<holis -0> - mein kampf 86 - sebenta nova naturologia

ACÇÃO HOLÍSTICA

O QUE É URGENTE FAZER EM PORTUGAL

MEDICINA É SÓ UMA MAS TERAPIAS HÁ VÁRIAS

A SOLUÇÃO FINAL

A democratização da saúde, que será a democratização da medicina - o direito de todos se tratarem a si próprios ou escolhendo o terapeuta e a terapêutica que quiserem - só pode ser travada mandando fechar a OMS, em Genebra, e matando os milhões de pessoas que se tratam e curam, em todo o mundo. por suas próprias mãos ou pedindo ajuda a terapeutas e terapêuticas leves naturais.

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HOLÍSTICA & TERAPIAS LEVES

11/6/1986 - 1 - «Holística» é, desde há 10 anos, a palavra da moda e serve para designar uma medicina mais humana, global, integral. Menos dividida em especialidades e mais focalizada no ser humano enquanto ente cósmico e eventualmente divino. Há quem, equivocamente, a defina como «aliança entre medicina oriental e medicina ocidental». É, por exemplo, a expressão utilizada num folheto aparecido, em 1986, no Porto, em que se anunciava um programa de actividades sob o signo de uma auto-denominada «medicina holística». De Medicina Holística se intitulava igualmente um projecto de hospital de medicinas naturais elaborado pelo iridólogo português Serge Jurasunas, a pedido do então director do Hospital Egas Moniz de Lisboa e apresentado ao público durante o II Congresso Ibérico de Medicinas Paralelas. Na introdução desse projecto lembram-se as várias expressões que se generalizaram, em diversos países, para designar no fundo a mesma coisa. Em França chamam-se «les médecines douces», em Inglaterra, «Alternative and Holistic Medicines»; na Alemanha «Heil-Praktik»; nos Estados Unidos «Metabolic and Holistic Medicine;em Itália «L'Altra Medicina».

A arrogância característica do espírito positivista que ainda domina a mentalidade vigente, não se cansa de colocar sucessivos nomes na ciência ou medicina original (energética), a qual se recusa conhecer ou finge não reconhecer.

É assim que a designação «medicina holística» aparece como a última moda para referir o que outros terão designado por Gnose Primordial, Medicina Neo-hipocrática (aquela que retoma a herança do médico grego Hipócrates), outros Psicosomática ou Somatopsíquica, outros Biomedicina e outros ainda medicina orgónica, inspirada nas loucuras de Wilhelm Reich.

No fundo e como ponto comum a todas as designações, teríamos apenas medicina energética ou medicina ecológica, quer dizer, toda e qualquer técnica terapêutica que leva em conta o conjunto ambiental do doente, que deixa então de ser um átomo perdido no cáos para ser parte integrante do Cosmos ou Ordem Universal.

Mais um passo e é preciso ter coragem para utilizar, com mestre Kasuo Kon, a desiganção exacta: Medicina de Deus ou do ser Humano. A única divisão admissível, à luz da lógica, é assim entre medicina caótica (a do establishment) e a medicina cósmica. No fundo, é só esta a clivagem. O resto são palavras (e polémicas) de quem anda à procura da rolha sem a encontrar.

2 - Depois de um período selvático em que a luta pela vida e a situação forçada de clandestinidade levou os técnicos holísticos portugueses a socorrer-se de todos os meios sem olhar aos fins (e vice-versa), começou a selecção dos mais aptos, fase que levará à definitiva hierarquização dos valores e competências profissionais dentro das medicinas paralelas, com a óbvia, necessária e natural rejeição dos corpos estranhos que ainda teimem em manter-se dentro da classe... Um sistema imunitário em boas condições é do que afinal as terapias leves também precisam.

Apesar da lista um tanto longa e heteróclita das terapias anunciadas no Congresso de Madrid, em Junho de 1986, a própria dinâmica da realidade irá reduzindo essa aparente heterogeneidade e anulando algumas «fantasias» terapêuticas, para deixar apenas as que têm o aval da prática, da tradição ininterrupta de vários séculos (milhares de anos) e a indiscutível eficiência aliada à indiscutível inocuidade.

