<tese -2-7> falta nesta sequência o file <tese-4>, que faliu na passagem. -Nova Naturologia - Apontamentos para redacção final do prefácio -

<tese-2>

IDEIAS PARA

UM CURSO SUPERIOR DE NATUROLOGIA

<tese-3>

A SIMPLICIDADE DA AUTOTERAPIA

27/2/1999 - No reino do marketing e do consumismo, há uma afirmação de princípio que se tornou tabu e perfeitamente subversiva, tal qual como na velha medicina. É o princípio da simplicidade.

Simplificar em vez de complicar e explicar em vez de complicar, eis a dupla maldita, quer para o consumismo médico farmacêutico, quer para o consumismo naturoterapêutico, que vivem ambos de complicar.

Tal como têm afirmado os verdadeiros mestres , a vida é simples na sua complexidade e a saúde também.

Talvez mesmo a principal doença de que sofremos seja a neurose da complicação ou a mania de tudo complicar, já esquecidos de que a complicação só interessa ao negócio dos que dele extraem os lucros.

Desde os colégios de sacerdotes (das grandes e pequenas religiões) que assim tem sido: a complicação ou complicabilidade é a condição sine qua non do poder e da manutenção do poder.

No caso, do poder médico. E, no outro caso, o poder naturoterapêutico, que começa agora a levantar a crista.

Uma tese em defesa da nova medicina holística e ecológica tem que enfrentar este nó górdio e desatá-lo.

É preciso dizer às pessoas que a saúde é gratuita, que só a doença é cada vez mais cara e que, portanto, o princípio da simplicidade deve prevalecer.

Com o sistema que existe, todos, pobres, ricos, remediados, vamos pagar os custos da complicabilidade. Até à total rutura ou bancarrota do sistema. Que ainda por cima é um espectáculo de horror e terror como qualquer lugar de atendimento médico hospitalar o pode comprovar.

AUTOCRÍTICA DAS MEDICINAS ALTERNATIVAS

Uma tese em defesa das medicinas alternativas deverá começar, exactamente, por uma crítica, por uma autocrítica dessas medicinas e por uma revisão analítica dos seus fundamentos e da sua prática.

Não admitir procedimentos fraudulentos por parte das técnicas naturológicas, é a sua melhor defesa.

Ainda que a tradição naturológica tenha em Portugal bons e remotos antecedentes, nem sempre, na prática, se tem dado sequência e continuidade a essa linha de qualidade.

Se as medicinas naturológicas e artes de curar são a medicina do futuro, há que exigir delas o rigor que lhes é próprio e que por natureza lhes pertence.

Perante um quadro tão vasto de terapias (ver lista da OMS), há também que temperar os ânimos e realizar a necessária triagem, hierarquizando os vários sistemas de cura, de acordo com o seu índice de fiabilidade, de autenticidade e, principalmente, de eficácia.

Nem todas as terapias valem o mesmo. É preciso dizê-lo e prová-lo, em defesa da vanguarda naturológica .

Cada uma tem um lugar próprio nessa hierarquia de valores , do qual não pode nem deve exorbitar.

O que hoje se verifica, com uma suposta e alegada «nova era» , importada dos EUA, é a total confusão de valores e de méritos. Em defesa da Naturologia, há que dar o seu a seu dono.

A mézinha da bisavó pode ter um papel na acção terapêutica global mas não deve nem pode colocar-se ao lado de uma intervenção de acupunctura.

Há valores de antiguidade, inclusive, a respeitar.

E uma novidade, só porque é novidade, não tem que ser melhor do que uma prática consagrada por séculos ou milénios de experiência.

E vice-versa.

Uma técnica, só porque é antiga, não tem que ser abandonada e preterida. Antes pelo contrário. Há que averiguar do seu contexto, do seu enquadramento num sistema mais vasto de valores e numa lógica que pode não ser a lógica da medicina dominante ou sequer de uma das medicinas alternativas.

Por isso, o fundamento epistemológico da medicina tem que mudar.

O iluminismo positivista - tudo o que é novo é necessariamente bom e melhor - tem que mudar.

O critério de novidade - colhido da sociedade de consumo - aplica-se à moda e às engrenagens do consumo e do marketing.

