1-7<cama-0> sexta-feira, 13 de Setembro de 2002 - mais um merge recuperado e pronto a editar em circuito fechado ou confidencial, apenas para diálogo com o grupo (guião) ou para um eventual grupo de estudos de radiestesia holística – usar o truque da cópia expurgadíssima
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<cama-1> = carta a maria adelina
PASSAR O TESTEMUNHO AO PORTO ONDE ESTÃO
OS GRANDES ATLETAS
Lisboa, 26/3/1997
Era bom que, no Porto, um grupo de 12 pessoas conseguisse fazer da Radiestesia Holística (RH ) e da Gnose Vibratória (GV) o que eu não consegui, como instrutor e promotor de 25 seminários e encontros de estudo, ao longo de 3 anos(1994-1997).
Em 7 anos de RH em Portugal, aliás, o balanço geral não é nada positivo, como a própria Patrice Kerviel o veio dizer, ainda não há um mês, no seminário do Hotel Penta, em Lisboa. E ela vem dar seminários a Lisboa desde, pelo menos, 1990.
Mas, pelos vistos, a maleita é do País e dos Portugueses, não havendo nada a fazer para inverter esta lusa tendência para a Asneira, em que hoje alegremente colaboram a maior parte, senão todas, das escolas e sistemas que se dizem «espirituais».
Hoje, de um modo geral, com algumas poucas e pequenas excepções, as técnicas ditas energéticas são um atraso de vida para as pessoas que se julgam estar a evoluir muito com umas quantas piruetas alegadamente mágico-místicas.
Ainda por cima, algumas técnicas são completamente incompatíveis com o método rigoroso da RH/GV. O que dá em resultado, muitos dos que estudam RH/GV, quererem adaptar este método aos pequeninos métodos das técnicas anteriormente aprendidas. Acabam por estragar os dois, o que é, em todo este panorama, a ocorrência que se me afigura mais triste e lamentável, para as pessoas e para o método. E que me leva a lamentar o (meu) tempo perdido a transmitir a mensagem de Etienne Guillé (EG).
Será que o Porto, mais uma vez, tem força, talento e vis para ser diferente, para ser a alternativa ao charco lisboeta?
É que a RH/GV, de facto, por aqui, não está sendo o que ela potencialmente merece e pode ser . E muito menos está sendo o que as pessoas deviam querer que ela fosse.
Em 25 seminários, afinal, não consegui, por exemplo, que as pessoas tomassem em mãos o seu próprio destino: mesmo os que estudaram RH, continuam a correr para o primeiro charlatão, terapeuta, técnico, médico, guru que lhe aparece, sempre que têm um problema de saúde.
O princípio da auto-suficiência - que é o princípio de ouro da RH/GV - falhou em toda a linha.
As pessoas, mesmo as mais fiéis e assíduas, ficaram-se pelo primeiro nível de evolução (o N8 ) que a RH/GV permite: e, na melhor das hipóteses, estacionaram no diagnóstico e na terapia ou em qualquer das aplicações secundárias da RH/GV, reduzindo a um pátio interior o caminho de conhecimento que é uma autoestrada de infinito para infinito, do macro para o macrocosmos.
As pessoas, mesmo as mais assíduas e fiéis, na melhor das hipóteses, interessaram-se pela prática (4 ou 5 foram mesmo até à etapa decisiva de contar o número de batimentos (N) do pêndulo) mas não vi ninguém (vi um ou dois) a ter curiosidade pela filosofia, pela Cosmogonia proposta, pela Magia implícita, pela Numerologia (aritmosofia implícita) , enfim, pelas ciências sagradas que espreitam pela janela da radiestesia, ou alguém que, mesmo com sacrifícios, mandasse vir um livro ou dois dos 4 livros de EG.
Quando se chega à RH/GV, ou seja, ao Espírito de cada um, ao ser que se é de cada um, ao divino que há em cada um, à demanda da eternidade e da pedra filosofal que deveria haver em cada um, as pessoas tornam-se de repente muito poupadas e tudo são lamentos, tudo são alibis (falta de tempo, falta de dinheiro, falta de oportunidade), tudo são choros e ranger de dentes, que infeliz que eu sou, que doente que eu estou, que azares na vida que eu tenho, etc...
Das fotocópias de livros que distribuí, bem arrependido estou. Contam-se pelos dedos de uma mão as questões de ordem técnica ou filosófica que (não) me foram postas: e nas questões (que não foram postas) é que reside talvez a maior decepção desta minha campanha.
Na melhor das hipóteses, as pessoas interessavam-se em detectar algumas supostas contradições na prática ou nos meus textos. Mas dos meus textos ( um esforço para pôr em português um pouco da RH/GV, já que um dos alibis mais invocados era que os livros de RH/GV estavam todos em francês...), nem vale a pena falar: acho que andei mesmo a escrever pró boneco, a prégar prós peixinhos.
