<03-10-07>

Posted by Big-Bang - terça-feira, 7 de Outubro de 2003

Retrovisor (1959-1993) ->Day by day
34 anos de memórias

 

<59-10-07-on> versos publicados em «o nariz», páginas 19,20,21, 22,23,24,25 e 26

A CICATRIZ

Lisboa, 7/10/59

Dizia-se que a lei protegia os pássaros
mas a lei era dos homens e não se compreende
porque sendo a lei uma invenção dos homens
podia essa lei proteger os pássaros.

Matavam-nos apenas porque era proibido matá-los
e fruto proibido vale por quatro
caçador prevenido vale por oito.

Falava-se também do cio dos lucros
e eu limito-me à crónica desse tempo
aos documentos que restam desse tempo.

Legislando para os seus interesses
provam os homens da época um notável avanço
sobre os antropopitecos evoluídos do nosso.

Pássaros comem-se e dão lucro:
«Diz-me depois se gostaste. Não proves, come.
É de chorar por reais. Baboso, limpa a boca.»

E era, era de chorar lágrimas de sangue
lágrimas de chumbo sobre os corpinhos guisados
dos pássaros que a lei não há dúvida protegia.

Daí a rivalidade que nunca mais cicatrizou:
os homens - garantem os documentos - é que não protegia.

Muitos não compreendendo uma lei tão desumana
matavam indiscriminadamente
fora do tempo próprio
porque a verdade é que há um tempo próprio
um clima um signo um ponto crítico
de pressão normal e temperatura muito centígrada
para uso exclusivo dos caçadores das aves
que se destinam a matar e comer sem penas.

Comer nuas ainda mais nuas
do que nasceram e cresceram
para desespero dos homens
que decretaram leis de sua protecção.

«Nós matamos as aves,
nós nascemos para comer as aves.

Venha mas é a lei reguladora dos mantimentos,
que normalize também a segurança dos caçadores.

Porque não há o direito - grita-se - não há o direito
de caçadores clandestinos irem à frente
fazerem o que nós faríamos indo atrás
e, em vez de caçarmos, voltarmos caçados.

Não, não há o direito.

Legisle-se a favor do homem, rei da criação,
rei dos patos, perdizes, coelhos e faisões,
rei dos homens e dos animais,
das aves de pena e dos irracionais.

Não há o direito - grita-se
contra a legislação, a falsa legislação em vigor
afinal o que andam esses ministérios por aí a fazer
se até hoje nem uma legislação decente
contra a passarada se viu?»

RESERVA DE MUNIÇÕES E ARMAMENTO
ESTADO DE SITIO VIGÍLIA LUZ VERMELHA
TROPAS DE CHOQUE

Nós somos filhos naturais
das ervas das águas das aves
correndo ao nosso lado
jovem namorada símbolo da manhã
noiva que apareceste
o triunfo da palavra livre
sobre as palavras conhecidas
noiva branca
jovem noiva das altas e livres
e puras madrugadas.

Repara, uma cicatriz de remorso
marca a cara dos homens
a cara suada dos homens
é uma enorme cicatriz que os denuncia
rasgando-lhes o rosto e a consciência
um grito um pio das aves feridas
cuspindo nas faces culpadas
cuspindo nos ares escurecidos
pelas primeiras chuvas do Outono
é um ente mais perfeito a cicatriz
capaz de julgar a nossa hediondez
como a inocência dos pássaros os julga.

E a cicatriz tem voz
é um dilúvio de vento aquela voz
é um lírio crescendo à nossa vista
penetrando os nervos
curando como droga suavizante
enxugando as lágrimas
não vindo deste mundo aquela voz
mas compreendendo quem vive neste mundo
é a única serenidade conhecida
é a voz de deus aquela voz
ou a voz humana que ainda ignoramos?

E também o ciúme dos aflitos
a coragem dos cobardes
a pele branca dos versos dos poetas
um botão sideral a mais
um botão a menos na tua farda
é o bálsamo que vence e tranquiliza
a voz a palavra o signo ou o sinal.