Em ciências humanas e muito em especial em ciências biológicas, esse critério mostra-se de uma sinistra falsidade.

No entanto, a ciência médica tem usado e abusado, com os desastrosos resultados que se conhecem.

A medicina não é, embora pretenda ser segundo os seus luminares, como os automóveis (aos quais já vi ilustres clínicos compará-la) em que o melhor é sempre o do último modelo.

O melhor em medicina, pode vir de uma tradição com milénios de experiência .

É este o critério do novo paradigma, da nova epistemologia e da nova medicina. Ele põe termo a uma beatismo metafísico e a um dogmatismo grotesco em que a actual medicina se compraz.

Na sequência da ideologia catastrofista deste século que está a findar, a medicina pôs a circular a crença de que a tecnologia e só a tecnologia tudo resolve.

Só que, em ciências humanas (porque o ser humano não é uma máquina) e em ciências biológicas (porque a célula viva não é comandada pelo princípio da entropia mas, ao contrário, pelo princípio da neguentropia) essa crença na tecnologia pesada é erro crucial e dá origem ao panorama de catástrofe que é hoje o do chamado progresso médico.

Veja-se por exemplo, o sistema hospitalar, com seus dramas e tragédias: é, no fundo, uma questão da mentalidade que tem vigorado e que continua despoticamente a querer vigorar, embora tenha os dias mais do que contados.

Se o progresso médico é, por exemplo, a tecnologia das transplantações, é evidente que não há progresso nenhum, à luz do mais elementar princípio de qualidade biológica.

O que hoje há, com carácter endémico, é a decadência biológica, decadência da qual as tecnologias pesadas são a outra face da moeda.

Tecnologias apropriadas de saúde , como o filósofo Ivan Illich propôs, técnicas soft de saúde - principalmente técnicas económicas - essas, sim, que são matéria de progresso da nova medicina, a que, na linha norte-americana de René Dubos e James S. Gordon (Manifesto da Nova Medicina, Editora Campus, Rio de Janeiro, 1998) se tem chamado, com alguma propriedade , Biomedicina.

Face aos números astronómicos que de ano para ano representam os chamados gastos com a saúde (e que são apenas os gastos com a doença e principalmente com um sistema estruturalmente doente), o argumento do dinheiro não será o mais importante para justificar a viragem, mas para o sistema, que se diz em bancarrota, deverá ser o principal argumento a considerar.

OS MITOS DO NATURAL E DO BIOLÓGICO

Há que fazer algumas críticas , também, a certas nomenclaturas , de que hoje se abusa, em nome de determinada mitologia

O prefixo bio, tal como André Breton dizia da literatura, mène a tout.

A mitologia do natural e do 100% natural serve hoje para impingir algumas inocuidades terapêuticas .

O mercado das coisas naturais expande-se e a filosofia de mercado estende-se também ao biológico.

A mentalidade consumista e merceeira tem, de facto, uma tendência para acanalhar e avacalhar tudo o que toca, como o Midas da fábula.

Também aí há que usar de exigência crítica e não ceder à pressão dos lobbies, que os há e cada vez mais fortes e mais ferozes na área holística como os há na área farmacêutica e médica.

Um tese em defesa da nova medicina biológica (como lhe chama o português Adriano de Oliveira) tem que ser também exigente nesse aspecto de marketing. Doa a quem doer.

+

<tese-5>

DEFENDER TESE DE NATUROLOGIA

Os livros conhecidos (e aprovados) de Naturologia, mesmo os que se consideram mais avançados, terminam geralmente onde deveriam começar.

Ou seja, a nova Naturologia (que implica a nova epistemologia do novo paradigma cómico) está ausente da maior parte dos manuais usados nas escolas superiores de Naturologia já existentes.

O objectivo do meu trabalho é reunir a mais recente e actual informação sobre os fundamentos da nova Naturologia , da nova Noologia, da nova Epistemologia e, portanto, sobre os fundamentos da nova medicina que estará no terreno muito em breve mas que precisa de ser implantada.

O meu contributo ao apresentar uma tese sobre Naturologia e Noologia como as ciências do terceiro milénio é abrir caminho aos que estudam Naturologia e dar-lhes argumentos científicos cada vez mais sólidos para combaterem eficazmente os inimigos da Naturologia.

