<n&n-1> neuroses & neuroses Revisão: segunda-feira, 8 de Maio de 2006

8/5/1997

CÁBULA DO PROFESSOR Nº ____

O DOSSIÊ MALDITO DA ECOLOGIA HUMANA:

EFEITOS E CAUSAS

 

CICLOS VICIOSOS

8/5/1997 - Para uma tipologia das neuroses, as listas de poluentes pode dar um contributo concreto, apontando causas físicas de fenómenos e situações ditos psíquicos. E vice-versa, segundo o modelo designado «ciclo vicioso».

Atravancando o quotidiano do cidadão, muitos são os factores ambientais de patologia (morbilidade) e mortalidade ainda não identificados como tal pelas chamadas «ciências humanas» (sic) , que estão lá exactamente para cobrir e encobrir as patifarias da sociedade industrial.

Apontam-se alguns dos itens mais óbvios, que são simultaneamente causa e efeito das neuroses de entropia, num ciclo fechado maldito a que podemos chamar «ciclo vicioso», modelo da sociedade entrópica que temos e mantemos:

METÁFORA E EUFEMISMOS

Para uma tipologia das neuroses, a neurose totalitária dá diversificado contributo, alargando o leque da metáfora, com vários sinónimos que usualmente servem de eufemismo para não chamarmos aos guardas do Gulag pelos seus nomes:

OS CONCENTRACIONÁRIOS (GULAGS)

Enquanto a concentração urbana for o campo concentracionário que é, outros subconcentracionários decorrerão dele:

Note-se: Enquanto não avançar o projecto da sociedade alternativa ou paralela - à margem da grande sociedade do desperdício e da entropia - , enquanto a concentração urbana for o campo concentracionário que é, outros campos concentracionários decorrem desse.

As alternativas agrocomunitárias e bioagrícolas ao sistema urbano são, portanto e de uma assentada, a resposta a todo esse chorrilho de desgraças e apertos, pontos de ruptura e bichas infindáveis, em que o sistema se chora e geme.

DESUMANISMO DAS CIÊNCIAS DITAS HUMANAS

Para a tipologia das neuroses contribuem as chamadas ciências humanas, identificadas como poder mais temível e difuso que nos governa e governa as nossas vidas.

Os neuróticos universitários tomaram o freio nos dentes e nada os irá deter.

Quando se consideram ciências humanas as engenharias que hoje proliferam em universidades católicas e profanas, temos, a traço grosso, um esboço da tipologia neurótica que nos governa:

É um dos casos em que as próprias palavras dizem tudo. Não é preciso comentários para comentarume «engenharia social» ou uma «engenharia biológica».

Assim vão, em termos de humanidade, as ciências humanas.

A NEUROSE FASCISTA

Tem seu quê de manobra de distracção, o reducionismo propositado a que certos partidos procedem na sua denúncia do fascismo salazarista, o que lhes interessa e com o qual talvez pretendam ocultar aqueles outros fascismos de que eles são veneradores e obrigados agentes.

Ou há moralidade, ou comem todos.

Todos os fascismos e fascistas devem merecer o mesmo lugar de relevo.

NINFÓMANOS DO PROGRESSO

SECTORIZAR É SECTARIZAR

Decorrente dos mestres a que vai beber e que se limita, aliás, a macaquear, todo o sofista . de Maquiavel a Descartes, de Comte a Pavlov, de Darwin a Malthus - todo o ninfómano do progresso tecnoindustrial sofre de uma tineta incurável : sectoriza tudo onde pega.

Ou seja: mata tudo o que toca e mata se o que toca é vivo, dizendo . em nome da ciência, em nome da investigação - que pesa, que analisa, que mede, que estuda.

Dizendo que matematiza.

Dizendo que objectiva.

São os tecnofascistas e seus filósofos inspiradores.

São uma hierarquia graduada de guardas do Gulag.

A PUREZA DOS PORCOS

Indagar da causa, mesmo que seja a causa próxima e nem precisa de ser da causa última (causa rerum), é quase sempre indagar do criminoso.

Em Ecologia Humana é sempre.

Por isso a pura investigação científica tem muito a ver com o esquema de uma novela policial.

Para compreender, por exemplo, o mistério dos incêndios de Verão nas matas de pinheiros, requer-se um Sherlock Holmes de grande envergadura.

Para compreender o mistério dos incêndios de Verão nas matas de pinheiros, várias hipóteses se deveriam pôr quanto à definição da sua causa.

E o facto de aparecerem, constantemente, pré-fabricadas para intoxicar a opinião pública, causas ou inimigos secundários (ou perfeitamente imaginários) e obviamente falsos, leva-nos a crer que a verdadeira causa se coloca a um nível de inverosímil e fantástico.

Hipótese de ficção científica a pôr, entre outras: tratar-se-ia de «limpar» certas zonas para que os satélites espiões que detectam recursos geológicos possam ver (fotografar) mais profundamente o solo e subsolo da terra.

Fundamentalmente, eles talvez procurem urânio, mas talvez procurem petróleo e outros minerais. Ou água, ouro do próximo futuro.

Esta sofisticada hipótese de ficção científica pode coincidir com a hipótese verdadeira, ao mesmo tempo que lhe presta um bom serviço, pois dela - da hipótese verdadeira, ou imbróglio celulósico - desvia as atenções.

Não se pretenda, porém, a lua.

É evidente que ninguém, mesmo que soubesse, iria denunciar a verdadeira causa dos incêndios florestais. De tão óbvia, aliás, nem precisa de ser dita.

Todo o mundo acredita - incluindo governos e órgãos mediáticos que nos lavam o cérebro - que é a famosa ponta de cigarro de um fumador desleixado que provoca a maior calamidade nacional.