A resposta Para o problema da Oração Não respondida
O Leitor é um verdadeiro membro de Igreja?
Seis Regras Para Jovens Cristãos
Certa ocasião uma pessoa que pediu a Deus que lhe
falasse dum modo especial. Pediu a Deus que enviasse fogo sobre uma sarça, como
fez a Moisés, ou derrubasse um muro como fez por Josué, ou acalmasse as ondas como
procedeu no mar da Galileia. Depois sentou-se e esperou.
Deus ouviu-a, e respondeu-lhe. Incendiou – não
uma sarça, mas uma igreja. Desmoronou um muro – não de tijolo, mas de pecado.
Acalmou um temporal – não no mar, mas numa alma. Depois esperou que a pessoa
respondesse. Mas porque ela estava cega, julgou que Deus não tinha feito nada.
Em face disso buscou a Deus e perguntou-Lhe, “Perdeste o Teu poder?” .
Deus respondeu-lhe, dizendo, “Perdeste a tua visão?”
Bem podemos dizer com Paulo, em coro, que o
Senhor «é poderoso para fazer TUDO muito mais abundantemente ALÉM DAQUILO
QUE PEDIMOS ou pensamos, segundo o poder que em nós opera»! (Efé.
3.20).
E bem precisamos de orar com ele: «para que o Deus
de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, nos dê, em seu conhecimento, o
espírito de sabedoria e de revelação, tendo iluminados os olhos do vosso
entendimento, para que saibamos qual seja a esperança da nossa vocação e quais
as riquezas da glória da Sua herança nos santos e qual a sobre-excelente
grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do
seu poder» (Efé. 1.17-19).
Finalmente, digamos como o Salmista, «atendam
os meus olhos à razão» (Sal. 17.2).
- C.M.O.
2 Cor. 5.10
«Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo,
para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou
mal»
Temos aprendido que receberemos no Tribunal de
Cristo as recompensas ou coroas – normalmente 5 – a coroa de gozo (Fil
4.1), incorruptível (1 Cor. 9.25), justiça (2 Tim. 4.8), vida (Tia.
1.12; Apo. 2.10) e glória (1 Ped. 5.4), para quem se tiver distinguido a
ganhar almas, vencer tentações, amar a vinda de Cristo, morrer pelo Senhor, e
apascentar bem os crentes, respectivamente.
Mas ... Tem-se feito muita especulação! Haverá
lágrimas? Muitos olham com apreensão e medo para este evento!
Todavia Rom. 8.1 é tranquilizador: «Portanto, agora
nenhuma condenaçäo há para os que estäo em Cristo Jesus» e, como Paulo
afirmou noutro lugar, o pensamento da vinda do Senhor – que é quando se
realizará o Tribunal de Cristo - só pode trazer consolação à alma! «Portanto, consolai-vos
uns aos outros com estas palavras» ( I
Tes. 4.18).
Alguns dizem que Deus não julga mas disciplina,
porém depois falam de disciplina que soa a juízo ...
Bem, nós temos algumas declarações, como vimos,
claríssimas, e outras que não parecem tão claras, que devem ser devidamente
analisadas.
O tribunal atrás referido será mesmo tribunal? O
tribunal, como tal, nunca está associado aos crentes. A palavra Grega que foi
ali traduzida por tribunal é a palavra BEMA. Qual o significado de BEMA? Paulo
estava familiarizado com a literatura Grega, a ponto de ter citado poetas
Gregos nos seus escritos.
Na literatura Grega Bema era uma de 2 coisas: (1)
cerimónia para premiar (pódium) – onde os atletas compareciam para receberem os
seus prémios. (2) exaltação pública de alguém. Ora, o Senhor vai fazer exactamente
estas 2 coisas connosco. A Igreja será apresentada gloriosa, sem mácula, santa
e irrepreensível. A Sua vinda é mesmo a bem-aventurada esperança (Tito 2.13).
Antiphonas escreve acerca dum rebelde que o seu
general trouxe ao BEMA. Os dois são descritos terem tido uma conversa amigável,
não sendo aquele repreendido pela sua rebeldia. Nessa descrição, não é feita
qualquer referência ao seu pecado, nem há qualquer memória do seu pecado ou
vergonha. O rebelde não sofre perda de recompensa. Não são referidos aspectos
negativos.
Na peça Elektra, lemos isto, “Um dia recebe-lo-ei
como nobre senhor, se com a bema (bênção) da escolha de Zeus, ele, Orestas,
voltar à sua terra”. Bema é aqui traduzida por bênção. Faríamos melhor em
traduzir aquele lugar por pódium, a bênção de Cristo, não o tribunal, pois bema
é lugar de bênção.
Leiamos de novo 2 Cor. 5.10, mas sem
preconceitos: «Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para
que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou
bem, ou mal»
No Grego a ideia de receba significa recompensa.
Para que cada um seja recompensado. Recompensado porquê? Pelo que tiver feito
no corpo.
O problema reside na frase ou bem ou mal. Todavia
o texto diz que seremos recompensados pelas coisas que fizermos, boas ou más.
Seremos recompensados por coisas boas e seremos recompensados por coisas más.
Não diz que seremos recompensados por coisas boas e outra coisa por coisas más.
Diz que seremos recompensados por coisas boas e seremos recompensados por coisas
más.
O que serão as coisas más? Serão os nossos
pecados? Não, porque lemos no Salmo 103.12: «Assim como está longe o oriente do
ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões».
Ele não diz Norte e Sul que são pontos definidos,
mas Este e Oeste – uma distância infinita. Não se pode referir a pecados, pois
eles desapareceram.
Coisas más, aqui, significam coisas sem valor.
