1-14 <10-24-ol>
Posted by Big-Bang - sexta-feira, 24 de Outubro de 2003
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37 anos de memórias
1-2 < 63-10-24-óbito>
<convívio-1-óbito>
NÓTULAS CRÍTICAS (*)
(*) Este texto, assinado Rui Abreu, apareceu no jornal «Aurora do Lima», em 24-10-1963
Não fora a vitalidade indesmentida de «A Planície», e diríamos: mais um testemunho efémero das asas quebradas da Juventude de hoje. Perante inúmeras tentativas falhadas na direcção de um caminho novo, de horizontes rasgados e esperanças sérias, num país em que as revistas literárias não vão além de uma curta vida de dois ou três meses, não seria desaprováve1 que a confiança no futuro começasse a faltar, embora o fogo da mocidade não deixasse de iluminar o vulto dos nossos anseios.
O aparecimento dos cadernos «ZERO» traz, atrás de si, uma obra de meia dúzia de anos, que não dá margem ao cepticismo compreensível daqueles que, como nós, não podem abstrair-se, humanamente, da roda de acontecimentos ocasionais.
As palavras da abertura do n.º 2, escritas, como as restantes, pela pena nervosa de Afonso Cautela, lembram a realidade de um facto comum a todos os povos: o drama da Juventude.
Em Paris, onde fervilham as mesmas ansiedades e se erguem as mesmas vozes de combate, um punhado de jovens afirmava ultimamente os seus credos em «Première Chance», com similar entoação:
«Ce ne sont ni dos bébés-prodiges, ni des gangsters, ni invertis sexuels, ni des phénomènes d'aucune sorte. Simplement des hommes jeunes qui, ayant quelque chose à dire, croient pouvoir le faire dans des formes que sauront vous plaire».
A indignante afirmação, divulgada em Portugal, de que é preciso ser-se doutor para vencer -- a que Afonso Cautela responde no seu manifesto inicial, com aprumo realista que alguns julgarão panfletário («Fora o tédio, não temos livros nem biblioteca... Poesia, sim, para matar a fome e o sofrimento, para aquecer o sangue que é da glóbulos verdadeiros») -- , corresponde, na mesma ordem de ideias, à muralha dos jovens escritores franceses contra a sórdida avalanche de best-sellers, de origem americanizada e prémios literários, atribuídos sem justo crédito de valor.
Um drama pungente, que é universal: duas facetas do mesmo espírito independente, dois campos da batalha e a mesma causa: o Pensamento.
Gritos como este devemos senti-los, repeti-los e divulgá-los com a sede da quem precisa de erguer-se e fazer suas as palavras de José Régio: «...e sinto espuma a sangue e cântico nos lábios.»
Que os ouvidos fechados dos catedráticos imperturbáveis das letras portuguesas se abram, que a Cultura seja de todos e para todos.
«O nosso testamento aí fica. Reclamamos também um pequeno tribunal que nos julgue.» -- escreve o autor no segundo caderno: A mesma sinceridade do «à vous de juger, cher lecteur» com que a seiva jovem da Europa latina embebe a limpidez dos seus processos e a claridade das suas ambições.
«Liricas Maiores e Menores», assim denominou Afonso Cautela o trabalho. O autor moveu a arma das suas ideias em Poesia, percorrendo aspectos salientes do lirismo do passado e do presente e afirmando novos métodos para o futuro.
A personalidade de Rainer Maria Rilke, criada à sombra da sua solidão e matizada na sua obra inconfundível, é decantada no artigo «Da Solidão ao Convívio» , que nos pareceu uma interpretação discutível dessa personalidade, sustentável à face das concepções hodiernas de vitória cultural, mas infundada no que ela não tem de simbólica na escolha da Rilke como adversário. O poeta alemão é, quanto a nós, um daqueles vultos que não representam uma teoria ou posição em Poesia. A solidão de Rilke não foi criada por ele; existiu e, como tal, parece-nos não admitir confronto com as muito legítimas aspirações do autor acerca da penetração social do germen lírico.
«O homem da solidão é ele próprio submetido às profundas leis da vida», escreveu Rilke, e isso é afirmativa que não exclui o convívio da solidão.
O espírito crítico de Cautela, penetrante, agudo, por vezes brilhante, escalpeliza em seguida o lirismo contemporâneo que é sinónimo de evasão e fuga às responsabilidades da vida, tomando como opositor simbólico o laureado Juan Ramón Jiménez ou ainda a lírica banal dos desvir
[ passagem falhada na fotocópia do recorte original ]
souberam sobrepor a função sublime de poesia-vida à rede da influências literárias ou sociais. Golpe profundo em milhares de livros que se produzem dia a dia, nota independente de realidade e visão estética de força sociológica...
«Escrever cada vez se define mais como trabalho e se indefine como jogo», opina o
autor. A separação radical entre espírito e forma, que ressalta nitidamente da posição de Afonso Cautela, tem, sem dúvida, um grande valor primário. Mas não perfilhamos a mesma opinião, convencidos como estamos de que os limites formais da obra literária podem (e devem) não afastar-se da súmula da identificação do escritor com a vida.
Uma secção de crítica a alguns livros de poesia, ultimamente aparecidos, completa o fascículo.
Verdadeiro apóstolo de ideias novas (discutíveis, mas sérias e dignas), Afonso Cautela, apesar da desigualdade humanista, puramente acidental, do nosso ideário, é credor da nossa estima, como alto expoente de uma luta que adivinhamos de vida ou de morte.
Coimbra, 25-10-1958.
