Breves

Autofagia do liberalismo

30-09-2008

   

      Em Agosto de 2006, escrevemos sobre a autofagia do liberalismo actual, desregulado, selvagem (ver Prosa). Enganámo-nos na antevisão. Na sua vertente financeira, auto deglute-se dia após dia.

     O curioso é que os Estados guardiões do capitalismo, que deixaram a solto a parte mais voraz do sistema financeiro, com objectivos únicos de lucro a qualquer preço, intervêm, nacionalizando e mesmo condescendendo que, afinal, é necessário regular os mercados.

     Em tempo de crise profunda, e quando os políticos sentem o chão fugir-lhes debaixo dos pés, as velhas máximas são esquecidas. Como vão ser esquecidas as preocupações de agora. Quando tudo voltar ao normal com a reinvenção das mesmas velhas máximas. Até que...

O medo dá asas?!...

16-09-2008

   

     Há tratados sobre o medo. Associa-se e distingue-se o medo de receio e de temor. Fala-se de ansiedade e inúmeras fobias. Há uma ou mais casas do medo (repleta de fantasmas e seres horríveis), a Ilha do Medo (algures no Brasil), o João Sem Medo. Se não comes a papa chamo o Bicho Papão! - Coitadas das criancinhas! Há rezas a diversos Santos e Santas nas alturas de maior medo ou simplesmente para afastar os medos vindouros.

     Mas não quero falar do medo receio ou do medo temor. Prefiro encarar o medo como potenciador da coragem. A velha máxima de que a coragem é a superação do medo. Essa capacidade de ultrapassar os medos e olhar em frente, caminhando entre os fantasmas. Vencendo-nos a nós próprios. Parafraseando Goscinny em “Astérix e os Normandos”, será que o medo dá asas?

Diário do Açores

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16-09-2008

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16-09-2008

Forças da Natureza

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16-09-2008

Falta de respeito pelos clientes

01-09-2008

   

     Já escrevi aqui sobre o binómio empresa – cliente ou consumidor, como preferirem. Agora, numa perspectiva diferente, afirmo que algumas empresas, se não todas, estão-se nas tintas para quem compra os seus produtos. É que, quando querem vender, fazem prospecção de mercado, inquéritos, ofertas. Mas nunca perguntam se o consumidor está de acordo com a supressão de um determinado produto a que nos habituámos. Deixam de produzir e pronto. Sem explicações. E não é porque esse produto não seja vendável, apenas porque lhes dá mais jeito.

      Querem nomes? Não dou. Apenas digo que, a título de exemplo, posso indicar uma empresa de sumos e duas outras de águas. Quanto à primeira, recondicionou o meu pequeno-almoço, para melhor. Bebo agora sumo de laranja, acabadinho de fazer. Ficaram sem um cliente. As outras inventaram uns packs com tantas garrafas que mesmo um culturista tem dificuldade em transportar. Senhores do marketing dessas empresas, atingiram o princípio de Peter ou querem abusar da nossa paciência? Reflictam e entendam que nós, os consumidores, ao aderir as vossos produtos, temos direitos, Respeitem-nos!

Falar sem dizer nada

16-08-2008

   

     Connosco o nosso comentador que nos vai responder ao que acha da crise. “- Bem, como venho dizendo, repetidamente, acho que devo ser a única pessoa a ir ao âmago da questão, que é o das raízes do problema, com as envolvências que conhecemos, o que condiciona fortemente a evolução económica, não só ao nível do nosso País, mas de uma forma global. É previsível que durante este ano, e até meados do próximo, não se obtenham resultados visíveis que possam, de algum modo, dar sinais de um arranque significativo.”.

     Vou pensar seriamente em ser comentador. Basta ter boa aparência, falar benzinho e, sobretudo, como dizia o Padre da minha Freguesia de Jovem, “quando falamos devemos imaginar que as pessoas que estão à nossa frente são um serrado de repolhos”. Pois, o homem até tinha alguma razão. Parafraseando outro que já foi para terras dos “bifes”: - E os burros somos nós?!

