1-2 < 76-05-14-eh> ecologia humana - segunda-feira, 10 de Março de 2003-novo word - <dcm76-1>

 

SUBSTÂNCIAS MUTAGÉNICAS NO AMBIENTE:

UMA BOMBA-RELÓGIO

QUE DEIXAMOS ÀS PRÓXIMAS GERAÇÕES

 

14/Maio/1976 - As substâncias mutagénicas em investigação o Laboratório de Microbiologia da Faculdade de Farmácia de Lisboa, evidenciam uma das características mais subtis do sistema, o carácter insidioso, indirecto e a longo prazo da sua actuação.

O Dr. Santos Mota, então director do Serviço de protecção do Ambiente, referia em 14/Maio/1976, o carácter insidioso de alguns poluentes: « Se em alguns casos são evidentes (por exemplo, o aparecimento de peixes mortos num rio), noutros são insidiosos e só detectados por estudos epidemiológicos envolvendo gerações sucessivas de indivíduos, através de alterações das taxas de mortalidade, de fertilidade, etc.»

O que as actuais gerações estão fazendo às gerações futuras: é esta a questão posta pelos agentes químicos em geral e pelas substâncias mutagénicas em particular.

«Estamos a criar gerações de monstros» não é já um título sensacionalista de jornal, é uma probabilidade que impressiona até a consciência moral de técnicos e cientistas, os últimos sempre a impressionar-se ou a emocionar-se com os próprios crimes que ajudam a praticar.

Insidiosa e aleatória ameaça esta que põe à prova ainda uma outra inércia instintiva na espécie humana: o egoísmo de gerações, resumido no aforismo «Quem vier depois de nós, que se arranje» ou «Quem vier em último que feche a porta».

Ninguém ousa dizer que actua segundo esta sentença, embora, na maioria dos casos, o faça. «Depois de nós, o dilúvio» é a palavra de ordem da actual geração.

Não satisfeitos com o recorde que conseguiu para si própria - um cancro per capita - esta geração criou milhares de substâncias químicas (há 45 mil no mercado actualmente) que, além de cancerígenas ainda podem ser mutagénicas. Tratogénicas.

Neste último caso, o monstro é criado no próprio feto como foi o caso da célebre Talidomida.

Se for possível e necessário por alguém em tribunal, o nova geração que não se deixe distrair com os folclores ecologistas em que a querem meter.

Antes de entrar em folclores ecologistas, saiba primeiro quem defende, encobre, dissemina, as 300 substâncias mutagénicas e cencerígenas à venda no mercado.

Nas Cartas à Geração do Apocalipse (Edição «Frente Ecológica») analisou-se este tema tabu como são todos os temas de Ecologia Humana. Dizer às novas gerações quem as mata e literalmente liquida toda e qualquer hipótese de futuro é hoje o tema mais censurado que há.