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(*) Este texto, assinado Rui Abreu, apareceu no jornal «Aurora do Lima», em 24-10-1963
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1-2 <verismo-1-ls> = leituras selectas do afonso
VERISMO E REALISMO (*)
(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no suplemento literário do «Jornal de Notícias» (Porto), 24-10-1963
Que sentido poderá ter, para o poeta, falar de realismo?
O que ele procura não é ser realista - reproduzir a realidade -, o que ele procura é ser verdadeiro, coerente nos símbolos, nas fórmulas, nas imagens que inventa para explicar a realidade, e só na medida em que é verdadeiro se poderá dizer que é realista.
O grau de verismo das suas criações, porém, depende simultaneamente do que vê e da própria realidade através da qual vê o que vê. Conhecer a realidade é sempre traduzi-la, expressá-la através de uma linguagem e de uma voz, interpretá-la, transcrevê-la.
Da riqueza, profundidade, originalidade dessa interpretação terá que falar o crítico, devendo ser o critério de avaliação o de mais ou menos verista e não o de mais ou menos realista.
Falar de realismo em literatura, em cinema, em teatro, em música, ou tem o sentido de verismo e vale mais usar o vocábulo exacto, ou tem o sentido usual dos doutrinadores realistas que é um sem-sentido, que é uma falta de sentido, que é um sentido unilateral e equívoco, fonte de um sem número de equívocos, tudo quanto lemos em matéria de doutrinação neo-realista e etc..
É na verdade com que o poeta serve o homem que está a sua função eminentemente social..
A eficácia de um poema pode ser igual à de um tiro, agindo cada um no meio que lhe é próprio.
Entre o que conhece (o poeta) e o que transforma (político) a realidade, a diferença é apenas de ferramenta; o escopo permanece complementar.
Entre o que cria (poeta) e o que constrói (político) não há conflito mas identidade de propósitos. O poeta serve para aclarar as relações de verdade e de liberdade entre o homem que transforma a realidade e a realidade que é transformada pelo homem.
Cinema e teatro, literatura e música, pintura e filosofia, são linguagens de que o homem se serve para comunicar e conhecer a realidade com a qual se choca na acção política.
Se o político, coadjuvado pelo técnico e pelo homem de acção em geral, se propõe dominar a natureza, organizar a sociedade, transformar o mundo, fazer a história - o poeta deve propor-se uma função complementar mas específica, independente: a de conhecer a realidade. Político e poeta relacionam-se ambos com a realidade mas relacionam-se de maneiras diferentes, a níveis diversos e com diversos objectivos e pontos de partida.
Seja qual for a voz e a linguagem do poeta, ela destina-se sempre a expressar um complexo de relações entre duas realidades, ou dois aspectos da mesma realidade - a realidade da qual se fala e a de quem fala.
Que a realidade seja uma só - monismo -, ou duas distintas mas funcionalmente
ligadas - dualismo -, o que importa, em arte, em literatura, em filosofia, é
traduzir essa realidade (una ou dupla) com o máximo de verdade, isto é, com o
máximo de coerência entre aquele que fala e aquilo de que fala, e também a
máxima coerência dentro do próprio sistema de relações inventado pelo criador no
seu esforço de compreender, explicar, conhecer a realidade.
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(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no suplemento literário do
«Jornal de Notícias» (Porto), 24-10-1963
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1-1
<67-10-24-di>
NEO - REALISMO
[ 24/10/67] - O neo-realismo das primeiras fases não foi limitado por que tomou partido pelos que trabalham contra os que exploram, mas porque se limitou a um tipo de exploração e de injustiça - o da relação trabalho-capital - sem avançar para outras injustiças, outras explorações.
Quantas vítimas, na verdade, de opressões sem conta, ficaram na sombra? Ou foram realmente denunciadas mas por escritores que, por não se inserirem no neo-realismo de escola, deixaram deter o reconhecimento da crítica afecta!
O campo das injustiças é muito mais vasto e contra todas elas há que tomar partido: a totalidade da denúncia é que faz uma literatura total, mais do que neo-realista: realista critica e realista revolucionária.
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1-2 -
<70-05-09-S&S>
CRÍTICA DA SCIENCE FICTION (*)
[(*) Este texto de Afonso Cautela, foi publicado no semanário «O Século Ilustrado» (Lisboa), coluna «Futuro», 24-10-1970 ]
[9-5-1970] - A procurar a mais correcta imagem de um mundo futuro, sabre o qual se possa apoiar uma acção prospectiva inteligente, parecia evidente que fosse a ficção científica uma das principais fontes onde ir procurar essa imagem.
No entanto, na literatura de ficção científica muito pouco se pode aprender, pois a maioria dos autores, em vez de imaginarem livremente um futuro possível, ou vários futuros possíveis, limitam-se a prolongar e a levar às últimas consequências o limitado, caseiro e burguês presente que conhecem.
E quanto mais limitado é esse presente - no tempo e no espaço - mais desinteressante se apresenta o futuro imaginado. Quanto mais truncada e chauvinista é a visão da actualidade, menos imaginação revelam as ficções de amanhã.
Quer se trate de novela, quer se trate de ensaios, um escritor que não ousa imaginar o mundo em mutação, pouco ou nada contribui para esclarecer e alargar o horizonte da Prospectiva, dentro e fora da literatura.
É também bastante errado e releva de uma observação superficial, a crença de que a literatura do futuro será a ficção científica. Que, portanto, a mais avançada vanguarda literária de hoje, e o género prospectivo, moderno ou revolucionário por excelência seria esse.
Não há dúvida de que os escritores do futuro terão de entrar em linha de conta com a revolução tecnológica - mas, tal como hoje, serão os aspectos sociais e psicológicos (em suma, humanos) os que lhe irão interessar, a existência dos indivíduos e suas relações, o seu grau de liberdade e de alienação, enfim, a Ética do progresso (e não a técnica), a alma do Fundo.
