<03-10-20-ol>
Posted by Big-Bang - segunda-feira, 20 de Outubro de 2003
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18 anos de memórias
1-1 - <79-10-20-CS> = constantes do sistema – teses exemplares – publicado ac de 1979
SE O DESEMPREGO NÃO EXISTISSE
TERIA QUE SER INVENTADO (*)
(*) Publicado no jornal «A Capital», 20/10/1979
20/10/1979 - Há certos males de sistema, que ainda que não lhe fossem intrínsecos a pudessem ser resolvidos, persistiriam como males e seriam agravados propositada e artificialmente, porque o sistema precisa deles como seu alimento indispensável.
Por exemplo: pensa-se, regra geral, que o desemprego é uma disfunção do capitalismo, algo que existiria a contragosto dos responsáveis pela exploração do homem pelo homem.
Para engano! O desemprego é alimentado, mantido, provocado: enquanto hipócritas medidas para o combater são proclamadas pelos políticos, o que verdadeiramente se faz, é evitar que o desemprego diminua.
Porque, sem ele, a maior parte dos trabalhos ofensivos, alienatórios, penosos, tóxicos, poluentes, inseguros, de fins directa ou indirectamente militaristas ou mercenários, não seriam realizados.
A pesquisa de petróleo o outros trabalhos arriscados, penosos, patogénicas como o trabalho das minas, não haveria ninguém que os fizesse.
Tal como o cancro (que alimenta algumas das mais poderosas indústrias do mundo ocidental ) o desemprego não é nem uma doença incurável, nem uma maldição, nem um fatalismo. É um mecanismo mantido a todo o transe como sustentador e multiplicador do sistema nas suas rodas dentadas principais. Tal como a famosa e famigerada poluição.
Na U. R. S. S., entretanto, não é preciso desemprego para haver quem faça os trabalhos forçados que o progresso do imperialismo industrial implica: o Estado tem aí processos muito mais expeditos e não precisa de fomentar artificialmente a desocupação.
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(*) Publicado no jornal «A Capital», 20/10/1979
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1-2 - <79-10-20-ie> = a ideia ecológica
<ecorealismo-2> os dossiês do silêncio – entrevista-testamento>
OS NEOLÍTICOS DA REVOLUÇÃO (*)
(*) Publicado no jornal «A Capital» (O Mundo da Ecologia), 20/10/1979
20/10/1979 - Em Agosto de 1979, o ecologista enfrenta-se com uma situação de conjuntura algo bizarra no nosso país: quando, ainda há meses, o tecnocrata lepidamente assolava os buldogues à perna do ecologista radical, vemos hoje, meses volvidos, que não só as soluções e técnicas "leves" começam a ser adoptadas a todo o vapor pelo sistema, como ele se comporta como se desde sempre tivesse sido o pioneiro e o mártir das eco-alternativas.
Isto é uma situação anedótica. Mas o bom humor que nos causa não nos deverá fazer esquecer os riscos que envolve para as forças de Esquerda em Portugal.
O perigo já vinha a esboçar-se, desde a primeira fase do Movimento Ecológico Português, fundado em 14 de Maio de 1974. E cifrava-se, principalmente, na desatenção, na hostilidade, na ignorância e até no desprezo que a Esquerda resolveu sempre ostentar para com toda e qualquer manifestação dos "verdes". A conspiração do silêncio funcionou durante muito tempo, quando não era o oportunismo (como é o caso no campo das lutas anti-nucleares) e o perfeito desconcerto entre acções descoordenadas.
Não só a Esquerda nos virou a cara, como tudo fez para nos meter no gueto e depreciar aos olhos da opinião pública, como um punhado de anarquistas irresponsáveis, perigosos, incendiários, ruminantes de cenouras e vegetarianos adeptos do arroz integral. Todas as caricaturas serviram. O fenómeno é geral e não específico do meio ambiente português. Lançar ao vento as caricaturas do ecologismo, ajuda a deturpa e portanto manter a Revolução Verde num gueto minoritário. As forças políticas à esquerda e à direita, parecem temer a rápida ascensão e o forte ascendente que sobre a opinião pública podem ter, de um momento para o outro, as teses para a sociedade pós-industrial.
Enquanto puderem adiar, ei-los jogando na calúnia, na mentira, na deturpação, no ridículo. Quando for o momento crítico, jogam-se ao ataque para ocupar o terreno desbravado pelos profetas e pioneiros. Enfim, a desvergonha habitual.
O que se passa neste momento em matéria de energia solar, no nosso país, ilustra o facto. Mas havemos de ver ainda mais e melhor.
Será, em suma, a direita que vai ganhar esta primeira batalha? Que vai colher os lucros?
E a Esquerda? Sob os mais ridículos e inoperantes pretextos, vai deixar que a Direita galgue, por este flanco, o terreno que ela deveria ocupar?
Pintando a fachada com tintas ecológicas e pondo um colector solar em todas as casas de burgueses deste País, a classe dominante terá mais tempo de vida. Com tais remendos, contribuirá inclusive para que a opinião pública lhe "agradeça" as soluções ecológicas recebidas pelo país e até as vantagens na economia de energia e na limpeza das fontes energéticas.
A direita apropria-se da energia solar, inclusive, para poder desencadear o seu sofisma favorito: ela irá insistir, enquanto vai tecendo rasgados elogios ao solar, de que se trata de energias «só rentáveis e utilizáveis lá para o ano 2 . 000" .
Ao mesmo tempo que se apropria das fontes infinitas de energia, vai retardá-las o mais que lhe for possível.
Esta é a estratégia que se desenha: e quem mais contribuiu para ela, foi sem dúvida, a negativa atitude que os ideólogos da Esquerda têm assumido, entre nós, para com os problemas da "tecnologia intermédia'.
O "Establishment» vai servir-se das "soluções" ou tácticas ecológicas precisamente para que nada, a médio e longo prazo, mude nas estruturas de fundo e nas estratégias do capitalismo, que tem nas eco-tácticas o melhor revitalizador da sua estratégia de exploração, alienação e manipulação do homem pelo homem.
E a principal culpa disto cabe aos que continuam a rotular de reaccionários os «maluquinhos da frente ecológica". Aos que, dogmáticos e teólogos da política, são os Neolíticos da Revolução.
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(*) Publicado no jornal «A Capital» (O Mundo da Ecologia), 20/10/1979
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<83-10-20>
<clima-1> antologia cpt – direito de resposta
O APOCALIPSE CLIMÁTICO
E A IDEOLOGIA DA AMEAÇA(*)
20/10/1983 - É uma esperança para a humanidade que os cientistas se ponham a adivinhar a data do Apocalipse, dado que, regra geral, tudo ocorre ao contrário do que a ciência futuriza, nomeadamente quando os cientistas recorrem ao computador, "o animal mais estúpido que há", dizem alguns.
Ora bem: o último alarme vem dos Estados Unidos, mais especificamente de Washington , da sede do governo federal, que decidiu aproveitar este momento das difíceis conversações sobre armamento para distrair as atenções das massas.
Como se sabe e segundo as melhores regras da manipulação de cérebros e consciências, nada melhor para desviar as atenções do seu alvo do que outro perigo supostamente ainda maior.
E é assim que a crise ecológica, particularmente a crise climática, fornece aos pacifistas da Guerra e aos belicistas da Paz, a Leste e a Oeste, motivo sempre oportuno para ameaçar a humanidade de perigos ainda maiores do que o holocausto nuclear em que eles ameaçam mergulhar o Planeta mas que, até agora, não têm tido a coragem de concretizar. Só "bocas"...
Se a Agência Norte-americana do Ambiente anuncia para 1990 o Apocalipse climático, é de facto uma esperança, pois significa que os mandões do Planeta decidiram conservá-lo em éter até essa data e não detonaram (detonarão) até lá nenhuma guerra de mísseis, acompanhada com muitas e quentes "marchas da Paz". No Porto, lá foram os ecologistas do grupo «Terra Viva" agredidos pelos marchantes em nome da paz.
