<03-10-08>
Posted by Big-Bang - quarta-feira, 8 de Outubro de 2003
Retrovisor (1967-1996) ->Day by day
29 anos de memórias
<67-10-08-di>
INDUSTRIOCRACIA
8-10-1967 - É quando a técnica se industrializa que se desumaniza também. Quando deveria ficar ao serviço do homem, volta-se contra ele.
Corantes, pesticidas e insecticidas são, entre muitos outros, casos evidentes de industriocracia, numa sociedade que permite sobrepor o interesse de lucro e o economismo das empresas aos interesses e à saúde das populações.
<84-10-08>
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NÓS, COLONIZADOS DA MEDICINA
HÁ 11 MIL ANOS CONTINUAMOS A RESISTIR E DE BOA SAÚDE
8 /Outubro/1984 - Resistindo na clandestinidade como sempre estivemos, desde os luminosos tempos do Ano 9.000 antes de Cristo, no que foi geograficamente o território depois chamado China, resistindo a todas as invasões de bárbaros, turcos, mongóis, romanos, cristãos, muçulmanos , etc. que se têm jogado vorazmente sobre a verdade do yin yang, continuamos de boa saúde e passando, em paz, o testemunho às gerações vindouras.
Petulância de bárbaros analfabetos será eles pensarem que seria desta que nos destruíam.
Somando os antes (9.000 anos) e os depois (mais 2000) de Cristo, a nossa idade supera a de Matusalém. Bem feitas as contas, já vamos em onze mil e outros onze mil havemos de cá andar, pelo menos enquanto turcos, mongóis, cristãos e outros bárbaros do século XX continuarem abanando as portas para entrar no reino.
Como é próprio de mongóis, eles têm: as armas, o dinheiro, a violência, o mau hálito.
Quando chegam, tudo incendeiam e arrasam.
Dizem vir defender a tradição yin-yang para melhor se infiltrarem mas, na primeira altura, levantam ferro, atiram borda fora os que estavam em casa e instalam-se eles.
Não esquecer: eles têm o dinheiro, o poder, o despotismo nem sequer iluminado. Descendem de Gengis Khan e outros conquistadores, de Torquemada e outros inquisidores, de Maquiavel e outros filósofos, de Darwin e outros tecnocratas, de Mussolini, Estaline e outros pais da pátria.
Apanham e comem tudo: só não apanham a linha subtil que continua a fluir. Se for preciso, reinventaremos Lao Tse, essa figura colectiva que os protochineses, resistentes na clandestinidade, tiveram que recriar para polarizarem as suas energias numa demonstração de terapêutica colectiva, combatendo o invasor.
Mais recentemente, nos altos planaltos do Tibete, o filósofo Mao Tse Tung e seus guardas vermelhos, tiveram a mesma ambição. Entraram, sacudiram, pilharam, incendiaram, chacinaram. O Dalai Lama conseguiu escapar à chacina mas os maoístas encontraram os templos fechados e os monges nas catacumbas mais profundas.
Há dois mil anos, os cristãos primitivos tinham feito parecido, em Roma. A objecção de consciência data desses proto-cristãos que enfrentavam os leões com muito mais agrado que os abutres tecnocratas do tempo e outros vendilhões do Templo.
Portugal - profetizando a alvorada dos novos tempos - tem o território cheio de abutres. Mas os que vivem 11 mil anos na clandestinidade ganharam a alma suficiente para suportar abutres, tecnocratas e outras ratazanas.
Se pensam que ganharam a guerra, enganam-se. A linha de demarcação não é, como eles fazem crer arengando às massas, entre, por um lado, o que chamam de medicina clássica e, por outro lado, as outras medicinas ditas alternativas, sofisma grosseiro, próprio de mentalidades subdesenvolvidas. A linha de demarcação é a que sempre foi: a alternativa médica, baseada na linhagem ininterrupta do yin-yang - única científica - e todas as outras «patas», desde os ditos alopatas aos naturopatas, homeopatas, cantatas e etc.
Boa tarde a todos e passem muito bem. O pessoal irá percebendo, com os livros e dados que já tem na mão, onde está o busílis. Pelo Yin-Yang, ponto de referência, orientação e apoio, é que passa a linha de demarcação entre civilização e barbárie. A barbárie em que estamos e a civilização que, queiramos ou não, tem que ser construída.
Aos chulos do yin yang em geral e da acupunctura em particular - os doutores que pegam na ponta metálica da sabedoria original e a reduzem a uma mera técnica anestésica ou mesmo terapêutica - nós chamaremos pelo nome próprio. Resistindo.
O que vai escapar à ditadura da classe científica, já se sabe que vai parar ao âmbito do «charlatanismo» e da «feitiçaria tribal». Como diz o dr. Ricardo de Carvalho, não há lugar para os «vigaropatas». Mas quais, doutor: os diplomados ou por diplomar?
A classe autocognominada científica - para provar que tem a ciência toda no papo e não deixou nada - inventa (ou aproveita) as figuras clássicas que deitem o anátema de pobreza mental sobre a medicina natural em geral e a medicina tradicional chinesa em particular.
Qualquer pretexto serve à classe científica: o padre Aresi que, vindo do Brasil, cura por milagre, o guru A, B e C que igualmente cura por iluminação interior ou mesmo os paravidentes, espíritas, teósofos, astrólogos que, pondo anúncios nos jornais, falam com todos os mortos ilustres, tudo é bom à classe científica para lançar sobre a tradição o anátema de charlatanismo. A classe autocognominada científica lambe-se toda quando o padre Fontes, lá em Trás os Montes, manda vir mais um congresso de curandeiros, onde cabe tudo menos tirar olhos como crendice terapêutica. O gáudio dos jornalistas convidados é patente: estar do lado da ciência e da técnica dá tanta segurança, irmãos!
Na sua inocência e (até ver) boa fé, o padre Fontes faz - talvez sem querer, mas faz - objectivamente um grande jeitão à classe dita científica que tem aí mais uma «prova» do curandeirismo e da superstição que lavra nestes meios.
Pelo facto de ter conseguido institucionalizar (legalizar) o crime, não julgue a classe científica que vai digerir em paz o banquete de cadáveres e doentes com que diariamente se locupleta.
Organize-se em ordem, colégio ou sindicato, a classe científica só tem hoje uma saída, como se viu na segunda feira, dia 8 de Outubro de 1984, na RTP: o holocausto nuclear.
Esta é a sua (deles) verdadeira face e não adianta agora virem tapar-nos os olhos, in extremis, com movimentos pacifistas, paternalistas, anti-guerra, os que exactamente têm a morte, a doença e a violência na alma.