Frisar a paisagem técnica e científica como faz quase toda a ficção científica, é ainda uma espécie de novo riquismo cultural que a mentalidade desses escritores não soube, na maioria, evitar.
No fundo, o problema continuará a ser o da imaginação e, ligado com este, o da experiência ou experiências humanas que a imaginação traduz. No fundo, o que caracteriza a maior parte da ficção científica é a mesma falta de imaginação que caracteriza a má literatura - qualquer género que ela cultive.
O mais importante, neste como em outros capítulos da literatura dita fantástica (aquela onde a imaginação dos seus criadores, mais livre mas onde, por isso, è posta à prova com mais exigência e insistência) é que um novo posto de observação, uma
nova óptica, um novo ângulo de análise, de observar e recriar a realidade se apresente.
Na raiz da literatura prospectiva está a descoberta das vozes que até aqui tinham permanecido sem voz e que a imaginação do escritor (do poeta) reproduz como se sua fosse. Ou, se for ele a viver essas experiências, não precisa de as imaginar, basta relatá-las, basta entrar na corrente confessional do autobiográfico.
Não é por acaso que muitos livros de confissões têm muito mais interesse como obras de imaginação, do que muitas das delirantes visões fantasistas (fantásticas?) de mundos marciano-cósmicos.
Por isso, também, se conclui que a literatura pode e deve ser feita por todos (e assim será no futuro, quando a imaginação estiver finalmente assimilada a experiência humana).
Por isso a Ray Bradbury há quem continue a preferir os diários de Franz Kafka, inegavelmente mais abertos ao futuro e mais revolucionários. Porque imagina formas de humano até então ignoradas. Por isso se apresenta a literatura, também, como uma espécie de arqueologia, como uma peculiar arqueologia: desenterrar o que nunca fora visto, começa a ser objecto de fascinante busca.
A fascinante literatura do futuro está aí: nas mil e uma formas que o "homem, esse infinito" pode assumir, ou já assumiu, embora no limbo do silêncio e do esquecimento. A literatura do futuro se encarregará de "dar à luz" o que no limbo e nas trevas permanecera.
Quando se fala de prospectiva na literatura ou de literatura prospectiva, o que se pretende é falar de imaginação. Aí está a palavra, ainda e sempre: imaginação.
Porque o "homem, esse infinito" não é tão limitado, nem tão pequeno como a literatura de costumes o fez, porque a ficção científica também não deixa de enveredar pelos mesmos preconceitos.
Ao eleger os grandes escritores prospectivos, o que iremos citar é os grandes escritores da imaginação, alguns deles catalogados na filosofia, outros na religião, outros na literatura em sentido estrito.
Numa antologia da imaginação ( de escritores da imaginação) incluiria em
primeiro lugar aqueles que me parecem ser os grandes visionários da humanidade,
ou seja, de humanidades possíveis, de futuríveis, aqueles que me dão
experiências humanas para mim inéditas.
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(*) Este texto de Afonso Cautela, foi publicado no semanário «O Século
Ilustrado» (Lisboa), coluna «Futuro», 24-10-1970
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<81-10-24>
<trabalho-4> os dossiês do silêncio – ideias para o novo milénio
– ecologia e trabalho –IV - inéditos ac de 1981
ENTRE A ESPERANÇA E O APOCALIPSE
24/10/1981 - Já apontámos aqui de que maneira o trabalho se relaciona com o Meio Ambiente e porque é, portanto, também um problema ecológico.
A fisiologia da pessoa humana que reage às condições do Meio Ambiente não é, no entanto, o único aspecto a considerar.
A maneira como o trabalho ou os conflitos de trabalho determinam uma cadeia de efeitos em recíproca interdependência, reproduz de maneira flagrante o modelo de relações que encontramos num ecossistema.
A maneira como todo o tecido das relações sociais é afectado pelas vibrações produzidas em determinado ponto, faz-nos lembrar um verdadeiro ecossistema, quer dizer, uma série de elementos em sustentação recíproca e simultânea.
Se o fenómeno ecológico se caracteriza pela interdependência simultânea de vários factores, podemos considerar um conflito laboral e suas múltiplas consequências no tecido social como um problema de Ecologia Humana.
EXEMPLOS DA ACTUALIDADE
Mais uma vez vamos recorrer a exemplos colhidos na actualidade mundial.
Uma luta muito recente dos trabalhadores franceses vem pôr em foco as relações da Ecologia com os mais graves problemas da vida e da sobrevivência humana. Entre os quais se contam, evidentemente, os problemas do trabalho.
Como se sabe, o programa que levou o novo governo francês à vitória nas últimas eleições, previa, no campo energético, medidas imediatas que iriam restringir as centrais nucleares.
O programa teve o apoio da maioria e, portanto, o governo ganhou.
Curiosamente, mal se começa a pôr em prática a redução do Parque Nuclear Francês, os trabalhadores que se encontram aí ocupados, reagem de maneira enérgica.
O que se verificou com a central de Catteton, no Leste da França, a alguns quilómetros da fronteira com o Luxemburgo, é bastante revelador do que poderá alastrar às outras centrais em construção.
Os manifestantes, apoiados pelo Sindicato CGT, retomaram o estilo das lutas no campo siderúrgico ao longo dos últimos três anos. Greve em todo o estaleiro, bloqueio do comboio Luxemburgo-Zurique, vagões de carvão despejados, estradas bloqueadas.
