«À
igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados
santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus
Cristo, Senhor deles e nosso» (I Coríntios 1.2).
O leitor já reparou que uma das palavras mais
frequentemente utilizadas para identificar os cristãos, na Bíblia, é a palavra santo?
Um santo é literalmente uma pessoa santa. Mas convém notar que Paulo usou a
palavra genericamente para descrever Cristãos comuns, ordinários, normais, como
nós. Por exemplo, notemos a saudação de Paulo em I Cor. 1.2, atrás transcrita: CHAMADOS
SANTOS. É assim que nos chamamos?
Reparemos que Paulo não
disse que somos santos por esforço. Ele declara com clareza que somos santos
por chamada. Alguns de nós adquirimos a falsa ideia de que santos são
pessoas que têm merecido esse título elevado por viverem vidas impressionantes
ou terem conseguido um certo nível de maturidade. Mas não é assim. A Bíblia diz
que somos santos porque Deus nos chamou para sermos santos. Fomos «santificados
em Cristo» - tornados santos por participarmos na vida do único verdadeiramente
santo, Jesus Cristo.
Muitas vezes tenho-me
referido a mim mesmo como um pobre pecador salvo pela graça. Mas terei que
corrigir essa identificação, pois será que sou realmente um pecador? Será essa
a minha identidade bíblica correcta, agora? De modo nenhum. Deus não nos chama,
a nós que cremos em Cristo, de pecadores; mas chama-nos de santos. Se pensamos
que somos pecadores corremos o risco de procedermos desse modo; seremos como os
pecadores; pecaremos. Porque não nos identificamos com o que realmente somos:
santos, apesar de ainda pecarmos?
Saibamos o seguinte: o
que fazemos não determina quem somos; mas quem somos determina o que fazemos.
Assim sendo, devemos de ter cuidado.
Uma vez que somos
santos em Cristo pela chamada de Deus, participamos da herança de Cristo. O que
é verdade a respeito de Cristo é verdade a nosso respeito, porque estamos
n’Ele. Ele é parte da nossa identidade. Não somos o grande “Eu Sou”, porém
podemos dizer com Paulo, «Mas, pela graça de Deus, sou o que sou» (I Cor. 15.10a).
A Sua graça e chamada
na nossa vida são totalmente imerecidas, mas é nosso privilégio reclamar a
nossa herança. Como Lhe devemos ser agradecidos, trabalhando mais que todos,
todavia não nós mas a graça de Deus em nós (I Cor. 15.10b)!
- C.M.O.
George Muller conheceu
Henry Craik quando ambos tinham 24 anos de idade. Desde então até à morte de
Craik eles foram companheiros, condiscípulos inseparáveis no ministério
Cristão. Pouco depois da morte de Craik, Muller escreveu o seguinte acerca do
seu amigo de toda vida.
UNIDOS NO QUE IMPORTA
O que me atraiu a Henry
Craik não foi o facto de ambos termos formação universitária, nem o facto de
ambos gostarmos muito de estudar a língua Hebraica, nem o facto de ambos termos
sido trazidos ao Senhor Jesus Cristo ao mesmo tempo. O que me atraiu a ele foi
o seu zelo, entusiasmo e ardor para com o Senhor.
Nós concordávamos nas importantes verdades da segunda vinda
de nosso Senhor Jesus, na plena suficiência das Escrituras como nossa regra de
fé e no Espírito Santo como nosso ensinador. Víamos claramente as preciosas
doutrinas da graça de Deus, e a chamada celestial da Igreja de Cristo, assim
como a consequente posição do crente neste mundo.
Estávamos assim muito unidos. Desde aquela altura até à sua
partida para estar com o Senhor Jesus, a nossa amizade aprofundou-se
ininterruptamente durante 36 anos.
COMO É
QUE NOS
PRENDEMOS?
As pessoas observavam
muitas vezes como era notável que trabalhássemos tão harmoniosamente durante
tantos anos.
Ora isso não aconteceu
porque o Henry não tinha ideias próprias, e tivesse o hábito de se submeter ás
minhas decisões. Nem porque eu o seguisse cegamente, sendo desprovido de
ideias.
Aconteceu desta forma.
Dois anos depois de o conhecer, vi como algumas pessoas preferiam as pregações
do meu amigo às minhas. Então, determinei-me, com a força de Deus, em
regozijar-me em vez de o invejar. Eu disse como João Baptista, «O homem não
pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu» (João 3.27). Este
resistir ao diabo impediu que nos separássemos no coração.