TEORIA LEVA NUCLEAR NO BICO
Se há hipótese, ainda, de haver clima nessa altura - em 1990 - considero esta notícia dos cientistas pessimistas norte-americanos de um optimismo subversivo.
(Ver notícia anexa, em fotocópia)
O resto, a teoria propriamente dita que mais uma vez se pretende ventilar com o objectivo de aterrar a gente, é história antiga e já bastante gasta. A tese que agora se pretende reavivar com foros de novidade de última hora, tem sido especulada várias vezes: o "efeito de estufa", provocado pelo aquecimento da biosfera, derreteria as calotes polares, os oceanos subiriam de nível e adeus Lisboa, Londres, Nova Iorque e outras cidades costeiras, à beira oceano plantadas.
A hipótese quer no entanto culpabilizar uma forma de poluição, provocada pela queima dos combustíveis bastante fósseis - o óxido de carbono - e torná-lo directamente causador do segundo dilúvio universal. É aqui que o reavivar de teses já antigas, neste preciso momento, parece suspeito: culpar o bióxido de carbono tem servido a iminentes futurologistas para esquecer fontes e centrais energéticas que não aquecem a atmosfera , claro, nem pensar: as nucleares.
Mais um passo e a conclusão impõe-se: enquanto as centrais térmicas de energia , lançando calor para a atmosfera, criariam o efeito estufa (o calor da radiação solar entra na atmosfera mas não sai) e o dilúvio, as nucleares deixariam tudo intacto, sendo portanto, no contexto desta retórica alarmista do óxido de carbono, melhores para o ambiente.
"DAR ARMAS" À ESPERANÇA
Quando os alarmes mais apocalípticos e as ameaças mais horripilantes surgem hoje de quadrantes afectos aos varias blocos que dividiram o mundo em fatias de influência, teremos de concluir, por força da razão e dos factos, pelo menos três coisas:
1 - A Esperança é de Esquerda e anti-imperialista;
2 - Tudo o que se fizer, no campo da Pessoa e da iniciativa personalista, para libertar as pessoas do sistema, contribui para consolidar e "dar armas" à Esperança;
3 - É possível já hoje meter toda uma massa de informação em computador que, a qualquer momento do dia, poderá dar uma resposta "científica" a qualquer das ideologias, quer a niilista quer a da esperança.
A todos os que estão ainda agindo de boa fé - alguns professores, alguns técnicos, meia dúzia de jornalistas, três escritores e meio, filósofos quanto baste e poucos mais - é necessário e urgente dizer a palavra essencial, quer dizer, as tecnologias da esperança.
A nível dos poderes que se digladiam na arena planetária, só resta esperar que se despedacem pelo holocausto nuclear, o que não é muito provável.
O mais certo é ficarem-se pela demagogia da ameaça, algumas medidas de boicote económico logo disfarçadamente retiradas, o encerramento "figurado" do Golfo, enfim, os clássicos filmes de arrepio e suspense que este gigantesco vídeo exibe com a necessária regularidade para que o estado de sítio mental se mantenha entre as massas. Para que as massas continuem massas, quer dizer, incapazes de pensar, querer e agir como pessoas.
Vivem os imperialismos dos sustos que vão pregando, consecutivamente, às pessoas. E como se já não bastasse a ameaça de uma guerra nuclear - um míssil no Rossio, por exemplo, regalam-se alguns cronistas a prometer - logo os pressurosos cientistas, sempre ao serviço do Império, apelam para o grande poço sem fundo de sustos e arrepios, o clima, esse meio fluido, flutuante e vário que nos cerca por todos os lados num anel de mistério e predições profético-meteorológicas...
Aí, sim, como peixes na água, os cientistas, com a maternal ajuda da Organização Meteorológica Mundial e o paternal amen de qualquer instituto de Geofísica, prometem apocalipses a granel para daqui a 5, 10, 20 ou 30 anos. O profeta Zandinga todos os anos tem previsto para breve o grande terremoto de Lisboa.
"Marque já o seu" ou "compre agora o seu apocalipse e pague depois". Os meteorologistas é uma daquelas classes dirigentes que nunca deixa de nos enternecer e fascinar.
Há 20 anos que andam a querer fabricar chuva, e o que temos é uma seca do tamanho do Sara. Eles querem dominar ventos, correntes marítimas, olhos de furacão, mas acabam por se confessar dominados, pagando nós todos, entretanto, cobaias assíduas, as favas de tanta experiência falida.
Mas para lá da manipulação voluntária de climas - procurando fazer das forças naturais uma arma - , manipulação já devidamente regulamentada em reunião internacional das grandes potências que a ela se dedicam, vem sempre a tempo o estafado alarme do óxido de carbono, que o progresso industrial se tem encarregado de mandar para a atmosfera dizendo que é desenvolvimento e qualidade de vida mas que, repentinamente, vem agora dizer-nos: "É o fim, camaradas, nada a fazer». Só nos resta despedir da família e aguardar, de mãos atadas, a subida dos oceanos, tempestades monumentais, secas de partir, enfim, o desequilíbrio ecológico do sistema climático, o pandemónio com hora marcada já na agenda do serviço diário das agências noticiosas, mas hora a hora fabricado por esse mesmo sistema de morte que levou décadas arruinando o Planeta que havia.
UMA UNHA (NEGRA) DE ESPERANÇA
Como ameaça manipulatória e um míssil mais da guerra psicológica em que os imperialismos estão fundamentalmente interessados, é que o famigerado "efeito estufa" merece ser analisado e enquadrado.
A Leste e a Oeste, interessa aos senhores do Mundo muito mais ter-nos rendidos e de cérebro lavadinho do que exterminados e feitos em pó. Mas principalmente o que lhes interessa é o Mundo onde , evoluindo na continuidade, sejamos os robôs servis das suas orgias.
Por isso ainda temos uma margem de Esperança e manobra: nem guerra nuclear nem apocalipse climático são prováveis, já que em ambos os casos os engolfariam também. O que vai aumentar, sim, a Leste e a Veste, são as ameaças de que eles farão uma coisa e outra se a gente desobedecer. Ou não deixar que nos lavem o cérebro à medida das suas meias tijelas.
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(*) Confirmar se foi publicado em 5/11/1983 na Crónica do Planeta Terra («A Capital»)
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1-1 <90-10-20-ls> 5 estrelas
A LATA DELES
20/10/1990 - «Os cientistas perderam a inocência», segundo Niels Bohr, mas não perderam pelos vistos a lata.
Para que não faltasse nenhum «lobby» português, herdeiro de antigas corporações no tempo da outra senhora, também o «grupo de pressão» dos chamados cientistas, liderado por José Mariano Gago, desenvolveu, nos últimos tempos, uma «inesperada» campanha contra o governo, exigindo obviamente a lua.
O «lobby» científico tem agora rosto e pressiona que se farta. Chama-se «Manifesto para a ciência em Portugal». O apoio que este livro e o seu autor têm recebido da imprensa é disso exemplo flagrante. Gago está ligado a um gigante e fala de galo.
Antes de matar, a ciência mói. E antes de ser guerra biológica, anuncia espantosos inventos de engenharia genética. Antes de ser guerra química, promove miraculosas substâncias e espantosas indústrias cosméticas. E antes de ser guerra nuclear, chama-se «átomo pacífico».
Moral da história: só quando o Iraque, ou outro árabe herético, se apropria destas maravilhas «pacíficas» se chama guerra e ditadura.
Surge depois alguém a dizer que os «cientistas» descobriram, por exemplo, o «buraco de ozono» e que a eles se deve a «consciências ecológica planetária».
Mas os factos desmentem. A Ecologia, desde 1945, foi feita, investigada, analisada, catrapiscada por observadores vulgares e «outsider», mas principalmente por movimentos sociais de contestação, a ecologia nasceu, cresceu e fez-se mulher infiel em Hiroxima, Seveso, La Hague, Bhopal, Three Mile Island, Chernobyl, Semipalatinsk, Niagara Falls, Amazónia brasileira, etc.
Esses mortos e outros cadáveres é que têm feito a Ecologia e não os cientistas de microscópio, academicamente instalados no microcosmos sem saber do que se passa no mesocosmos do mundo e da terra.
