PROVAS DE QUE A BÍBLIA
É
1.
A frescura da Bíblia atesta a sua
inspiração divina. A erosão dos séculos não a afectam. A
Bíblia é semelhante a uma fonte de água. A fonte é sempre a mesma, mas a água é
sempre fresca. É o Eldorado do tesouro celestial. Os filões de ouro nunca se
esgotam nem os seus bolsos se esvaziam. Como com os tesouros da terra, os suas
riquezas devem ser diligentemente procuradas, se as quisermos encontrar. Há
crentes que estão a ler a Bíblia pela 50ª vez. Que livro mereceria uma 50ª
leitura? Refrigera tanto ocidentais como orientais, antigos como modernos.
Têm-se escrito milhares e milhares de livros sobre ela. E ninguém a esgota.
Pois bem, o que a mente do homem produz, a mente do homem pode esgotar. Se ninguém a pode esgotar, isso por si revela
como a mente que está por detrás dela é mente não humana. É mente divina. A
Bíblia é a Palavra de Deus. Como com o azeite e a refeição que nutriu Elias, a
Bíblia é inesgotável.
2.
A honestidade da Bíblia. Se a Bíblia fosse produto de meros homens,
não inspirados por Deus, o seu conteúdo seria diferente. Apesar de ter sido
escrita por Judeus, as vitórias alcançadas por estes são atribuídas a Deus e
não ao seu génio. E eles registaram nas
suas páginas, não apenas as vitórias, mas as derrotas sofridas. Vê-se
claramente que os seus escritores não actuaram por princípios comuns da
natureza humana. Os historiadores humanos atenuam e omitem as falhas e
fracassos dos seus favoritos e dos seus heróis. Uma história forjada teria
revestido os amigos só de virtudes. Não há paralelo no reino da literatura. O
leitor atento da Bíblia conclui, à priori, num primeiro relance, que
Israel foi a nação mais depravada. Mas não, o facto é que a história de
Israel foi transmitida com fidelidade e honestidade. Por exemplo, o historiador
Josefo silencia e omite o que é desfavorável à sua nação.
3.
O carácter dos seus ensinos.
a.
Acerca de Deus
– eterno, infinito, soberano, omnipresente (presente e ciente), imutável,
infalivelmente justo, absolutamente santo, sendo simultaneamente amor. Nada
pode ser comparado nas bibliotecas com a descrição sublime e exaltada do Deus
da Bíblia. Um Deus assim nunca poderia ter sido inventado. Todos os deuses
inventados e imaginados pelos homens encontram-se num patamar completamente
diferente.
b.
Acerca do homem.
Os ensinos da Bíblia sobre o homem são únicos e exclusivos. Ao contrário dos
outros livros, a Bíblia condena o homem. Não elogia nada nele. Não faz de
Satanás a fonte de todo o mal de que somos culpados. «Porque do interior do
coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições,
os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a
inveja, a blasfémia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro
e contaminam o homem» (Marcos 7.21-23). Uma tal concepção do homem tão
diferente do pensamento humano nunca poderia emanar do homem. Se a autoria da
Bíblia fosse humana, o homem não escreveria contra si deste modo.
c. Acerca
da condenação eterna. Sofrer consequências eternas por erros
praticados numa vida tão curta? A pena não se “ajusta” ao crime. Muita da
própria Cristandade não acredita neste ensino da Bíblia, o que só vem comprovar
que a sua origem é divina e não humana, pois é estranho ao pensamento humano.
No entanto muitos sofrem penas bem longas aqui na terra por erros praticados em
meros segundos.
4.
O cumprimento das profecias.
