26 páginas - <adn-letras <adn-a><adn><dicionar>- longos para editar - capítulo do livro principal
O MARAVILHOSO DE A a Z
A
ABELHAS - Bucareste, 27/3/1973 - Os investigadores romenos acabam de descobrir que as abelhas dispõem de um verdadeiro código de circulação aérea. As abelhas, diz um relatório distribuído pela Agerpress, criam entre o cortiço e as plantas melíferas uma espécie de corredor aéreo, que é vigiado permanentemente por grupos de «agentes de circulação» que afastam os outros insectos e guiam as abelhas pelo bom caminho. Outras abelhas têm o papel de prospectoras. Para descobrirem as zonas de plantas melíferas informam todo o enxame por meio de círculos que descrevem nas paredes do cortiço. Indicam também a quantidade e a qualidade do pólen descoberto. Os investigadores experimentaram fazer falsas mensagens, mas não conseguiram ludibriar as abelhas. (France Press)
ADN - Partindo do princípio de que o que está em baixo é igual ao que está em cima, é de supor que exista um ADN cósmico. Tudo o que for feito aqui se reflecte, por carambola, lá. E vice-versa.
ÁFONO - O homem áfono remonta à Idade de Ouro da Humanidade (OHE, 122) - [ Ver LINGUAGEM, etc ]
AGRUPAMENTOS - Modelo muito usado em RA, o qual consiste em «arrumar» em N categorias a variedade e multiplicidade das formas e dos entes. A chamada «classificação» taxonómica em animais, vegetais e minerais - ternário - é o mais vulgar dos agrupamentos. Todas as classificações, arrumações ou «agrupamentos» usados em RA têm um carácter efémero e fluido, nunca correspondem a partições ou divisões rígidas e permanentes. A divisão é sempre efémera, só o Uno permanece. Os 5 elementos considerados pela Medicina Tradicional Chinesa, ou o Ki das 9 estrelas, são outros dois exemplo de agrupamento meramente didáctico, uma forma de arrumação por afinidades electivas. As fases alquímicas são outro exemplo: muito usado em RA: umas vezes agrupam-se em duas, outras vezes em quatro, outras vezes em nove. E não há contradição, todos os agrupamentos são verdade.
ÁGUA SOLARIZADA - A água de cor solarizada, método criado pelo Dr. Babbit, autor de «Os Princípios da Luz e da Cor», consiste em beber água depois de exposta à luz do sol em frascos coloridos. A lâmpada terapêutica de cor ou luz solar artificial é utilizada em clínicas, lugares sem sol e durante a noite.
ÁGUA VIVA - Há meios para se obter água com uma grande energia potencial, além da congelação. É o caso da água fervida e depois imediatamente arrefecida, sem entrar em contacto com o ar atmosférico, que se torna cinco a seis vezes mais activa que a água normal. Neste processo, a água desgaseifica-se e não tem tempo de readquirir os gases. Para que ela regresse ao seu estado normal, são necessárias várias horas. No entanto, se for conservada num recipiente hermeticamente fechado, a sua força estimulante praticamente não diminui nos 5 a 6 dias posteriores. Os investigadores conseguiram determinar a capacidade desta água biologicamente activa, em estimular a biosíntese da clorofila e das carotinóides das folhas, aumentar o efeito da fotossíntese e a intensidade da respiração das plantas. A água fervida e imediatamente arrefecida até 20º C também estimula a actividade dos fermentos, regula a circulação da água em várias culturas agrícolas e aumenta a sua resistência ao calor. [ 31/12/1981]
ALQUIMIA (GLOSSÁRIO DE) - Mais algumas palavras para o Glossário de Alquimia, recolhidas em Merejkovky: Ácidos venenosos, Aquiles de Cobre, Alambiques, Álcalis, Anagalis, Androdamo, Aristolóquio, Asterite, Cubos, Funis, Frascos de vidro de colos alongados, Leite de Lobo, Lua de Cinábrio, Retortas, Sais, Serpentina
ANALOGIAS - A Pedra Negra de Meca ou Kaaba - , por exemplo, tem uma analogia fácil e atraente com a grande Pirâmide de Keops... Ambas as pedras podem ter que ver com uma Pedra Filosofal gigantesca, colectiva, reserva de eternidade na efemeridade do nosso vale de lágrimas.
ANIMAIS - [ AHV ] Os animais pressentem a chuva, adoptando comportamentos característicos quando ela se avizinha. Os antigos estabeleceram este inventário de «previsões» instintivas: o galo volta as costas ao lume e coça a cabeça. O galo canta muitas vezes e bate as asas. Os bois e carneiros escondem-se a um canto. Os burros sacodem as orelhas. Os patos, gansos e perus fazem algazarra. As formigas multiplicam actividade. Os porcos espojam-se. Os pássaros refugiam-se nas sebes. As abelhas não se afastam do cortiço. [ 19/9/1980 ]
Conta-se que focas e otários derramam lágrimas quando perdem os filhos. Naturalistas e caçadores declaram ter observado que também o elefante chora, não só com a dor de uma ferida mas também por tristeza.
ASSISTANATO - [ Ver MONODEPENDÊNCIA ]
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B
BA, PÁSSARO - Uma das formas tomadas por Osíris, o deus egípcio da criação, que tinha sido exilado para o Mundo Inferior por Horus, o falcão. Embora o seu corpo nunca deixasse o reino das trevas, a alma do pássaro Ba passeava-se, diariamente, entre os homens e era frequentemente vista empoleirada nos degraus do templo perto da movimentada praça do mercado, a melhor para observar as actividades humanas. As suas penas eram azul-turquesa com as pontas carmesins, e todos os dias ao pôr do sol o seu perfil aguçado se transformava no de Osíris, olhando na direcção do Nilo.
BARBÁRIE MODERNA - O barbarismo da nossa época é ainda mais estarrecedor pelo facto de tanta gente não ficar realmente estarrecida com ele. - Teilhard de Chardin
<adn-c><adn><dicionar><c> -dicionário de radiestesia
C
CAPUT MORTEM - Estado da matéria-prima durante o magistério alquímico (ocorrente em Alberto o Grande e Tomás de Aquino).
CARBONO 14 - [ Ver OHE, 209]
CHUMBO - «A primeira erva é de Saturno e se chama offodilius. Seu suco é muito bom para apaziguar e curar dores dos rins e os males das pernas. Dá-se também àqueles que estão incomodados da bexiga. Cozinhando-se ainda que seja um pouco da sua raiz, os endemoniados e os melancólicos que a portarem numa roupa branca ficarão livres; enfim, essa mesma raiz expulsa os espíritos malignos dos casos.» Este texto de Alberto o Grande ganha significado: à luz das correspondências, Saturno significa Chumbo. Receita mágica para os rins?
CONJUNÇÃO - «Cassandra, profanaste as coisas santas. Dionisos nunca existiu. - Nunca? repetiu a jovem, com um sorriso desdenhoso. Por que razão, nesse caso, os doutores da Igreja em que tu acreditas, ensinam que, no tempo em que Jesus triunfou, os deuses escorraçados se transformaram em poderosos demónios? Porque é que no livro do célebre astrólogo Giorgio de Novare há uma profecia baseada na observação dos Planetas, que diz que a conjunção do planeta Júpiter com Saturno originou a crença de Moisés; com Marte, a fé caldaica; com o Sol, a religião egípcia; com Vénus, o ensinamento de Maomé; e com Mercúrio, o Cristianismo? A próxima conjunção de Júpiter e da Lua anunciará o advento do Anti-Cristo e, então, os deuses mortos hão-de ressuscitar.» - (In «O Romance de Leonardo de Vinci», de Dmitri Merejkovsky, Lisboa, s/d, col «Romances Universais», pg. 74 [ 9/8/1993] )
CORES - [ Ver diagrama ] Se classificadas em «quentes» e «frias», as 8 cores podem distribuir-se mediante um diagrama de 8 raios, situando-se nos pólos o Amarelo e o Azul, na direita do eixo o Laranja, Vermelho e Violeta (Quentes) e à esquerda do eixo Verde Alface, Verde Mar e Turquesa (Frias). Um outra «rosa das cores» (ver diagrama) também de 8 direcções, é o do chamado sistema Munsell: Laranja, Vermelho, Púrpura, Violeta, Azul, Verde Mar, Verde Alface e Amarelo. Um outro diagrama - entre o infra-vermelho e o ultravioleta - é segundo a ordem decrescente dos tamanhos de onda: infravermelho, vermelho, amarelo, verde, azul, violeta e ultravioleta. O ser humano - note-se - defende-se melhor das longas (infravermelho) do que das curtas (ultravioleta). Um outro diagrama é o que estabelece a correspondência entre os 7 dias da semana, os planetas, as cores, os metais e as pedras [ Ver ].
CROMOTERAPIA I - Especificamente consagrado à Cromoterapia é a Electro-Medica Office, de Rexdale (Ontário, Canadá), que foi a Benalmádena 1986 mostrar a aparelhagem que fabrica sob o slogan «Dê uma ajuda à Natureza» e registada com o nome «Colight - Color Spectrum Instrument». Contactos: Box 3006, Stn. B - Rexdale , Ontário - Canadá - M9 V 2G2.
CROMOTERAPIA II - Distinguindo-se de outras modalidades terapêuticas com as quais tem afinidades - Cromoterapia, Oligoterapia, Magnetoterapia, etc. - a Litoterapia radica os princípios do seu campo de acção na Cromoterapia. Um especialista francês desta técnica afirma que «os raios de sol são luz e as cores do espectro contêm sete cores visíveis e duas invisíveis», acrescentando: «A leitura de escrituras antigas, estudos, investigações e experiências levaram-nos a reproduzir cores do espectro em forma de gotas, obtendo resultados espectaculares: especialmente quando se tomam em forma de tintura, essas gotas não apresentam nenhum perigo». Mas como se ligam as cores às pedras que dão, afinal, o nome a esta terapia? O autor explica aquilo a que chama «minas de cor», afirmando: «As cores mais puras estão concentradas em pedras preciosas que se formaram sob pressões consideráveis no interior da crosta terrestre: são verdadeiras «minas de cor».
CROMOTERAPIA III - O uso de vitrais coloridos nas catedrais góticas, leva a pensar que os construtores medievais sabiam o que estavam fazendo, quanto ao benefício vibratório das várias cores no organismo humano. Utilizada desde há milhares de anos pelas medicinas aiurvédica, chinesa, tibetana e egípcia, a cromoterapia apoia-se na teoria redescoberta por Einstein de que energia e matéria estão em estreita relação e sobre o princípio milenar de que toda a terapêutica deve agir da forma a harmonizar o mental e o físico. Se a vida é energia e vibração, as cores constituem uma escala sensível e elevada destas vibrações, modificam e influenciam as energias vitais e emoções. (Bibliografia: Gérard EDDE, «Manuel pratique de Chromothérapie» - Editions Dangles)
CYMATICS - Virada para o «tratamento com frequências naturais de som» é a técnica apresentada em Benalmádena 1986 e que o seu autor, o britânico Dr. P.G. Manners, doutor em Medicina de Worcs (Inglaterra), designa de «Cymatics». «O Corpo é um complexo de frequências armónicas - diz o dr. Manners - e qualquer mudança nos padrões das harmonias é causa de dor, desconforto e doença.» Particularmente curioso no trabalho da «Bretforton Hall Clinic», fundada e dirigida pelo Dr. Peter Guy Manners, é a amplitude de campos que o conceito de «frequência» abrange. De acordo com uma longa lista de obras publicadas pela «Bretforton Hall Clinic», esse conceito vai da música às cores, das influências cósmicas à electricidade biodinâmica». A «poderosa força das vibrações» - dizem - parece ser ali estudada e explorada em todas as direcções, constituindo um convite a que se formem núcleos de investigação da «Cymatic» por esse mundo fora.
