Da História de Carcavelos

Colagem de pedaços de texto

 

 

Aldeia do concelho de Cascais durante quatro séculos (séc. XIV ao séc. XVIII), Carcavelos terá uma vida administrativa relativamente agitada, e que deriva essencialmente da sua posição extrema de um concelho – o de Cascais – e a sua contiguidade com a sede do concelho vizinho – Oeiras.

A influência do Marquês de Pombal na região de Oeiras e Carcavelos que será, como veremos, de enorme peso, não podia deixar de se reflectir nos limites administrativos das duas localidades, alterando as relações de força local existentes.

 Em Junho de 1759, é instituído o concelho de Oeiras e concedido o título de Conde de Oeiras a Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, a 11 de Agosto do mesmo ano, D. José I, através de alvará, eleva Carcavelos a vila, incluindo no seu território, os lugares de S. Domingos de Rana, Sassoeiros, Rebelva, Arneiro e Oeiras. A dilatação do território de Carcavelos, resultante da anexação do Reguengo de a par de Oeiras (antiga vila de Bucicos), resultou do despovoamento que esta última tinha vindo a sofrer: << Cessou de todo a villa de Bucicos e passou a ser villa, o lugar de Carcavelos, indo para lá o Cartório do Tabelião e todo o Judicial da extinta villa de Bucicos >>. Esta situação manter-se-á apenas por um ano.

 Em 1760, o Conde de Oeiras concede, através de foral, o título de vila a Oeiras, que passa a sede do concelho, substituindo Carcavelos. Esta manter-se-á ainda como vila.

Em 5 de Abril de 1764, nova alteração administrativa. Com a morte da marquesa de Cascais, última donatária da villa de Carcavelos, dá-se extinção desta última, voltando à antiga categoria de lugar e passando Oeiras a unir ao seu termo, tudo quanto tinha pertencido à vila de Carcavelos.

 Sobre a situação ambígua da freguesia de Carcavelos, termo de dois concelhos, refere o mesmo Memorial Histórico: «Carcavelos – lugar e freguesia termo de Cascais. Já foi vila por substituição da de Bucicos; hoje lugar do termo de Oeiras».

 Esta anexação de Carcavelos a Oeiras durará mais de um século, até que, em 1895, é extinto o concelho de Oeiras, e o seu território passa de novo para Cascais, com os mesmos que haviam sido estabelecidos em Abril de 1370, por D. Fernando. Esta reorganização administrativa teria tido por objectivo um melhor aproveitamento dos recursos financeiros camarários, através de uma redução das despesas decorrentes da manutenção de dois concelhos diferentes. É preciso também não esquecer que, com o afastamento do Marquês em 1777, toda a região de Oeiras e seu termo irá perder a força impulsionadora do seu protector e voltar ao esquecimento.

  Esta reorganização resultante da anexação dos dois concelhos, não se passará sem conflitos e reclamações. Em 17 de Março de 1897, numa sessão da Câmara de Cascais, em que são apresentadas várias reclamações das populações, sobre a reorganização dos concelhos, salienta-se a tomada de posição dos representantes de Carcavelos, que solicitavam ao rei que fosse mantida a organização concelhia de Cascais e, em caso de reconstituição do concelho de Oeiras, fosse concedida a Carcavelos «a sua anexação a Cascais, conciliando-se por esta forma a vontade máxima dos seus habitantes, com os interesses económicos daquella localidade» O pedido será unanimemente aprovado no decorrer da referida sessão.

 Finalmente em 1898, um novo decreto, determina a restauração do concelho de Oeiras (Diário do Governo de 15/01/1898), ficando a freguesia de Carcavelos, ou melhor, de Nossa Senhora dos Remédios, definitivamente integrada no concelho de Cascais, situação que perdurou até aos dias de hoje.”

In “Carcavelos, uma abordagem antropológica do espaço vivido”, de Isabel Maria Prudêncio,
publicado em 1992, pela Câmara Municipal de Cascais e Junta de Freguesia de Carcavelos.

