviver às suas próprias tentações e loucuras, se não cuida em
doutrinar os seus filhos na Palavra de Deus. A justiça das nações, como a
justiça dos indivíduos, há de ter a sua origem nessa fonte de inspiração. Tenho
pena dos homens que não lêem a BÍBLIA todos os dias...».
Woodrow
Wilson, falecido presidente dos
E.U.
da América do Norte, em discurso
George
Wilson a H. E. Alexander antes deste e outros companheiros dele serem recebidos
em comunhão na Igreja:
“Ao
entrardes na igreja, tomais as vossa responsabilidades, e não tendes o direito
de vos intitulardes Cristãos se não conduzistes uma alma a Cristo”.
A
preocupação sobre o futuro é pecado porque nega o amor, a sabedoria e o poder
de Deus. Nega o amor de Deus por implicar que Ele não cuida de nós. Nega a Sua
sabedoria por implicar que Ele não sabe o que está a fazer. Nega o Seu poder
por implicar que Ele não pode providenciar para as nossas necessidades.
--William MacDonald
Por M. Pereira
Elas estão aí. Estendem-se por todo o país e por um período
que vai até dois meses. De meados de Abril até meados de Junho, não há núcleo
universitário, de norte a sul do país que não faça questão de organizar as suas
semanas "académicas." Ouvimos falar das semanas
"académicas", convivemos de perto pelas madrugadas fora, mesmo no
conforto das nossas camas, com estas celebrações estudantis, mas o que é que
serão as semanas "académicas"? Vamos tentar esclarecer alguns pontos
importantes.
Todos sabemos que a palavra "académico" provém da
palavra "academia". O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto
Editora define a palavra "academia" como:
· "sociedade de escritores, artistas ou cientistas;
· sede dessa sociedade;
· escola de ensino superior, universidade;
· conjunto dos estudantes de uma instituição escolar;
· reunião de académicos;
· sarau instrutivo e recreativo."
Temos, portanto, que qualquer coisa apelidada como sendo
"académica" deveria ser relativa a actividades que contribuíssem para
o desenvolvimento intelectual ou para o aumento da esfera de saberes dos
respectivos académicos. Será que é isso que se passa nas semanas ditas
académicas? Vamos percorrer algumas das coisas que lá se passam.
A Música
Por incrível que pareça, a primeira coisa que nos vem à
cabeça quando começamos a ver publicitada a semana "académica" da
nossa respectiva cidade não é nada que tenha a ver com qualquer tipo de
academismo. A primeira coisa em que pensamos é na música, principalmente se
vivermos relativamente perto do recinto dos festejos. Eu próprio, por viver a
mais de 2 quilómetros do local da Semana Académica da Universidade do Algarve,
pensava que iria estar imune a quaisquer sonoridades vindas da festa. Puro
engano. Até às 6 da manhã conseguia ouvir, a alto e bom som, todos os acordes.
Mas que música é que se ouve nas semanas "académicas?
Actualmente existem alguns grupos que se repetem nas
diversas semanas "académicas" e queimas por esse país fora. É o caso
de grupos como: "Blind Zero", "DA Weasel",
"Plástica", "Blasted Mechanism" ou "The Gift."
São os chamados "não-comerciais," "underground," ou outros
nomes que indiquem a sua condição de rebeldes não condicionados às regras da
sociedade capitalista opressiva.
A música é sempre um meio de veicular uma mensagem. Que
mensagem é que estão os nossos jovens a ouvir? Muito poderia ser dito a este
respeito. Limitemo-nos, por isso a fazer uma pequena leitura de algumas letras
de alguns dos grupos musicais mencionados.
"Black day,
stormy night
No love, no hope
in sight
Don’t cry, He is
coming
Don’t die without
knowing The Cross"
– Blind Zero.
Tradução:
"Negro dia, noite tempestuosa
Nenhum amor, nenhuma esperança à vista
Não chores, Ele aí vem
Não morras sem conhecer A Cruz"
"Acendo mais um cigarro
E mais uma vez faço um esforço para ver se não aparro
Quando engulo o último ansiolítico Prevejo mais um serão apocaliptico"
–
Da Weasel.
