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Posted by Big-Bang  -sábado, 18 de Outubro de 2003

Retrovisor (1980-1995) ->Day by day
15 anos de memórias

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KASSEL 80:

«PARA UMA ECONOMIA ECOLÓGICA» (*)

(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado, com este título, no jornal «A Capital», Crónica do Planeta Terra, 18-10-1980

[18-10-1980 ] - Segundo nos informa Edouard Kressmann, secretário-geral do movimento Ecoropa, com sede em Genebra, o Simpósio Internacional para Uma Economia Ecológica, realizada em Setembro, pôs em causa, de maneira radical, a capacidade da actual Ciência Económica para resolver os mais urgentes problemas que se põem, quer às sociedades ditas desenvolvidas, quer às que se classificam «em desenvolvimento»

Inflação, desemprego, desintegração social, desperdício de energia e delapidação de recursos naturais, fome no Terceiro Mundo, agravamento acelerado das desigualdades entre Norte e Sul, ricos e pobres: eis alguns dos aspectos que hoje assume a crise mundial e para a qual a ciência económica se mostra cada vez mais incapaz de encontrar soluções e saídas.

Assim se disse em Kassel, na República Federal da Alemanha, nesse simpósio promovido pela Ecoropa, Associação Europeia para Uma Democracia Ecológica. A «expansão contínua», foi o ponto mais criticado pelos sociólogos e economistas presentes, entra os quais se encontram prestigiados representantes da cultura europeia: Denis de Rougemont, Edward Goldsmith (director da revista «The Ecologist», de Londres), Nicholas Georgescu Roegen, Ivan Illich, Manfred Siebker, enfim, um pouco da fina flor da vanguarda mundial.

Entre as conclusões da reunião que alcançaram a unanimidade, esteve a condenação do "desenvolvimento contínuo", exactamente porque esse modelo não pode resolver nenhum dos problemas anteriormente enunciados. Antes pelo contrário: a história dos últimos dez anos provou que esse «desenvolvimento» entre aspas, agrava todos aqueles problemas em vez de os resolver.

É preciso, portanto, conforme ficou declarado em Kassel, elaborar uma nova estratégia fundada sobre uma nova teoria que leva em conta as exigências naturais da Ecologia.

«EXPANSÃO CONTÍNUA: REVER URGENTEMENTE O TRATADO DE ROMA (ARTº 2.°) »

A reunião de Kassel intitulada " Para Uma Economia Ecológica", marca, assim, uma etapa na consciência de um ecodesenvolvimento. Os seus trabalhos revelam uma notável convergência sobre os pontos mais importantes da moderna controvérsia sobre crescimento e recursos, o chamado Produto Nacional Bruto.

No imediato, Ecoropa tomou duas resoluções: uma diz respeito ao Tratado de Roma e lança uma campanha para a revisão do artº 2. deste tratado, que instituía, em 1954, uma Comunidade Económica Europeia: artº 1., tendo por missão, pelo estabelecimento de um Mercado Comum, «promover (...) uma expansão contínua nos Estados que nela estão reunidos» (artº 2.º).

Se esta «missão» podia parecer justificada no imediato após-guerra, os ecologistas europeus consideram que já não acontece assim nos dias de hoje.

A associação Ecoropa, apoiada nas conclusões do encontro de Kassel, fará, portanto, que o Parlamento Europeu, reunido em Estrasburgo, aceite, quanto antes, uma proposta de revisão do Tratado de Roma, de maneira a reorientar a política europeia para uma economia ecológica.

REGIÃO: UNIDADE VITAL DA ECONOMIA

A outra resolução tomada no encontro, diz respeito às Instituições. Parece claro, aliás, que uma tal estratégia, denominada ecodesenvolvimento, só pode ser eficaz com instituições descentralizadas.