Férias sem massagens

13-08-2008

   

      Depois do último post aqui colocado, pensei que uma das vantagens em ir ao Algarve, mesmo no mês de Agosto, era a possibilidade de ter uma massagem em plena praia. Ouvira a notícia de que as autoridades marítimas haviam colocado algumas restrições, mas fiei-me noutra que negava essa intenção. Gostei, sobretudo, da afirmação do Comandante da Zona Marítima do Sul: “Toda a gente sabe como começa uma massagem, mas ninguém sabe como vai acabar”.

     Ora, era esta última parte que me interessava mesmo., lembrando-me das praias da Tailândia, em que umas desgraçadas vestidas de escuro, da cabeça aos pés, davam-me cabo do couro com um sorriso desdentado e dizendo umas coisas inteligíveis. Pensei, então, que, de acordo com a estatística, no Algarve só podia ser uma brasileira, daquelas... Mas, depois de percorrer um data de praias, sem massagistas, fiquei chateado. Lá isso fiquei.

     Está a rir-se, do alto dos seus galões? Pois...Pronto. Desculpe lá, Senhor Comandante.

Vou de férias

03-08-2008

   

     ..., saindo do frenesim de Lisboa para o stress do Algarve. Porque agora Lisboa está calma e adoro as filas de trânsito, os gritos dos condutores impacientes, as bichas (é há muitas...) para os supermercados e para os restaurantes. Gosto, sobretudo, de perder uma boa meia hora a encontrar estacionamento junto da praia e de chegar à areia já bem cheiinha e barulhenta, com berros das mães e das criancinhas que me pisam a toalha e atiram areia para cima de tudo. Deliro com as conversas ao telemóvel, com a cultura das revistas cor-de-rosa, que me vão envergonhar de abrir o “Cavaleiro da Ilha do Corvo”.

     Gosto tanto disso, que acho que vou ficar por casa, a olhar para a piscina superlotada de uns quantos portuguesinhos e mais estrangeiros, vermelhos que nem caranguejo quase pronto a sair da frigideira. Está resolvido. Fico na varanda calmamente a ler e a gozar o stress dos outros. É bem feito por ter acedido a ir de férias para o Algarve em Agosto.

     Já agora, não stressem a enviar-me e-mails, porque a caixa deve encher rapidamente. Descansem e guardem as vossas mensagens para Setembro. Boas férias!

Senhor Ministro,

11-06-2008

   

     Gostava de acreditar no que diz, mas, inclinando-me reverencialmente perante Vossa Excelência, não acredito. Peço-lhe, humildemente, desculpa por não acreditar em si, mas é a minha opinião. E a Constituição dá-me o direito de opinar. Não acredito em VEXA nem em nenhum outro político deste País, que também é o meu.

      Não seria preciso dizer-lhe porquê, mas devo-lhe uma explicação: não posso acreditar em políticos que dizem e desdizem, ao sabor de notícias da comunicação social e dos momentos propícios a votos. Não gosto do populismo, das meias verdades e da distorção dos factos. Detesto os políticos porque não acrescem nada, limitam e reduzem tudo. Porque não têm uma visão de futuro, objectiva, concertada. Vivem para si, para a estrutura partidária, para os interesses de grupo. De costas voltadas para os cidadãos. É o que pensa uma esmagadora maioria. É o que eu sinto também.

      Julgando do pouco interesse destas conjecturas para V.ª Ex.ª, gostava, no entanto, de o informar que, ao contrário do que sempre afirmei, sou agora um Iberista convicto. Não sei se terá caneta para tomar nota, mas aconselho-o a nomear um escriba para acrescentar ao meu muitos outros nomes de cidadãos de Portugal. Até ao Estado Ibérico, se não for apenas o de Espanha..

 
Distância das palavras

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11-06-2008

Melro preto

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11-06-2008

Anglo recto

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11-06-2008

 
Assim vai...

27-06-2008

   

... a Língua Portuguesa. “Tar” em vez de estar. “Tão” em vez de estão. Não mereceria reparo se esse linguajar não fosse da responsabilidade de figuras públicas, incluindo deputados e governantes, a quem se exige a preservação daquele património, falando correctamente, dando o exemplo para os cidadãos e, sobretudo, para a Escola. “Tão, badalão” soa o sino, tocado a preceito pelo Sacristão. “Ão, ão, ladra o cão. Camões deve estar a coçar os... cabelos, desvelo de poeta de um Pais imaginário. Fadário?! Não existe. Apenas a educação e a cultura, que se iniciam nos bancos da Escola e se cultivam. Retomada a polémica do Novo Acordo Ortográfico, convinha manter a matriz da língua portuguesa.

