1-9<10-25-ol>
Posted by Big-Bang - sábado, 25 de Outubro de 2003
Retrovisor (1959-1992) ->Day by day
33 anos de memórias
<59-10-25>
Lisboa, 25/Outubro/1959
[ao DFP]
Um bocado de terra desta terra
um bocado de luz da luz do dia
um bocado de silêncio como a água
de tranquilidade como a morte
de cabelos brandos como a chuva
de sol e céu azul como a cidade
***
É o silêncio da noite que vigia
os pequenos rumores da madrugada
é ele que escava lentamente o dia
até ser tudo e nada
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<59-10-25-vp-em>
Lisboa, 25-10-1959
O meu coração parou à tua espera.
*
Talvez as horas que dormimos a mais, sejam horas a menos no nosso sofrimento.
(In livro «Espaço Mortal»)
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<68-10-25>
<pasolini-1> - inédito ac de 1968 – leituras – diário de um leitor distraído - contributo a revolução permanente – o direito à crítica não é um privilégio adquirido por herança
PASOLINI - I
25-10-1968 - A imprensa reaccionária aproveitou, há tempo, um poema de Pier Paolo Pasolini, para com ele especular contra o escritor de Os Vádios e contra as ideias progressistas do cineasta de Il Vangelo Secondo Mateo. Destacando uma passagem do referido poema, em que o autor se dizia ao lado dos polícias quando estes enfrentavam os jovens estudantes em rebelião, logo se concluiu que o autor de Una Vita Violenta estava ao lado da ordem contra a subversão.
Lendo o poema na totalidade, ver-se-ia que não era isso: Pasolini estava ao lado dos filhos do povo que, na profissão de polícias, as circunstâncias forçavam a usar de menos bonomia para com os universitários, filhos da burguesia na sua maior parte, e talvez com alguma da arrogância que à sua classe é inerente.
Difícil, por vezes, é distinguir entre essa arrogância e o protesto sincero de um humilhado, de um ofendido, de um vencido e perseguido; difícil é distinguir entre a crítica que se exerce por necessidade e a que se pratica por supérfluo; difícil é, na juventude do nosso tempo, distinguir entre a que faz realmente causa comum com as vítimas da exploração e os que, embora em nome destes, não deixam de ir aproveitando as oportunidades de (em nome também do direito à crítica) ir explorando e cilindrando os explorados de sempre. De ontem e de hoje, pelo menos. Porque amanhã - como diria Pasolini - a ver vamos.
ARROGÂNCIA JUVENIL
A petulância e arrogância juvenis, que muitos censuram e condenam demasiado sumariamente, resulta quase sempre de um abuso no direito de crítica que não foi ganho mas, como tudo o mais, recebido por herança, ou usurpado.
António Sérgio, que ensinou entre nós o exercício da crítica, nos únicos termos em que ela é legítima e fecunda, vai sendo esquecido pelas gerações nascentes que se julgam possuidoras de um direito absoluto só pelo facto de serem jovens. Ora a juventude não confere a ninguém especiais regalias (a não ser as regalias que já estão outorgadas por outras vias ) nem absolve ninguém de erros e abusos. O facto de ser jovem não autoriza ninguém à critica que o não é.
A confusão entre as instituições que devem alvejar-se e os indivíduos que devem respeitar-se, parece-me a razão principal dessa impertinente arrogância, que a outros convém diagnosticar de maneira diferente e atribuir a causas outras.
Não se aprendeu a lição de António Sérgio e a confusão entre os alvos que a crítica deve visar, continua. Se a confusão persiste, porém, não há direito à crítica mas apenas o uso arbitrário do juízo arbitrário sobre arbitrários alvos, como um brinquedo mais ou mais um privilégio que o menino-família herdou ou comprou, como os discos, os livros e os automóveis de que nem se dá ao trabalho de discutir o preço.
Uma recente arrogância entre certas camadas juvenis nascidas na burguesia abastada, tem sido confundida, por vezes, pelos observadores que gostam de confusões, com uma irremediável decadência da juventude e uma revolta "sem causa".
As várias oportunidades que aos jovens são dadas, conforme o estrato social de onde procedem (conforme a classe a que pertencem), determinam o comportamento dos vários e diferentes sectores da juventude, que não pertence toda à classe dominante, que não é toda igual nem se guia toda pelas mesmas directrizes nem apresenta sempre o mesmo padrão de vida e as mesmas vias de desenvolvimento ou subdesenvolvimento.
