03-10-04

Posted by Big-Bang - sábado, 4 de Outubro de 2003

Retrovisor (1971-1997) ->Day by day
26 anos de memórias

<71-10-04-di>

EXTRA - TERRESTRES

Descobrir se aquilo que chamamos Natureza e universo natural - nós próprios como espécie e o globo em que habitamos como planeta - não é mais nem menos do que a criação de seres dotados de infinita inteligência e de poderes infinitos e de uma tecnologia avançadíssima - não será uma pergunta interessante para submeter aos computadores, no intervalo das coisas e perguntas sérias? Quer dizer: utilitárias?

Quem nos diz a nós que, em vez de produtos naturais, como julgamos ser, nós não seremos já artefactos de outros seres mais evoluídos que nos governam desde sempre?

< 72-08-19-ie>

UM MÍNIMO

DE CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA(*)

 

[Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «Diário do Alentejo», 4-10-1972 ]

Terrível, no meio disto tudo que ao meio ambiente diz respeito, é que um mínimo de consciência ecológica é logo tachado de alarmismo pessimista pelos funcionários da Inconsciência, da frivolidade e da Ignorância, o que, tudo somado, dá igual a funcionários do Crime.

Terrível é que o maior crime, o maior pecado cometido hoje contra e humanidade, chama-se exactamente inconsciência ecológica.

Este ciclo vicioso é, creio, o que mais pessimista torna as visões mesmo optimistas sobre o próximo futuro: o ciclo vicioso de serem as massas maioritárias que contribuem pela sua irresponsabilidade, para efectivamente o meio natural se ver destruído dentro de poucos anos.

Já não se trata de uma possibilidade remota., que nos deixe dormir descansadinhos esta noite, porque o "terremoto" está só marcado para amanhã às dez; já não se trata de continuar consumindo nossos gadgets ( para prosperidade da sociedade consumista), porque o incêndio só nos devorará a casa amanhã às onze: trata-se de já estar a ruir a casa e das chamas já nos entrarem pelas janelas.

A humanidade já hoje se auto-devora numa manifestação colossal de super-canibalismo.

O homem lobo do homem tem sido, infelizmente, ao nível da exploração económica, o leit-motiv deste curto e chato período da humanidade chamado "civilização" ; em sentido mais ou menos figurado, o canibalismo sempre tem existido: ele será, no entanto, um facto generalizado quando a fome endémica do Terceiro Mundo chegar às sociedades armadas e organizadas da abundância capitalista, que de sugar o Terceiro Mundo têm vindo a viver há séculos.

O ciclo fecha-se antes que o mundo subdesenvolvido da miséria absoluta possa reconquistar a terra que lhe roubaram ( e a cultura de que dispunha, a civilização de que desfrutava).

Porque a estas horas a lógica irrefreável do capitalismo galopante já depredou todos os recursos, instaurando a miséria e a fome nos próprios territórios que até agora tinham sido os da super-abundância consumista.

Terrível, também, e sintoma que não deixa lugar a esperanças, é que a lei da quantidade ameaça asfixiar cada vez mais a qualidade, em tudo. E a qualidade ( a vida) desta vez, é não já um caso de luxo ou de requinte, é não já um supérfluo consumista mas um caso de sobrevivência da espécie e das espécies.

Se o maior crime é a inconsciência ecológica e a frivolidade, então nós vemos, diariamente, a esmagadora maioria (precisamente porque o é) cometer esse crime contra si própria: este o ciclo vicioso, este o sintoma de maior pessimismo, esta a contradição que nos estrangula.

É em nome da maioria que os canais de informação e formação pública distraem essa mesma maioria, levando a roda do ano ocupando o tempo e o espaço ora com a histeria das Olimpíadas, ora com a das voltas à França, ora, ora, ora....

A tudo isto - diz-se - a Imprensa, a Rádio, a TV não podem fugir porque servem o público e o público lho exige. Ciclo vicioso. Os "mass media" jogam na frivolidade e cometem contra a humanidade o crime da Frivolidade em nome da própria humanidade.

Porque é em nome da maioria (da quantidade) que se descartam os problemas considerados pruridos de minorias sem representação estatística, minorias de sensibilidade que nada tem a ver com as maiorias insensíveis a variações de qualidade da existência. Consomem e é tudo.

