1-19 <03-10-13>
Posted by Big-Bang - segunda-feira, 13 de Outubro de 2003
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38 anos de memórias
10-03-2003 – A sincronia desta cronologia oferece-me a primeira surpresa: se eu não estivesse já convencido de que o dia 13 é dia de azar, ficaria agora mesmo mais do que convencido: ocorrem neste dia e em anos tão diferentes, textos com projectos ac, a maior parte deles falhados e um apenas concretizado. É de espantar (!!!) que no dia 13 de vários outubros de diversos anos, tenham ocorrido os seguintes e delirantes projectos:
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<58-10-13 >
UMA NOVA TEORIA DA CRIAÇÃO HUMANA
Apropósito de duas estreias:
Luz Central, de Ernesto Sampaio, 1958
O Amor em Visita, de Herberto Helder, 1958
Se este texto foi publicado, parece-me incrível que eu o tenha feito, já que, pelos vistos, não evitei a desvergonha de o escrever. E agora a desvergonha de o teclar. Pergunto-me se não seria muito melhor já o ter rasgado há muito, em vez de o conservar em vinha de alhos. Nem sequer por duas ou três intuições que nele relampejam. Nem sequer por mostrar a minha rendição aos surrealistas. Nem sequer pela citação do ocultista Eliphas Levy: fico a saber que o ocultismo me interessava em 1959... Há, portanto, 50 anos , meio século. Talvez esta antiguidade seja o aspecto interessante do texto, que no resto mais valia ir prólixo. ( 5/Setembro/1999)
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Prefiro considerar este livro de Ernesto Sampaio sem filiação próxima ou afastada, portuguesa ou estrangeira. Além disso, o fundamento teórico de toda uma novíssima poesia e a chave para a sua interpretação. E ainda o ano em que se editou - 1958 - o ano-eixo de uma geração ( a que se emancipou entre 1955 e 1960). Não foi por acaso que Ernesto Sampaio , poeta e profeta, viu pela primeira vez um texto seu publicado no número do jornal A Planície dedicado só a poesia e poetas, o nº de 8/9/1956.
Ali foi trazido pela mão de Raul de Carvalho, organizador infatigável desse número. O estudo de Ernesto Sampaio saiu como artigo de fundo e intitulava-se Para uma Literatura Problemática. Nada disto, inclusive o título do artigo, aconteceu por acaso. Pela incompreensão que a crítica oficial mostrou do livro de Ernesto Sampaio, não nos é difícil perceber que nenhuma das folhas literárias em uso pela imprensa comercial, informadas, fomentadas e responsabilizadas por essa crítica, acolhessem um artigo cujo pensamento tão exuberantemente escapava às camisas de força adredes preparadas pela sisudez e hieratismo consuetudinário da mesmíssima crítica.
É preciso dizer , sem mais preâmbulos, que a crítica intestina apresentou, perante Luz Central, a sua demissão, agindo, como agiu, pelo método mesquinho de ir descobrir plágios no que não passa de coincidências e influências no que não passa de assimilação e transcensão. Falou-se de tudo, a propósito de Ernesto Sampaio, menos dele e do significado renovador e revolucionário deste seu livro, composto de um texto crítico, um texto poético e um extratexto. E perguntou-se tudo menos o que interessava perguntar: Porque os reuniria o autor num só livro, sob esta legenda unificatriz: Luz Central?
Pela nossa parte responderíamos: Porque todos nascem e visam um «ponto central» , uma núcleo, uma fotosfera, como vamos preferir chamar-lhe. Fotosferismo, eis talvez como poderíamos baptizar , até nova ordem, a teoria da criação humana que parece surgir com Ernesto Sampaio. A fotosfera no campo das ondas luminosas e a gravidade no campo das ondas magnéticas são, com efeito, os dois termos-chave para compreender o fotosferismo ou gravitacionismo de Ernesto Sampaio.
A gravidade em Luz Central (luz central ou fotosfera) ganha aliás três significados: o cósmico (ou meta-empírico) , o terreno e o antropológico ou ético. Puxados pela gravidade os corpos encontram-se no centro da terra. A gravidade , por sua vez, chama-se atracção celeste se acontece entre os planetas (sentido cósmico) . E se acontece entre dois corpos, chama-se amor (sentido ético). Por isso Ernesto Sampaio escreve: « À tendência irresistível no homem para o conhecimento que definimos por ponto central, empregando uma fórmula que todos os ocultismos mencionam («A grande obra é a conquista do ponto central onde reside a força equilibrante» - afirma Eliphas Levy, na sua História da Magia), a essa tendência irresistível, dizíamos, dá-se o nome de revolução. ».
A problemática proposta em Luz Central é ainda de uma gravidade como não conhecemos outra em prosadores filo-surrealistas, no intervalo da soneca que a crítica tem dormido , após os neo-realistas desgrenhados e as líricas bem penteadas. Nada há em Ernesto Sampaio que os lembre ou se lhes ligue: «Não há acto do espírito sem tormento moral, sem gravidade intrínseca, plena seriedade em cada olhar lançado sobre a vida. Esta gravidade constitui o mais sério reactivo contra a tentação literatizante: a mais absurda de todas as misérias espirituais.»
Ernesto Sampaio cita , é certo, Bataille e Henry Miller, Artaud e Jean Genet mas usa-os mais para companhia do que para mestres, mais para confirmação do que para afirmação.
Que de boas companhias lhe era mister rodear-se e prevenir-se em face do que o assediaria (e viu-se que assediou) . Mas é tão pessoal, tão segura, tão própria a palavra destes três textos, que melhor será convencermo-nos de que estamos perante um caso de geração espontânea. Claro que sim, que Ernesto Sampaio leu e leu muito e leu bem. Mas se leu, meditou ainda mais. Não é de quem se usa do alheio esta sintaxe tão diferenciada, esta consciência tão rigorosa e original das grandes verdades que o rosto das grandes mentiras mascara, esta gravidade de poeta.
Sim, de poeta. Além de outros «pilares gloriosos da nossa civilização» que vão desfazer-se em cacos, o pilar que divide o filósofo do crítico, o crítico do poeta, o homem que pensa do homem que ama, o que conhece do que adivinha, o que sente do que pressente, não poderá durar muito.
Ainda por respeito à crítica bem educada, Ernesto Sampaio divide o seu livro , conforme a terminologia académica, entre crítico e poético. Com o extra-texto, porém, joga a cartada indispensável à pesquisa da zona intermédia que é a caixa toráxica do divino espírito santo... Da zona que é a zona equatorial deste livro solar. Um pequeno exercício de cabala visual prefacia , por comiseração com as hostes de ontem e anteontem, o «texto poético». Mas a partir daí o sinal de amor incarnou, fez-se letra escrita, embora ainda por decifrar ou traduzir . Só sobre um campo minado de hipóteses vale a pena caminhar. Só num céu cruzado de sinais fosfóricos a viagem se realiza para todos os rumos. De hipótese em hipótese terá de ser visto e revisto o magma escaldante deste livro. Quem o tocar sem prevenção, escalda-se... A partir de agora, quem falar de amor, há-de saber o que diz, porque o diz, como o diz.
São de Raul de Carvalho , precursor de Ernesto Sampaio e mestre da novíssima poesia portuguesa, estes versos: «Quando falo de amor sei o que digo». E a verdade é que sabe e alguns mais o sabem. Dentro de uma variedade que pode oscilar entre o tradicional e o vulgar, os novíssimos poetas distinguem-se e aproximam-se por este índice comum: quando falam de amor, sabem o que dizem. Alegar-se-á que o amor foi sempre o «ponto central» de toda a poesia e nem só da de hoje. Mas claro que sim; e nisso é que a moderníssima poesia , reabilitando uma tradição tão velha como o homem, encontrando-se esgotados na lírica menor todos os caminhos, se formula como um dos mais belos gritos de liberdade absoluta que a humanidade já ouviu ( a que tiver ouvidos).
Hoje como ontem é o amor que os poetas cantam , mas tão diferente da de ontem é hoje a ontologia desse amor como um soneto de Camões o é d « O Amor em Visita» , em cuja portada Herberto Helder , seu autor, transcreveu de Ortega y Gasset o seguinte : « »
Herberto Helder é dos que podem, dos que sabem falar de amor. Devendo muito a alguns poetas «inteligentes», individualiza-se «na ciência de amor feita», ao contrário do «amor de ciência feito» que poetas evidentes e sem evidência nenhuma têm, em português clássico, sonetizado.
Um grande poema de amor como é o de Herberto Helder continua a experiência da tradição, não a que vem dos cancioneiros, mas outra, outra que vem de origens insuspeitas, de uma continuidade sem trânsito pela terra, fios que os historiadores se esquecem sempre de historiar na história conveniente. São os fios da história inconveniente os que o poeta descobre , é esse amor que ele renova e reabilita, é essa poesia de que ele nos dá a suprema sabedoria antes que os sabichões sabe-tudo a saibam.
Ernesto Sampaio chegou primeiro que os livros. Ele pode ter lido muito, mas depois de saber tudo. Os livros confirmaram a profecia, demonstraram as hipóteses, mas não disseram nada de novo. Antes de tudo, Ernesto Sampaio foi o profeta-poeta e só depois o teorizador, e só depois o estudioso, e só depois o crítico, e só depois o explicador do inexplicável. É o seu texto poético que explica o crítico e não , como se quis, o contrário, como fizeram os polícias sinaleiros da nossa crítica que não conhecem as direcções proibidas e só conhecem as de rodagem habitual. Com os binóculos invertidos, estão vendo as imagens muito em miniatura, quando a faina do crítico , hoje, só pode ser uma: colocar-se no centro da terra, na luz central, no fogo, na fotosfera ou centro de gravidade e deixar-se queimar com os poetas. Explicar a poesia , hoje, é explicar O Amor em Visita, o amor em catástrofe e em pena, o amor em princípio e em evolução, o amor em instante e em eternidade.