Não julgue, tão pouco, que é açambarcando o mercado das ervas (salvo seja) que vão curar as doenças (deles) da alma.
Devorando os nossos cadáveres, talvez transmutem: de contrário, só vomitando, por indigestão, os elementos estranhos à classe.
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OS DUALISMOS E O CONTINUUM ENERGÉTICO (*)
INTRODUÇÃO À FÍSICA DAS ENERGIAS
(8/10/1996-17/10/1996)
A pouco e pouco a ciência ordinária aproxima-se da ciência sagrada ou ciência das energias como também pode ser designada.
«Noologia - Ciência que estuda o espírito humano; ant.
Psicologia (Do grego nóos+lógos)
Noológico - Que diz respeito ao espírito; relativo à Noologia ; «ciências
noológicas»: as ciências do espírito, correlativas das cosmológicas, na
classificação de Ampère.
Noosfera, s.f. mundo do espírito e do pensamento, figurado, por analogia com a
biosfera, por uma camada sobreposta à da vida.»
Noocentrismo, s.m. - Doutrina ou atitude gnosiológica «que faz gravitar o ser em
torno do conhecer».
In «Dicionário da Língua Portuguesa», Porto Editora, 5ª edição
<ce-1> continuum energético
8/10/1996 - As divisões classificatórias que tão largamente se praticam na cultura dualista do Ocidente são ultrapassadas pelo continuum energético a que chamámos «escala hierárquica do valor vibratório - de N8 a N56».
1 - Uma divisão que tem feito correr rios de tinta é a de Psíquico/Somático. De tal maneira que a medicina se viu obrigada a inventar esse produto híbrido chamado «psicosomática».
Divisões como esta são inevitáveis e insuperáveis, enquanto não se partir de um paradigma de pensamento que coloque a energia como continuum entre todos os planos da realidade, dos mais densos aos menos densos, dos mais subtis aos menos subtis.
Outro dualismo que se tem mostrado insuperável é o Corpo/Espírito ou Corpo/Alma. Quantas religiões, filosofias e sistemas não se arquitectaram para saltar esse muro?
Se se entender o continuum energético como a evidência que é - e se partir dele para a viagem aos confins do universo - desaparece a nomenclatura obstrutiva.
Aliás, as nomenclaturas é que são, se virmos bem, os obstáculos insuperáveis e não os dualismos.
O materialismo chama-lhes contradições e inventou o adjectivo «dialéctico» para dizer que as superava. Pelos vistos não superou nada, nem sequer a si próprio.
O surrrealismo também sonhou ultrapassar a barreira dos opostos ou contrários. O sonho (utopia) versus real. Houve suicídios e ranger de dentes. Os opostos permaneceram opostos. E o sonho não foi integrado na zona diurna do comportamento humano.
2 - O princípio dos 7 corpos energéticos proposto por Rudolfo Steiner, mesmo que seja só uma hipótese de trabalho, ajuda a criar um novo paradigma no comportamento humano, na medida em que fornece um continuum, uma área do real sem fronteiras nem barreiras, nem passaportes, nem especialidades cantonadas em guetos do conhecimento.
A dicotomia que o surrealismo mais se empenhou em ultrapassar - Real/Irreal - a ponto de se autodenominar «sur-réalisme» (que em Portugal, devido à inércia dos nossos costumes, nunca conseguiu ser traduzido por «super-realismo») é mais uma - decisiva - das antinomias ultrapassadas pela escala dos 7 corpos energéticos ou continuum energético entre macro e microcosmos.
3 - O surto da chamada «realidade virtual» no mundo recente é apenas um degrau mais abaixo do dicotomia dos surrealistas Real/Irreal.
De facto, aqui e agora, a dicotomia é total, completa e irreversível.
Tal como a energia atómica é o Mal absoluto (tocou-se, para a perverter, na energia da pedra filosofal) o virtual é o absoluto irreal, o autêntico vazio.
Chamar-lhe «realidade virtual» nem com aspas se deveria admitir.
Como a mais recente forma do abominável, o virtual já tem apóstolos, pensadores, militantes, profetas, gurus, cineastas, cronistas nos jornais.
E a decadência continua, com uma vantagem : mais longe e mais abaixo do que o virtual, não é possível ir. A decadência chegou ao fim.
10/10/1996 - 4 - A mitologia vulgar em torno da luz ilustra uma das ilusões mais frequentes dos nossos esoteristas em geral e de alguns adeptos do culto solar em particular.
É mais uma forma de inversão própria da Era Zodiacal dos Peixes, uma das muitas inversões que se verificam na mentalidade «espiritualista» em vigor.
As adorações da luz derivam das adorações do sol, dos cultos/ritos das idades agrárias, épocas bem demarcadas, bem limitadas da vasta história do universo.
É triste para todos estes «adoradores do sol» dizer-lhes que afinal viemos das trevas e que às trevas voltaremos. Aliás, só no mundo dos 5 sentidos a luz faz falta...
É graças às trevas, aliás, que eles podem ter esse breve minuto de ilusão ou de deslumbramento que é o sol.
É num céu negro de breu que se pode ver o magnífico espectáculo das estrelas brilhando.
O sono e o sonho encontram na noite o seu meio energético mais adequado. Em função da luz, o órgão da visão desperta e domina. O «império dos sentidos» é o império diurno. Deu muito trabalho aos surrealistas e a outros bons herdeiros do inconsciente junguiano, revalorizar a noite, as trevas, o sono, o sonho - invariavelmente associados ao tenebroso (tenieblas, em castelhano) .
Não significa que, ao nível N8 , luz e cores não sejam um campo interessante e importante de terapia energética ou vibratória.
Tão importante como a metaloterapia que lhe corresponde, a cromoterapia só tem que ser colocada no lugar da hierarquia vibratória que lhe compete. A esse nível actua e trata e a esse nível deve ser reconhecida. Sem perder o sentido global e holístico em que se insere.
11/10/1996 - 5 - O Leibnitz inventara a Mónada, em 90 pontos, que devem ser as 17 páginas mais ininteligíveis da história da filosofia ocidental.
Pois bem: após este esforço hercúleo do amigo Leibnitz, a ciência ordinária não se dá por satisfeita e telescópio (microscópio) em riste, lá vai descobrindo mais umas tantas «partículas elementares», ou julga que descobre, e faz a única coisa que a ciência analítica sabe fazer: inventa nomes - variados, esquisitos, folclóricos - e chama nomes às partes em que continua dividindo e subdividindo o Todo.
