03-10-02

Posted by Big-Bang - Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2003

Retrovisor (1990-1998) -> Day by Day,
8 anos de memórias

<90-10-02>
1-1 <escalada> 1188 caracteres - ecos ac de eh - intuições ac  (*)

[2-10-1990 ] - A partir do momento em que o ruído é descoberto pelas indústrias como boa fonte de receita, a escalada ou reacção em cadeia começa.

Muitas indústrias vão então especializar-se em produzir ruído (discos, gira-discos, festivais pop e rock, motores e escapes de motores, aviões super-sónicos, etc.), de modo que os efeitos sobre o sistema nervoso e psíquico do cidadão comecem a dar frutos: o cidadão então, antes de entrar em coma acústico, recorrerá à indústria (médica, farmacêutica, cirúrgica, etc.) tentando curar-se das doenças do ruído, que aliás nem identifica como doenças do ruído. O sistema tem tudo preparado para que a causa nunca se relacione com o efeito. Caso isso acontecesse, muitas indústrias faliam. Relacionar o efeito com a causa, sendo o acto ecológico por excelência, é um dos actos mais subversivos que há, é o acto ecológico por excelência.

Como mostra o ruído, desde que uma indústria se torne em doença e uma doença em indústria, a escalada já não pára. Não há ponto de retorno ou retrocesso para este moto contínuo.

A escalada do ruído: típico processo do crescimento infinito e da sua necessidade de automultiplicação e proliferação cancerígena.
- - -
(*) Estas linhas aparecem, ao que me parece, no prefácio ao livro «A Indústria do Ruído».

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1-1
<94-10-02-DG>
= diálogo com o grupo -  dia-dia = folha geral de apontamentos (diário geral )

 2/Outubro/1994 - Façam a prova do espelho: escrevam o vosso nome num papel frente a um espelho. Vejam em que sentido é que a (leitura da) informação se faz. E têm aí o que fizeram todos os sistemas de explicação do universo desde a Queda. Ou seja: desde a Atlântida (dizem uns) ou desde a Lemúria (dizem outros).

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1-1 < 94-10-02-ci-dg> ciclo de iniciação = diálogo com o grupo
2048 bytes <dia-dia><dia-dia = folha geral de apontamentos (diário geral )>

 2/Outubro/1994 - A sida, a ser alguma coisa, é uma metástase da medicina

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Antes Centro de Medicina Vibratória do que Centro de Medicina Veterinária

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Não me lembrar dos sonhos tem, para mim, uma interpretação menos depreciativa do que aquela que me foi sugerida pelos terapeutas seminaristas. Sinto que o meu sono mergulha a uma grande profundidade e é natural que, no regresso, já não me lembre do que sonhei, lá no fundo.

Acho, pois, menos saudável o sono superficial que, esse sim, permite ao sonhador lembrar-se com nitidez do que sonhou. Também se poderia alegar que o sonho corresponde a uma fase de auge das ondas alfa, as quais vão decaindo até zero, momento em que o cliente acorda.

E já não se lembra, naturalmente, do que sonhou muito antes. ( 22/10/1994).

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1-2 < 98-10-02-ph-ah> afonso dos projectos
<escola-6>

PARA CARLOS VENTURA

2-10-1998 - Carlos: Deves receber hoje, em correio azul, as duas notícias. Na do prémio Hipócrates , continuo a considerar que, nesta fase, não deviam ainda ser revelados nomes. A partir do momento em que saibam os nomes, os media desinteressam-se, queimam a notícia de qualquer maneira e não vão estar na sessão solene . Que deveria, segundo penso, ser exactamente para proclamar os prémios. Sem querer fazer disto os óscares da academia, mas a surpresa ainda é o que poderá mover os mídia a darem alguma atenção ao acontecimento. Inclusive a telefonarem para a escola a querem saber, em exclusivo, os nomes premiados. Caso concordes, a notícia seria nos seguintes termos:

Durante uma sessão solene, a realizar em Lisboa, na Sociedade de Geografia, dia 13 de Outubro de 1998, pelas 18 horas, serão atribuídos, pela primeira vez , os prémios Hipócrates, destinados a galardoar, todos os anos, entidades e personalidades que se distinguiram na campo das alternativas naturais e ecológicas à medicina convencional.

A iniciativa dos Prémios Hipócrates é da Escola Superior das Ciências Naturais e Homeopáticas (ESCNH).

Para Carlos Ventura, um dos directores da Escola, estes prémios servem a causa das terapias naturais e são uma prova de gratidão para com aqueles que, através dos tempos e lugares, lutaram pela justa causa da saúde pública que é o sector natural da saúde.

As seis modalidades abrangidas pelos Prémios Hipócrates pretendem cobrir e prever as situações que podem vir a ser merecedoras desses prémios:

Jornalismo/Comunicação Social
Saúde e Ecologia
Companheiros de Hipócrates
Instituição
Personalidade
Vida e Obra

Os nomes escolhidos pelo júri, neste primeiro ano do Prémio Hipócrates, serão proclamados na sessão solene do dia 13 de Outubro, na Sociedade de Geografia.

O júri de elementos que, todos os anos, delibera sobre a atribuição dos prémios, é composto pelos membros da direcção da Escola de Ciências Naturais e Homeopáticas (ESCNH) :

Carlos Campos Ventura
António Novaes
Armindo Caetano
Amândio Sousa Marques

Personalidades e instituições já distinguidas em anos precedentes têm a prerrogativa de propor candidatos para qualquer dos prémios.

O regulamento dos prémios prevê ainda a sua atribuição a título póstumo, o que permite relembrar figuras notáveis do movimento naturoterapêutico, já falecidas.

Explicando as razões que estiveram na génese dos prémios Hipócrates, Carlos Ventura sublinha:

«Quisemos relembrar a importância hoje em dia tantas vezes secundarizada da figura ímpar de Hipócrates: ele continua a ter uma actualidade surpreendente, apesar dos seus dois milénios e meio de vida. Este foi um dos factores que se conjugaram para que a Escola Superior das Ciências Naturais e Homeopáticas tenha tomado a decisão de promover anualmente os prémios Hipócrates.»