1-2 < chave74-ac-bd> = ac = bibliografia doméstica - quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2003-novo word - 3187 caracteres <chave-8> <chave>

PUBLICADOS AC  NOS ANOS PÓS-1974

DA ESQUERDA À ESQUERDA :

[ 9-2-1995]

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«Descolonização Cultural» foi tin(e)ta que me deu água pela barba, nos idos anos 70, auge da revolução e do que se designou, tant bien que mal, por gonçalvismo. Tomando a dica da «descolonização» recente, achava eu que era obrigatório ir mais longe e descolonizar também as minorias colonizadas, interior do País, Ciganos, Velhos, Jovens, Deficientes, Lumpen-proletariado, etc. Animou muitas das minhas insónias este leit-motiv da «descolonização cultural». E deu matéria a uma entrevista, em «O Século», com o Dr. Bártolo Paiva Campos, que o 25 de Abril trouxe de Paris para fazer a revolução cultural em Lisboa, mas que acabou por desistir de fazer a revolução cultural aqui e regressou a Paris.

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TÍTULOS SACRÍLEGOS DE 1975:

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Entre as teses que só eu defendi, a da «seca» provocada, por experiências meteorológicas no Polígono de Valladolid, continua por provar que era uma tese louca. Os ventos fortes de Agosto são uma coincidência demasiado natural da Natureza,  para serem mesmo mais um produto natural.

Que há um mistério dos fogos de Agosto, há: é o mínimo que se pode dizer, num assunto em que não se pode dizer nada. E os dias de neblina em Julho e Agosto - impróprios para atear incêndios - são, neste contexto, apenas ordens mal dadas pelo polígono de experiências de Valladolid, que se enganou no botão. Ideias de ficção, ou Notícias da Clandestinidade, a verdade é que o manicómio em autogestão dos anos 75-80, foi suficiente para me encorajar a ter atitudes públicas de pura ingenuidade como essas. O que nunca chegou a ser mostrado pelo SMN (Serviço Meteorológico Nacional) foi o elo de ligação entre chuvas torrenciais por um lado, secas monumentais por outro e o projecto, realmente real, que foi o do Polígono de Valladolid.

O mistério irá morrer com o País de nós todos. E quando o país for uma delegação ibérica do Sara, certamente que haverá ainda menos vestígios arqueológicos para o saber. Nem Isamov seria capaz de escrever a telenovela, o telefolhetim dos fogos de Julho/Agosto, já conhecida, na agenda oficial do Governo, por «época dos fogos». ♥♥♥