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quinta-feira, 11 de Setembro de 2003 <76-01-17-dl> = diário de um leitor de jornaisECO-FASCISMO OU TECNOFASCISMO?(*)
(*) Devidamente auto-censurado, este texto deve ter sido publicado, algures, no jornal «Frente Ecológica»
17/1/1976 - Fica barato, é só ter tesoura e cola, não fica a dever nada à imaginação nem exige bestunto por aí além, é processo expedito de bajular ou arrasar o camarada da Imprensa.
Usava-se muito sob a censura fascista de São Pedro de Alcântara. Usa-se ainda muito hoje, em pleníssima liberdade de Imprensa!
Refiro-me ao processo que certa imprensa vespo-matutina usa de ir à reportagem do camarada e do consócio no Sindicato, retirar um bocado do contexto, pôr cospinho e, quase sempre, aplicar por cima, um título à vontade do cospinhador.
" Diário Popular", zeloso, fez isso com uma reportagem em Elvas sobre ensaios de Ecologia Agrícola, publicada no jornal "O Século". Não se sabe com que intenção. Não se sabe nunca com que intenção e boa fé um anónimo respiga artigos assinados, nunca se sabe com que intenção se fabrica jornalista anónimo, à conta do director, que deverá então ter umas costas larguíssimas.
Repito: o processo era usado e abusado em plena Censura fascista, nomeadamente por jornais tão progressistas, ao tempo, como o República e outros intransigentes defensores da liberdade de expressão como o "Noticias da Amadora", "Seara Nova" etc.
A roubar a prosa do consócio sindical, essa imprensa antifascista e democrática, nunca se viu tanto progressismo. Era um ver se te avias. O que um jornalista pobre tem gramado, de fascistas e de anti-fascistas, sabe-o o Menino Jesus, porque mais ninguém o pode saber, devido à grande liberdade de Imprensa que sempre reinou e reina e reinará neste hospitaleiro país de tanta e tanta gente progressista à brava.
Dando-me conta de que o "Diário Popular" é dirigido por Jacinto Baptista e de que Jacinto Baptista, além de consócio no meu Sindicato, escreveu em tempos um livro intitulado -------------------------, que me enviou com dedicatória, vou citar o que às páginas desse livro Jacinto Baptista escreveu ou transcreveu sobre eco-fascismo. Transcrevendo o que Jacinto Baptista transcreveu (é difícil saber se ele cita o autor alemão para concordar com a tese ou se para a sublinhar apenas - sempre a ambiguidade e a clareza radiantemente sergiana nestes pensadores!) tento perceber com que intenção, espírito e critério se transcreveu no "Diário Popular", com tanto zelo, a minha reportagem sobre Ecologia, que sobre Ecologia (oh da guarda!) o director do referido jornal tem, no referido livro, esta assombrosa opinião tecnofascista, que me recuso a considerar sua ou por si perfilhada: -----------
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(*) Devidamente auto-censurado, este texto deve ter sido publicado, algures, no jornal «Frente Ecológica»■