Seremos recompensados pelas coisas que esperamos – grandes feitos – levar almas
a Cristo, vencer tentações, ajudar os crentes, ser mártir, amar a vinda do
Senhor. E seremos recompensados por coisas a que nunca atribuímos qualquer
valor, coisas que pensávamos não valiam nada. Ficaremos surpreendidos e
maravilhados com a abundãncia da graça (Rom. 5.17), a excelência da graça (2 Cor.
9.14), as riquezas da Sua graça (Efé.
1.7). Conheceremos, enfim, que a graça nos é dada segundo a medida do dom de
Cristo (Efé. 4.7). “Pensavas que isto
que fizeste não valia nada, mas olha no que deu!”.
Bom é que o coração se fortifique com graça! Heb.
13.9. A graça seja com todos vós. Amém. Heb. 13.25
Quem disse que estes pensamentos conduzem à
inacção e ao pecado?
Rom 6:15:
«Pois quê? Pecaremos porque näo estamos debaixo da lei, mas debaixo da
graça? De modo nenhum».
1Cor 15:10:
«Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo näo foi
vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia näo eu, mas a graça
de Deus, que está comigo».
2Cor 9:8:
«E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo
sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra».
Heb 12:28:
«Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos
a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e
piedade».
Como Josué, apertece-nos dizer-vos: «Voltai-vos
às vossas tendas com grandes riquezas»
(Jos. 22.8).
Um dia alguém veio falar com Sócrates e
disse :
- Ouve Sócrates, tenho que te contar como se
comportou o teu amigo...
- Pára! Interrompeu o homem sábio. Já passaste o
que me vais contar pelos 3 crivos?
- 3 crivos? Perguntou ele admirado.
- Sim, meu amigo. Examinemos se o que me vais
dizer passa pelos 3 crivos. O primeiro é o da verdade. Tens a certeza que o que
me vais contar é verdade ?
- Não, ouvi-o dizer e...
- Bem, bem. Mas certamente que o fizeste passar
pelo segundo crivo, o da bondade. Se o que me vais contar não é totalmente
verdade, é pelo menos algo de bom?
Hesitante o outro respondeu :
- Não, não é algo de bom, pelo contrário...
- Hum! Então disse o sábio, experimentemos o
terceiro crivo e vejamos se o que me queres contar tem alguma utilidade...
- Utilidade? Não precisamente...
- Então, disse Socrates sorrindo, se o que me vais contar não é nem verdadeiro, nem bom, nem útil, prefiro não o saber e quanto a ti, aconselho-te a esquecê-lo...
Entre as inscrições
antigas e pinturas nas tumbas dos reis egípcios, há símbolos da chave da vida
em todos lugares.
Por incrível que pareça,
estão na forma de uma cruz.
A cruz de Cristo é
a única chave verdadeira para a vida.
ORAÇÃO NÃO RESPONDIDA
O telefone tocou
exactamente após a emissão radiofónica – ligava uma ouvinte.
“Liguei para que saiba
que eu cria em Deus, mas não creio mais”, disse ela. Perguntei-lhe porque é que
tinha perdido a fé e ela relatou-me a seguinte experiência:
Uns anos antes, ela e o
marido frequentavam uma igreja bíblica. Um dia, o marido, que não se estava a
sentir bem, chegou a casa, oriundo do consultório médico, com más notícias. O
médico dissera-lhe que tinha cancro. Eles dirigiram-se à igreja e disseram ao
pastor, pedindo a todos que orassem pela recuperação do marido.
A sua igreja orou por
ele. Outras igrejas oraram por ele. O pastor orou, bem como os demais irmãos. À
medida que oravam o marido enfraquecia cada vez mais enquanto o cancro
continuava a espalhar-se.
Todavia o pastor
continuou a encorajá-los, dizendo-lhes,
“Tenham fé! Deus curará”. E o pastor citou-lhes estes versículos da
Bíblia:
«Jesus, porém,
respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não
duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes:
Ergue-te e precipita-te no mar, assim será feito. E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis» (Mateus
21.21,22).
E o pastor enfatizou,
“Tende fé e não duvidai; Deus curará”.
«Se vós
estiverdes em Mim, e as Minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que
quiserdes, e vos será feito» (João 15.7).
O pastor disse, “Deus
promete, «pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito». Crede nisso;
confiai em Deus e Ele curará”.
Como o marido dela
continuava a sofrer e a doença agravava-se, ela seguiu o ensino da carta de
Tiago, chamando os anciãos para que orassem:
«Está alguém
entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o
com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o
levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Tiago
5.14,15).
O pastor continuou a
encorajá-la dizendo, “Veja, a Bíblia diz que a oração da fé salvará o doente e
o Senhor o levantará. Creia nisso, e Deus curá-lo-á”.
O marido acabou por morrer.
O pastor tentou explicar este fracasso, e disse-lhe que provavelmente ela não
teve fé suficiente, ou que havia algum pecado secreto na sua vida, ou que o
marido não seria, de facto, um crente genuíno. Obviamente algo estaria errado.
Ela não encontrou
nenhuma explicação. Tentou crer o melhor que podia, não tinha consciência de
nenhum pecado secreto, e teve sempre o marido como um crente sincero. Ela
chegou à conclusão que a Bíblia não seria verdadeira, que realmente Deus não
deveria existir e que tudo aquilo em que ela uma vez crera não seria verídico.
Pelo menos não funcionou, quando precisou.
Esta irmã em Cristo é
um exemplo extremo, talvez o mais extremo com que tive de lidar, mas há muitos
crentes que estão aparentemente tranquilos e que interiormente lutam com a
questão das orações não respondidas. Porque é que estas promessas, «tudo o
que pedirdes» e «pedireis tudo o que quiserdes» não funcionam nas
suas experiências? Alguns pregadores continuam a dizer, “Tende fé suficiente, e
Deus fá-lo-á”. No entanto são muitos os crentes que sabem que isso não funciona
dessa forma.