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1-2- < 92-10-20-mc> memórias do cabo
<cc-1> 2750 caracteres
NOTÍCIAS DO TERROR
CRÓNICA DO CABO
TEXTOS PORNOGRÁFICOS
LISBOA SOBRE UM BARRIL DE PÓLVORA
Cabo, 20/10/1992
-> Era uma vez...uma empresa chamada Petrogal. Tinha muitas refinarias e paióis de gasolina. Mas também tinha cheiro. E muitos filhos de volta a quem dar de comer. Vivia triste e acabrunhada, à espera do direito à reforma que nunca mais chegava.
-> Dizendo que toda a Lisboa é um arraial de terror e que o perigo espreita a cada esquina, em cada urinol, em cada beco, em cada recanto, em cada jardim, minimiza-se o pavor de Cabo Ruivo, lugar de fadas: Butano, propano, propileno, axaflatos, etc
-> Era uma vez um lugar muito bonito para se morar. E foi aí que a Petrogal, nos alvores dos anos 30, se instalou para dar gás à cidade que gritava por gás, para fornecer gasolina aos motoristas que suplicavam por gasolina, para fornecer gasóleo que se gasta muito em viaturas da agricultura, para fornecer (...)
-> Logo a Ar líquido, com seu sobrenome poético, quis acompanhar o surto de progresso, instalando-se na peugada da grande Petrogal, que na altura se chamava Petrogal em pequena e quando jovem -> Ar líquido provou então que tinha gás para dar e vender, quer dizer, oxigénio, prevendo já o défice democrático do oxigénio que a poluição havia de vir a gerar
-> O Serviço Municipal da Protecção Civil viria a surgir anos depois, quando se chegou à conclusão - pouco óbvia - de que esta cidade estava construída não sobre sete colinas mas sobre um paiol: fora os trocos ou armazéns de combustíveis espalhados por tudo quanto é sítio
-> Quantos canais subterrâneos não ligam os terminais fluviais ao interior? Falar disso é mesmo criar sustos desnecessários, lá isso é
-> Há infiltrações de gasolina nos túneis do Metro : quem não se assusta com a hipótese de uma faísca de travagem brusca fazer ir pelos ares uma insegura carruagem?
-> Há coisas que se fizeram sem retrocesso : tudo é seguro, desde que não haja nada que seja (in)seguro
-> Todo o grupo de Comunicação Social que se preza deve ter uma companhia seguradora, o que faz da Comunicação Social um bacanal de horrores e de sustos constantes: não só os que acontecem («só por milagre não foi pior») mas os que ameaçam explodir de uma hora para a hora -> «Consequências imprevisíveis» - muito gostam os jornalistas de rematar assim uma notícia... Como quem diz, o pior ainda está pra vir, deixa estar
-> Os jornais e jornalistas são especializados em sustos -> E quando se esgotam, são mandados para uma casa de repouso-> Há que ter bons fígados para ser jornalista -> Há que saber engolir sapos, avestruzes, cães mortos, bexigas doidas, pústulas seropositivas, centopeias amarelo canário, cardamomos, macacos de rabo pelado, enzimas, (...)
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<96-10-20>
11779 CARACTERES - 5 PÁGINAS - <co-1> - < CO> QUE SIGNIFICA CIÊNCIA ORDINÁRIA -> «O NOVO PARADIGMA»
<co-1> ciencia ordinaria
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A LETRA CONTRA O ESPÍRITO
20/10/1996 - A designação «ciências sagradas» dada à Noologia seria, segundo algumas opiniões, dispensável.
Se é a ciência ordinária(CO) o que se pretende fundamentalmente substituir - sem tácticas conciliatórias - com o estudo do sagrado, não deveria usar-se a palavra do «inimigo». Sabedoria, por exemplo, seria mais adequada. Com certeza que sim.
Pensam outros, porém, que é exactamente por isso, por ser uma palavra do inimigo, que a palavra ciência deve ser utilizada, designando o estudo das matérias ligadas ao sagrado, com intenção polémica e provocatória.
- A Noologia demarca-se da ciência ordinária (CO) em vários aspectos fundamentais : um deles é um conjunto de princípios irredutíveis e sem os quais não há demarcação.
Eis 8 desses princípios:
1 - O sinal de igual entre 3 palavras: energia = memória= informação
(este o princípio de mais vastas consequências e o que melhor demarca as ciências sagradas da CO)
2 - A composição trinitária do ser humano: Corpo/ AlmaEspírito
3 - A existência dos 7 corpos energéticos no ser Humano
4 - As 9 camadas da Alma
5 - A Alquimia a 3 níves do ser trinitário : Alquimia do Corpo/Alquimia da Alma/ Alquimia do Espírito
6 - As 4 forças da física são as 4 energias primordiais ou filosofais da Criação
7- A 5ª energia (ou força) será , provavelmente, a pedra filosofal
8 - Os chacras são um reagrupamento possível dos centros energéticos no ser humano, havendo otros reagrupamentos possíveis :
a) Os 12 receptores electromagnéticos (onde Yves Roccard, que os descobriu, detectou vestígios de magnetite)
b) Os 12 meridianos de energia segundo a Acupunctura
c) Os 5 elementos da MTC
*
21/10/1996 - DEMARCAÇÃO E INDEPENDÊNCIA TOTAL DA CIÊNCIA SAGRADA - A actual ciência de ponta , em que as teorias se sucedem umas às outras - termodinâmica , física quântica, teoria do caos, etc - dá a imagem da própria natureza da CO e do beco sem saída onde se meteu desde que existe.
Se é difícil à ciência reconhecer que está num «cul de sac», não seremos nós , inocentes seres humanos, suas vítimas passivas, que tem obrigação:
a) de os ler
b) de lhes ouvir e aturar os discursos ininteligíveis
c) de lhes ouvir e aturar as teorias sucessivamente falhadas e substituídas
d) de perder o nosso precioso tempo com os seus (deles) impasses e descaminhos.
E muito menos vamos admitir que a CO - falida e metida num buraco - seja quem irá decidir:
o que vale e não vale no âmbito das ciências sagradas
quem é quem e quem não é quem
o que se pode pensar, dizer, escrever e fazer no âmbito das ciências sagradas
CRIMES E ASNEIRAS DE UMA CIÊNCIA IMPLICAM TODA A CO - «Os fracassos da medicina não têm que ver com os sucessos da física, os fracassos da física não têm que ver com os sucessos da estatística ... e assim sucessivamente.»
Este - sindroma de Pilatos - é um sofisma da CO que os militantes da ciência sagrada não admitem.
Toda e qualquer burrada de uma ciência particular implica todas as outras. Apesar do plural, a CO é mesmo uma. Toda a ciência hoje é cúmplice da falência técnica da Medicina, por exemplo. Mais: toda a ciência é cúmplice das aplicações tecnológicas criminosas .
Pelo crime nuclear , é toda a ciência que responde e não só o responsável subalterno da central nuclear A, B ou X que decide ir pelos ares.
- Até à sua total falência técnica , a CO nunca há-de resolver a contradição de base que a mina e com que nos tem contaminado a nós: explicar o Todo analisando as partes.
- Outra contradição insolúvel - corolário da anterior - é o caminho irreversível da complicação em que a CO se meteu, quando o caminho lógico da sabedoria - e portanrto das ciências sagradas - é o da simplificação .
Explicar, para a ciência sagrada, é simplificar
Explicar, para a CO, é complicar.
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21/10/1996 - Escreve Prigogine : « Richard Feynman confessou um dia que ninguém «compreende» a teoria quântica. É caso único na história das ciências. Vamos dar alguns elementos que permitirão uma melhor compreensão.»
(Ilya Prigogine, in «O Fim das Certezas», Gradiva, 1996)
São estes luxos que nós, leitores, aturamos e pagamos . E se fossem todos, préquânticos, quânticos e pós quânticos berda merda?
Ainda :
«Como resolver este paradoxo?» pergunta , pela milésima vez, Ilya Prigogine, com se o leitor fosse o culpado de a ciência deparar com mais um paradoxo.