   
Auto estima

11-06--2008

   

      O apoio à Selecção é uma das poucas fugas ao nosso quotidiano nacional. É verdade que somos bons no Futebol. Mas somos tão bons, ou mesmo melhores, noutras áreas, individual e colectivamente. Individualmente, destacamo-nos um pouco por todo o Mundo. Colectivamente, apenas nas grandes ocasiões. Somos incapazes de no dia-a-dia, consistentemente, projectar e construir um futuro sustentado.

      Porque perdemos a noção da História, a grandeza de um País pequeno, mas que deu novos mundos ao Mundo? Porque não nos recompusemos da perda de um Império que perdurou para além do tempo de validade? Porque, após o 25 de Abril, não nos soubemos reconciliar com o passado? Porque a Escola ensina quase tudo, mas não contribui para a formação do carácter e, de geração para geração, também os pais perderam os sentidos de pertença e de partilha?

      Não sei responder a essas questões. Apenas acredito que se tivéssemos a mesma atitude que nos envolveu e envolve nos Euros 2004 e 2008, em torno de desígnios e projectos nacionais, com uma direcção política despida de partidarismos e capaz, Portugal seria, com certeza, um dos Estados mais prósperos da Europa.

   
Dói-me a alma

08-06--2008

   

     Não me apetece fazer poemas, textos, mais ou menos, inteligentes ou vulgares. Dói-me a alma. E quando a alma dói, o corpo fica moribundo. Não sente, não reage, não anima. Vegeta. O que nos faz ficar assim? O cansaço, do trabalho intenso, das noites de insónia acumuladas, da doença que não nos dá tréguas?

 

     Não. É tão simples a resposta: - Dói-me a alma porque deixei de amar. E quando o amor acaba, ficamos assim, bobos, irritados, desmedidos. Vazios. Sem saber porque o amor morreu. Sobretudo, quando conscientes de que não irá renascer das cinzas que apagaram definitivamente a paixão que o mantinha. Há palavras que matam.

   
Bens essenciais

25-05--2008

   

     Vivemos em permanente condicionamento das nossas vidas. À mercê de especulações várias, repetidamente.. Agora são os bens essenciais, como os cereais e memo o petróleo. Os preços aumentam constantemente, apenas em função de especuladores que se estão nas tintas para a fome e morte, para a economia, em particular dos países mais fracos.

    Já escrevi aqui que este liberalismo é auto-fágico. E pasmo com as declarações dos líderes mundiais, que afirmam nada se poder fazer, por serem as leis do mercado a ditar os preços.  Os bens essenciais não podem estar na Bolsa. Tal como outros bens, não podem estar sujeitos a especulação. Basta proibir. Para isso servem as organizações internacionais. Impedindo que os próprios direitos humanos fiquem em causa, com as diatribes de gente sem escrúpulos.

    Quando se fazem abaixo-assinados globais, porque não pensar numa grande campanha internacional contra este estado de coisas?

 
Folar do Algarve

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25-05-2008

Prelúdio e fuga

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25-05-2008

 
Publicidade Parva

14-03-2008

   

     Não sendo muito permeável à publicidade, confesso que alguns anúncios me mexem com os nervos.

   A afirmação inicial tem a ver com situações concretas, como a do meu circuito semanal pelo hipermercado, orientada, cirúrgica, sem perdas de tempo. Ao ponto de, numa Páscoa passada, me ter telefonado um supervisor qualquer a indagar da minha reposta a um inquérito à boca da caixa, em que tinha afirmado não me ter apercebido da grande promoção instalada à entrada e visível para qualquer mortal. Confirmei, para grande espanto dele e, creio, maior incredulidade, devendo ter-me catalogado, na melhor das hipóteses, como anormal.