Lá vão alguns:
Electrões
Fotões
Gluões
Gravitões
Neutrinos
Quarks
Etc.
Etc não é nome de partícula - note-se.
«Chamamos-lhes elementares porque não podemos decompô-los em elementos mais pequenos» - diz Hubert Reeves com visível desespero e sem grande certeza: há uma esperança de que a subdivisão ainda possa continuar e a lista de lindos nomes aumentar. É provável, portanto, que o «indivisível» dos físicos se torne outra vez «divisível». E assim vai progredindo a ciência. Complicando o que é simples.
6 - Em termos de energia - ou seja, em termos de filosofia - o melhor é ficar pela Mónada do Leibnitz. Essa , pelo menos, enquanto ideia pura tem mais hipóteses de ser invariável - como princípio - e portanto de ser:
uma constante
lei
estribilho
leit motiv
ou
o paradigma perdido
que nos falta e tanta falta nos faz.
7 - Ao falar-se de que a matéria é energia mais condensada (como dizem todas as grandes tradições da sabedoria universal) , há quem aponte aí uma contradição. Na ciência há sempre um fiscal de serviço à procura de contradições...dos outros. Uma contradição ou, pelo menos, 2 sentidos inversos para a palavra «evolução».
Se o movimento da evolução cósmica foi no sentido do mais simples para o mais complexo - como querem os darwinistas e neo-darwinistas - e «em cada nível de organização os elementos (partículas elementares) se agrupam para formarem novas estruturas num nível superior » (Hubert Reeves) a evolução, afinal, é uma involução, à luz de uma escala de níveis energéticos de consciência.
A organização (densificação) da matéria vai no sentido contrário à evolução da consciência como se o Cosmos tivesse armadilhado o próprio cosmos, o ser vivo e o ser humano.
É um facto e não pode escamotear-se: se o progresso da evolução vai no sentido do complexo, então a ciência que temos, e o caos que a própria ciência é, tenderão sempre a aumentar e, no limite, a autobloquear-se.
Vem a lei dos ciclos para, parcialmente, salvar a situação.
A um ciclo de densificação ou materialização da energia , seguir-se-ia agora, com as novas condições cósmicas da era zodiacal do Aquário, o ciclo da nova desmaterialização.
8 - A dialéctica taoísta do yin-yang veio em socorro do homem ocidental para lhe resolver algumas banalidades quotidianas - como comer, viver, respirar, amar - que a crescente complicação da ciência deixou de poder resolver.
No novo paradigma da nascente Idade de Ouro, o progresso vai no sentido da simplificação e não no da complicação.
Detecta-se em Hubert Reeves uma palavra-chave do novo paradigma , a palavra «emergência». Diz ele: «Em cada nível , os elementos agrupam-se para formarem novas estruturas num nível superior . E cada uma delas possui propriedades que não têm, individualmente, os seus elementos. Fala-se de «propriedades emergentes».»
Perante esta frase de Hubert Reeves, impossível não evocar a equação-chave de Etiene Guillé:
Energias Vibratórias X Suporte Vibratório = Função emergente (ou função criadora).
Impossível não evocar também o valor teosófico do número:
5 + 5 = 1
Mais um passinho e a ciência analítica dá de caras com as energias filosofais, dá de caras com o enxofre, o mercúrio e o sal filosofais. Se é que não deu já, atribuindo-lhes nomes mais arrevezados do que aqueles que os alquimistas lhes deram: tal como as «partículas elementares» descobertas pela física atómica - por enquanto indivisíveis - as energias filosofais são dadas também como os ingredientes criadores e indivisíveis de todas as energias do universo.
O indivisível é factor comum à ciência profana e à alquimia (1ª ciência sagrada).
Além disso, as 4 forças reconhecidas pela Física Quântica dentro do espectro electromagnético - único fragmento do continuum energético conhecido pela ciência - dão mais 4 nomes para o nosso «glossário das energias». Que a ciência sirva para alguma coisa.
Diz Hubert Reeves :
«Foram as 4 forças da física que presidiram à união das partículas , depois à formação dos átomos, das moléculas e das grandes estruturas celestes:
1 - a força nuclear solda os núcleos atómicos
2 - a força electromagnética assegura a coesão dos átomos
3 - a força da gravidade organiza os movimentos em grande escala - estrelas e galáxias
4 - a força fraca intervém ao nível das partículas designadas neutrinos.
É tentador , mais uma vez, usar a (lei da) analogia e lembrar as 4 forças que, ao nível do Cosmos, estas 4 forças da física fazem lembrar: as 4 energias filosofais da Criação: Enxofre, Mercúrio, Sal e Pedra Filosofal.
Outro símile tentador, no glossário das energias, é o binómio Calor/Frio, irresistivelmente identificado com Solve/Coagula e Yin/Yang. Inevitável também ver o Enxofre metal (desestruturante) associado ao Solve e o Sal associado ao Coagula. Inevitável ainda ver no Enxofre desestruturante o princípio masculino da Criação e no Mercúrio coleante o princípio feminino da criação.
A pouco e pouco e pouco a ciência ordinária aproxima-se da ciência sagrada ou ciência das energias como também pode ser designada.
Mais tentadora ainda se torna esta sinonímia (4 forças físicas = 4 energias filosofais) quando Hubert Reeves lembra o que para a ciência é um dos maiores mistérios e um problema - diz ele - sem solução:
«Sabemos agora - escreve ele - que estas forças são por toda a parte as mesmas , aqui e nos confins do universo, e que não mudaram um nadinha que fosse desde o big-bang.»
E Hubert Reeves acrescenta : «O que levanta problemas num universo onde tudo muda». Para um praticante quotidiano a Alquimia (e, portanto, da dialéctica) isto que é incompreensível para a ciência é, para a ciência sagrada das energias, um dos alicerces do templo, o pilar ou referencial fixo a que todo o movimento se reporta.
E, sendo assim, a hipótese de as 4 forças da física serem as 4 energias filosofais ganha consistência. Mais: a imutabilidade das 4 forças físicas e a mutabilidade do universo não se contradizem ou contrariam mas necessitam-se. A mutabilidade requer a imutabilidade e vice-versa.
Por isso é que as leis conseguem ser leis e por isso é que o mutável é mutável.
Só espanta o espanto de H. Reeves...
Mais do que a simples lógica, é a dialéctica (ou abordagem global dos sistemas) que nos serve de guia no mundo das energias.
9 - Um pouquinho mais de atenção e percebemos que a velha - e polémica - questão do sagrado e do profano começa a clarificar-se quando as fronteiras, acima e abaixo do espectro electromagnético, se esbatem.