A Região - e não o Estado - é o espaço mais favorável à participação cívica e à autogestão, é a unidade vital em matéria social, cultural, política e

económica. É ao nível da região que podemos resolver melhor os problemas postos pela crise, tais como o desemprego, a produção e distribuição de energia, a protecção das águas, a preservação das florestas e dos solos.

A Associação Ecoropa exige, por isso, que as regiões sejam, por toda a parte, dotadas de meios que lhes permitam assumir o seu próprio futuro e que, por outro lado, seja constituído um Senado Europeu

onde elas estejam todas equitativamente representadas. Uma tal instituição constituiria sólido fundamento a uma «democracia ecológica», no quadro de uma federação, não de «Estados», mas de Povos da Europa.

Como se vê, o simpósio de Kassel resolveu ir à raiz dos problemas que condicionam a decadente sociedade industrial.

Já em 1977, o colóquio da Ecoropa recusava, claramente, o crescimento produtivista dos países hiperindustrializados e, portanto, sublinhava já como o artº 2º. do Tratada de Roma era anacrónico ao fixar um objectivo expansionista à C. E. E.

O movimento Ecoropa procura agora estudar o problema a fundo e propor ao Parlamento Europeu uma nova redacção deste artigo, logo um novo objectivo para a C.E.E., que seja compatível com a economia de uma sociedade ecológica.

«ECOROPA »: A ASSOCIAÇÃO PARA O ECODESENVOLVIMENTO

Desde a sua fundação, em 1976, a Associação Ecoropa trabalha para um «ecodesenvolvimento» que ponha termo ao declive de catástrofe para onde nos leva o irracional modelo energívoro do crescimento ilimitado.

Concebida em França, em 1976, a Ecoropa constituiu-se em associação de carácter desinteressado de acordo com o Código Civil suíço e compreende quinze nações europeias. Os seus principais objectivos são os seguintes:

- Estabelecer ligações além-fronteiras no plano da acção e da informação ecológicas e no plano da reflexão fundamental, em grupos plurinacionais e pluriculturais, de modo que a acção e a reflexão sejam mutuamente fertilizadas;

- Precisar os critérios de uma ecossociedade que esteja «em equilíbrio com a natureza e em harmonia com ela própria, uma sociedade de homens e mulheres livres e responsáveis » (artº 2 dos estatutos), sem o que, para retomar os termos de uma comunicarão de Auréllo Peccei à Ecoropa, «a sociedade nuclear se afundará na anarquia e em catástrofes irremediáveis»;

- Realçar a dimensão continental dos problemas ecológicos com os quais se defrontam os grupos locais de defesa;

- Promover modos de produção e um estilo de vida ligados ao que vive e se renova, preservando o património de humanidade - estruturas em que a liberdade e a responsabilidade possam exercer-se , um « ecodesenvolvimento» (de acordo com a expressão lançada por Maurice Strong compatível com esta sociedade e com a sobrevivência da humanidade.

Tais objectivos dizem, certamente, respeito a toda a humanidade. No entanto, os fundadores da Ecoropa julgaram assisado, num primeiro estádio, limitar as suas ambições à Europa, que, para ser fiel à sua cultura, deverá operar uma conversão ecológica à Europa geohumana, que Estados-nações de outra era dominaram.

São seus membros activos, em número limitado, as pessoas cujas contribuições - aliás, benévolas - possam enriquecer a obra comum. Os simpatizantes podem ser mantidos informados por um boletim de ligação (dirigir-se ao secretariado).

Em resumo, a Ecoropa esforça-se:

- Por apoiar as iniciativas e os grupos empenhados no terreno, dentro do respeito da sua autonomia, da sua especificidade e da sua diversidade;

- Por expressar e tornar conhecidas as suas exigência e os seus projectos comuns:

- Por constituir um lugar de encontro no qual, em solidariedade com outros povos do planeta e com as gerações futuras, as pessoas se exortem e se confortem mutuamente na recusa do catastrofismo e na difícil elaboração de uma sociedade em que se possa ainda .. VIVER BEM.