Novidades como a Aromoterapia (terapia com óleos essenciais), a Cromoterapia e a Musicoterapia pouco ou nada avançarão, no contexto arrogante da ciência analítica e da perspectiva positivista que nos enforma, porque são apenas afluentes no grande rio da medicina energética, ondulatória, ecológica ou quântica, a tal «medicina de deus» que é de todos os tempos e para todos os lugares. É o conhecimento das «ondas» e dos «ritmos» que leva, com efeito, ao aproveitamento da cor, da música ou dos aromas para a cura das doenças. O mundo vibratório é a «New Age» que tantos proclamam. Desintegrado do sistema energético global, porém, ficará reduzido a técnicas parcelares, apenas «fantasias» terapêuticas, de fraca eficácia.O mesmo se diga, por exemplo, das já hoje mais conhecidas técnicas - a Homeopatia e a Acupunctura - que só resultam em pleno num organismo desintoxicado de químicos em geral e de medicamentos em particular.

3 - A medicina energética cada vez mais se afirma um sistema universal no sentido original do étimo que significa unidade. A Oligoterapia, outro exemplo de terapia leve, com base nos minerais ou oligoelementos em estado catalítico, em breve se verifica ser apenas uma cura subsidiária (embora necessária), enquanto a química alimentar (adubos, pesticidas, metais pesados na água, nos solos, nas plantas, nos consumidores, etc.) persistir fabricando o maior contingente de carências e intoxicações, logo de doenças.

No dia em que alguns erros deliberados da indústria alimentar - sal refinado, cereais polidos não integrais, óleos extraídos a altas temperaturas e outros atentados contra a saúde pública - forem corrigidos, no dia em que se fizer stop às carências em bioelementos, vitaminas e enzimas da nossa cada vez mais pobre e hedionda alimentação, é evidente que a Oligoterapia e outras terapias de compensação não fazem falta nenhuma.E a indústria dos suplementos alimentares deixará de prosperar...

O que continua imutável e eterno é o sistema energético, seja qual for o grau de loucura patológica a que a sociedade industrial tiver levado a humanidade, convencida, através dos «mass media», de que está a chupar um doce rebuçado.

As terapias leves conduzem, evidentemente, à desmontagem de toda esta engrenagem, ao defenderem antes de mais nada e acima de tudo a saúde, em vez de usarem a bandeira - já muito velha e rasgada - do combate à doença.

Resumindo e concluindo, Medicinas Naturais porquê? Holística, porquê?

Pura e simplesmente porque é a opção mais lógica e ecológica para resolver os graves problemas sanitários que afectam a população mundial

Porque o direito à saúde está, curiosa e paradoxalmente, consignado na Constituição Portuguesa como um «dever»

Porque, em democracia pluralista, não pode haver monopólio de um só sistema médico e a possibilidade de escolha deve ser concedida a todos os cidadãos

Porque, em vários países da Comunidade Europeia, os inquéritos feitos ao consumidor provam que a maioria dos doentes prefere os tratamentos naturais, as terapias doces, as medicinas que curam

Porque a medicina natural actua mais na prevenção e na profilaxia natural do que no combate à doença, tornando-se muito mais económica ao País e sobrecarregando muito menos o Orçamento de Estado: mostrando a experiência que vale mais prevenir do que remediar e que conservar a saúde é indiscutivelmente mais barato para o País e para o doente do que combater a doença, as terapias leves serão, por natureza, a medicina mais económica

Porque as terapias naturais fazem de cada doente um técnico de saúde, um ser consciente dos seus próprios deveres de saúde, não entregando apenas à instituição (hospital, médico, ministério) o encargo de o tratar

Porque, nos chamados «cuidados primários de saúde», deve incluir-se a tarefa educativa que torna os doentes mais conscientes e responsáveis dos seus próprios deveres na manutenção e conservação da saúde

Porque, a medicina natural, colaborando espontanea e naturalmente com os organismos oficiais da qualidade alimentar, da defesa do consumidor e da protecção ao ambiente, aponta no sentido das grandes campanhas educativas que têm pretendido transformar os hábitos alimentares dos portugueses, tornando esses hábitos menos prejudiciais à saúde e ao ambiente.