Dormem as aves de pequenos torsos nos ramos
mas não dormem os homens
seguros do poder da força da lei.

Quando eles vierem dormirão os pássaros
resguardados da neblina nocturna
sob a sombra oscilante de um ramo
que a lua reflecte.

Os homens tiveram tempo
de negociar as chaves com S. Pedro
que sempre foi para estes negócios escuros.

Em suas janelas de baloiço as aves dormem
dormem as almas simples dos simples
na companhia de um coelho azul.

Rochas naturais de um lado
do outro lado guindastes de guerra
o velho violão compondo música de um lado
do outro lado o papel das repartições
o fio de sangue imperturbável de um lado
do outro lado um cano de espingarda.

Onde, onde está a ferida
a imensa cicatriz que fala
que descobriu pais e mães mortos
nos ninhos?

"Condicione-se a indústria - gritam –
antes que seja tarde proíba-se a concorrência.

Urbanize-se a classe
mobilize-se o exército de terra
com reforços de mar e céu.

Fale-se a irrefutável logística dos números
mas suspenda-se a lei a favor dos animais
e a voz das espingardas - SÓ PROVISORIAMENTE.

Depois o ultimatum, rendam-se e mais nada."

Há aves fora da lei cruzando o céu
há aves clandestinas pisando a terra
há aves comendo e não lhes é permitido comer.

Ai dos solteiros - reza a Bíblia - ai dos sós
que a chama dos infernos consumirá
ai das aves que voam de continente a continente
ai das líricas ninhadas desurbanizando
as linhas previstas da construção civil
ai dos condores que voam alto
ai dos pintassilgos com penas amarelas
ai dos mochos que têm olho grande
mas não têm pé leve
ai de quem tiver asas
ai de quem tiver penas
ai de quem não pertencer
à última constituição por plebiscito
ai de quem não nomear um representante
para a sociedade das nações
ai dos mortos
ai dos vivos
ai das flores
ai do ar azul
ai do que for puro nesta terra dos homens.

"Legisle-se, legisle-se a favor,
legisle-se contra, mas legisle-se,
sem lei não se respira, anda ou evolui,
legisle-se a favor dos homens
e num parágrafo único a favor
dos que vão à caça ,
à mercê, coitados, das aves carniceiras
que cantam sob as nuvens
que adivinham o tempo
que debicam as colheitas
que prejudicam de centigramas
a economia mundial
que dominam o mundo com os seus olhos
de infinita doçura
de infinita melancolia
que provocam as pupilas dilatadas
a irritabilidade glandular dos caçadores
as tropas de choque dos caçadores que avançam
porque há uma lei
porque se diz que vai haver uma lei
porque tem de haver uma lei
que os homens fizeram porque para isso os fizeram uma lei contra os pássaros finalmente e a favor dos homens."

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<61-10-07> <chestov-1> ver file da série <ser> a que este texto se refere – inédito ac de 1961

QUANDO LI CHESTOV

Tavira, 7 de Outubro de 1961 - Disse-te para ler Chestov e vou explicar porquê. Quando o li - As Revelações da Morte - renasci. O que escrevi então, Março a Dezembro de 1960, foi o percurso dessa metamorfose, dessa conversão, dessa desintegração-integração íntima. Chamei-lhe Prefácio ao Ser, ou prefácio ao silêncio, ou confissões do subterrâneo, ou etc. Depois de escrito, vi que falara a surdos. Nascera, praticamente, do nada ( e é que nascera mesmo do nada). Procurar quem falasse a mesma língua, seria uma solução. Mas quem poderia falar a mesma língua - a do silêncio?

Assim decorreu o tempo, um ano, até 5 de Outubro de 1961. Teremos de considerar esse dia uma data histórica, não?

Não procuro prosélitos para nenhuma causa. Liberrimamente proponho apenas que sejamos religiosamente livres e que se descubra cada qual na sua metamorfose, na sua conversão. Que morra, para renascer!