And every time
I lay down in my
bed and rest down my head
I wait for the
end
I don’t know what
I’ve yearned
Don’t know what
I’ve expected
Cause the end
it’s always the end
– The Gift
Tradução:
E de cada vez
Que me deito na cama e descanso a cabeça
Espero pelo fim
Não sei pelo que ansiei
Não sei pelo que esperei
Porque o fim é sempre o fim.
A conclusão: palavrões, referências a consumo de
droga, referências maliciosas e críticas a Deus e ao divino, pessimismo e
derrotismo. Eis os ingredientes das mensagens que são passadas aos nossos
jovens nas semanas "académicas". São estes os pensamentos que eles
discutem.
O resultado: jovens adultos sem esperança, muito
críticos perante tudo e todos e com um coração incrivelmente endurecido em
relação a Deus e à eternidade. Que valores é que estão os nossos jovens a
cultivar nas universidades?
O Álcool
Todos os anos é a mesma coisa. Vandalismo, distúrbios
urbanos, comas alcoólicos, mortes. Chegam-nos aos ouvidos notícias destas
coisas vindas de todas as semanas académicas. É ver jovens completamente
embriagados serem entrevistados pelas televisões nacionais. Como se a
intoxicação fosse motivo para rir.
Qualquer estudante universitário (e falo com conhecimento de
causa) que se apresente perante os colegas como abstémio (i. e., não ingere
bebidas alcoólicas) é olhado com se de um extraterrestre se tratasse. Os
"académicos" que mais álcool conseguem ingerir e que se embriagam na
maioria dos dias, são olhados como verdadeiros heróis e respeitados como tal.
Como é que se chega a este tipo de mentalidade? Simples.
Entrega-se o patrocínio das semanas "académicas" a
meia dúzia de marcas de bebidas alcoólicas. Apesar do que estas marcas possam
dizer, não é do seu interesse que as pessoas bebam com moderação. Assim sendo,
tudo nas semanas "académicas" é um estímulo ao consumo desenfreado de
álcool, com todas as consequências que daí advêm. E, desta vez, não falo só das
noites pois os famosos desfiles ou cortejos são tradicionalmente regados por
generosas torrentes de álcool.
Gostamos muito de dizer: "A Bíblia é um livro sempre
actual". Mas o que quer isso dizer? Quer dizer que as palavras de Salomão,
"O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que
neles errar nunca será sábio." (Prov. 20:1), são tão actuais e verdadeiras
hoje como o eram no tempo em que foram escritas. Como estas, temos muitas
outras ao longo de toda a Palavra (Num. 6:3; Dt. 29:6; Prov. 23:31; Ef. 5:18;
Tit. 2:3). Que valores é que estão os nosso jovens a cultivar nas
universidades?
A Postura do Cristão
A maioria dos cristão concorda que se deve evitar a participação
nos actos e estilos de vida que têm preponderância neste tipo de festejos.
Muitos, no entanto, falham em identificar os perigos que vêem com a associação
a estas actividades.
"Eu vou, mas não é para me embebedar!"
"Só pretendo passar algum tempo com os meus amigos, o
resto que lá se passa não me interessa."
"Eu só ouço música, não as letras."
Afirmações como estas são contraditórias com o ensinamento
bíblico que nos ensina a evitar até a aparência do mal (I Tess. 5:22).
Apesar de poderem existir boas actividades e razões para uma deslocação a uma
noite de semana "académica", tal não é possível sem ser-mos obrigados
a passar os olhos por sobre muito
pecado e imoralidade. Mesmo se tal fosse possível, o dinheiro do nosso bilhete
seria não só para pagar as boas actividades e espectáculos, como também todo o
tipo de perversões acima descritas.
Para além disso, o cristão deve evitar tudo o que possa ser
motivo de tentação para outro cristão. Aos cristãos mais fortes é dito para
suportarem as fraquezas dos mais fracos e para não insistirem nos seus
"direitos" (Rom. 15:1). Que tipo de testemunho estamos a dar aos
novos cristãos, ou aos cristãos mais imaturos, se continuamos a envolvermo-nos
(ou a deixar os nossos filhos envolverem-se) em tão obscuras actividades?
"Não seja, pois, blasfemado o vosso bem; Porque quem nisto serve a Cristo
agradável é a Deus e aceito aos homens." – Romanos 14:16, 18. Que valores
é que temos estado a transmitir aos jovens das nossas universidades?