Grupos de recherche, como a Patrice Kerviel insistentemente tem recomendado, nem um: o alibi é, de facto, forte, pois em Lisboa, em Portugal, falta sempre um local onde as pessoas possam reunir. O que é óptima desculpa para o individualismo/autismo estrutural do português.
Para esse autismo, concorrerem alegremente as técnicas manipulatórias da energia que, em concorrência desenfreada, continuam inundando este rectângulo e lavando cérebros, à conta da New Age e de outras maravilhas directamente importadas dos USA. Técnicas manipulatórias caracterizadas por vampirismo e parasitagem energéticas, que têm produzido um panorama de novas vagas de doentes, que já o estavam e que mais doentes ficaram, com as miraculosas curas energéticas.
Vá lá dizer-se isto e caem-nos em cima como abutres.
As chamadas élites pensantes do nosso esoterismo foram outra decepção : fiz várias investidas , à procura de um interlocutor válido para a RH/GV e as cartas ficaram todas sem resposta.
Uma das dominantes destes 3/5 anos de campanha minha pessoal, foi as cartas que escrevi nem sequer terem resposta.
Podem gabar-se de me terem, nesse sentido, comido por tolinho da Radiestesia, aqueles catedráticos a quem enviei papéis sobre EG e GV mas que nem sequer me telefonaram a dizer recebi:
Vim a saber depois que a maior parte desses esoteristas, senão todos, pertencia a distintas organizações secretas, pelo que a disciplina do clube os deveria impedir de dar trela a um ignorante franco-atirador como eu.
Abro uma excepção para Vítor Quelhas, que levou a sério as minhas tropelias de franco-atirador, para Reinaldo Baptista, que é o coração generoso de sempre e para Vítor Cunha, que consegue ser meu amigo mesmo quando não responde às minhas cartas. E, já agora, para Carlos Carvalho, que anda sempre no estrangeiro e tem, portanto, essa grande desculpa para não ter tempo de me ouvir falar-lhe de GV/RH...
Isto é falando de pessoas: porque quanto a sapos (mortos) e sapas, também os houve, em número de 3 + 3 (meia dúzia) mas que, por serem sapos, nem nome têm para mim. Paz à sua alma, que a minha bem tentaram (em vão) envenenar.
É na de franco-atirador, um bocado cansado de Portugal e dos portugueses, para não dizer do ser humano em geral, que me encontro relativamente à RH/GV.
Estou mesmo a ver que o espólio de 5.000 livros que reuni ao longo destes 5 anos - Projecto «Biblioteca de Alexandria 2000» - não vai sequer ter onde ficar, quando eu me for desta pra melhor.
Para que o espólio de ciências sagradas seja institucionalizado, é que tenho de manter o fogo do projecto «Alexandria 2000».
Pode ser que o Porto - onde o atletismo viceja e dá cartas aos mancos de Lisboa - queira tomar o testemunho e seguir o caminho iniciado pelo chamado Grupo de Estudos Herméticos de Paço de Arcos. Grupo que, esclareça-se, sou eu e mais os meus 4 adoráveis gatinhos. São eles, de facto, quem mais dialoga e que me têm ensinado as coisas mais lindas da Gnose Vibratória. Pode ser que o Porto venha a acolher esse projecto cósmico irreversível que é uma escola superior de ciências do espírito.
Mas outros aspectos me convencem do completo «flop» que foi a minha campanha de instrutor/monitor de RH e GV: por isso é urgente que surjam instrutores/monitores competentes, para eu me reformar .
Afinal, mesmo aos mais assíduos (5 ou 6 das duas centenas que passaram pelos seminários...) ainda não consegui fazer passar alguns pontos essenciais da mensagem RH/GV.
E o essencial são alguns alvos :
Na melhor das hipóteses, mesmo os mais assíduos, param no primeiro patamar ( o sistema solar, os metais, as cores), perdem de vista o último alvo - a Eternidade - , fazendo de um meio a última finalidade.
O meu trabalho como instrutor /monitor de RH/GV foi um fracasso, quando algumas das pessoas, mesmo as mais assíduas, continuam a advogar, por exemplo, que nem todos os seres humanos têm os mesmos dons, ou potencial energético, que estamos submetidos ao fatalismo do código genético, quando repeti mil vezes que EG descobriu o código vibratório ou código da Liberdade.
Mas o que pessoalmente mais me decepcionou nestes três anos de campanha, é a intransigência das pessoas em permanecer:
Mas pronto: cada um sabe de si e Deus sabe de todos.
Boa sorte a todos e boa viagem.
Lisboa, 26/3/1997
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6784 bytes <cama-2>carta a maria adelina
ÀS PESSOAS QUE OUVEM PELA PRIMEIRA VEZ FALAR DE RADIESTESIA HOLÍSTICA (RH) E DE GNOSE VIBRATÓRIA (GV)
Lisboa, 28/3/1997
Valerá a pena investir na RH/GV tempo , dinheiro, energia, trabalho , expectativa, esperança?