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<ayy-10-13 > – este merge é estritamente sobre o projecto« ateliê yy», pelo que pode justificar (ou não) uma publicação em pdf separada dos files com considerandos de ordem geral ou filosófica sobre medicina energética
<86-10-13>
<ayy-10-13 - -> <ayy-10> - projectos ac - academia das ciências de saúde
UM PROJECTO DE 1986:
ATELIER YIN-YANG
DISPOSITIVOS DE ORGANIZAÇÃO
1 - Com o objectivo de conservar, na sua máxima fidelidade, a mensagem prática e filosófica da ciência original - que chegou até ao Ocidente sob a forma de medicina tradicional chinesa - é criado o Atelier Yin-Yang, com o seguinte endereço provisório: Apartado 17 - 2780 Paço de Arcos
2 - O Atelier Yin-Yang é um dispositivo de consulta e apoio:
a) ao consumidor de várias terapias naturais
b) às várias organizações e instituições que em Portugal visam o estudo e a prática do princípio único ensinado pela tradição taoísta.
3 - Para isso, o Atelier Yin-Yang pretende reunir, sistematizar, seleccionar e pôr à disposição dos interessados, a documentação escrita disponível relacionada com as fontes da ciência original, que alguns situam geograficamente no Continente Mu e de que o taoísmo chinês, o zen japonês ou budismo tibetano seriam ainda manifestações que se conservaram até hoje em linhagem quase ininterrupta.
4 - Não tendo o Atelier Yin-Yang fontes próprias de rendimento , pretende produzir e sobreviver na base da colaboração que vier a estabelecer com as várias organizações interessadas no estudo da sabedoria inicial (ou iniciática) .
5 - O Atelier Yin Yang irá mobilizar um «corpo de élite» ou conselho técnico na área da bioenergética (filosofia e prática yin-yang) , visando 2 objectivos:
a) dar qualificação científica e profissional aos praticantes das técnicas yin-yang, ajudando a formar técnicos de saúde em terapêuticas orientais e incentivando a criação de carreiras nesta área;
b) responder às necessidades de informação documental que escolas, professores, alunos, estudantes de saúde em geral tiverem no campo das fontes originais da sabedoria (prática) yin-yang.
6 - Seguro do que pretende nas suas modestas ambições, o Atelier Yin-Yang começará por instalar um dispositivo que lhe permita desenvolver um trabalho organizado, coerente, produtivo, em benefício de todos os seres. Um telefone-gravador será o dispositivo-piloto desse trabalho.
7 - São considerados fundadores deste atelier as pessoas que se manifestarem interessadas no estudo do yin-yang, quer a título individual quer como representantes de organizações.
8 - Funcionarão, no âmbito do Atelier, os seguintes serviços:
- Biblioteca de consulta in loco
- Biblioteca para leitura domiciliária
- Biblioteca com serviço de consulta à distância
- Documentação para apoio aos cursos
- Envio de circulares para estudantes, imprensa, etc
- Redacção de um jornal de bioenergética yin-Yang
- Secretariado de cursos, salas de estudo, etc.
FASE ALARGADA: REDE HOLÍSTICA DE INFORMAÇÃO
Na sua fase alargada, o Atelier Yin Yang - que se poderá chamar então Rede Holística de Informação - projecta os seguintes serviços:
- Gabinete de diagnóstico holístico - Diagnóstico Precoce e Prevenção Natural - Ficha Holística ou Perfil (ver file à parte)
- Boletim Holístico - Sumário de Notícias do País e do Mundo - Mini-agência do consumidor
- Clube do Livro Saudável ( Ver file à parte)
Ponto de encontro entre os que consomem e os que produzem actividades de saúde, o Atelier Yin Yang ordenará as suas prioridades de acção pelas seguintes áreas:
a) Informação jornalística e documental (atendimento personalizado)
b) Educação holística
c) Formação profissional em áreas holísticas de saúde
Formar, a médio e longo prazo, professores de saúde, é o horizonte: para lá chegar, começaremos pela etapa de informação/animação, servindo de intercomunicador entre as actividades holísticas de saúde e os seus consumidores.
Para isso, o Atelier Yin-Yang irá :
a) editar cadernos, livros e uma revista;
b) publicar um boletim para a Imprensa, com o propósito de abrir na Comunicação Social o espaço holístico que falta;
REDE HOLÍSTICA DE INFORMAÇÃO:
A FASE ALARGADA DO ATELIER YIN-YANG
Dispositivo orientado em várias direcções, o Atelier Yin Yang integra actividades convergentes, em defesa do consumidor, irradiando de uma base: o livro (biblioteca), o documento, o banco de dados, etc.
Poderá considerar-se o Atelier como unidade-piloto, célula-base de uma rede futura que, na sua expressão alargada, seria uma Rede Holística de Informação.
No âmbito da rede Holística de Informação, projectam-se outros serviços:
GABINETE DE IMPRENSA
Para informação externa , de forma a criar das medicinas naturais uma imagem cada vez mais positiva junto da opinião pública, é criado um gabinete documental e de apoio informativo, que manterá relações com os órgãos de comunicação social.
Este gabinete dará igualmente apoio informativo a todas as organizações do meio naturoterapêutico, nomeadamente às associações profissionais mas também às clínicas particulares e às escolas de saúde.
De todas estas organizações espera o Gabinete um fluxo informativo que permita manter a opinião pública actualizada e constantemente esclarecida sobre factos e pessoas que, de num momento ou outro, a Comunicação Social tende a deturpar, tomando, regra geral, o partido do caluniador: trata-se de criar, com o Gabinete de Imprensa, um interlocutor para a Informação, que reponha a verdade dos factos quando esta for falseada.
Para lá de um noticiário regular com assuntos de actualidade naturoterapêutica, o Gabinete tentará abrir secções fixas de informação e divulgação - género consultórios de saúde - para difusão junto do grande público das ideias básicas e das noções elementares em que se fundamentam as medicinas leves e que todos devem conhecer.
O Gabinete pode também desempenhar a função de centro documental, fornecendo, por empréstimo ou aluguer, apoio didáctico aos estudantes de saúde sobre as disciplinas da alternativa médica, nomeadamente a medicina tradicional chinesa.
Funções do gabinete:
-Emitir comunicados de imprensa, com a informação objectiva sobre factos e acontecimentos da actualidade;
- Apoiar trabalhos de investigação documental e jornalística no campo das tecnologias terapêuticas apropriadas;
- Noticiar para os órgãos de informação as publicações estrangeiras que forem chegando ao Gabinete de imprensa do Atelier Yin-Yang.
POSTO DE ATENDIMENTO
- Telefone-gravador de pronto socorro - Atendimento do consumidor - Informações de urgência para casos de urgência
- Telefone-gravador SOS para receber mensagens de doentes aflitos que pretendam orientar-se no sentido de se tratarem com o terapeuta - a especialidade naturoterapêutica - mais adequados
O Atelier Yin Yang projecta um serviço de atendimento, um posto de escuta e resposta, através do qual se pretende orientar na cura e na via yin yang os que dela necessitam.
Para o efeito, será montado um telefone-gravador, para que sejam recebidos os apelos e pedidos de informação
A resposta será dada, conforme os casos, pelo telefone, por escrito ou, quando for possível, pela presença pessoal.
O objectivo é:
- Informar o doente do caminho mais rápido, mais curto e mais económico para a cura através de meios naturais
- Contribuir para que um número crescente de pessoas aprenda e compreenda o yin-yang
- Fazer com que as pessoas encontrem alternativas práticas e eficazes aos becos sem saída em que o sistema as enjaulou
TELEFONE-GRAVADOR: RAZÕES SOCIAIS DE UM PROJECTO
Um centro holístico de atendimento e resposta, com telefone-gravador para escuta as vinte e quatro horas do dia, é uma necessidade premente, por várias razões, algumas delas imperativas.
Quem precisa de apoio, ajuda, socorro e consulta em situação de emergência não tem, de facto, um ponto de referência a que se dirigir, não encontra uma voz amiga e desinteresseira, não ouve um conselho gratuito, útil e sensato.
É tudo a troco de dinheiro, nada se faz por amor à arte e não se presta um serviço que não seja facturado.
Se o utente ou consumidor se dirige aos centros mais ou menos comerciais que vendem produtos e eventualmente serviços, recebem-no, regra geral, a má criação e a grosseria, a incompetência e a arrogância.
Tornou-se arriscado para o consumidor, hoje, telefonar para certos serviços que se dizem inspirados pela moral «naturista» ou das alternativas ecológicas e macrobióticas.
Parece que as casas, hoje, incluindo cooperativas, só servem de loja e só perseguem fins comerciais. Se faz uma pergunta pelo telefone para uma dessas mansões, o consumidor arrisca-se a ouvir uma voz azeda e apressada, às vezes desconfiada e trocista, ou a levar, em saldo final, com o telefone na cara.
Se quer uma informação de rotina sobre produtos que a própria casa vende, do outro lado da linha são capazes de julgarem que é espião ou concorrente ou, igualmente apriori, considerar o pedido de informação como uma consulta.
A rotina comercial em que entrou o mercado dos produtos ditos terapêuticos não abre, tal como está, alternativa ao beco sem saída dos medicamentos e da medicina oficial.
Tal como se encontra, dominado na sua maior parte pela cupidez e pela estupidez, pela psicose do lucro a todo o custo, sem garantias de qualidade ou de segurança e eficácia, os serviços e produtos da área ecoterapêutica afugentam utentes, traumatizam o consumidor e dão, à ordem estabelecida, o melhor dos argumentos para que esta continue a perseguição e a cantar de galo.
