1-3<87-01-03><mein kampf – 1987> <nc-0> notícias da clandestinidade

GULAG 3/1/1987

QUE FALTARÁ AINDA INSTRUMENTALIZAR?

<nc-4> = notícias do cancro <diario>

Lisboa, 3/1/1987 - A característica dominante dos partidos é utilizarem em proveito próprio e das suas estratégias de poder mais ou menos ligadas a blocos imperialistas e a variados internacionalismos ou seitas multinacionais, tudo quanto mexe e de qualquer modo pode suscitar os sentimentos fraternos ou humanitários das populações. Os fins transformam-se em meios e os meios transformam-se em fins - o que significa maquiavelismo.

Quando se usam pessoas, sentimentos, causas ou ideais, está a instrumentalizar-se tudo o que é nobre, livre, bom, ou humano, tornou-se prática corrente dos partidos ao serviço de blocos hegemónicos. Eles são os primeiros a destruir os valores em que dizem acreditar.

De facto, que faltará ainda instrumentalizar? A voracidade dos partidos, no entanto, vai para os movimentos sociais que se possam esboçar em defesa das várias classes, condições, situações vividas e sofridas pelo cidadão:

No singular, instrumentaliza-se:

No plural, instrumentalizam-se:

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REGRESSOS & SILÊNCIOS

A rapidez com que os medicamentos são testados e o número vertiginoso de especialidades farmacêuticas que todos os dias entra no mercado, torna óbvia esta necessidade: os medicamentos são testados na sua aplicação pelo médico ao doente. Como se chama esta situação? Como deve ser julgada etica e juridicamente? O poder médico justifica tudo? Será o «cobainato» mais lícito do que o Aborto e a Eutanásia? As experiências conhecidas praticadas em condenados à morte ou em presidiários condenados a prisão perpétua confirmam que a prática da «cobaias» não é uma ficção nem uma excepção. A própria essência da ciência experimental autoriza e fomenta essa prática. se se trata de ciências humanas, é lógico que a experimentação se faça em seres humanos. Experiência laboratorial com medicamentos receitados a doentes é ou não é praticada e é ou não reconhecida oficialmente? Há casos em que o médico já tem perguntado aos familiares do doente ou ao próprio se autorizam a experiência.

O código <NOTÍCIAS DA CLANDESTINIDADE (NC)> inclui :

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Nove milhões de portugueses, na maior parte trabalhadores, devem ignorar que existe, em Portugal, uma Caixa de Seguros de Doenças Profissionais. A doença no local de trabalho, de facto, foi, é e continua a ser assunto verdadeiramente proibido e tabu. Tema tratado, pela primeira e última vez, em reportagem de «A Capital», publicada em [---], seria o momento de regressar a ele, se o ambiente não fosse cada vez mais contrário e hostil a factos e à verdade dos factos. Quando a demagogia sobre a chamada «saúde» sobe em Portugal, valeria a pena - se valesse - correr o risco de perseguição e linchagem, só para mostrar que os verdadeiros problemas da saúde em Portugal, com todas as instituições aos gritos, continuam silenciados e rodeados de silenciamentos. A notícia sobre seguros de doenças profissionais, é, portanto, mais uma notícia da clandestinidade.