Sinónimo de «profano» é «energias conhecidas», ou seja, as do espectro electromagnético.
Dentro da mesma lógica, sinónimo do sagrado será « energias além do espectro electromagnético desconhecidas da ciência».
Penso que esta simples sinonímia contribui para des-sacralizar ( desmistificar) o sagrado e desenfatizar o profano. Afinal, sagrado e profano são apenas graus na escala das energias. Nada de especial, portanto.
Porque é que o sagrado é para adorar é que é talvez outra questão.
10 - Quando se estuda o mundo das energias, verificam-se algumas ocorrências constantes que funcionam como estribilho ou leit motiv ocorrente ao limiar da consciência com um certo ritmo.
Acção/Reacção é, por exemplo, uma das ocorrências mais frequentes . Pode considerar-se uma «lei» , uma das muitas leis que se verificam no mundo global das energias.
Hubert Reeves indica, por exemplo, mais duas referindo-se ao Cosmos (dele) e à ciência a que chama Cosmologia:
a) O mundo não existiu sempre
b) O mundo está em mudança
Muitas destas verdades ou ocorrências rítmicas aparecem como «verdades de la Palice» - ou verdades do senso comum.
É então que a ciência acerta: quando se aproxima do bom senso e do senso comum.
Ousando um pouco mais, todo o compasso binário (de que acção/ reacção é um bom exemplo) pode significar uma dessas constantes, leis, estribilhos ou leit motiv.
Nas listagens de opostos complementares vamos encontrar bastantes desses estribilhos: Sim/Não, seria o exemplo mais banal, seguindo-se Noite/Dia, Tempo/Espaço, etc.
Ousando um pouco mais, podemos verificar que os nomes de deuses da Teogonia egípcia, por exemplo, são nomes de energias.
Esta verificação leva-nos a duas consequências imediatas:
a) Corrigir os nossos preconceitos relativamente às chamadas «mitologias»: nem todas são iguais, distinguindo as que contêm informação primordial das que se encontram vazias de informação, de conteúdo
b) Conseguir nomear áreas da realidade que seriam sempre inomináveis para a ciência ordinária.
Aquém e além do espectro electromagnético (único que a ciência conhece) o mundo das energias continua até ao infinito.
Os nomes de deusas da teogonia egípcia expressam esse para lá e para cá do espectro electromagnético.
11 - Outros compassos binários interessantes para esta listagem de constantes energéticas :
Cosmos/Caos
Frente/Dorso
Macrocosmos/Microcosmos
Matéria/ Não Matéria
Corpo/Espírito
Manifestado/Imanifestado
Incarnado/Desincarnado
Essência/ Imanência
Céu/Inferno
Luz/Trevas
Calor/Frio
Yin/Yang
12 - Pela boca de Hubert Reeves a cosmologia ordinária tem referenciais quase óbvios:
« a) O mundo não existiu sempre
b) O mundo está em mudança
c) A mudança traduz-se pela passagem do menos eficaz ao mais eficaz, quer dizer, do simples ao complexo.»
Mesmo quando acerta (ponto2) a ciência ordinária nunca ganha a sorte grande, fica apenas com a terminação.
O ponto c) é apenas um simples e puro equívoco para alimentar outro equívoco, o mais rendoso de todos os equívocos que se reclamam da ciência: o mito do progresso.
13/10/1996 - 13 - É uma descoberta didacticamente importante: os livros da ciência comum que melhor contributo podem dar à ciência holística das energias são os que relatam a «génese» - a epigénese - dos fenómenos e não os livros que «analisam» os fenómenos até à pulverização do real.
Ou seja, os livros que contam, no tempo e no espaço, a história dos fenómenos, são os que melhor nos podem preparar para estudar as zonas energéticas do não-espaço e do não- tempo.
Onde a ciência «filosofa» sobre os seus próprios princípios , sobre a origem e evolução dos acontecimentos (do cosmos, da vida, do ser humano) torna-se clara a unidade - o continuum energético - que preside a todas as áreas do Real.
O continuum energético evidencia-se nas obras de «filosofia da ciência» - poderá dizer-se em termos simplificados.
A ciência (analítica) foi longe demais na minúcia do detalhe e das partes. Em ciências humanas (e portanto em medicina) esse exagero é criminoso. Pulverizando completamente o real, torna inacessível e ininteligível a noção do Todo. Pulverizando o Todo, torna inacessível e ininteligível a noção do Real.
Linhas atrás falávamos das dicotomias que o continuum energético ajuda a ultrapassar.
A dicotomia - que acabamos de citar - é mais uma delas. Aquela de onde as outras dicotomias derivam.
14 - Alguém baptizara esta «ciência das origens» com um nome que parece feliz: «Escalometria» seria a ciência das grandes escalas, no tempo e no espaço, introdutória ao nível profano do conhecimento ou ciência do sagrado (Note-se outra dicotomia fundamental: sagrado/profano).
Lida-se na escalometria com milhares e milhões de anos e/ou de quilómetros. É a ciência dos anos-luz e dos enxames de galáxias.
É, curiosamente, a ciência da energia por excelência , o que lhe dá direito a usar um vocábulo completamente esquecido nos dicionários: Noologia.
Honra, mais uma vez, a Helena Petrovna Blavatsky, que a ela - Noologia - se refere no livro «Ísis sem Véu».
15/10/1996 - 15 - Inter e Trans são os dois prefixos de emergência que, perante o caos da ciência ordinária e suas teorias sobre o caos, aparecem a tentar salvar a situação de abismo a que chegámos em 15 de Outubro de 1996.
A medicina, por exemplo, caiu fulminada de cansaço quando, num enorme esforço de inteligência, descobriu que a doença não era meramente física e que poderia (?) haver influência do chamado psíquico na doença chamada física.
Surgiu então o binómio somático/psíquico, o que daria, em termos de especialidade médica, a medicina psicosomática. Mau grado o nome sugestivo e, possivelmente, alguns grossos calhamaços entretanto escritos em seu nome, na prática não se dá por ela. A barrreira entre os dois termos do binómio continua a existir, tal como quando a ciência a descobriu. E nada, nenhum artifício lógico ou metodológico conseguirá derrubá-la ou sequer esbatê-la.
Não são, tão pouco, os bem intencionados grupos de trans-disciplinaridades e de inter-disciplinaridades que irão impedir o caos de se continuar espalhando sobre o Planeta Terra e as nossas cabeças. Chega a parecer que o caos não é, para a ciência, um problema mas sim um ponto de honra de que ela muito se orgulha e do qual não quer abdicar. O Caos, digamos, é o seu caldo de cultura. Dividir para reinar sempre foi o lema de todas as tiranias.