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O QUE HÁ A FAZER PARA DIGNIFICAR

AS TERAPIAS LEVES

Assumindo com clareza e determinação o nosso lugar no movimento holístico internacional - já hoje francamente vitorioso - são objectivos expressos desta revista os seguintes:

(*) São esses princípios e objectivos, em síntese, os seguintes:

A FORÇA DA QUALIDADE

São ainda objectivos desta revista, mais os seguintes:

A FORÇA DA INFORMAÇÃO

  • - produzir informação regular sobre holística e ecologia humana expressamente dirigida ao campo médico, profissionais da naturoterapia e público em geral sobre os mais recentes progressos científicos verificados no campo das terapêuticas alternativas e das auto-terapias

  • - contribuir para o estudo da legislação sobre saúde e segurança, tentando esclarecer médicos, terapeutas e consumidores dos seus direitos e deveres

  • - contribuir para elaborar uma primeira visão global da legislação portuguesa e comunitária relativa à protecção da saúde do consumidor, nomeadamente contra a Química

  • - manter contacto regular e intercâmbio informativo com o Gabinete de Direito de Saúde existente na Escola Nacional de Saúde Pública

dignificar e qualificar a imagem das actividades e técnicas terapêuticas

REEMBOLSO AO CONSUMIDOR

  • - Contribuir para legalizar a prática e o ensino das chamadas «medicinas paralelas», tornando efectivo o direito (reconhecido pela Constituição) de os beneficiários da segurança Social se tratarem com a medicina que escolheram e ao reembolso das despesas efectuadas com tratamentos de índole natural, em pé de igualdade com os beneficiários que preferem tratar-se por meios médicos convencionais, de índole química e alopática

  • - contribuir para a elaboração de um projecto de lei que institucionalize as actividades holísticas de saúde (este projecto destinar-se-ia a regular a actividade dos técnicos que trabalham na conservação, profilaxia e prevenção natural da saúde, o que não tem nada a ver, à face da lei, com a medicina e os médicos, actividade destinada em exclusivo a combater a doença)

  • - elaborar um manifesto em que se defina, pela nomenclatura e pelas áreas temáticas abrangidas, a área das actividades holísticas de saúde como área autónoma

  • - Objectivos e iniciativas:

  • - lançar edição experimental de «Anuário Holístico» que se destina a inventariar actividades, serviços, endereços, telefones, acontecimentos, personalidades e efemérides do meio holístico português

  • - diligenciar, junto das Listas Amarelas e do Anuário comercial para que seja criada uma secção de actividades holísticas com arrumação de endereços e telefones relativos a técnicos e actividades dessa área.

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  • JOGAR À DEFESA

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  • Normas de actuação, algumas regras de ouro:

  • - Ignorar a Medicina e a Ordem

  • - Focar todo o discurso defensivo na palavra «saúde», conservação da saúde, higiene alimentar, higiene pública, saúde pública, técnicas terapêuticas, práticas terapêuticas

  • - Procurar enquadramento nas normas de índole progressista emanadas da OMS e condensadas no slogan «saúde para todos no ano 2000»

  • - Manter firmeza em algumas ideias-chave que defendem naturalmente as terapias naturais:

  • - educar é acordar a Humanidade do pesadelo chamado ignorância

  • - saúde e segurança quotidiana como prioridade das prioridades em qualquer acção ou política que se diga ecologista

Dentro desta prioridade definem-se outras prioridades:

  • - prioridade à chamada saúde pública sobre os problemas da saúde individual

  • - prioridade às campanhas de educação e informação alimentar

  • - prioridade à prevenção e à profilaxia sobre o tratamento

  • - prioridade no incentivo às unidades agrícolas de produção biológica

Uma política preventiva de saúde, nas suas duas vertentes, a da higiene pública e a das bioterapêuticas, permitirá economizar ao Estado (a todos nós) milhões de contos por ano: ter isto sempre presente é ter na mão o melhor argumento em favor das terapias leves.

IGNORAR A MEDICINA

No momento crítico que as eco-terapêuticas atravessam, é urgente manter a serenidade (própria de quem está na razão) e não oscilar nos pontos fundamentais

A única maneira de a Ordem dos Médicos ficar sem o seu alvo predilecto - «usurpação de título» é a acusação mais comum lançada aos naturoterapeutas - a única maneira é estes elegerem como tónica da sua acção exactamente as terapêuticas e não a Medicina.