A pergunta de Prigogine é a pergunta de todos os cientistas mais vezes repetida. É só paradoxos, por onde quer que se voltem.
Mas quem, senão a ciência, gerou esses paradoxos, sem nunca ter percebido que a sabedoria do Tao Te king, por exemplo, reside na sabedoria dos paradoxos.
Se não aguentam, demitam-se.
*
21/10/1996 - Com um desprezo próprio de quem anda com a barriga cheia, Ilya Prigogine fala assim deste «aparelho de medida que nos serve de intermediário com o mundo quântico» (palavras suas). Como devem ter reparado, o tal aparelho é...o ser humano.
E conta a seguinte história da Carochinha:
«Imaginemos um padre ou um medium a comunicar com um outro mundo: as mensagens que nos transmite, tanto quanto as compreendemos, têm para nós um sentido, mas seríamos incapazes de aceder às fontes que as engendraram no outro mundo.»
E voltando , reconciliado, às limitações da ciência e seus aparelhos, conclui tranquilo:
«Do mesmo modo, para Bohr, é preciso evitar a atribuição de um valor explicativo à função de onda, evitar a ideia que ela dá conta do mundo quântico. Ela não representa o outro mundo mas as nossas possibilidades de com ele comunicar.» (pg.50)
A forma desprendida como a CO trata o ser humano enquanto instrumento de medida das energias, assinala o seu receio de estar a tocar em área explosiva (perigosa).
De facto, a ciência sagrada - ao contrário das mil ciências profanas - sempre disse que o ser humano era o instrumento privilegiado de acesso ao mundo das energias, desde o micro ao macrocosmos.
Sempre disse que o ser humano era o aparelho de medida, detecção, informação e avaliação por excelência.
E se mais nada houvesse para demarcar, definitiva e radicalmente, a ciência sagrada da CO, este «pequeno pormenor» bastaria.
Se a CO tem apenas aparelhos para captar energias do espectro electromagnético, o ser humano é o aparelho capaz de detectar as do espectro e também além e aquém do espectro.
*
Depois da palavra «holístico» a palavra quântico é a mais maleável que apareceu no mercado das energias.
Liga-se, como adjectivo, a uma série de circunstâncias. Vamos à lista:
Observação quântica
Era quântica
Diarreia quântica
Mundo quântico
Área quântica
Cura Quântica
Medicina quântica
Ciência quântica
Ideia quântica
*
22/10/1996 - O simples yin-yang - 7 letrinhas apenas - consegue resolver mais problemas de saúde por minuto do que as 23 mil vocábulos da nomenclatura médica oficial alguma vez resolveram ou virão a resolver, em nome do rigor científico.
Alguma coisa está errada (e podre) neste reino da dinamarca, num sistema e num discurso que perverte os próprios objectivos que diz propor-se.
O último refúgio da CO são as ciências exactas , pela simples razão de que nesse meio liofilizado e asséptico não há seres vivos, não há seres humanos, que são sempre, para a CO, o elemento perturbador por excelência e que é preciso descartar dos laboriosos laboratórios onde o rigor - dizem - é regra .
Onde a CO revela a sus estrutural perversão é, de facto, no âmbito das chamadas ciências humanas que, como se tem dito, melhor se chamariam ciências desumanas.
A CO no campo das ciências ditas humanas representa, com efeito, a quintessência da perversão, num século em que essa quintessência já fora conseguida por outras vias, nomeadamente o advento do virtual.
- Entre os sinais de perversão mais característicos salienta-se este: a CO adopta , aparentemente, hipóteses e teses que a contestam para lhes dar a volta e colocá-las de novo ao serviço.
Um caso exemplar é a busca de um novo paradigma . Há um século, alguns sujeitos ligados à CO começaram a clamar que era necessário um novo paradigma de pensamento e comportamento, porque as coisas , segundo os padrões clássicos, iam de mal a pior e começavam a dar resultados pouco decentes: nomeadamente nas consequências da ciência e da tecnologia sobre o ambiente e sobre a própria integridade do Planeta Terra: tudo muito pouco consentâneo com a imagem de aparente dignidade que a dita comunidade científica reclama para si mesma, como se mais ninguém sobre a terra fosse digno e honesto.
E não tardou que a insaciável voracidade da CO abocanhasse também a «revolução do paradigma» para a reaccionar.
Criticada por ser muito fechada, a CO dá-se ares de que vai «alargar» , estendendo pontes através dos prefixos «inter» (disciplinaridades) e «trans» (disciplinaridades): não tardou que a globalização e alargamento da ciência se fizessem matéria de mais uma especialização. E quem diz especialização diz gíria secreta, colégio interno de iniciados onde ninguém penetra sem autorização de vários júris e exames, sem a benção de vários ritos de pessagem.
- Outro bom exemplo de recuperação é o da chamada e alegada Ecologia .
Quando a única tese da ecologia era que se tratava de mudar de civilização (modelo ou paradigma) e não mudar esta civilização, logo equipas muito diligentes de cientistas atarefados (sempre largamente subsidiados por multinacionais do petróleo, construtores de centrais nucleares ou de farmácia) se propuseram moderar a tese e fazer crer que, para a ecologia mesmo radical, se tratava apenas de fazer algumas alterações de cosmética neste modelo, neste paradigma, neste padrão civilizacional.
Reduzida a ecologia à sua caricatura - ordenamento do território, luta antipoluição, avaliação de impactos ambientais, etc - ou ao seu contrário - engenharia do Ambiente, engenharia genética, etc - a «pax mundi» foi outra vez estabelecida com a ciência por cima a comandar as operações, a fornicar-nos a paciência e a destruir o Planeta.
Há nomes distintos nessa operação de cosmética que a CO pratica sempre com a maior desenvoltura, nomeadamente Hubert Reeves , Joel de Rosnay, Edgar Morin e tutti quanti.
- Uma vertente que ronda a hipocrisia é a daqueles cientistas com pendor democrático, sempre prontos a mostrar o papel da CO no desenvolvimento da democracia ocidental...
Depois de Bertrand Russell, eis que Carl Popper ganhou a sua popularidade à conta disso e, mais recentemente, Ilya Prigogine, no meio de esotéricas fórmulas de física pós quântica que só ele entende - lá solta uns ganidos elogiando os objectivos democráticos da nobre civilização greco-romana-ocidental-cristã.
Modelo de tirania policial, não há dúvida que a CO tem uma autoridade moral extraordinária para falar em liberdade e em democracia.
Quando chegam à democracia e inevitavelmente ao patrocínio do dr. Mário Soares, não há mais pachorra para estes mestres Gis da Universidade Moderna.
- O que os enerva, num discurso como este manifesto, é que ele sopra - tal como o Espírito - como quer e onde quer.
Não se subordina a nenhum dos códigos de regras que através dos séculos os legisladores da inteligência têm arquitectado para defender as suas inexpugnáveis fortalezas.
É o meu direito à Asneira a ao Insulto que os assusta. Porque eles queriam esse direito só para eles.
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<co-2> ciencia ordinária 1792 bytes
A LETRA & O ESPÍRITO
(Continuação)
Quando alguém designa por « ciências do maravilhoso» as ciências sagradas , está a valorizar uma característica dominante destas ciências: o seu lado mágico e fascinante.
Por contraste com as secas da CO, de facto, estas são as ciências do maravilhoso. O que as torna, por um lado, malditas e por outro lado apetecíveis - nomeadamente aos media que as exploram de maneira obviamente obscena.
Os da CO servem-se desse abastardamento a nível mediático para cantarem vitória e dizerem que as CS são o folclore dito ocultista de colecções, autores, fascículos, vídeos em profusão por bancas e livrarias.
Devolver à ciência sagrada o seu estatuto de única ciência e os seus pergaminhos de nobreza já não agrada tanto aos donos da CO.
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<96-10-20>
7040 bytes - 5835 caracteres -3 páginas - <tnc-1-> = que significa tratado de noologia clínica - leituras de noologia
OS 5 ELEMENTOS CHINESES
E O ALARGAMENTO DO ESPECTRO ENERGÉTICO
20/10/1996 - Entre as energias físicas, qualquer livro de ciência profana - física, química, ciências naturais, etc - nos pode indicar algumas das energias mais conhecidas e utilizadas.