Qual é a verdadeira
resposta para a oração não respondida?
Nós começamos por
descobrir a resposta das Escrituras quando notamos que todas essas promessas se
encontram apenas em certas partes da Bíblia. Nos quatro Evangelhos – Mateus,
Marcos, Lucas, e João – há muitas promessas acerca da oração respondida, «se
tiverdes fé». Mas notemos que nos quatro Evangelhos, o Senhor Jesus estava
a ministrar somente à nação de Israel. Quando uma mulher Gentia veio ao Senhor
com o seu pedido, Ele nem sequer lhe falou, e disse aos Seus discípulos que Ele
foi enviado apenas às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mat.
15.24). Ele tinha vindo como seu Messias, e para cumprir todas as promessas feitas
à nação de Israel no Velho Testamento. Deus prometeu-lhes um reino em que
haveria paz, prosperidade, saúde, vida, e não mais temor. Mas quando o Príncipe
da Paz veio, a nação de Israel rejeitou-O. Da cruz, o Rei orou pelo Seu povo, «Pai,
perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem». E assim, no começo do Livro dos
Actos, lemos como Deus ofereceu o perdão à nação de Israel. De facto, em Actos
3.19-21, Pedro diz ao povo de Israel que se eles se arrependessem do pecado de
rejeição do seu Messias, Deus não apenas lhes perdoaria, como enviar-lhes-ia o
Senhor Jesus de volta, e tudo o que Ele lhes tinha prometido a respeito desse
Reino de Paz e prosperidade e saúde, Ele faria cumprir então.
«Arrependei-vos,
pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham,
assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor. E envie Ele a Jesus
Cristo, que já dantes vos foi pregado, o qual convém que o céu contenha até aos
tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os Seus
santos profetas, desde o princípio» (Actos
3.19-21).
Sim, eles tinham
rejeitado o seu Rei e Messias, mas Ele tinha orado por eles, e Deus estava a
dar-lhes uma segunda oportunidade. Como é que eles responderiam à oferta de
perdão do Espírito Santo e à vinda do Messias e do Seu reino?
Nós não precisamos de
ler muito adiante no Livro dos Actos para começarmos a ver que eles não se
arrependeriam, que eles não aceitariam a oferta de perdão de Deus e da vinda do
Reino. No Capítulo quatro dos Actos os Apóstolos são presos; ao
continuarmos a ler vemos que são presos de novo, ameaçados, torturados, e
finalmente Estêvão, o diácono cheio do Espírito, é assassinado pelos líderes de
Israel. Eles tinham rejeitado o Rei, e agora rejeitavam a mensagem de perdão.
Como resultado, Deus “rejeitou “ a nação de Israel, por um tempo (Ver Rom.
11.15).
«Porque, se a sua
rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida
dentre os mortos?» (Rom. 11.15).
A nação de Israel foi “rejeitada”
por um tempo, e o reino por que esperavam foi “adiado”. Aquelas grandes
promessas de oração feitas a Israel também seriam adiadas para um tempo futuro.
Contudo, então, o
Senhor fez algo que nunca tinha profetizado nem prometido. Em vez de derramar a
Sua ira sobre o mundo, Ele alcançou e salvou em graça absoluta o homem que
liderava a rebelião da nação de Israel. Ele salvou o Seu maior inimigo, um
homem chamado Saulo, que passou a partir de então a ser o Apóstolo Paulo. O
inimigo – ele denominou-se a si mesmo de «o principal dos pecadores» -
foi salvo pela graça de Deus e enviado aos Gentios com uma mensagem que nunca
tinha sido revelada antes. Escute Paulo explicar o que o Senhor Jesus lhe
revelou do céu:
«Por esta causa,
eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios, se é que
tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada;
como me foi este mistério manifestado pela revelação como acima, em pouco, vos
escrevi» (Efé. 3.1-3).
O Senhor Jesus Cristo
tinha um «mistério» - que significa simplesmente um “Segredo” – e Ele revelou
esta nova mensagem, esta «dispensação da graça de Deus» a este novo
apóstolo. Paulo escreve muitas vezes acerca deste ministério especial que lhe
foi dado, e que não consistia em pregar a mesma coisa que os outros pregavam
antes dele, mas que se tratava de algo novo, algo diferente, que o Senhor Jesus
lhe tinha revelado.
«A mim, o mínimo
de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por
meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo e demonstrar a todos
qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em
Deus, que tudo criou» (Efé. 3.8,9).
O Senhor Jesus revelou
a Paulo «as riquezas incompreensíveis de Cristo». As bênçãos do
reino foram prometidas e escritas ao longo de todo o Velho Testamento, porém
agora o Senhor revelava o programa de bênçãos que eram «incompreensíveis» ou «insondáveis», que não podiam ser
descortinadas. O leitor pode «examinar as Escrituras» que
não encontrará esta nova mensagem, uma vez que ela estava «escondida em
Deus» até o Senhor a ter revelado a Paulo para si e para mim hoje.
Agora, vejamos o que O
senhor Jesus disse a Paulo acerca de como a oração opera hoje na dispensação da
graça. É aqui que encontramos a resposta para o problema da oração não
respondida!
