Índice:

Editorial

A Igreja Europeia terá que passar às Catacumbas?

O Cofre

História tradicional Hebraica

Para Meditar ...

As Semanas Académicas

Sou um Soldado

Diário de uma Bíblia

Superstição

 O Funeral de uma igreja

 


 

Editorial

A pregação é uma actividade nobilíssima, de enorme responsabilidade. O púlpito está para a igreja como o leme para o navio. Onde é que se consegue uma hora, no mínimo, de audiência ininterrupta, todas as semanas? Muitos não compreenderam ainda o poder da pregação, nem o seu propósito. A pregação visa transformar, e não, meramente, informar. Pregar é, pois, mais do que apresentar um mero sermão. Esta oportunidade dourada e de tamanha responsabilidade não pode ser desperdiçada, ao ser entregue a pessoas não dotadas, ou não preparadas.

Ouvimos com frequência alguns pregadores queixarem-se, dizendo que os descrentes resistem, hoje, mais ao evangelho do que no passado. Pensamos que isso não corresponde à verdade. Hoje, essa resistência, na maior parte dos casos, não é mais que uma pobre comunicação de quem tenta comunicar. O problema é que o modo como a mensagem é apresentada não é cativante; não passa, não colhe. O problema está em quem prega e não em quem ouve.

Uma sondagem efectuada pelo conceituado Gallup, há uns anos atrás, revelou que os descrentes elegeram a igreja como o lugar mais enfadonho. Isto é muito grave e da inteira responsabilidade dos crentes.

Claro que há excepções, mas isto não pode acontecer. Cabe a quem está no leme, a responsabilidade de tornar as coisas diferentes. A igreja é o lugar mais maravilhoso que existe – é assim que a Bíblia a apresenta - e isso pode ser visto mesmo aos olhos dos descrentes. O Senhor não disse:  «Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus» (Mat. 5.16)?

Não podemos entregar o púlpito “a bons rapazes” porque simplesmente são nossos amigos. O púlpito tem que ser entregue a quem tem efectivamente dom. E parte do problema existe porque há um número significativo de crentes que tentam, ainda que com muito voluntarismo e sacrifício pessoal assinaláveis, ministrar nesta área para que não estão dotados e qualificados.

Há que ter a coragem de convidar para pregar apenas os manifestamente dotados. Há que ter a humildade de deixar aos verdadeiramente dotados este ministério. Os que não têm o dom não têm a necessidade de fazer um esforço tão grande para resultados tão desmoralizadores, e os que o têm precisam de se aplicar mais no desenvolvimento e aperfeiçoamento do dom que possuem, para que sirvam bem.

Como se pode usar o livro mais excitante e estimulante que existe, tornando-o aos olhos dos descrentes como o mais monótono e enfadonho? Como diz Rick Warren, “miraculosamente, conseguem transformar pão em pedras!” O mais grave desta situação não é as pessoas pensarem que somos enfadonhos ao apresentarmos a Bíblia de um modo pouco ou nada interessante, mas pensarem, erradamente, que Deus é enfadonho. É impressionante vermos na Bíblia a forma entusiástica como os pregadores do primeiro século pregavam a Palavra de Deus, captando e impressio-nando a atenção dos descrentes, não os deixando, nunca, indiferentes. Lembremo-nos, por exemplo, das pregações de Pedro em Actos 2, 3 e 4 e as de Paulo no areópago e diante do rei Agripa.

Muitos crentes vêem o seu entusiasmo, em convidar descrentes para virem aos cultos, esmorecer e esfriar, porque sabem que os pregadores habitualmente escalados para a pregação, na maior parte dos casos, são monótonos, não dotados, nem qualificados.

Sabemos experimentalmente o que isso é. É angustiante evange-lizarmos pessoas no dia a dia e, depois, não as podermos levar à igreja, porque esta perdeu a forma de comunicar aos descrentes.

Como podemos trazer descrentes ao culto se tememos que o “pregador” seja um incompetente? Esta incúria mutila ainda mais o já muito mutilado evangelismo hodierno.