CONSCIÊNCIA - Se eu compreendo coisas tão complexas/porque não compreendo coisas tão simples? - Álvaro de Campos
CORAÇÃO - Soneto de Augusto Frederico Schmidt:
Só o coração é alto e doce,
Por entre tantas amarguras,
Por entre ásperas baixezas,
Por entre tantos desprimores.
Só o coração é como um sino,
em velha torre enegrecida,
Úmida, feia, apodrecendo
prestes a ruir e se perder.
Só o coração canta e celebra
Piedade e amor, glória e beleza
Nos ares, lúcidos e frios.
Só o coração procura a vida,
E como um sino plange e canta,
Pelos que vêm pelos que vão.
CORAÇÃO - E a história diz que não há civilização que resista à destruição do coração - D. Manuel da Silva Martins, Bispo de Setúbal [ 1/10/1989 ]
CORES - Segundo Ghadiali, as cores representam potenciais químicos em altas oitavas vibratórias e cada uma está associada a um órgão ou sistema orgânico, seja para o estimular ou inibir. A absorção das propriedades de cada cor dá-se pela aura, que capta a energia branca enviada pelo sol e a decompõe nas tonalidades constituintes, que então fluem para os órgãos com quem têm afinidades. Admite-se uma correspondência entre as sete cores integrantes do espectro solar e os sete tipos de corpos subtis indicados pela ciência esotérica(os corpos subtis ligam-se ao corpo físico nos sete centros de força ou chacras exitentes no ser humano. Cada chacra atrai um raio de cor predominante, necessário para a harmonia do indivíduo como um todo.
CORRESPONDÊNCIAS I - É tradicionalmente cabalístico que no «mundo dos sons», duas palavras ou dois sons cujas ressonâncias são vizinhas (e não simplesmente assonâncias...) têm, no mundo das imagens, uma vizinhança indiscutível - Robert Ambelin (Ver «RESSONÂNCIA» )
<adn-d><adn><dicionar><c> - dicionário de radiestesia
D
DECADÊNCIA - A Magia, no Egipto antigo, deverá considerar-se um bom exemplo da fase decadente de uma Sabedoria que teve o seu apogeu nas pirâmides, nos faraós e na Alquimia. A própria Astrologia já seria uma fase decadente desse apogeu, embora menos decadente do que a Alquimia. A decadência tem, portanto, etapas e nem todas as ciências esotéricas o mesmo peso e grau de autenticidade. O mesmo raciocínio se pode aplicar à Radiónica moderna, fase degradada da Radiestesia empírica, que é, por sua vez, uma fase degradada da Radiestesia da Idade de Ouro. Esta degradação ou decadência das ciências teria o equivalente na degradação dos símbolos, nomeadamente nos alfabetos, desde a máxima informação vibratória dos hieroglifos, por exemplo, até à reduzida informação vibratória dos alfabetos europeus actuais. [ 23/7/1993 ]
DESTILAR - É um verbo ligado a decantar e, de um modo geral, às várias operações da Obra Régia. Implica paciência, que é a arte de gastar e desgastar o Tempo temporal para a conquista da Eternidade.
DEUS - Nella mia povertà, l'unica speranza, l'unica fiducia, l'unica sicura promessa è la Tua misericordia. - S. Agostino
DEVORADOR - Animal da mitologia egípcia que tinha juba de leão, corpo de hipopótamo e mandíbulas de crocodilo dourado. Tal como CÉRBERO, o cão de três cabeças que guardava o Hades, o Devorador servia Maat, que avaliava os mortos antes de serem admitidos na vida do Além. Se a pessoa tivesse cometido uma grande quantidade de más acções, o Devorador comê-la-ia e a vítima nunca mais teria paz.
DOGMAS - (Ver NOMENCLATURAS )
DUAL - Da mesma maneira que o horror é a medida do amor, a sede do Mal é a medida do Bem. - Georges Bataille
A impureza só é conhecida por contraste, por aqueles que crêem não poder passar sem o seu contrário, a pureza. - Georges Bataille
Os medíocres só conhecem do Mal os benefícios materiais. Se buscam o mal de outro, esse mal é no fim de contas, mais que no seu egoísmo, o seu bem egoísta. - Georges Bataille
<adn-e><adn><dicionar><c> - dicionário de radiestesia
E
ECLIPSES - Cientistas indianos apresentaram o que poderá constituir o primeiro testemunho de aberrações genéticas causadas por um eclipse total do sol. Foram revelados num simpósio, os resultados de 150 experiências realizadas na Índia, durante o eclipse solar do ano passado. O zoólogo Aparna Saxena, dea Universidade do Punjab, descreveu como ratas grávidas, expostas às radiações solares, perderam alguns dos seus embriões, enquanto os que vingaram nasceram mais pequenos do que os ratos normais e parcialmente deformados. Os investigadores comunicaram também ao simpósio casos de aberrações cromossómicas em animais marinhos e bolbos de cebolas.
ELECTRICIDADE - Debaixo das linhas de transmissão eléctrica, as sementeiras desenvolvem-se mais rapidamente e as plantas costumam ser mais altas e mais fortes. Os técnicos debruçaram-se sobre o fenómeno. Numerosas experiências confirmaram que a influência da electricidade melhora a qualidade biológica das sementes, torna-as mais resistentes ao frio e à seca e aumenta o seu rendimento. O «milagre» tem uma explicação simples. Cargas eléctricas de altíssimas frequências matam os microorganismos daninhos e estimulam geneticamente as sementes.
ELECTRICIDADE II - A causa da extinção dos dinossauros foi a electricidade, considera o cientista soviético A. Varobyov. Este físico acredita que uma súbita tempestade eléctrica aumentou de um modo enorme a tensão do campo eléctrico terrestre, há cerca de 70 milhões de anos. As manadas de dinossauros que pastavam nos pântanos ou terrenos alagados morreram imediatamente por electrocução, e outros podem ter sido vítimas dos relâmpagos - prossegue o cientista. Esta teoria explica igualmente o aparecimento de cemitérios reunindo ossadas de manadas inteiras destes répteis, assim como a descoberta de esqueletos encarquilhados. O mineralogista V. Yelisev, por outro lado, acredita que os dinossauros pereceram devido à falta de cálcio. Nessa altura de formação do solo terrestre, o mar começou o seu assalto aos terrenos secos, alegando extensas áreas. O clima era húmido e as chuvas torrenciais retiraram os sais potássicos ao solo, originando, ao fim de certo tempo, a falta de dieta cálcica de que estes répteis pré-históricos necessitavam como «material de construção» para os seus enormes esqueletos. Os seus corpos começaram a ficar flácidos e a ficar deformados devido ao peso. [ 21/1/1980 ]
EMERGÊNCIA - O nosso talento não se afirma negando ou destruindo os outros mas absorvendo-os. - Romain Rolland
ENCADEAMENTO - Desde que os faróis de cruzamento (código) estejam regulados, o encadeamento dos olhos é de 0,2 lux. Se tiverem um desregulamento de 1º30, o encadeamento é de mais 2 lux.
Lux é a quantidade de luz recebida pela vista através dos faróis de um veículo que esteja a 250 m de distância.
ENCEFALÓGRAFO - O encefalógrafo é usado para estudar os fenómenos eléctricos que ocorrem nas células do cérebro humano. Com esse aparelho pode-se gravar também a reacção eléctrica da pele, o chamado «reflexo galvânico da pele», que surge no homem durante os momentos de emoção, quando resolve problemas mentais e nos momentos de tensão psíquica. A fim de gravar a reacção da pessoa com o encefalógrafo, basta ajustar dois eléctrodos: um na palma da mão, e outro no reverso da mesma. Nas experiências com as plantas, os eléctrodos dos encefalógrafos são colocados do mesmo modo que no homem. Só que em lugar da mão se usa a superfície de uma folha.
ESCALA - O leitor dirá que dou um passo para o irracional. Mas a razão é uma conquista. Sem nada a conquistar, de que serviria? E como chamar ao que ainda não está conquistado? O grande obstáculo à extensão da consciência humana é a solidão humana. Até agora, o homem só tem podido comparar-se aos animais: o pensamento humano não está bastante diferenciado e o que é indiferenciado não tem nome. Porque não dizê-lo? É o problema dos extraterrestres o que nos obriga, pouco a pouco, a sair de nós próprios. Eis porque eu dizia antes que os primeiros investigadores que se preocuparem cientificamente com os níveis de consciência são investigadores clandestinos. - Aimé Michel [ Ver «QUÂNTICO», «RELATIVIDADE», ]
ESPECTRO ELECTROMAGNÉTICO - [ esta ficha deve ser lida com os diagramas respectivos à vista, dos quais poderá constituir como que uma legenda ] O quadro das energias electromagnéticas estabelecido pelos físicos e astrónomos, e que se encontra nas enciclopédias sob o nome de «espectro electromagnético», não esgota a gama de energias vibratórias que cosmicamente condicionam a vida do ser humano, antes, durante e depois da sua incarnação. O espectro vibratório inclui mas excede o espectro electromagnético.
A especificidade dos receptores e das várias gamas do espectro é, desde logo, um facto a reter: as ondas sonoras, por exemplo, são captadas pelo aparelho auditivo, as ondas luminosas pelo aparelho visual, enquanto as ondas calóricas são particularmente sentidas pela pele, o órgão receptor do ser humano mais vasto quanto à superfície.