Começamos com uma
passagem na carta de Paulo aos Romanos onde ele começa a explicar o que o
Senhor lhe disse acerca da oração hoje sob a graça, e porque é que nós não
obtemos tudo aquilo por que oramos:
«E da mesma
maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que
havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com
gemidos inexprimíveis. E Aquele que examina os corações sabe qual é a intenção
do Espírito; e é Ele que segundo Deus intercede pelos santos. E sabemos que
todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus,
daqueles que são chamados por Seu decreto» (Romanos
8.26-28).
A nós, na dispensação
da graça, Deus nunca promete que nos dará tudo o que pedimos. Podemos provar
isto abundantemente, lendo simplesmente as cartas escritas pelo Apóstolo Paulo.
Nelas nunca lemos de uma única oração promessa como a que diz, «Tudo o que
pedirdes», ou «pedi tudo o que quiserdes». Em vez disso lemos que «não
sabemos o que havemos de pedir, como convém» (Rom. 8.26).
Deus prometeu fazer com
que todas as coisas contribuam para bem das nossas vidas, porém Ele não revelou
COMO é que vai fazer isso. Ele prometeu, e nós aceitamo-lo pela fé e cremos que
Ele faz com que todas as coisas contribuam – mesmo as “tragédias” da vida –
para nosso bem; contudo, muitas vezes, não o vemos. Mas, como Paulo escreveu, «andamos
por fé e não por vista».
Visto não sabermos como
é que Deus faz com que todas as coisas contribuam para o nosso bem, não
sabemos, exactamente, como orar. Como é que Deus poderia prometer-nos que
responderia às nossas orações, se Ele nos diz frontalmente que nós nem sequer
sabemos o que havemos de pedir?
As cartas de Paulo
contêm muitos testemunhos de orações não respondidas. As pessoas, hoje, reúnem-se
para escutarem testemunhos de orações respondidas, porém Paulo escreve acerca
das suas muitas orações não respondidas! Ele sabia como orar na dispensação da
graça, e não ficou desencorajado quando não recebeu aquilo por que pedia. Ele
cria que o Seu Pai no céu tinha tudo sob controlo e fazia com que todas as
coisas contribuíssem para seu bem. Ele dá-nos um grande testemunho de oração
não respondida em 2 Coríntios 12.8,9.
«E, para que me
não exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na
carne, a saber, um mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de não me
exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de
mim. E disse-me: A Minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na
fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em
mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas
injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de
Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte» (2 Cor. 12.7-10).
Nós
vemos no versículo 7 que Deus permitiu que Paulo sofresse com este «espinho
na carne», um sofrimento físico que até
vinha de Satanás, mas que Deus permitiu para cumprir um bom propósito na vida de
Paulo. No entanto ele rogou ao Senhor que removesse o problema. Nós não
costumamos orar, “Senhor, resolve!”? Nós vemos Paulo orar, pedindo três vezes,
para que o Senhor resolvesse o seu problema.
E a
seguir o Senhor falou, mas não disse, “tudo o que pedires receberás, se tiveres
fé”. Não! De modo algum! O Senhor disse a Paulo que a Sua graça ser-lhe-ia
suficiente – e a Sua graça significa o Seu poder a operar na vida dele. «O
Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza». Nós
queremos que o Senhor resolva sempre os problemas; Ele quer mostrar a
suficiência da Sua graça, e a magnificência do Seu poder a operar nas nossas
vidas de modo a podermos “florir onde quer que Ele nos tenha plantado”.
A
atitude global de Paulo acerca do sofrimento mudou como resultado desta
experiência de oração. Ele diz que aprendeu a ter «prazer
nas fraquezas [enfermidades], nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições,
nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou
forte».
Nós precisamos de
aprender que não é da vontade de Deus a remoção de todos os nossos problemas, a
resolução de todas as nossas enfermidades, a remoção de todas as nossas
necessidades, mas que é da vontade de Deus, em todas as circunstâncias das
nossas vidas, a concessão de toda a graça e força de que necessitamos para vivermos através dos problemas, e até
para nos regozijarmos neles!
Paulo
orou pelos santos Colossenses:
«Por esta razão,
nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de
pedir que sejais cheios do conhecimento da Sua vontade, em toda a sabedoria e
inteligência espiritual; para que
possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-Lhe em tudo, frutificando
em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus; corroborados em toda a
fortaleza, segundo a força da Sua glória, em toda a paciência e longanimidade,
com gozo» (Col. 1.9-11).
Ele
orou para que estes santos fossem cheios do conhecimento
da vontade de Deus, e como resultado seriam
corroborados
[fortalecidos] em toda a fortaleza, ou poder, [uau!], segundo o Seu glorioso poder [pense nisto!], em toda a paciência e longanimidade com gozo.
“Paciência”,
aqui, fala de resistência e perseverança face às circunstâncias da vida,
enquanto que “longanimidade” fala de se ter uma “longa mecha” no nosso
temperamento quando se depara com pessoas desagradáveis na nossa vida, e Paulo
diz que fazemos tudo isto com “alegria”! Deus não promete remover todos os
nossos problemas, responder a todas as nossas orações – nós nem sequer sabemos
o que pedir – mas Ele promete conceder-nos a graça e força de que precisamos
para vivermos sob as circunstâncias e vivermos com as pessoas difíceis da vida,
e fazer tudo com alegria.
É
este o quadro de Deus de se ser corroborado em toda a
fortaleza, segundo a força da Sua glória. O
viver no meio de circunstâncias probatórias e pessoas difíceis tende a levar à
desorientação e desespero, mas em vez disso há alegria. Trata-se de verdadeiro
poder e graça – e o Senhor Jesus diz-nos a nós hoje, “A Minha graça é
suficiente para ti onde quer que estejas, e quaisquer que possam ser os teus
problemas, Eu faço com que tudo contribua para teu bem, e o Meu poder
aperfeiçoa-se nisso. Ele alcança a sua maior expressão e demonstração quando
estás fraco, mas miraculosamente, descobres que pela fé tu és ‘fortalecido com
todo o poder ... em toda a paciência e longanimidade com gozo’”.