É perante um júri de professores de várias especialidades que eu tenciono defender a(s) minha(s) tese(s) sobre Naturologia, que é a especialidade de não ter especialidades ...

+

<tese-6>

MANIFESTO CONTRA A CIÊNCIA ORDINÁRIA EM GERAL E AS CIÊNCIAS DA VIDA EM PARTICULAR  (CONTINUAÇÃO) -HISTÓRIA DAS IDEIAS NATUROLÓGICAS

1/3/1999 - A ideia (mais pré-conceito do que ideia) de que a ciência é como os automóveis e de que o último modelo é sempre o melhor, destronando e mandando para a sucata os anteriores, não tem ponta por onde se lhe pegue.

No entanto, é a ideia (o pré-conceito) que preside à ilustre ciência médica (e anexos) que todos os dias deita fora descobertas do dia anterior.

Compete à naturologia introduzir um pouco de bom senso, de lógica, de economia nesta paranóia, que, além do mais, é um desperdício ecologicamente condenável como todos os desperdícios.

Compete à Naturologia não ter medo dos papões, visitando os bons exemplos do passado, reencontrando e revalorizando autores, livros, correntes e ideias que, postas de lado pelo progressismo linear, bacoco e beato da ciência médica, tenham dado algum contributo interessante ou importante para o verdadeiro progresso humano que nunca se identificou e cada vez menos se identifica com as modas, com os novos modelos de automóveis, com as novas aquisições laboratoriais de uma ciência esquizofrénica, autista e completamente alheada do ambiente, de tudo e de todos.

À luz da Naturologia e do novo paradigma cósmico que a exige, há que refazer a história das ideias, reabilitando autores, livros, correntes, teses, conceitos que ficaram relegados e renegados pelas vagas de sucessivos modernismos e modismos em que a ciência ordinária se compraz.

No fundo, com as modas e os modernismos, trata-se pura e simplesmente de fazer com que a máquina infernal do consumo e do consumismo continue a girar a uma velocidade perfeitamente psicótica.

Na pequena biblioteca do Grupo de Estudos Herméticos, guardam-se alguns títulos que podem contribuir para o acervo necessário à história das ideias naturológicas. E diga-se que já não são muitos títulos.

Porque os fundamentos do novo paradigma terão que ver também com essa economia selectiva de informação, como diremos a seguir, a propósito da Internet.

BASTA DE ABUSOS

A ciência tem que tomar, definitivamente, juízo.

Não adianta esconder-se atrás da famosa neutralidade, não adianta usar da sofística que sistematicamente utiliza para se auto-ilibar de culpas e responsabilidades, não adianta vir argumentar, pela milésia vez, de que nada tem a ver com a crise ecológica, com o tecnoterror, com o sindroma sísmico nuclear, com o buraco na camada de ozono, com o derretimento dos gelos polares e as sucessivas catástrofes ambientais que se abatem sobre o Planeta Terra.

Não serve de nada à ciência ordinária apresentar desculpas de mau pagador, dizer que a culpa é sempre dos políticos, dos técnicos, dos economistas, dos financeiros, dos industriais, do governo, do Estado, do capitalismo, do socialismo, porque, de facto, a culpa é desses todos mas é também e principalmente da santa instância dita científica a quem esses todos recorrem e vão sempre pedir justificação e argumentos para as suas atrocidades.

O que ciência e cientistas têm que ter bem presente é que, tarde ou cedo, um tribunal de Nuremberga os há-de julgar por crimes contra a Humanidade.

Neste contexto, a chamada ciência médica não é excepção à regra. Nem melhor nem pior do que as outras (ciências) que contribuíram para o moderno holocausto, a ciência médica apenas tem refinado (n) a sua natureza psicótica e criminogénica, talvez porque trata directamente com o coração da vida e com o coração do universo - a célula.