Não vos incito a esta conversão ou metamorfose por arbítrio ou capricho.

E por isso vos devo dar conta das motivações profundas a que obedeci:

a) A crítica produzida pelo pensamento moderno às raízes e princípios do próprio pensamento o movimento da razão contra a razão, desde os psicanalistas (ortodoxos e dissidentes) aos indeterministas e às correntes verificadas no que se tem chamado Modernidade e Arte Moderna, - tudo contribui para desacreditar a padrão cultural vigente e procurar, no subsolo, não só arrancar as raízes dessa como implantar as de uma cultura nova, viva, fascinante;

b) O constrangimento feito à minha liberdade por todas as instituições que se guiam pela razão (ou dizem guiar-se) e têm (ou dizem ter) ideais humanistas: Estado, Escola, Igreja, Exército, etc., fez-me preferir o reino do desumanismo e da des-razão, da inocência e da insciência, de que só raros vestígios a cultura oficial consente e que tem de ser. adivinhado por intuição, pressentimento, instinto. Todo o animal acoçado, porém, afia o instinto...

c) O enfado que foi a escola e a inutilidade da cultura ali praticada, fez-me procurar uma cultura mais próxima do homem, mais próxima da vida, mais próxima da prática.

d) Na escola ou fora da escola, sempre a lei em frente do nariz, sempre a infernal máquina hierárquica, sempre a camisa de forças burocrática. Concluí então que: ou a lei ou eu. A escola e demais instituições nada mais faziam que fomentar, instituir e infiltrar a lei, a partir da lei das leis, do dogma dos dogmas - a lei da Razão. O indivíduo lutando contra a Instituição (martelo pilão da história) é que cria a lei, a sua lei e para isso é necessário descer aos infernos, mergulhar em si, usar o "nosce te ipsum" socrático mas arriscando tudo no mergulho.

e) Ainda que o mundo legal me agradasse, não poderia durar nele.

Reconhecendo-me um dia estruturalmente absurdo, não poderia realizar-se num mundo lógico ou pretensa e idealisticamente lógico. A redução a mim próprio era a redução ao absurdo e ao absoluto, era a entrada no subterrâneo, único lugar do absurdo dos homens absurdos. O manicómio para os loucos, a prisão para os delinquentes, o hospital para os doentes, o cemitério para os mortos. Chacun à sa place.

f) Ainda dei ouvidos aos defensores da Razão, alegando que todas essas instituições não servem a genuína lei racional e que num mundo futuro, então sim, tudo seria o paraíso planificado racionalmente.

Ora onde estava ou poderia vir a estar a razão, nunca soube. Soube que, antevendo uma sociedade idealmente racionalizada, nem por isso fiquei mais entusiasmado. E com razão ou pseudo-razão, preferi o reino do absurdo. Desci à cave.

g) Mais certo que no Paraíso socialista e racionalista, acreditei no Apocalipse. Se a morte total é certa, quem vai construir? Construir para quê e para quem? Só criar, se é que vale a pena alguma coisa. E para criar é preciso, justamente, destruir. Pois criar é criar uma cultura e terá que destruir-se a falsa cultura para nascer a verdadeira.

Mais um motivo duplo para descer ao subterrâneo e aí seguir, ao ritmo das bombas termo-nucleares do Apocalipse, o infindável rio secreto.

h) Esta antinomia morte-vida, além de todas as outras antinomias, também me conduzia à conversão, pois se o solo é o mundo das antinomias, só no subsolo essas antinomias obtêm solução em sínteses (a síntese criadora). O dilaceramento angustioso do homem ocidental só termina pela conversão ao ser (que a cultura vigente designa de nada), pela metamorfose poética.