Paulo
nunca se esqueceu da lição que o Senhor lhe ensinou através da sua “oração do
espinho”. Muitos anos depois Paulo escreveria aos Filipenses numa cela de prisão
– quase ao fim de cinco anos passados na prisão pelo Senhor:
«Não digo isto
como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei
estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as
coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter
abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas n’Aquele que me
fortalece» (Fil. 4.11-13).
Paulo
diz que aprendeu o segredo do contentamento, pois sabia ter abundância e estar
abatido. Hoje, vivendo na dispensação da graça, Deus não nos promete que
resolverá todos os nossos problemas, mas promete-nos graça mais do que
suficiente que nos habilita a regozijar em todos eles. Assim Paulo diz que em
todo o lugar e em todas as coisas aprendeu a superar, e mais, a superar com
alegria. E qual era o segredo? «Posso todas as coisas n’Aquele que
[constantemente] me fortalece». Quase que podemos ouvir
estas palavras - «porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza» - proferidas anos antes ainda a retinir no coração de
Paulo, quando ele escreve, «Posso todas as coisas n’Aquele que me
fortalece».
Quando
a ouvinte atrás referida orou pelo seu marido e colocou toda a gente a orar por
ele, que bom seria que o pastor dela tivesse sabido «manejar
bem a Palavra da verdade» (2 Tim.2.15),
discernindo que as promessas de oração nos Quatro Evangelhos não nos são dadas
a nós hoje, que vivemos na dispensação da graça, mas a Israel com o seu Reino
Messiânico em vista. Mesmo na carta de Tiago, onde ele escreve acerca da «oração
da fé», e como Deus curava os
doentes, precisamos de ler o primeiro versículo da carta, e ver que ele está a
escrever somente «às doze tribos que andam dispersas». Esta não é a nossa “caixa de correio” na Bíblia. Nós
podemos ler este correio e estudá-lo e aprender dele, mas necessitamos de nos
lembrar sempre que as doze tribos e a nação escolhida estão hoje postas de
parte por Deus, e estas promessas, as suas promessas, hoje não funcionam.
Mas o
Senhor Jesus salvou um novo apóstolo, o Apóstolo Paulo, e enviou-o a nós com
uma nova mensagem muito mais maravilhosa., a mensagem da graça (Efé. 3.2). Hoje
devemos orar? É claro que sim! Escutemos o encorajamento de Paulo para que os
crentes orem:
«Regozijai-vos
sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em
Cristo Jesus para convosco» (I
Tes. 5.16-18).
Mas
nós só nos podemos regozijar e dar sempre graças quando compreendemos o que o
Senhor está hoje a fazer na dispensação da graça e nas nossas vidas. O povo de
Deus é destruído quando lhe é dito que o plano de Deus para hoje é resolver
todos os seus problemas, pois o Senhor nunca disse isso ao Apóstolo Paulo para
nós na dispensação da graça. Quando reclamamos uma promessa que Deus nunca nos
fez a nós só pode haver desilusão, desânimo e ruína espiritual. Mas que alegria
e que liberdade há quando começamos a conhecer as promessas do Senhor para nós
hoje neste maravilhoso tempo denominado de «dispensação da graça
de Deus»!
Nós
terminamos este breve estudo sobre a oração na dispensação da graça com mais
uma oração que encerra mais uma promessa para nós hoje, que se encontra em
Efésios 3.20,21 ...
«Ora, Àquele que
é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos
ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a Esse glória na igreja, por
Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém!»
Nós
oramos na nossa ignorância (Rom. 8.26), pois nós não sabemos como devemos
orar. Nós pedimos e pensamos que
sabemos o que será melhor. Mas Paulo diz aqui que Deus pode fazer acima do que
pedimos ou até pensamos. De facto, Ele pode «fazer tudo, muito mais
abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos». Mas note com cuidado como é que Deus faz isso na sua vida:
«segundo o poder que em nós opera». O Seu poder e força e graça são suficientes para nós em
todas as circunstâncias da vida. Esse poder está disponível para operar em nós
se tão somente crermos nisso e confiarmos n’Ele. Ele é poderoso para fazer em
nós tudo, muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, pois
o poder em questão não é mais nem menos que o «poder da
ressurreição» que opera em nós.
Quando
«andamos por fé» e
permitimos que Ele nos encha do «conhecimento da Sua
vontade» e nos fortaleça com «todo
o Seu poder», então Paulo diz, «a
Esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o
sempre. Amém!» Que Ele, hoje, seja
glorificado na sua e minha vida!
- D.K.
BEM-AVENTURADOS os que estão demasiado cansados e
ocupados para irem à igreja: pois são os meus melhores obreiros.
BEM-AVENTURADOS
os que se enfadam com os maneirismos e falhas dos pregadores & ensinadores:
pois não recebem nada nos cultos.
BEM-AVENTURADO
o membro da igreja que espera ser convidado para a sua própria igreja: é um
importante membro para mim.
BEM-AVENTURADOS
os que não vão à igreja: fazem com que o mundo diga: “A igreja é um fracasso”.
BEM-AVENTURADOS
os que maldizem: provocam conflitos e divisões - o que me agrada muito.
BEM-AVENTURADOS os que se ofendem
facilmente: depressa se irritam e desistem.
BEM-AVENTURADOS
os que não dão ofertas para se realizar a obra de Deus: são meus cooperadores.
BEM-AVENTURADO é aquele que professa
amar a Deus mas aborrece o seu irmão: viverá comigo para sempre.