Este desprezo pela qualidade da existência é perfilhado tanto pelas ideologias reaccionárias como pelas ideologias ditas progressivas (progressistas) mas que só às curvas de rendimento e produtividade atendem, alegando que urgente e prioritário é

o económico, deste dependendo o resto.

Eis onde o ciclo se torna vicioso e ameaça estrangular tudo. No desprezo pela qualidade da existência começam todos os fascismos, venham em nome das direitas ou das esquerdas.

Verifica-se esse desprezo, por exemplo, no caso concreto da poluição pelos ruídos. Qualquer protesto contra a inflação de ruídos e contra a peste que ameaça de colapso nervoso milhões de pessoas, é olhado com um sorriso de desdém, pois há sempre problemas muito mais importantes do que o ruído, algo que nem sequer se vê...Nem mede, nem pesa. Algo que não se traduz estatisticamente. O ruído - argumentam técnicos daqui e dali - não é problema que afecte maiorias, só as sensibilidades mais irritadiças se sentem afectadas.

Tratando-se, com efeito, de um factor qualitativo da existência ( afectando o psíquico e não o material), ao qual a lei da quantidade praticada por todas as entidades não reconhece vigência neva importância, não há funcionário nenhum do Crime Organizado que é a civilização tecno-burocrática que lhe dedique mais do que um sorriso de complacente desprezo.

Em nome dos problemas prementes, de relevância quantitativa), ou das diversões maioritárias, nega-se pura e simplesmente o direito de publicar uma simples carta ao director, apelando para que as autoridades ponham cobro à vaga de poluição pelo ruído.

No fundo, talvez esse desprezo pela qualidade da existência se compreenda: é que quanto mais aviltado estiver o cidadão consumidor ( e o ruído é uma fonte inenarrável de aviltamento) mais submisso fica à lei da quantidade que rege a psicose consumista. Um bornal recusará, portanto, publicar uma carta protestando contra o ruído, mas talvez publique outra queixando-se do lixo nas ruas e até dos bilhetes espalhados no chão do metro...

Quer dizer: O lixo é concreto, material, pesável, ocupa espaço, logo é reconhecível e permite protestos. O ruído ainda não é considerado um lixo, porque só afecta o sistema nervoso e o sistema nervoso da pessoa humana, quem se ocupa ou preocupa disso: é qualquer coisa de que os jornais só se lembram que (não) existe quando noticiam crimes, suicídios, alcoolismo, surménage, neuroses, a verdadeira loucura colectiva de que se encontram possessas populações inteiras no pesadelo das populosas cidades. Das populosas, «progressistas» e «civilizadas» cidades.

Até onde pode ir o desprezo que esta sociedade tecnoburocrática nutre pela vida? Quer dizer: pela existência? Quer dizer: pela qualidade?

Até onde?

+

<86-10-04-ie>

 

A FOME PRÉ-FABRICADA:

VEGETARIANOS À FORÇA

[ Este texto de Afonso Cautela foi publicado na «Crónica do Planeta Terra», jornal «A Capital», 4-10-1986 ] - O banquete dos nossos hábitos carnívoros (cuja outra face é, sem sombra de dúvida, a fome do Terceiro Mundo) anima-se, de vez em quando, com mais um episódio burlesco dos muitos que vão tecendo o fabulário dos nossos canibalescos e fascinantes consumos.

É de registar como até borregos checos, de boa raça para reprodução e que com tal fito - diz-se - tinham sido importados, obedecendo ao preceito bíblico "multiplicai-vos uns aos outros", se tornem em história e manchete de jornal.

Não fora a indignada reacção da Associação de Criadores de Ovinos do Sul (A.C.O.S.) , que se viu ultrapassada nos seus legítimos interesses por uma importação-pirata de borregos e nem uma palavra teria transpirado sobre este caso, sobre mais este atentado contra a saúde do consumidor.

A diferença, no fundo, não é grande: teríamos comido borrego radioactivo sem o saber, enquanto agora vamos comer borrego sabendo já que ele é radioactivo e veio da Checoslováquia. Em ambos os casos, comemos e choramos por mais.

A autorização oficial - note-se - é para dez mil bicos, pois o holandês importador avantajou-se no contingente, não fosse ele esgotar-se ao bom preço a que vinha!