A REVOLTA
O que vem complicar o problema - que se poderia limitar a uma perfeita identidade entre gerações jovens e respectivas classes de onde procedem - é a revolta (que nos filhos das classes da abundância pode manifestar-se) assimilada com a justa cólera das classes sem privilégios.
Não se trata só de luta de gerações e de luta entre classes: Mas da má fé que nos filhos-família nasce, pela situação de injustiça que os pais ricos pretendem transmitir e perpetuar, em ritmo de herança, através dos seus estremecidos e privilegiados rebentos. Má fé que se amplia e gera a revolta, conforme o grau de inteligência e de sensibilidade de que são portadores os jovens de boas famílias. À incompatibilidade de gerações, aos conflitos de sempre entre pais e filhos, junta-se a má consciência nestes últimos e, ainda, uma crescente arrogância própria dos que, desde tenra idade, se puderam dedicar aos luxos da cultura, do desporto e até da política. Não obrigados a trabalhar duro, encontraram nos discos, nos livros, nos automóveis e até na Acção (política) de contestação, variantes para os seus ócios.
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1-3 <71-10-25>
3968 bytes <1971-II>
BARCELONA VISTA DE LISBOA
[ ODE A BARCELONA]
Lisboa, 25/10/1971
É o galo fresco da madrugada
que acorda e se levanta
e canta
é a rosa agreste do meio-dia
e a bruma do Nordeste
o gosto a rosmaninho
a cor de trevo que anuncia a noite
é a preguiça
de um relógio sem horas
é a cama dos deuses
no fundo de uma estrela
e a cordial fogueira dos anões
que dançam na floresta
é a força protectora dos pinhais gigantes
desafiando o mar defronte
enquanto o orvalho docemente
cai sobre o rosto da cidade
onde o tempo não conta
e nada pode o vento vagabundo
que de repente se levanta.
Como um animal que dorme
esperas e repousas
como um rapaz enorme
puxas a gola do gibão que te agasalha.
Ouvem-se os sinos de nítidas clarabóias
esquinas tortuosas de livros milenares
ou portas férreas onde se escondem
mais do que as virtudes e os altares
pontes sobre pontes
para atlânticos lunares.
Em navegação total
a todo o pano e desabrida
a cidade acaricia - é sol ou brisa? -
como quem pede para ficar.
A cidade vela enquanto dorme
respira
é sempre dia nas largas avenidas.
Confunde-se no mar
o mar de gente que ondula faiscante.
Ninguém pode esquecer
das suas múltiplas idades
das suas inúmeras e múltiplas memórias
os nobres renascentistas
de que ainda há o cheiro a flores silvestres.
É o cheiro próprio da cidade
que o mar implantou à beira-mar
à porta dos velhos continentes
aberta aos ventos e marés
aos sismos e tormentas
aos ciclos fatídicos e endémicos
à cólera e à peste
à droga estupefaciente.
De lugares como este
nascem os portos de altivez febril
de mágico perfume
como as flores dos pântanos
como um fio de água fresca
na floresta virgem
como as lendas de fantásticos impérios de lenda
ou de perdidos continentes.
O nácar e o diamante
a cor verdade das luas
o vento silvando pelas ruas
os hotéis de arte deco consecutivos
a bárbara reverberação das luzes
os homens que se olham e cruzam
nem sequer inquietos ou vorazes
os veludos do luto
as cavernas acesas
de madrugadas teimosas
a esperança do milénio queimada e renascente
fútil mas espontânea e quente
a fome de quimeras
a doce e real Catalunha de outras eras
como flor de lume a abrir
no pântano seco
de um labirinto lunar
Descobertas ao mundo e abertas ao mar
agitam-se de pérfidos perfumes
idênticos a rumores
as ruas da cidade circular.
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1-1 <75-10-25-ie-mg>
1239 caracteres <chave-75><chave>
CHAVE PARA OS ANOS 70
TEMAS DA ÉPOCA
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ALCOOLISMO, DOENÇA SOCIAL - +- de 1975, uma carta sobre o colóquio de Coimbra s/ Alcoolismo: «È que nunca me podia sentir abalizado para falar de alcoolismo que não fosse deste lado da margem, muito da margem esquerda do sistema. Não consigo ver no alcoolismo mais do que um dos muitos sintomas de uma sociedade, de uma cultura doente. O alcoolismo , no meu ver de marginal, é ele próprio um efeito, uma sintonia: e confesso não conseguir vê-lo como causas de efeitos. Não é o alcoolismo que é doença - no meu ver - mas a sociedade doente é que produz alcoólicos como produz electrodomésticos e muitas outras maleitas. Só me restava, pois, assumir o papel de «advogado de defesa» do alcoólico contra o padrão cultural contra a sociedade que o produz. »
*
[ 25/10/1975] - Sobre o artigo «Quem me dera ir pró Campo», publicado in «Vida Rural» em 25/10/1975: «Considero de antologia este artigo, escrito no auge das nacionalizações gonçalvistas e que o meu amigo Miguel Serrano teve a coragem de publicar na revista «Vida Rural», da Empresa Pública «Diário de Notícias/A Capital», então dominada, como empresa pública, pelos comunistas e pelas assembleias de trabalhadores. Como podia eu chegar a deputado dos «Verdes» não me dizem?