 

    Etimologicamente a palavra “Carcavelos” é tida e havida como um diminutivo da “Carcova”, termo de português vernáculo que significa porta falsa, caminho coberto, fosso disfarçado, etc. Termo próprio de obra de guerra. O que já ninguém recorda nem disso existe memória escrita, é a razão dessa “carcova” estar ligada ao local.

    O “Portugal Antigo e Moderno”, de Pinho Leal, diz-nos que em 1757 Carcavelos era uma aldeola campestre com 72 fogos. O marquês de Pombal protegeu-a muito e o seu florescente vinhedo predestinava-a também para um destino próspero. A parte habitada resumia-se então a um monte de casas agrícolas assente numa encosta dominada pelo cerro de São Domingos de Rana. Já então os habitantes se dispersavam por quintas e casais, como ainda hoje é uso no sítio. A terra dava o vinho, mármores brancos, searas, hortos. O arvoredo era ralo e pobre.

Pelo ano de 1874 o casario aglomerava-se em torno da igreja matriz. Havia ali uma praçazinha de aldeia, com seu empedrado clássico, seu chafariz abundante duma água de excelente qualidade. Havia uma casa de petiscos, em frente da igreja, a da tia Maria Pina. Havia a Padaria da Sopa, que fazia uns bolos excelentes, Mas, contudo, a população decrescia Carcavelos já não era rica em vinhedos. A filoxera e o oidium arrasaram a região e as cepas negras, torcidas, ainda na terra devastada, atestavam o tempo das vacas gordas, dos cachos pintalgados, dos pâmpanos virentes, das adegas repletas de oiro líquido. E a moda dos banhos de mar, a exploração da praia, era ainda um vago contorno de vela no horizonte...

 Na época, em que o marquês de Pombal fixou as suas vistas de águia no termo de Oeiras muita gente da capital seguiu o rumo do grande estadista. O rico capitalista José Francisco da Cruz, que veio a ser um dos avós dos últimos morgados da Alagôa, seduziu-se do exemplo autorizado. Também quis ter casa numa dessas povoações vizinhas de Lisboa e ribeirinhas do Tejo. Em Carcavelos, sobre a praia, viu terreno que lhe agradou. Comprou-o ao morgado da Alagôa, seu contemporâneo e vizinho, murou-o, plantou-o de pinhal e pomar, fez a casa.

A quinta, por ser nova na terra, passou a chamar-se «Quinta Nova», embora o seu proprietário lhe desse o nome de «Quinta de Santo António». Também lhe chamavam «Quinta da Lobita», em razão dos seus terrenos serem conhecidos, desde séculos, por esta nomenclatura. Hoje em dia é mais conhecida por «Quinta dos Ingleses», ou «Quinta Nova».

Não podia ter melhor situação. Ocupava e ocupa um espaço livre entre Carcavelos e o mar. Dominava e domina a maior parte do horizonte da praia.

A casa, cuja frontaria, pintada de amarelo, ainda conserva o primitivo aspecto senhorial, tinha aparências apalaçadas. Dois torreões laterais, com seus telhados pontiagudos cobertos de telha mourisca, ligam-se, na altura do rés-do-chão, por meio duma varanda em estilo de solar português. A obra data da compra da quinta, nos meados do século XVIII. Estava ricamente decorada e mobilada. A capela foi dedicada a Santo António. Tinha também, nessa época, um belo jardim com avenidas de buxos aparados, canteiros de flores, lagos, estátuas. O arvoredo fora plantado em larga escala. O pinhal nascia em grande extensão de terreno. A parte rústica chegou a produzir 500 pipas de vinho. Havia um pomar famoso, um laranjal de renome.

Tantas maravilhas atraíram a atenção da Companhia do Cabo Submarino Inglês, em 1872, na altura em que esta entidade procurava um ancoradoiro para amarrar nas praias vizinhas de Lisboa a sua misteriosa rede de fios lançados de mundo a mundo. Fez-se a venda por 23 contos, uma quantia enorme para o tempo.