A defesa passa também e principalmente pela linguagem e pelas nuances da linguagem.

O facto de as terapias leves estarem vocacionadas para defender e prevenir a saúde e não para combater a doença, mostra qual deve ser a palavra de ordem de uma estratégia defensiva.

Saúde, Prevenção da Saúde, Higiene Individual e Profilaxia natural, Profissões e profissionais de saúde, Estudantes e Professores de Saúde, Técnicos de saúde, Consumidores de saúde, pode consituir assim a nomenclatura básica, os «cavalos de batalha» de uma defesa, deixando a medicina aos médicios e a doença aos profissionais dela.

Desde que a medicina não interfira na área da saúde - direito fundamental do homem e não um previlégio de nenhuma casta profissional - não serão os defensores da saúde por meios naturais a preocupar-se com a medicina e a sua ordem.

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Apontamentos que ficaram de Papéis que rasguei:

  • - A Ecologia Humana como disciplina de Sociologia ( EH = Sociologia?)

  • - Investigação holística - Prioridade ao microcosmo humano:

  • - Diagnóstico ecológico ou Eco-diagnóstico, despistagem dos factores sociais e ambientais que provocam efeitos, sintomas ou indícios

  • - As doenças, individuais ou sociais, devem ser olhadas como indicadores que levam a política a tomar medidas de fundo, indo às causas que provocam os efeitos

  • - Linhas de ecoinvestigação ou investigação holística

  • - Génese ambiental da doença é o único caminho científico

  • - Ler a realidade é através dos efeitos descobrir causas

  • - A crise económica e todas as crises podem ser consideradas das doenças para as quais o investigador irá descobrir as causas, aplicando o político, depois, a terapêutica

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SEGURO DE SAÚDE EM TRATAMENTOS NATURAIS

Saúde oferece segurança: queremos promover a segurança para manter a saúde -> Contra a morte, a doença e a destruição, é urgente criar alternativas de vida para uma vida alternativa

-> Conservar recursos em vez de os desperdiçar: conservar a saúde em vez de combater a doença

Projecto dentro de um projecto:

-> Fazer das tecnologias apropriadas em geral e das tecnologias apropriadads de saúde em particular uma «Guia para Libertar o Cidadão-Já »

[ Miscelânea e resumo dos files <holis>, como achega para redacção definitiva do relatório a enviar à companhia de seguros, para que um seguro de saúde seja estabelecido em relação às terapias naturais ]

Organismos de segurança social (siglas indecifráveis)

  • - SAMS - Serviço de Assistência Médico-Social (?)

  • - ADSE - Assistência na Doença aos Servidores do Estado

  • - ADM - ?

  • - ADME - ?

  • - DGPS - FAAP - antiga ADSE? - Direcção Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública

Novas categorias profissionais:

  • - Acupunctores - 78 sócios inscritos na Associação Portuguesa de Medicina Acupunctural

  • - Homeopatas - 50 sócios inscritos na Associação Portuguesa de Homeopatia

  • - Naturopatas - 300 (número calculado em Portugal)

  • - Osteopatas - 80 sócios inscrtisos na Associação Nacional de Osteopatia

  • - Massagista terapeutas :

  • - 700 sócios inscritos na ANEP

  • - 600 sócios inscritos na AEP

  • - cerca de 150 inscritos na Federação Portuguesa de Futebol

  • - cerca de 1000 inscritos no SCAC

  • - 120 inscritos no SITESE

NOVAS PROFISSÕES DE SAÚDE

- Se existem novas profissões de saúde é porque a sociedade as reclama como serviço necessário

- Se, na área dos profissionais de saúde, existem, calculados por estimativa, cerca de 3.600 praticantes, é porque há quem utilize regularmente os seus serviços

- Se milhares de profisionais de saúde trabalham ainda sob as ordens e autoridade dos médicos, mostrando que deles são auxiliares indispensáveis, também é verdade que são eles, nos hospitais ou nos centros de medicina física e reabilitação, a ter contacto com os doentes e a desempenhar as técnicas e práticas terapêuticas adequadas.