Outro facto a ter em atenção é o da nomenclatura utilizada pelas várias autoridades que se pronunciam sobre esta matéria «fluida» ou «subtil»: há quem fale de ondas e de comprimento de ondas, há quem fale de radiações, há quem fale de frequências vibratórias. A cor vermelha, por exemplo, dela se diz que tem um comprimento de onda «maior» do que o violeta. Mas também se fala em frequências mais baixas do que o vermelho (infra-vermelho), sentidas por nós como ondas de calor, enquanto - diz-se - as frequências do violeta (ultravioletas) embora invisíveis produzem forte efeito sobre os organismos vivos, pois são ondas de alta energia (?). Lembre-se que, ao abordar o mundo vibratório ou ondulatório, muitas vezes se confunde intensidade e qualidade de vibração, sendo certo que a frequência exprime a qualidade e nunca a quantidade, a que mais naturalmente se chamará amplitude. Nada por ser forte ou grande é melhor do que o pequeno e o fraco. No mundo em geral e muito em especial no mundo vibratório. O Sol, central poderosa de energias poderosas, não é por isso e por si só digno de um culto solar. A haver esse culto, deve-se à qualidade subtil de algumas radiações por ele emitidas e não à potência de outras. É uma crassa asneira afirmar, como fazem alguns textos alegadamente esotéricos, que o Sol «é o foco central do poder de Deus no sistema zodiacal e nos sistemas humanos». É uma visão reduzida de Deus - que está mais alto - e portanto do próprio ser humano que, através do Espírito, o inclui em si. Mas o Sol, tal como todo o espectro electromagnético, expresso na gama-das-cores, desempenha neste sistema um papel importante de porta de entrada para o resto do universo: a correspondência vibratória entre cores, planetas e metais, não esgota o ser humano como ser cósmico mas é a sua placa giratória. Daí que o Sol tenha direito a uma certa aura mitológica... Sem ele - tal como sem os metais - a vida não existiria na terra. Mas a vida na terra é ainda função da vida cósmica, não se esgota no espectro electromagnético. Temos que ver o Cosmos cosmicamente.
Outro facto a ter em conta é o número de corpos subtis: enquanto a maior parte dos textos ditos esotéricos, falam do 4 - corpo físico, etérico, astral e mental - esquema quaternário bastante interessante - Rudolf Steiner, entre outros, amplia para 7 a classificação desses corpos, acrescentando àqueles 4 mais 3 que são: corpo causal, alma espiritual e alma divina. Muito importante quando se fala em «corpos subtis», é a distinção entre Espírito e «Alma espiritual»: esta última é ainda um «compartimento» do corpo, enquanto Espírito e Alma são duas outras estruturas, além do Corpo, na infinita arquitectura cósmica, conforme o diagrama Nº _______ de Etienne Guillé evidencia.
Outra distinção importante a fazer é quando se emprega a palavra Luz: uma coisa é a luz do espectro electromagnético, decomponível nas diversas cores, e outra coisa é a Luz Branca, Deus ou Espírito.
A terapia das flores, do Dr. Bach, poderá basear a sua eficácia no facto de o «corpo emocional» ser o «corpo causal» (logo acima do «corpo mental») e de as vibrações das flores terem correspondência de frequência com este corpo causal, a que outros, mais adequadamente, chamam «Anjo», vibratoriamente situado entre «homem» e «arcanjo». O que de todo não resulta são, com certeza, as terapêuticas voluntaristas que aconselham «pensamentos positivos». Agir sobre o «corpo mental» nada irá influir no corpo causal, que vibratoriamente lhe fica por cima. A intuição, por exemplo, seria outra faculdade a situar no «anjo» e mesmo no «arcanjo», que podem já tomar o encargo de «sexto sentido» do ser humano. Faculdade que atingirá a sua plenitude no Arcanjo ou «alma espiritual», penúltima etapa antes da «alma divina» ou «buda».
Circunscrever no sítio certo o «espectro» electromagnético é circunscrever as ambições dos que quase divinizam a «aura»: esta poderia, quanto muito, aspirar a ser um reflexo fotografável dos 3 corpos - etérico, astral e mental - , ou seja, os mais directamente dependentes do «corpo físico». Mas, a esse nível, ainda nem chegámos à zona da Alma, quanto mais do Espírito. esta objecção nada tem de espacial, mas pode tornar-se flagrante com um diagrama que as espacialize. [ Ver CROMOTERAPIA, CORES, etc. ]
ETERNIDADE - Desde que se defina Eternidade, pelo que não é, a noção aparece mais clara. De facto, se imaginarmos um espaço sem espaço e um tempo sem tempo, obteremos naturalmente o que poderá ser, para nós, seres submetidos às leis do espaço e do tempo, a Eternidade. Jean Noel Kerviel, entretanto, [ 27/6/1993 ] deixa entrever a possibilidade de ter nesta vida (incarnação) acesso à eternidade: mas aí logo se perde o seu fio de raciocínio e ficamos no vazio. Há uma esperança: talvez o trabalho de Radiestesia nos deixe mais próximos da eternidade... JNK também pergunta sem responder: porque terá a eternidade resolvido «afunilar» o seu amplo campo de acção (eterno e infinito), através do canal cósmico, na génese cósmica da humanidade? Mesmo sem resposta, não deixa de ser uma questão interessante. Há quem diga que o ser humano existe porque o cosmos (deus) precisa de nós para se completar... Não deixa de ser lisonjeiro. De qualquer modo, sempre é mais dignificante para o homem esta missão cósmica, do que a descendência do macaco que Darwin e darwinistas lhe têm atribuído.
ETNOCÍDIO - Matam-nos porque trabalhamos juntos, comemos juntos, vivemos juntos e sonhamos juntos.- Índios maias-quiches da Guatemala
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F
FACTO - Pode pensar-se que os críticos têm razão ao acusar o Zen de ser uma filosofia da pura negação. Uma mera negação, entretanto, não é do espírito Zen. O Zen naturalmente proclama: «Isto não, aquilo não, não coisa alguma». Devemos porém insistir, perguntando o que foi deixado no fim de todas essas negativas. O mestre poderá, nessa ocasião, dar-nos uma bofetada, exclamando: «Ó tolo, o que é isto?». Alguns considerariam essa atitude uma desculpa para fugir ao dilema, ou simplesmente uma prova de má educação. Mas quando o espírito Zen é captado em toda a sua pureza, ver-se-á realmente o que a bofetada representa. Nela não está uma afirmativa, nem uma negativa, antes um facto directo, uma experiência pura, o verdadeiro fundamento do nosso pensamento e do nosso ser.- Suzuki
[ Ver «DUAL», «EMERGÊNCIA», «PONTEIRADA» ]
FÉ - Não acrediteis em nada, concedendo fé à tradição, ainda que há séculos muitas gerações e em muitos lugares tenham acreditado nisso.
Não acrediteis em nada, pelo facto de que muitos falem disso e o acreditem ou finjam acreditá-lo.
Não acrediteis fiando-vos na fé dos sábios dos tempos passados.
Não acrediteis no que vós outros mesmos imaginais pensando que deus vos inspira.
Não acrediteis em algo, só porque vos pareça suficiente a autoridade de vossos místicos ou sacerdotes conselheiros.
Só com o maduro exame acreditai naquilo que vós outros tendes experimentado e reconhecido razoável e conforme à vossa conduta. - Gautama Buda
FOGO - Palavra frequente no léxico da RA, a pouco e pouco se liga a noções fluidas mas cada vez mais precisas, em trânsito entre os vários mundos.«Fogo secreto» lhe chamam os alquimistas. E, em medicina tradicional chinesa, Fogo representa o Coração no conjunto dos 5 elementos.
FORTE - «É quando me sinto fraco que me sinto forte» - Santo António de Lisboa
<adn-g><adn><dicionar><c> - dicionário de radiestesia
G
GLOSSÁRIO - Palavras para o Glossário Primordial ou «Suma Teológica»:
- Alambiques
- Almofarizes
- Alúmen
- Amalgamação
- Amostras de laboratório
- Bacias
- Bórax
- Braseiros
- Caçarolas
- Cal
- Calcinação
- Ceração
- Chumbo branco e vermelho
- Cinábrio
- Cinzas
- Copos
- Cristalização
- Destilação
- Dispositivos para banhos de areia e água
- Dissolução
- Elixir
- Espátulas
- Evaporação
- Filtragem
- Filtros de linho e de tecido feito com cabelos
- Fornalhas
- Fornos de fusão
- Frascos
- Funis
- Galena
- Gesso
- Glicerina
- Hematite
- Jarros
- Lamparinas de vela e de nafta
- Lápis-lazuli
- Limas
- Litargírio
- Malaquites
- Martelos
- Natrão
- Óxido cúprico
- Óxido de ferro
- Pás
- Pilões
- Potassa
- Pratos de vidro
- Provetas
- Qualidades elementares
- Redução
- Retortas
- Sal comum
- Soda cáustica
- Sublimação
- Sulfato de ferro
- Tenazes
- Tesouras
- Turquesa
- Verdete
- Vinagre
GOLFINHOS - Existindo na Terra há vinte vezes mais tempo do que a espécie humana, que poderão os cetáceos (talvez mais inteligentes do que nós) revelar-nos do passado da Humanidade e do Globo?
GLOBAL - A atitude passiva parente a história foi uma etapa já superada: o homem deve tomar consciência das consequências dos actos que pratica... A verdadeira futurologia preocupa-se com duas coisas em que a sociedade actual ainda não atentou: a visão global dos problemas e o estudo dos seus efeitos possíveis e combinados. A tua tarefa consiste igualmente em inventar «modelos» de sociedade dentro dos quais o homem possa viver. [ Ver «LÓGICA», «MODELO», «HOLÍSTICA»] - Robert Jung
<adn-h><adn><dicionar><c> - dicionário de radiestesia
H
HEBREU - «Fiquei absolutamente surpreendido quando me encontrei em presença desta língua tão simples, sem construção, quase sem sintaxe, expressão nua da ideia pura - uma verdadeira língua de criança.»
Ernesto Renan, in RIJ, 68
HUMANISMO - A Europa unida tem que ser mais que um mercado comum. A Europa é o berço do humanismo e deveria contribuir para que a civilização, marcada pelo dinheiro e a técnica, se transformasse numa cultura, na qual os valores imateriais recuperassem a importância perdida no transcurso dos últimos cem anos. - Robert Jungk (1913- )
<adn-h><adn><dicionar><c>- dicionário de radiestesia
H
HEBREU - «Fiquei absolutamente surpreendido quando me encontrei em presença desta língua tão simples, sem construção, quase sem sintaxe, expressão nua da ideia pura - uma verdadeira língua de criança.» - Ernesto Renan, in RIJ, 68
HUMANISMO - A Europa unida tem que ser mais que um mercado comum. A Europa é o berço do humanismo e deveria contribuir para que a civilização, marcada pelo dinheiro e a técnica, se transformasse numa cultura, na qual os valores imateriais recuperassem a importância perdida no transcurso dos últimos cem anos. - Robert Jungk (1913- )
<adn-i><adn><dicionar><c> - dicionário de radiestesia
I
IMORTALIDADE - Atenção à subtil mas importante nuance entre «eternidade» e «imortalidade». Imortalidade será o simulacro da eternidade. [ Ver SIMULACRO ]
INICIAÇÃO I - Quando temos uma boa iniciação, acontece este fenómeno estranho: o próprio corpo como que adquire maior vitalidade.- Marise Choisy
INICIAÇÃO II - Não basta dizer «Fulano de Tal foi um (grande) iniciado». Do que se trata hoje, em 20 de Julho de 1993, com a RA, é de banalizar a iniciação, de a democratizar. O tempo das elites terminou. Agora a eternidade é para todos. Com a RA, iremos saber que a iniciação tem um número infinito de etapas e que se pode começar já a escalar essas etapas. Não se fala mais de um «iniciado» mas de iniciações diferentes e de diferentes iniciações ou fases de. A questão é, unicamente, de cada um tomar consciência do nível em que está: porque há-de estar necessariamente em um qualquer nível. E esta a novidade da RA, relativamente aos antigos tempos em que só uma elite tinha acesso aos mistérios de Elêusis.