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(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado, com este título, no jornal «A Capital», Crónica do Planeta Terra, 18-10-1980

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<92-10-18>

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OS LABORATÓRIOS DO TERROR

18/10/1992 - Nos laboratórios do Terror nasceu a Ecologia Humana, a mais recente das ciências e a que pode subverter todas as ciências

Laboratório foi o Hexaclorofone, foi Chernobyl, foi Hiroxima, foi Hamburgo, foi Bhopal, foi Three Mile Island

Quando descobri que toda a Humanidade era Cobaia desta nova ciência, apanhei o maior cagaço da minha vida: mas já era tarde, tinha andado vinte anos a mexer e a remexer na merda, a fazer do terror industrial a matéria-prima da minha grande descoberta

Pode ser que na minha reforma consiga escrever o Dicionário do terror - A a Z -, o dicionário dos sintomas no corpo humano inventariados sem que jamais se fizesse a ligação do (tele-)efeito à causa

A propósito de tele-efeito, quem se dará, que cientista se dará ao trabalho de ligar o efeito (sismo) à causa (rebentamento nuclear) que o provoca?

Ecologia humana é a ciência dos silêncios eternos, dos crimes eternamente impunes: desde que não haja hipótese de ligar a causa ao efeito, não se pode falar de crime; de sismo provocado, por exemplo

Toxicologia tem que ser actualizada todos os dias, pois todos os dias entram mais 300 químicos na Biosfera : puxa-se por um e vem toda a trampa atrás

Toxicologia ficou há cem anos e nem sequer essa é hoje lembrada quotidianamente, pois é no quotidiano que os agentes de agressão actuam obviamente

O sucesso comercial das seguradoras vem de haver um ambiente cada vez, cada dia e hora, mais inseguro: não há hoje nenhum grande grupo industrial que não tenha uma seguradora no seu grupo

Maldita civilização do consumo que é a maldita civilização da Morte e da Doença - os media existem para suavizar e para habitualizar e para banalizar o terror

-> Notícias de Kali Yuga = Notícias do terror = Notícias do Apocalipse

-> Doenças do Ambiente -> Doenças da Poluição -> Doenças do terror -> Doenças da Civilização?

-> Manipulação da Vida -> Psicomanipulação -> Manipulação mediática : o que falta hoje manipular? Quem manipula a manipulação? Mas o que é a ciência senão um método baseado na manipulação? Ciências humanas terão que manipular o ser humano ->

-> Disseram-me então que eu tinha uma linguagem desbragada e inconveniente

-> Porque guardei tantos recortes de Chernobyl, esse insubstituível laboratório do terror? Será que tenho a presunção de provar (demonstrar) que a Perestroika e o desmoronar do mundo comunista foi por causa dessas inocentes radiações que provocaram apenas alguns mortos (centenas), alguns abortos, alguns sustos, algumas detenções da Nomenklatura? Dessas invisíveis radiações que bem exemplificam o tipo de «notícia eterna»? -> Enquanto o sarcófago de Chernobyl continua a debitar radiações para o meio ambiente, é evidente que os media internacionais não vão continuar a dar a notícia todos os dias. O que deixa de ser notícia, não existe. Graças a Deus e a Gutemberg, o pesadelo de Chernobyl - a debitar eternamente radiações - não existe. Respiremos fundo.

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1-2 < 92-10-18-na-fi>- ficções do apocalipse 5699 caracteres

 <tit-tit1><terror>

 

NÃO DÁ PARA RESPIRAR FUNDO

NOTÍCIAS DO TERROR (CONTINUAÇÃO)

NOTÍCIAS DA CLANDESTINIDADE (ONTEM, HOJE E AMANHÃ)

18-10-1992

As grandes manobras da coexistência Leste-Oeste -> O nuclear na URSS é igual ao  nuclear nos Estados Unidos -> Manobras a leste: Nuclear, Espacial -> Acordos de Helsínquia deram que falar para tudo se calar -> As passas do Algarve que eu passei para colocar esta hipótese como hipótese de trabalho -> É que nunca o escândalo da coexistência escandalizou fosse quem fosse