i) Independentemente de outras razões, o mundo oculto é , por natureza, o mundo maravilhoso, fascinante; até na natureza é assim, quer o das profundezas submarinas, quer o das profundezas inconscientes e subconscientes, quer de toda a experiência social clandestina: sociedades secretas, prostituição, roubo, etc. Isto seria só por si uma razão suficiente para dar ao diabo as claridades cartesianas do mundo lá de cima.

j) Mas além da fascinação própria ao mundo oculto, proibido, secreto, subterrâneo, iria concluir que, além de constitucionalmente absurdo, era também eroticamente uma aberração ou anormalidade. Da misantropia à misoginia vai um passo e o resto, em relação à moral vigente, só poderá viver em regime de clandestinidade, se a vítima não se resolver pela abstenção ou "ascese sexual" (palavrão que oculta muita coisa).

Mais uma vez o mundo das trevas me chamava, desta feita por um poderosa força que é só por si liberdade: o amor.

l)Sentindo-me, por instinto, oposto à maior parte das artes e das letras que se iam vendendo, via que tudo nesse campo estava errado mas que ninguém se queria aperceber do erro. Também aí eu teria de reverter à Grande Corrente, ao Rio Subterrâneo. Opondo-me a líricas, críticas e estéticas, descobria que poesia é criação e que os grandes poetas eram simultaneamente os grandes Iniciados no amor, na liberdade e na morte, os detentores do segredo, os decifradores da esfinge, os que atingiram o coração da realidade, os que foram o que eram, os perseguidos por amor da verdade (sinceridade). Também eles tinham sido os homens das masmorras, os segregados do brilhante mundo das luzes. Soube que poetas, evidentemente, só podiam ser esses. Nada tinham a ver com o que se ia apresentando aqui com tal nome.

Mais uma vez, era a voz subterrânea que tinha razão (na sua sem-razão de sempre).

m) Sem diploma, ficaria na roda dos pelintras, nos esgotos da cidade, no caixote do lixo dos arranha-céus. Sempre com os humilhados e ofendidos no rés-do-chão, na cave, teria de ser mais uma vez e por mais um motivo, homem subterrâneo.

n) A problematização da liberdade no mundo moderno, feita por escritores como Alberto Camus, Sartre, Huxley, Sinclair Lewis, Henry Miller, Harold Laski, Santayanna, George Orwell, Virgil Gheorgiu, Maiakovski, Kedros, Duhamel, Bertrand Russel, Raul Proença, António Sérgio, Fidelino de Figueiredo Herbert Read, Thoreau, Miguel Torga, Romain Rolland, etc etc levar-me-ia a concluir que a cultura baseada na razão e no produto da razão científica - a técnica - , se não tem fatalmente que conduzir à escravidão aviltante, aos paraísos nacionais socialistas ou internacionais socialistas e arredores concentracionários, em 99% dos casos isso acontecerá (tem acontecido, está acontecendo e tudo leva a crer que continuará a acontecer). Só há uma probabilidade entre 100 desta cultura não conduzir à desumanização esclavagista e à morte.

Prefiro a incultura ou des-cultura do homem subterrâneo, entretanto.

o) O subterrâneo é o símbolo justo para a necessidade e fome de absoluto e do sagrado, pois que o sagrado é o proibido, o oculto, o clandestino, o secreto, o subterrâneo.

p) Aprendi em Chestov a "luta contra as evidências". Era preciso ir contra a facilidade de aceitar como verdades as certezas de carácter racional. Por que raio será essa a verdade e até a única? Porque não será a verdade apenas ou também o rumor indeciso, vago, nebuloso das profundezas? Foi com Chestov que o símbolo do subterrâneo se me impôs. No entanto a conversão já se iniciara com a "experiência do nada" de Artaud e, anteriormente, mas menos intensamente, em Beckett e Fernando Pessoa.