INTRANSMISSÍVEL - A linguagem é apenas um signo, só pode transmitir a experiência comum. A consciência singular é intransmissível. - Aimé Michel - [ Ver «NÍVEL VIBRATÓRIO DE CONSCIÊNCIA» ]
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K
KAABA - Ou casa cúbica, era onde se encontrava arrecadada uma pedra preta, sagrada pelo facto de se dizer que tinha caído do Céu no tempo de Abraão. Esta relíquia atrai peregrinos das mais variadas regiões, especialmente por altura da grande feira anual de Meca
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L
LINGUAGEM - O problema filosófico, até agora insolúvel, da origem da linguagem, é dos que tem na Hipótese Vibratória um caminho de viabilização. Se houve, no princípio, uma linguagem sem palavras (apenas fonemas!) e se essa linguagem era expressão do mais avançado grau de civilização humana, a linguagem articulada não só não teria nascido do nada como representaria uma fase decadente de um percurso onde o apogeu (Idade de Ouro) seria o do «silêncio» verbal. Há quem afirme que, no Idade de Ouro, o homem era áfono (não tinha necessidade de articular palavras). Esta hipótese não só resolve um problema até agora insolúvel pela ciência como torna a hipótese de Deus-Verbo (o Verbo é Deus) quase irrefutável. Mais se reforçará a hipótese vibratória se se admitir, como parece que já hoje acontece, que a Letra (nomeadamente a vogal) e os Fonemas têm uma carga de informação mais vasta e mais complexa do que as palavras. A Palavra seria, assim, uma fase decadente do Som. O paradigma «progressista» (digamos darwinista) mostra-se, mais uma vez, muito menos habilitado a resolver enigmas profundos da História do que o paradigma «countdown» (regressista vibratório). Se imaginarmos uma Idade de Ouro, da qual tudo são fases subsequentes de decadência, muita coisa se torna, de facto, mais clara. Todos os darwinismos são, no mínimo, estúpidos. (Bibliografia breve: «As Onomatopeias e o Problema da Origem da Linguagem», de Rodrigo de Sá Nogueira, Clássica editora, Lisboa, 1950; «O Homem Eterno», de Louis Pauwels e Jacques Bergier, Bertrand, Lisboa, 1971)
LÓGICAS - Através de suas palavras, de sua gramática, de sua sintaxe, de todo o espírito que nela se encontra congelado, a língua determina a maneira pela qual experimentamos e quais são as experiências que chegam à nossa percepção. O segundo aspecto do filtro que possibilita a percepção é a lógica que dirige o raciocínio das pessoas numa determinada cultura. Assim como a maioria das pessoas presume que as regras que determinam o raciocínio adequado são naturais e universais; que o ilógico num sistema cultural é ilógico também em qualquer outro, porque conflita com a lógica «natural». Bom exemplo disso é a diferença entre a lógica aristotélica e a lógica paradoxal. A lógica aristotélica baseia-se na lei da identidade, segundo a qual e A é A, na lei da contradição (A não é não-A) e na lei da exclusão do meio (A não pode ser A e não-A, como também não pode ser A nem não-A). Aristóteles formulou-a: «É impossível à mesma coisa, ao mesmo tempo, pertencer e não pertencer à mesma coisa e no mesmo sentido. (...) Este, portanto, é o mais certo de todos os princípios.» Em oposição à lógica aristotélica existe o que se poderia denominar a lógica paradoxal, que supõe que A e não A não se excluem um ao outro como predicados de X. A lógica paradoxal predominou no pensamento chinês e hindu, na filosofia de Heraclito e ainda, sob o nome de dialéctica, no pensamento de Hegel e Marx. O princípio geral da lógica paradoxal foi claramente descrito em termos gerais por Lao-Tse: «Palavras que são rigorosamente verdadeiras parecem ser paradoxais.» - Erich Fromm, in «Zen-Budismo e Psicanálise»
LÓGICAS - Patafísica: ciência das soluções imaginárias, que simbolicamente concede aos lineamentos as qualidades dos objectos descritos por sua virtualidade.- Alfredo Jarry
LUZ - Encontro-me diante de um terrível salto nas trevas.- Hobbes
Mais luz - Goethe
A culpa não é da luz, se os nossos olhos recusam recebê-la. - Vercors
Um sorriso é menos caro que a electricidade e dá muito mais luz - Abade Pierre.
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M
MAAT - Deusa da verdade e da justiça na mitologia egípcia, Maat era a personificação da ordem mundial e estava determinada a impor os seus próprios padrões exemplares de justiça aos mortais desobedientes. Era filha de Rá e companheira honorária do faraó, que tinha como missão «honrar Maat através do cumprimento das suas leis». Maat usava uma única pena de avestruz no meio da testa e uma das suas tarefas consistia em pesar as almas dos mortos para Osíris, usando esta pena para testar e reajustar qualquer desequilíbrio que pudesse surgir nas escalas da verdade.
MACROBIÓTICA - Nascida da grande sabedoria original, a Macrobiótica foi trazida ao Ocidente e aos tempos modernos pela mão do japonês Jorge Oshawa. Macrobiótica não significa, como alguns disseram, «a arte de viver muitos anos» mas o «reencontro do homem com a grande via da ordem universal.» De onde viemos e para onde vamos? Esta é apenas uma das perguntas a que a Macrobiótica pretende responder. Entre os praticantes da Macrobiótica, porém, poucos foram os que a quiseram ver na sua dimensão universal e nas suas implicações ecológicas e culturais. Limitam-se quase todos a encará-la como «mangedoura de arroz integral» e pouco mais. Poucos também quiseram ver na Acupunctura, baseada na bioenergia dos meridianos que percorrem o corpo humano, a mais antiga medicina ecológica de que há memória. E poucos foram os que entenderam no budismo e nas práticas de yoga a Ecologia primordial onde os novos movimentos da Natureza terão de ir beber, se quiserem perceber alguma coisa do que estão fazendo.
MAGIA - A Magia contribuiu para emancipar a humanidade (...) dando-lhe uma visão mais clara e livre, profunda sobre o mundo. Somos forçados a admitir que se a «arte negra» fez bastante mal, ela também foi a origem de muito bem; que se a Magia é filha do erro, ela é no entanto e também a mãe da liberdade e da verdade.- Frazer [ Ver «DUAL» ]
MEDICINA - Em Medicina, só a morte é que não muda - Georges Duhamel, in «Le Voyage de Patrice Périot»
METÁFORA - «O comparar é uma das atitudes mais naturais do nosso espírito. Dessa atitude é que devem ter surgido os conceitos de grandeza, quantidade, número, qualidade. Se não soubéssemos comparar, não distinguiríamos o grande do pequeno, o grosso do delgado, o muito do pouco, o belo do feio, o alto do baixo, o duro do mole, etc. Da comparação nascem as metáforas, fonte inesgotável da expressividade da linguagem» [ Nogueira, 150 ]
«Na formação das línguas, não há dúvida de que a metáfora desempenha um papel de primeira grandeza. A metáfora é um recurso de que nos servimos para utilizar as formas vocabulares não no seu sentido primitivo, mas em outro ou outros que, por determinadas circunstâncias, faz lembrar o primeiro. O recurso das metáforas evita a criação de um número exagerado de formas vocabulares. se não tivéssemos esse recurso, o léxico de cada língua teria de constar de alguns milhões de formas vocabulares. As metáforas devem ser tão antigas como a linguagem falada: são elementos formativos da primeira hora, como os gestos, as interjeições e as onomatopeias». [Nogueira, 30-31 ] ( Ver ONOMATOPEIA, Nogueira 191-196 - Capítulo VIII )
METÁFORA ORGÂNICA - Para caracterizar as maleitas da alma, a metáfora orgânica é um meio expedito, pois faz a correspondência (o interface) entre alma e corpo. Como refere Gabriel Marcel, in «Os Homens Contra o Humano», há quem fale em não «digerir» outra pessoa ou outra coisa, o que Gabriel Marcel designa por «dispepsia» psíquica. Mas também se fala em «metabolizar» este ou aquele acontecimento e pessoa, a célebre metáfora orgânica de «engolir sapos vivos», que fez época no PREC português, quando Álvaro Cunhal, mais acostumado a fazer engolir aos outros os seus sapos, teve também que se resignar a engolir alguns. «Impregnar-se» de alguma coisa vem, segundo Ivan Illich, de «emprenhar-se» ou deixar-se emprenhar por. «Saprófita» é outra metáfora orgânica aplicada à vida da relação social. E não é a «lepra emocional» de Wilhelm Reich um modelo de metáfora orgânica aplicado às histerias de massa? [ Ver <ALMA-1>.CRD ]
METAMORFOSE - Desde «As Mil e Uma Noites» ao «Pinóquio» de Carlo Colloddi, o mito da metamorfose existe, sob as mais variadas formas e abundância de pormenores, nas narrativas lendárias e nos contos de encantar. O génio da lâmpada, na história de Aladino, é alegoria à mudança, como é o gato das botas. Pinóquio, através de perigos e ciladas, e antes de assumir a sua identidade, crescem-lhe as orelhas e o nariz. O suspense de não (se) saber quem é, acompanha as metamorfoses da identidade ou fases alquímicas. O Diabinho dentro da Garrafa (retomado por Robert Louis Stevenson) é uma reminiscência da pedra filosofal, ou seja, a detenção (fechada) de um poder especial por parte de quem o possui. A pobreza da literatura dita realista reside na ausência de metamorfose e Kafka abriu com uma «Metamorfose» a porta à Idade Moderna. Mesa mágica (mesa encantada) que se enche de repente de iguarias, burro mágico que fazia moedas de ouro, pau mágico que se põe a bater sem ninguém lhe pegar: são histórias de encantar que se contam às crianças. O gato das botas que se veste de pagem vai, de metamorfose em metamorfose, de ludíbrio em ludíbrio, até casar com a filha do Rei. Ele simula a queda do pai ao rio, simula que o pai é clamado pelo povo e quando chega a um gigante que se transforma em rato, o gato come-o. De metamorfose em metamorfose, de logro em logro, de simulacro em simulacro, a história do gato das botas é uma alegoria óbvia das fases alquímicas da mudança, que termina ( em mal ou em bem, conforme a perspectiva é materialista ou iniciática) com a posse do poder: casaram e foram muito felizes... O que é, evidentemente, outro logro, mas esse do próprio narrador, que não percebeu nada da simbologia alquímica da história que contou. Pelo som da flauta, Hamelin, o mago, consegue a metamorfose: havia ratos aos milhares na cidade, ele leva-os a afogarem-se. Havia crianças e ele, com a flauta, leva-as para um mundo diferente. A Bela Isabel é aos 16 anos que, cumprindo a profecia da Bruxa Má, se pica na Roca e se torna a Bela Adormecida. Vem a Fada Boa para a desencantar: a metamorfose, obviamente. À sua metamorfose alquímica dedica uma vida inteira o Dr. Jekil, até se transformar em Mr. Hyde e a Cinderela não se liberta enquanto não calça o sapato mágico (muda, ainda que efemeramente). O lobo traveste-se de avozinha para melhor comer o Capuchinho vermelho. O Patinho feio há-de um dia ser alguém diferente, apesar de feio. Restos quase irreconhecíveis da linguagem primordial, lendas e contos guardam ainda a estrutura informativa, o paradigma dessas origens. O mito da metamorfose, por exemplo, talvez o mais frequente da literatura que se classifica de fantástica por oposição a realista, aparece com a óbvia claridade do seu simbolismo alquímico. De mão em mão, de língua em língua, de mundo em mundo, de continente em continente, os contos e lendas de encantar (a magia foi a ciência dos tempos iniciais), as histórias de mudança, as metamorfoses, as iniciações diferentes ainda hoje servem de regalo a crianças e adultos, por mais que as traduções sucessivas, de idioma em idioma, tenham sido sucessivas traições.