I
Sempre que se fala, pela 1ª vez, a um grupo de pessoas interessadas em Radiestesia e que tomam contacto com o método designado Gnose Vibratória (GV) , deverá fazer-se uma afirmação muito clara e peremptória: o método das duas mãos nada tem a ver com os métodos clássicos, largamente divulgados e de que há bastantes livros publicados no mercado.
Ensina a experiência de que a informação (e a prática) induzida por esses livros pode constituir mesmo um dos maiores obstáculos à entrada no método holístico da Radiestesia Holística (RH) e da Gnose Vibratória (GV) , ao método das 2 mãos.
Na tentativa de reduzir ao mínimo as decepções e desilusões dos que esperam da RH/GV o que a RH/GV não pode nem quer dar, o que normalmente se procura na radiestesia vulgar, indicam-se alguns pontos a considerar e a sublinhar, sempre que se fala, pela 1ª vez, a um grupo de pessoas interessadas em Radiestesia e que tomam contacto com o método designado Gnose Vibratória .
II
O único ponto comum entre a GV/RH e os outros métodos (empíricos e geotelúricos), é o pêndulo.
De resto, tudo é diferente, radicalmente diferente.
III
Relativamente às escolas místicas e religiões, em que o chamado esoterismo hoje abunda, a Gnose Vibratória também parece semelhante mas nada tem a ver com elas.
Difere num ponto essencial, na mística exactamente, ou antes, na destrinça radical entre via mística e via iniciática.
Todas as escolas existentes são da via mística, ex-tática e de olhos em alvo.
Na RH/GV não há olhos em alvo: há olho bem aberto às múltiplas ciladas cósmicas e humanas, que hoje se colocam a um trabalho espiritual, a um trabalho energético fidedigno e genuíno.
A GV/RH é um método iniciático, implicando à partida a base de mutação alquímica.
Alquimia, segundo parece, ninguém hoje dos místicos , terapeutas energéticos, etc advoga ou necessita.
A diferença radical reside, portanto, entre 2 paradigmas:
o que implica as chamadas desestruturações/reestruturações,
o que implica a transmutação alquímica a nível das 4 pirâmides vibratórias - 1 do corpo, 2 da alma e 1 do espírito,
o que implica a viagem pelo infinito das energias, entre macro e microcosmos,
o que implica a procura ou demanda do Graal da pedra filosofal.
Esta atitude ou paradigma iniciático da GV/RH vai exigir um empenhamento total e completo das pessoas consigo mesmas e não com nenhuma escola, sistema, mestre ou guru.
Por isso não se devem alimentar ilusões sobre a GV, seu alcance e objectivos.
III
Uma 1ª apresentação deve deixar bem claro que os objectivos visados pela RH/GV não são :
Todos estes objectivos têm energeticamente (ao nível profundo dos arquétipos e portanto das memórias mais decisivas) um efeito perverso e que a GV/RH rejeita : o efeito de engordar os egos das pessoas em vez de os desestruturar (ego profissional, emocional, intelectual, etc).
Se o objectivo da GV/RH é fazer subir o adepto na vertical , rejeitará, à partida , tudo o que contraria ou bloqueia este movimento.
Ensina a experiência de 25 seminários, em quase 3 anos, que a informação prévia, os pré-conceitos (de ordem religiosa, científica, técnica) já adquiridos podem ser o maior obstáculo a um verdadeiro progresso no trabalho com a RH e a uma verdadeira agilidade na RH/GV.
Mostra a experiência de 3 anos (1994-1997) e 25 seminários, que a radiestesia vulgar, (ao convencionar à partida os movimentos do pêndulo e ao exercer o controle mental sobre todo o processo ), atrasa quando não compromete totalmente o trabalho da radiestesia com as 2 mãos.
Mostra a experiência que as áreas de aparente afinidade ou semelhança com a RH/GV - astrologia, medicina, reiki, radiestesia vulgar, etc - são as que constituem o maior obstáculo à agilidade e fiabilidade dentro do método das 2 mãos.
IV
Partir de zero-conhecimentos para a grande aventura da GV/RH ( onde tudo se passa ao nível do mais profundo inconsciente colectivo, ou seja, ao nível do ADN) seria o melhor conselho a dar.
Mas partir de zero é o mais difícil de conseguir - já que exige uma humildade intelectual - humildade perante a infinita grandeza do universo - que nem todos estão dispostos a assumir.
O ego dos conhecimentos intelectuais, das paixões e emoções, desejos e apetites, fala sempre mais alto, acaba sempre por falar mais alto.
Nesse caso, o melhor conselho a dar às pessoas é mesmo : não perca tempo nem dinheiro nem energia com a RH/ GV.
Lisboa, 28/3/1997
+1920 BYTES <cama-3>carta a maria adelina
GNOSE VIBRATÓRIA E RADIESTESIA HOLÍSTICA
Seminários e encontros de estudo realizados por Afonso Cautela em Lisboa:
SEMINÁRIOS EM 1994 NA SPN
SEMINÁRIOS EM 1995 NA SPN
SEMINÁRIOS EM 1996 NA SPN
SEMINÁRIOS EM 1997
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carta a maria adelina <cama-4>