O DISCURSO OFICIAL

O discurso emanado, a propósito, das entidades mais ou menos oficiais, veterinárias e pecuárias é, por seu turno, de um requinte digno de grandes e abastadas mesas. Além de insultuoso, como sempre, para a inteligência média do cidadão médio, que as entidades tomam sempre por parvo, é de empanzinanço no que toca às contradiçõezecas marotas.

Depois de se dizer que os borregos não tinham acusado radioactividade (?) , logo a seguir a mesma entidade acrescentava: "a verdade é que não foram feitas análises". Quanto a borregos abatidos e borregos não abatidos, o diz-não-diz foi modelar. Ora havia já mais de mil e duzentos em carcassa, ora havia só doze... Quanto ao destino que os supraditos animais vão ter, as declarações oficiais foram igualmente claras e pertinentes: "Ordem de abate" decreta o Ministro da Agricultura, enquanto o Dr. Fernando Paisano, da Junta Nacional dos Produtos Pecuários, diz que "se forem detectadas doenças ou radioactividade, os borregos serão incinerados no matadouro(???) , caso contrário serão vendidos em leilão."

Todo este discurso, sereno, coerente e tranquilizador, vem a propósito de dois mil borregos, estando ainda e portanto, pelas nossas contas, mais nove mil na calha para passar a fronteira.

E assim se finou mais um episódio do Chiqueiro Nacional. Às tantas, agências e jornais cansaram de falar, e calaram-se. Pronto: calados os jornais, tranquilizados os consumidores (que vão ter borrego muito mais barato e tenrinho), o processo seguirá os trâmites normais, todos no seu devido lugar, incluindo os borregos no matadouro e no bucho dos clientes.

160 MILHÕES PARA O CHIQUEIRO

"Comida importada leva-nos 160 milhões de contos só em 1986" ( 11/Setembro/1986) titulava em manchete o jornal "Correio da. Manhã".

Títulos como este alimentam a psicose nacional de inquietação, desespero e pena. É que não há maneira de termos pena de nós próprios. O absurdo do desperdício é impressionante e eventualmente sensacional, colocado em manchete de primeira página, em dia e mês com muita falta de assunto jornalístico.

Visto mais de perto, dá impressão que é assunto sem solução.

Entretanto é best-seller em alguns países do Mundo um livro que compendia e sistematiza a verdade sobre a mentira da Fome, quer dizer o absurdo dos desperdícios alimentares de que este monstruoso sistema se alimenta.

Demonstrando que a fome é um mito alimentado por altíssimos interesses e negócios, esse livro de Francis Moore Lappé, intitulado Diet for a Small Planet (Dieta para um Planeta Pequeno)(*) faz a análise energética do absurdo, dos mitos e das mentiras, concluindo que o actual modelo alimentar (carnívoro) conduzirá a Humanidade ao holocausto no médio prazo, enquanto no curto prazo eterniza os conflitos Norte-Sul, desenvolvidos contra subdesenvolvidos.

CRISE FABRICADA

Os que defendem intransigentemente os prazeres da carne ainda não quiserem ver , ainda não quiseram perceber que não é carne de vaca, porco ou borrego, aquilo que comem, mas a carne dos milhões de crianças do Terceiro Mundo mortas à fome. Isto não é metáfora.

Os que defendem intransigentemente os prazeres da carne arranjarão, portanto, mil e um alibis, incluindo o próprio niilismo, para deixar que o absurdo, o desperdício, a mentira da Fome se perpetue.

Entretanto, a retórica, mais ou menos emanada da F.A.O., sobre esfomeados continuará, a monocultura do Eucalipto e outras monoculturas esgotantes continuarão, os incêndios florestais continuarão, a desertificação do território continuará, as importações astronómicas de alimentos continuarão, o endividamento português continuará (e aumentará), em suma, a palhaçada da crise continuará e eles a comerem-nos pelas pernas como bons carnívoros que se prezam.

Não abdicaremos é do Porco. É fundamentalmente - diga-se - para a criação de porcos que se importam cereais... Nem um décimo seria necessário, se os cereais importados se destinassem, como seria lógico e saudável, ao consumo directo do cidadão, em vez de seguirem para duas indústrias ou manipulações: a das rações para animais e a dos óleos (ditos) comestíveis.

