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QUANTAS ECOLOGIAS HÁ?
ECOLOGIA HUMANA: POR EXCLUSÃO DE PARTES

3/10/1992 - Quanto ao reino da Natureza que abrange, a ecologia considera duas grandes áreas: Ecologia Vegetal e Ecologia Animal, já que do Reino mineral ou inorgânico ainda é cedo para reclamar uma Ecologia. O ser humano parece ficar assim excluído dos ecólogos que têm feito a chamada Ecologia Académica.

Enquanto movimento de opinião, a Ecologia passou, nos últimos anos, por várias fases que se encontram ainda hoje no palco da história.

Por exemplo: a Protecção da Natureza Selvagem ou conservacionismo. Apesar de tudo, esta corrente é ainda a preponderante em Portugal, sendo apenas nela que pensam muitos dos que hoje falam em ecologia e ecologismo.

Com o incremento das indústrias pesadas vieram depois os ambientalistas da poluição e da antipoluição, engenheiros do Ambiente, técnicos sanitários, com os quais muitos ainda hoje identificam ecologia e ecologismo: no entanto, a anti-poluição transformou-se em uma indústria como qualquer outra, pronta a ser explorada por hábeis comerciantes com diplomas de engenheiros e outros doutoramentos, dificilmente tendo alguma coisa a ver com Ecologia e ecologismo.

Vieram depois os ambientalistas políticos, quando o Ambiente, a Poluição e a Ecologia, mercê da insistência com que aparecem nos órgãos de informação, passaram a «sensibilizar as massas» e a mobilizar eleitores, tornando-se assim, esses temas, partidariamente rentáveis; surgiram movimentos juvenis do ambiente dentro dos partidos e alguns, como a coligação APU, chegaram mesmo a fabricar um novo partido, que começou por usurpar o nome de um movimento independente que já existia desde 1974, o Movimento Ecológico Português.

Em ligação com grupos, especialmente estudantis e juvenis, ditos contestatários, anarco-libertários, pacifistas, etc., surgiram os ambientalistas da destruição, que se serviram das teses mais radicais do ecologismo autêntico para as destruir por dentro.

No meio disto tudo, houve um ou dois franco-atiradores que chegaram à ecologia pela verificação da miséria humana diária e que se ficaram pela meia dúzia de temas «incómodos» que nenhum dos organismos, movimentos e tendências anteriores quiseram ou puderam assimilar.

Ainda hoje, nenhuma das «ecologias» em voga conseguiu digerir isso a que, por comodidade e à falta de melhor, chamei «ecologia humana», sinónimo de realismo ecológico ou realismo ecologista, defendido ao longo dos anos nas edições «Frente Ecológica».

«THE CHOICE»

Combater o Cancro pela Química de síntese é, para uma concepção biológica da saúde e da vida humana, contraditório. Face a esta contradição que domina a sociedade moderna, a pesquisa e a prática de Serge Jurasunas compeliu-o a conceber métodos de prevenção e cura química, já que esta, a seu ver, necessariamente agrava a situação do terreno orgânico e prejudica ou anula a cura.

Desta démarche fundamental, resultou a convicção profunda de todo um trabalho que, ao longo de década e meia e por força das circunstâncias, Serge Jurasunas designará de «medicina biológica», «bioterapia», «medicina natural» ou «naturopatia», palavras a que tem de recorrer apenas porque a Quimioterapia de síntese corrompeu o conceito hipocrático e perene (sempre e em si mesmo de respeito pelo biológico) de cura e tratamento.

É esta uma opção de tal modo fundamental, que na Califórnia (em Los Altos) se publica uma revista intitulada «The Choice» exclusivamente dedicada à «opção biológica» no tratamento de doenças degenerativas.

Neste jornal - subintitulado «The International Newsmagazine of metabolic Therapy and Freedom of choice in medicine» - faz-se regularmente o ponto da investigação mundial, em cada momento, aí se noticiando os progressos verificados nos métodos biológicos de cura, enquanto os fracassos da Quimioterapia vão fazendo bicha à porta dos hospitais...