No momento em que a actividade luta para ser oficialmente reconhecida, em que uma nova profissão de saúde procura estatuto de independência, em que, inclusive, justamente se reclama o reembolso da segurança social para os produtos que curam, eis que o procedimento dos seus agentes - com as honrosas, necessárias e costumadas excepções - está condenando ao gueto o que se pretende liberto, independente e adulto.
Se não houver humildade em vez de arrogância, se não houver a plena consciência profissional das tarefas em vez da mania patológica de usurpar títulos, se nenhuma parcela dos lucros for investida no fomento das ideias e do movimento em vez de continuar tudo sacrificando à lei do lucro, se não houver, nos locais de atendimento, mais atenção, mais humanidade, mais delicadeza, mais sensibilidade, mais cultura, mais inteligência, mais informação, é caso para dizer aos naturoterapeutas desta terra que tenham definitivamente o lindo funeral que merecem.
É urgente, pois, para inverter a situação, criar um centro de atendimento e resposta que seja também uma voz amiga , uma informação pronta e completa, um serviço de emergência, uma ajuda prestável, um apoio e uma possibilidade de diálogo com quem sofre.
Temos a petulância de considerar este posto de escuta em particular e o Atelier em geral um ponto Lo para que a maravilhosa sabedoria dos tempos iniciais chegue até nós a passe para a (ugente) construção da Nova Idade de Ouro.
<ayy-11>
ATELIER YIN-YANG
OBJECTIVOS
É objectivo prioritário do Atelier Yin-Yang, não só que os seus participantes aprendam a praticar com segurança uma técnica rigorosa, mas ainda que aprendam a desenvolver capacidades afins, tais como:
- Saber administrar as próprias energias, aplicando-as onde são mais importantes , em cada momento, para benefício de todos os seres (Postulado da economia energética ou Neguentropia)
- Saber ver, nas circunstâncias mais adversas, que o espírito é mais importante que a matéria ( a tripla unidade do ser humano: corpo, alma, espírito)
- Saber que o acto terapêutico é também um acto pedagógico e iniciático
- Saber que a humildade intelectual de saber pouco é mais importante do que a arrogância dita científica de ter muitos conhecimentos (A relatividade do conhecimento)
- Saber que a cura de um doente exige do próprio doente comparticipação voluntária, responsabilidade, discernimento e fé yin-yang ( Fim do assistanato )
- Saber que nada nos é dado gratuitamente, muito menos a saúde, e que tudo tem de ser merecido
- Saber, portanto, que a doença é o preço a pagar pelo uso gratuito e abusivo que fazemos do melhor e mais valioso bem: a vida que deus nos deu, a energia que somos e que tudo é
- Saber que a doença é um despertador para acordar a humanidade: o ser humano dorme e a tradição das origens veio para nos acordar
<ayy-12> - Atelier Yin Yang
PERFIL HOLÍSTICO - DIAGNÓSTICO ECOLÓGICO
(CARTA-CIRCULAR QUE ACOMPANHA O QUESTIONÁRIO
PARA DESPISTAGEM DOS FACTORES AMBIENTAIS)
Exmº Sr.:
I - É um dos que responderam ao anúncio do Atelier Yin-Yang e por isso o saudamos com alegria. Por isso e com isso nos congratulamos.
São coisas simples aquelas que queremos, através de mensagens regulares, dizer-lhe. Aqui não condicionamos ninguém, diz-se a todos os que querem libertar-se quais as técnicas, práticas e maneiras que têm ao seu alcance de o fazer.
Apela-se a que cada um pense pela sua própria cabeça, que se emancipe, que se autonomize e que, por tudo isso, se cure com a ajuda da energia natural.
Depende apenas de si libertar-se de um discurso, de uma tirania, de uma instituição de assistanato, que apenas pretende prorrogar a sua dependência desse assistanato.
A experiência de mas de trinta anos nesta luta pela verdade terapêutica não nos dá uma desmedida esperança de podermos modificar, ao menos um milímetro, esse estado de coisas de monodependência.
Mas ter perdido a esperança não significa ter perdido a fé.
A fé surge exactamente quando se perderam todas as esperanças.
É por ela que voltamos, privilegiando desta vez o diálogo pessoa a pessoa, cépticos que de facto somos relativamente ao discurso de jornais e telejornais que, mesmo quando bem intencionado, ninguém já escuta.
Está ao seu alcance e só depende da sua vontade, viver com mais saúde, sem ter para isso que gastar rios de dinheiro em medicamentos, tratamentos, cirurgias, análises. Mesmo que seja aparentemente a segurança social a pagar, será você que em última instância paga tudo isso.
Não lhe pedimos para acreditar em nós. Sugerimos que acredite em si e na ordem perfeita da Natureza, da Vida e do Universo.
II - Se considera importante na sua saúde os factores de ambiente, é altura de passar à acção, respondendo ao questionário que lhe propomos e consolidando, assim, a sua opção de autodiagnóstico, autoconhecimento e autocura.
Vamos explicar-lhe em que consiste o diagnóstico mais simples de todos, que todos podem efectuar sem esforço e sem qualquer técnica especial.
Basta responder, com alguma atenção a franqueza, ao questionário que lhe propomos.
Respondendo a esse questionário, poderá detectar, nos seus hábitos quotidianos, factores de risco que possam estar a contribuir para que você tenha um terreno orgânico vulnerável.
Esse questionário não é exaustivo, corresponde apenas a uma primeira despistagem, a uma primeira fase, elementar, de uma série de outros questionários a que você poderá ou não vir a responder.
Se lhe parece que o meio ambiente é importante para determinar , em grande parte, alguns, muitos ou poucos dos seus problemas de saúde, então deve procurar inteirar-se das questões a que esse inquérito para o diagnóstico ambiental o submete.
Quer responda ou não, coloca-se a seguir outra opção para decidir da cura pelos seus próprios meios.
Se entende que o meio alimentar é importante, poderá decidir-se por uma terapêutica alimentar.
Como a sua escolha inicial o encaminhou no sentido do atelier yin-Yang, já com certeza sabe que o regime alimentar com objectivo terapêutico que aqui aconselhamos será a macrobiótica.
Para dar os primeiros e seguros passos na alimentação yin-yang, elaborámos um guia muito simples a que chamamos «A Cura pela Energia.»
Lendo com atenção esse pequeno guia, compreenderá que o regime yin-yang , dando preferência aos produtos integrais, biológicos e energeticamente calculados, é fundamentalmente um regime alimentar para preparar o terreno orgânico.
Tem, portanto, um carácter global e causal. Procura dar a base segura para que a pirâmide da vida se mantenha de pé e em equilíbrio estável.
Este é o motivo por que os adeptos da macrobiótica , sistema alimentar baseado nos princípios taoístas da filosofia yin-yang, dão pouca ou nula importância aos sistema terapêuticos de «restauro».
Mas se lhe falta paciência para seguir a simples dieta de base, se é um dos que alegam, como alibi, não ter tempo para ir a restaurantes macrobióticos, ou se é um daqueles que considera caríssima a dieta macrobiótica mas dá, sem hesitar, 1500$ por um quilo de carne, então talvez prefira optar por uma terapêutica menos profunda mas com a qual obterá igualmente alguns resultados.
Se recusar a Macrobiótica, tem, por exemplo, a Oligoterapia, que lhe custará em dinheiro o que não quiser ter gasto como alimentação adequada e completa, biológica e energeticamente equilibrada.
Desde o ferro que já era conhecido há muitos anos como o metal da hemoglobina (cuja carência cria terreno favorável às anemias) ao germânio orgânico que pode fazer evoluir favoravelmente um processo tumoral, os oligoelementos(metais e minerais) são terapia de base que pode obviar às múltiplas carências provocadas por factores ambientais diversos:
Agricultura
Medicamentos químicos
Metais pesados (poluição) no ar, água e solos
Frigorificação alimentar
Química em conservantes e corantes (aditivos)
Química em vaporizadores, sprays e desodorizantes corporais ou de ambiente
Carne, ovos e leite adicionados de antibióticos e hormonas.
Todos esses factores químicos de ambiente têm em comum a desionização dos referidos oligoelementos que, em princípio e por isso, se tornam biologicamente inoperantes.
Resumindo e concluindo:
Se nos quiser contar os seus problemas, temos, em resposta:
Ideias
Um ideal: fazer a mudança para um paradigma holístico da Nova Idade de Ouro que se adivinha
Temos bons técnicos nas diversas áreas de competência
Temos uma tarefa a concretizar: formar professores de saúde
Temos um compromisso histórico: dignificar a imagem das terapêuticas naturais em Portugal, imagem que outros se têm encarregado de manchar
Temos uma opção: entre as fontes ancestrais da sabedoria, escolhemos a bússola yin-yang da cosmologia taoísta para nos orientar e guiar no caos do mundo moderno
Temos uma primeira prioridade de acção: informar (crítica, total e completamente) o consumidor em defesa dos seus direitos e contra tudo e todos os que o exploram
Temos conhecimento directo do meio holístico português, podemos indicar-lhe o terapeuta, a clínica, o restaurante vegetariano, a loja de produtos e os produtos mais indicados ao seu caso
<ayy-13>
ATELIER YIN-YANG
CLUBE DE ARTES OPERATIVAS
1 - Um Clube de Artes Operativas, integrado no projecto «Atelier Yin-Yang», parte de uma premissa indiscutível: a falta de consciência que alguns cultores da arte operativa ainda têm da poderosa corrente que estão desencadeando e das consequências que advirão da natural reacção do establishment sempre que sinta a estabilidade, a ordem e o negócio em perigo.