Rick Warren explicou isto muito bem quando afirmou: “Oramos, pedimos, pressionamos, motivamos, enfatizamos, mas os crentes não trazem os seus amigos à igreja. Porquê? Na verdade, muitas vezes, é por se sentirem embaraçados. Eles sabem, instintivamente, que os cultos não estão concebidos para os descrentes, para os que procuram e buscam, para as pessoas que eles conhecem no seu lugar de trabalho. Eles pensam, o culto satisfaz as minhas necessi-dades, mas não satisfaz as neces-sidades deles, e por isso não lhes peço que venham. O antídoto para este problema é oferecer pelo menos um culto ao fim de semana, que seja concebido para os ‘sem igreja’”.

Quantas vezes os irmãos querem convidar um descrente, mas nunca sabem se a mensagem que vai ser dada será de evangelização ou de edificação. Por vezes levam um descrente que vai ouvir uma mensagem sobre finanças. Depois não levam ninguém, e ouvem uma mensagem evangelística. Porque nunca se sabe se será seguro trazer um descrente, os crentes em geral desistem de trazer descrentes.

O pregador, para além do dom, deve estar também muito bem equipado. Isso ajudá-lo-á a ter a necessária flexibilidade para ajustar a mensagem à audiência. Já tivemos que, por diversas vezes, transformar cultos de oração em cultos de evangelização, em virtude de terem aparecido descrentes que iriam ter a oportunidade de ouvir o evangelho, formalmente pregado, pela primeira vez. Sim, por vezes é preciso deixar as 99 ovelhas no deserto para se buscar a ovelha perdida.

Qualquer culto deve ser sempre preparado para a excelência. Para além do Senhor o merecer, os irmãos merecem-no igualmente, e nunca sabemos se vai estar presente um descrente pela primeira vez, para quem as primeiras impressões colhidas entre os crentes serão muito importantes e provavelmente determinantes e decisivas para a tomada de decisão que terá que efectuar em relação à salvação. Também ele, o descrente, merece uma oportunidade digna desse nome. Não vamos ser os Jonas do Séc.XXI, pois não? É que ele não quis que os Ninivitas tivessem uma oportunidade!

Certa igreja decidiu fazer uma série de reuniões especiais. Quando procuravam decidir quem pregaria, um irmão sugeriu Dwight Moody e, ... para todo o período. Uma voz opôs-se, perguntando se Moody tinha o monopólio do Espírito Santo. O irmão que tinha feito a sugestão retorquiu: “Não! Mas o Espírito Santo tem o monopólio da vida do irmão Moody, e por isso entendo que é ele que deve pregar!” Graças a Deus, acabaram por escolhê-lo. Não podemos pregar um Salvador sobrenatural sem um poder sobrenatural.

A mentalidade que impregna a ideia de que quem vai pregar sobe ao púlpito tem de acabar. Os que pregam não podem “subir” ao púlpito. Precisam de “descer” ali, como Moisés desceu para falar ao povo depois de ter estado no Monte Sinai (numa intensa comunhão com Deus).

 

Oramos para que nas igrejas se sirva mais e melhor nesta área.

- C.M.O.


 

Mais importante que andar a pregar é pregar a andar.

 


A IGREJA EUROPEIA

TERÁ QUE PASSAR ÀS CATACUMBAS?

Tem havido uma crescente tendência entre os países Europeus para desprezarem e mesmo ilegalizarem certas formas de Cristianismo por causa da proliferação das seitas.

Muitos Europeus interrogam-se agora sobre o que devem fazer para manterem as suas crenças sem a interferência dos seus governos. Para alguns, a resposta é voltarem às catacumbas. Os grupos Cristãos que não têm tido uma presença tradicional nesses países são os mais duramente atingidos por essas leis novas. As igrejas Católica, Luterana, Anglicana e Ortodoxa, que estão bem estabelecidas em muitos países Europeus, não são afectadas. Contudo, muitos grupos Evangélicos e não denominacionais estão a ser olhados como seitas e potenciais ameaças.

 

No início deste ano, a França deu passos para controlar as actividade de certos grupos religiosos ao fazer passar uma lei anti seita.  A lei faz da “manipulação mental” um crime. Uma pessoa que seja culpada de causar “um estado de sujeição psicológica ou física resultante de sérias e repetidas pressões ou técnicas concebidas para alterar o juízo” enfrenta cinco anos de prisão. Os tribunais também têm autoridade para dissolver os grupos religiosos e imporem pesadas multas.

