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NOTÍCIAS (SOLTAS)
DA CLANDESTINIDADE

Arcos, 1/10/1992 - Não vou ao ponto de dizer que a Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) deveria assumir os riscos da Clandestinidade (ninguém deve, aliás, assumir esses riscos, pois ninguém é obrigado a fazer de herói). Mas o pontualismo em que a AACS se move, a casuística em que cai, parece-me forma de pactuar com a manipulação sistemática e não de lutar contra ela.

- O mais terrível neste sistema (Terror) - digno de ficção científica - é de que ele é autoregulado e talvez nem precise de nenhuma central topicamente situada a dar ordens para se pôr em marcha. É como se o sistema já estivesse automatizado e desencadeasse os processos logo que o estímulo chegue à memória de um computador central (inexistente?).

Estamos, de facto, num tempo de fábula, em que os animais, por mais ferozes, são mansos cordeiros ao lado dos rostos impecáveis que nos enganam, engrolam, vigarizam, espoliam e...etc. Não será a fábula reconfortante de Esopo, retomada por Lafontaine, mas a Fábula em que o animal mais humano ainda é o Robot.