A bem ou a mal, a ciência médica terá de aprender que, com a célula, é preciso ter cuidado e que não é com métodos cruentos e bombásticos (do diagnóstico à terapia), não é com pesquisa laboratorial em ratos e cobaias, não é com métodos de análise hediondos, não é com modas todos os dias fora de moda (porque o consumismo exige), não é com violência atrás de violência (sobre a célula), virulência atrás de virulência, vacina atrás de vacina, antibiótico atrás de antibiótico, corticoide atrás de corticoide, que se estuda a vida, que se compreende a vida, que se respeita a vida.

Como não é, obviamente, a vida que vai morrer, quem terá de morrer é a ciência médica tal e qual tem vindo a ser institucionalizada, como um dos poderes mais despóticos, abjectos e horrendos da era moderna.

Não pensem que podem com uma bioética arranjada à pressa, fazer esquecer uma história de calamidades, horrores e terrores.

UM BALANÇO DAS CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Acusada, no tribunal das consciências, pelas atrocidades do terror e do tecno-terror contemporâneo, a ciência ordinária passa à contra-ofensiva e finge que faz autocrítica. É a face mais odiosa de um já suficiente odioso.

A epistemologia foi um dos estratagemas inventados para fingir que faz autocrítica e é, como tal, uma das mais solenes mistificações a que assistimos.

O facto, já assinalado por mim, em outra página desta tese, de haver, numa vasta bibliografia de epistemologia, um único livro onde as ciências biológicas são abordadas, é só por si suficientemente elucidativo do sofisma que a epistemologia se reduz.

Para lá de umas punhetas bem batidas ao Karl Popper, ao Bachelard e a outras inócuas figuras, que nada aquentam nem arrefentam ao destino de nós todos e ao destino da Naturologia, a ditadura da chamada ciência continua intocável e as alternativas (que já existem) são escamoteadas.

É preciso dizer aos epistemólogos que existe uma epistemologia de rutura (pós moderna?) e que só essa interessa no balanço e processo das ciências biológicas a que a Naturologia terá que proceder.

O AUTISMO DOGMÁTICO DA INTERNET

1/3/1999 - A ciência esconde-se, hoje, principalmente, atrás de um fenómeno tecnológico multiusos, a que, simplificando, podemos chamar «sindroma da Internet».

A crença religiosa hoje em expansão é que está lá toda a informação. E é esse dilúvio de informação, a que melhor se chamaria contra-informação, que acaba por bloquear todo e qualquer movimento de ideias, mesmo que fossem favoráveis ao sistema, já que ideias críticas é evidente que estão completamente ausentes do sistema engendrado pelo sistema e que fundamentalmente serve o sistema de abjecção.

Este vazio serve à ciência em geral e médica em particular para prosseguir, mais alguns anos, o seu autismo dogmático (para empregar uma metáfora psiquiátrica) , a sua ditadura (para empregar uma metáfora política-ideológica).

A estratégia da Naturologia deverá ser, portanto, a de denunciar essa nova sofística a que se chama ciência, discutir criticamente essa dogmática e reduzir o mito ou sindroma da Internet às suas dimensões de pequeno chafurdo de várias pornografias, incluindo a da ciência.

Instrumento de consulta, apenas, tal como uma enciclopédia ou um dicionário, deverá ser usada, em naturologia, tal como é usado um dicionário: eventualmente e para tirar dúvidas de pormenor.

A gama de informações da Internet justifica, não uma rendição total ao caos do actual reino do virtual mas uma exigência cada vez mais exigente de crítica, escolha e selecção de informações.

É nesse sentido - selectivar a informação disponível - que realizamos este trabalho, que apresentamos esta tese.

Se a ditadura da ciência médica se serve (usa e abusa) da ditadura Internet, a resposta da Naturologia e da medicina naturológica deverá ser muito simplesmente: selectivar e escolher para optar.

O SILÊNCIO IATROGÉNICO

1/3/1999 - Sistematicamente silenciada por cientistas e seus acólitos, a iatrogenia irá ser, tarde ou cedo, matéria do processo que o utente deverá colocar à instância médica e científica.

Em 1953, Indíveri Colucci, no livro «A Cura da Sífilis» (Lisboa, 1953, Editorial Natura) denunciou o crime do mercúrio, arsénico e bismuto utilizados pela medicina no tratamento da sífilis.

Mais uma vez, foi pioneiro e caso único no panorama das ideias naturológicas em Portugal.

