<preserv><diario91><hetero> Memórias de um seropositivo - Para completar Michio-Martha
MEIN KAMPF 8/12/1991
AMBIENTOPATOLOGIA # BEHAVIOR
OS NEOLOGISMOS NECESSÁRIOS
Se todo o efeito tem uma causa, doença não cai do Céu
Arcos, 8/12/1991 - Vendam os preservativos que quiserem, comprem as consciências que quiserem, contratem as juventudes socialistas e as escolas de farmácia para distribuir preservativos que quiserem, mas deixem-me também vender o meu peixe, que é de bom latex e não há nada a opor, quanto a macieza do toque.
Aos monomaníacos militantes da SIDA, aos religiosamente crentes na medicina toda poderosa e para eu acreditar no seu (deles) omnipotente vírus, inventado (ou fabricado) em laboratórios bioquímicos adrede preparados, aos bagageiros da sida, eu exigia, para acreditar neles, na sua boa fé e na sua boa vontade de ajudar o Zé Povinho a defender-se do Maligno, que pusessem em prática, já, sem delongas, sem desculpas, sem truques, sem sofismas, sem sofística, sem manobras aleatórias e dilatórias, algumas medidas práticas, concretas e imediatas que são condição sine qua non da Saúde Pública:
- Inquéritos epidemiológicos onde quer que haja a mínima suspeita de contaminações perigosas por metais pesados ou outras
- Distribuição às autarquias e juventudes socialistas e escolas de farmácia - não de preservativos mas de aparelhos Geiger de medição de radiações ionizantes no ambiente, conformando ou desmentindo suspeitas de excesso de radiações em habitações, locais de trabalho, serviços públicos, etc.
- Instalação de unidades de diagnóstico de intoxicação por metais pesados - totalmente inexistente neste país onde tanto se canta o fado da sida - análise dos cabelos e por electropunctura
- A consagração definitiva da Homeopatia, Oligoterapia e Acupunctura como as únicas medicinas capazes de operar eficazmente em casos de patologia toxicológica, desde a chamada toxicodependência até à toxicodependência iatrogénica (medicamentosa) e por metais pesados, pois só essas medicinas - especialmente Homeopatia e Oligoterapia - podem actuar por antagonismo e oposição a todos os tóxicos, expulsando-os do organismo onde se encontrem alojados
- Como medida profiláctica de largo alcance, encerrar numa casa de correcção a direcção da Ordem dos Médicos e anexos, bem como todos os que falam em nome da saúde quando apenas defendem, usando preservativo, os interesses dos laboratórios internacionais da química farmacêutica
- Institucionalizar o exame médico obrigatório, independente e isento - sem análises radiográficas, de preferência - do trabalhador quando entra numa empresa, de forma a que o mesmo possa provar, anos mais tarde, se as doenças que entretanto contraiu foram adquiridas em local de trabalho ou não
- Consagrar e institucionalizar a cobertura dos medicamentos naturais pela Segurança Social e abrir, conforme o artigo 64 da Constituição estipula, às alternativas terapêuticas os direitos de saúde do utente
- Acabar com a mentira de que a prevenção é a vacina, e instituir a verdadeira prevenção que é a profilaxia ambiental, a higiene pública e individual, a educação comportamental, etc
- Abrir publica e nacionalmente o dossiê das doenças profissionais, sem escamotear o cancro a que os próprios especialistas já chamam cancro ocupacional e outras doenças de carácter degenerativo e génese claramente toxicológica
- Obrigar, por lei, as empresas a divulgar publicamente e sem esperar que ninguém o peça, em vez de o negar e sonegar mesmo quando são instadas, os pormenores do respectivo processo produtivo, para que seja público e transparente os poluentes químicos com que toda a população tem que se confrontar, queira ou não queira
- De caminho, meter num jardim de infância as associações de consumidores e tribunais arbitrais, que com a ajuda da CEE e outras que tais, vieram exactamente para tornar omissos os grandes e fundamentais problemas do Consumidor que são os da chamada Saúde Pública -- que por sinal até é uma coisa que, apesar da escola Superior e do Instituto Ricardo Jorge, nem sequer existe, pois o que existe e existe sempre é a saúde individual, altamente condicionada, isso sim, por condições públicas ou de ordem colectiva. A higiene é que devia ser pública para uma saúde individual, pois nenhuma higiene individual consegue neutralizar a doença pública que é esta sociedade, fora os poluentes
- Indagar, sob todas as formas e até às últimas consequências, a correlação de causa e efeito que eventualmente deve existir entre o uso do plasma em meio hospitalar, para fins terapêuticos, e o surto posterior de paralisia dos membros inferiores. Seria, entretanto, útil saber porque nunca se viu tanta gente usando muletas. E nem sequer é porque as casas de produtos ortopédicos tenham interesses na indústria ou no comércio dos fornecedores de plasma em especial e de medicamentos «paralisantes» em geral
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