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A LATA DELES
20/10/1990 - «Os cientistas perderam a inocência», segundo Niels Bohr, mas não perderam pelos vistos a lata.
Para que não faltasse nenhum «lobby» português, herdeiro de antigas corporações no tempo da outra senhora, também o «grupo de pressão» dos chamados cientistas, liderado por José Mariano Gago, desenvolveu, nos últimos tempos, uma «inesperada» campanha contra o governo, exigindo obviamente a lua.
O «lobby» científico tem agora rosto e pressiona que se farta. Chama-se «Manifesto para a ciência em Portugal». O apoio que este livro e o seu autor têm recebido da imprensa é disso exemplo flagrante. Gago está ligado a um gigante e fala de galo.
Antes de matar, a ciência mói. E antes de ser guerra biológica, anuncia espantosos inventos de engenharia genética. Antes de ser guerra química, promove miraculosas substâncias e espantosas indústrias cosméticas. E antes de ser guerra nuclear, chama-se «átomo pacífico».
Moral da história: só quando o Iraque, ou outro árabe herético, se apropria destas maravilhas «pacíficas» se chama guerra e ditadura.
Surge depois alguém a dizer que os «cientistas» descobriram, por exemplo, o «buraco de ozono» e que a eles se deve a «consciências ecológica planetária».
Mas os factos desmentem. A Ecologia, desde 1945, foi feita, investigada, analisada, catrapiscada por observadores vulgares e «outsider», mas principalmente por movimentos sociais de contestação, a ecologia nasceu, cresceu e fez-se mulher infiel em Hiroxima, Seveso, La Hague, Bhopal, Three Mile Island, Chernobyl, Semipalatinsk, Niagara Falls, Amazónia brasileira, etc.
Esses mortos e outros cadáveres é que têm feito a Ecologia e não os cientistas de microscópio, academicamente instalados no microcosmos sem saber do que se passa no mesocosmos do mundo e da terra.