A nova lei também inclui proibição de publicidade ou abertura de centros religiosos próximos de escolas, hospitais ou lares sociais. Alcançar a juventude também é ilegal.

Um ancião comentou, “Se quisermos ter crianças na igreja, Escola Dominical, isso pode ser visto como influenciar menores. Se trabalharmos em prol dos idosos, isso será depredar os mais vulneráveis. Se quisermos ter um tempo de oração e jejum, isso será visto como privar de sono e comida.”

Há um grande temor de que esta lei possa ser usada para ilegalizar completamente o evangelismo. Repetidas tentativas para comunicar o evangelho a alguém pode ser considerado crime.

A França não é o único país que procura classificar grupos de crentes como seitas. Em partes da Suíça, lar do Reformador João Calvino e país cuja bandeira remonta a 700 anos atrás como símbolo da fé Cristã, os crentes estão a experimentar o mesmo retrocesso. Os grupos não associados às organizações tradicionais Católicas ou Protestantes são consideradas seitas e muitas igrejas estão a ser estereotipadas nos media como sendo seitas perigosas. As igrejas na Suécia também estão a enfrentar grande controvérsia sobre a legislação que pode impedir os pastores

de falarem negativamente da homossexualidade. Um sermão que descreva a prática homossexual como pecaminosa “pode” constituir uma ofensa criminal sob a nova lei. O culpado pode enfrentar 2 anos de prisão.

A Bielo-Rússia  aprovou este ano  a mais repressiva de toda a legislação ao ilegalizar actividade religiosa não registada. A nova lei requer que toda a literatura religiosa seja pré-aprovada. A legislação também proíbe os cidadãos estrangeiros de conduzirem organizações religiosas, restringe a publicação e a educação formativa aos maiores grupos de fé, e proíbe todas as pequenas reuniões religiosas em casas privadas.

Mais de uma dúzia de países Europeus está actualmente a procurar caminhos que sustenham os grupos de fé. Ironicamente, o país com a maior igreja subterrânea – a China – está a observar os métodos Europeus e a tomar notas. Os líderes Chineses estão a olhar para as leis Francesas como modelo para monitorizarem as futuras actividades religiosas no seu próprio país.

Em algumas partes da Índia é preciso a permissão de um magistrado para se passar de uma religião para outra. Doutro modo a pessoa sujeita-se a uma pena de 3 anos de prisão e uma multa de €1.000.

Em Portugal, a tão falada Lei da Liberdade Religiosa insere-se no mesmo espírito.

Preparemo-nos para o pior, que, para nós, pode, tão somente, ser o melhor!

 


 

O “COFRE”

"Para o cristão um féretro não é um esquife mas um cofre de entesourar esperança. Esta esperança começou no dia da salvação e o velho caixão parecendo tão lúgubre é agora um cofre onde se guarda esperança.

Dia a dia estamos colocando coisas neste cofre, à medida que servimos ao Senhor e armazenamos tesouros nos céus. Um dia, talvez, seremos sepultados naquilo que o mundo chama de féretro, mas que nós sabemos ser um cofre cheio de esperança. Agradeço a Deus, pois no "dia das bodas," o cofre de esperança será aberto, e o que nele foi colocado sairá luz. Estaremos com Ele e seremos como Ele.

Não é maravilhoso Cristo transformar todas as coisas? É maravilhoso porque Ele muda mesmo a morte. Ele toma o que para nós é a coisa mais mórbida que existe e a transforma num cofre transbordante de esperança."

Jack Hyles.


 

HISTÓRIA TRADICIONAL HEBRAICA

 

Segundo uma história tradicional Hebraica, Abraão estava sentado fora da sua tenda, determinada noite, quando viu um velho, cansado da idade e da jornada, dirigindo-se para ele. Abraão precipitou-se para ele, saudou-o, e convidou-o a entrar. Uma vez na tenda, lavou-lhe os pés e deu-lhe de comer e de beber.

O velho começou logo a comer sem proferir qualquer oração ou bênção. Por isso Abraão perguntou-lhe, “Não adoras Deus?”

O velho viajante disse, “Adoro o fogo apenas e não reverencio mais nenhum deus”.

Quando ouviu isto, Abraão irou-se, agarrou o velho com força pelos ombros, e expeliu-o da tenda, lançando-o no ar frio da noite.