Não podem os adeptos do yin-yang, por exemplo, uma das artes operativas, ter a ilusão de que foram definitivamente aceites pela engrenagem industrial, só porque proliferam grupos de yoga, cooperativas de macrobiótica , campeonatos de judo, consultórios de acupunctura, aulas de massagem shiatsu, etc.
2 - O sistema só aceita de cada alternativa o que lhe convém.
O sistema, portanto, só permite essa proliferação de actividades sob cinco condições:
a) tê-las sob controle, de modo a que não se desenvolvam muito nem muito bem
b) mantê-las suficientemente sectorizadas e sem ligações entre si, longe umas das outras, esquecidas de que a união faz a força e de que, afinal, são ramos da mesma árvore
c) infiltrá-las de espiões e submarinos, de maneira a que nunca ultrapassem uma certa mediania e mediocridade, pois uma excessiva qualidade pode torná-las perigosas para o establishment
d) fazer tudo para que apareçam em público (e os media estão sempre prontos a isso) como proezas de circo e bruxarias de astrólogo
e) mantê-las sem consciência da unidade que a todas preside, consciência (holística) que seria não só um relâmpago fugaz mas uma tempestade arrasadora e duradoura na desordem estabelecida a Ocidente.
Logo que o sistema perceba que se trabalha no sentido dessa unidade, actuará com rigor, perseguirá com sanha, destruirá sem dó nem piedade, porá a ferro e fogo os praticantes da unidade-no-diverso (Holística, Yin-Yang ou não)
3 - O carácter fechado, confidencial e discreto de um Clube de Artes Operativas (C.A.O.) responde a esse momento dialéctico cujo advento urge prevenir, momento em que o sistema perceberá que tem os dias contados e que está a ser subvertido por dentro.
4 - À semelhança do que acontece com a tradicional «associação de socorros mútuos», o C.A.O. procurará socorrer de maneira concreta os seus sócios membros, de acordo com as necessidades que eles tiverem.
É natural, por isso, que os sócios tenham, para com a organização, obrigações e deveres, os que ficam exactamente expressos no estatuto confidencial do Clube.
5 - O C.A.O. agirá em sistema de vasos comunicantes com outras organizações afins, nomeadamente as que tiverem carácter mais público e menos confidencial.
6 - «Se não fizeres milagres, ninguém te acredita».
Reconhecendo nesta máxima uma certa dose de verdade (pois as pessoas são o que são e não aquilo que alguns teóricos querem que elas sejam) , o C.A.O. deverá usar, como «arma» de persuasão, alguns dos prodígios que reconhecidamente as artes orientais podem operar e que, aos olhos do profano, assumem aspectos de operação mágica, mesmo de milagre.
Sem fazer do «prodígio» um fim e sem prejuízo de continuar a aprofundar na máxima seriedade as artes operativas, sabendo que nenhuma Magia pode ser feita sem Alquimia, o C.A.O. utilizará o que o yoga, a macrobiótica, a acupunctura, as artes marciais, têm de imediata e facilmente «prodigioso», para vencer o cepticismo e a condicionante negativa das pessoas, levando-as a considerar uma escala de valores, terapêuticas, opções, ideias, técnicas e tácticas que radicalmente diferem dos seus hábitos ancestrais e da cultura ocidental.
Este ponto dos «prodígios» é de grande importância para definir a estratégia do C.A.O., pois há entre os cultores das A.O. quem se oponha a utilizar esses «prodígios» só porque eles não esgotam a riqueza das artes operativas.
7 - O excesso de severidade, neste aspecto, pode ser contraproducente.
Não é pecado utilizar a «magia» do cenário, «truques» e recursos que tornem aliciante às populações alienadas pelos media e nem só, uma técnica, uma ciência, uma cultura a que elas, de outra maneira, dificilmente serão sensíveis.
Há quem critique hoje o pioneiro da Macrobiótica no Ocidente, Jorge Oshawa, por ter utilizado o prato número 7 só de arroz - chamado «dieta de choque» - quando procurava lançar, em meio hostil, a via real da cura macrobiótica.
Agora que o rastilho pegou e que todo o Mundo, até por snobismo, virou macrobiótico, é fácil acusar os que, como Oshawa, nos tempos heróicos, procuravam, em tempo útil, transmitir a boa nova. Os que tinham que fazer, como Cristo fez, alguns prodígios.
8 - Indicam-se a seguir algumas das operações mais susceptíveis de popularizar as artes operativas entre as populações sujeitas a um determinado condicionamento (sociedade industrial, mitologia científica, cepticismo religioso, pseudo-ateísmo generalizado, idolatria da tecnologia exterior alienante, anti-ecologismo primário, etc):
- Equilibrar o peso pela Macrobiótica
- Deixar de fumar pela Acupunctura
- Combater o stress com o Yoga
- Curar insónias com a Floralterapia
- Desintoxicar com o prato número 7 da macrobiótica
9 - O facto de sentar, à mesma mesa, praticantes e cultores das diversas artes operativas já diz muito sobre a democraticidade interna do Clube, a sua abertura aos outros e o sentido de unidade que procura estabelecer entre todos os fios da tradição.
Se há ainda quem, colocado em cada ramo ou galho da árvore, queira continuar ostensivamente e até arrogantemente a ignorar a Árvore a que pertence, os outros ramos irmãos e principalmente a raiz comum - o yin-yang - onde a árvore mergulha a sua vitalidade, certamente que nada terá a fazer no seio desta organização onde se postula exactamente o uni-verso do di-verso, o di-verso no uni-verso Yin-Yang.
10 - Para não provocar as vistas indiscretas, o Clube assumirá uma face evidente e pública, tipo sociedade comercial, com estatutos notariais e demais cerimonial civil.
É a parte externa do icebergue, sendo a parte imersa, evidentemente, a mais importante e a que define a sua particularidade.
É de reconhecer que a situação de competência profissional nas artes operativas, se tem limitado a um certo criticismo retórico que, no campo das tecnologias terapêuticas, só tem ajudado ao jogo da ordem estabelecida.
11 - Ainda nenhuma organização das que superintendem na matéria quis assumir os pontos difíceis da estratégia necessária que se impõe:
a) Formação de elites em sistema fechado de escola iniciática e escala hierárquica rígida;
b) Entre-ajuda material entre oficiais do mesmo ofício, à semelhança das confrarias de artífices da Idade Média;
c) Assumir desportiva e ludicamente a parte de prodígio inerente às artes operativas, sem prejuízo da máxima seriedade no seu aprofundamento e prática;
d) Ultrapassar a viciosa desunião das pessoas que continuam agarradas ao acessório sem ver o essencial e que por isso se deixam entravar pelo que as divide em vez de consolidarem e irem para a frente naquilo que as une;
e) Neutralizar a inocência política, por vezes criminosa, em que alguns «místicos» das artes orientais se julgam obrigados a ficar, alegando pureza e honestidade mas deixando-se pura e simplesmente instrumentalizar pelo inimigo principal , a tecnocracia e seus agentes;
f) desmistificar a convicção generalizada de que tudo tem que ser público, de que toda a informação tem que ser divulgada e comunicada às massas, de que não há segredo nem matéria censurável, de que é possível «democratizar a Sabedoria».
12 - No sentido de abrir caminho em terreno hostil como é a sociedade industrial e suas reconhecidas características - materialistas, anti-iniciáticas, anti-holísticas, anti-humanas - , as artes operativas ou técnicas espirituais devem ser escalonadas segundo a sua capacidade de se impor ao negativismo reinante.
Colocando à cabeça aquelas artes operativas (orientais e ocidentais) que reunem maior número desses atributos - rigor técnico, simplicidade de processos, eficácia curativa, autosuficiência do utilizador, rapidez de resultados, profundidade de efeitos - podemos estabelecer um primeiro esboço de hierarquia, suceptível de ser sucessivamente rectificado:
Macrobiótica
Oligoterapia
Floralterapia
Homeopatia
Yoga
Artes Marciais
Sofrognose
Acupunctura
13 - O espírito de fidelidade - o «juramento de fidelidade» - é condição sine qua non para que uma organização semi-secreta, fechada, confidencial e discreta não seja, à partida, um fracasso.
Mas também o conceito de fidelidade deve ser entendido à luz de uma dialéctica bipolar, e não como vulgarmente se entendeu no mundo profano do poder temporal.
Não se trata, no C.A.O., de obedecer cegamente a pessoas mas a princípios, sendo a única autoridade reconhecida ou aceite aquela que emana da competência técnica nas A.O. e da estatura moral ou intelectual de quem pratica.
Quando a obediência (a fidelidade) dimana de um «pacto de boa vizinhança» entre pessoas civilizadas, de boa fé e de boa vontade, ela deve ser entendida como um meio de reforçar o corpo colectivo e não a dependência de alguns dos seus elementos em relação a outros.
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<inveja><ecos> inéditos ac 1990
REFLEXÕES SOBRE A CRISE
A MONODEPENDÊNCIA DAS SETE IRMÃS PETROLÍFERAS
INVEJA SOCIAL E CONSUMOS
13/Outubro/1990 - Hipótese impensável (incrível ou inacreditável) e que só pode, portanto, ser matéria de ficção, é a que agora me ocorre, depois de ver, numa revista francesa de grande luxo - a «Marie Claire» - uma secção dedicada à «defesa do consumidor» intitulada «escroqueries».
Sim senhor: o sistema admite enfatizar a pequena escroquerie, como forma de disfarçar as grandes. Mais: mostrando que o mundo dos médios e baixos consumos é reles, ordinário, vulgar, de baixa qualidade, este tipo de defesa do consumidor exalta automaticamente o «alto consumo», as coisas que são de qualidade porque são (+)caras.
Mas a essas só uma minoria tem acesso. É necessário. entretanto, que a maioria fique cheia de inveja dessa minoria, que tem acesso às coisas de qualidade. Todas estas revistas - «Marie Claire», «Elle», etc - são máquinas feitas para accionar o grande motor do consumo e da sociedade de consumo: a Inveja.