A história da Humanidade, na sua fase de hipermaterialização crescente - que dura há 41 mil anos - é , segundo Michio Kushi, a história da utilização e desenvolvimento de algumas formas de energia condensada, mesmo no estado pétreo, típico desta era zodiacal do ferro.
Diz Michio Kushi nessa obra monumental e fabulosa que a editora Escorpião publicou com o título «O Livro de Macrobiótica»:
« A utilização do fogo tem aumentado numa proporção similar, conforme as fontes de energia passaram da madeira para o carvão vegetal, do carvão vegetal para a ulha, da ulha para o petróleo, do petróleo para a electricidade e da electricidade para a energia nuclear.»
Michio remata com uma afirmação lapidar:
« A crescente utilização da energia também acelera a mudança da sociedade humana na espiral histórica.»
Desta síntese retrospectiva das energias materiais podemos reter mais alguns vocábulos-chave para o nosso glossário de Noologia.
Recapitulemos:
Fogo
Madeira
Carvão vegetal
Ulha
Petróleo
Electricidade
Energia Nuclear
Destas 7 formas de energia material, sublinham-se as 2 primeiras - Fogo e Madeira -, 2 nomes dados pela tradição taoísta, pela filosofia de Empédocles e Aristóteles e pela astrologia medieval europeia, a algumas das grandes áreas de energia que nos colocam em interacção (intercomunicação) com o macrocosmos .
Nomeadamente o conjunto dos chamados «5 elementos chineses» da tradição taoísta e modernamente divulgados no ocidente pelas escolas de medicina tradicional chinesa. Esta grelha dos 5 princípios energéticos já mostrou constituir, com o binómio Yin-Yang, um precioso instrumento de trabalho como alargamento do espectro energético à disposição do ser humano.
Com uma dupla vantagem:
a) O quadro dos 5 elementos foi, antes de Etienne Guillé, o único guia seguro de estabelecer as famosas correspondências vibratórias entre macro e microcosmos, sendo macro o universo de 1ª instância (sistema solar, planetas, estrelas, galáxias, etc) e sendo o «micro» os binários órgãos/vísceras, que outras tradições conhecem por «esferas energéticas».
Com o pêndulo de Radiestesia Holística compreende-se a lógica dessas correspondências e verifica-se experimentalmente (testando com o pêndulo) que não são conclusões arbitrárias.
É o momento de recapitular os vulgarmente chamados 5 elementos chineses ou 5 princípios do universo incarnado:
Fogo
Madeira
Metal
Água
Terra (Solo)
Nunca se entenderá este quadro e esta nomenclatura, enquanto se vir apenas o significado literal das palavras:
Fogo
Madeira
Metal
Água
Terra
É evidente que se trata de princípios filosofais da energia. Recorde-se que também as palavras
Enxofre
Mercúrio
Sal
têm 3 leituras conforme o nível de consciência vibratória em que forem consideradas:
a) literal ou física
b) simbólica ou da alma
c) transcendente ou do espírito
Entendidos fisicamente os 5 elementos , as correspondências admitidas, nos diversos autores, para o microcosmos físico - corpo - são as seguintes:
Fogo:
Vasos sanguíneos
Intestino delgado/ Coração
Tacto
Terra:
Carne
Estômago/Baço
Gosto
Metal:
Pele
Pulmões/Intestino Grosso
Olfacto
Água:
Ossos
Bexiga/Rins
Audição
Madeira:
Músculos
Vesícula Biliar/ Fígado
Vista
Com mais ou menos variantes , é este o esquema básico admitido pelo quadro dos 5 elementos chineses.
A reter, algumas verificações curiosas:
a) cada um dos 5 elementos refere-se a um tecido de revestimento do organismo
b) cada elemento agrupa um casal de órgãos interrelacionados : Estômago/Baço, Pulmões/Intestino Grosso, Intestino Delgado/ Coração, Rins /Bexiga , Fígado/Vesícula Biliar.
c) cada elemento «fala» de um dos 5 órgãos dos sentidos
Esta simples associação - que para a medicina anatómica não tem qualquer significado - constitui, como muitos já sabem, um fabuloso guia no diagnóstico e na terapêutica energética.
Mais: a correspondência vibratória com o princípio Metal, por exemplo, vai dizer que um bom tratamento energético para pulmões e intestino grosso é um tratamento vibratório de ressonância com os factores do meio ambiente energeticamente equivalentes.
Estão hoje largamente divulgados em obras que tratam do Yin-Yang, os quadros de equivalências onde se pode, para o Metal, encontrar uma lista como esta:
4 e 9 (Numeral)
Acre/picante (Sabor)
Alho
Aveia
Branco
Cavalo
Circunspecção
Contração
Instinto
Interiorização
Justiça
Lágrimas
Lotus
Medo
Nariz
Odor (Órgão dos sentidos)
Oeste
Ouro (Metal)
Outono
Pele
Pelos
Pêssego
Pimenta
Pingo do nariz
Ré (Nota musical)
Safira (Pedra Preciosa)
Secura
Tristeza
Vénus (Planeta)
Com algumas variantes de uns para outros livros, muitas vezes originadas em traduções de várias origens, esta pode ser uma lista possível referente às correspondências do princípio energético Metal.
1ª grande consequência de ordem filosófica: a visão ecológica e holística do ser humano, entre macro e microcosmos, indica que o taoísmo e a medicina tradicional chinesa tinham uma concepção ecológica e holística da vida, muito antes de a ecologia estar na moda...
2ª grande consequência a nível prático: a imediata aplicação ao diagnóstico e à terapia do quadro de correspondências: se, por exemplo, se suspeita de problemas na esfera Pulmões/Intestino Grosso, poderá consultar-se o quadro para saber que alimentos interessantes dizem respeito a essa esfera, que sabor, que nota musical, que cor, que metal, que planeta, que pedra preciosa, etc.
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<97-10-20>
<leonor-0> cartas de socorro – autoterapia vibratória - fichas de cura de 2 páginas
SE A ALMA NÃO EXISTE,
É TUDO EFEITO PLACEBO
20/10/1997 - Com o oligoelemento COBRE +OURO+PRATA debela-se uma gripe ou resfriado em 48 horas, se as defesas não estiverem muito em baixo
Para abreviar as sequelas da gripe/resfriado, o complexo Homeopático Nº 52 da Lehning.
Se se tomam antibióticos, então é indispensável, imediatamente, contrariar os efeitos negativos do antibiótico tomando levedura de cerveja - em comprimidos.
As dores sentidas ao nível dos rins podem ser pura e simplesmente dores do intestino, causadas pela ingestão do antibiótico que, como se sabe, destroi a flora intestinal.
Se há problemas de colesterol, deve tomar-se lecitina de soja de uma boa marca.
Naquele 2º telefonema do dia 23, quinta feira, às 19 horas, falou-me de gratidão. Comigo, a Leonor não tem que ter gratidão nem ingratidão. Apenas tentei ajudá-la a colocar-se em sintonia com o seu anjo da guarda que, esse sim, a ajudou e bastante. A medicina, que não acredita na alma e muito menos acredita no espírito, chamaria a isso «efeito placebo» e eu estou inteiramente de acordo com a medicina.
O efeito «placebo» é o efeito sobre a alma e se a alma não existe, de facto... Um floral nunca poderá actuar em quem não tenha alma. Estou inteiramente de acordo com a medicina.
A única ingratidão que devemos ter é para com o cosmos que nos criou e nos alimenta. E os florais colocam-nos mais perto dessa justiça. Se eles nos ajudam a ajudar-nos, é a eles que podemos render homenagem e ao Cosmos. Nada nem ninguém que seja terreno é merecedor da nossa gratidão.
A isso chamará a medicina, mais uma vez, efeito placebo.