Ilya Prigogine, um génio da química muito lido em Portugal, desde que o presidente Mário Soares o convidou para um colóquio na Fundação Gulbenkian, escreve que o binómio Material/Imaterial continua insolúvel para a ciência, para a ortodoxia científica de que ele é um ilustre representante. Isto, numa obra - «O Fim das Certezas», Gradiva, 1996 - que se pretende de autocrítica gnoseológica e que, de 5 em 5 linhas, exibe as fabulosas aquisições da física quântica, faz pensar. É mesmo preocupante. É mesmo aterrador.
Porque para um leigo na matéria quântica o mais que é possível apurar como dado adquirido dessa famosa teoria é que existe um «continuum energético» e que, assente esse postulado, as dicotomias deixam de ser irreversíveis e insolúveis.
Uma das consequências mais imediatas e elementares da investigação quântica - julgavam os ingénuos - seria que certas barreiras e fronteiras milenares impostas por um paradigma dualista se entendiam agora, à luz de um «continuum energético» e da famosa «área unificada» ou «área quântica», como novo paradigma do pensamento.
Se este fundamento óbvio voltar a ser posto outra vez em causa pela ciência que levou um século a debitar discursos ininteligíveis sobre física quântica e biologia quântica, perde-se o único suporte que nos vinham a prometer para fazer face ao caos, o único Fio de Ariadne capaz de nos sustentar, no meio do caos, e evitar o total afundamento no abismo.
Então, sim, o caos será eternamente caos. Mas haverá então muito boa gente (como eu) que aproveitará a chance para (de vez) se suicidar. Não sem que antes suicide alguns dos responsáveis pelo caos.
O «continuum energético» é o único antídoto contra o caos e o estudo das bionergias ou ciências sagradas o único sistema imunitário. Contra os dualismos irredutíveis. Contra as contradições dilacerantes e dramáticas.
Ver um Prémio Nobel da Química afirmar que a ciência ainda não encontrou saída para o dilema «material/imaterial», que há dois mil anos a dialéctica taoísta do yin-yang já tinha resolvido a contento de todas as famílias, é aterrador. Quando o progresso científico atinge estes apuros de retrocesso, o horizonte é assustador.
(Ver ponto deste capítulo sobre o mito do progresso)
16 - Além de muitos outros significados que lhe reconhecemos (e vamos sempre descobrindo novos) a escala hierárquica do valor vibratório mostra-nos, visualiza-nos esse continuum energético de forma coerente, graduada, rítmica (ou logarítmica).
As irredutíveis oposições desvanecem-se. Há um sistema de vasos comunicantes (ou um encaixado tipo «capas-de-cebola») que nos permite viajar pelas energias entre os vários níveis de densidade e de frequências vibratórias.
A intercomunicação é natural e dispensa os dois prefixos com que a ciência ordinária pretende evitar a sua própria agonia :
o prefixo «trans» e o prefixo «inter».
Com a realidade virtual dos computadores vulgarizou-se o termo «interface», que uns consideram do género feminino e outros do género masculino. Possivelmente, como tudo no tal mundo virtual, é andrógino.
17 - O vocábulo «virtual» , contemporâneo do caos dos fractalistas, ao surgir no mundo contemporâneo, serve como termo de oposição a real. De tal maneira que eles inventaram a «realidade virtual» , ou seja a negação absoluta. O real que não é nem nunca será real. Com o virtual, descemos ao fundo do buraco.
16/0/1996 - 18 - A composição trinitária do ser humano( corpo/alma/espírito) não é um dado evidente apesar de se encontrar em todas as grandes tradições que conheciam o sagrado.
As classificações que os livros de divulgação «energética» hoje nos apresentam, usam uma variedade de planos que inevitavelmente confunde o leitor.
Há os que falam, por exemplo , em 3 planos:
corpo
mente
alma
Outros referem 4 níveis :
físico
emocional
mental
espiritual
Um livro de teosofia talvez adiante, além do patamar físico, outros patamares:
etérico
astral
causal
mental
Por vezes a simplificação leva a um mero binário:
corpo
espírito
onde espírito significa tudo o que não é corpo.
São alguns exemplos, recolhidos de um livro interessante de Ted Andrews - «Manual dos Novos Médicos», Estampa, 1996 - mas que mostram a confusão reinante, hoje em dia, no campo unificado das energias, das bionergias ou energias vibratórias.
O trabalho de unificar a nomenclatura é, portanto, o que se impõe com maior urgência e necessidade.
19 - «Debilidade» ou «fraqueza» de um órgão, que o torna mais susceptível de contrair determinada doença, pode significar «estagnação energética» igual a «bloqueio energético».
Quando fundamentalmente se aconselha uma técnica de «relax» em casos de extremo estresse, está a constatar-se que para uma situação yang o melhor antídoto é o yin.
As psicoterapias complicam as técnicas de relaxamento - com hipnotismo, yoga, meditação, imposição de mãos, massagem, etc - mas a macrobiótica receita bons yin e tenta preparar o terreno para que a alquimia se faça, ou seja, para que o bloqueio se desfaça.
A acupunctura, por exemplo, tenta desbloquear por intervenção directa nos meridianos, mas se a causa do bloqueio é de terreno orgânico, a situação volta a verificar-se passada a acção das agulhas. Sem desintoxicação alimentar nunca o desbloqueio é completo. E quando a intoxicação é medicamentosa - química em geral - , intramolecular, portanto, mais difícil será conseguir de novo o fluxo energético normal.
A medicina ortomolecular surge hoje como um recurso para atingir essa zona profunda do terreno orgânico mas esquece duas condições de base:
1) É condição sine qua non, uma situação yin à partida, para que as trocas intermembranares da célula se verifiquem
2) É condição sine qua non encontrar uma técnica capaz de remover os metais mal colocados na zona da heterocromatina constitutiva.
Sem estas duas condições, não há hipótese de realizar:
- uma verdadeira desintoxicação do organismo
- um verdadeiro desbloqueio energético dos canais de circulação da informação
- uma verdadeira desestagnação que leva a um movimento alquímico necessário e suficiente.
Tal como no tráfego da cidade, quando há engarrafamento num sítio toda a circulação é afectada.
Fisicamente, os bloqueios energéticos podem significar «intoxicação» , um terreno em stress, uma imunidade diminuída, um metabolismo perturbado, um equilíbrio PH (ácido/base) desequilibrado. A nível intra-molecular tudo isto é a mesma coisa.