Eu sou um soldado, um guerreiro da oração do exército do meu
Deus. O Senhor Jesus Cristo é o meu Co-mandante.
A Bíblia Sagrada é o meu código de conduta. A Fé, a Oração e
a Palavra são as minhas armas de combate. Tenho sido ensinado pelo Espírito
Santo, treinado pela experiência, provado pela adversidade, e testado pelo
fogo. Sou um voluntário neste exército, e estou alistado para a eternidade.
Sairei deste exército no Arrebatamento ou morrerei nele; mas
não abdicarei, não me renderei, não reclamarei. Sou fiel, capaz e confiável. Se
o meu Deus necessitar de mim, estarei pronto. Sou um soldado, um guerreiro de
oração. Não sou um bebé. Não necessito de ser mimado, lisonjeado, apaparicado,
amparado ou estimulado.
Sou um soldado, um guerreiro de oração. Ninguém precisa de
me chamar, de me lembrar, escrever, visitar, seduzir ou encantar. Sou um
soldado, um guerreiro de oração. Não sou um fraco. Estou no posto, saudando o
meu Rei, obedecendo às Suas ordens, louvando o Seu nome e edificando o Seu
reino! Sou um soldado, um guerreiro de oração. Ninguém tem que me enviar
flores, presentes, comida, postais, rebuçados, ou dar-me esmolas. Não necessito
de ser acariciado, embalado, cuidado, ou assistido.
Estou comprometido. Não posso ter os meus sentimentos
minimamente feridos que me levem a dar meia-volta. Não posso ser minimamente
desencorajado a ponto de ser posto de parte. Não posso sofrer a mínima perda
que me leve a abandonar.
- Autor Desconhecido
20 de Janeiro - Passei uma semana calma. Nas primeiras
noites do Ano Novo, o meu proprietário leu-me diariamente, mas agora parece que
me esqueceu.
16 de Fevereiro - Hoje foi faxina geral de final de Verão.
Fui desempoeirada como outros objectos e recolocada no meu lugar.
24 de Março - Fui utilizada depois do café pelo meu
proprietário. Ele analisou alguns trechos e levou-me ao culto.
08 de Maio - Hoje foi um dia duro de trabalho. O meu
proprietário dirigiu um estudo Bíblico e teve que procurar vários versículos.
Raras vezes os encontrava, mesmo estando todos no velho lugar.
01 de Junho - Hoje alguém colocou um trevo de quatro folhas
entre minhas páginas.
29 de Junho - Fui colocada, juntamente com roupas e outros
objectos, dentro de uma mala. Parece que estamos em viagem de férias.
10 de Julho - Ainda estou na mala, embora quase todos os
outros objectos já tenham sido retirados.
15 de Julho - Estou novamente em casa, no meu velho lugar. Foi uma viagem
cansativa. Não entendo porque tive que participar dessa viagem.
10 de Agosto - Hoje fui utilizada por Maria. Ela escreveu à
sua amiga e procurou um versículo para ela, pois o pai dela faleceu.
20 de Agosto - Fui novamente desempoeirada.
* Seria esta a sua Bíblia? *
"Creio que unicamente a Bíblia tem as respostas para
nossas perguntas e que apenas nós devemos ter tempo para parar e, humildemente
perguntar, para receber dela a resposta certa."
- Dietrich Bonhoeffer
Quando matares o tempo, lembra-te que ele
não ressuscita!
Contar o tempo não é tão importante como
fazer com que o tempo conte.
É SUPER FALTA DE
SENSO
«E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões
atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos» (Actos 17:22)
És supersticioso? Como Cristãos podemos negar que somos, mas
revelarão as nossas acções algo diferente?
Superstição vem duma palavra Grega que quer dizer reverenciar
deuses.
Superstição – desvio da Palavra de Deus que induz a criar
falsas obrigações, a temer coisas que nenhum temor devem inspirar, ou a
depositar confiança em coisas vãs.
“Boa sorte!” O quê? Eu não creio na sorte. Creio no Senhor
Jesus Cristo. Já tinhas pensado nisto? Em que crês tu?
Eu não tenho necessidade de temer quando passo sobre uma fenda
num passeio, ou passo debaixo de uma escada. A única coisa que me pode cair é
algo na cabeça. Nisso tenho que ter cuidado. Quando quebro um espelho a única
coisa que sei que acontece mesmo é que tenho de limpar os vidros e comprar um
novo.