MÉTODO - Quem estudou alguma vez um assunto e não ficou cheio de dúvidas, é porque não percebeu nada. - Niels Bohr
MILAGRE - O «milagre» de que algumas terapias apropriadas são «acusadas», é apenas um fenómeno vulgar que o estado pré-científico e cavernícola da ciência médica ordinária explica e provoca. O «milagre» resulta de uma simples relação lógica e ecológica, linear, de causa-efeito, que a medicina ainda não conseguiu enquadrar. Neste sentido, a medicina moderna está cada vez mais afastada da ciência das evidências ou do «fiat lux» que é a relação causa-efeito, repentinamente descoberta. Quanto mais a ciência moderna se afasta da condicionante ecológica, mais se afasta da relação entre causas e efeitos. A ciência moderna ganha assim deliberadamente a fama de anti-científica, primitiva e canibalesca. Com toda a razão. Quando se trata a história da Medicina, no entanto, sempre em termos de glorificação heróica, identifica-se com a história do combate (a posteriori) à doença, evidencia-se o carácter épico, desmesurado e ciclópico dessa luta. A história da loucura narrada por Michel Foucault na sua obra célebre «Histoire de la Folie à l'Age Classique», é um hino colossal à tenacidade humana contra esse flagelo - a loucura - que assolou e assola a espécie. Poder-se-á perceber a reacção violenta que as soluções terapêuticas simples de Alquimia Alimentar - como a Oligoterapia, a Homeopatia ou a Macrobiótica - poderão obter ainda das pessoas, doutrinadas numa ideia de complexidade abismal em que a doença ainda mergulha. Vamos supor que o tratamento de um terreno orgânico carente em lítio, por exemplo, pode eliminar todos os sintomas da esquizofrenia (rótulo usado pela Psiquiatria). Quem irá acreditar, se a medicina nunca conseguiu debelar essa doença? Quem irá aceitar a simplicidade da terapia? Não admira que algumas proezas rocem o fantástico, quando a actuação humana é ainda tão pouco científica, quer dizer, tão incapaz de relacionar causa e efeito e de ir à causa rerum do que acontece. [1990]
MONODEPENDÊNCIA - O sistema conduziu as pessoas a becos sem saída e depois diz que só há saída ou solução que ele apresenta. A vítima fica na dependência do sistema, que ainda faz o favor de a manter viva. Por mais insuportável que seja a solução, a vítima terá que a suportar se quiser continuar viva. O capitalismo internacional tornou-se de facto o sistema da hediondez. Veio então um outro sistema que se proclamou anti-capitalista. Pretende este último que não há agora terceira via. Que não pode, no Mundo. haver alinhados, independentes dos dois blocos: o Capitalista de um lado e o Anti-Capitalista do outro. A dialéctica é o romper deste dualismo bipolar. É a alternativa. É a utopia do realismo. Por mais benfeitor que o sistema se considere só porque se apresenta como única saída para o insuportável, isso não significa que a emenda não possa ser pior ainda que o soneto. [ 1/6/1983] [ Ver ASSISTANATO]
MORTE I - Combater o medo da morte. É tão importante esta promessa da Radiestesia que não pode ser enunciada de ânimo leve. Se há motivos que podem levar alguém a dedicar-se à Radiestesia as 24 horas por dia e os dias todos da semana, este é, com certeza, o principal. De facto, como disse Jean Noel Kerviel (26/27 de Junho de 1993), o medo da morte é a origem de todos os infortúnios, violências, entropias, frenesins, a que actualmente assistimos na nossa sociedade, dominada, completamente, pelo medo da morte, que às vezes assume o aspecto de (simulado) desprezo pela morte. Mas o desprezo, mesmo simulado, pela morte é sempre o desprezo pela vida. Quem procura a imortalidade material, perde-se para a eternidade imaterial. Se esta dialéctica está certa, a Radiestesia promete o mais importante dos tesouros: a serenidade natural perante a morte física. O que vale alguns sofrimentos e stresses. Desde que não muito violentos...
MORTE II - Se a frequência significa a qualidade de vibração - e não a sua intensidade - e se a Pedra Filosofal vibra a N56, então a morte significa a máxima qualidade adquirida. A Morte, na perspectiva vibratória, não é uma anulação de frequência vibratória mas a sua súbita e máxima elevação. Se a célula morta vibra sempre com a energia da Pedra Filosofal e se a uma mais alta frequência vibratória corresponde uma elevação daquilo que, em RA, se chama Consciência, então a morte é um elevado estado de consciência e não a anulação de toda a Consciência como o materialismo convencionou que fosse. Tudo se passa como se o corpo, e a vida enquanto duração do corpo, fosse um obstáculo à conquista dessa consciência, só adquirida (fabricada) à custa de trabalhosa iniciação. A palavra Iniciação (Ver) significaria assim a conquista, em vida, dessa máxima consciência vibratória (a da Pedra Filosofal) que só pela morte nos é concedida. Se a RA está correcta, à medida que elevamos os níveis da nossa frequência vibratória, o «medo» da morte iria diminuindo...Por isso se fala, em RA, em «aprender a morrer». e por isso alguns momentâneos estados de consciência, adquiridos por meios químicos, se podem descrever como estados semelhantes aos da Morte. O trabalho de iniciação tornaria apenas esses estados menos efémeros. Em entrevista à revista «Visão», Carlos Cruz afirma: »--------------------«Esta é afirmação de um iniciando, de alguém que tocou um estado mais alargado de consciência e, portanto, uma visão serena e exaltante do que se chama Morte. Mas que, para o Bem e para o Mal, talvez seja a vida eterna.
MORTE III - Quase sempre e palavra «morte» suscita um comentário: «Credo, que tétrico». Afinal, verifica-se com a palavra morte/vida a mesma perversão que se verifica com a palavra doença/saúde. Chama-se sistema de saúde ao sistema que provoca a doença, assim como se chama vida à morte apenas adiada e se chama morte ao desconhecimento da verdadeira vida. Esta será uma das coisas que irá ser virada do avesso com o advento da Nova Idade de Ouro.
MUSICOTERAPIA - Juntando o interesse comercial à investigação científica, a Associação de Recherches Eurythimiques (ARE) com sede em Sète (França) afirma a sua «vocação social, educativa e formativa» desenvolvendo a Musicoterapia aplicada à idade infantil. O ARE orienta as pesquisas para a primeira infância e o despertar das faculdades criadoras, através da aprendizagem e prática de disciplinas de expressão musical, plástica, artesanal e corporal. A Societé de la Cordée, que distribui as publicações e cassetes da ARE, anuncia uma cassete especímen composta por extractos de peças musicais registadas entre 1977 e 1984 e uma cassete de «libertação cármica». Como pode ver-se nos catálogos de musicoterapia, as editoras sugerem o tratamento musical para quase tudo: «aprenda a relaxar-se», «vença a obesidade», «elimine a insónia», «vença a timidez», deixe de fumar», «deixe de beber», «previna o envelhecimento», «elimine a dor de cabeça», «controle a pressão arterial», «desenvolva a memória», «desenvolva a vontade», «vença a magreza», «prepare um parto feliz», «evite a queda do cabelo», «controle o mau humor», «aprenda a estudar», «renda mais nos exames», «previna o ataque de coração», «elimine a insegurança e o medo», etc. Em Musicoterapia tudo vai dar ao yoga como técnica(s) de relax: [ Ver Yoga, Relaxe, Meditação, Positivação, Auto-regulação, Exercícios respiratórios, controle do sono, visualização, etc. ]
MUTAÇÃO - Acepção reducionista: «Vivemos numa época em que se opera uma verdadeira mutação das sociedades humanas, da civilização, impulsionada pelo desenvolvimento científico e que, sendo esta evolução irreversível, toda a resistência é inútil e apenas conduz a combates de retaguarda, sem grandeza, provocando uma complexidade crescente das estruturas que se recusam a aceitar a mutação e um afastamento dos novos que, no entanto, como os que os precederam, mais não pedem do que participar.» - Louis Armand
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N
NEZVRAXOTHERAPIE - Afirmando embora que a via empreendida pela «Nezvraxotherapie» (da palavra francesa «nez», que significa nariz) é idêntica à da Auricoloterapia, tratando também os órgãos internos através de zonas externas (neste caso o nariz interno), os autores deste estranho método, apresentado em Benalmádena 1986 e que logo choca pelo exotismo do nome, falam ainda de uma auto-medicina, em «psicologia da luz» e em «nevraxologia». Vale a pena deslindar as componentes desta última, que estuda a natureza dos sinais vibratórios, tácteis, visuais, auditivos, transmitidos pelo sistema nervoso central (návraxe), a importância do sistema endócrino e o papel fundamental da hipófise e da epífise. Segundo anunciam os próprios autores, Ludmilla e Boris de Bardo, «trinta anos de meditação e pesquisas conduziram-nos a descobrir de novo um fragmento da medicina faraónica e a reconhecer dentro do homem o corpo e o espírito, mediante a prática e o ensino da Axionologia (síntese das energias biológicas e imateriais).