Dizer que as nossas doenças começam no corpo energético significa que elas surgem ao nível do corpo através dos sistemas de fronteira em intercomunicação recíproca e que portanto se intercondicionam:
- sistema endócrino
- sistema nervoso
- sistema imunitário
- sistema circulatório
- sistema reticulo-endotelial
- pele
Se a acção incidir no meio intra-molecular, ou seja, se o movimento alquímico se iniciar e realizar , se os princípios da homeostasia (ou inteligência do organismo) funcionarem, eis que as sinapses e outros mecanismos (enzimas, por exemplo) cibernéticos da célula, encarregados de levar as informações necessárias onde elas fazem falta, começam a funcionar.
Se se quer tratar o terreno físico, terá de se começar por aqueles 6 sistemas de fronteira e removendo causas que condicionam estes sistemas.
Essas causas terão de ser procuradas onde nenhuma medicina , até agora, as procurou:
- ao nível dos 7 corpos energéticos (Rudolfo Steiner)
- ao nível dos 12 órgãos dos sentidos (de que só reconhecemos 5) (Hierofantes
egípcios)
- ao nível das 9 camadas da alma (que totalmente esquecemos) (Hierofantes
egípcios)
- ao nível do espírito e das energias filosofais - enxofre, mercúrio, sal - que
directamente o alimentam.
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CITAÇÕES 5 ESTRELAS
A diferença entre a vida (qualquer ser vivo) e um automóvel, é que o ser vivo é um fim em si mesmo. O automóvel, não. Um meio e um meio barato. - Afonso Cautela
Somos verdadeiramente feitos de estrelas.
A centena de elementos atómicos que conhecemos na natureza foram produzidos nas estrelas.
Os físicos desejam unificar todas as forças numa só, mas isso, por agora, é apenas um sonho.
O físico repertoria as forças como o botânico as flores.
Há 10 anos, invocou-se a ideia de uma 5ª força, que todavia não resistiu à análise. - Hubert Reeves, in «A História Mais Maravilhosa do Mundo», Gradiva, 1996
À medida que as células se dividem, multiplicam os erros das suas mensagens genéticas, que se acumulam com o tempo. Por fim, há tantos erros que o organismo se degrada e morre.
Um organismo composto de células especializadas resiste melhor do que um conjunto de células idênticas, porque pode responder de diferentes maneiras às agressões do ambiente, o que lhe dá mais hipótese de sobrevivência.
Um cristal não vive, reproduz-se mas não fabrica energia.
Um organismo vivo é um sistema capaz de assegurar a sua própria conservação, de se gerir a si próprio e de se reproduzir.
Todos os organismos são feitos de carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio e a sua fonte de energia, o sol.
O carbono (...) pode conduzir os electrões de ponta a ponta das suas cadeias, o que de certa maneira prefigura as redes nervosas e as redes de comunicação electrónicas.
Outrora não se sabia que as moléculas eram feitas de átomos nem que as células eram feitas de moléculas.- Joel de Rosnay, in «A História Mais Maravilhosa do Mundo», Gradiva, 1996
O historiador Maneton , em 200 a.C., fazia remontar a antiguidade da nação egípcia a 35.000 anos atrás.
Ivonne Rebeyrol, in «Lucy», PEA, 1992
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Para uma lista de opostos que interessam à Noologia:
Calor/Frio
Céu/Inferno
Ciência Profana/ Ciência Sagrada
Corpo/Espírito
Cosmos/Cáos
Essência/ Imanência
Evolução/Involução
Frente/Dorso
Incarnado/Desincarnado
Luz/Trevas
Macrocosmos/Microcosmos
Manifestado/Imanifestado
Matéria/ Não Matéria
Orgânico/ Inorgânico
Progresso/ Retrocesso
Solve/ Coagula
Tempo/Espaço
Todo/Parte
Yin/Yang
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GLOSSÁRIO DAS ENERGIAS
(APONTAMENTOS SOLTOS)
15/10/ 1996 - OM ou AM - Dizem os (livros) hinduístas que OM - a sílaba OM - é a «chave do universo».
A grelha das letras segundo Etienne Guillé dá-nos um eixo (que pode ser o eixo do universo) mas com as letras AM.
Enfim, boa matéria para testar. E para saber qual tem mais razão (valor vibratório). Os se têm os dois. Ou se não tem nenhum.
Aliás - recorde-se - outros livros e escolas, em vez de OM falam de AUM, o que de certo modo , retirando o U central, nos aproxima mais do eixo AM, estabelecido na grelha das letras de Etienne Guillé.
VOLUNTARISMO
As práticas voluntaristas e manipulatórias (exigindo esforços inauditos do corpo) como o yoga, o chi kung, o hipnotismo, a massagem, o reiki, etc. podem ser, na opinião da Radiestesia Holística, substituídas pelo involuntarismo do pêndulo.
Ou seja, iniciada com o pêndulo a alquimia da célula todo o restante trabalho é com o mecanismo regulador do organismo, é com a inteligência própria do organismo, é com a chamada «homeostasia».
Deixar à inteligência do organismo o trabalho de intercomunicação intercelular é a melhor forma de conseguir vários objectivos:
a) Viver a vida muito mais descansada
b) Não fazer grandes esforços físicos para se autodiagnosticar e autotratar
c) Todos os processos de alquimia (e evolução) psicosomática se realizam com mais precisão e com resultados, portanto, muito mais eficazes.
O voluntarismo das práticas místicas e terapêuticas mais correntes junta-se a outros predicados que caracterizam essas técnicas manipulatórias . Há sempre uma dose, maior ou menor, de:
a) Parasitismo energético
b) Vampirismo energético
c) Egrégora energética entre elementos do grupo
INVOLUNTARISMO
Outra vantagem do involuntarismo da inteligência orgânica (homeostasia) é a digestão das informações (energias) se fazer com mais facilidade, mesmo quando há uma grande mistura delas, como é frequente no dia a dia da promiscuidade energética em que somos forçados a existir e que as escolas manipulatórias de energia vieram aumentar.
RITUAIS
Sem medo às palavras, podemos classificar de «fantochada» todo o espectáculo de rituais que muitos mestres e escolas hoje exigem dos seus adeptos. A radiestesia holística é, de facto, o único método iniciático que:
a) Não admite confundir-se com místico
b) Não necessita de ritos nem de rituais
É um método para os que não gostam de espectáculo e de chatices.
Quem quiser fazer a sua viagem ao mundo das energias sentado no sofá onde vê televisão, tem na radiestesia holística o método iniciático que lhe convém.