A partir dessa altura
Deus honrou-me grandemente sempre que pregava. Isto revela a dupla bênção, que
vem de se resistir ao diabo!
Sete anos mais tarde
Deus honrou-me grandemente com a grande bênção dos Orfanatos e a obra
missionária da Instituição de Conhecimento Bíblico Para o País e Estrangeiro.
Agora, o meu amigo Henry, humanamente falando, tinha motivos para cair no
pecado da inveja. Mas será que isso aconteceu? Poucos, se alguns, se
regozijaram tanto com a honra que o Senhor graciosamente me concedeu, como o
meu amigo.
Independentemente de
quaisquer que tenham sido as fraquezas espirituais que o meu amigo e eu
tenhamos tido, durante os nossos 36 anos de amizade tivemos o propósito honesto
de vivermos para Deus, e não para nós
mesmos. O nosso objectivo foi sempre agradar-Lhe a Ele, e não a nós mesmos.
A PRESSÃO PODIA
TER-NOS SEPARADO
A nossa amizade
permaneceu inquebrável até ao fim, embora as tentações para que nos
separássemos aumentassem, em vez de diminuírem. A nossa forma natural de pensar
e os nossos temperamentos eram muito diferentes. E no entanto trabalhámos
juntos, enquanto cerca de 2500 crentes eram recebidos em comunhão depois de
termos vindo para Bristol. Durante os recentes anos trabalhámos tanto nas
capelas de Bethesda como de Salem com quase 1.000 crentes em comunhão.
Quem é que, então, pode
duvidar da existência de constantes dificuldades que ameaçavam o nosso amor e
esforço unido? Mas encontrámos sempre ajuda em Deus. E encontrámo-la até ao
fim.
Henry era dotado de uma
capacidade intelectual superior. Mas o seu carácter e talentos espirituais eram
mais importantes. Ele era muito afável. Como Natanael do Velho Testamento, ele
não tinha dolo. Quaisquer que tenham sido as falhas e fraquezas que ele possa
ter tido, podes ter a certeza de que ele actuava convictamente. Ele fazia o que
fazia porque pensava que estava certo. Os nossos pontos de vista em várias
acções diferiam significativamente. Mas eu chegava sempre a este ponto: o meu
amigo tem convicções. Se ele tão somente visse como eu faço, decerto que
actuaria de modo diferente.
Deus deu a Henry um
grande intelecto. Mas ele não o usou para obter nome entre os homens, nem para
ser admirado por eles. Ele queria lançar luz sobre as Escrituras, para expor a
verdade. A Universidade de St. Andrews quis, por duas vezes, conferir-lhe o doutoramento
honoris causa, todavia ele pediu que o doutoramento fosse concedido a
outros. Ele tinha proposto no seu coração não buscar a honra que vem do homem,
mas confiar inteiramente em Deus, como Seu servo.
Henry era de
constituição física fraca, e durante as suas longas horas de estudo ele não
cuidava suficientemente da sua saúde. Ele foi a pessoa mais devota à oração e
ao estudo da Palavra que jamais conheci.
Henry passou pelos seus
sofrimentos sem se queixar, ainda que orasse e suspirasse por ser libertado
deles. Por fim foi liberto.
Adeus, Amigo
Lembro-me do nosso
último adeus. Ele tinha estado em grande agonia durante quase sete meses. Eu
beijei-o e voltei-me para me retirar. Henry estava demasiado fraco para falar,
mas ainda conseguiu dizer, “Senta-te. Quero olhar para ti.” Ele também pediu à
sua mulher para fazer o mesmo. Sentámo-nos, e ele olhou para nós durante algum
tempo. A seguir tive de ir. No dia seguinte adoeci, e enquanto fiquei retido na
cama, o meu querido amigo Henry adormeceu cheio de paz, confiado em Jesus.
Adaptado da
Introdução de George Müller ao Diário e Cartas de Henry Craik
«E disse Deus: Haja
luz. E houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a
luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a
tarde e a manhã: o dia primeiro» (Gén. 1.3-5).
Sou criacionista. Pessoalmente creio que Deus criou todas as
coisas no céu e na terra em seis dias literais de 24 horas. Uma compreensão
adequada da criação é essencial, uma vez que é o fundamento sobre o qual
assentam todas as doutrinas de Deus. Tristemente, alguns na Cristandade têm
procurado erigir um elaborado sistema conhecido como a teoria do dia-era para
acomodar o calendário geológico de biliões de anos. Mas será que essa posição
passa no teste Bereano?
