<mein kampf – 1994>Revisão: segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005 - mein kampf 6/12/1994
NOTÍCIAS DA DOENÇA
DESABAMENTO DE TERRAS
PROVOCA UM MORTO E UM FERIDO
Cabo, 6/12/1994 - Um morto e um ferido é o balanço de um desabamento de terras que ontem ocorreu nas obras de construção de um bairro social no lugar da Portela, freguesia de Souselo, concelho de Cinfães, distrito de Viseu.
Uma fonte dos Bombeiros de Nespereira disse que as «deficientes condições de segurança» nas obras estiveram na base do acidente. Segundo os relatos feitos no local, os dois serventes iam a passar junto a uma vala «bastante profunda» quando o desabamento de terras provocou o seu arrastamento, explicou.
A fonte referiu que o acidente ocorreu cerca às 14 e 15, provocando a morte de António Joaquim Barbosa Vieira, 19 anos, solteiro, e ferimentos em António José da Silveira Teixeira, 32 anos.
<dia-dia><Dia-dia = folha geral de apontamentos (diário geral )>
Arcos, 2/Outubro/1994 -A SIDA, a ser alguma coisa, é uma metástase da medicina
Antes Centro de Medicina Vibratória do que Centro de Medicina Veterinária
Façam a prova do espelho: escrevam o vosso nome num papel frente a um espelho. Vejam em que sentido é que a (leitura da) informação se faz. E têm aí o que fizeram todos os sistemas de explicação do universo desde a Queda. Ou seja: desde a Atlântida (dizem uns) ou desde a Lemúria (dizem outros).
Não me lembrar dos sonhos tem, para mim, uma interpretação menos depreciativa do que aquela que me foi sugerida pelos terapeutas seminaristas. Sinto que o meu sono mergulha a uma grande profundidade e é natural que, no regresso, já não me lembre do que sonhei, lá no fundo. Acho, pois, menos saudável o sono superficial que, esse sim, permite ao sonhador lembrar-se com nitidez do que sonhou. Também se poderia alegar que o sonho corresponde a uma fase de auge das ondas alfa, as quais vão decaindo até zero, momento em que o cliente acorda. E já não se lembra, naturalmente, do que sonhou muito antes. (Arcos, 22/10/1994).
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<it-1><anexos><nt><dicionar>
INVENTÁRIOS DO TERROR: RECOLHA DE NOTÍCIAS
É proibido o emprego conjunto de solventes de extracção, como o hexano e a metiletilcetona, utilizados no fabrico de produtos alimentares e seus ingredientes. Uma directiva-quadro reduz de dez para dois miligramas a quantidade de diclorometano aplicada no café torrado. É igualmente proibida a utilização de acetona na refinação do azeite.
(in «Visão», 19/Maio/1994)
Alguns possíveis efeitos na saúde pública de substâncias tóxicas:
Arsénio - acção cancerígena, alterações gastrointestinais e efeitos ao nível dermatológico
Cádmio - provoca hipertensão e problemas cardio-vasculares. Inibe o crescimento e deforma o esqueleto
Cobre - Afecta o sistema nervoso e os rins. Provoca inflamações gastrointestinais
Chumbo - acumula-se nos tecidos moles, particularmente no cérebro. Altrerações do sistema nervoso central e do funcionamento dos rins
Mercúrio - acumula-se no fígado, rins, cérebro, coração, e pulmões. Pode ter efeitos mutagénicos
Níquel - interfere no aparelho respiratório por inalação, podendo provocar cancro nos pulmões
Zinco - alterações de coordenação muscular, balanço electrolítico, podendo provocar dores abdominais, letargias, náuseas, falhas renais
(In «Expresso», 14/Maio/1994)
<medos-0>
Medo de ir dar com o metro avariado e uma bicha que vai dos restauradores ao marquês
Medo de ficar um dia sem querer na passagem de nível de paço de arcos, onde já têm ficado alguns, não se sabe se por acidente se voluntários
Medo de o termoacumulador não estar lá muito bom e ter ficado mal instalado, o que pode ocasionar uma explosão como já tem sucedido e vem depois a notícia nos jornais da manhã
Medo de servir, inconscientemente, de cobaias à ciência, nomeadamente psiquiátrica, ou de engenharia genética, em que enxertam macacos em pulgas, ou da engenharia ecológica e dos estudos de impacto ambiental para justificar as investidas das indústrias pesadas, medo do impacto propriamente dito mesmo com um estudo prévio,
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<oar-1><oar= obras a registar>
- Velhas Indústrias no Portugal Moderno
- Velhas Indústrias em Portugal
- Aldeias de Portugal: a face escondida de um país moderno
- Indústrias de Outros Tempos
- Velhas Indústrias no Portugal de Agora
Colecção «Museu a Céu Aberto»
<voe3><inventar><diario><manifest><vozes>
INVENTÁRIO DO PROGRESSO - II
Acho que devia haver saúde, mais saúde, quer dizer, mais hospitais, mais apendicectomias, mais amigdalectomias, mais transplantes renais, mais clínicas de hemodiálise, mais análises clínicas, mais check up's, mais assistência social, mais medicamentos anti-vírus, mais vírus, novos vírus, mais internamentos psiquiátricos, mais depressivos, mais anti-depressivos, menos acolhimentos à terceira idade, mais filas de espera para a consulta, mais conselhos aos homossexuais, mais homossexuais, mais heterosexuais, mais urgências hospitalares, mais radiografias (deviam estar também abertas ao domingo como os hipermercados), mais diagnósticos fraudulentos, mais aparelhos de hemodiálise instalados, mais medicamentos que provocam lesões renais, mais medicamentos para curar as lesões renais provocadas por medicamentos,
Acho que devia haver mais iniciativas a favor da SIDA, mais filmes e mais abraços e mais margaridas e mais rainhas saras a darem bons exemplos e a cumprimentaram a d. Maria Barroso
Acho que devia haver mais peditórios para os pobrezinhos e mais leprosos do Lorvão espalhados por todos os ministérios e casas de passe
Acho que devia haver mais cientistas a defender a vacinação generalizada contra todas as doenças: e acho que devia haver mais doenças infecto-contagiosas para haver mais campanhas de vacinação e mais progresso
Acho que devia haver mais notícias nos jornais atribuindo a genes assassinos todas as doenças deste mundo e do outro: acho que devia haver mais mundos para haver mais genes assassinos e a Drª Ana Gershfeld ainda mais excitada a cada novo gene de uma nova doença
Acho que devia haver mais programas de televisão sobre a SIDA e os lixos sólidos