A Companhia do Cabo Submarino tornou-se proprietária da Quinta Nova, adaptou o palácio de estilo senhorial a escritório inglês, e acrescentou ao nobre edifício uma série de, feias e modernas construções amarelas, que destoam do ambiente, mas onde instalou com comodidade e eficiência os seus serviços e os seus servidores.

Dessa compra e dessa instalação provém o aspecto particular que Carcavelos adquiriu nos últimos anos, nos anos da sua expansão, aspecto que a caracteriza entre as praias da Costa do Sol. Os estrangeiros preferem-na. Eivada de inglesismo, habitada por ingleses, por alemães, a antiga aldeia portuguesa mudou de fisionomia. Passou a ser considerada como um quisto de núcleo internacional a crescer e proliferar naquela pacata Costa do Sol onde os nossos pais e avós construíram as primeiras casas de veraneio.

 Instalaram-se os ingleses em Carcavelos com o conforto, a elegância proverbial entre ingleses. O Cabo Submarino, a par dos seus oito braços de polvo estendidos para os Açores. Gibraltar, Brasil, Inglaterra, construía campos desportivos na Quinta Nova, já crismada pelo vulgo em Quinta dos Ingleses. O golf, o tennis, o foot-ball, o rugby, o volley-ball, o cricket, etc., fizeram a sua aparição de assombro naquele céu e naquela terra onde depois se tornaram vulgares. (…)

A Quinta Nova foi readquirida, pouco depois da fundação, por herança, para o morgadio da Alagôa, por o seu titular dessa época ser descendente de José Francisco da Cruz. Esta ilustre família dos morgados da Alagôa possuía as mais antigas fazendas da região. Era ela a dona dos vastos terrenos de vinha e mata em que se estende a célebre quinta da Alagôa, ainda hoje notória no termo de Carcavelos.

 Os morgados da Alagôa aproveitaram um velho edifício existente nas suas terras e reconstruíram sobre ele um palacete guarnecido de ameias e outros orna­mentos de gosto medieval. Era ali a sua casa de campo, a sua casa de família, a sua casa senhorial. As salas decoradas no estilo rico dos palácios portugueses, mobiladas com pesadas peças de talha, louças e tapeçarias do Oriente. O palacete desvanece-se duma fama de antiguidade que é conhecida no local. Consta que as suas paredes-mestras, os seus caboucos pertenceram a obras destinadas a um convento de arrábidos, obras cuja conclusão não chegou a fazer-se para o mesmo piedoso fim. A casa foi depois ocupada por famílias de abastados lavradores, que a venderam ao morgadio da Alagôa.

A quinta tira o seu renome da lagoa natural que existe, há séculos, na sua frondosa mata. Lagoa de margens idílicas, encastoada num aro de arvoredo, lagoa de água escura e dormente. O seu nível permanece, mesmo no verão, num ponto alto, o que indica haver ali a presença de misterioso caudal subterrâneo. No Inverno, inundada pelas chuvas e as águas dos campos, a lagoa fica repleta e extravasa. O seu aro de mata torna-se num lameiro. Do defeito surgiu a ideia de fazer derivar, por meio de calhas, o excedente das águas da lagoa para um covão de pedreira abandonada, onde se forma, actualmente, uma nova lagoa de Inverno, seca no Verão.

A Quinta da Alagôa ainda pertence aos herdeiros do morgadio da Alagôa, a fidalga família de D. Vasco Belmonte.

(…)

     Coeva da época do marquês de Pombal é também a Quinta do Barão.

Os terrenos que a compõem foram comprados e murados por Jacinto Isidoro de Sousa, um afamado mestre-de-obras da Lisboa setecentista, o que dirigiu a conclusão do palácio Pombal, em Oeiras. A casa apa­laçada, de nobre estilo português, que é o encanto e a graça da Quinta do Barão, foi construída por esse mesmo mestre de obras com os restos do material do palácio do marquês, oferecidos pelo estadista ao mes­tre que presidira ao remate da obra.