Os que subscrevem a teoria do dia-era crêem que a palavra
Hebraica “dia” (yom) pode referir-se a dia de 24 horas ou a um longo
período de tempo. Isso é verdade! Por exemplo, o dia do Senhor é um
período de tempo estendido que excede um milhar de anos. Consequentemente, o
contexto deve ser sempre consultado a fim de se verificar a duração de tempo em
consideração. É claro que os que defendem esta posição ensinam que os dias do
registo de Génesis abarcam literalmente milhões e milhões de anos, o que
encaixa convenientemente a teoria da evolução em que crêem.
É interessante saber que quando a palavra Hebraica yom
é usada com um número, refere-se sempre, sem excepção, a dia de 24
horas. A respeito da Páscoa Deus instruiu Moisés, «Sete dias comereis pães
asmos; ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas; porque
qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia,
aquela alma será cortada de Israel» (Êxo. 12.15). Concluiríamos que o «primeiro
dia» aqui é outra coisa que não um dia normal? Mais, quando são colocados
limites no termo yom, como «a tarde e a manhã», conforme vemos em
Génesis 1.4, isso limita ainda mais claramente o dia a 24 horas.
Mas a evidência mais conclusiva de todas, de que cada dia
era de 24 horas, talvez seja visto em Êxodo 20.11: «Porque em seis dias fez
o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia
descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou».
Moisés usa aqui o termo yamin, a palavra Hebraica plural para «dias»,
que fala exclusivamente de ciclos de 24 horas.
Se o Espírito Santo pretendesse transmitir a ideia de que os
dias da criação eram “eras”, Ele teria usado a palavra Hebraica olam,
que é definida como “tempo indefinido”. Nós aceitamos pela fé que Deus é
soberano e todo poderoso; por conseguinte, Ele ter falado, e trazido todas as
coisas à existência em seis dias, foi para Ele coisa pequena (Sal. 33.6-9).
- P.M.S.
Se o leitor quiser
escrever em cimento, tem de colocar nele a sua marca enquanto ele está mole.
Usualmente o coração dos jovens é um coração ainda mole. Mas à medida que o
tempo passa o cimento endurece. Oitenta e cinco por cento das pessoas que
aceitam Cristo fazem-no antes de terminarem o ensino secundário.
A sua assembleia está a
conseguir marcar a juventude de hoje?
Juventude, hoje, é uma
palavra que descreve mais que um grupo etário; descreve uma cultura separada.
Os valores, a linguagem e os problemas dos jovens são únicos. Neste momento o
planeta é habitado por mais de um bilião deles.
Há uma batalha
espiritual enfurecida contra os jovens. O inimigo procura neutralizar
espiritualmente uma geração inteira de modo a que as gerações também vivam
sem Deus. Cremos que a juventude se trata duma “geração decisiva”.
O Progresso de Satanás
Ron Hutchcraft, resumiu
assim o progresso que Satanás já conseguiu:
· Nos anos 50 os jovens perderam a sua
inocência.
· Nos anos 60 os jovens perderam o
respeito pela autoridade.
· Nos anos 70 os jovens perderam o seu
amor.
· Nos anos 80 os jovens perderam a
esperança e voltaram-se para o suicídio.
· Nos anos 90 os jovens praticamente não ouviram falar de Cristo.
E agora? Os jovens
“perdidos” nada sabem de Jesus, e os jovens “encontrados” não vivem para Ele.
Como Alcançá-los?
Como crentes mais
velhos, a nossa tendência é pensar que todos nós temos que comunicar as Boas
Novas de Jesus Cristo, e que os jovens responderão. Mas para os jovens hoje, a
sua vida presente é mais importante do que a verdade acerca duma vida futura.
Eles só se tornam na verdade do Evangelho se ela tocar a sua vida agora.
Com a cultura juvenil, como com todas as outras culturas,, o evangelismo eficaz
usualmente vai de encontro à “necessidades sentidas”, antes de ir de encontro à
“necessidade real” da vida eterna por meio de Jesus Cristo.
O Senhor Jesus é o
modelo. A Sua mensagem nunca mudou, mas Ele adaptou constantemente a Sua
aproximação para ir de encontro às “necessidades sentidas” do ouvinte. Com um
homem velho (Nicodemus), Ele falou acerca de novo nascimento. Com uma mulher
sedenta, Ele falou de água. Aos pescadores falou de pesca.