q) Verifiquei que não era eterno e que, indo pela conversa dos homens "cultos", só sendo eterno poderia ser culto, isto é, poderia ser homem. Quer dizer que só seria homem se tivesse sido deus. Era necessário então descobrir a cultura que me desse a posse de mim próprio, a minha unidade perdida, o meu eixo de rotação intelectual e translação afectiva, o meu núcleo vital. E essa só a poderia encontrar descendo abaixo do nível médio, mediano e medíocre da "omnitude". E desci. Se o não fizesse, ficaria vivendo por procuração, isto é, morrendo.

r) "Que tédio a vida, meus senhores" - esta frase de Gogol pode encontrar-se repetida em centenas de homens inteligentes e sensíveis. Só o bruto não se enfastia. O homem é o único animal que conhece o tédio, porque também é o único animal que conhece a cultura, a cultura do solo, evidentemente. Porque a do subsolo não entedia. Fascina, apaixona, polariza, deslumbra, exalta.

Foi essa a grande resposta dada aos mestres do Tédio pela consciência obscena ou subterrânea: a resposta de que o tédio dos românticos, a misantropia dos solitários, a neurastenia do fin-de-siècle, a angústia do século vinte, o pessimismo dos "vencidos da vida", o cansaço dos suicidas, o masoquismo dos ascetas e místicos, o encontro do nada em Kafka, Pernando Pessoa, Beckett e Artaud, será vencido e superado pela única acção que não é acção neste mundo da merda social, ou neste mundo social da merda: a acção obscena, ou poética, ou absoluta. Acção subterrânea, se quiserdes. Acção revolucionária e subversiva. Acção de toupeiras trabalhando e sonhando. Não é o suicídio, o masoquismo, a abstenção, o onanismo afectivo, a solidão estéril, o recalcamento dos instintos e paixões, não é nada disso que nos poderá salvar deste morrer diário do " (Chestov). Isso foi a resposta de gerações que aceitaram a morte da vida (desta vida a que toda a lei nos constrange) e não quiseram descobrir na morte (aquilo que se considera morte relativamente ao social) a vida verdadeira.

Com a minha conversão, apenas vos proponho que vivais. E que glorifiquemos o dia maravilhoso em que iremos nascer.

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1-1 temas em cadáver esquisito <65-10-07-vi-ce>

SAEM POR ENQUANTO COM MALETAS

Lisboa, 7/10/1965

Saem por enquanto com maletas
ou dos volantes vomitam nas sarjetas

Andam por enquanto surdos
ou escondem-se à verdade pelos cantos

Comem por enquanto o mundo
enquanto cavam os alicerces mais fundo

Vão de costas sentar-se na latrina
e a luz só de os ver os assassina

Não receiam o mapa por enquanto
deslizam involuntariamente ao nosso encontro

Caminham para os bancos amestrados
enquanto por enquanto os ratos gordos

Ninguém os toca acusa ataca
ninguém lhes anuncia

que dos poços das ruas das valetas
eles governam o medo e o mundo

e a noite
mas não governam o dia.

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< 93-10-07-mk> <vacinas>

DICIONÁRIO DE ECOLOGIA HUMANA

V - VACINA 

Durante mais de oitenta anos, existiu em Londres uma revista dedicada a propaganda contra a vacinação antivariólica, intitulada «The Vaccination Inquirer», tendo acumulado inúmeros testemunhos sobre a inutilidade e perigos da inoculação.

De vez em quando, no Parlamento inglês, um deputado encarrega-se de fazer uma interpelação ao ministro da Saúde acerca do assunto, e muitos ministros respondem dando razão aos interpelantes.

Um diz por exemplo: « Na Inglaterra e País de Gales, nos últimos 22 anos, até Dezembro de 1953, apenas duas crianças com menos de cinco anos morreram de varíola.

No mesmo tempo, morreram cem crianças vitimadas pela vacinação. De 1938 e 1942, registaram-se vinte mortos, em crianças de menos de cinco anos, atribuídas à vacina e nenhuma à varíola.».

A Grã Bretanha é também o país onde vigorou durante anos uma disposição legal chamada «cláusula de consciência» - que salvaguarda o direito de os pais não autorizarem a vacinação dos filhos.■