<leonor-2>
O EFEITO «PLACEBO» DOS FLORAIS
E A IGNORÂNCIA MÉDICA
Relativamente à acção da essência floral e sua possível ou eventual toxicidade, podemos ter em consideração os seguintes parâmetros:
a) Uma energia floral age ao nível da alma, a níveis energético-vibratórios muito acima do corpo físico e é como tal que devemos considerar o seu poder curativo
b) Uma sala cheia de pessoas que da alma dizem que não existe ou que é uma «noção», dá um espectáculo bastante deprimente e muito semelhante a um velório de mortos que se julgam vivos só porque estão seguros de que a alma não existe: é uma cena de «zombies» e o mundo actual é muito mais um mundo de «zombies» (mortos-vivos) do que se julga
c) Um terapeuta que afirma a alma não existir e vai receitar florais só porque agora os florais estão na moda e há respeitáveis firmas que os comercializam, é uma total e completa perversão que deverá ser denunciada: para receitar florais, temos que, primeiro, ter sabido tratar as nossas queridas neuroses de estimação: com ou sem florais.
d) O primeiro passo para poder receitar florais com alguma autoridade é ter estudado radiestesia holística e poder avaliar as frequências vibratórias dos florais, a que níveis vibratórios de consciência, ou a que níveis de consciência vibratória eles actuam.
e) Sem saber que os nossos 7 corpos energéticos se hierarquizam, de oitava em oitava, desde N 8 a N 56, passando por N16, N24, N 32, N40, N48, ocupando as flores o nível N32, sem saber isto é melhor receitar medicamentos de farmácia em vez de andar iludindo os doentes com lindíssimas terapias florais. Quem não estudar radiestesia holística a fundo não devia ser autorizado, por lei, a praticar terapia floral.
f) Quando a medicina fala de efeito placebo, é do efeito floral que está a falar, sem saber. Fala do efeito placebo, porque a alma, para a medicina não existe, e muito menos existem os níveis vibratórios de consciência e muito menos existe o espírito. E muito menos existem as energias. Ou seja, para a medicina não existe nada a não ser a sua imensa e infinita ignorância. É por isso que eu concordo inteiramente com a medicina e com o exército de criaturas sem alma que a ela recorrem.
g) Está tudo certo: cada um tem a medicina que merece. Não se confundam é as coisas e não se comece a receitar florais a desalmados, porque é tempo, energia e dinheiro desperdiçados. Quando a medicina fala de efeito placebo é de toda a sua própria ignorância (vestida de uma enorme arrogância) que está falando.
h) Mas nem só com florais se pode elevar o nível de frequência vibratória. Pela fé ou por outro mecanismo vibratório de ordem espiritual (oração, meditação) a pessoa pode adquirir o nível vibratório correspondente ao nível vibratório do floral (N32). E, nesse caso, os resultados são igualmente positivos. Chamam-lhe «milagre». Deepak Chopra chama-lhe «cura quântica».
Decorre daqui que, em pessoas espirituais e de bastante fé, o «efeito placebo» - como lhe chama a ignorância médica - pode funcionar, com ou sem intervenção da essência floral .
i) As terapias energéticas têm uma única contra-indicação: poderem ser demasiado yang em organismos ou órgãos que não toleram muito yang (os rins, por exemplo) à medida que o nível vibratório sobe.
Sejamos claros: se há uma escala logarítmica de oitavas, entre N 8 e N56, passando por N16, N24, N32, N40, N48, N56, etc, as 3 terapias energéticas indicadas ocupariam, nessa escala, as seguintes posições:
- Oligoterapia -> Nível vibratório N8
- Homeopatia -> Nível vibratório N16
- Essência floral -> Nível vibratório N32
Retiram-se, deste pequeno quadro, algumas consequências:
- A essência floral é, de todas as terapias energéticas, a que tem mais alto valor vibratório (e por isso actua ao níveis subtis respectivos, que são os da alma)
- A essência floral é, portanto, a mais yang das 3 terapias
- A haver alguma contraindicação para os florais, é apenas essa: poder ser demasiado yang em quadros ou órgãos que não toleram yang.
Por isso, um floral, uma homeopatia ou um oligoelemento, deverá usar-se até operar. Uma vez obtido o resultado pretendido, deve-se parar. Exactamente, para salvaguardar o facto de se estar, com esse floral, a yanguizar demasiado o organismo ou um órgão.
j) Recapitulando o que ficou dito, sublinhamos dois aspectos:
1) Para aplicar em perfeita consciência a terapia floral, é preciso saber a composição trinitária do ser humano ( corpo-alma-espírito) que a radiestesia holística, na linha de todas as grandes tradições do sagrado, ensina;
2) Para aplicar em perfeita consciência a terapia floral, é necessário conhecer a medicina energética baseada na mais remota sabedoria do yin yang e dos 5 elementos
3) Quem não estudar radiestesia holística a fundo não devia ser autorizado, por lei, a praticar terapia floral...
4) Para aplicar consciente e responsavelmente a terapia floral, é necessário conhecer os postulados da Noologia, Ciência do Espírito ou Ciência das Energias.
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<97-10-20>
<garnier1> - «noologia ortomolecular» - «manual prático de noologia terapêutica» -
5015 caracteres - 3 páginas -
UM TEMA ESQUECIDO
AS DIÁTESES SEGUNDO A MEDICINA
Paço de Arcos, 20/10/1997 - Quando assinala os tipos humanos, regra geral a medicina fala em predisposições.
Segundo o «Dicionário de los Términos Técnicos de Medicina», de Garnier Delamare, a palavra «diátese» vem do grego «diatithemi», que significa «eu disponho» e designa um conjunto de afecções que afectam sucessivamente ou simultaneamente o mesmo indivíduo, afecções que diferem pela sua localização anatómica e os seus sintomas clínicos, mas considerados de natureza idêntica.
Apenas se utiliza esta palavra «diátese», desde que se reconheceu a «natureza» infecciosa e parasitária de vários grandes processos mórbidos (tuberculose, sífilis); actualmente, segundo o mesmo autor, serve apenas para designar o artritismo e a escrófula.
Em Noologia e segundo a lógica ortomolecular, os Biótipos estabelecidos continuam a ter toda a actualidade e o que a medicina tem dito não está desactualizado nem ultrapassado, antes pelo contrário, pode e deve voltar à cena terapêutica.
Uma medicina personalizada assim o exige.
Nestes termos, relembremos as diáteses referidas pela ciência médica do último século e que o referido Dicionário regista
a) A Diátese artrítica, também chamada baditrófica ou distrófica, é provocada por uma detenção nas mutações nutritivas e manifesta-se clinicamente por transtornos diversos: obesidade, diabetes, concreções na urina, gota, etc.
b) A Diátese de auto-infecção (Gilbert e Lereboullet, 1903) é a predisposição de certos indivíduos a apresentar auto-infecções que se manifestam por inflamações, canaliculares e glandulares.
c) A Diátese biliar seria a predisposição que se observa em certos indivíduos para contrair afecções biliares ( angiocolite, litíase).
d) A Diátese braditrófica ( Landouzy) seria caracterizada por lentidão do metabolismo, transtorno nutritivo que implicaria as doenças do grupo artrítico: litíase renal, litíase biliar, obesidade, diabetes, asma, gota, reumatismo articular agudo ou crónico, hemorroides, certos eczemas e algumas neuralgias.
e) A Diátese coloidoclassica foi o nome dado por Widal ao terreno especial propício à eclosão do choque anafilático.
f) A Diátese espasmógena ( Marfan) ou diátese espasmófila ( Finkenstein) é a predisposição, quase sempre hereditária, para as crises de tetania. Caracteriza-se por uma particular irritabilidade neuro-muscular, geralmente latente, mas que pode manifestar-se por lipotimias, parestesias, transtornos psíquicos, espasmos viscerais, crises convulsivas, inclusive crises típicas de tetania. Parece obedecer a uma instabilidade especial do sistema que regula ao mesmo tempo o metabolismo cálcico e a excitabilidade neuromuscular (glândulas paratidoides, centros nervosos subcorticais)
g) A Diátese exudativa (Czerny, de Breslau, 1905) manifesta-se desde a primeira infância por transtornos da pele (eczema, intertrigo, estrofulo, urticaria) e das mucosas (catarro rinofaríngeo, angina estridulosa, diarreia com mucosidades) e mais tarde por acne, seborreia, corizas de repetição, gastrosucorreia e crises de enterite mucomembranosa. Além disso, os exudativos são, em qualquer idade, grandes emotivos e o menor choque nervoso determina neles um excesso de exsudação.
h) A Diátese linfógena (Jaccoud) é o termo que designa os sindromas caracterizados pela proliferação excessiva do tecido hematopoietico, em particular ao nível dos gânglios linfáticos, que aumentam de tamanho.