Tratando-se de publicidade, atenção às subtilezas. Se nas citadas revistas do «consumismo» se pode encontrar referências às algas como produto de beleza, à talassoterapia, aos banhos de mar, à Natureza e ao biológico, é apenas porque os grandes laboratórios dos produtos (ainda) químicos já estão investindo também nos produtos «biológicos».
Não se confunde este tipo de solicitude pelo «natural» com uma visão ecológica da vida, com o amor à vida e à Natureza. Significa apenas que as sete irmãs já estão com um pé no (negócio) futuro, apostando no que hão-de ser os usos e costumes depois de a química ser destronada.
ALIANÇAS ESTRATÉGICAS
13/Outubro/1990 - Verificada a toxicodependência em que a Humanidade se encontra das sete irmãs do petróleo - como se estivesse por elas condenado à morte, a tendência é para desistir e desmoralizar.
Para nos [balouçarmos] lançarmos nos «prazeres» que o sistema apesar de tudo ainda proporciona, embora num clima mal disfarçado de «fim de festa».
«Pessimismo», nesse contexto, é recusar gozar os últimos cartuchos da vida, pois novas crises e novas inflações virão necessariamente aí, e optimismo é a atitude de cedência a esse clima emocional de apocalipse.
Nem pessimismo, nem optimismo - mas realismo - parece-me ser a única atitude justa e não afrontosa para todos os pobres e esfomeados da Terra. Realismo será então não ignorar a toxicodependência em que estamos do sistema de monodependência - e a forma como nos estrangula - mas dispensá-lo dentro do possível. É a heresia máxima e daí que as TA's (tecnologias apropriadas) e quem as defende tenham constituído a heresia máxima.
Plantar as questões de saúde, por exemplo, não em termos de consumir mais (algumas) coisas, ou coisas diferentes , mas de nos «apropriarmos» de tecnologias de autosuficiência, essa é que é a heresia máxima - e o que o sistema acima de tudo odeia porque teme.
Mas não há motivo para pessimismo absoluto. Ainda podemos, os da resistência, encontrar aliados com algum poder, para nos barricarmos e defendermos. A nossa função é, evidentemente, jogar â defesa.
É por isso que, a esta luz, as «alianças estratégicas» são defensáveis. E há por aí movimentos, personalidades, ideias, com as quais podemos preferencialmente aliar-nos, embora, à primeira vista, esses aliados estejam também rendidos ao sistema dos 7 pilares da Abjecção.
Dou exemplos:
Testemunhas de Jeová
Destiladores de óleos essenciais
Agrobio
[ver listagem do «Dicionário da esperança»]
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Ecos s/ data - 1975 +-
PSICOPATOLOGIA PORTUGUESA –
O OBJECTIVO DA PUBLICIDADE É TORNAR-NOS INFELIZES
Segundo li, há em Portugal um milhar e tal de publicitários.
Melhor do que ninguém esses portugueses podem testemunhar sobre o papel redentor que a publicidade teve e tem, neste País, na redução de cada um à sua insignificância e na criação de uma maior e mais esclarecida consciência de classe.
De facto, se o estatuto de «gente» só é conferido a quem tiver dentes brancos, hálito puro, moradia na praia, alcatifas Cuf-têxtil, margarina vaqueiro que torna tudo mais apetitoso, (+----), se a gigantesca lavagem ao cérebro operada pelos geniais Portela Filho deste País nos convenceu de há muito da nossa incurável mediocridade, da nossa insanável modéstia, da alvar insignificância dos nossos gestos e comportamentos, então o caminho da felicidade e da qualidade de vida, hoje, só pode ser o que o «marketing» e os poderosos líderes da opinião nos apontam: mais pasta colgate, mais alcatifas Cuf-têxtil, mais desodorizante, (+----).
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1-2 < 95-10-13-ah> afonso dos projectos 1759 caracteres
<dfa-1>
DIAGNÓSTICO ECOLÓGICO
UMA IDEIA DE 1976 AINDA VIVA EM 1995
DESPISTAGEM DOS FACTORES AMBIENTAIS NA GÉNESE DA DOENÇA
13-10-1995 - A despistagem dos factores ambientais na génese da doença, apesar de evidente, nunca é levada em consideração, mesmo em diagnósticos realizados por médicos e medicinas naturais.
A causa ecológica de certas patologias (a que os textos da medicina corrente já chamam «doenças da civilização») raramente ou nunca é considerada.
Considerando esta omissão nos meios médicos e naturoterapêuticos, tentou-se, em Setembro de 1976, uma primeira abordagem do problema, realizando um inquérito que tinha como objectivo servir apenas de ponto de partida a melhores e futuras realizações do mesmo género. Uma primeira grelha de ecodiagnóstico, que a todo o momento poderia ser remodelada, aumentada ou rectificada.
Apesar de incompleto e não exaustivo, teve uma certa difusão e utilidade entre doentes dos quais se procurava indagar a «história clínica».
Tempos depois, tive a satisfação de ouvir mestre Michio Kushi falar, em um dos seus seminários em Lisboa, em diagnóstico ecológico ou de ambiente .
Concluí que afinal a minha ideia não era assim tão estúpida nem tão gratuita.
Editado na altura em papel cor-de-rosa, dezenas de exemplares ainda circularam e testemunham o «copyright» de uma ideia que, embora ainda tabu, já é um pouco menos hostilizada do que em 1976.
Trata-se, talvez, de retomar a ideia, já que mais ninguém lhe pegou aqui em Portugal, ampliar o número de perguntas e difundi-lo entre os que praticam medicina causal para que este primeiro esboço ou contributo a um diagnóstico ecológico desempenhe o melhor possível a função a que se destina: tratar primeiro o terreno orgânico e com isso ajudar a combater os sintomas.
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3409 caracteres<dfa-1> <perfil holístico> <atelier de pesquisa e diagnóstico>
DIAGNÓSTICO ECOLÓGICO -> PERFIL HOLÍSTICO
A DEMOCRATIZAÇÃO DO DIAGNÓSTICO: UM CONTRIBUTO AO AUTO-CONHECIMENTO
Entre os trabalhos de investigação a realizar no âmbito do projecto «3º Milénio» (Atelier yin-yang, como em tempos foi baptizado), inclui-se o apuramento das técnicas de diagnóstico natural e despistagem de factores ambientais.
O esforço de auto-cura tem uma componente importante na definição que cada um pode e deve fazer do seu próprio perfil psicosomático (perfil holístico).
Além da fisiognomia oriental, também o contributo do Astrodiagnóstico e da Iridologia Holística tem, nos últimos tempos, aperfeiçoado as técnicas de análise caracterial e tipológica.
A este aperfeiçoamento não é alheia a vaga do bio-ritmo que, entre o divertido e o sério, trouxe mais uma componente ao perfil total do consulente.
Ainda pouco divulgado mas já desenvolvido por autores modernos como Michio Kushi, é o ecodiagnóstico ou despistagem de factores ambientais, através de um questionário proposto ao consulente, composto por itens ou factores ambientais.
O teste por inquérito tornou-se uma das secções mais populares em alguns órgãos de imprensa. As «astrólogas» parecem estar a ser substituídas, a pouco e pouco, por técnicas mais científicas e, ao mesmo tempo, mais acessíveis a toda a gente. A democratização dos processos de diagnóstico é, com certeza, um sinal positivo. Assenta, pelo menos, em um princípio correcto - o auto-conhecimento e o auto-controle de cada um por si próprio.
A GRELHA DE BASE
É possível apurar, com aturada experiência, uma grelha de base sobre a qual o diagnóstico se poderá fazer com uma exactidão perto dos 100% e praticamente sem margem de subjectividade ou erro humano.
O calcanhar de Aquiles de todas as terapêuticas, incluindo as naturais ou alternativas, é sem dúvida o diagnóstico. Pode considerar-se que estamos ainda na forma artesanal do processo mais importante de toda a estratégia curativa. Enquanto as terapêuticas naturais se aperfeiçoam e refinam a eficácia, o diagnóstico marca passo.
Para lá do mais, sem prévia despistagem dos factores ambientais que condicionam o doente, nenhuma terapêutica poderá render em 100% da sua capacidade.
Entre os factores ambientais, os medicamentos (e a poluição química em geral) desempenham um papel importantíssimo nessa despistagem e que está totalmente omisso dos diagnósticos hoje praticados por Naturoterapeutas. Por mais maravilhas que as terapêuticas energéticas hoje façam, os resultados retornam sempre ao ponto zero, se houver, por exemplo, algum medicamento, antigo ou recente, com sequelas de sedimentação: caso dos corticosteroides, anti-histamínicos, antibióticos e outros fármacos violentos .
Um diagnóstico ou perfil holístico para uma terapêutica energética e do terreno, terá de fundamentar-se em uma informação exaustiva dos efeitos fisiológicos provocados por tóxicos e poluições que, no ambiente e na alimentação, acabam por ser ingeridas pelo consumidor.
Um centro de diagnóstico sem uma documentação completa sobre iatrogénese - doenças provocadas por medicamentos - não pode levar nunca ao diagnóstico pleno que, por sua vez, potencialize ao máximo a terapêutica, qualquer que ela seja, energética ou metabólica.