MEGALOUCURAS  JÁ SÃO BENVISTAS

Milagre mediático é fazer aceitar o inaceitável, tornar possível o impossível, mostrar que o terror é um rebuçado doce e que rebocar icebergs se faz com uma perna às costas

 «Megaengenheiros» soava no entanto como um elogio ao ouvido dos próprios que gostam de ser megas em tudo -> Estará a solução da falta de água nos gelos do Antártico? Mas claro que está, ainda perguntas?

 Irão os icebergues servir para regar os desertos? Claro que servirão, pois para que haviam eles de servir senão para regar o pézinho de salsa dos marajás do Golfo?

Hipótese que põe em pulgas os homens de esquerda e os jornalistas de esquerda que são, evidentemente, todos, quando se trate de rebocar icebergues pela direita baixa - é a de matar a sede ao Terceiro Mundo com os icebergues roubados aos pinguins do Antárctico

 O príncipe saudita que financia o reboque pertence aos deserdados do Terceiro Mundo: ele é mesmo a maior fortuna do Mundo e disso se queixa o pobre coitado saudita ainda por cima

Firmas faliram mas o príncipe disse não à falência e abriu os cordões de ouro à bolsa de prata

Bombas a retardador, a que chamam também por analogia com a linguagem dos pássaros, bombas-relógio, têm um instinto lúdico muito desenvolvido -> Veteranos do Vietname, vinte anos depois, queixam-se de excessiva exposição à dioxina que se deveria destinar exclusivamente, cirurgicamente, a esfoliar os vietnamitas, considerados uma espécie vegetal muito resistente

Alemães enterram centrais nucleares

Quando os bisnetos do sr. Helmut Khol andarem a brincar no Jardim de Hoffenbord, sempre quero ver se lá descobrem restos ou se está tudo desactivado

 É assim que muita gente tem apanhado enormes vírus da gripe sem saber de onde lhes vem o vento

 Seveso não é bomba-relógio: rebentou no momento - Mas fica a ressoar através dos séculos e quando um menino andar a brincar no Seveso City, talvez encontre restos da dioxina que se evaporou num ápice

 As notícias acabam sempre por se calar - Mas a Dioxina continua

 Quer dizer que Chernobyl é também bomba-relógio? Dura há uns anos, de facto

 Mísseis com gás amarelo enterrados na Áustria foram durante anos um problema por causa da cor: é sabido que os judeus odeiam o amarelo -> Filmada a retardador foi a cena de há 42 anos : comida radioactiva ainda estava como nova e serviu para alimentar soldados vivos em campanha

 Love Canal foi um amor de canal e deu ad aeternum o mote do eterno streap tease em matéria de canal - Assistiu-se a deformações genéticas e cancro: mas isso já os cientistas tinham previsto, o que só prova que os cientistas têm sempre razão

Seveso: Minamata em itália? Mas o que tem a ver o Mercúrio com a Dioxina, quer dizer, o cu com as calças? Exageros de jornalista sem imaginação

 Já foram buscar nas pressas a Helena Sanches Osório que tem parido os títulos mais sensacionais do momento

Fragmentos de satélite podem cair na terra: mais uma bomba a retardador, que não escolhe dia nem hora nem usa pensos higiénicos num tempo em que os homens, nessa matéria, se sentem particularmente protegidos

 Chamem outra vez a Helena

 Em Salamanca um laboratório analisará os resíduos radioactivos do pequeno cemitério que será construído com os tijolos de um e outro lado da fronteira

O piloto que largou a bomba em Hiroxima diz que não esquecerá nunca aquele minuto por muitos anos que sobreviva -> Efeitos que são tele-efeitos