Quando a Análise Energética, ciência recente, conta isto por números, traduzindo em termos matemáticos as intuições dos ecologistas, mandam-na calar e só não lhe dão taroucada porque é ciência já ensinada (ainda que em segredo) em algumas universidades.

Nas universidades não se ouvem os porcos gemendo e tossindo nas pocilgas e as pessoas, nos restaurantes, também não ouvem, nas pocilgas, os porcos gemendo e tossindo, desde que nascem até que morrem, quatro meses na engorda à custa de antibióticos, hormonas, sulfamidas, etc

Se eu amanhã me atrever a publicar este sermão contra o absurdo do desperdício e os prazeres da carne dos carnívoros, tenho uma carta do eng.. Orlando Carrilho a dizer que não percebo nada de pocilgas, nem de horta, e até é verdade.

Ah! Como este País gosta de se masturbar nos delíquios da Crise, na convulsão das próprias misérias e sangrias de exportação de capitais! Como adoramos carpir o nosso fado !

Cento e sessenta milhões de contos para comida (de porcos) só em 1986?

Que interessa isso se, no fim de contas, os consumidores de cenourinhas são bem mais magros e ridículos?

Magros, ridículos e subdesenvolvidos serão: só não têm é nada a ver, decidida e rigorosamente nada a ver, nem com os 160 milhões de contos exportados, nem com a diária comezaina de criancinhas vivas.

Magros, ridículos e subdesenvolvidos , sim, mas só não têm é nada a ver com mitos desenvolvimentistas, mentiras, fomes fabricadas, aldrabices, lavagens ao cérebro.

Lavam daí as suas mãos e quem adorar porco que se lamba e lhe faça muito bom proveito.
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(1) A edição em língua portuguesa desta obra foi lançada no Brasil, por uma poderosa editora de São Paulo, a Global-Ground, aliás especializada em tecnologias apropriadas e alternativas ecológicas para a sobrevivência.

<93-10-04-vv>

C

4/10/1993 - CARANGUEJO - Marca de automóvel extremamente volátil, especialmente usada em emergências de fuga. A Polícia conhece-o pelo nome familiar de piu-piu. - Parte da flor que não possui pericarpo (em desuso na literatura moderna). - Fortim edificado nas traseiras das casas romanas para defender as famílias do ataque de formigas gigantes.- Nome popular dado a alguns partidos de esquerda que não conseguem andar para a frente.

< 97-10-04>

*
 Poço de petróleo arde no Golfo do México desde 3 de junho. Em 26 dias, perdeu-se o equivalente a 750 mil barris de petróleo. O oceano é parte integrante da biosfera da terra. O poço vai despejar até à eternidade, nada o pode impedir. Entretanto, dizem todos que não podemos passar sem petróleo. E sem Oceano, iremos poder? Porque não deu ainda a ONU o alarme do que pode vir a ser , caso não consiga controlar o poço, o Fim da terra?

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Se, de facto, as imagens de Kobe, as imagens da Holanda a afundar-se, as imagens de Palhais (par de suicidas do Barreiro) não são imagens do Apocalipse, então pergunto-me o que são.

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Viajam, fartam-se de viajar. É o pânico peripatético. (4/4/1991)

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Temos falta de água porque somos hidróvoros
temos falta de energia porque somos energívoros
temos falta de alimentos porque somos carnívoros
temos falta de tempo porque somos cronóvoros
temo falta de humanidade porque somos antropófagos

+

< 97-10-04>

<axiomas1>

 