KABALLAH
Entre as 12 ciências sagradas segundo os hierofantes egípcios costuma aparecer a Kaballah.
Entende-se isso como um artifício didáctico:
a) Porque a Kaballah é posterior aos mistérios
b) Porque da Kaballah irradiam e na Kaballah convergem as outras ciências sagradas.
Poderá a Kaballah melhor ser a designação para todas elas : e nesse caso seria a 13ª das ciências sagradas segundo os egípcios.
SUBIDA NA VERTICAL
Livros e revistas ditas esotéricas falam muito de «viagem astral» . É o que chamamos em radiestesia holística «subida na vertical» .
De qualquer modo a palavra «viagem» é muito adequada ao mundo das energias e ao pêndulo de radiestesia holística.
6º SENTIDO
Entre outras bizarrias que ocorrem com a palavra «radiestesia» , ela aparece, por exemplo, em livros que tratam de fenómenos ditos «paranormais» ou «parapsíquicos». Para pior antes assim. Por um lado, é correcto porque reconhece à radiestesia a sua natureza de 6º sentido, além dos 5, e como porta de acesso aos outros 6 que falta desenvolver.
Por outro, é incorrecto porque esse 6º sentido e todos os outros, sendo os que a parapsicologia pretende, ao fim e ao cabo, abordar, mas que apenas escamoteia, não são anormais, não são paranormais, não são dons especiais de ninguém mas fazem parte integrante e inalienável do potencial vibratório de cada ser humano.
MODELO
A ciência moderna apoia-se em «modelos», quando desiste das «teorias». Etienne Guillé , o genial sistematizador da ciência energética, também tem alguns modelos em que apoia a sua abordagem holística.
Leis, teorias, modelos são muletas da ciência ordinária que podem, provisoriamente, servir ao estudo das ciências sagradas ou energéticas.
A outra muleta é a abordagem global dos sistemas a que Louis Von Bertallanfy, seu autor, chama «teoria geral dos sistemas».
Paradigma e arquétipo são outras 2 noções-chave desta zona de fronteira entre ciências profanas e ciências sagradas.
LEIS
Leis? Vamos por partes, vamos por ordem:
leis da vida
leis do cosmos (macro/microcosmos)
leis do universo
leis da física
leis da química
etc
Seguir o que a ciência tem a dizer da lei é um ponto de partida interessante para, por contraste, começarmos a pesquisar as leis globais da energia, as leis da Energia - as que nos interessam como base de um curso de ciências do espírito ou ciências do sagrado.
ELEMENTARES
Tão úteis como as grandes teorias da ciência são as pequenas e elementares afirmações do senso comum, que a ciência a pouco e pouco vai repescando:
O universo não é estático, arrefece e rarifica-se
Algo se move
A matéria organiza-se progressivamente
As partículas dos tempos mais antigos associam-se para formaram estruturas cada vez mais elaboradas
Passa-se do simples ao complexo, do menos eficaz ao mais eficaz (Lucrécio)
A história do universo é a história da matéria em organização.
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4864 bytes <ce-7> continuum energético
ACESSO AOS ARQUÉTIPOS
23 / 10/1996 - Autores e escolas falam de «arquétipos» e o arquétipo tornou-se, desde Jung, um chavão, um conceito que todos os pensadores respeitáveis levam em consideração, apesar do teor «metafísico».
No contexto do continuum energético, os arquétipos são áreas de energia animadas (ou desanimadas) por vários tipos de alimentos:
- programação cósmica
- comportamento diário do sujeito
- doenças da alma resolvidas ou por resolver pelo movimento alquímico (ou falta dele)
- memórias ancestrais inscritas no ADN da molécula (a que os biólogos chamam código genético da nossa imutabilidade mas que Etienne Guillé, no que designa de «cassetes moleculares», classifica como campos duais de energias )
O que escapa aos vencedores da vida - os chamados homens e mulheres de sucesso, com vinte revistas em papel couché ao seu serviço - é que os seus arquétipos são alimentados por essa febre de ganho, por mais bons princípios morais que defendam ou digam defender. E por mais missas por semana que frequentem.
É o que também se chama «ego» e «apego».
Egos, apegos, memórias alimentam os nossos arquétipos. E é dos nossos arquétipos que depende o nosso destino, a curto, médio e longo prazo. E, principalmente, o julgamento da deusa Maat, a que alguns chamam «psicostasia» e outros julgamento vibratório. É do que trata o chamado « Livro dos Mortos Egípcio», ou «Livro de Abertura à Iluminação» de seu verdadeiro nome.
Falta saber o que torna irredutíveis e incuráveis os apegos.
Talvez o que se toma muitas vezes por sensibilidade ou temperamento - fobias, preferências, simpatias, antipatias - de um determinado sujeito, provavelmente exteriorizações inconscientes do mais profundo inconsciente e de arquétipos reencontrados ou perdidos.
Só um método iniciático pode alterar esses arquétipos. É todo simbolismo das lendas do Graal.
O que evitará escandalizar o ouvinte quando se diz que o cancro, como doença vibratória, vem do espírito e é uma questão de arquétipo que se alimenta mais ou menos de informações (vibrações) que o reforçam ou que o anulam.
Confundir isto com o folclore energético das atitudes místicas - visualizando energias, por exemplo - é supor que se alteram arquétipos em profundidade continuando a alimentar os 5 órgãos dos sentidos, em orgias hedonistas e egotistas servidas aos egos/apegos físicos.
Contam-se histórias de sonhos, lendas, fadas e são sempre visualizações de energias. Energia que se deixa visualizar não tem, de facto, muito a ver com a profundidade oceânica dos arquétipos.
Se se pudesse falar em imunidade energética seria nesse sentido: tocar os arquétipos para os modificar de acordo com as leis do equilíbrio e da ordem cósmica.
Trabalhar os metais com o pêndulo de radiestesia holística - se mais nada for feito - é sempre o ponto de partida para a viagem de acesso aos arquétipos.
Questão para o grupo de pesquisa investigar: será o nível de consciência vibratória em que se encontram os arquétipos o nível das energias filosofais?