Note-se que, entretanto, outra central sindical, a CFDR, que sempre apoiou o programa socialista de desnuclearizar a Franças continua fiel a este programa e não apoia portanto as manifestações da CGT que pretendem a intensificação do programa electro-nuclear, até à fase dos sobre-regeneradores.
Como se vê, portanto, este conflito de características inéditas no campo da luta anti-nuclear, levanta uma questão muito curiosa ao estudioso da Ecologia Humana.
Uma questão de vida e de sobrevivência. Uma questão de qualidade de vida. Uma questão ecológica.
Vejamos atentamente os dados da situação.
Enquanto o governo de François Mitterrand procura reduzir o número de centrais nucleares, congelando a construção de algumas e anulando outras em projecto, enquanto esta medida é tomada, não só em cumprimento de um programa que o eleitorado sancionou votando nele em maioria, mas em nome da vida e da qualidade, da segurança e portanto dos supremos direitos e interesses de toda a população, eis que os trabalhadores, ligados aos estaleiros das referidas centrais, reagem de maneira enérgica contra esses propósitos de melhorar a vida em geral, por considerarem que é a sua vida e os seus interesses de trabalho que vão ser lesados.
Sentem-se prejudicados e encetaram greves para protestar. O grande argumento invocado pelo sindicato que apoia os grevistas é, evidentemente, o desemprego.
O DESEMPREGO
A desocupação tem, na sociedade industrial, duas acepções aparentemente antagónicas.
Se é desemprego, considera-se dramática. Não há - diz-se - qualidade de vida sem emprego certo.
Mas se é tempo livre, se é férias, considera-se um direito fundamental do trabalhador e todos evidentemente o desejam.
Em qualquer dos casos, o que nos interessa sublinhar é que o tempo de trabalho e o tempo livre são temas profundamente ligados à Ecologia Humana.
Os ócios, o trabalho criador, a forma como as cadências e as cadeias de montagem permitem ou não permitem uma relação rítmica do homem com a sua actividade, tudo isto são problemas que relacionam o ser vivo com o ambiente que o condiciona.
Também a liberdade e a dignidade das pessoas anda muito ligada ao meio de trabalho que as cerca.
Por sua vez, o próprio rendimento da sua actividade depende de factores físicos como a luz, a temperatura, a posição, o arejamento.
Falar de trabalho é falar fundamentalmente de um problema ecológico.
A polémica que se está a verifica r em França sobre a indústria nuclear tem ainda outros aspectos que interessam a um curioso da Ecologia.
Enquanto, até agora, os trabalhadores se aliavam normalmente aos grupos e comités de luta anti-nuclear, nos mais diversos países, enquanto o Poder contrariava essa luta, eis que se assiste, em França, ao inédito e ao insólito: enquanto o Poder luta para acabar com as centrais nucleares, eis que os trabalhadores se opõem por óbvias e justas razões de emprego.
COMO SAIR DA CONTRADIÇÃO
Como sair desta contradição é o problema que actualmente se coloca aos responsáveis pela política energética francesa.
Tanto mais que os grupos do movimento anti-nuclear reacendem também as suas batalhas.
Uma das mais renhidas travou-se, mais uma vez, perto de La Hague, que é como se sabe o grande centro de reprocessamento de combustíveis irradiados, situado na Península da Bretanha, perto do porto de Cherbourg.
Em La Hague convergem cargas de combustíveis irradiados transportados de vários países, nomeadamente o Japão.
Um armazém ou cemitério de resíduos como o de La Hague põe problemas de segurança verdadeiramente colossais.
É natural que os ecologistas tenham feito de La Hague um alvo predilecto da sua luta.
Com La Hague é toda a Europa que está em risco de se fundir. Isto sem falar já do risco que há, iminente, quanto às toneladas de resíduos radioactivos transportadas pelo mar. Basta pensar num dos muitos acidentes com navios cargueiros que todos os dias acontecem.
O último navio que chegou ao porto de Cherburg transportava trezentas toneladas de combustíveis irradiados provenientes do Japão.
Brice Lalonde e uma centena de militantes defrontaram-se com as forças da Polícia, quando tentavam impedir o desembarque dessas 300 toneladas de resíduos radioactivos.
De um lado, há confrontos dos que lutam pela vida contra o Plutónio fabricado em La Hague.
Do outro lado, há confrontos dos que lutam pelo emprego e querem portanto que as centrais nucleares continuem a proliferar.
Uns visam o médio e o longo prazo.
Outros, o imediato.
Uns trabalham para que a geração de amanhã ainda tenha um bocado de Terra habitável.
Outros trabalham para manter o seu nível de vida e de consumos.
A grande opção está aí, na encruzilhada, entre a vida e a morte, entre a esperança e o apocalipse.
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1-1 <90-10-24-ie> notícias do maravilhoso
<baleia>
24-10-1990
«HUMPHREY» REGRESSA A S. FRANCISCO
GUARDA-COSTEIRA LIBERTA BALEIA ENCALHADA
A guarda-costeira norte-americana conseguiu, com a ajuda de uma grua, reorientar em direcção ao mar alto a baleia Humphrey que, voltou a ficar presa nas águas pouco profundas da Baía de São Francisco, apenas a 60 metros da costa da Califórnia, nos Estados Unidos.
Até à libertação da baleia e durante a baixa mar, os salvadores de «Humphrey» foram regando, com regularidade, o mamífero.
Na verdade, não se tratou senão de um regresso da baleia «Humphrey», que já em 1985 encalhara na Baía de São Francisco, onde permaneceu durante um mês, atraindo ao local milhões de norte-americanos.
Foram os cientistas os primeiros a reconhecer o animal de oito metros de comprimento, devido às marcas que apresenta na cauda. «A baleia estava imobilizada, e nós servimo-nos de baldes e toalhas molhadas para humedecer o seu corpo, o qual aquece sempre que fica fora da água», comentou Marc Webber, responsável de um centro de estudos sobre os mamíferos marinhos.