Quando o velho partiu, Deus chamou o Seu amigo Abraão e perguntou-lhe onde estava o estranho. Abraão respondeu, “Expulsei-o porque ele não Te adorou”.

Deus respondeu, “Tenho-o suportado estes oitenta anos apesar de ele me desonrar. Não pudeste suportá-lo uma noite?”

Como todos nós precisamos de revelar mais da Sua graça na nossa relação com os homens, por mais indignos que estes sejam!

 


 PARA Meditar ...

«Não há nação, por grande que seja,

que possa sobreviver às suas próprias tentações e loucuras, se não cuida em doutrinar os seus filhos na Palavra de Deus. A justiça das nações, como a justiça dos indivíduos, há de ter a sua origem nessa fonte de inspiração. Tenho pena dos homens que não lêem a BÍBLIA todos os dias...».

Woodrow Wilson, falecido presidente dos

E.U. da América do Norte, em discurso


George Wilson a H. E. Alexander antes deste e outros companheiros dele serem recebidos em comunhão na Igreja:

“Ao entrardes na igreja, tomais as vossa responsabilidades, e não tendes o direito de vos intitulardes Cristãos se não conduzistes uma alma a Cristo”.


A preocupação sobre o futuro é pecado porque nega o amor, a sabedoria e o poder de Deus. Nega o amor de Deus por implicar que Ele não cuida de nós. Nega a Sua sabedoria por implicar que Ele não sabe o que está a fazer. Nega o Seu poder por implicar que Ele não pode providenciar para as nossas necessidades.

 --William MacDonald

 


 

As Semanas "Académicas"

Por M. Pereira

 

Elas estão aí. Estendem-se por todo o país e por um período que vai até dois meses. De meados de Abril até meados de Junho, não há núcleo universitário, de norte a sul do país que não faça questão de organizar as suas semanas "académicas." Ouvimos falar das semanas "académicas", convivemos de perto pelas madrugadas fora, mesmo no conforto das nossas camas, com estas celebrações estudantis, mas o que é que serão as semanas "académicas"? Vamos tentar esclarecer alguns pontos importantes.

Todos sabemos que a palavra "académico" provém da palavra "academia". O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora define a palavra "academia" como:

· "sociedade de escritores, artistas ou cientistas;

· sede dessa sociedade;

· escola de ensino superior, universidade;

· conjunto dos estudantes de uma instituição escolar;

· reunião de académicos;

· sarau instrutivo e recreativo."

Temos, portanto, que qualquer coisa apelidada como sendo "académica" deveria ser relativa a actividades que contribuíssem para o desenvolvimento intelectual ou para o aumento da esfera de saberes dos respectivos académicos. Será que é isso que se passa nas semanas ditas académicas? Vamos percorrer algumas das coisas que lá se passam.

A Música

Por incrível que pareça, a primeira coisa que nos vem à cabeça quando começamos a ver publicitada a semana "académica" da nossa respectiva cidade não é nada que tenha a ver com qualquer tipo de academismo. A primeira coisa em que pensamos é na música, principalmente se vivermos relativamente perto do recinto dos festejos. Eu próprio, por viver a mais de 2 quilómetros do local da Semana Académica da Universidade do Algarve, pensava que iria estar imune a quaisquer sonoridades vindas da festa. Puro engano. Até às 6 da manhã conseguia ouvir, a alto e bom som, todos os acordes. Mas que música é que se ouve nas semanas "académicas?

Actualmente existem alguns grupos que se repetem nas diversas semanas "académicas" e queimas por esse país fora. É o caso de grupos como: "Blind Zero", "DA Weasel", "Plástica", "Blasted Mechanism" ou "The Gift." São os chamados "não-comerciais," "underground," ou outros nomes que indiquem a sua condição de rebeldes não condicionados às regras da sociedade capitalista opressiva.

A música é sempre um meio de veicular uma mensagem. Que mensagem é que estão os nossos jovens a ouvir? Muito poderia ser dito a este respeito. Limitemo-nos, por isso a fazer uma pequena leitura de algumas letras de alguns dos grupos musicais mencionados.

 

"Black day, stormy night

No love, no hope in sight

Don’t cry, He is coming

Don’t die without knowing The Cross"

– Blind Zero.