 Fala um académico da URSS : os revisionistas do «átomo pacífico» não têm emenda

De facto, quando um académico russo fala, os outros baixam as orelhas

 Ou tapam os ouvidos para não ouvir chamar nuclear bélico ao átomo pacífico, com o qual átomo e com o qual pacífico se embalou a guerra fria e muita guerra quente: a dos rebentamentos subterrâneos, por exemplo, que fez a guerra sísmico nuclear mais bem sucedida da História, à razão de dois sismos per capita

 Coexistência pacífica: beijos na boca do capitalismo e do socialismo com base no átomo sempre pacífico

Eu quando for grande quero ir para um atol de átomos pacíficos, com peixinhos vermelhos no lago e patinhos vogando

Patinhos? Quem pediu um Porto Ferrari?

 Bombas-relógio evoca-me sempre o sorvete ou sindroma do óleo tóxico que nunca existiu e foi mera metáfora mediática

 Lembra-me também as consequências ecológicas dos bombardeamentos no Vietname, os operários de Sines contaminados por radioactividade, os marines que procederam às operações de limpeza de Hiroxima, os restos arquitectónicos de Three Mile Island, o futuro em estrôncio 90 da população de Harrisburg, os resíduos químicos do Love Canal (Nova Iorque), as 500 toneladas de gás venenoso em Hamburgo (duzentos evacuados e 60 fábricas encerradas), os efeitos médicos de Hiroxima 30 anos depois, bombas H e plutónio caídas de paraquedas na base de Thule (fora as que não se soube), o acidente em fábrica soviética de armas bactereológicas, experiências de guerra biológica na URSS,

(...)

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<95-10-18>

9912 caracteres <asfv-1> apontamentos sobre frequências vibratórias

EMOÇÕES OU SIMULACRO?

18/10/1995 - Se não há nenhuma armadilha escondida, como quase sempre acontece nas raras alegrias que se conseguem no trabalho de radiestesia, a descoberta das frequências vibratórias é, no mínimo, emocionante. É de facto o primeiro grande salto qualitativo na distinção das energias.

Quando, por exemplo, testamos a fotografia - a cores ou a preto e branco - de uma figura de Foz Coa, fotografia que mal se distingue a olho nu, e verificamos que ela vibra a N56, é um momento raro na vida de uma pessoa.

A N56, apenas tinha constatado a palavra sânscrita que significa Brahma. Mas igualmente emocionante é verificar que essa energia de N56 é transferível para uma gota de água dentro de um pequeno frasco de vidro branco transparente, de onde continuará a ser transferível até ao infinito para outras gotas de água, ou para outros destinos, o que me parece abonar em favor da sua qualidade criadora - Neguentropia - , não submetida à lei inexorável da Entropia.

Emocionante, não é só verificar que a «memória da água» é um facto indiscutível - embora a ciência médica se encarnice toda a mostrar que não existe tal «memória» - , emocionante é também saber que energias que vibrem a N56 (espírito de Buda) são raríssimas e mesmo a N40 são raras: só as figuras egípcias, de um certo modo, têm vibrações a esse nível.

Um outro aspecto certamente muito gratificante desta minha experiência com frequências vibratórias, é poder concluir que as energias nocivas ou negativas só têm poder sobre nós se não houver energias de frequências superiores a «proteger-nos» e que as possam neutralizar.

Mais: as variáveis que a outros níveis de frequência mais baixos podem constituir-se como interferências no trabalho de ressonância vibratória, alterando a qualidade das informações recebidas pelo suporte vibratório - energias perversas ou nocivas, por exemplo - deixam de contar ou contam menos à medida que os níveis de frequência da estrutura testada sobem.

Evidentemente que há, que pode haver aqui uma «armadilha», ou várias . E é a de saber, por exemplo, se, apesar do DNA de uma energia testada ser tão elevado, ele pertence à programação MAGA ou à programação MEAI, ou se está activo ou em potencial, etc., aqueles costumados baldes de água fria com que os instrutores de radiestesia gostam de nos desencorajar.