O livro tem prefácio de José Castro e não foi ainda devidamente valorizado na sua importância histórica.

A história das ideias naturológicas deverá incluí-lo em lugar de destaque, se quisermos que a Naturologia ocupe o lugar a que tem direito.

Os naturólogos deverão, no mínimo, ter hoje metade da coragem que teve Colucci ao enfrentar o despotismo médico. Despotismo que, evidentemente, tem silenciado todos os escândalos de que a medicina tem vivido (matando) este século XX.

Reduzir ao silêncio o episódio da sífilis e seu tratamento químico, é demasiado fácil, abusivamente fácil. Há processos que têm de ser reabertos. Urgentemente. Nem que seja para encetar uma história das omissões na história das ideias naturológicas.

O QUADRO (OBSCENO) DAS ITES

O discurso médico sobre infecções ilustra como se pode com meias verdades esconder mentiras inteiras.

Como se pode ver no livro de um dr. António Carvalho ( Sífilis de Pais, Sífilis de Filhos-Editora Fernandes, Lisboa, 1934), o que se diz sobre a evolução de uma infecção sifilítica será verdade (admitamos) no que se refere à responsabilidade do agente patogénico.

Mas é apenas metade da verdade , porque a outra metade é o terreno orgânico e dele nunca o discurso médico sobre infecções (sifilíticas e outras) se ocupa.

A Naturologia deverá alargar esta imunologia restrita e restritiva em que a ciência médica continua a basear-se.

O discurso do livro citado é de 1933 mas, 66 anos volvidos, o discurso continua a ser substancialmente o mesmo, apenas mais sofisticado na nomenclatura. Como se sabe, aquilo que a ciência médica considera um grande progresso é aumentar inflacionariamente o vocabulário técnico.

Falando em infecção sifilítica, estamos a falar do célebre quadro de ites a que a ciência médica rende culto.

A complicabilidade de que vive o negócio médico-farmacêutico nasce e alimenta-se dessas ites.

Logo a partir do 1º ano de idade (Ver o chamado Boletim Oficial de Saúde, conhecido nos centros de saúde como boletim das vacinações).

Logo no princípio as ites começam a ser religiosamente cultivadas.

A Patologia que se ensinar em Naturologia deverá ser, obviamente e totalmente, revista à luz dos dados naturológicos e ecológicos.

ECOLOGIA DO CANCRO - POLUIÇÕES MAGNÉTICAS & ELECTROMAGNÉTICAS

A explicação ambiental do cancro não esgota a etiologia desta doença mas é, apesar de tudo, a linha avançada da investigação sobre a doença e que aponta para a lógica ortomolecular , à luz da qual toda a patologia terá que ser revista.

Aliás, à medida que os poluentes (químicos e electromagnéticos) aumentam em flecha (tudo neste sistema aumenta, logaritmicamente, menos a inteligência...) a própria leitura ecológica do cancro (e de todas as doenças) terá que ser constantemente revista.

Já de si complicado, o problema da profilaxia e terapia do cancro complica-se ainda mais.

Segundo a linha mais avançada da investigação vibratória, o factor determinante deverá ser procurado no ambiente electromagnético e nas poluições magnéticas (tanto como as químicas) que alteram a circulação ortomolecular.

Se, como dizem alguns autores, o cérebro emite ininterruptamente ondas electromagnéticas, estamos perante um tema crucial da Naturologia e da Noologia médicas.

Se é poluição magnética e electromagnética que principalmente afecta o cérebro e se a poluição magnética hoje mais próxima do cérebro são as baixas e baixíssimas frequências vibratórias dos telemóveis, poderemos ter uma primeira amostra do que significa a avassaladora invasão desses emissores/receptores junto ao cérebro.

As poluições electromagnéticas à distância (ecrãs de televisão, ecrãs de computador) passam a segundo plano, apesar da gravidade que também representam para a saúde pública .

A ciência oficial nunca irá indagar mais este «dossiê maldito» de ecologia humana, mais este episódio do actual condicionamento ambiental dos corpos e (no caso dos telemóveis) dos cérebros.