NOOLOGIA : PENSAMENTOS AMPLIADOS

AXIOMAS E TRUÍSMOS

Faça-se a luz. - Goethe
Só sei que nada sei. - Sócrates
ADN da célula: mecanismo maravilhoso de intercomunicação de informação. (A.C.)
Tudo é energia ( A.C.)
O espectro electromagnético não esgota o espectro vibratório que se estende entre dois infinitos (A.C.)
O cancro, no Planeta Terra, deve ter exactamente a Idade da Queda: 41 mil anos.
Com a Queda perdeu-se o conhecimento alquímico da Vida e, portanto, surgiu a energia (do Cancro) da anti-pedra filosofal.
Só pela Alquimia , pelo renovo do conhecimento alquímico e da Cura Iniciática, se pode voltar à Era antes da Queda, ou seja, à 1ª Idade de Ouro.
Que não quererá significar Paraíso mas apenas uma terra sem Cancro.
Entra Alquimia , sai Cancro. Sai a Alquimia, entra o Cancro.
A diferença entre a vida (qualquer ser vivo) e um automóvel, é que o ser vivo é um fim em si mesmo e o automóvel não (A.C).
Ki não é uma energia física , nem mental, mas irriga uma 3ª dimensão onde corpo e espírito são apenas um.
A era do Aquário é regida pelo número de Ouro.
O japonês Do (Tao em chinês) significa Princípio Único. - Jorge Oshawa
O corpo humano é um conjunto de 7 a 8 triliões de células.
O amor une enquanto o ódio separa. - Alexis Carrell
A testar, a testar, se ganha a Eternidade (A.C.)
Ousadia e prudência no escalar da hierarquia vibratória (A.C.)
Noologia: Chamar às energias pelos seus nomes (A.C.)

+ <anexins1>

A fome é o resultado da luta de classes. - AC
Fala mas cala-te. - AC
Não se chega a Deus pelos livros, mas por causa de alguns (maus) livros pode nunca se chegar lá. - AC
A vida é ritmo, organização , estrutura e forma. - Jacques A. Mauduit, in «En Las Fronteras de lo Irracional»
Tudo muda menos a mudança. - D.H. Lawrence, in «O Amante de Lady Chaterley»
Faça-se Luz. - Goethe

+ <lapidarr>

Instabilizar para reinar (5/4/1986)
Quanto mais fantástico, mais real, neste tempo em que os tecnocratas não se cansam de curar um crime tecnológico com outro crime ainda maior(21/12/1985)
O homem, cobaia do homem
O sistema que vive de ir matando os ecossistemas precisa de sofismas como de pão para a boca.
Uma sociedade que intoxica para alienar e que aliena para intoxicar (17/Julho/1986): centro de toda a ecologia humana
Se não fizeres prodígios, ninguém te acreditará (1986)
São tão doces as medicinas doces! (1987)
Não têm os antibióticos o nome com eles? (29/11/1986)
Além de água, a indústria pesada consome democracia.
Guerra ecológica é a guerra total (e final)
Os retrocessos do progresso.
O Diabo tece-as e Deus, pelos vistos, dorme (17/1/1979)
Luta de classes é a guerra civil por outros meios (9/7/1983)
Será a guerra nuclear a expressão suprema da luta de classes? (9/7/1983)
Tudo ocorre ao contrário do que a ciência futuriza (5/11/1983)
Pacifistas da guerra e belicistas da paz (5/11/1983)
O sadomasoquismo do hedonismo ( 12/3/1983)

+ < >

O mais ecológico é sempre o mais económico: na vida da terra em geral e na vida do homem em particular.
O mais ecológico é sempre o mais económico - ainda quando a curto prazo o não pareça.
Em regime de opressão totalitária, o que aparece não é e o que é não aparece.
O que é não aparece, o que aparece não é (a lei dos travestis).
O reino de Deus é o reino da Liberdade.

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O homem adapta-se a tudo.
Quanto pior, melhor.
O ser humano acaba por se adaptar à poluição.
Vamos viver com os sismos que temos, com os desastres que temos, com as doenças que temos.
A vida é perigo, viver é viver perigosamente. (Mussolini?)
Todo o progresso tem um preço e quem paga esse preço devem ser os consumidores desse progresso.
Cada povo tem o (ditador) governo que merece.

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< 97-10-04-nb-cm> note-book-contra a medicina

4-10-1997

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Perturbações meníngicas -> um dos efeitos da vacina contra a varíola -> algum dia, alguém denunciou este crime que vem desde o advento da vacina contra a varíola? -> Será possível encontrar alguma das grandes doenças modernas que não sejam sequelas das vacinas? ->todo o trabalho para desmontar o Crime da Iatrogénese está por fazer -> Um movimento clandestino não seria demais para promover essa linha de investigação fundamental

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Novembro/ 1981 - O texto que a seguir se publica, com o título «A Chatice de existir vista à luz iniciática» poderá ser, entre outras coisas, uma forma frustrada de responder à questão de todas as questões, talvez a questão central da Ecologia Humana:
 Para que serve afinal a Doença, a Dor e a Morte?■