A casa foi concluída em vida do dono e habitada. Anos depois, com a sua morte, fecharam-se as portas do palacete. A viúva, sem amor à vida campestre, vendeu em 1794 toda a propriedade ao barão de Mossâmedes, um dos membros da grande família Almeida e Vasconcelos, e que era, ao tempo, o 12º senhor de Mossâmedes.

A quinta passou então a ter grandezas de propriedade senhorial. Brasões de família foram pintados nos tetos das suas salas. Um mobiliário sumptuoso recheou-a de ponta a ponta. Espalhou-se na terra, entre o povo, a nomenclatura “Quinta do Barão” baptismo popular e imperecível. O nome alongou-se às "cercanias, Alto do Barão, Baixa do Barão, etc., como um sinete de senhorio.

     O vinho de Carcavelos" começava, pela época, a ter fama, nos mercados mundiais. O barão de Mossâmedes seguiu a indicação preciosa e plantou a sua propriedade de vinha. A adega, o vasilhame foram arranjadas nas proporções requeridas para as enormes colheitas. A marca de vinhos «Quinta do Barão» data dessa época.

Toda a região de Carcavelos está retalhada em grandes fazendas. Parte delas pertencem a famílias distintas. Não é na povoação que habitam os mais representativos moradores de Carcavelos, é ao largo, nas suas quintas.          '

Quinta Nova, do Barão, da Alagôa... Quinta do Junqueiro, da Bela-Vista, das Palmeiras, do Lameiro, da Cartaxeira, da Torre da Aguilha, da Costa, do Paulo Jorge, etc.

A Quinta da Bela-Vista, grande produtora de vinho, pertence hoje em dia ao coronel Dória e tem uma linda e aparatosa moradia. A Quinta das Palmeiras, situada entre a Quinta do Barão e a Quinta do Marquês, em Oeiras, era antigamente conhecida pelo nome de Quinta das Fôrras, e pertence agora a um dos sócios da casa Manuel Vivas, de Lisboa, que ali construiu uma bonita moradia moderna. A quinta do Lameiro pertence a uma viúva rica e generosa, D. Maria da Conceição Botelho, tem casa antiga, capela, terras extensas e férteis. A Quinta da Torre de Aguilha pertencia, antigamente, à condessa de Camarido, que a vendeu a uma família inglesa, os Norton, os quais a transformaram numa granja D. João V e a enriqueceram com um imponente e luxuoso palacete, sob os planos e a direcção do arquitecto Rebelo de Andrade. Domina o monte no alto da quinta, com seus varandins, seus torreões, seus telhados pontiagudos. Casa moderna, casa cómoda, mas de aparência antiga e sola­renga. Goza da fama de ter sido construída no local dum antigo convento, cujas paredes foram aproveitadas para a obra nova. E sua actual proprietária a família Serrão Franco. A Quinta da Costa, alegrada com uma elegante casa moderna, pertence à família Vasco d'Orey.

A Quinta do Junqueiro pertence ao inglês William Knowles, alonga-se à beira mar e foi cortada em grande extensão, como aconteceu à Quinta Nova, pelas obras da avenida marginal. Deu-se, no terreno dessa quinta, o histórico desembarque dos ingleses, na época da primeira invasão napoleónica. Foi ali a testa de ponte do exército estrangeiro que vinha ligar-se ao português para bater Junot. Ainda se notam, no chão entregue ao domínio da mata, as antigas obras de defesa do corpo expedicionário inglês, trincheiras, fossos, vestígios dos redutos de artilharia. Armas, botões, cartuchos, peças soltas de material artilhado têm sido encontrados no seu terreno, ao ser trabalhado pela lavoura.