O tecido neoformado é uma vezes típico ou análogo ao tecido normal e chama-se neste caso a esta produção linfoma ou linfadenoma, que é a linfadenia típica de Clerc, termo que se aplica a todos os estados leucémicos e aos estados inflamatórios benignos.
Outras vezes, quando o tecido neoformado é metatípico ou modificado, chama-se linfadenia atípica de Clerc, que compreende os estados cancerosos, linfosarcoma e certos sindromas vizinhos do cancro e das leucemias, cloroma, linfogranulomatose maligna
h) A Diátese oxálica, também chamada gota oxálica ou doença de Bird, é o nome dado ao conjunto de acidentes produzidos pelo excesso de oxalatos no organismo: irritabilidade vesical e pielite, anorexia e obstipação, palpitação e seudoangor(?), dispneia, emagrecimento, fadiga intelectual, etc.
i) Uma outra predisposição considerada pela medicina, é chamada Diátese precipitante ( Loeper) tendência apresentada por certos indivíduos (artríticos) à precipitação, nos seus tecidos, de substância dos seus humores (por exemplo, ácido úrico nos gotosos).
Recapitulando as 11 diáteses consideradas teoricamente pela medicina mas raramente ou nunca aplicadas na prática, temos de A a Z:
- Diátese artrítrica
- Diátese de autoinfecção
- Diátese biliar
- Diátese braditrófica (artrítrica)
- Diátese coloidoclassica
- Diátese distrófica (artrítica)
- Diátese espasmógena ou espasmofílica
- Diátese exsudativa
- Diátese linfógena
- Diátese oxálica
- Diátese precipitante .
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<97-10-20>
<terrenos> autoterapia – princípio dos princípios - leituras de noologia
DIÁTESES EM DIAGNÓSTICO E TERAPIA:
PRIMEIRO PASSO PARA A CURA
20/10/1997 - 1 - Se é a lógica ortomolecular que nos guia no trabalho terapêutico e se é o terreno orgânico o que principalmente interessa tratar numa cura em profundidade - para lá do ataque imediato à sintomatologia mais evidente - o quadro das diáteses, como lhe chamou Menetrier, ou dos «terrenos miasmáticos», como os apelidou Hahnemann, constitui uma base de apoio imprescindível.
Tal como o quadro dos 5 elementos - ou das 5 energias-chave - é básico em medicina tradicional chinesa, não se pode fazer homeopatia correcta sem a base dos terrenos miasmáticos (diatésicos, hereditários ou adquiridos), não se pode fazer oligoterapia de fundo sem as diáteses de Menetrier, nem se pode retirar dos florais todo o seu potencial curativo sem considerar primeiro o tipo caractereológico dominante da pessoa a tratar.
Aliás não se pode fazer medicina individualizada ou personalizada sem um quadro caractereológico que defina o tipo ou biótipo de cada caso, de cada ser humano.
Uma medicina causal e segundo a lógica ortomolecular, implica o estudo minucioso desses quadros básicos de terreno.
2 - Dos muitos sistemas de biotipologia inventariados por Luís A. Duarte Santos, no seu livro «Biotipologia Humana», Ed. Arménio Amado, Coimbra,1960, poderíamos eleger, por exemplo, o de Pende, que dá particular importância ao eixo endócrino na definição do tipo humano e como factor decisivo no conjunto da harmonia psicosomática, neurovegetativa e neuro-sensorial.
No seu livro, entre as páginas 137 e 142, Luís A. Duarte Santos, pormenoriza a classificação vegetativa-endócrino-electrolítica de Pende, que deixaremos aqui em esquema simplificado:
a) Temperamento hipertiroideo
b) Temperamento hipotiroideo
c) Temperamento hiperpituitárico
d) Temperamento hipopituitárico
e) Temperamento hipersuprarenálico
f) Temperamento hiposuprarenal
g) Temperamento hipergenital
h) Temperamento hipertímico
i) Temperamento hipoparatiroideo ou espasmofílico.
Analisadas estas 9 alíneas, iríamos encontrar analogias com as outras classificações diatésicas, que assim se enriquecem umas às outras, conforme o factor que elegem como dominante na definição de um carácter, temperamento ou comportamento.
3 - A classificação de Martius apresentada no livro de Luís Duarte Santos, considera vários sistemas que acabam por se interligar num único, regulador de todas as funções do organismo:
a) Sistema vegetativo
b) Sistema endócrino
c) Sistema electrolítico
O sistema neuro-vegetativo, formado pelo simpático e pelo parasimpático ou vago, começou a ser valorizado em medicina por Eppinger e Hess que, em 1909, estabeleceram o princípio do antagonismo complementar entre as duas partes do sistema.
«Antagonismo complementar» que evoca de imediato o grande princípio único taoísta do yin-yang, base de qualquer terapia energética, de qualquer estudo noológico e de toda a lógica ortomolecular.
Quando se considera a «hereditariedade» como um dos múltiplos sinónimos possíveis da palavra «diátese», é a componente genética que se evidencia. De facto, somos o que o nosso código genético determina... Fatalismo entretanto quebrado pela descoberta de Etienne Guillé de um segundo «código genético» ou «código vibratório» como ele lhe chamou.
4 - Voltando ao binário simpático/parasimpático e seu «balanço» yin yang, haveria, como diz Luís A. Duarte Santos, uma simpaticotonia oposta à vagotonia e o predomínio do simpático implicava uma deficiência do vago, e vice-versa.
Em linguagem de medicina tradicional chinesa, temos a dominante yin ou a dominante yang como primeiro factor de definição de um temperamento constitucional.
Distinguem-se assim:
a) Hipertonias
b) Hipotonias
c) Vagotonias
c) Estados de labilidade
5 - A labilidade de que fala Hahnemann, no terreno tuberculínico, entra neste sistema vegetativo-endócrino-electrolítico estabelecido por Eppinger e Hess.
Segundo Luís A. Duarte Santos, a sinergia deste sistema com as glândulas endócrinas manifesta-se pela :
a) Aliança do simpático :
-à tiroide
-às hormonas da hipófise
-às medula das cápsulas suprarenais
-às glândulas genitais
b) Aliança do vago:
-ao cortex suprarenal
-às paratiróides
-ao pâncreas
- ao timo
Electroliticamente há:
a) ligação entre o cálcio e o simpático
b) ligação entre o potássio e o vago.
Neste binómio, sublinha-se:
a) a importância que estes dois minerais assumem no metabolismo, correspondente à importância que os sistemas simpático e vago têm no conjunto psicosomático.
b) a bioquímica, ao falar de reacções electrolíticas, está a dar um nome à fronteira entre energias físicas e energias subtis, está a reconhecer, implicitamente, um continuum energético, onde é impossível separar corpo e espírito
c) por isso o simpático e o vago, bem como o cálcio e o potássio, desempenham um papel tão importante na patologia psicosomática que, num certo sentido, é toda a patologia humana
d) o magnetismo, o electromagnetismo e as terapias que agem sobre o corpo magnético (N8) confirmam, igualmente, a importância deste binómio, que é a base da pirâmide noológica mas que é apenas a base: nunca esquecer que depois de N8 temos outros níveis energéticos.
Resulta, portanto, clara a importância deste dois elementos - cálcio e potássio - sempre que o problema seja da esfera neuro-sensorial ou endócrina.
6 - As medicinas energéticas de raiz hinduísta usam o sistema de chacras que, à luz da lógica orto-molecular, pode ser também uma forma de enquadrar o tipo temperamental ou caractereológico de cada ser humano.