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<90-10-25>
<ratos+- - > anexo ao file <ratos > diário de um leitor de notícias – inédito ac de 1990
PROMODIALONA & LINDANO
25/10/1990 - Responsáveis da empresa DST Desinfecções declararam, em conferência de Imprensa, que a campanha de desratização feita em Vila Franca de Xira «nunca podia ter causado directa ou indirectamente» a mortandade de peixes no rio Tejo, verificada naquela zona, considerando nesse aspecto as afirmações do secretário de Estado do Ambiente como, no mínimo, «temerárias».
A DST «utiliza a "Promodialona" e aplicou-a em Vila Franca de Xira em condições de segurança absoluta, sendo por isso destituídas de fundamento as acusações de Macário Correia», garantiu a «A Capital», José Martins.
Segundo aquele responsável da DST, com sede no Fogueteiro, os manuais oficiais referem a «Promodialona» como sendo um produto que não oferece perigo de toxidade para os peixes.
«Além disso -- adiantou -- nós utilizamos a "Promodialona" em locais fechados, de acordo com as instruções para a sua aplicação, e nunca em esgotos.
«As afirmações do secretário de Estado, ao atribuir a culpa à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, são temerárias, uma vez que não há hipótese de estabelecer o nexo de causalidade entre a desratização e a mortandade dos peixes».
José Martins recordou, por outro lado, que Macário Correia tinha mandado encerrar unidades fabris poluidoras numa altura em que se falava no «Lindano» como produto causador da mortandade.
«O "Lindano" -- referiu -- está autorizado, é utilizado na agricultura, sobretudo nos arrozais, e a sua toxidade é enorme».
Para José Martins, o secretário de Estado «foi tão temerário, que nem procurou saber como se processou a desratização».
Entretanto, o presidente da câmara de Vila Franca de Xira, que esta tarde falará aos jornalistas sobre o assunto, observa numa declaração enviada aos jornais, que o secretário de Estado continua a não demonstrar a fundamentação das suas afirmações, «referindo apenas dados na sua posse, mas até hoje não divulgados».
As vias a seguir pela Câmara de Vila Franca de Xira em relação à polémica serão anunciadas esta tarde durante o encontro do presidente do município, Daniel dos Reis Branco e os jornalistas.
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<91-10-25>
<salvados > diário ac
«OS LUSÍADAS»
DE PACOTILHA E PLÁSTICO
25/10/1991 - Sinto-me algo ridículo neste papel de Camões salvando «Os Lusíadas» a nado.
«Os Lusíadas» que eu pretendo salvar são uma carga de papel (leia-se trampa) que naturalmente nem dois minutos merece de um expert alfarrabista que aqui vier em missão de avaliação.
O espírito é muito bonito, nos discursos e sermões, mas assim, em cru, sem molho de vinagrete, sob a forma de livros escolhidos com amor ao longo de cinco décadas, soa natural e inevitavelmente a oco.
Será bonito eu continuar a resistir, Deus me agradecerá o serviço e o Espírito Santo, sobrevoando, também. Mas é sem dúvida supinamente ridículo, mostra as cuecas brancas com nódoas, tanto esforço e pirolito de água salgada para salvar estes «Os Lusíadas» de pacotilha e plástico.
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1-1
<94-10-25-dg> = diálogo com o grupo
3338 caracteres <dp-1><adn><manual> dp= diário sobre o pêndulo - fb = feed back com alunos
DIÁRIO DO PÊNDULO
25-10-1994 - Segurar no Pêndulo é encetar um caminho de conhecimento, onde ser o que se é vale mais do que ter seja o que for. O caminho do Pêndulo, portanto, não é para ter mais mas para ser mais. É um conhecimento de auto-conhecimento (autodiagnóstico) e de autoterapia
- Extremamente crítico, como já se percebeu, em relação às muitas escolas esotéricas que proliferam hoje em dia por tudo quanto é sítio, entendo que pegar no Pêndulo é ter uma base firme para criticar todo o Blá Blá que os vários oradores constantemente impingem. Sugiro, portanto, que usem o Pêndulo para criticar, antes de mais nada, o Blá Blá com que eu próprio vos estou aqui massacrando. Não me poupem. Aliás, é por isso que procurarei reduzir o Blá Blá ao mínimo, pelo menos o oral, remetendo para papelinhos fotocopiados o discurso que me parece interessante para vossa informação fundamental.