Tradução:

"Negro dia, noite tempestuosa

Nenhum amor, nenhuma esperança à vista

Não chores, Ele aí vem

Não morras sem conhecer A Cruz"

"Acendo mais um cigarro


E mais uma vez faço um esforço para ver se não aparro
Quando engulo o último ansiolítico Prevejo mais um serão apocaliptico"

 – Da Weasel.

 

And every time

I lay down in my bed and rest down my head

I wait for the end

I don’t know what I’ve yearned

Don’t know what I’ve expected

Cause the end it’s always the end

 – The Gift

Tradução:

E de cada vez

Que me deito na cama e descanso a cabeça

Espero pelo fim

Não sei pelo que ansiei

Não sei pelo que esperei

Porque o fim é sempre o fim.

 

A conclusão: palavrões, referências a consumo de droga, referências maliciosas e críticas a Deus e ao divino, pessimismo e derrotismo. Eis os ingredientes das mensagens que são passadas aos nossos jovens nas semanas "académicas". São estes os pensamentos que eles discutem.

 

O resultado: jovens adultos sem esperança, muito críticos perante tudo e todos e com um coração incrivelmente endurecido em relação a Deus e à eternidade. Que valores é que estão os nossos jovens a cultivar nas universidades?

 

O Álcool

Todos os anos é a mesma coisa. Vandalismo, distúrbios urbanos, comas alcoólicos, mortes. Chegam-nos aos ouvidos notícias destas coisas vindas de todas as semanas académicas. É ver jovens completamente embriagados serem entrevistados pelas televisões nacionais. Como se a intoxicação fosse motivo para rir.

Qualquer estudante universitário (e falo com conhecimento de causa) que se apresente perante os colegas como abstémio (i. e., não ingere bebidas alcoólicas) é olhado com se de um extraterrestre se tratasse. Os "académicos" que mais álcool conseguem ingerir e que se embriagam na maioria dos dias, são olhados como verdadeiros heróis e respeitados como tal. Como é que se chega a este tipo de mentalidade? Simples.

Entrega-se o patrocínio das semanas "académicas" a meia dúzia de marcas de bebidas alcoólicas. Apesar do que estas marcas possam dizer, não é do seu interesse que as pessoas bebam com moderação. Assim sendo, tudo nas semanas "académicas" é um estímulo ao consumo desenfreado de álcool, com todas as consequências que daí advêm. E, desta vez, não falo só das noites pois os famosos desfiles ou cortejos são tradicionalmente regados por generosas torrentes de álcool.

Gostamos muito de dizer: "A Bíblia é um livro sempre actual". Mas o que quer isso dizer? Quer dizer que as palavras de Salomão, "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio." (Prov. 20:1), são tão actuais e verdadeiras hoje como o eram no tempo em que foram escritas. Como estas, temos muitas outras ao longo de toda a Palavra (Num. 6:3; Dt. 29:6; Prov. 23:31; Ef. 5:18; Tit. 2:3). Que valores é que estão os nosso jovens a cultivar nas universidades?

 

A Postura do Cristão

A maioria dos cristão concorda que se deve evitar a participação nos actos e estilos de vida que têm preponderância neste tipo de festejos. Muitos, no entanto, falham em identificar os perigos que vêem com a associação a estas actividades.

"Eu vou, mas não é para me embebedar!"

"Só pretendo passar algum tempo com os meus amigos, o resto que lá se passa não me interessa."

"Eu só ouço música, não as letras."

Afirmações como estas são contraditórias com o ensinamento bíblico que nos ensina a evitar até a aparência do mal (I Tess. 5:22). Apesar de poderem existir boas actividades e razões para uma deslocação a uma noite de semana "académica", tal não é possível sem ser-mos obrigados a passar os olhos por  sobre muito pecado e imoralidade. Mesmo se tal fosse possível, o dinheiro do nosso bilhete seria não só para pagar as boas actividades e espectáculos, como também todo o tipo de perversões acima descritas.