BEM-AVENTURADO
é aquele que não tem tempo para orar: será uma presa fácil.
BEM-AVENTURADO é aquele que não lê a Palavra de Deus: seguir-me-á prontamente.
O livro mais importante
no mundo é a Bíblia. A Bíblia centra-se em torno da Pessoa mais importante no
mundo, o Senhor Jesus Cristo. Ele é importante porque é Deus manifestado em
carne. Cristo veio para revelar os propósitos de Deus Pai. Esses propósitos
estão escritos na Bíblia, revelando assim a mente de Deus. Os ensinos de Cristo
estão relacionados com três diferentes períodos – passado, presente, e futuro.
Ele é o porta-voz de Deus para a humanidade. Nós devemos notar bem o conteúdo
de cada um deles a fim de compreendermos
a Bíblia.
I. O ENSINO PASSADO DE CRISTO
O Senhor Jesus nasceu
sob a Lei de Moisés (Gálatas 4.4). Quando Ele ministrou a Israel, e fê-lo
exclusivamente a eles (Mateus 15.24), tudo o que Ele fez e disse estava de acordo
com esta Lei (Mateus 5.17). A Lei de Moisés foi dada a Israel uns 1500 anos
antes, e ela regulava toda a vida dos Judeus, como também de toda a nação de
Israel. As boas novas de Deus para Israel eram denominadas de o Evangelho do
Reino. Vários milagres acompanhavam a sua pregação, e a remissão dos
pecados era obtida instrumentalmente através do baptismo na água. Os dias de
festa, os vários mandamentos, os muitos sábados, era tudo parte da religião dos
Judeus que é chamada de Judaísmo.
II. O ENSINO PRESENTE DE CRISTO
O ministério de Cristo não cessou com a Sua
ascensão no primeiro capítulo dos Actos. Os Cristãos têm falhado em ver que
quando Saulo foi salvo em Actos 9, um NOVO ministério do Senhor Jesus
Cristo foi iniciado por Deus, e este NOVO ministério introduziu esta presente
dispensação da graça. O nome de Saulo foi mudado para Paulo, e ele foi
designado Apóstolo dos Gentios (Romanos 11:13). São-lhe dadas revelações do
Cristo ressuscitado, e são essas as revelações que abarcam e contêm o Cristianismo.
O Cristianismo anuncia:
1.
Um Novo Evangelho—o Evangelho da graça de Deus. Este evangelho está
completamente separado do baptismo na água (1 Coríntios 1:17). Este evangelho
anuncia a fé em Cristo como o único requisito para a salvação (Romanos 4:5;
Gálatas 3:26; Efésios 2:8,9).
2.
Um Novo Organismo—o Corpo de Cristo, a Igreja, composta por todos os
crentes salvos pela graça de Deus nesta presente dispensação.
3.
Um Novo Corpo de Verdade Divina—conhecido como a Revelação do Mistério
(Romanos 16:25). Foi mantido secreto, escondido em Deus, até ser revelado a
Paulo. É deste modo que Cristo deve ser anunciado hoje.
4.
Um Novo Período de Tempo—a Dispensação da Graça de Deus, também
conhecida como a Dispensação do Mistério (Efésioss 3:2,9). É este o nome
bíblico para a presente dispensação.
5.
Um Novo Apóstolo—Paulo. É ele o nosso Apóstolo, não Pedro nem João ou
qualquer outro. A autoridade de Cristo para esta dispensação foi confiada a
Paulo.
6.
Novas Bênçãos—bênçãos espirituais nos lugares celestiais, em Cristo
(Efésios 1:3). Isso acontece de acordo com o Mistério. Toda esta verdade veio
do próprio Senhor Jesus Cristo (Gálatas 1:11,12), e Paulo foi escolhido por Ele
para escrever a Sua revelação A NÓS, nas suas epístolas. Este corpo de verdade
é e está completo em si mesmo. Há centenas de mandamentos contidos no
Cristianismo para guiar os Cristãos nas suas vidas. E é somente nos escritos de
Paulo que nós descobrimos que toda a Lei de Moisés, o ensino passado, para
Israel, foi ABOLIDO por Cristo na cruz (Efésios 2:15; Colossenses 2:14).
III. O ENSINO FUTURO DE CRISTO
O Livro do Apocalipse,
o último livro na Bíblia, é o ensino de Cristo a respeito do futuro de Israel e
do mundo. Os eventos neste livro começarão DEPOIS desta presente dispensação
terminar com o Arrebatamento da Igreja, o Corpo de Cristo. A maior parte do
livro contém os juízos de Deus sobre a humanidade por causa da incredulidade.
Todos os rebeldes contra Deus serão removidos começando por Israel,
estendendo-se depois a todos os Gentios. Cristo revelou isto ao Apóstolo João
(Apocalipse 1:1,2). O livro termina com os novos céus e a nova terra de Isaías
66.22, e a profecia cumprir-se-á.
ERROS
POPULARES
A
RESPEITO DOS ENSINOS DE CRISTO
Muitos
erros têm sido propagados a respeito dos ensinos de Cristo. Isto deve-se à
falta de estudo da Bíblia e tem feito com que a igreja visível dê um testemunho
fraco do Senhor Jesus Cristo. Eis alguns desses erros:
1.
A ideia duma herança Judaico-Cristã. O Cristianismo não é uma emanação do
Judaísmo. O Cristianismo é totalmente separado do Judaísmo.
2.
A ideia de que Cristo pregou Cristianismo a Israel. Ela é totalmente falsa. Ele
pregou Judaísmo ao Seu povo terreno.
3.