O apóstolo Paulo seguiu
o exemplo do Mestre. Em I Coríntios 9.20-23 ele descreve os Judeus, os Gentios,
os que tinham a lei, e os que não tinham. Ele fez uma abordagem diferente a
cada um deles. A mensagem no Areópago (Actos 17.16-34) foi diferente da que
pregou na Sinagoga (Actos 17.1-4).
Sejamos sábios no modo
de anunciarmos o evangelho aos jovens!
Uma professora de
Escola Dominical perguntou aos seus alunos:
- Deus vê tudo?
Quase todas as crianças
responderam:
- Sim, Deus vê tudo; é
verdade que Ele vê tudo.
No entanto uma ergueu o
dedo no ar e disse timidamente:
- Não, Deus não vê
tudo.
A professora
perguntou-lhe:
- Tens a certeza de que
Deus não vê tudo?
- Sim, tenho a certeza,
disse ela. Ele não vê os nossos pecados cobertos pelo sangue de Jesus!
Um homem atravessava uma rua, um autocarro quase o atropelou.
Diz: "Deus é meu amigo, graças a Ele o
autocarro não me atropelou."
Noutra ocasião, o autocarro atropelou-o e
deixou-o em estado grave. Concluiu: "Deus é mesmo meu amigo, graças a Ele
o autocarro não me matou."
Finalmente, um autocarro atropelou-o e matou-o.
Os amigos lamentaram amargamente a sua perda, mas acrescentaram: "Deus era
realmente seu amigo: levou-o deste mundo que o não merecia!"
A minha querida mãe foi
uma mulher espiritual, piedosa, que me falou muitas vezes do Salvador. Fui
testemunha, também por muitas vezes, do seu combate em oração pela conversão da
minha alma. Porém nada me causava impressão. À medida que avançava na idade,
tornava-me cada vez mais ímpio – correndo o risco de me tornar num infiel.
Um dia um homem, um trabalhador, ficou gravemente ferido ao
ter caído de uma altura considerável ao subir uma escada. O caso tornou-se
desesperado; tudo o que pudemos fazer era atenuar as dores do infeliz. Ele
parecia estar apercebido da sua condição, pois estava perfeitamente consciente,
e perguntou-me quanto tempo de vida ainda teria.
O paciente estava só, no mundo. O seu único desejo era ver a
sua senhoria, porque lhe devia uma pequena soma, e também desejava despedir-se
dela. Ele também pediu que a sua senhoria lhe enviasse “o Livro”.
“Que livro?”, perguntei-lhe.
“Oh, peça-lhe apenas o Livro, que ela sabe”, foi a sua
resposta.
Após uma semana de muito sofrimento, ele morreu.
Eu via-o, nas minhas visitas regulares, pelo menos uma vez
por dia. O que me impressionou mais nele foi a sua calma, e a expressão de
felicidade que irradiava constantemente
no rosto.
Eu sabia que ele era crente, mas sobre esses assuntos eu não
falava com ele, nem o ouvia. Depois dele ter morrido, algumas das decisões do
destino dos seus bens foram feitas na minha presença.
“O que é que faremos com isto?”, perguntou a enfermeira,
segurando um livro na mão.
“Que livro é esse?”, perguntei.
“A Bíblia do pobre homem – a senhoria dele trouxe-lho
aquando da segunda visita que lhe fez. Leu-a enquanto pôde”.
Eu peguei na Bíblia e – não podia crer no que os meus olhos
viam! Era a minha própria Bíblia! A Bíblia que a minha mãe me tinha
oferecido quando deixei a casa dos meus pais, e que mais tarde, quando estive
em dificuldades financeiras, vendi por uma pequena importância. O meu nome
ainda estava nela, escrito pelo punho da minha mãe. Por baixo do meu nome
estava o versículo que ela tinha escolhido para mim. Não preciso de acrescentar
mais. Basta dizer que a reconquista da minha Bíblia foi a causa da minha
conversão.
Contou-se, na altura, que o doutor retirou-se para o seu
consultório e começou a ler e a meditar no Livro. Umas horas depois ajoelhou-se
e creu em Cristo como seu Salvador e Senhor.
O Dr. W. P. Mackay, mais tarde, tornou-se ministro do
evangelho, tendo escrito o velho hino “Revive Us, Again”, (Reaviva-nos, de
novo).
-W.P.M.
Todo o cristão é
dispensacionalista em algum grau.