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1-3 < 90-10-24-nm> notícias do maravilhoso
<chodrak>
24-10-1990 - A vedeta ao vivo, hoje, pelas 18 horas, na Faculdade de Letras de Lisboa, anfiteatro 1, a convite da associação de Estudantes, é o médico pessoal do Dalai Lama, Dr. Tenzin Chodrak.
Verdadeira «lenda» viva da resistência tibetana à ocupação chinesa, com um curriculum de militante em que se destacam 17 anos no pior campo de concentração da China Popular, o Dr. Chodrak irá falar sobre a medicina tradicional do seu país. Para quem souber o tibetano, tudo será fácil e claro na conferência de Chodrak. Para os menos habilitados nessa estranha língua dos Himalaias, um intérprete de inglês traduzirá o essencial. E para os menos letrados, Filipe Rocha, da Escola do Budismo Tibetano Nyingma, traduzirá do inglês para português chão.
Este será um encontro histórico: não só dos estudantes de Letras com o representante de uma civilização que provavelmente só conheceriam dos livros e terão interesse em ver ao natural; mas também porque não é todos os dias que a medicina tradicional tibetana nos é explicada por um dos seus mais abalizados representantes.
«Equilíbrio de todas as energias humanas» é o conceito chave da medicina que Chodrak pratica. «O principal - como ele disse a « A Capital» - é manter o equilíbrio entre o estado de espírito, o estilo de vida e a dieta». Aprender (e ensinar) a gerir as energias humanas é, assim, um dos objectivos que se propõe a medicina praticada há séculos nos mosteiros do Tibete.
«Tudo na medicina tibetana é simples e complexo» - afirma o dr. Chodrak, sublinhando assim a mais típica característica do processo iniciático (ou terapêutico), simples para quem está subindo já os degraus da escada, complicado para quem se arreganha, de fóra, a negar até que a escada exista.
Ninguém é obrigado a converter-se ao budismo ou ao hinduísmo para obter resultados práticos com as técnicas médicas da tradição esotérica tibetana. Mas isto é como o dinheiro no Ocidente e conforme se costuma dizer: praticar o Dharma não dá a felicidade nem garante a cura, mas ajuda muito. Não somos, pois, obrigados a crer em nada mas estamos obrigados - isso sim e como frisa o dr. Chodrak - a cuidar de nós mesmos, a pensar no nosso destino, saber porque estamos aqui, de onde viemos e para onde vamos.
E todos estes pontos têm a ver, na perspectiva iniciática (ou médico-terapêutica), com a nossa «doença», com o nosso «sofrimento», no sentido ao mesmo tempo mais lato e mais preciso destas palavras.
Como acentua Chodrak, a doença seria mesmo, na perspectiva da sabedoria mais antiga, uma espécie de teste transcendente para nos pôr à prova no sentido do nosso próprio progresso evolutivo à escala cósmica. Se a doença era e é um teste, é caso para concluir que essa oportunidade e função da doença foi completamente destruída por uma medicina cega que ignora os fundamentos do homem e a função gnóstica das suas actividades sensoriais e vitais.
«Muito importante - acentua ele - é o nosso estado de espírito, a nossa disposição em relação a todos os seres sensíveis. Normalmente e se fôssemos saudáveis, devíamos ter um estado de espírito concentrado no benefício de toda a gente e devíamos procurar evitar, de qualquer maneira, qualquer tipo de mal. Isso é a saúde.»
NO LIMITE DAS ENERGIAS HUMANAS
Desde os 21 anos médico pessoal do Dalai Lama, cuja saúde regularmente vigia através do diagnóstico dos pulsos, foi em 1959, com a entrada da China Comunista no Tibete, internado num campo de concentração, onde permaneceu, alvo das maiores torturas, até 1976, o que se afigura de facto sobrenatural. Mas tudo nele é humano, simplesmente humano.
Ser de excepção, forjado nos limites do sofrimento, Chodrak cumpriu pena de degredo no deserto de Gobi, uma das colónias penais mais sinistras da China Popular, onde esteve 16 anos resistindo a todas as torturas, enquanto via sucumbir companheiros seus. O facto de ter curado um alto dirigente chinês de uma doença dada como incurável pela medicina oficial, iria contribuir para o libertar, em 1976. Depois, começou a sua peregrinação pelo mundo. Fundou centros de medicina tibetana, não só na Índia (Dharamsala) - onde regularmente trabalha - mas em outros países como o Nepal e o Bhutão. Pela Europa e Estados Unidos, tem realizado conferências e colóquios, divulgando os pontos essenciais de uma sabedoria que, embora oculta, pode ser revelada a todos os que queiram entender o Dharma budista.
RIO DE VÁRIOS AFLUENTES
Ponto de encontro de três grandes correntes médicas - hindu, helénica (através da Pérsia) e chinesa (a mais antiga que se conhece), a medicina tibetana, que conseguiu ser preservada devido às condições geográficas do País, aparece hoje como um concentrado de técnicas que a experiência foi apurando e depurando. O seu estudo e aprofundamento, no entanto, só pode ser feito por quem domine a língua tibetana, já que os principais textos (tantras médicos) se encontram neste idioma e não foram ainda transladados para línguas ocidentais.
Um exemplo desse «pluralismo» da medicina tibetana, corrente aberta a outras correntes, é dado pelo dr. Chodrak e refere-se à farmacopeia vegetal do Tibete que funciona, evidentemente, como qualquer fitoterapia ocidental( extractos, decocções, pastilhas, pós) e funciona tanto melhor quanto mais profundamente se conhecer o sistema médico do Ayurveda, onde a tradição tibetana foi colher preciosos ensinamentos de farmacopeia.