É de prever que sempre, sempre, em radiestesia, exista qualquer coisa para nos desiludir da própria radiestesia.

Também poderão dizer-nos que foi auto-sugestão, e que é tudo ilusão, pó e nada. Sempre se pode dizer de tudo em radiestesia que é autosugestão. Só , pelos vistos, os nossos mestres não estão submetidos a essa moléstia da «autosugestão».

Nós outros, simples mortais, somos sempre pasto de uma ilusão, um simulacro, uma armadilha, uma primeira leitura quando havia uma segunda e de uma segunda leitura quando havia uma terceira, de uma piège qualquer. Só eles, mestres, não estão sujeitos a pièges.

Ainda se poderá dizer para desfazer a emoção que a energia transferida, apesar de vibrar a N40 ou a N56, não tem um número de direcções igual à energia de origem. Ou um desenho de direcções que a torne gratificante, inclusive para usos terapêuticos. E que, ao transferi-las, transferimos também um bocado de nós mesmos, o pior e o melhor que possamos ter dentro de nós.

Mas só para os alunos se colocam estas dúvidas: os que praticam radiestesia médica, nunca ninguém discute que energias e que qualidade de energias é que eles transferem, parte-se do princípio que são infalíveis.

Também se pode dizer - como expediente desencorajante - que uma energia de frequência elevada pode queimar o suporte - o que é, pelos vistos, verdade. Mas porque não nos ensinam então as fases que é necessário seguir, step by step, de oitava em oitava - as etapas a seguir, para não queimar o suporte mas para ter acesso vibratório a um nível acima.

Finalmente poderão dizer-me, como balde de água fria sobre o entusiasmo da descoberta, que o N56 das figuras de Foz Coa é uma ilusão, um simulacro, porque, sempre, em radiestesia , a resultante final (o que o pêndulo acusa ) é o meu filtro pessoal que a dá .

Não só me posso ter iludido no meu entusiasmo com o N56 como o N56 filtrado por mim - que não exprimo o N56 ou espírito de Buda , nem pouco mais ou menos - é puro engano, pode ser puro engano.

De facto, seria talvez demasiado precioso, para um simples mortal, ter encontrado no meio de uma rotina que, regra geral, vibra entre N8 e N24, raramente N 32, aparecer uma estrutura que vibre a N40, a N48 ou a N56.

Um outro obstáculo que pode inutilizar toda esta emoção, diz respeito - como já disse - às figuras desenhadas pelas direcções : elas pouco variam, regra geral dão um desenho simétrico do tipo

[ ...]

fazendo supor uma certa «monotonia» que eventualmente traduzirá uma pobreza vibratória do sujeito...

*

Se tudo isto for um facto , caem um bocado pela base - ou no ridículo - as largas ensinanças que nos têm sido dadas sobre energias nocivas e como ver-nos livres de energias nocivas. Alguns radiestesistas competentes, não fazem outra coisa senão andar a fugir das energias negras.

Se é certo o princípio de que as energias positivas do espírito anulam as energias nocivas da alma e do corpo (submetem-nas, porque estando a níveis vibratórias superiores podem submetê-las) grande parte da actuação dos nossos radiestesistas de estimação torna-se irrisória quando não ridícula.

Há mesmo que saber - mas como? mas onde? - uma coisa: se para tratar doenças de níveis vibratórios N8, N16 ou N24, por exemplo, só a energia da oitava seguinte pode ser aplicada, ou se qualquer oitava acima, mesmo das mais elevadas, é rearmonizante e não será uma dose de cavalo, mais prejudicial que benéfica ao doente.

Se for este último caso, as flores (os remédios florais) seriam a terapia correntemente mais indicada para a maioria dos casos, a terapia intermédia, nos casos onde a vibração do sujeito não exceda N8, não exceda N16 ou não exceda N24.