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<acordo-1>
ACORDO DE CAVALHEIROS
(PROJECTO)
Sábado, 12 de Outubro de 2002 - Entre a Escola Superior de Ciências Naturais e Homeopáticas (ESCNH) e o proprietário da biblioteca «Frente Ecológica», Afonso Joaquim Fernandes Cautela (AJFC) , é firmado, em 19/Fevereiro/1998, este acordo, com os seguintes pontos:
- Em Fevereiro de 1998, AJFC fará uma primeira entrega de livros, mapas murais e espólio documental à biblioteca da Escola (conforme o inventário que ficará em anexo deste acordo)
- O espólio de livros, mapas e fotocópias, ficará imediatamente acessível para consulta dos alunos da Escola
- Se o doador necessitar de consultar alguma das obras doadas, poderá requisitá-la, em pé de igualdade com os alunos da ESCNH
- Se a Escola entender atribuir alguma prestação mensal ao doador, esta importância será exclusivamente utilizada na aquisição de novas obras e na manutenção do espólio existente (estantes, despesas de papelaria, arquivos, dossiês e outro material de arrumação e apoio)
- O doador continuará o trabalho de inventariação dos livros existentes em sua casa, ficando essas listas de inventário à disposição da Escola. Se houver algum aluno ou professor interessado em consultar um dos livros dessa lista, o exemplar será confiado ( a título devolutivo) à biblioteca da Escola.
- Em princípio, trata-se de uma doação de AJFC à ESCNH, uma espécie de empréstimo sem prazo, só havendo lugar a transferência de propriedade quando estiverem reunidas, da parte da ESCNH, as condições que ela entender como indispensáveis: será então estudada a maneira de atribuir a todo o espólio um valor em dinheiro, entregue ao doador ou, em caso de morte deste, a quem ficar seu herdeiro: a filha Ana Cristina Mendes Pereira Cautela
- Por morte do doador AJFC ou logo que a Escola mostre interesse nisso, será confiado à ESCNH o resto do espólio, incluindo toda a documentação relativa ao Movimento Ecológico Português, à Frente Ecológica, ao Programa Ecológico de Esquerda, à Ecologia em Diálogo e a outras realizações a que o doador esteve ligado.
- Relativamente à documentação do movimento ecológico, é de notar que alguns investigadores têm procurado o que resta da «Frente Ecológica» para trabalhos de pesquisa. Como instituição cultural, seria a ESCNH a entidade vocacionada para acolher e estimular esses investigadores e esse tipo de trabalho historiográfico das correntes ecoalternativas.
- Quando, daqui a alguns anos, estiverem reunidas as condições de conjuntura (humana e cósmica), o doador desejaria ficar ligado à Escola como monitor da disciplina - Cosmobiologia (Ecologia Alargada) - a que se tem consagrado nos últimos anos: é sobre esta disciplina a maior parte dos manuscritos inseridos em computador e que perfazem, neste momento, milhar e meio de files. A Cosmobiologia seria a abóboda de um edifício que veio crescendo por etapas: 1ª - Ecologia ; 2ª - Ecologia Humana; 3ª - Holística; 4ª - Noologia ou Física das Energias
- O doador entende que será a ESCNH, ao entrar no 3º Milénio, a entidade condigna para ser a fiel depositária desse legado e dar seguimento a algumas das ideias e dos ideais a que o doador se consagrou, sem êxito, desde 1968, talvez porque o tempo do futuro não tivesse ainda chegado.
<acordo-2>
DOAÇÃO DA BIBLIOTECA «FRENTE ECOLÓGICA»
RELAÇÃO DOS LIVROS TRANSFERIDOS EM 19/2/1998
A. Duarte de Almeida - A Mulher Médica na Família - Ed. Romano Torres - Lisboa, 1921
A. Narodetzki - La Médecine Végétale Illustrée - Paris,
A. Tavares de Sousa - Curso de História da Medicina - Das Origens aos fins do século XVI - Ed. Gulbenkian - Lisboa, 1981
A. Vogel - El Pequeño Doctor - Ed. A. Vogel - Teufen, 1970
Agostinho da Silva - Educação de Portugal - Ed. Ulmeiro - Lisboa, 1996
Agostinho da Silva - Vida de Francisco de Assis - Ed. Ulmeiro - Lisboa, 1993
Alice da Piedade Cruz - Soja - Alimento de Alto Valor Nutritivo - Ed. Rei dos Livros - Lisboa, 1981
André Guillaumin - O Mundo das Plantas - V Volume - Ed. Verbo - Lisboa,
André Monestier - Teilhard e Sri Aurobindo - Ed. Vozes - Petrópolis, 1967
André Schlemmer - La Méthode Naturelle en Médecine - Ed. du Seuil - Paris, 1969
Atilano Rancés - Diccionario de la Lengua Española - Barcelona, 1956
Atls 2000 - A Nova Cartografia do Mundo - Ed. Círculo de Leitores - 1995
Augusto Saraiva - Psicologia - Ed. Plátano - Lisboa, 1978
Beaude - Dictionnaire de Médecine Usuelle - 2 volumes - Ed. Didier - Paris, 1849
Benjamin F. Miller - Salud Individual y Colectiva - Ed. Interamericana - México
Bernadette Ragot - A Saúde pelos Cereais - Ed. Litexa - Lisboa, 1985
Biblioteca de Iniciação Naturista - Ed. Natura - Lisboa, 1948 - 23 cadernos da colecção
Câmara Municipal de Loures - Dar Saúde aos Anos - Loures - 1995
Carlos Filipe Marreiros da Luz - Vida e Morte de uma Aldeia da Serra Algarvia - Ed. do autor - Évora, 1991
Carolina Michaelis de Vasconcelos - Púcaros de Portugal - Ed. José Ribeiro - Lisboa, 1988
Charles Berlitz - O Livro dos Fenómenos Estranhos - Ed. Difusão Cultural - Lisboa, 1990
Cheiro - A Linguagem das Mãos - Ed. Moraes - Lisboa, 1970
Claire Cheno - A Saúde pelas Frutas e Legumes Crus - Ed. Litexa - Lisboa, 1987
Claude Augé - Nouveau Petit Larousse Illustré - Ed. Larousse - Paris, 1949
D. António de Macedo Costa - Resumo da História Bíblica ou Narrativas do Velho e Novo Testamento - Ed. Benzinger - Suissa - 1872
Dalai Lama - O Budismo Tibetano - Ed. Presença - Lisboa - 1996
Daniel Laurent - Atlas Didactique d'Acupuncture Traditionnelle - Ed.Guy Trédaniel - Paris, 1978
Dante Costa - Tratado de Nutrição - Ed. Guanabara - Rio de Janeiro, 1947
David Mourão Ferreira - Portugal - A Terra e o Homem - II volume -1ª série - Ed. Gulbenkian - Lisboa - 1979
David Mourão Ferreira e Maria Alzira Seixo - Portugal - A Terra e o Homem - II volume - 2ª série - Ed. Gulbenkian - Lisboa,1980
Didider Lazard e outros - Teilhard de Chardin e a Convergência das Civilizações e das Ciências - ISCSEPU - Lisboa, 1964
Direcção-Geral dos Hospitais - Formulário Nacional de Medicamentos - Imprensa Nacional - Lisboa, 1978
Domingos Gomes Moreira - Parapsicologia e Vida Mental - Porto Editora - Porto, 1992
E. Schneider - A Saúde pelos Tratamentos Naturais - Ed. Publicadora Atlântico - Sacavém, 1977
Émile Dermenghem - Maomé e a tradição Islamítica - Ed. Agir -São Paulo, 1973
Enciclopédia Salvat da Saúde - Fascículos 76 a 90 ( Fundamentos da Ecologia Humana) - OMS
Énio Ramalho - Dicionário Estrutural, Estilístico e Sintático da Língua Portuguesa - Ed. Lello - Porto,1985
Enrique G. Fongi - Metabolismo - Ed. El Ateneo - Buenos Aires, 1950
Ernesto Schneider - A Saúde pelos Alimentos - Ed. Publicadora Atlântico - Sacavém
Fernando Elias - O Livro do Tofu - Ed. Trigrama - Lisboa
Fernando Pessoa - A Grande Alma Portuguesa - Ed. Manuel Lencastre - Lisboa, 1988
Fernando Pessoa - Moral, Regras de Vida, Condições de Iniciação - Ed. Manuel Lencastre - Lisboa, 1988
Fernando Ribeiro Teles - A SIDA Desmascarada - Ed. Polémos - Amadora - 1987
Flávio Rotman - A Cura Popular pela Comida - Ed. Record - Rio de Janeiro
Foundation For Inner Peace - Um Curso em Milagres - Glen Ellen -
G. W. Leibniz - Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano - Ed. Colibri - Lisboa, 1993
Garfield G. Duncan - Ed. Salvat - Barcelona, 1946
Georges Ohsawa - A Filosofia da Medicina Oriental (Macrobiótica Zen) - Associação Macrobiótica de Porto Alegre - Porto Alegre - 1970
Gerhard Leibold - O Livro da Medicina Natural - Ed. Presença - Lisboa - 1978
Gershom Scholem - La Cábala y su Simbolismo - Ed. Siglo Veintiuno - Madrid, 1976
Giordano Repossi - A Ecologia - Círculo de Leitores - Lisboa, 1978
H. Meyer - Farmacologia Experimental - Ed. Saturnino Calleja - Madrid, 1924
Índice Nacional Terapêutico - Ed. Tupam - Lisboa, 1987
Indíveri Colucci - Higiene e Terapia Alimentares e Profilaxia das Doenças de Origem Artrítica - Ed. Natura - Lisboa - 1969
J. da Silva Leitão - Ed. Gama - Parasitas e Parasitismo - Lisboa, 1946
J.H. Schultz - Tecnica de la Hipnosis - Ed. Vasquez - Córdoba, 1960
Jean Brun - La Main et L'Esprit - Ed. PUF - Paris, 1963
Jean-Hippolyte Michon - Méthode Pratique de Graphologie - Ed. Flammarion - Paris, 1899
Jean-Jacques Barloy - Este Planeta em que Vivemos - 8 volumes - Ed. Amigos do Livro - Lisboa
João de Barros - O Povo na Literatura Portuguesa - Ed. Guimarães - Lisboa
João Lopes - Psicologia Científica - Ed. Didáctica - Lisboa, 1979
Joel Serrão - Introdução à Filosofia & Psicologia - Ed. Sá da Costa - Lisboa, 1961
Kosai Matsumoto - Plantas Tradicionais para uma Cura Natural - Ameixas Japonesas e Cogumelos Comestíveis - Ed. José Galamba - Torres Novas
Leonard Mervyn - As Vitaminas do Complexo B - Ed. Presença - Lisboa
Leonard Mervyn - Vitamina E: A Vitamina da Vitalidade - Ed. Presença - Lisboa
Les Grands Dictionaires de la Maison - Les Medecines Naturelles - Denoel - Paris -
Localización de los Puntos Acupuncturales - Instituto de la Medicina Tradicional China de Beijing - Ed. en Lenguas Extrangeras - Beijing - 1984 - c/ 6 mapas murais anexos
Louis Pauwels e Jacques Bergier - L'Homme Éternel - Ed. Gallimard - Paris, 1970
M. Carom - Les Alchimistes - Ed. du Seuil - Paris, 1959
M.S. Pomba Guerra - Parapsicologia - Novos Aspectos de Velhos Enigmas - Ed. Portugália - Lisboa, 1971
Madhalenus - Segredos da Vida - Quarteira, 1993
Manuel Alves de Oliveira - Lexicoteca - Moderna Enciclopédia Universal - 19 volumes - Ed. Círculo de Leitores - Lisboa
Maria Filomena Boavida - As Plantas Nossas Amigas - I Volume - As Plantas à Sua Mesa - Ed. Amigos do Livro - Lisboa
Mario Mercier - Chamanisme et Chamans - Ed. Dangles - Paris, 1987
Mark Duke- Acupunctura - Ed. Livros do Brasil - Lisboa, 1972
Maryse Choisy - Teilhard e a Índia - Ed. Vozes - Petrópolis, 1967
Matilde Ras - Grafologia - Ed. Labor - Barcelona, 1932
Maurice Percheron - O Buda e o Budismo - Ed. Agir - São Paulo, 1958
Michael Herner - O Caminho do Xamã - Ed. Cultrix - São Paulo, 1982
Michio Kushi - A Arte da Cura e o Desenvolvimento Espiritual - Ed. Pélagus - Lisboa (?)