Quando a homeopatia foi «descoberta» no Ocidente pelo médico alemão Samuel Hahnemann (1755-1843), a técnica da «potenciação» energética já existia e funcionava na Índia e no Tibete havia vários milénios ( não esqueçamos que cada milénio tem dez séculos...). Tal como aconteceu à Acupunctura, que a medicina ocidental adoptou e adaptou, desligando-a do seu contexto ou sistema original, também a terapia herbárea do Ayurveda, quando chegou ao Ocidente, sob a forma de fitoterapia ou de homeopatia, veio desligada do sistema coerente dentro do qual fazia sentido.
MEDICINA HUMANA
Como diz Terry Clifford, doutorada em Psicologia e Religião, autora de um livro sobre « A Arte de Curar no Budismo Tibetano» «The Diamond Healing» ( 1981), a medicina tibetana é predominantemente holística, quer dizer, «enfatiza a relação entre a mente e o corpo, entre o psicoorganismo concretizado e o Universo»; ela «envida esforços preventivos e curativos para manter e restaurar o equilíbrio cósmico, dentro e fora». Finalmente, «como a maioria dos sistemas médicos tradicionais, define a saúde em função do equilíbrio mas, nela, o conceito de equilíbrio é desenvolvido até aos limites mais distantes e subtis».
O Ocidente procurou alcançar esta meta humanista e «inventou» a medicina psicosomática, que ficou apenas e paradoxalmente nos livros dos respectivos especialistas, já que não se pratica e ninguém a pratica. Inclusive a psiquiatria transformou-se numa terapêutica de «específicos» químicos, levando a doença mental à paranóia da hiperespecialização e da hiperanálise. Ou seja, piorando a doença em vez de a curar.
O sentido «holístico» das terapêuticas como a tibetana vai assim no sentido inverso: valoriza tanto o Todo como a parte, mas vê esta indesligável do conjunto. Para isso, as tecnologias e os remédios têm que diferir da farmácia analítica em uso no Ocidente. O universo humano vive no e do todo, e não de cada parte de per si, por isso é sempre considerado na perspectiva do macrocosmos, para o qual se apela, aliás, no sentido de fazer convergir as mais poderosas energias circulantes sobre a pessoa humana que sofre e aspira à cura.
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<95-10-24>
<ladd-1> = lista aberta de diagramas <alv-2><adn>
OBJECTIVIDADE E SUBJECTIVIDADE
NA GRELHA DOS METAIS
[ Diagramas 16 e 17 ]
O facto de se verificarem diferentes reacções de diversas pessoas ao mesmo teste, é uma das ocorrências que provoca maior perplexidade no estudioso de radiestesia.
Porque, por um lado, se diz que os dados em radiestesia são objectivos e, por outro lado, se confirma que há uma dose de subjectividade, a que é costume chamar nível de «fiabilidade».
Como todos nós nos encontramos em níveis vibratórios diferentes, com diferentes memórias no código genético, com individualidades diferentes e diferentes identidades, como é possível encontrar objectividade nas pesquisas a realizar? E como podem ter os terapeutas em actividade confiança no que fazem?
Esta questão é real e não há que iludi-la. O texto de Etienne Guillé que a seguir se traduz, dá conta da perplexidade e da contradição que antes se refere: se as direcções dos batimentos, por exemplo, como ele afirma, dependem do catião e do indivíduo, um teste será mais revelador do próprio indivíduo do que da estrutura testada. (Diagramas 16 e 17 )
Esta subjectividade na objectividade nunca foi suficientemente assumida pelos activistas do pêndulo entre nós. Guiam-se cegamente pelo que o Pêndulo lhes diz.
Mas mais interessante e eloquente é o que Etienne diz relativamente aos números de batimentos e sua variação de indivíduo para indivíduo:
«O número e amplitude dos batimentos numa direcção dada, dependem do ião, da diluição do sal metálico e do tratamento «natural» ou não que o metal sofreu.»
O texto de Etienne Guillé é o seguinte:
«De um modo geral, as direcções dos batimentos dependem essencialmente do catião e do indivíduo. O número e amplitude dos batimentos numa direcção dada, dependem do ião, da diluição do sal metálico e do tratamento «natural» ou não que o metal sofreu.
As direcções dos batimentos, sempre em número de 12, são características do indivíduo que efectua a experimentação: elas estão relacionadas com o seu «verdadeiro» tema astral que, por sua vez, depende do seu património genético.
Numa primeira aproximação, a análise do pêndulo sugere que há apenas duas categorias de metais: os que provocam um só desvio do pêndulo e que compreendem, nomeadamente, os alcalinos, os alcalino-terrosos, o lítio, etc. e os que provocam vários desvios do pêndulo.
Estes últimos são os metais tipicamente alquímicos: Pb, Sn, Fe, Au,Cu,Hg, Ag,
Sb e alguns outros: Zinco, Cd, Mn, Ni, Bi, Pt, cujo número de desvios vai de 3 a
12.»
ALV, 112
<ladd-2>lista aberta de diagramas
PSICOSTASIA
[Diagrama 1, 26, 40 ]
[ 30/6/1995] - Ainda e sempre a psicostasia. Não há informações suficientes que permitam induzir que o julgamento figurado na cena da Psicostasia (Diagrama 1) não é apenas um julgamento pós morte física mas um permanente julgamento da alma humana face às leis de justiça e verdade da deusa Maat, que são, afinal, as leis cósmicas. A Lei, possivelmente aquela que nas «Tábuas de Moisés» estava já degenerada num código de 10 mandamentos...