Porque a informação, devo dizer-vos, está extremamente cara. Um livro do Etienne Guillé custa, em média, 7 ou 8 contos. Um seminário intercalar, em Hotel de 5 estrelas, custa 5.500$. Um seminário de dois dias, 800 francos e tem que ser pago em francos.
O que se pretende, com estes encontros de entrada livre, é que vocês tenham acesso a esta informação que pessoalmente considero preciosa, mas da forma mais económica possível. Para isso, a Sociedade Portuguesa de Naturologia será o nosso porto de Abrigo, o nosso ponto de Apoio e o nosso foyer de encontros. Existe um Gabinete de Orientação Alimentar que está à vossa disposição para consultas individuais, às 2ªs e 4ª feiras, das 13 às 15 horas.
- Façam a prova do espelho: escrevam o vosso nome num papel frente a um espelho. Vejam em que sentido é que a (leitura da) informação se faz. E têm aí o que fizeram todos os sistemas de explicação do universo, desde a Queda. Ou seja: desde a Atlântida (dizem uns) ou desde a Lemúria (dizem outros).
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814 caracteres - 1 página - <dp--1>
806 caracteres <dp-1><psi> DESAFIOS POLÉMICOS
«Os Elohim que modelaram o homem à sua imagem, sabiam o que é YHWH ( o eterno).»
Jean Sendy, in «Les Temps Messianiques»
«Humboldt disse há muito tempo: no princípio as pessoas negam a coisa; depois, dizem-na desprovida de importância; acabarão por decidir que ela, afinal, já é conhecida há muito tempo.»
Santillana, in «Les Temps Messianiques», de Jean Sendy
«A profecia hebraica é-nos transmitida em 2 partes que se completam: a Bíblia ou lei escrita e a Kabbala ou lei oral que é sua explicação e comentário.»
Jean Sendy, in «Les Temps Messianiques»
«Para Pitágoras como para os kabbalistas, era ponto assente que o universo é UM e que é número e que é cognoscível pelo uso dos números.»
Jean Sendy, in «Les Temps Messianiques».
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1-3 < 98-10-25-hv-ah> afonso dos projectos
<cdi-2>
25-10-1998
O velho sistema é como o rei Midas : corrompe o que toca.
PROSPECTIVA DA CIÊNCIA MÉDICA - AS MEDICINAS DO NOVO PARADIGMA
Medicina Ortomolecular (Linus Pauling)
Medicina do Terreno Orgânico
Medicina Metabólica
Medicinas neo-hipocráticas
Reflexologia
Noologia médica
FILÓSOFOS DE FRONTEIRA ENTRE VELHO E NOVO PARADIGMA DA CIÊNCIA
Etienne Guillé
Fritjof Capra
Hubert Reeves
Teilhard de Chardin
Louis Pauwels
Jeremy Rifkin
CIÊNCIAS DO NOVO PARADIGMA (GLOBALIZANTES)
Ciências do Comportamento
Ciências da Imunidade
Ecologia Humana
Ecologia Alimentar
Cosmobiologia de Etienne Guillé
CIÊNCIAS TRADICIONAIS PARA O NOVO PARADIGMA
Cosmobiologia yin-yang
Cosmogonias dos grandes legados:
a) Egipto
b) Atlântida
c) Lemúria
Ciência da Kaballah
CIÊNCIAS DO COMPORTAMENTO
Equívocos do psicologismo
Noologia, Ciência do Continuum Energético (efeito borboleta)
O Continuum energético segundo Rudolfo Steiner (escala hierárquica do valor vibratório)
SINÓNIMOS DE NOOLOGIA
Ciências do maravilhoso
Ciências do Sagrado
Ciências do Continuum Energético
Ciências da hierofania egípcia
MOVIMENTOS SOCIAIS DE RUPTURA COM O VELHO PARADIGMA
Maio 68
Anarco-libertários
MOVIMENTOS LITERÁRIOS DE RUPTURA COM O VELHO PARADIGMA
Realismo fantástico ( Louis Pauwels e Jacques Bergier)
Surrealismo (André Breton, Antonin Artaud, etc.)