Michio Kushi - O Diagnóstico e a Cura das Principais Doenças segundo a Medicina Oriental - Ed. Cosmogénese - Caxias - 1976
Niosh/Osha - Guia de Riesgos Químicos - Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo - Madrid, 1982
OMM - Atlas Internacional des Nuages - Volume II - Berne
OMM - Atlas International des Nuages - Volume I - Berne
OMM - International Cloud Album for Observers in Aircraft - Berne
OMS - Risques pour la Santé du Fait de l'Environnement - Genève, 1972
Oscar G. Quevedo - O Poder da Mente na Cura e na Doença - Ed. Loyola - São Paulo, 1995
Oscar González-Quevedo - A Face Oculta da Mente - Ed. Loyola - São Paulo, 1976
P. Herédia, SJ - Fraudes Espiritistas e Fenómenos Metapsíquicos - Ed. União Gráfica - Lisboa
Paul Lefort - Aide-Mémoire de Thérapeutique - Ed. Baillière - Paris - 1890
Pedro Luiz Napoleão Chernoviz - Diccionario de Medicina Popular (A - F) - Paris, 1890
Pedro Luiz Napoleão Chernoviz - Formulário ou Guia Médica - Ed. Em Casa do Autor - Paris, 1874
Pierre Larousse - Dictionnaire Complet Illustré - Paris, 1889
Pinharanda Gomes - Filosofia Grega Pré-Socrática - Ed. Guimarães - Lisboa, 1973
Real Academia Española - Diccionario Manual e Ilustrado de la Lengua Española - Madrid, 1950
René Guénon - A Crise do Mundo Moderno - Ed. Vega - Lisboa, s/d
René Guénon - O Esoterismo de Dante - Ed. Vega - Lisboa, 1978
Robert H. Bannerman - Médecine Traditionnelle et Couverture des Soins de Santé - OMS, 1983 - Genève
Robert Tocquet - Les Clefs de la Santé - Ed. Les Productions de Paris - Paris
Roger Dalet - Como Suprimir as Suas Dores com a simples pressão de um dedo - Ed. PEA - Lisboa ,1978
Rómulo de Carvalho - A Ciêcia Hermética - Ed. Cosmos - Lisboa, 1947
Rosa Maria Calado - A Macrobiótica na Nossa Cozinha - Centro do Livro Brasileiro - Lisboa, 1977
Ruth Jochems - A Dieta do dr. Moerman na prevenção da doença e do cancro - Ed. Carlos & Reis - Lisboa
Sakurazawa Nyoiti (George Ohsawa) - Macrobiótica Zen - Arta da Longevidade e do Rejuvenescimento - Associação Macrobiótica de Porto Alegre - Porto Alegre
Samuel Maia - Manual de Medicina Doméstica - Ed. Bertrand - Lisboa, s/d
Selecções do Reader´s Digest - O Grande Livro dos Oceanos - Lisboa, 1972
Selecções do Readers'Digest - O Grande Livro da Costura - Lisboa, 1979
Stepp - Kuhnau - Schroeder - As Vitaminas e seu Emprego Terapêutico - Ed. Melhoramentos - São Paulo - Rio de Janeiro
Sven Moeschlin - Clinica y Terapeutica de las Intoxicaciones - Ed. Cientifico-Médica - Barcelona, 1954
The Good Housekeeping Illustrated Encyclopedia or Gardening - 16 volumes - Ed. Hearst Magazines - New York, 1972
Thomas Merton - Zen, Tao et Nirvana - Ed. Fayard - Paris - 1970
Tom Monte - Manter-se Jovem - Ed. Círculo de Leitores - Lisboa, 1996
Trois Initiés - Le Kybalion - Ed. H. Durville - Paris, 1973
Vitorino Nemésio - Portugal - A Terra e o Homem - Antologia de Textos de Escritores dos Séculos XIX-XX -Ed. Gulbenkian - Lisboa, 1978 - I volume
Wanderley Lopes - Medicina Macrobiótica - Ed. José Galamba - Torres Novas - 1978
<acordo-4>
Afonso Joaquim Fernandes Cautela, viúvo, Nº de contribuinte 117964999, portador do bilhete de identidade nº 2088169, emitido pelo Centro de Identificação Civil e Criminal de Lisboa, e adiante designado por primeiro outorgante;
e a Escola Superior de Ciências Naturais e Homeopáticas Ldª, com sede na Rua da Juventude, Nº 28, r/c, Esq, Tercena, matriculada na conservatória do registo comercial de Oeiras, sob o número ........, com o nº de identificação de pessoa colectiva e a seguir identificado por segundo outorgante;
acordam celebrar o presente contrato de compra e venda de livros que se regerá pelas seguintes cláusulas:
1º
O primeiro outorgante é possuidor e legítimo proprietário de uma colecção de livros denominada «Biblioteca da Frente Ecológica», que adiante se designará por colecção, constituída por------- livros, e que pelo presente contrato os vende ao segundo outorgante;
2º
O segundo outorgante é titular de um estabelecimento de ensino na área da naturologia designado por escola Superior de Ciências Naturais e Homeopáticas, que utilizará a colecção na sua biblioteca para uso exclusivo dos alunos, professores e outros investigadores interessados.
3º
1 - O preço total da colecção é de 500 mil escudos e será pago pela entrega de 20.000$ menais durante 24 meses, no domicílio do primeiro outorgante
2 - Por cada pagamento, o primeiro outorgante entregará o respectivo recibo de quitação;
4º
O primeiro outorgante catalogará a colecção, atribuindo um preço total, em escudos, e essa catalogação fará parte integrante do presente contrato;
5º
A propriedade da colecção passará para o segundo outorgante com a assinatura do presente contrato;
6º
A entrega da mesma será feita de acordo com a disponibilidade da segunda outorgante mas em caso algum poderá exceder os três meses;
7º
Caso as autoridades administrativas não concedam as licenças para o funcionamento do estabelecimento de ensino, a colecção voltará à propriedade do primeiro outorgante.
8º
Para todos os litígios emergentes do presente contrato será competente o Tribunal Judicial da Comarca de Oeiras com expressa renúncia a outro.
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1-4 < 96-10-13-ah>
<gradiva0> afonso dos projectos
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«TERCEIRO MILÉNIO»
UM PROJECTO EDITORIAL EM APOIO DO NOVO PARADIGMA
( TEXTO CONFIDENCIAL PARA USO - E DISCUSSÃO - EXCLUSIVAMENTE INTERNO)
13/Outubro/1996 - Com a aproximação do Terceiro Milénio ( estamos, segundo o jornal «Público», a 1175 dias do ano 2000...) , a Gradiva irá apoiar editorialmente a advento das novas ciências emergentes do novo paradigma de pensamento científico que se encontra em gestação há um século, desde o estabelecimento da teoria quântica.
Para a editora Gradiva, a Era Quântica está, finalmente, a nascer, o que implica uma abertura simultânea às ciências convencionais (do passado) e à ciência (alargada) do futuro.
Nesse espírito e com esse objectivo, a Editora Gradiva vai lançar diversas iniciativas complementares:
1) Prémio bianual de Ensaio «Paracelso», na importância de 1000 contos, para o melhor trabalho filosófico e/ou de investigação no âmbito das «ciências diferentes».