*

Pode haver uma explicação lógica para as simetrias que se tornam praticamente constantes em certos grandes tipos de sinais testados. É como se o global da síntese global em oposição a uma letra particular. Por exemplo - é como se o global se traduzisse por um esquema praticaente uniforme e que as variantes , quanto a direcções, se fossem verificando à medida que se testam fragmentos, partes de partes desse global.

*

A insinuação feita , algures, em um seminário de que poderia haver energias vibratórias de elevada frequência mas do sistema MAGA - é difícil de engolir. Porque se MAGA se caracteriza exactamente pelo seu hipermaterialismo, como pode uma energia com origem nele, vibrar a N56, a N40, a N32 ou mesmo a N24?

*

Outra insinuação um tanto estúpida feita em seminário pela Madre Maria de Calcutá, é o elogio da rocha bruta. Que eu saiba , a rocha é a rocha, vibra a N8 como é de sua condição e a mais não é obrigada, por mais que a propaganda pró-maçónica pretenda deificá-la e deificar certos lugares.

Uma árvore, sim, é coisa completamente diferente e dá para deificar, tanto como o adorado Gato. Mesmo um cogumelo saprófita dessa árvore - visto que toma as qualidades vibratórias dele.

Se tivermos um castanheiro, um cedro, por certo que vibrará mais alto do que todos os chamados lugares sagrados e santos do mundo. À excepção, evidentemente, das humildes figurinhas do Coa , porque essas vibram apenas a N56, o puro divino, o puro sagrado.

20/9/1995 - Se houvesse com quem dialogar sobre radiestesia, neste triste país, gostaria de saber junto de quem mais sabe da radiestesia - e que detém mesmo a propriedade da radiestesia em Portugal - se testar frequências elevadas tem perigo para o nosso suporte vibratório .

Etienne alertou, em conferência na Sorbonne, para esses perigos, mas competia aos proprietários da radiestesia em Portugal, esclarecer os seus alunos sobre os pormenores e subtilezas desse risco: abri um dicionário sânscrito ao acaso e testei a primeira palavra que me apareceu; o pêndulo subiu até N56 e eu, assustado, fechei de novo o dicionário e nunca mais o abri.

Quase a medo - pela decepção que podiam significar - testei uma péssima fotografia de jornal com as figuras rupestres de Foz  Coa: qual não foi o meu espanto quando o pêndulo sobe até 56 batimentos. Isto sobre uma fotografia de jornal que era um borrão e em que mal se distinguiam os contornos das figuras rupestres.

Foi um momento emocionante: para o melhor e para o pior, é pena que não possa compartilhar com nenhum radiestesista - dos que ensinam radiestesia e dos que fazem terapia radiestésica - sobre este momento que considero sublime, mas que receio ser perigoso.

Porque, pela primeira, testei-me a mim próprio: e, autosugestionado ou não, o cabelo do senhor AC vibrou a N40, quando a maior parte das pessoas vibra a N16, que é o vegetativo, enquanto o (meu) gato vibra a N24 quando está acordado, descendo para N16 quando está na transição para o sono e voltando a descer para N8 quando se encontra em sono profundo.

Este esquema é entendível à luz do que Jean Noel Kerviel diz sobre o mecanismo do sono e do yoga, em que, ao adormecer, a pessoa fica só com o corpo etérico (N8) , enquanto os outros corpos - astral e causal - vão recarregar-se vibratoriamente no Cosmos (?).

Se é ou não assim, o que já pude constatar confirma-o.

Ainda não me foi possível testar uma pessoa a dormir.

Aliás como se testam determinadas estruturas, é outra das rotundas falhas do ensino da radiestesia que tivemos a pouca sorte de receber neste país.

Testar um lugar sagrado, por exemplo, como é que é?

Testar uma música, como se faz?

Testar um perfume, como?

O que nos foi ensinado, nos intercalares, sobre esta matéria, é pouco menos do que ridículo e tolo. ■