No mínimo, as entidades que tanto falam de saúde, que tanto dizem preocupar-se com a nossa saúde , deveriam estudar o problema, em vez de meter a cabeça debaixa da areia, como sempre fazem quando se trata de averiguar de mais um factor nefasto à chamada saúde pública mas que pode afectar um dos intocáveis do grande negócio, seja Belmiro, seja a Telecel ou seja a Portugal Telecom. Saúde pública de que existe, segundo nos dizem, um Instituto Ricardo Jorge...

Os autodidactas e franco-atiradores estão definitivamente fartos de assumir, à borla, o trabalho que as altas instituições (pagas pelos impostos dos 50% dos que em Portugal pagam impostos) , incluídas as altas instituições com o nome de saúde publica) não assumem nem querem assumir.

+

<tese-7>

RECICLAGEM DOS PROFESSORES

2/3/1999 - E não se peça unicamente aos alunos de Naturologia para realizarem esse trabalho e esse esforço de síntese holística, cada um por si, sem que o sistema ajude, antes pelo contrário.

A reciclagem de professores (no caso, os professores de Patologia) deverá começar já e para isso tenho estado a contribuir com este diário de bordo, embora com a nítida e clara sensação de estar a falar pró boneco.

Ao solicitar um júri multidisciplinar para discutir esta tese, estou ainda a convidar os mais afoitos a que façam essa reciclagem.

Coloca-se aqui, mais uma vez, a questão central de um curso superior de saúde, nomeadamente este curso de saúde holística ou naturologia:

Deste nó górdio - que estrangula o futuro da Naturologia e as escolas que a pretendam leccionar - resultam duas situações anómalas para não dizer absurdas:

Esta minha tese tem, como principal objectivo, dar uma ajuda a que aquele anacronismo desapareça. Ao exigir um júri multidisciplinar, estou apenas a forçar a necessidade fundamental de os professores, alguns em particular e todos em geral, fazerem também um esforço para se aproximarem do novo espírito e do novo paradigma da Nova Naturologia.

É o que incluo sob a designação de Estudos Avançados de Naturologia e cujo quadro de matérias proposto vai incluído em anexo.

FLEXIBILIZAÇÃO

3/3/1999 - Flexibilização é a palavra-chave para que o sistema de ensino possa (mesmo que não queira) evoluir.

Se para o sistema oficial de ensino já é insuficiente o actual regime de avaliações e de acesso aos graus da hierarquia académica, essa falta sente-se com maior acuidade no ensino da Naturologia, onde as várias ruturas com o «antigamente» terão de ser feitas.

Inserir novas matérias no sistema de ensino, já é difícil. Mais difícil ainda se essas matérias contradizem, de algum modo, as já existentes e instaladas. Mas inserir, além disso, um novo espírito, é ainda mais difícil e mesmo utópico. Ainda que seja cosmicamente inevitável, estrebuchem eles o que estrebucharem.

A actual universidade tentou algumas aberturas para se permitir uma certa evolução e para que se não dissesse que não tinha acompanhado o progresso...

Entre essas aberturas, conta-se a inserção de cadeiras com carácter opcional.

Isso exige, além do mais, flexibilidade de horários e que as escolas não se confinem à rigidez imutável dos regulamentos.

A flexibilização é palavra-chave no ensino superior em geral e no ensino superior da Naturologia em particular.

A Naturologia deverá começar por ser exigente e autocrítica para consigo mesma.

No caso dos pioneiros e dos antecedentes, há que enfrentar o problema do discurso que por eles foi elaborado.

É evidente que os pioneiros da medicina neo-hipocrática, essencialmente práticos, foram heróis pelo que fizeram e não pelo que deixaram escrito. Mas, por isso mesmo e por respeito ao seu papel na história das ideias naturológicas, a crítica deverá começar pela crítica ao discurso, por vezes naif, que eles deixaram.

Desde que, com exigência igual, se analise e critique o discurso médico da alopatia vigente.

No caso português, por exemplo, se é possível e necessário valorizar livros de autores como

há que fazer uma releitura crítica dessas obras, à luz das informações que, entretanto, foram avançadas por autores da linha naturológica ou pelos chamados autores de transição , ou filósofos e autores da ponte entre o velho e o próximo paradigma.