Para além disso, o cristão deve evitar tudo o que possa ser motivo de tentação para outro cristão. Aos cristãos mais fortes é dito para suportarem as fraquezas dos mais fracos e para não insistirem nos seus "direitos" (Rom. 15:1). Que tipo de testemunho estamos a dar aos novos cristãos, ou aos cristãos mais imaturos, se continuamos a envolvermo-nos (ou a deixar os nossos filhos envolverem-se) em tão obscuras actividades? "Não seja, pois, blasfemado o vosso bem; Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens." – Romanos 14:16, 18. Que valores é que temos estado a transmitir aos jovens das nossas universidades?


 

SOU UM SOLDADO

Eu sou um soldado, um guerreiro da oração do exército do meu Deus. O Senhor Jesus Cristo é o meu Co-mandante.

A Bíblia Sagrada é o meu código de conduta. A Fé, a Oração e a Palavra são as minhas armas de combate. Tenho sido ensinado pelo Espírito Santo, treinado pela experiência, provado pela adversidade, e testado pelo fogo. Sou um voluntário neste exército, e estou alistado para a eternidade.

Sairei deste exército no Arrebatamento ou morrerei nele; mas não abdicarei, não me renderei, não reclamarei. Sou fiel, capaz e confiável. Se o meu Deus necessitar de mim, estarei pronto. Sou um soldado, um guerreiro de oração. Não sou um bebé. Não necessito de ser mimado, lisonjeado, apaparicado, amparado ou estimulado.

Sou um soldado, um guerreiro de oração. Ninguém precisa de me chamar, de me lembrar, escrever, visitar, seduzir ou encantar. Sou um soldado, um guerreiro de oração. Não sou um fraco. Estou no posto, saudando o meu Rei, obedecendo às Suas ordens, louvando o Seu nome e edificando o Seu reino! Sou um soldado, um guerreiro de oração. Ninguém tem que me enviar flores, presentes, comida, postais, rebuçados, ou dar-me esmolas. Não necessito de ser acariciado, embalado, cuidado, ou assistido.

Estou comprometido. Não posso ter os meus sentimentos minimamente feridos que me levem a dar meia-volta. Não posso ser minimamente desencorajado a ponto de ser posto de parte. Não posso sofrer a mínima perda que me leve a abandonar.

- Autor Desconhecido

 


 DIÁRIO DE UMA BÍBLIA

20 de Janeiro - Passei uma semana calma. Nas primeiras noites do Ano Novo, o meu proprietário leu-me diariamente, mas agora parece que me esqueceu.

16 de Fevereiro - Hoje foi faxina geral de final de Verão. Fui desempoeirada como outros objectos e recolocada no meu lugar.

24 de Março - Fui utilizada depois do café pelo meu proprietário. Ele analisou alguns trechos e levou-me ao culto.

08 de Maio - Hoje foi um dia duro de trabalho. O meu proprietário dirigiu um estudo Bíblico e teve que procurar vários versículos. Raras vezes os encontrava, mesmo estando todos no velho lugar.

01 de Junho - Hoje alguém colocou um trevo de quatro folhas entre minhas páginas.

29 de Junho - Fui colocada, juntamente com roupas e outros objectos, dentro de uma mala. Parece que estamos em viagem de férias.

10 de Julho - Ainda estou na mala, embora quase todos os outros objectos já tenham sido retirados.


15 de Julho - Estou novamente em casa, no meu velho lugar. Foi uma viagem cansativa. Não entendo porque tive que participar dessa viagem.

10 de Agosto - Hoje fui utilizada por Maria. Ela escreveu à sua amiga e procurou um versículo para ela, pois o pai dela faleceu.

20 de Agosto - Fui novamente desempoeirada.


* Seria esta a sua Bíblia? *

"Creio que unicamente a Bíblia tem as respostas para nossas perguntas e que apenas nós devemos ter tempo para parar e, humildemente perguntar, para receber dela a resposta certa."

- Dietrich Bonhoeffer

 


 

Quando matares o tempo, lembra-te que ele não ressuscita!


Contar o tempo não é tão importante como fazer com que o tempo conte.


SUPERSTIÇÃO

É SUPER FALTA DE SENSO

«E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos»  (Actos 17:22)

És supersticioso? Como Cristãos podemos negar que somos, mas revelarão as nossas acções algo diferente?

Superstição vem duma palavra Grega que quer dizer reverenciar deuses.

Superstição – desvio da Palavra de Deus que induz a criar falsas obrigações, a temer coisas que nenhum temor devem inspirar, ou a depositar confiança em coisas vãs.