As profecias da Bíblia cumprem-se a 100%, ao contrário das profecias dos
homens, que na melhor das hipóteses se cumprem a 60% - 70%, como foi reconhecido
em congresso recente de videntes nos E.U.A.. Por exemplo, foi profetizado que
Cristo, séculos antes vir ao mundo, seria vendido por 30 moedas de prata e foi
traído por essa quantia exacta. «Então, se realizou o que vaticinara o
profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado,
que certos filhos de Israel avaliaram» (Mateus 27:9). Por exemplo, a
crucificação foi um método de tortura introduzido pelos Romanos. Pois bem,
antes deste povo – Romanos – existir, o Rei Davi profetizou, muitos séculos
antes, acerca de Cristo, o seguinte: «Pois me rodearam cães; o ajuntamento
de malfeitores me cercou; traspassaram-me as mãos e os pés» (Salmos
22:16). Falou do crucificado antes de existir crucificação. Na altura, a pena
capital era por apedrejamento. Isaías também profetizou acerca d’Ele quando
disse, «Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi
levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os Seus tosquiadores, Ele
não abriu a boca» (Isaías 53.7). Quem podia prever que um prisioneiro,
com a vida por um fio, diante dos seus juizes e algozes, não esboçaria a menor
defesa?
5.
O significado típico, ou figurativo, da
Bíblia. «Eis aqui venho (no princípio do livro
está escrito de mim), para fazer, ó Deus, a tua vontade». (Heb. 10.7).A
Bíblia é mais que um conjunto de livros históricos, mais que um sistema social
e de legislação religiosa, mais que código e ética. Os instrumentos humanos
usados para que fosse escrita não sabiam o que escreviam. Aquilo que para
muitos não passa de meras histórias não são senão retratos admiráveis de
Cristo. Não admira, por isso, ver os que a escreveram interrogando-se quanto ao
significado daquilo que escreviam. Hoje podemos ver Cristo em todas as
Escrituras. O próprio Senhor disse, «Examinais as Escrituras, porque vós
cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam»
(João 5:39). Que história autêntica supriria uma série de personagens, todas
elas diferentes, e de diferentes séculos, cujos carácteres e histórias,
compreendem um Outro personagem? Pois Cristo é visto em personagens e histórias
tão díspares quanto, Adão, Abel, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacob, José,
Aarão, Moisés, tabernáculo, Josué, Samuel, Sansão, David Salomão, templo, Elias
, Eliseu, Jeremias, Daniel, Jonas e outros.
6.
A unidade da Bíblia.
A Bíblia foi escrita em 2 continentes, 3 línguas, durante 16 séculos. Foi
escrita em várias circunstâncias – tendas, aldeias, palácios, prisões, por
reis, sacerdotes, profetas, 1ºs ministros, pastores, soldados, pescadores,
médicos, etc., e é apenas um livro. Chamem-se hoje vários sábios que façam um
livro (não haverá unanimidade). Juntemos a literatura de diferentes séculos e
veremos que não há unanimidade. Imaginemos 40 pessoas de diferentes
nacionalidades, com vários graus de cultura musical, intervaladas no tempo, a
escreverem 66 diferentes notas, que combinadas, compusessem a maior obra
musical. A diferença jaz no facto dos 40 da Bíblia terem tido por detrás de si
uma mesma Mente. Quando ouvimos uma orquestra com vários instrumentos sabemos
que por detrás dela existe um génio que não tem que, necessariamente estar
visível.
7.
A Influência da Bíblia. A
sua influência é mundial. Afectou a literatura, a música, a arte, o próprio
homem. Que livro há que mude tanta coisa? E isto ainda se torna mais notável
quando vemos a sua antiguidade. E coisa notável – apesar da sua antiguidade não
é antiquada; a sua vitalidade não diminuiu, e a sua influência continua
irresistível.
8.
O acabamento da Bíblia.