NOMENCLATURAS - Os dogmas da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Fé, adoptados pela Igreja Católica, são bons exemplos de uma sabedoria (linguagem) primordial que subsiste, embora degradada por conjunturas de ordem religiosa (no sentido institucional), culturais, sociais e de época. Mas principalmente pelas condicionantes de ordem educativa, que transformam em Escolástica o saber vivo da Sabedoria Primordial. É contra a escolástica das instituições das instituições que a RD constitui, como método, o melhor antídoto. A Santíssima Trindade é, de facto, uma das palavras que apenas tem que ser recuperada e reiluminada, limpa da ganga escolástica de que a Igreja a cobriu. A Santíssima Trindade é uma bela forma de expressar a hierarquia trinitária das Pirâmides energéticas que constituem o Ser Humano. Assim como a Incarnação é, muito naturalmente, um dos 3 mundos considerados (além da essência e da manifestação) pela RA para explicar a linguagem vibratória de base molecular. E a Fé, que é um dogma anquilosado na Igreja Católica, é para a RA a maior de todas as questões. Nestes e em outros, inúmeros, casos, a Raidetesia apenas retoma as palavras mais importantes, limitando-se a reiluminá-las ou recriá-las. Há palavras que a RA não se pode dar ao luxo de deitar fora, ainda que tenha de deitar fora o conteúdo que lá foi posto por esta ou aquela instituição, por esta ou esta escolástica. A flexibilidade manifestada por Ernesto Renan, nas suas «Recordações de Infância e Juventude», é um magnífico exemplo da maleabilidade de espírito que a RA exige e que é rigorosamente necessária para, a pretexto de combater pre-conceitos, não se deixar enredar em outros preconceitos. É admirável o que ele diz, por exemplo, da Fé, referindo-se à sua passagem pela ordem de Saint-Sulpice: « O director, a quem comunicava estas perturbações, dizia-me exactamente o mesmo que M. Gosselin em Issy : « Tentações contra a Fé não lhes preste atenção: é continuar para a frente.» Fez-me ler um dia a carta que S. Francisco de Sales escreveu a Madame de Chantal: «Estas tentações não são senão aflições como quaisquer outras. Poucas pessoas tenho conhecido que não tenham sido submetidas a esta prova, é preciso ter paciência. Não se deve de forma alguma responder, nem tão pouco dar a entender ao inimigo que se compreendeu o que ele disse. Que ele se atormente o que quiser, na tentativa de entrar; nem sequer se deve perguntar: quem está aí?». Se em vez de Igreja Católica escrevermos Radiestesia Alquímica, estas palavras sobre a Fé e a necessidade da Fé para o ser humano, são de uma inexcedível exactidão e correcção. Para a RA, trata-se de ir às fontes e pegar nas palavras a que, por isso, tem direito porque das fontes vieram. Independentemente das contaminações que sofreram ao longo desse percurso. É das palavras mais abusiva e irremediavelmente queimadas pelas instituições - Deus, Alma, Céu, Pecado, etc - que deverão ser reivindicadas com maior exigência pela RA.
NUT - Deusa-céu egípcia que era retratada como umas gigante nua curvada sobre Geb, o deus da terra, aguentando o peso dos céus sobre as costas arqueadas. O seu epíteto era «A Porca que come todos os seus leitões», uma referência ao hábito de «comer» o sol todas as noites, fazendo-o renascer do seu útero no dia seguinte. Nut estava muito ligada ao culto dos mortos egípcio, pois simbolizava a contínua ressurreição.
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O
OBRAS SOBRE A OBRA - Títulos de obras escritas sobre alquimia:
- A Água Prateada e a terra Estrelada
- Almagest (Ptolomeu)
- Biografias Completas de Imortais
- Cânone da Medicina
- Conhecimentos Adquiridos em relação ao Tratado do Ouro
- Da Evaporação da Água Divina que Fixa o Mercúrio
- da Natureza do Homem (Nemésio)
- Das Propriedades das Coisas (Bartolomeu)
- De Mineralibus
- Documento respeitante aos três similares
- Epístola do Sol à Lua Crescente
- Espelho da História
- Espelho da Natureza
- Fim da Busca (Geber)
- Livro da Composição da Alquimia
- Livro de Particularidades
- Livro de Prova
- Livro dos Remédios
- Livro dos Sete Ídolos
- Livro dos Venenos (Kautilya)
- Memórias Autênticas
- Meteorologia (Aristóteles)
- O Caminho da Sabedoria
- O Espelho da Doutrina
- O Grande e o Pequeno Livro dos Conhecimentos ( Khalid)
- O Grande Tesouro
- O Livro das Mil e uma Noites
- O Livro de Vénus
- O Livro do Perdão
- O Livro do Segredo dos Segredos (Razi)
- O Livro do Testamento na Arte (Khalid)
- O Livro dos Amuletos (Khalid)
- O Paraíso da Ciência
- O Segredo da Criação (Apolónio)
- Objecto do Saber
- Os Cento e Doze Livros
- Os Dez Livros de Rectificações
- Os Setenta Livros
- Os Setenta Livros
- Pantagruel
- Partículas de Ouro
- Planisphaerium (Ptolomeu)
- Segundo Livro do Elemento da Fundação
- Tabela Esmeralda
- Tabula Smaragdina
- Tratado de Instrumentos e Fornalhas
- Turba Philosophorum (Convenção de Filósofos)
ODORES - Exemplo de fenómeno vibratório, os Odores, funciona também, tal como as Cores e os Sons, no interface Subjectivo/Objectivo: depende não só de um emissor como de um receptor adequado. A maior ou menor sensibilidade de alguém aos odores poderá ter a ver com a maior ou menor sensibilidade do seu Fígado ao ambiente alimentar e nem só. Poucos conhecem esta correspondência que, no entanto, pode explicar a pandemia moderna das Alergias ou hipersensibilidades ao ambiente. Há quem explique essa maior ou menor sensibilidade aos odores pelas células da pituitária, que seriam susceptíveis de cansaço, chegando a ficar como que anestesiadas... E alguns fisiologistas acrescentam, não deixando dúvidas sobre os «histéricos dos cheiros»: Se a reacção dos indivíduos mais sensíveis fosse tomada como base para definir a concentração de partículas que contaminam o ar - por exemplo - seriam proibidas praticamente todas as actividades humanas!... A Ciência médica tem sempre argumentos para desculpar o Poder, culpando o sujeito hipersensível ao Ambiente tóxico. Em Cabo Ruivo ou «anywere».
OURO, NOVA IDADE DE - Não é uma metáfora nem uma expressão literária: a Nova Idade de Ouro, não falada em RA, tem a ver com a frequência vibratória das novas emissões cósmicas, na base do Número de Ouro e não na base decimal em que durante várias eras as emissões cósmicas foram emitidas.
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P
PALAVRAS - Recriar, à luz da Hipótese Vibratória, o conteúdo de grandes palavras, que foram «queimadas», através dos séculos, por usurpação de escolásticas e instituições religiosas, deverá ser um objectivo da RA, como está dito no file <da-20>. É preciso reiluminar e recriar, à luz da Hipótese Vibratória, palavras tais como:
- Abel
- Adão
- Amuleto
- Anfitrite
- Anti-Cristo
- Apolo
- Arca de Noé
- Arcanjo S. Miguel
- Ascese
- Bacantes
- Baco
- Baptismo
- Batman
- Bruxo
- Caim
- Cerimónia de colheitas
- Corte dos Céus
- Costela de Adão
- Crucifixo
- Demónios
- Deus do clã
- Deuses olímpicos
- Deuses pagãos
- Dilúvio
- Divindades tutelares
- Dragão
- Eden
- Elementais
- Enoch
- Espírito Santo
- Espíritos ancestrais
- Exorcismo
- Expiação
- Fantasmas
- Feiticeiro
- Gnomos
- Guardião dos espíritos
- Hades
- Haracle
- Hélio
- Hércule
- Heresia
- Heróis mitológicos
- Hiram
- Ícaro
- Idade de Ouro
- Incenso
- Íon
- Jardim das Hespérides
- Jejuns
- Jeová
- Juízo Final
- Magia negra
- Maia
- Mana (melanésios)
- Mandrake
- Manitu( índios americanos)
- Medium
- Mickey
- Miragem
- Morfeu
- Nereidas
- Nereu
- Nous
- Oásis
- Oração
- Orfeu
- Orgulho satânico
- Paraíso
- Pato Donald
- Pecado
- Pecado original
- Penitências
- Poseidon
- Presságio
- Profanação
- Providência
- Purgatório
- Queda
- Rabino
- Refeição sacramental
- Reino Celestial
- Reino de deus
- Ritual
- Sacerdote
- Sacramento da comunhão
- Sacramento totémico
- Sagradas escrituras
- Santíssima trindade
- Santíssima Virgem
- Satanás
- Serpente
- Sílfides
- Super-Homem
- Tabu
- Talismã
- Terra Prometida
- Tritão
- Vénus
- Virgem Maria
- Virgem Santíssima
- Zéfiro
- Zeus
- Zoroastro
A tarefa de recuperar palavras («queimadas» por terem sido desligadas do seu autêntico contexto e manipuladas a gosto das instituições), já foi tentada pela autodesignada Parapsicologia, que sofre de um mal congénito: querer recuperar pela ciência positiva e reducionista realidades que excedem a capacidade dessa mesma ciência. As realidades do «campo vibratória» só podem ser captadas por instrumentos e métodos adequados, como é o caso da RA. [ Ver CAMPOS, etc ]
PANTAGRUEL - Certos capítulos do «Pantagruel», de Rabelais, seriam transposições alegóricas da grande obra alquímica?
PARAÍSO - Não é seguro que a Pobreza garanta um lugar no Paraíso. Mas é garantido e sem discussão que a Riqueza (o poder do dinheiro) mete irremediavelmente no Inferno quem o cultiva. E não há alibis nem obras de caridade capazes de enganar Deus. Ninguém engana Deus e muitomenos a troco de um prato de lentilhas.
PEDRA FILOSOFAL -
O homem ao nascer é brando e frágil,
o torna a morte duro e rígido;
nascem árvores, ervas, brandas, frágeis, e
mas rijas e secas as torna a morte.
O duro e rígido à morte levam,
o brando flectir conduz à vida.
Talvez não vença o forte exército,
mas flectirá a alta árvore.
Dureza e rigidez são inferiores,
superiores o ser brando e flectir.
( In «Livro do Tao», China, século III a. C. )
POTENCIALIDADES - Utilizamos apenas 10% das nossas faculdades mentais. - Einstein
PRODÍGIOS - Para a RA, não há prodígios nem milagres. Interroga-se um estudante sobre aquilo que lhe provocava espanto porque não consegue explicar: «Como é possível materializar uma moeda a partir de nada? Já vi um feiticeiro de África fazer isso e não sei explicar». Ou esta outra: «Porque será que, se eu puser uma pirâmide no alto da cabeça, sinto uma energia dobrada?». Quando alguém faz este tipo de perguntas, quer uma resposta ao nível da lógica binária, ou seja, do que se chama a razão racional e seu veículo, a linguagem verbal. Ora a resposta nunca lhe será dada por essa via nem por essa linguagem, porque, tal como os Sonhos, os fenómenos verificados e sobre os quais se interroga não se desenvolvem no mundo (racional e da lógica aristotélica binária), dentro do qual pedem e esperam obter a resposta, mas no mundo da sincronicidade ou da lógica simbólica, que é o mundo multilateral da ressonância vibratória. A resposta àquelas interrogações fluirá (e fluirá naturalmente) no decorrer do método da RA e do seu desenvolvimento por cada aprendiz. Não há prodígios nem milagres nem fenómenos parapsíquicos ou anormais.
PSICOSTASIA - Chamam «psicostasia» à cerimónia vibratória em que a alma é julgada. Pode ser na morte física, mas pode ser antes da morte física. A psicostasia - ou pesagem da alma - tem lugar sempre que o ser humano se interroga.