“Boa sorte!” O quê? Eu não creio na sorte. Creio no Senhor Jesus Cristo. Já tinhas pensado nisto? Em que crês tu?

Eu não tenho necessidade de temer quando passo sobre uma fenda num passeio, ou passo debaixo de uma escada. A única coisa que me pode cair é algo na cabeça. Nisso tenho que ter cuidado. Quando quebro um espelho a única coisa que sei que acontece mesmo é que tenho de limpar os vidros e comprar um novo.

É maravilhoso ser crente. Posso abrir um guarda-chuva em casa, se bem que convém ter um bom telhado para que não tenha que o fazer. Sexta-feira 13 perdeu todo o mistério e suspense. Nada vai acontecer numa sexta-feira 13 que não aconteceria se fosse sexta-feira 12 ou 14.

A Bíblia diz:

«Não temas o pavor repentino, nem a assolação dos ímpios quando vier» (Pro. 3.25).

«O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?» (Sal. 27.1).

«No dia em que eu temer, hei de confiar em ti. Em Deus tenho posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem» (Sal. 56.3,11).

«Não temerás espanto nocturno, nem seta que voe de dia» (Sal. 91.5).

«Não temerá maus rumores; o seu coração está firme, confiando no SENHOR» (Sal. 112.7).

Como crente, posso tudo em Cristo. Posso contar os dentes dum pente, os carros de um cortejo fúnebre, e as estrelas do céu – se quiser passar o meu tempo desse modo, se bem que há formas bem melhores de se “passar” o tempo. Posso entrar em casa com o pé esquerdo e sair por uma porta diferente da que entrei. Posso cantar antes do pequeno-almoço (e devo) e na banheira, com um pé calçado e outro descalço. (O nosso irmão Dr. Palmeiro numa certa ocasião deu um estudo bíblico com dois sapatos diferentes, e o estudo foi uma enorme bênção). Não tenho problema nenhum que um gato preto atravesse o meu caminho. Já terei mais problemas se em vez de um gato for um leão, ou um leopardo,... ou um tigre.

Há uma série de coisas que me dispenso de fazer. NÃO PRECISO DE, POR EXEMPLO: Arranjar um trevo de quatro folhas ou um pé de coelho. Não esbanjarei o meu dinheiro lançando-o a poços de desejos. Não despenderei energias a bater na mesa com o carolo. Não preciso de andar com uma moeda furada, nem de colocar uma ferradura na porta da casa ou no carro.

É bom saber que não preciso de me preocupar pelo lado que devo sair da cama, ao contrário dos que acham que se devem levantar pelo lado direito. Acordo tão rápido e tão sonolento que nem dá para reparar nesses pormenores.

Derramar sal e dar um beliscão no ombro não é bom nem para o chão nem para o corpo.

E para que se lança arroz nos casamentos? Para além de uma superstição inútil e vã, trata-se dum desperdício – dum pecado mesmo, quando pensamos que há tantos que passam fome.

Dispenso-me de cruzar facas na mesa de refeições. Basta-me saber a utilidade de cada uma e usá-las em conformidade.

Dizer “santinho”, ou “saúde”, ou “viva”, quando alguém espirra é superstição, ainda que pareça ser sinal de educação ter de dizer alguma coisa numa situação desse tipo. Nunca digas nada quando alguém espirrar.

A superstição é uma crença irracional de práticas sobre métodos de esconjurar o mal, trazer o bem, ou predizer o futuro. Cristo garante-nos isto tudo.

A superstição vê-se em todos os períodos da história e em todas as nações do mundo.

Algumas pessoas desenvolvem as suas próprias superstições pessoais. Desde que o bolo da tia Augusta ficou particularmente óptimo numa quarta-feira, ela pode começar a pensar que a quarta-feira é o dia da sorte para fazer bolos.

Um dia o Zeferino, quando usava sapatos castanhos aconteceu-lhe algo bom. Agora ele pensa que quando usa aqueles sapatos castanhos algo de bom acontece. Para ele passam a ser os sapatos da sorte.

E que dizer dos números da sorte? Exactamente o mesmo.

 

A vida Cristã é incompatível com estes disparates.

