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12-5-1993
O PARAÍSO NUCLEAR PARA
A PENÍNSULA IBÉRICA
1978
Estando prevista para a Península Ibérica a maior densidade nuclear do Mundo até 1990, o panorama é desde já bastante animador: em 1968, com a central de Zorita (Madrid), que há já dez anos polui o Rio Tejo, inaugurou-se o magnífico desfile. Em 1977 começou a funcionar o reactor de Garoña, mais ou menos a meio caminho entre Burgos e Bilbao (País Basco), sobre as margens do Alto Ebro. Em 1978 iniciou a sua actividade radioactiva a terceira central do estado espanhol: Vandellós I, em Tarragona (Catalunha) na costa mediterrânica, muito próximo do delta do Ebro. Como potência instalada, 3 reactores não é nada mau para arrancar. Tanto mais que o ritmo agora é exponencial e este ano (1978) estão previstas mais três: Almaraz I e Almaraz II (Cáceres), sobre o Rio Tejo, a escassas dezenas de quilómetros da fronteira portuguesa. Lemoniz I (Biscaia) na costa atlântica do Golfo da Biscaia e Asco I, no Baixo Ebra, para ir fazer companhia à que já se encontrava no litoral catalão, entre Tarragona e a Foz do Ebro. Em 1978, portanto, mais três reactores entram ao serviço no território do estado Espanhol, sendo um deles situado em rio que vem desaguar a Portugal (Lisboa), rio chamado Tejo. Para o ano que vem, temos Lemoniz II (Biscaia) e Ascó II (Catalunha), pelo que o Principado Catalão ficará, o ano que vem, com três centrais. Para 1980, só uma em toda a Espanha, a de Cofrentes (Valência), a que se seguirão em 1981, ano recorde, apenas quatro: Sayago (Zamora), a tal que irá poluir o Rio Douro e estragar o vinho do Porto, como não se tem cansado de avisar o eng. Luís Coimbra, do directório do PPM e o senhor presidente da Câmara de Peso da Régua, António Renato Aguiar. Protestos no deserto, evidentemente, visto que não se avista nenhum protocolo luso-espanhol para minorar este contencioso radioactivo. De facto, Sayago é só a 12 quilómetros de Miranda do Douro. ™