É maravilhoso ser crente. Posso abrir um guarda-chuva em
casa, se bem que convém ter um bom telhado para que não tenha que o fazer.
Sexta-feira 13 perdeu todo o mistério e suspense. Nada vai acontecer numa
sexta-feira 13 que não aconteceria se fosse sexta-feira 12 ou 14.
A Bíblia diz:
«Não temas o pavor repentino, nem a assolação dos ímpios
quando vier» (Pro. 3.25).
«O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei?
O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?» (Sal. 27.1).
«No dia em que eu temer, hei de confiar em ti. Em Deus tenho
posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem» (Sal.
56.3,11).
«Não temerás espanto nocturno, nem seta que voe de dia» (Sal. 91.5).
«Não temerá maus rumores; o seu coração está firme, confiando
no SENHOR» (Sal. 112.7).
Como crente, posso tudo em Cristo. Posso contar os dentes
dum pente, os carros de um cortejo fúnebre, e as estrelas do céu – se quiser
passar o meu tempo desse modo, se bem que há formas bem melhores de se “passar”
o tempo. Posso entrar em casa com o pé esquerdo e sair por uma porta diferente
da que entrei. Posso cantar antes do pequeno-almoço (e devo) e na banheira, com
um pé calçado e outro descalço. (O nosso irmão Dr. Palmeiro numa certa ocasião
deu um estudo bíblico com dois sapatos diferentes, e o estudo foi uma enorme
bênção). Não tenho problema nenhum que um gato preto atravesse o meu caminho.
Já terei mais problemas se em vez de um gato for um leão, ou um leopardo,... ou
um tigre.
Há uma série de coisas que me dispenso de fazer. NÃO PRECISO
DE, POR EXEMPLO: Arranjar um trevo de quatro folhas ou um pé de coelho. Não
esbanjarei o meu dinheiro lançando-o a poços de desejos. Não despenderei
energias a bater na mesa com o carolo. Não preciso de andar com uma moeda
furada, nem de colocar uma ferradura na porta da casa ou no carro.
É bom saber que não preciso de me preocupar pelo lado que
devo sair da cama, ao contrário dos que acham que se devem levantar pelo lado
direito. Acordo tão rápido e tão sonolento que nem dá para reparar nesses pormenores.
Derramar sal e dar um beliscão no ombro não é bom nem para o
chão nem para o corpo.
E para que se lança arroz nos casamentos? Para além de uma
superstição inútil e vã, trata-se dum desperdício – dum pecado mesmo, quando
pensamos que há tantos que passam fome.
Dispenso-me de cruzar facas na mesa de refeições. Basta-me
saber a utilidade de cada uma e usá-las em conformidade.
Dizer “santinho”, ou “saúde”, ou “viva”, quando alguém
espirra é superstição, ainda que pareça ser sinal de educação ter de dizer
alguma coisa numa situação desse tipo. Nunca digas nada quando alguém espirrar.
A superstição é uma crença irracional de práticas sobre
métodos de esconjurar o mal, trazer o bem, ou predizer o futuro. Cristo
garante-nos isto tudo.
A superstição vê-se em todos os períodos da história e em
todas as nações do mundo.
Algumas pessoas desenvolvem as suas próprias superstições
pessoais. Desde que o bolo da tia Augusta ficou particularmente óptimo numa
quarta-feira, ela pode começar a pensar que a quarta-feira é o dia da sorte
para fazer bolos.
Um dia o Zeferino, quando usava sapatos castanhos
aconteceu-lhe algo bom. Agora ele pensa que quando usa aqueles sapatos
castanhos algo de bom acontece. Para ele passam a ser os sapatos da sorte.
E que dizer dos números da sorte? Exactamente o mesmo.
A vida Cristã é incompatível com estes disparates.
A Bíblia diz:
«E digo isto e testifico no Senhor, para que não andeis mais
como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido, entenebrecidos
no entendimento, separados da vida de Deus, pela ignorância que há neles, pela
dureza do seu coração, os quais, havendo perdido todo o sentimento, se
entregaram à dissolução, para, com avidez, cometerem toda impureza. Mas vós não
aprendestes assim a Cristo» (Efé. 4.17-20).