A Bíblia diz:

«E digo isto e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido, entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus, pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração, os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para, com avidez, cometerem toda impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo» (Efé. 4.17-20).

Devemos de ter cuidado com estas coisas que tomam o lugar de Deus – ídolos. «Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém!» (1 João 5:21).

A sorte não existe.

O tempo tomado a curtir o pé de um coelho morto não seria melhor passado a orar? Não será melhor pôr a fé em Deus que depositá-la nas moedas atiradas à água?

Talvez façamos alguma destas coisas sem pensar, outras porque aprendemos quando pequenos, outras talvez por brincadeira, e é assim que elas vão criando tradição – errada.

Alerta! Deus tem cuidado de quem crê n’Ele.

Ferraduras e trevos não alterarão a nossa vida. Não nos acontecerão coisas más porque é sexta-feira 13, ou os cães uivam, ou as corujas ou mochos cantam, ou os galos cantam à noite.

 

Comichão nas palmas das mãos não tem nada a ver com receber dinheiro, nem as orelhas quentes têm alguma coisa a ver com alguém a falar mal ou bem de nós.

Visto as superstições serem irracionais devem ser abandonadas e banidas.

A propósito ... com que pé vais entrar no novo ano? Fazer barulho na passagem de ano visa saudar o novo ano e esconjurar o mal do velho, limpando o ar para se ter um bom começo de ano. Orar ao Senhor para que Ele nos guie e guarde é bem melhor, que é o que os crentes fazem, normalmente, nas passagens de ano.

Supersticioso? Não, obrigado! Em Cristo tenho muito melhor. N’Ele tenho «tudo o que diz respeito à vida e à piedade, pelo conhecimento d’Aquele que nos chamou por Sua glória e virtude» (2 Ped. 1.3).


Acreditas que a pata de coelho dá sorte?

Não! Ela nem ao coelho deu sorte!!!!


A maior parte do tempo não se perde em horas, mas em minutos. Um balde com um pequeno orifício no fundo fica tão vazio quanto outro que seja deliberadamente entornado.

 


Não podes matar o tempo sem injuriar a eternidade.

 


 

O FUNERAL DE UMA IGREJA

Há uma história interessante que me foi contada e que diz respeito à igreja de uma pequena cidade e ao seu novo pastor. Não sei se esta história é verídica ou se é uma parábola, mas consideremos a sua lição. O autor desta história é desconhecido.

Um novo pastor veio para a cidade e passou os seus primeiros longos dias a visitar os membros inactivos da igreja, um por um, família por família, pedindo-lhes para que viessem ao seu primeiro culto.

Tristemente, contudo, todo o seu esforço foi em vão. Nenhum deles apareceu no domingo de manhã.

Na segunda-feira, ele colocou um anúncio proeminente no jornal local. A notícia declarava que a igreja estava morta e, por causa disso, era seu dever como pastor dar-lhe um decente funeral Cristão. O anúncio do funeral dizia que este se realizaria no domingo seguinte à tarde.

Morbidamente cheia de curiosidade, decerto, toda a cidade compareceu. No interior do edifício da igreja, para todas as pessoas verem claramente quando entrassem, havia uma enorme urna coberta de flores, colocada proeminentemente num plano elevado defronte do púlpito.

Estavam todos sentados e pairava a expectativa no ar. O culto começou. O pastor começou com uma oração e um hino calmo. Depois, com solenidade leu o obituário da igreja e proferiu um eloquente e tocante elogio.

Depois convidou a congregação a vir à frente prestar a última homenagem à muito querida amada que tinha partido.

Todos se ergueram dos seus lugares e formaram uma fila que lentamente se deslocava para a urna. Um a um todos davam uma olhadela ao seu interior, voltando comovidos, com um sentimento de culpa e de vergonha, alguns marejados de lágrimas. As suas faces estavam pálidas.

Eis o que viram: No interior da urna, colocado num ângulo adequado, estava um enorme espelho.

Todos se viam a si mesmo.

Queridos amigos, este é um exemplo dramático de que a igreja somos nós. Nós somos o corpo de Cristo. Ouçamos a exortação do Senhor, e «não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia» (Hebreus 10.25).

Muitos crentes marcam as suas Bíblias, mas as Suas Bíblias nunca os marcam.

--Warren W. Wiersbe