Se hoje não oferecemos
sacrifícios de animais no templo, em Jerusalém (por pensarmos que isso hoje não
está em vigor) somos dispensacionalistas, pois reconhecemos que esses
sacrifícios não estão em vigor nos nossos dias.
Portanto, os cristãos
são todos dispensacionalistas.
A única diferença entre
os dispensacionalistas é onde efectuam a divisão das Escrituras, e traçam a
linha que divide o que nos diz respeito, como igreja, do que diz respeito a
Israel.
A crença mais popular é
a divisão entre Novo Testamento e Velho
Testamento. Tal divisão é um erro, como já mostrámos no passado.
Dizer que a dispensação
da graça começou em Pentecostes é outro erro, pois o dia de Pentecostes era uma
festa Judaica (Act. 2.1, 5,9,10, 14,22). Os Gentios não são ali contemplados e
o reino ainda está a ser oferecido no cap. 3 (3.12,19).
A dispensação da graça
não podia começar antes de Israel ser posta de parte. A reconciliação só podia
ser oferecida havendo inimizade, e Israel ainda não estava em inimizade. A
teologia tradicional diz que Israel foi posta de parte na cruz. Mas que dizem
as Escrituras?
Lucas 13.6: «E dizia
esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e foi
procurar nela fruto, não o achando». Quem é que procurou fruto em Israel
durante 3 anos? A teologia tradicional termina no ver. 7—«E disse ao
vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não o
acho; corta-a. Por que ela ocupa ainda a terra inutilmente?» - e diz Amém. Pensam que Israel foi cortada,
como nação, ali.
Mas notemos o que diz o
ver. 8: «E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu
a escave e a esterque». O livro dos Actos mostra que o Senhor deu mais uma
oportunidade a Israel. O «ano» terminou em Act. 7.51-60.
O que caracteriza
verdadeiramente um dispensacionalista não é o número de dispensações, mas
1.
A distinção entre Israel e a Igreja;
2.
A interpretação literal das Escrituras;
3.
A compreensão de que a salvação não é o fim, mas
o meio para o fim – glorificar a Deus (Efé. 1.6,12,14).
A história sagrada pode
ser dividida em várias dispensações, mas as duas grandes divisões são a
Profecia e o Mistério (Act. 3.21 e Rom.
16.25). Sobre isto já nos debruçámos em anteriores números.
O facto de que pode
haver sub-divisões é visto por exemplo em Rom. 5. Paulo fala ali de todo o período
decorrido entre a queda e a dádiva da lei como uma dispensação – “Desde Adão
até Moisés a morte reinou” (Rom. 5.12-14).
No entanto sabemos que
houve desenvolvimentos dispensacionais durante esse período. (Efé. 1.16,17 e
Fil. 1.9,10).
Basicamente as
Escrituras desdobram-se em 7 dispensações. Parecem-nos as divisões mais básicas
e naturais. Mas não temos qualquer objecção a quem veja outras divisões
dispensacionais.
Cada uma das
dispensações termina com juízo divino devido à desobediência do homem. Depois
da queda cada dispensação começa com uma narrativa que indica que o homem
fracassaria de novo. Vemos assim que não só terminam em fracasso como começaram
com fracasso.
Que o Senhor nos ajude
a manejar bem a palavra da verdade (2 Tim. 2.15)!
- C.M.O.
“No término de mais uma
noite de campanha missionária, um senhor de ar distinto aproximou-se do grande
pregador Moody e disse-lhe:
— 'Sem querer ofendê-lo, contei 11 erros de gramática no seu sermão desta
noite.'
— 'É bem possível’, respondeu Moody — ‘a minha instrução foi, infelizmente,
bastante pobre. Muitas vezes desejei ter tido a oportunidade de aprimorar os
meus estudos. Mas estou a usar toda a gramática ao meu alcance para servir a
Cristo. E o senhor?’”

Uma
ocasião em que Felix de Nola fugia dos seus inimigos, refugiou-se numa caverna.Apenas
entrara, eis que uma aranha principiou a fazer a sua teia na fenda da rocha que
dava acesso ao esconderijo. Quando os perseguidores passaram, viram a teia de
aranha e não se detiveram a pesquisar no interior da gruta. O servo de Deus,
então, quando livre de perigo, saiu do seu refúgio e disse: "Ubi Deus est,
ibi aranea murus; ubi non est ibis murus aranea." - Onde Deus está, uma
teia de aranha serve de muralha; onde Ele não está, uma muralha é apenas uma
teia de aranha.