A ideia de que os escritos de Mateus, Marcos, Lucas, e João apresentam
Cristianismo porque tratam com a vida terrena de Cristo.
4.
A ideia de um único evangelho na Bíblia. A Bíblia nunca declara que há um só
evangelho. O Evangelho da graça de Deus é completamente diferente do Evangelho
do Reino. Os que pregam o Evangelho do Reino enganam as pessoas, pois pregam,
de facto, Judaísmo e não Cristianismo. Ver Gálatas 2:7.
5.
A ideia de ressuscitar a Lei de Moisés e forçá-la aos gentios como modo de
vida.
6.
A ideia de que ser Paulino na doutrina e prática é uma interpretação extrema. Paulo
disse muitas vezes aos primeiros crentes gentios para que o seguissem (1
Coríntios 4:16; 11:1; Filipenses 3:17). Seguir Paulo significa seguir
Cristo.
7.
A ideia de que devemos seguir Cristo na Sua vida terrena. Paulo afirmou
claramente que nós não devemos conhecê-Lo Segundo a carne (2 Coríntios 5:16). Isso seria gloriar na carne (1
Coríntios 1:29).
8.
A ideia de que a Lei e a Graça podem ser misturadas, fortalecendo os crentes no
Senhor.
9.
A ideia de que a Bíblia só apresenta
princípios de Deus eternos, imutáveis. Alguns dos princípios de Deus têm
mudado, e isso faz uma enorme diferença.
10.
A ideia de que o Judaísmo e o Cristianismo devem harmonizar-se numa única
religião. A única forma do verdadeiro reavivamento se poder dar é regressar à
verdade Paulina. Isso aconteceu no passado, tendo Martinho Lutero sido o
principal exemplo, quando ele viu a luz da apresentação de Paulo sobre a
justificação somente pela fé em Cristo. Se os pregadores não pregarem Jesus
Cristo segundo a Revelação do Mistério, não pregam a verdade de Deus para hoje.
O mundo todo será julgado pelo evangelho de Paulo (Romanos 2:16), e será bom
que as pessoas se certifiquem de que têm sido salvas por CRISTO APENAS ou não terão qualquer esperança de passar a
eternidade com Ele. Cristão amigo, é bom que creia no que Deus revelou ao
Apóstolo Paulo antes de se encontrar com Ele, ou sofrerá perda no tribunal de
Cristo. Se tiver de mudar de ideias acerca de algumas interpretações como sendo
verdades bíblicas, só ganhará com isso. Não permita que uma mente e atitude
fechadas o impeçam de gozar as bênçãos espirituais do Cristianismo encontradas
nos escritos de Paulo.
“...a Revelação do
Mistério (Romanos 16:25)… Foi mantido secreto, escondido em Deus até ser revelado
a Paulo. É deste modo que Cristo deve ser anunciado hoje.”
- R.C.B.
MEMBRO DE IGREJA?
«E a paz de Deus, para a qual
também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede
agradecidos» (Col. 3.15)
Muitos crentes vão à
igreja da mesma maneira que vão aos Correios. Não sabem quem abriu a agência ou
a limpou. Não se importam com os demais que ali estão, excepto os funcionários
no balcão. Tudo o que desejam é enviar as suas correspondências e
ir embora. Nem mesmo se interessam em olhar rapidamente para as outras
pessoas que estão na fila, a menos que alguém as chame pelo nome. Se isto
acontece, então voltam-se e conversam um pouco com aquela pessoa. Isto é o que
acontece a muitos crentes. Tudo o que lhes interessa é desfrutar do culto, do
pregador e da sua mensagem. Não sabem quem abriu o templo, quem o limpou,
arrumou, etc. Tudo o que desejam é ouvir o sermão e desaparecer, voltando para
casa. Se alguém os cumprimenta, então param, conversam um
pouco antes de sumirem, retornando para casa.
Com certeza,
isso está errado. Todo crente deveria ser um membro activo na
sua igreja. Se o leitor é culpado desse tipo de atitude em relação à igreja,
deve parar. Precisa tornar-se membro de uma igreja local e fazer com que a sua
membresia seja significativa. Isto é o que Bíblia ensina com a expressão “em um
corpo”, encontrada no versículo que citamos no início.
Com a sua conversão, o
leitor foi espiritualmente unido ao corpo de Cristo. Isto acontece porque a salvação
assemelha-se a um pacote. Inclui regeneração, justificação, adopção, habitação
do Espírito, etc. Um dos elementos deste pacote é
a união com Cristo, ou seja, o processo pelo qual o Espírito Santo o enxerta no
corpo de Cristo, de modo que o leitor se torna um membro orgânico desse corpo
(1 Co 12.12-13), ao invés de um membro autómato. É necessário que esta
experiência espiritual seja traduzida em termos concretos por meio da sua
deliberada união visível a um grupo de crentes.
Por causa
da nossa união espiritual com Cristo, ajuntar-se a um
grupo de crentes tem de ser desejado por si. Precisa de haver em
si o desejo de pertencer ao povo de Deus, que constitui
a família d’Ele. Isto é o que significa ser membro de
uma igreja: é uma expressão externa e objectiva de uma
experiência subjectiva e íntima.
O Novo Testamento não
menciona qualquer coisa a respeito de crentes que
não se importam com a igreja e vivem isoladamente a vida cristã, andando para
lá e para cá. O leitor tem de pertencer a uma igreja local. Existem muitos
crentes que são semelhantes a ervas aquáticas, vivem
flutuando de igreja em igreja. Não
pertencem à membresia de nenhuma delas, mas
estão presentes em todas as “poderosas” reuniões da cidade. Onde for aberta uma
nova igreja, ali os encontraremos. E, se outra igreja for estabelecida, tais
crentes mudarão para ela.