[ Ver MAAT, <gm-7>, etc ]
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Q
QUÂNTICO - As fórmulas matemáticas não traduzem necessariamente o comportamento essencial dos fenómenos físicos, mas sim apenas a compreensão que temos desses fenómenos.
W. Heisenberg
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R
RÁ - Também conhecido por Re ou Tia, era o grande deus-sol, uma das supremas divindades egípcias. Era o guardião dos reis, que se autodenominavam «Filhos de Rá». Era, geralmente, retratado como um homem barbudo, coroado com um disco vermelho, que simbolizava o Sol. Na sua divisa, podia ver-se o falcão e o escaravelho sagrado, ou bosteiro, e deslocava-se no céu numa enorme barca de ouro. Pensava-se também que o Sol era o olho de Rá. Era casado com Maut e, juntamente com Maat, a deusa da verdade, gerou o céu e a luz do sol. Perdeu algum deste poder a favor de Ísis, que o envenenou com uma Cobra feita de poeira e da sua própria saliva. Para lhe dar o antídoto, Ísis pediu-lhe que concedesse o dom da luz ao seu filho Horus.
RACIONALISMO - O calvário do racionalismo, as ambiguidades da democracia e a falácia da liberdade política têm, em Ernesto Rénan, nomeadamente nas «Recordações da Infância e Juventude» (Ed. Gleba, Lisboa, s/d), um vivo e dramático testemunho. Assumindo, com honestidade, as próprias contradições, revela a «dramática» condição de uma alma solicitada por pulsões contrárias. Mostra uma cultura que, por razões cósmicas, foi obrigada a percorrer o itinerário dramático (hoje trágico) da chamada ciência experimental. Rénan, ao biografar Cristo, é ele também um crucificado da superstição racionalista, suas ilusões e escravidões. À luz da RA, a figura de Renan ganha um sentido exemplar: evidencia-se o que foi nele um fatalismo e a negação da própria liberdade, ao preconizar a libertação pela razão das malhas da superstição. Numa coisa ele tinha razão: na luta contra a instituição eclesiástica, E deste falso dualismo, como de outros, se viveu até hoje: a dicotomia verdadeira não era, como nunca foi, entre Fé e Razão, mas entre Instituição e Ser Humano. Fé e Razão integram o ser humano: só a Instituição se lhe opõe. Seja eclesiástica ou política, a instituição é a sede do Poder. E só o Poder está contra o ser Humano. Só o Poder é o único Pecado contra o Espírito Santo. [ 19/7/1993 ]
REINCARNAÇÃO - Pode a RA anular-nos a ideia de carma, em que durante tantos anos alguns de nós apoiaram, como ponto de referência, a nossa efemeridade e relatividade. Mas não pode, por enquanto, retirar-nos a ideia de reincarnação, sem nos dar uma alternativa. De facto, só a reincarnação dá sentido a tudo, inclusive ao próprio estudo da RA. Estudar a RA as 48 horas do dia, afinal para quê? Que adianta à nossa salvação o tempo que com ela ocupamos? Porque não nos divertimos e gozamos enquanto é tempo? Porque não vamos por uma das muitas sereias hedonistas que nos aliciam na sociedade de consumo? Porque não seguimos afinal a rotina do «seja o que Deus quiser» e, pelo contrário, pomos um súbito voluntarismo no nosso destino? Afinal não é tudo igual ?... Só há uma resposta incisiva e decisiva: porque estamos, de facto, com o estudo da RA a ganhar a capacidade de poder voltar diferentes ao mundo incarnado, para verdadeiramente o transformar e ajudar os seres humanos a transformar-se. Porque estamos a tentar pertencer à família de espíritos que podem decidir a voltar ou não voltar à terra. É por isso que a ideia de reincarnação continua a ser necessária. A ideia de Pecado, inclusive, volta a ter um sentido preciso e precioso, à luz da RA. Perder tempo na nossa escalada para Deus é, assim, o maior dos pecados. O Pecado Mortal por excelência. De outro modo, porque teriam tantos místicos - barómetros de Deus - enfatizado tanto o Pecado? E porque teriam, tão acintosamente, os racionalistas, liberais e ateus, combatido os místicos? A Psicostasia, estudada na RA, torna clara a situação do pecado, se lhe quisermos chamar assim e não deixa para depois da morte física o acesso ao Céu: diz que o Céu é possível na Terra. Este é um dos grandes momentos da RA. As ideias de Reincarnação e Pecado, portanto, não podem ser afastadas, sem que uma alternativa nos seja apresentada no horizonte. Ler o texto de Olier, monge de Saint Sulpice e retirado do seu livro «Catéchisme chrétien pour la vie intérieure», é retomar o sentido profundo e autêntico da palavra «Pecado». Curioso é que o racionalista Ernesto Rénan o tenha citado em duas páginas das sua «Recordações da Infância a Juventude» ( Ed. Gleba, Lisboa, s/d, trad. de Flausino Torres). Decididamente, um espírito tem apenas que ser interessante, não importando a religião (ou fé) que professa ou deixa de professar. E Rénan é decididamente um espírito interessante, polarizador de outros, fazendo jus à máxima: «Les beaux esprits se rencontrent». Quem sabe se Rénan não é o Avatar de Etienne Guillé, bretão como ele e como ele de raízes célticas assumidas? [ 19/7/1993 ]
RESSONÂNCIA - O que acontece com a Terra, acontece com os filhos da Terra.
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S
SEKHMET - Deusa egípcia do fogo, mãe de Imhotep e mulher de Ptah. Era dotada de uma natureza tão feroz que foi encarregue dos assuntos das guerras e batalhas e, geralmente, era ratratada com cabeça de leoa rodeada por um disco solar e punhos humanos cerrados. O seu grito sequioso de sangue podia traduzir-se por «Quando mato homens, o meu coração rejubila.»
SENTIDOS - OS 12 ÓRGÃOS DOS SENTIDOS SEGUNDO A TRADIÇÃO OCULTA DO ANTIGO EGIPTO - Lutzelbourg ( Leste de França) - Um cego resolveu, há dois anos, recuperar sozinho uma velha casa familiar, situada em Lutzelbourg. Bernard Freund, de 42 anos, originário desta cidade, ficou cego em 1977, após uma doença da retina. Até aí, ele trabalhara na fábrica. perto de Thionville. Freund desenhou os planos da sua morada há vários anos, prevendo manter apenas a fachada da habitação e modificando toda a construção interior. «Agora, diz ele, tenho todos os planos na cabeça» e por isso se empenha nesta reconstrução de seis a sete horas por dia, para a terminar até 1984. Sei onde se encontra cada coisa, explica ele. Se alguém mudar uma ferramenta, eu ficaria completamente perdido. Quando o vê subir uma escada carregado de tijolos, ninguém irá imaginar que Bernard Freund é cego. Ele começou por cavar uma cave na casa e teve, para isso, que desaterrar perto de 400 toneladas de pedra e terra. Depois colocou um lagedo para o chão e construiu as paredes. Para que estas ficassem paralelas às da casa, Bernard Freund instalou um sistema de fios de prumo que partem do chão. Para construir uma parede direita, ele guia-se pelas vibrações do fio e para que o chão fique direito, ele reinventou, sem o saber, o nível sonoro que emite um ruido diferente quando o aparelho oscila de um lado para o outro. Sempre sózinho, Bernard Freund construiu uma escada em betão, da qual cortou toda a cofragem. Abateu paredes e construiu outras, fez soalhos. Em dada altura, recorreu a truques: para medir, utiliza latas pré-cortadas. Para encher o balde sem ele transbordar, põe o pé contra o recipiente para determinar exactamente onde se encontra. Para se orientar na construção, parte sempre da porta de entrada da casa. Bernard Freund possui uma grande dose de humor: «Tenho uma grande vantagem em relação aos outros, explica ele, não vejo as dificuladades. Por isso, não tenho medo. «Este humor, que denota uma grande força de carácter face à enfermidade, é o que a sua noiva prefere nele. E «é por ela, confia, que eu construo a casa». Este cego verificou que os amigos o evitavam desde que ficou doente, mas ele decidiu tomar a ofensiva criando para si uma divisa: «Vive a tua vida aceitando a tua inferioridade e tudo caminhará por si.» - [1982]
SIMULACRO - Simulacro é o que podemos observar quando estamos sob a vigilância de alguns deuses menores. Coisas que raramente nos acontecem, podem então acontecer-nos em cascata e com um certo ritmo. Os deuses menores actuam por simulacros, regra geral por simulacros de «coisas boas», que logo a seguir se desfazem... Simulacro por simulacro, há quem prefira as «coisas desagradáveis». Cobram um preço menos alto. A chamada «protecção» exige sempre algo em troca.
SINTOMAS - As nossas «doenças mentais cada vez mais frequentes» podem achar expressão em sintomas neuróticos. Estes sintomas são evidentes e extremamente perigosos. Mas guardemo-nos - diz o Dr. Fromm, «de definir a higiene mental como prevenção de sintomas». Os sintomas, como tais, não são nossos inimigos, mas nossos amigos: onde há sintomas, há conflito e conflito indica sempre que as forças da vida, que porfiam pela harmonização e pela felicidade, ainda lutam, parecem mais normais. Muitos daqueles que são normais, são-no porque se encontram bem adaptados ao nosso modo de existência, porque as suas vozes humanas foram reduzidas ao silêncio tão cedo em suas vidas, que nem lutam, ou sofrem, ou exibem sintomas como o neurótico».
São normais, não no que pode chamar-se o sentido absoluto da palavra; são normais somente em relação a uma sociedade profundamente anormal. - Aldous Huxley - [ Ver «MUTAÇÃO», «STRESS POSITIVO», ]
SOL - A actividade biológica dos animais e das plantas obedece ao ciclo de 24 horas da rotação da terra à volta do seu eixo. E ao longo do ano, também os ciclos sazonais são função do movimento da Terra em relação ao Sol. São partículas elementares que nos são enviadas pelo Sol que exercem uma influência considerável nos processos biológicos. Alexandre Tchiveski que, nos anos 20, formulou as primeiras ideias a este respeito, provou, por exemplo, que os «picos» das curvas da mortalidade ao longo dos séculos coincidiam com os pontos culminantes da actividade solar no espectro invisível, observados todos os 11-12 anos. O mesmo período caracteriza também a proliferação de certos insectos. Mas a Lua também exerce os seus efeitos sobre a Terra. Ela provoca mudanças importantes nos campos de gravidade que explicam as marés; os ciclos lunares estão também ligados a mudanças da tensão atmosférica, às precipitações e às variações do campo magnético. Mas também sobre os seres vivos essa influência se faz sentir.