Tradução
de "Our Hope". Versão do Dr. L. R. Pereira
Alimento
Espiritual - II Volume, 1944
Era uma vez um burrito.
Burrito como os demais que viviam no pasto, e que prestavam serviços, quando
necessitavam deles. Um dia, houve grande festa naquela terra. Era feriado.
Feriado nacional. Comércio fechado Escolas sem aulas. Tudo parado. Nas avenidas
principais daquela cidade, devidamente ornamentadas, aconteceria propagado desfile
militar e escolar. É que as jóias, insígnias, bandeiras, medalhas, coroas que
pertenceram ao rei daquele país seriam apresentadas ao povo, esparramado pelas
calçadas. Aí precisaram de um burrito, que transportasse, processionalmente,
aqueles tesouros, que representavam a história gloriosa daquela nação. E o
burrito, de que vos falo, foi apanhado, lá no pasto. Colocaram régios arreios
sobre os seus lombos, ornamentos dourados que brilhavam ao sol. Daquela manhã
engalanada e festiva. Encimando aqueles arreios, dispostas com muita arte e
gosto, as preciosas jóias reais. No desfile militar, o pacato quadrúpede
ocupava lugar de destaque, comandando a parada. Rojões espocavam, a multidão
aplaudia, a tropa se perfilava, numa alegria contagiante, que deslumbrava e
emocionava. Acabado o desfile, retiraram as jóias que o burrito carregava, os
arreios dourados, os adereços todos, e ele foi levado de volta ao pasto, sem
formalidades. Lá chegado, o burrito começou a conversar com os outros burricos,
seus companheiros. Disse ele, vaidoso:
- Vocês viram o que me
aconteceu? Andei pelas avenidas da cidade, nesta manhã. E quando eu passava,
soltaram fogos e foguetes, houve aplausos de todos os lados, uma beleza: Até
soldados perfilaram-se, em continência, enquanto bandas de música celebravam a
festança. Vejam como eu sou importante! Vejam! Aí, um outro burrico, que ouvia
aquela bazófia do companheiro gabola, desafiou-o:
- Se tu és tudo isso
que dizes, tem a coragem de retornar às avenidas, por onde passaste. Vá. Eu
quero ver o que acontecerá! ...
O burrito vaidoso
aceitou o desafio. Foi. Mas quando ele passava, apesar da cadência do seu passo
garboso, os miúdos atiraram-lhe pedras, os populares enxotaram-no aos gritos,
brandindo relhos e chicotes, numa correria bárbara. Cansado, resfolegando,
envergonhado, assustadíssimo, o burrico retornou ao pasto, onde encontrou os
amigos, que o receberam, com desprezo e com desdém.
- E agora, o que
dizes?, perguntaram-lhe, com zombaria. Então o burrito vaidoso, cabisbaixo,
filosofou:
- É. É verdade. Eu não
tinha importância alguma. Eu sou igualzinho aos outros burritos. Só fui
aplaudido enquanto carreguei as jóias do rei ...
Que boa lição para nós,
para cada um de nós, hoje! Reflictamos, com humildade, na presença santíssima
do Rei, de quem somos servos, tantas vezes inúteis ...
Entre
as inscrições antigas e pinturas nas tumbas dos reis egípcios, há símbolos da
chave de vida em todos lugares. Por
incrível que pareça, estão na forma de uma cruz. A cruz de Cristo é a única chave
verdadeira para a vida.
As
pessoas em geral são esquisitas. Preferem os bancos da frente nos autocarros, o
meio da via nas auto-estradas, e os bancos de trás nos cultos.
Nós
somos chamados a ser testemunhas; não advogados.
É
mais fácil pregar 10 sermões do que viver 1. Os discípulos oraram durante 10
dias, Pedro pregou 10 minutos, e quase 3.000 almas foram salvas. Nós oramos 10
minutos, fazemos uma cruzada de 10 dias e salvam-se 3 almas. O que será preciso mudar na fórmula?
Uma
criança não será susceptivel de encontrar um pai em Deus, se não encontrar Deus
no seu pai.
Para
se ter um justo equilíbrio na vida, Deus deve ocupar o centro.
A
oportunidade baterá à tua porta eventualmente uma única vez. A tentação baterá
ininterruptamente durante anos.
Deixa
de te queixar da tua igreja. Se ela fosse perfeita não poderias pertencer a
ela.
A
frase que garantidamente despertará uma audiência: “E em conclusão ...”
Se
a tua igreja quer melhores pastores só tem que orar pelos que tem.