O seu
crescimento espiritual é o motivo pelo qual
Deus deseja que o leitor se torne membro de uma igreja. Tornar-se membro
activo de uma igreja não é opcional ao seu crescimento na santidade. As inevitáveis
implicações de pertencer à membresia de uma igreja podem resumir-se na palavra “responsabilidade”,
sendo esta uma responsabilidade que temos indirectamente
para com Deus e directamente uns para com os
outros. Considere o exemplo dos discípulos apresentado
em At 2.42-47; 4.32-35. Este é o motivo por que a sua membresia a uma igreja
não pode consistir apenas de um registo formal no rol de membros. Precisa de
ser expressa em envolvimento prático em toda a vida da igreja.
Torne-se semelhante a
um filho que se envolve positivamente nas tarefas do lar.
O leitor é um
verdadeiro membro de igreja? Se não, acabe com essa atitude imediatamente!
Se o leitor é membro de uma igreja, é responsável? Existe
uma diferença real entre si e os visitantes? Pense sobre os membros
da sua igreja, você conhece-os, ora e interessa-se por eles, a fim de os ajudar
nas suas necessidades?
Torne-se já num responsável membro de igreja.
- C.M.
A compreensão das
responsabilidades e deveres que precisamos de ter como membros da igreja requer
mais que o mero assentar nos bancos ou cadeiras. Requer a glorificação de Deus
por meio do serviço aos outros.
Nós vivemos numa cultura orientada pelo
consumismo onde tudo à nossa volta nos chama a sermos consumidores. Porém Deus
chama-nos para sermos provedores dos outros ao ter-nos confiado o evangelho.
Receamos que muitos andem na igreja como meros consumidores.
Deus chamou-nos a
sermos mais que meros consumidores. Lembremo-nos do exemplo de Abraão, que foi
chamado para ser abençoado por Deus a fim de ser uma bênção para os outros.
Assim, vemos que Deus providenciou para nós, a fim de que nós agora
providenciemos para os outros.
«E ... abençoar-te-ei, ... e tu serás uma
bênção.» (Génesis 12:2)
Seis
Regras para Jovens Cristãos
1.
Jamais desprezes a oração diária. E, quando orares, lembra-te que Deus está
presente ali, ouvindo as tuas orações (Hebreus 11.6).
2.
Jamais menosprezes a leitura diária das Escrituras. E, quando leres, lembra-te
de que Deus está a falar-te; portanto, precisas de crer e
agir de acordo com o que Ele diz. Acreditamos que toda apostasia começa
em se negligenciar estas duas regras (João 5.39).
3.
Jamais passes um dia sem fazeres algo para o Senhor. Todas as noites, medita
sobre aquilo que Ele fez por ti e pergunta a ti mesmo: “O que estou a fazer por
Ele?” (Mateus 5.13-16).
4.
Se estás em dúvida acerca de algo ser correcto ou errado, dirige-te
ao teu quarto, dobra os teus joelhos e pede a bênção
de Deus sobre isso (Colossenses 3.17). Se não
puderes fazê-lo, aquilo é algo errado (Romanos 16.23).
5.
Nunca copies o teu cristianismo de outros cristãos ou argumentes que tal pessoa
faz isto ou aquilo e, por conseguinte, tu também podes fazê-lo (2
Coríntios 10.12). Pergunta a ti mesmo: “Como é que o Senhor Jesus
agiria em meu lugar?” e esforça-te por segui-Lo (João 10.27).
6.
Nunca creias naquilo que sentes, se contradiz a Palavra de Deus. Pergunta a ti
mesmo: “O que eu sinto é verdadeiro, sendo confirmado pela Palavra de Deus?” Se
ambos não podem ser verdadeiros, crê em Deus e acredita que o teu coração está
a mentir (Romanos 3.4; 1 João 5.10-11).
- B.N.
O dilúvio veio, não
porque a raça cananita havia se tornado corrupta, mas porque a raça dos justos
que cria em Deus, obedecia sua Palavra e observava o verdadeiro culto a Ele
havia caído em idolatria, desobediência aos pais, prazeres sensuais e a prática
da opressão. De forma similar, a vinda do último dia será apressada, não por
causa dos pagãos, os turcos, ou os judeus que são ímpios, mas porque ... os que
ocupam posições de liderança na igreja são licenciosos, cheios de
concupiscência e tirania. Isto deve gerar temor em todos nós, porque mesmo
aqueles que nasceram dos mais excelentes patriarcas, começaram a se
tornar cheios de si e se afastaram da Palavra.
- Martinho
Lutero
Não
abandone um velho amigo que os novos valem sempre menos.
SE QUISER SABER AS NOTÍCIAS DE ONTEM, LEIA O JORNAL; SE
QUISER SABER AS DE AMANHÃ, LEIA A BÍBLIA.
Um consultor,
especialista em Gestão do Tempo, quis surpreender a assistência numa
conferência.
Tirou debaixo da mesa um
frasco grande de boca larga. Colocou-o em cima da mesa, junto a uma bandeja com
pedras do tamanho de um punho e perguntou: Quantas pedras pensam que cabem
neste frasco?
Depois dos assistentes
fazerem as suas conjecturas, começou a meter pedras até encher o frasco. Depois
perguntou:
Está cheio?
Toda a gente olhou para
o frasco e concordou que sim. Então ele tirou debaixo da mesa um saco com
gravilha. Meteu parte da gravilha dentro do frasco e agitou-o. As pedrinhas
penetraram pelos espaços que deixavam as pedras maiores. O consultor sorriu com
ironia e repetiu: Está cheio?
Desta vez os ouvintes
duvidaram: Talvez não.
Muito bem!