Não há informações que autorizem esta indução, mas deve avançar-se para ela. Porque, de facto, com psicostasia ou sem psicostasia, a alma do ser humano , se em movimento alquímico, está sob julgamento constante e isso reflecte-se no seu nível de consciência (Diagrama 40), no seu grau de elevação espiritual (mais ou menos próximo do seu próprio espírito), no seu sentido das responsabilidades humanas e cósmicas, e na forma como sabe gerir as suas relações com o Poder, com toda a espécie de poderes.
Reflecte-se nas doenças que tem ou não tem. E na limpidez com que as suas componentes (Diagrama 26) se distinguem umas das outras, cada uma com sua função específica e seu nível específico de informação.
ALQUIMIA CELULAR
[ DIAGRAMAS MOLECULARES: 54 ]
[ 30/ 6/ 1995] - A ligação dos metais existentes na heterocromatina constitutiva aos planetas faz pressupor que outras sequências do ADN terão igualmente a função de captar energias vibratórias cósmicas específicas.
Nada de admirar que isso possa acontecer com a «escala musical» que nos é figurada pelas sequências repetidas (Diagrama 54)
MAUS ESPÍRITOS
[ Diagrama 0 ]
Maus espíritos significa «más energias». A palavra espírito é daquelas que , no plural, fica desfigurada, com o sentido completamente pervertido ou invertido.
Quando Allan Kardec chama «espiritismo» ao que é uma forma de mexer nas energias puramente emanadas do corpo físico, está de facto a abastardar a palavra espírito e a desvirtuá-la. religião, espiritismo, yoga, são criações humanas das energias vibratórias. Nada ou pouco têm a ver com as energias vibratórias propriamente ditas.
+
1-3 < 98-10-24-hv-ah> afonso dos projectos
<cdi-1>
24-10-98
- Egipto
- Atlântida
- Continente Mu
- Linguagem dos símbolos
- Tradição europeia: de Hipócrates a Rudolfo Steiner e Etienne Guillé
- Tradição médica taoísta
- Tradição médica tibetana
- Energias ancestrais (informação genética)
- Energias adquiridas
- Energias do ambiente
- Parasitoses ocultas
- Alergias ocultas
- Toxicose do terreno orgânico
- Ambiente de trabalho
- Ambiente de casa
- Factores adversos do ambiente exógeno
- Factores adversos do ambiente endógeno
- Interferência de energias no comporatamento
- Ser professor de si mesmo
- Reforço da imunidade física
- ABC alimentar
- Equívoco do psicologismo
- Noologia, ciência do continuum energético
- O continuum energético como meio ambiente
- O continuum energético segundo Rudolfo Steiner (escala hierárquica do valor vibratório)
- Alquimia alimentar : base da pirâmide vibratória
- Alimentação do cérebro ( Jean Bourre)
- Macrobiótica no comportamento ( Michio Kushi)
- Substâncias psicoactivas
- Testes vibratórios segundo a Radiestesia Holística
- Radicalização da consciência ecológica
- A ecologia alargada de Etienne Guillé
- O mundo vibratório entre céu e terra (continuum energético)
- O «duplo» segundo Etienne Guillé
- Psicostasia na Antiguidade Egípcia
- Movimento Alquímico e mudança de comportamento
- Autoconstrução do destino individual
- Fritjof Capra
- Deepak Chopra
- Realismo Fantástico (Louis Pauwels/Jacques Bergier)
- Surrealismo
- Prospectiva e Futurologia
- Medicina do Terreno
- Medicina Metabólica
- Medicina Ortomolecular
- ADN e DNA
- Radiestesia Holística segundo Etienne Guillé
- Autoterapia Vibratória e Alquimia da Célula
- Biologia molecular alargada (dois códigos genéticos)
- A descoberta do segundo código genético (Etienne Guillé)
- Escala hierárquica das frequências vibratórias ( continuum energético)
- Os 7 corpos energéticos segundo Rudolfo Steiner
- As pirâmides vibratórias do ser humano
a) Pirâmide do Corpo
b) Dupla pirâmide da Alma
c) Pirâmide do Espírito
- O fio de Ariadne entre macro e microcosmos (Continuuem energético)
- A ciência hermética do antigo Egipto
- Alquimia da célula e Alquimia da vida
- Florais (Dr. Edward Bach)
- Homeopatia
- Energia dos símbolos
- Linguagem das cores
- Linguagem
- Linguagem vibratória de base molecular (Etienne Guillé)
- Linguagem das Árvores
- Linguagem dos Sonhos
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<99-10-24>
<misterio><ideias><project>
GEOGRAFIA SAGRADA DE PORTUGAL
ITINERÁRIOS A PERCORRER
Sítios indicados por João da Cruz Alves:
-Fátima
-Mafra - São Julião
- Monsarás
- Mu
- Panóias - Vila Real de Trás os Montes
- Sagres
- Serra da Estrela (terra de Torga?)
- Sintra - Capuchos e Palácio
-Tomar
Sítios indicados por Vítor Quelhas:
- Cromeleques do Alto Alentejo
- Jerónimos (3 sítios dos) - que o cicerone indica
- Locais de romarias mais antigas
- Nossa Senhora da Lapa (Moimenta da Beira e Sernancelhe- Beira Alta)
Sítios com «boas vibrações» indicados por Pedro Teixeira da Mota:
-Batalha
-Beja
-Braga - Bom Jesus do Monte
-Coimbra - Convento Santa Clara
-Douro - Santuários Românicos
-Estremoz-Monsaraz
-Évora
-Gerês
-Guimarães - Citânia
-Lamego
-Lisboa - Castelo - Jerónimos
-Panóias
-Porto
-Sagres
-Serra de Mu
-Sintra
-Tomar
-Viana do Castelo - Serra d´Arga
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<00-10-24>
<nieper-1>
A PESQUISA ORTOMOLECULAR
NA LINHA DA FRENTE DA NOVA NATUROLOGIA CIENTÍFICA
24/10/2000 - O termo «ortomolecular», por oposição a «toxicomolecular», é a palavra-chave da Nova Naturologia Científica para os anos 90, ano 2000 e seguintes.