SOLARES, ERUPÇÕES - Um miniobservatório astronómico funciona perto do instituto de cardiologia de Riga, capital da Letónia. Ele dará regularmente informações sobre as variações da irradiação cósmica natural e sobre o estado da ionosfera. Estes dados permitirão prognosticar as tempestades magnéticas e os outros fenómenos que acompanham as erupções solares e que provocam o agravamento das doenças cardíacas [ 27/11/1984]
SOLARES, MANCHAS - Coimbra, 7/11/1950 - O observatório astronómico da Universidade de Coimbra assinalou hoje grandes manchas na superfície do sol, admitindo estar-se no início de um período de actividade solar intensa. Um informador do observatório disse à ANOP que as manchas solares aparecem periodicamente com intervalos de aproximadamente onze anos, pelo que o fenómeno hoje registado era previsível. Aquela fonte informou ter observado dois núcleos gigantes de manchas solares complexas, muito divididas e com dimensões muito consideráveis. Interrogada sobre se este fenómeno implica interferências nas telecomunicações, disse que geralmente tal não se verifica mas que nas «condições agora registadas», isso poderá ser possível. O Observatório astronómico de Coimbra, único posto português de observação solar, não dispõe de meios capazes de medir com precisão o tamanho das manchas para avaliar o seu grau e consequências. (ANOP)
SOLIDÃO - O Imperador morre sozinho e abandonado. - O médico à cabeceira de Napoleão
SONS - Segundo a Física clássica, Vibração é o movimento de vai-vém das partículas dos corpos. O vocábulo «vibração» vem do latim «vibratio», «onis» e «oscilação» vem de «vibrare», «oscilar». Porque a matéria é inerte, a vibração das partículas de um corpo resulta sempre da acção de uma força, que as obriga, num movimento de vai-vém, a alterar e a retomar sucessivamente o seu estado de equilíbrio. Som é a sensação auditiva que nos causam os movimentos vibratórios das partículas da matéria. É um fenómeno subjectivo resultante de outro objectivo, a vibração das partículas dos corpos materiais. Só por si não existe. O que existe só por si é a vibração das partículas dos corpos meteriais. O som só surge quando essa vibração é apreendida pelo cérebro de um animal por intermédio do respectivo aparelho auditivo. Para que um som se produza é necessário que haja um corpo vibrátil e que as partículas desse corpo se ponham em vibração; que haja um meio propagador e que esse meio faça a propagação; e que haja um aparelho perceptor e que esse aparelho faça a percepção. Todos os corpos são vibráteis, embora uns mais do que outros. Fisicamente, todos os corpos são sonoros, visto que todos são susceptíveis de vibrar. O «grau de sonoridade» é que varia conforme o grau de vibratilidade do corpo. Fisicamente todas as substâncias são susceptíveis de propagar vibrações dos corpos sonoros. O aparelho perceptor é naturalmente o aparelho auditivo dos animais. Intensidade é a qualidade que faz que classifiquemos um som de mais forte ou mais fraco em relação a outros e resulta da força que provoca a vibração do corpo sonoro. Como da maior ou menos força resulta a maior ou menor amplitude, podemos dizer que a intensidade resulta da amplitude: que é a distância que percorre o corpo posto em movimento, do ponto de equilíbrio às extremidades da vibração. Altura ou tom é a qualidade que faz que classifiquemos um som de mais grave ou agudo e resulta da frequência de vibração na unidade de tempo, quanto maior é a frequência mais agudo é o som. Timbre é a qualidade que faz que classifiquemos de diferentes dois ou mais sons da mesma intensidade e da mesma altura. É pelo timbre que determinamos se um som é de guitarra, de viola, de piano, de sino, de voz, como é pelo timbre que distinguimos as vozes das pessoas, dos animais, etc. O timbre - diz-se - é a cor do som. Acústica é a parte da Física que estuda os fenómenos sonoros, isto é, a mecânica da produção, propagação e percepção dos sons. Os discípulos de Pitágoras eram obrigados, durante cinco anos, a só escutar sem nada dizer.
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T
TEMPO - Os paradoxos do tempo são dos que mais perplexidade provocam ao estudante de RA: a efemeridade do prazer, por exemplo, e a eternidade do sofrimento, pode ser um desses paradoxos. Na rotina da sociedade de consumo, em que o próprio tempo se tornou matéria, toda a gente anda a correr sem tempo para nada. A correr para parte nenhuma. E há toda uma indústria explorando, depois, os chamados «tempos livres». Mas saberá o ser humano, totalmente condicionado por um MAGA condensado, ocupar o tempo? Ou limita-se a consumi-lo? Saberá como ultrapassar os constantes paradoxos do tempo? Perante a Morte, por exemplo, o Aprendiz perguntará se ainda irá a tempo de ganhar o tempo que perdeu. E se poderá ainda aproveitar o tesouro da RA. Mas também pensa que poderia ter morrido sem nunca ter encontrado a RA. Chegou ela no momento (lugar e estado) em que deveria chegar? se, com a Nova Idade de Ouro, o ser humano tem uma oportunidade única de «ver» (o outro lado), os velhos seriam os primeiros a dever congratular-se, pois ainda conseguiram chegar a tempo. Mas os que viveram na zona escura dos 44 milhões de anos de Trevas? Mais do que um paradoxo, é uma injustiça do Tempo. Sim, porque o Tempo (o tempo medido pelos relógios) é injusto: há quem nunca tenha tempo (momento, lugar, estado) de ter o seu clarão de Damasco como S. Paulo. Porquê esta injustiça cósmica, este paradoxo? Questão cármica, rosnam os orientalistas. Mas a RA mostrou sérias desconfianças em relação ao Carma, palavra sem muito sentido, ao que parece, no léxico vibratório. A propósito de léxico vibratório, poderá a linguagem vibratória de base molecular ultrapassar mais esse dualismo, o do tempo? Se o processo iniciático consiste exactamente em ultrapassar dualismos - transmutando alquimicamente os opostos - haverá a esperança de, pela RA, o dualismo «temporal» ser também ultrapassado? Mas quanto tempo - o dos relógios... - irá demorar o processo iniciático de cada ser humano? Eis uma pergunta a que os textos de RA não parecem querer de todo dar resposta. Ou é a resposta evasiva que nada responde: «Cada ser humano tem um tempo próprio para o seu próprio processo». Mas não poderá cada um saber quanto tempo é esse? ( Sem resposta). Pelo seguro, há quem diga: vou investir na RA as 48 horas do dia e logo se vê. No entanto, poderá ver-se, quando o stress o vence, a olhar para uma imbecilidade que passa na televisão. Os «media» são, de facto, os «ladrões do tempo». E nunca o tempo teve um sinónimo tão óbvio: os media são, de facto e também, os «ladrões da nossa alma». Mas o «drama» de séries e novelas foi feito exactamente para nos queimar tempo, para nos queimar a alma. Podemos ser utilitários e perguntar-nos, perante os vários «ladrões da (nossa) alma»: que ganho eu (que ganha o meu processo de alquimia interior) com todo o consumo hedonista? Parece haver aqui uma resposta: o Prazer é, de facto, como sempre foi reconhecido por alguns mais argutos, incluindo Fausto, uma das formas que o Diabo veste para nos roubar o tempo, quer dizer, a Alma. Quer dizer: para nos perder. Tem sentido a queixa: tanto tempo perdido!... Só o tempo que consumirmos a criar a (consciência da) eternidade não será então tempo perdido? Desta pergunta, poderá o Aprendiz fazer um útil TPC. [ 19/7/1993 ]
TEORIA - O Mundo não se explica através de uma teoria. - François Jacob - [ Ver «EXISTENCIAL», «FACTO PURO» ]
A palavra tradição, em RA, significando o invariável, opõe-se ao que varia e que são as teorias científicas, as várias teorias que têm tentado explicar mentalmente a realidade última, deixando a realidade sempre de fora. Tradicional é o que nunca muda e está ligado à ciência do essencial, do fundamental, do paradigmático. A realidade que, sob a forma de energia, está para lá do tempo e do espaço. A RA, de facto, não é mais uma teoria. Não é teoria nem dá lugar a teorias. Tal como o Espírito, é. Permanece. Inviolável e invariável, não muda. A teoria científica funciona no plano mutável de causa-efeito: a tradição no plano da sincronicidade e da simultaneidade. A teoria científica funciona no plano da lógica aristotélica, binária, da lógica a dois tempos. A tradição funciona no espaço multidimensional da lógica simbólica.[ Ver TRADIÇÃO, TEORIA ]
TERRA - ORAÇÃO DO MENINO TRISTE - por Ortência Muradás Dapena - É uma pena, papai. É uma pena, mamãe. É uma pena que vocês se preocupem tanto comigo e nada com o meu mundo. Que adianta que me preparem para o futuro...um futuro que talvez nunca chegue. É uma pena.
Quando contas histórias da tua infância, não falas em televisão, motocas ou brinquedos electrónicos. Porém falas em subir em árvores, em passeios pelos bosques, em brincadeiras nos rios: falas em algo que se chama viver. Eu não tenho árvores para subir, nem bosques para passear, nem posso me atirar nos rios. As águas estão envenenadas, dizes. Mas, se estão envenenadas, é porque tu e todo o mundo atiram nelas o que não presta.
Lembras quando derrubaste aquele bosque? Os pássaros que moravam nele voavam e voltavam para as árvores caídas. Depois ficaram tristes, sem abrigo, sem alimento...E partiram...Não sei para onde, talvez para a morte. E tu não tiveste pena deles. Gostarias que alguém fizesse assim com a nossa casa, com o nosso alimento? Não, não gostarias. Tu gritarias, protestarias diante de tanta maldade...
Ah! papai, no dia em que não mais existir árvores, nem animais, nem pássaros, o homem morrerá de solidão. Foi um índio que disse isso. Mas quem se importa com o que um índio diz? Eles são selvagens...Não são civilizados como nós, não, papai?
E tu, mamãe, ficas tão orgulhosa, vendo teus lençóis tão brancos secando ao sol. Mas sabes que essa espuma, que deixa os lençóis tão brancos, está matando a vida dos rios? Ah! mamãe, tu sabes disso, mas parece que não te importas... Eu preciso de oxigénio que vem das árvores, da água que vem dos rios, eu preciso de vida. Sim, de vida. E onde encontrar vida, se tudo está morrendo à nossa volta!?... É uma pena que tudo esteja chegando ao fim. É uma pena...
TERRA - O barbarismo da nossa época é ainda mais estarrecedor pelo facto de tanta gente não ficar realmente estarrecida com ele. - Teilhard de Chardin
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U
ÚLCERAS - Especialistas soviéticos descobriram que a luz vermelha, com determinada extensão de onda, acelera a síntese de ácidos nucleicos, responsáveis pela informação hereditária e que se encontram em todos os seres vivos. Este incremento da actividade celular permite a cicatrização rápida das úlceras. Para alcançar tal efeito, basta uma lâmpada comum de cerca de cem vátios e um filtro de luz, que deixa passar apenas a luz vermelha de determinada onda. Com base nesta descoberta foi elaborado um método de terapia pela luz. Foi construído um aparelho simples e barato, constituído por uma lâmpada, um filtro e um condutor de luz. O aparelho utiliza-se em duas clínicas de Moscovo no tratamento de diferentes úlceras do aparelho digestivo: 93 em 500 doentes já se restabeleceram totalmente. A terapia pela luz dura, conforme a doença, de quatro a quinze sessões, cada uma de vários minutos. Esta operação indolor pode efectuar-se igualmente em serviço ambulatório. [ 23/8/1985 ]