Em redor destas quintas vastas, opulentas, enxameiam os pequenos casais, erguidos nuns palmos de chão arborizado e florido e com seu cómodo da pequena casa moderna e galante. O Casal das Flores, o Casal dos Ulmeiros... Neste último, vizinho da Quinta do Barão, exibiram-se, há poucos anos, os mais requintados luxos de palácio medieval as aparições de fantasmas. Infelizmente, os simpáticos visitantes dos sudários alvacentes, das correntes rangedouras, dos suspiros lúgubres, desaparecem do Casal dos Olmeiros sem deixar os créditos firmados, nem na casa nem na região.

O Sítio de Carcavelos, dilatado pelas colinas ribeirinhas do Tejo e do Oceano, tem as melhores condições orográficas, geológicas, climatéricas, para produtor de vinhos.

Já no século XVII os vinhos de Carcavelos haviam fama no país. Generosos, carregados na cor, trepadores, e com bouquet característico. Vinhos que mereceram a Filinto a ode consagradora:

"Rapaz, deita mais vinho.
Vê se inda achas do doce Carcavelos
Garrafa nalgum canto".

  A sua área de produção é reduzida. Fora dela, o vinho perde as qualidades essenciais. Não vai além de duas léguas quadradas. Aí o produto afina-se. Não é um Madeira nem um Porto. É um Carcavelos. Dezassete graus de graduação alcoólica, com a sua cor, o seu paladar, o seu aroma particulares. A duquesa de Abrantes, nas suas “Memórias”, ao referir-se a este vinho, diz várias vezes: <Ce delicieux vin du Carcavelos.. .>

(..)

A povoação de Carcavelos não pode estender-se para os lados do mar. Terras de quintas, mantidas nas mãos dos seus donos, a Quinta Nova, a Quinta do Junqueiro, impedem o avanço do burgo sobre as ribas da praia. As novas moradias, muitas de linha moderna e janota, construídas nos últimos tempos, ou ainda em construção, nos terrenos da antiga quinta da Cartaxeira, erguem-se longe do mar, nas ruas do antigo burgo, entre a linha do comboio e a velha estrada de Cascais.

Deve haver uns 500 fogos, agora, na área de Carcavelos, com perto de 2.000 almas. Para as servir criaram-se muitas e várias coisas. Algumas lojas, consultórios médicos, posto de bombeiros, cabinas telefónicas, postos de táxis, telégrafo, etc. Como instituições de categoria há o Colégio Inglês, situado na Quinta Nova, o Colégio Português, o Colégio Alemão, e o Clube Alemão, porque muitos alemães vieram também fixar residência, quer permanente, quer de verão, na linda povoação marítima onde amarra o cabo submarino inglês, Eastern Tetegraph Cº.         .

Hotéis ou pensões, nem amostra. De verão alugam-se algumas casas aos banhistas. Mas não é Carcavelos um local procurado pelo forasteiro de bolsa fraca que aluga casa de praia no verão. O ambiente é hostil ao burguês pacato e modesto. Carcavelos é um baluarte de aristocratas e estrangeiros, um reduto elegante e internacional. Ali o grande público não aluga casa porque já tem casa e quando não dispõe até de casa e quinta exibe antepassados históricos ou cheques de banco estrangeiro.

 

A glória máxima de Carcavelos é a sua praia, a praia soberba onde começa o esplendor da Costa do Sol.

Praia longa, vasta, bem atufada duma areia fina, dunas de oiro em pó, estirava, outrora, a sua solidão doirada entre duas atalaias de velhos Fortes, o de São Julião da Barra e o do Junqueiro.

Esta praia de Carcavelos não tem paralelo em nenhuma outra da Costa do Sol. Única , como obra de arte. Só duas casas se debruçam sobre o seu tapete doirado. A avenida marginal desdobra veludos na riba sobranceira à praia entre o isolamento azul do mar e o isolamento verde das quintas arborizadas.

In"Memórias da Linha de Cascais " de Branca Gota Colaço e Maria Archer
editado pela Parceria  António Maria Pereira - 1942

 

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