A famosa aceleração da história, em que falam os ideólogos do progresso tecnológico, tem na evolução da naturologia científica (ou da ciência naturológica) o seu contraponto mais óbvio.
Esquematizando, podíamos dizer que, se a ideia ecológica, foi potencialmente dominante na década de 70, a ideia holística atravessou toda a década de 80 e os anos 90 foram de uma consciência em que a informação ortomolecular predominou.
Isto, ao nível das ideias e da história das ideias. Na prática e no plano dos factos, a maior parte destas ideias (redentoras...) ainda não «incarnou», ainda não tem expressão quotidiana na vida da maioria das pessoas, na saúde e na doença das pessoas.
Os lobbies da doença são demasiado poderosos e não se deixam facilmente vergar às ideias humanistas e redentoras. Mas há sempre quem, na linha da frente, lute contra a forte corrente dominante e tente realizar ( contra a utopia tecnológica) a utopia ecológica.
Essa minoria de lutadores e militantes pode constituir o núcleo criador da nova naturologia, pesquisando em todos os sentidos possíveis para reunir informação dispersa (que o sistema propositadamente dispersa) e, principalmente, informação sistematicamente silenciada pelos poderes e lobbies para quem a doença e o sofrimento constituem fabulosa fonte de receita e astronómicos lucros (de que a famosa e anunciada bancarrota da segurança social é o monstruoso reverso da medalha).
Tudo vai dar aqui. Queiramos ou não, é no capítulo dos cifrões que a luta se verifica, não é no plano das ideias ou da razão. A doença é lucrativa, é altamente lucrativa e tudo o que for feito para promover e defender a saúde (a vida), mesmo simples conselhos alimentares, torna-se, no mínimo, suspeito e susceptível de perseguição mais ou menos encapotada. Ou então alvo de suborno e usurpação. Os lobbies da doença compram governos e canais televisivos, e submetem-nos aos seus interesses.
O militante da Nova Naturologia (ou Naturologia Científica) , que é apenas um consumidor cansado e desiludido, não pode entrar nessa guerra de gigantes, onde seria esmagado sem dó nem piedade. À margem, apenas lhe compete fazer um trabalho silencioso e pacífico. Um trabalho de sapa, como se dizia noutros tempos menos tecnologicamente virtuais do que os actuais. Um dos livros de Joseph Lévy, ilustre representante em França da medicina ortomolecular, intitula-se precisamente « La Révolution Silencieuse de la Médecine» (Ed. du Rocher, Paris, 1988)
Investigando, pesquisando, reunindo informação que o sistema propositadamente dispersa (dividir para reinar!...)., conhecendo e dando a conhecer os pioneiros e autores da Nova Naturologia Científica - que são os autores do novo paradigma de civilização - , o militante da linha ortomolecular está a trabalhar pelo próximo futuro e pela sobrevivência in intremis possível da espécie, de todas as espécies vivas e do Planeta como sua morada.
Afinal, trata-se de globalizar a inteligência, de forma a contrabalançar a galopante globalização da estupidez em que estamos atolados.
Apurando, neste momento, a bibliografia auxiliar da pesquisa ortomolecular (linha de vanguarda da nova naturologia científica) obtemos alguns títulos fundamentais (ver a seguir file < nieper- 5 > ), que, por sua vez, poderão servir de ponto de partida para novas pesquisas no oceano imenso e turbulento da Internet, a que alguns preferem chamar lodaçal de merda, morte e mentira.
A questão da internet é que, virtualmente, asfixia a informação (que interessa) com a overdose de informação (que não interessa nem ao menino Jesus).
Não é muito provável, por exemplo, que os nomes de gigantes contemporâneos como Hans Nieper, Etienne Guillé, Michio Kushi ou André Voisin, estejam já na Internet. É caso para dizer: ainda bem que não estão, dada a tendência do sistema para desvalorizar a informação, banalizando-a. São os dois truques hoje em voga nos meios virtuais desta era virtual:
a) excesso de informação para matar a informação
e
b) banalização da informação para desvalorizar a informação.
Regra geral, silencia-se primeiro e banaliza-se depois.
Mas se Hans Nieper, Etienne Guillé, Michio Kushi e André Voisin - 4 gigantes, cada um a seu modo, da pesquisa ortomolecular, - ainda não se encontram na Internet, nomes mais mediáticos como o de Linus Pauling (Prémio Nobel da Paz e Prémio Nobel da Química), de certeza que já têm sites garantidos.
O pesquisador ortomolecular reserva-se um papel muito modesto, honesto e simples: mover-se no labirinto da confusão e do caos (também intencionais) , no mundo que a globalização da merda (eufemisticamente chamada poluição) , da morte e da mentira (os três M da «civilização» a que orgulhosamente pertencemos) mas onde a vida, o sagrado, o mistério e o maravilhoso terão cada vez mais o lugar a que têm direito como tiveram naquelas civilizações que verdadeiramente merecem o nome de civilizações.
A linha ortomolecular de pesquisa será uma das linhas fundamentais para a construção do novo mundo que, còsmicamente, é não só possível como necessário e inevitável. ■