Niilismo (Nietzsche)
FILÓSOFOS DA RUPTURA COM O VELHO PARADIGMA
Herbert Marcuse
SOFISMAS DO VELHO PARADIGMA QUANDO RECONHECE QUE TEM DE MUDAR
Epistemologia
Antropologia
Psicologia
Psicosomática
Holística
Ecologia filosófica
Dialéctica (Hegel)
Heurística
Ciências Humanas
Síntese macroscópica (Joel de Rosnay)
Propedêutica
Abordagem sistémica
Interdisciplinaridade
Psicologia Transpessoal
+
<91-10-25>
25/10/1991 - Sinto-me algo ridículo neste papel de Camões salvando «Os Lusíadas» a nado. «Os Lusíadas» que eu pretendo salvar são uma carga de papel (leia-se trampa) que naturalmente nem dois minutos merece de um expert alfarrabista que aqui vier em missão de avaliação. O espírito é muito bonito, nos discursos e sermões, mas assim, em cru, sem molho de vinagrete, sob a forma de livros escolhidos com amor ao longo de cinco décadas, soa natural e inevitavelmente a oco. Será bonito eu continuar a resistir, Deus me agradecerá o serviço e o Espírito Santo, sobrevoando, também. Mas é sem dúvida supinamente ridículo, mostra as cuecas brancas com nódoas, tanto esforço e pirolito de água salgada para salvar estes «Os Lusíadas» de pacotilha e plástico.
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2734 caracteres < chavee-1><chave><diario92><testament>
PELA MILÉSIMA VEZ ME EXPLICO - COMO SE ALGUÉM UM DIA VIESSE A LER-ME
Cabo, 25/10/1992 - Se continuo, evangelicamente, a guardar recortes desformatados e a perder um tempo imenso em os classificar nos sacos suspensos, é porque penso serem apoio para futuras prosas: e, como se sabe, eu não sei escrever sem ler. Sem base (de recortes) de apoio, pois o que a memória evoca é pouco ou nada. A desmemória.
Voltei de facto aos sacos suspensos, economia de meios, aproveitamento máximo do espaço doméstico:
-> Aflitinhos -> O Forum dos Aflitos -> Dar voz aos que não têm voz -> Quando me sentir infeliz, lembra-te, Afonso, que há outros bem mais infelizes do que tu
-> O estilo «O Independente» -> Espaço perdido este em que arquivo restos de um jornal com o qual mantive uma constante de amor-ódio, mais ódio do que amor -> No pressuposto (TSPC) de que existe algures uma escola para ensinar como as coisas se fazem, eles teriam essa escola: ou a intuição que outros tiveram que (arduamente) aprender -> O que um jornalista não faz por uma boa piada, por um título gozão: até vende a mãe
-> Os pós-paroxismos chamados perestroikas -> Há sempre um momento em que o sistema tem de folgar, resfolegar, das corridas e farturas -> Então vem uma coisa chamada Perestroika que apaga os crimes de um regime completamente -> Nuremberga foi para os nazis, mas para os neonazis de todos os outros gulags já não há Nuremberga: a História os absolve automaticamente
-> A extrema direita que interessa à causa sionista -> Quase se pode dizer que as manifestações neo-nazis são accionadas por sionistas, pois é com base na contra-resposta às provocações que o sionismo se autojustifica para continuar cometendo a sua política de racismo em todas as frentes
-> Para AC reportar em Portugal -> Temas interessantes ->
<- Carta de uma Criança com cancro à Ciência Médica -> Aflitinhos no Forum -> Tenho carinho especial por esta linha de arrumação, que talvez dê para futuras ficcionações quando eu estiver na merecida e repousada reforma (quem me dera!)
-> Notícias gay -> sida -> sim-sim, patrãozinho -> Tá bem, deixa
-> Notícias do Kali-yuga -> Dicionário do Terror -> Histórias Macabras do Macabro -> Surreal-abjeccionismo avant-la-lettre ->
-> O peso ou pesadelo da imagem -> E a máquina fotográfica foi inventada -> E o mundo desapareceu -> Em pleno reinado do óbvio ululante: deixou de haver claros-escuros -> Deixa de se poder ver (entender) o Óbvio -> Maldita época em que é preciso lutar pelo que é óbvio (Max Frisch)
-> Temos uma «Revista Portuguesa de Automóveis Antigos», claro! Informação oblige e é o 3º poder com F -> Mas não há, em toda a Lisboa, e em todo o Portugal, um único exemplar, de um único jornal de todo o mundo de Língua Portuguesa que o Português criou dos anedoticamente chamados PALOP´S■