Uma pormenorização do espectro energético é dada por dois diagramas usados em radiestesia holística:
- o diagrama das memórias ou cassetes moleculares
- o diagrama da grande batalha
Recapitulando, estão reconhecidas pela equipa de Etienne Guillé, 7 memórias:
- Hebraica
- Egípcia
- Hindu
- Mesopotâmica
- Celtica
- Atlante
- Mu
Tomando como exemplo, a nível do espírito, a cassete hebraica, Etienne Guillé nomeia 6 energias negativas:
- Soradt
- Geona
- Nesiah
- Ghee
- Cia
- Adamah
E 6 energias positivas:
- Worz III
- Anti-cia
- Thebel
- Arqa
- Eretz
- Yhwh
Recapitulando o diagrama da grande batalha cósmica, várias energias nocivas ao nível da alma são nomeadas:
- Energia nociva do lugar
- Energia de magia negra
- Energia «X» em negativo
- Energia reestruturante negativa
- Energia desestruturante negativa
Várias energias negativas ao nível do antigo cosmos são também nomeadas:
- Energia anti-Khéper -Ré
- Energia da ordem negra
- Energia anti-Pedra Filosofal
Estas energias foram reveladas à medida que eram detectadas as energias emitidas pelo novo Cosmos, assim nomeadas:
- Energia do Escaravelho de Ouro
- Energia da Esfinge
- Energia da Pedra Filosofal
Até ver, poderá ser assim.
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À PROCURA DOS ARQUÉTIPOS PERDIDOS
«Os visitantes celestes traziam com eles a Ordem do Universo e o conhecimento de como usar o fogo.»
(...)
«A maior migração de visitantes celestes foi há 1.700.000 anos. Mais tarde houve outras mais pequenas».
(...)
«Os antigos podiam comunicar (e desdobrar-se) entre este e o mundo dos espíritos. Não existiam quaisquer barreiras que proibissem a entrada dos terrenos no mundo dos espíritos (...) Conseguiam desmaterializar os corpos e entrar no mundo da morte (mundo do espírito). Depois voltavam a poder materializá-los neste mundo.»
Michio Kushi,
1 - Quando se fala de arquétipos, estamos a tornar verosímil a hipótese, realista mas fantástica , colocada por alguns autores, de «pessoas de outros planetas, vindas do céu», como diz Michio Kushi, terem visitado a Terra.
Sem esta hipótese, de facto, quase nada na história do mundo faz sentido ou tem alguma lógica.
Dessa hipótese fantástica mas realista, derivam, para já, outros tantos axiomas básicos para nos entendermos em Noologia:
a) A existência de um Paraíso ou Idade de Ouro, que Michio faz remontar a 1/4 de milhão de anos (250 mil anos) mas de que outros autores darão estimativas diferentes
b) A capacidade quotidiana que os terráqueos teriam de materializar/desmaterializar
c) Desta capacidade decorre directamente a intercomunicação (telepatia) à distância, que hoje a ciência ordinária diz estudar experimentalmente como fenómeno PES (percepção extrasensorial)
As PES, aliás, seriam o pão nosso de cada dia antes da «catástrofe»: no seu conjunto, os fenómenos hoje classificados de parapsíquicos, constituiriam a rotina na Idade de Ouro (Ver o que se escreve no file <lavier-1> sobre os protochineses, herdeiros directos do continente Mu e das capacidades inerentes ao Adam primordial antes da queda, ou seja, ao Adam da Idade de Ouro)
d) Michio situa essa catástrofe, como se disse, à volta de há 12 mil anos, outros autores situam-na há 41 mil anos e falam, tal como a Bíblia e muitas outros textos sagrados, de «Queda»
e) Única dúvida neste quadro óbvio: saber se a Queda corresponde à perda de capacidade transmutativa - materialização/desmaterialização - ou se a Queda significa a catástrofe material provocada pela alteração do eixo da terra - o que modificou a posição dos pólos e do equador (Ver gravuras no livro de Michio, pg 86), ou se ambas as coisas, ou se ainda uma quarta hipótese.
Transmutar a matéria - materializar/desmaterializar - estaria assim muito próximo da Alquimia - 1ª ciência das 12 ciências sagradas - , não sendo de admirar que as energias filosofais do Enxofre, Mercúrio e Sal se situem à saída do canal cósmico, como indica o Diagrama nº21)
f) Livros como o «Génesis» e o «Apocalipse» terão que ser lidos não como relatos de lendas mas como mensagens codificadas que importa descodificar.
À luz da hipótese «visitantes celestes» , a hierarquia das grandes civilizações pode, finalmente, ser estabelecida (Ver Diagrama Nº 21) da Lemuriana à Hebraica, assim:
Lemúria
Atlântida
Celtas
Mesopotâmia
Índia
Egipto
Hebreus
g) Chegar aos arquétipos é chegar à informação de origem celeste.
A importância energética do som (alfabetos, vogais, mantras, música, etc) deriva daqui, como Michio Kushi também nos lembra: é a forma de acesso mais pura aos arquétipos. Atendendo à degradação sofrida pelas inscrições escritas (ocorrência onde se inclui a torre de Babel e a confusão das línguas), pelo som se poderá sintonizar algo da informação primordial. Tal como no sonho. ( Sobre a degradação dos símbolos primordiais, ver Lavier, «Bio-Energétique Chinois», Maloine, 1976 )
h) Se essa informação está, como não pode deixar de estar (o código genético é ininterrupto) no ADN da célula - sob a forma de memória genética - talvez a linguagem vibratória de base molecular, inventada por Etienne Guillé, seja uma forma de comunicar de novo com os arquétipos e, portanto, com os deuses ou visitantes celestes
i) A grelha das letras estabelecida por Etienne Guillé é o instrumento que temos à disposição para esse diálogo com os deuses. A «tradução vibratória» , através da grelha das letras, significa a reconstituição das palavras, no sentido de conjunto de sons que os deuses ensinaram aos humanos nesses recuados tempos de há 250 mil anos...
j) O alfabeto terá sido assim uma invenção dos deuses, o que não significa que os homens não tenham inventado nada, nem sequer o fogo, tradicionalmente obra dos deuses. Talvez o barco a remos, talvez as estradas, talvez os canais de rega, etc.
Mas o Alfabeto e os Números, não. Mas o Fogo, não. O que deverá colocar , por natureza de origem, a Alfabetologia e a Numerologia no grupo das 12 ciências sagradas.
2 - A propósito de arquétipos, idade de ouro, visitantes celestes, alfabetos, números, sons, fogo celeste, sublinham-se 4 obras que podem constituir matéria de leitura interessante:
a) O Continente Perdido de Mu , James Churchawrd, Ed Hemus,
São Paulo, 1972
b) Uma História do Paraíso, Jean Delumeau, Ed. Terramar, Lisboa, 1994
c) A Procura da Língua Perfeita, Umberto Eco, Ed. Presença, Lisboa, 1995
d) Bio-Énergétique Chinoise, J.A. Lavier, Ed Maloine, Paris,1976
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