2) Uma nova colecção de livros - «Terceiro Milénio» - onde se publicarão os melhores textos, antigos e modernos, sobre as grandes ciências do sagrado
3) Uma publicação trimestral de âmbito holístico, onde se publiquem trabalhos de autores portugueses e estrangeiros, não só os que forem seleccionados no âmbito do regulamento do Prémio «Paracelso» mas trabalhos de autores convidados a colaborar.
Esta publicação incluirá noticiário sobre expectativas e tendências características dos últimos anos deste milénio e primeiros do próximo.
13/Outubro/1996
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[Particular para o Dr. Guilherme] :
13/Outubro/1996 - A chancela universitária sobre o sagrado e sobre as ciências sagradas acaba de ser posta pela iniciativa de que lhe deixo notícia, em anexo, na Faculdade de Psicologia.
Entretanto, duas bolsas de investigação científica (de 40 mil e de 100 mil contos) atribuídas pela Fundação Bial (Farmacêutica) e um Seminário no Porto, em Fevereiro último, «Aquém e Além Cérebro» são a chancela da ordem médico-farmacêutica à ciência até agora maldita da Parapsicologia .
Ou porque as ciências sagradas se tornaram rentáveis - mesmo desfiguradas e completamente anexadas pelo establishment - ou porque o establishment universitário não tem outro remédio senão render-se às novas condições cósmicas (vigentes desde 26/Agosto/1983) - os acontecimentos deste género vão multiplicar-se nos próximos meses.
O facto de todas essas iniciativas com carimbo universitário cheirar a oportunismo - como tudo o que deriva desse meio do Poder - não impede , antes pelo contrário, que uma Editora de qualidade não possa aproveitar o comboio para fazer um produto de qualidade, mais e melhor do que eles estão a querer fazer ao abrigo da autoridade universitária.
Ou seja: a Gradiva pode fazer no âmbito das Ciências Diferentes o mesmo trabalho que tem feito no âmbito das ciências do Establishment.
Vou estar os três dias, 6, 7 e 8 de Novembro, a assistir a esse seminário realizado pelo Núcleo de Psicologia Transpessoal (???) da Associação de Estudantes da Faculdade de Psicologia .
Tudo nos conformes e a Polícia (do pensamento) não irá, portanto, intervir. Estejamos tranquilos, que o supositório do Sagrado, devidamente lubrificado pela vaselina universitária, irá ser introduzido calma e suavemente.
A minha ideia que proponho ao Dr. Guilherme, na mais estrita confidencialidade, atendendo às várias concorrências que já se perfilam(*), é:
As várias e variegadas comunicações de ilustres universitários apresentadas no Seminário da Faculdade de Psicologia , poderiam constituir, parcialmente, ou na totalidade, matéria de um primeiro volume de uma nova colecção da Gradiva «Terceiro Milénio» .
Mais cauteloso do que isto não se poderia arranjar.
Tem todas as garantias da autoridade universitária, ou seja, a ciência profana e ordinária dá o ditakt sobre o que pode e não pode ser dito, falado, pensado em matéria de ciências sagradas.
Nem o cheiro do autodidactismo do sr. Afonso Cautela .
Caso, mesmo assim, a minha proposta não esteja à altura da dignidade da Gradiva, lembro que tudo - quer no prémio Paracelso, quer na colecção «Terceiro Milénio» quer na publicação trimestral - seria filtrado por um conselho ou júri de notáveis, predominantemente universitários, a convidar pela Gradiva. O sr. Afonso Cautela terá, quanto muito, voto de desempate ou a última palavra quando a decisão for difícil de tomar por maioria.
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(*) Acabo de saber, às 10 horas do dia 13, que a editora Minerva vai reactivar a colecção «Cavalo Branco» de temas ditos esotéricos e que, dirigida então pelo Manuel Joaquim Gandra, foi pioneira no meio editorial português.
É um amigo meu, tradutor de sânscrito, que a vai dirigir.
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13/Outubro/1996, a 1175 dias do Ano 2000 (segundo o jornal «Público» que faz este countdown desde que faltavam 2000 dias para o ano 2000...) - Nesta obra , Ilya Prigogine desenvolve as suas próprias teses de investigador e demarca-se de autores em que, desde o início da sua carreira, se tem apoiado. De Newton a Poincaré, passando por Einstein, Weinberg e [---] , sem esquecer alguns filósofos inevitáveis: Descartes, Bergson e Hegel, reconhece a herança de todos eles para a superar. Insatisfeito com as aquisições mais recentes da física molecular e da mecânica quântica, vai sempre mais longe. Abrindo um novo capítulo das relações entre física e matemática, «O Fim das Certezas» questiona a ciência e questiona-se, sempre em diálogo com os princípios da incerteza. «Estamos apenas no começo deste novo capítulo da história do nosso diálogo com a natureza» - escreve o autor. Sem esquecer as incidências políticas da ciência , Carl Popper serve-lhe de referencial na fundamentação da sociedade aberta e democrática. As ciências exactas, para ele, têm directamente a ver com as utopias humanas. O futuro da ciência preocupa-o: «Assistimos à emergência de uma ciência que já não se limita a situações simplificadas , idealizadas, mas que nos confronta com a complexidade do mundo real, uma ciência que permite que a criatividade humana se viva como a singular expressão de um traço fundamental de todos os níveis da natureza.»
Ilya Prigogine, prémio Nobel da química , é professor na Universidade Livre de Bruxelas e na Universidade do Texas em Austin.
Livros de Ilya Prigogine traduzidos em português e editados pela Gradiva: « A Nova Aliança», «Entre o Tempo e a Eternidade»., ----------
Edições 70 publicou «O Nascimento do Tempo».
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Habituado como jornalista a descodificar o discurso dos especialistas em diversas matérias científicas, Dominique Simonnet - chefe de redação da revista «L'Express» - «obriga» os seus três entrevistados a fazer-se entender por toda a gente. Resultado: uma abordagem globalizante mas de contornos muito precisos sobre três fases fundamentais da génese cósmica: universo, vida, ser humano. Este é o quadro de fundo em que os dados particulares da análise científica ganham sentido e significado. Livro acessível a todas as idades e diversas formações académicas, serve sempre como introdução filosófica às escolas e disciplinas que se ocupam da «história mais maravilhosa»: de onde viemos? Quem somos? Porque estamos aqui? Em aberto fica apenas o «para onde vamos», o que é já outra história. A ciência, desta forma, ocupa-se dos temas eternos que só a metafísica ou a religião tinham abordado. Com um inesperado poder de síntese, os três homens da análise científica ocupam-se do que nos preocupa no dia a dia, falando embora em termos de anos-luz de distância ou de milhões de anos de vida cósmica. Com a ajuda de Hubert Reeves, Joel de Rosnay e Yves Coppens, o macrocosmos aproxima-se vertiginosamente (ou perigosamente, conforme a perspectiva) do microcosmos.
Hubert Reeves, astrofísico, ensina cosmologia em Montréal e Paris. Obras suas editadas pela Gradiva: « Um Pouco Mais de Azul», «A Hora do Deslumbramento» , «Últimas Notícias do Cosmos»
Joel de Rosnay, antigo director do Instituto Pasteur, director na Cidade das ciências, é autor de «A Aventura do Vivente». Seu título publicado em português: «O Macroscópio».
Yves Coppens , professor no Colégio de França, co-descobridor de Lucy, é o autor de «O Macaco, a África e o Homem».
Dominiqe Simonnet, chefe de redacção-adjunto do semanário «L'Express», autor de «Vivam os Bébés» e das séries televisivas «Drôle de Planète».
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LIVROS DE FUNDO E CONSULTA PARA COLECÇÃO DE CIÊNCIAS SAGRADAS:
Manuel Guerra Gomes - «Los Nuevos Movimientos Religiosos (Las Sectas) - Rasgos Comunes y Diferenciales» - Eunsa - Ediciones Universidad de Navarra , SA
Boletim «El Expresso Solar»
Distribuído com as revistas
«Ser Humano»
«Enigmas »
e
«Año Cero»
Distribuidora:
Editorial América- Ibérica,SA
Miguel Yuste, 26
28037 Madrid
Albert L. Caillet - «Manuel Bibliographique des Sciences Psychiques ou Occultes» - Paris - Lucien Dorbon Libraire - 6, Rue de Seine - 3 vol. 60.000$ em 1995 - Reprodução anastática (??) autorizada
«Bibliotheca Esoterica» - Catalogue annoté - C. Coulet& A. Faure - 1, Rue Dauphine - Paris VI- 1988
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<96-10-13>
<acordo-2>
ACORDO DE CAVALHEIROS
1 - Continuará a ser elaborado por Afonso Cautela, de acordo com a ideia inicial de Reinaldo Baptista, o projecto de um Curso de Ciências do Espírito, de 3 anos, para a ESBS.
2 - Tudo será realizado por Afonso Cautela, de forma discreta e sem alardes nem anúncios precipitados na imprensa e na televisão , até que o projecto de um Curso de Ciências da Bioenergia esteja entregue no Ministério para aprovação oficial.
3 - O Afonso Cautela moverá todas as influências políticas, ao mais alto nível, para que esse curso seja aprovado muito antes do ano 2000 e até muito antes da Expo98.
4 - Com base em uma Biblioteca de Ciências do Espírito (Metafísica /Metapsicologia) já organizada e que conta com 2.500 volumes - extremamente seleccionados e sem lixo - serão organizadas «acções de formação de professores», como agora estão na moda, único processo possível , e hoje muito utilizado, de encontrar o corpo docente de cursos , escolas e matérias muito novas, como a informática, a ecologia, a medicina natural e a robótica...
(Porque não hão-de as ciências do Terceiro Milénio e da Nova Idade de Ouro ter os mesmos direitos que a Robótica - que até ao Ano 2000 já estará completamente fora de moda?).
Assinam este Acordo de Cavalheiros
Afonso Cautela e Reinaldo Baptista
13/10/1996 ■