A sua composição foi acabada há praticamente vinte séculos, quando a maioria do
mundo era incivilizado. Depois vieram as descobertas, os inventos, e nada a
ultrapassou. O que é que hoje o homem sabe mais sobre a vida, a morte, o
sofrimento? A Bíblia não precisa de nenhuma Errata nem de nenhuma Adenda,
Separata ou Anexo. A Bíblia adapta-se a todos os séculos, a todas as idades, a
todas as culturas e a todo o conhecimento. Os livros de Platão podem ser fonte
de instrução, mas não os podemos colocar nas mãos de uma criança. Os Lusíadas
têm interesse para os Portugueses e poucos mais, mas nenhum para os Ugandeses.
9.
A indestrutibilidade da Bíblia.
Poucos são os livros que sobrevivem. Há outros que também são antigos. No
entanto nenhum foi perseguido como a Bíblia. Até por supostos amigos ela tem
sido atacada ao longo dos séculos. Porque tem ela suscitado tanta animosidade e
ódio? Porque lhes aponta o pecado. É incomodativa. Imaginemos um homem que
vivesse 20 séculos, que tivesse sido lançado ao mar, e não pudesse ser
afundado, lançado às feras e não pudesse ser devorado, tivesse sido aprisionado
e estivesse sempre livre, queimado e sempre intacto, envenenado e sempre cheio
de saúde. Estaríamos diante de um super-homem. Pois é! Falamos da Bíblia – o
super-livro.
«Seca-se
a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente»
(Isaías
40.8)
A vida de Cristo hoje é vista na vida da Bíblia.
Imaginemos um livro compilado como a Bíblia. Tomemos 66 livros de medicina
escritos por 40 diferentes médicos durante um período de cerca de 1600 anos,
oriundos de várias escolas de medicina, como a Alopatia, Homeopatia,
Hidropatia, Osteopatia, etc. Que successo pensamos poder ter tal livro, e que
acordo entre os médicos? E que crédito nos mereceria hoje?
Apesar de ser a revelação de Deus ao homem não
foi escrita numa linguagem super-humana ou celestial. Se assim fosse ninguém a
compreenderia. A sua origem sobrenatural é vista no facto de poder ser
traduzida em qualquer língua sem perder o seu poder ou vida espiritual.
A Bíblia não teme a investigação. Em vez disso
ela desafia a consideração e o exame. Quanto mais a examinamos mais confirmamos
que é a Palavra de Deus. Os verdadeiros crentes nela não são um grupo de
entusiastas fanáticos. Não amam mitos. Abominam a superstição. Quando errados
gostam de ser corrigidos, quando enganados gostam de ser desiludidos. A Bíblia
é inspirada no sentido mais estrito, e é digna de toda a confiança.
«E os ossos dos sacerdotes queimou sobre os seus
altares e purificou a Judá e a Jerusalém» (2
Crónicas 34.5)
Josias fez o que lemos em 2 Crónicas 34.5,
cumprindo uma profecia predita mais de 300 anos antes pelo homem de Deus de
Judá, a saber: «E clamou contra o altar com a palavra do SENHOR e disse:
Altar, altar! Assim diz o SENHOR: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo
nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que
queimam sobre ti incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti» (I Reis
13.2). Talvez a profecia estivesse esquecida e os descrentes talvez a
ridicularizassem quanto ao seu cumprimento. Mas quando o tempo de Deus chegou a
Sua Palavra foi literalmente cumprida. Hoje é assim. Os Racionalistas zombam da
Palavra de Deus. Outros espiritualizam as Escrituras nas suas profecias. É uma
das características dos últimos dias:
«Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias
virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências e
dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram
todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Eles
voluntariamente ignoram isto: que pela Palavra de Deus já desde a antiguidade
existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água
subsiste; pelas quais coisas pereceu o
mundo de então, coberto com as águas do dilúvio. Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se
reservam como tesouro e se guardam para o fogo, até o Dia do Juízo e da
perdição dos homens ímpios.
(
2 Pedro 3.3-7).
É curioso que quando isto foi escrito, seria
impensável e improvável tal poder acontecer. Hoje ninguém tem dúvidas. É só
premir alguns botões.
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