Devemos de ter cuidado com estas coisas que tomam o lugar de
Deus – ídolos. «Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém!» (1 João 5:21).
A sorte não existe.
O tempo tomado a curtir o pé de um coelho morto não seria
melhor passado a orar? Não será melhor pôr a fé em Deus que depositá-la nas
moedas atiradas à água?
Talvez façamos alguma destas coisas sem pensar, outras
porque aprendemos quando pequenos, outras talvez por brincadeira, e é assim que
elas vão criando tradição – errada.
Alerta! Deus tem cuidado de quem crê n’Ele.
Ferraduras e trevos não alterarão a nossa vida. Não nos
acontecerão coisas más porque é sexta-feira 13, ou os cães uivam, ou as corujas
ou mochos cantam, ou os galos cantam à noite.
Comichão nas palmas das mãos não tem nada a ver com receber
dinheiro, nem as orelhas quentes têm alguma coisa a ver com alguém a falar mal
ou bem de nós.
Visto as superstições serem irracionais devem ser
abandonadas e banidas.
A propósito ... com que pé vais entrar no novo ano? Fazer
barulho na passagem de ano visa saudar o novo ano e esconjurar o mal do velho,
limpando o ar para se ter um bom começo de ano. Orar ao Senhor para que Ele nos
guie e guarde é bem melhor, que é o que os crentes fazem, normalmente, nas
passagens de ano.
Supersticioso? Não, obrigado! Em Cristo tenho muito melhor.
N’Ele tenho «tudo o que diz respeito à vida e à piedade, pelo conhecimento
d’Aquele que nos chamou por Sua glória e virtude» (2 Ped. 1.3).
Acreditas que a pata de coelho dá sorte?
Não! Ela nem ao coelho deu sorte!!!!
A maior parte do tempo não se perde em
horas, mas em minutos. Um balde com um pequeno orifício no fundo fica tão vazio
quanto outro que seja deliberadamente entornado.
Não podes matar o tempo sem injuriar a
eternidade.
Há uma história interessante que me foi contada e que diz
respeito à igreja de uma pequena cidade e ao seu novo pastor. Não sei se esta
história é verídica ou se é uma parábola, mas consideremos a sua lição. O autor
desta história é desconhecido.
Um novo pastor veio para a cidade e passou os seus primeiros
longos dias a visitar os membros inactivos da igreja, um por um, família por
família, pedindo-lhes para que viessem ao seu primeiro culto.
Tristemente, contudo, todo o seu esforço foi em vão. Nenhum
deles apareceu no domingo de manhã.
Na segunda-feira, ele colocou um anúncio proeminente no
jornal local. A notícia declarava que a igreja estava morta e, por causa disso,
era seu dever como pastor dar-lhe um decente funeral Cristão. O anúncio do
funeral dizia que este se realizaria no domingo seguinte à tarde.
Morbidamente cheia de curiosidade, decerto, toda a cidade
compareceu. No interior do edifício da igreja, para todas as pessoas verem
claramente quando entrassem, havia uma enorme urna coberta de flores, colocada
proeminentemente num plano elevado defronte do púlpito.
Estavam todos sentados e pairava a expectativa no ar. O
culto começou. O pastor começou com uma oração e um hino calmo. Depois, com
solenidade leu o obituário da igreja e proferiu um eloquente e tocante elogio.
Depois convidou a congregação a vir à frente prestar a
última homenagem à muito querida amada que tinha partido.
Todos se ergueram dos seus lugares e formaram uma fila que
lentamente se deslocava para a urna. Um a um todos davam uma olhadela ao seu interior,
voltando comovidos, com um sentimento de culpa e de vergonha, alguns marejados
de lágrimas. As suas faces estavam pálidas.
Eis o que viram: No interior da urna, colocado num ângulo
adequado, estava um enorme espelho.
Todos se viam a si mesmo.
Queridos amigos, este é um exemplo dramático de que a igreja
somos nós. Nós somos o corpo de Cristo. Ouçamos a exortação do Senhor, e «não
deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos
uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia» (Hebreus
10.25).
Muitos crentes marcam as suas Bíblias, mas
as Suas Bíblias nunca os marcam.
--Warren
W. Wiersbe