Habitualmente, os chacras são usados a propósito de tudo e de nada, menos para aquilo em que verdadeiramente poderiam ter alguma utilidade: a definição do tipo temperamental e caractereológico de cada pessoa.
Perante tantas hipóteses e oportunidades de fazer o mesmo trabalho, a dificuldade é mesmo a de eleger um deles ou realizar a síntese holística de todos.
O maior problema, neste momento, frente ao conjunto de sistemas e técnicas, é o de realizar a síntese holística de todos eles, para potenciar os resultados operativos, quer em diagnóstico, quer em terapia.
7 - Como é natural e óbvio, a literatura médica é omissa neste aspecto da tipologia, já que se trata de uma medicina abstracta, em função do sintoma e não em função da causa, em função da doença e não em função do doente como pessoa e individualidade.
Como dizia Hipócrates, não há doenças, há doentes.
E se a medicina moderna caminha cada vez mais para o sinal específico é apenas porque ignora a pessoa e o ser humano para se concentrar numa abstracção chamada sintoma ou órgão.
Quer os 5 elementos chineses, quer as diáteses de Menetrier, quer os 3 sistemas orgânicos de Rudolfo Steiner, quer o binómio taoísta yin-yang, quer os 4 ou 5 terrenos miasmáticos de Hahnemann, induzem uma visão global e holística do problema, o que corresponde ao novo paradigma de pensamento e de comportamento que razões físicas de ordem zodiacal não só propõem como impõem às novas gerações.
8 - A clássica classificação de Hipócrates - os 3 humores - continua igualmente a prestar bons serviços, tal como, em medicina tradicional chinesa, o binómio yin yang continua a ser um guia precioso numa primeira abordagem de cada caso, de cada tipo, de cada personalidade, de cada carácter (ver lista de sinónimos no file <shen-1...crd>).
Lembremos as correspondências de Hipócrates na doutrina dos 3 humores:
1 - Sangue -> Húmido e quente como o ar
2 - Bílis Amarela -> Seca e quente como o fogo
3 - Bílis Negra ou Atrabilis -> Seca e fria como a terra
Com base nos 3 humores, Hipócrates estabeleceu 5 temperamentos:
a) Sanguíneo
b) Apoplético ou pletórico
c) Fleugmático, pituitoso ou linfático
d) Bilioso ou colérico
e) Atrabilioso, melancólico ou nervoso
9 - A astrologia está na moda e não poderá esquecer-se em que medida as «astros» modelam os temperamentos ou diáteses.
Se os planetas influenciam a vida na terra -- e não é preciso a astrologia vir dizê-lo, porque todas as cosmobiologias o disseram -- é natural que os temperamentos tenham a influência que a astrologia moderna pretende:
Conforme o planeta dominante, os temperamentos poderiam tomar os nomes dos próprios planetas, a saber:
Temperamento mercuriano
Temperamento solar
Temperamento saturniano
Temperamento jupiteriano
Temperamento lunar
Temperamento mercuriano
Temperamento venusiano
Tradicionalmente, as correspondências vibratórias com esses temperamentos são comprovadas no trabalho de radiestesia holística.
Alguns autores fazem a seguinte proposta:
- Sol -> Amarelo -> Ouro -> Mi (nota musical)
- Marte -> Vermelho vivo
- Saturno -> Negro
- Júpiter -> Violeta/Azul Claro
- Lua -> Branco/Prata/Esverdeado
- Mercúrio -> Irisado/ Cinza/ Violeta/ Negro/ Verde e cinza
- Vénus -> Verde/Amarelo/Rosado/
9 - O sistema mais usado em radiestesia holística é o de Rudolfo Steiner, com um trinómio que se mostrou na prática de uma grande eficácia, para destrinçar, desde logo, em que zona do organismo e do ser humano se situa o problema dominante que o leva a procurar a cura.
É esse trinómio o seguinte (Ver,.no opúsculo «A Procura da Pedra Filosofal» (*) (página 11) o diagrama que apresenta a correspondência entre planetas, órgãos, vegetais, animais, homens e metais, em suma: entre ritmos cósmicos e ritmos celulares, entre macrocosmos e microcosmos) :
a) Sistema neuro-sensorial
b) Sistema rítmico
c) Sistema metabólico
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«A Procura da Pedra Filosofal», de Jean Noel Kerviel – Lisboa - 1994
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<88-10-20>
<hac-1> chave história de afonso cautela no interface da frente ecológica os anos cruciais : antes e imediatamente depois do 25 de abril a descoberta do quotidiano na intuição da ecologia humana
OS 3 S DA ECOLOGIA HUMANA
«Cenas do Terror Quotidiano» foi o título de uma secção que o autor publicou, desde 1971, no semanário «Notícias da Amadora» , sobre temas de Ecologia Humana que na época eram ainda mais heresia do que são hoje.
Em 1973, sob o título «Crónica» , publicou no jornal diário «O Século», diversos apontamentos sobre o quotidiano do cidadão, nomeadamente sobre o peão na cidade e seus direitos ecológicos.
Em 1973, na secção intitulada «Meio Ambiente», publicou no «Diário do Alentejo» (Beja) dezenas de artigos sobre temas do quotidiano sem importância e defesa do cidadãos , utente, consumidor, etc, assuntos também e ainda tabu.
Em 1975 (Fevereiro), na secção intitulada «Ninharias» , do jornal «República», publicou apontamentos sobre o quotidiano do consumidor, crónicas do mundo concentracionário da cidade, cenas do fascismo quotidiano.
No mesmo jornal «República» e na secção intitulada «Margem Esquerda» analisou quase diariamente , entre 1972 e 1975, o discurso do poder, fosse ele de esquerda , centro ou direita, discurso intrinsecamente ligado à opressão do indivíduo pela instituição . Era o vírus anarquista.
O mesmo se diga , no mesmo jornal, para a secção Relances.
Em Janeiro de 1979 iniciou, no semanário «Voz do Povo», a convite do redactor Mário Alves, a secção «O Paraíso dos Consumos».
No quadro da campanha que, como jornalista, desenvolveu em defesa do cidadão e dos seus direitos ecológicos á saúde, à segurança e ao silêncio (os três S da época...), a campanha mais demorada incidiu sobre o ruído (e o direito ao silêncio) e, dentro do ruído, teve dezenas de artigos nas seguintes publicações: «Diário do Alentejo», «O Século», «O Século Ilustrado», «Diário de Lisboa» e «Eva».
A fase intensiva de artigos sobre defesa do consumidor, vai de 1968 a 1973, com dezenas de artigos publicados nos jornais indicados, a que se acrescenta «Notícias da Beira» (Moçambique) e «Conteste».
Uma rápida selecção de títulos dá ideia das intuições e preocupações dominantes:
- Aperta-se o torniquete
- O paraíso dos consumos
- Armadilhas do consumo
- O consumo provocante
- Delícias do consumo
- Os males do gigantismo
- O mundo concentracionário da cidade
- Cenas do fascismo quotidiano
- Contra o ruído, marchar, marchar
- A campanha que ninguém quis
- O ruído e outros lixos chamados poluição
- Uma pinga de silêncio no oceano de ruído
«Ensaios sobre o Ambiente Urbano» podia ser o título comum às dezenas de crónicas e artigos que, entre 1967 e 1976, publicou nos seguintes jornais:
Conteste
Diário do Alentejo
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De comum a todos eles, a intuição de que no quotidiano simples e sem importância se jogava um direito ecológico fundamental: o direito do cidadão à saúde, à segurança e ao silêncio (os três S da Ecologia Humana).
Inéditos e publicados posteriormente, em especial na Crónica do Planeta Terra, não fazem mais do que reglosar os temas e preocupações que já estavam em questão desde, pelo menos, 1967.
Ao completar, em 1988, vinte anos depois, 10 anos de publicação semanal dessa crónica, pode ver-se que a luta pelos eco-direitos do homem, desde o final dos anos 60, não foi ocasional, não foi colada com cuspo e à pressa por pressão dos oportunismos político partidários.
Na descoberta do quotidiano estava (está) a intuição fundamental da Ecologia Humana.■