   Mas não é isso que me mexe com os nervos. O que me incomoda mesmo é a publicidade parva. Que não apresenta nada e tenta vender tudo. Desde a Banca, passando pelos telemóveis e Internet, até ao comércio em geral. Às chamadas telefónicas, devem arrepender-se do tempo gasto. Aos anúncios sou quase indiferente, a não ser que ofereçam exactamente aquilo que necessito na ocasião. Mas, mesmo não tendo qualquer interesse no produto oferecido, acho piada a alguns spots de non sense, como os dos Gato Fedorento ou a criança preocupada com o pai que não está preparado para as novas tecnologias. Agora, irrita-me, solenemente, a estupidez gratuita. Como “Eu é que não sou parvo” e outra publicidade de que não se entende o propósito, como inculcam a sensação de que só não compra quem é burrinho da Páscoa.

   Não sei se esta publicidade obtém grandes resultados. Comigo é que não contam com certeza.

 Lisboa, 14.03.2008

 
Idos de Outubro

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14-03-2008

A ganância dos números

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14-03-2008

 
ABC

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14-03-2008

 
Amiga

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14-03-2008

 
A Cidade

07-01-2008

   

   Vivo na cidade porque gosto de me sentir incógnito entre a multidão. Dizia eu isso há muitos anos atrás. Era então quando se manifestava o antagonismo com um meio pequeno, onde vivera e em que toda a gente se conhecia. As coscuvilheiras das janelas, debruçadas sobre o seu pequeno Mundo, faziam chegar, nunca soube porque artes, a notícia das minhas peripécias nocturnas a casa antes do meu regresso. Porque não havia telefone e o passa-palavra estava impedido por uma ponte e mais uns bons metros de estrada. Embora nunca tenha ligado muito a isso, senti-me muito mais livre e senhor de mim mesmo na Capital, descobrindo os novos horizontes.

   Hoje, não sei se é assim. Vivo na Cidade como se não vivesse. Faço um percurso diário periférico e volto-lhe costas sempre que posso. Tento dosear a “baixa” como medicamento de recurso e inevitável. Reconheço as vantagens das grandes superfícies comerciais, mas sei, quase sempre, à partida, onde está o que quero mesmo. No hipermercado levo cerca de meia hora nas compras da semana. As promoções passam-me, quase sempre, despercebidas. No ano passado, sofri a vergonha de me terem telefonado a pedir explicações por ter respondido a um inquérito em que afirmava não ter notado o “Festival da Páscoa” ou outra coisa parecida, que até tinha milhares de ovos e coelhinhos. Não vi mesmo, mas compreendo o desespero deles com pessoas assim como eu.

   Mas ainda não respondi à minha própria dúvida. Tento pensar como seria viver longe da cidade, num qualquer lugar. Talvez até a poucos quilómetros da Capital. Mas nem imagino. Sou dos acérrimos defensores da descentralização e da criação de valências locais. Vocifero contra os engarrafamentos, contra a poluição, contra a perda de tempo e do tempo não vivido, mas não me imagino a viver fora da Cidade. É uma contradição, aceito. É como sentir, ao mesmo tempo, que estou longe e perto, com tudo à mão. É como estar isolado, sabendo que posso ter um banho de multidão anónima, que me pode apetecer cumprimentar, mas não tenho de o fazer e muito menos de inventar conversas de ocasião. Coisas de ilhéu!... (A foto é de uma rua estreita para os lados de Alcântara)

 Lisboa, 22.01.2003

     
Fraga dos Medos

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07-01-2008

     
A Porta

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07-01-2008

     
Anjo Negro

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07-01-2008

   
A notícia, a deformação e as implicações

22-11-2007

   

   Lisboa, 22-11-07. Vladimiro Valadim, conhecido artista plástico afirmou, em entrevista ao Jornal Ocaso, publicada hoje, que é capaz de matar a mulher e os filhos se não poder continuar a vender as suas obras. Segundo fonte segura, a Polícia Judiciária irá deter o artista para interrogatório. Esperamos receber mais desenvolvimentos deste caso a qualquer momento.

 

   Veja a entrevista integral em www.ocaso.pt (se não abrir, clique em prosa).  

   
O Aposentado

01-11-2007

   

   Como me podia reformar no próximo ano, fiz a lista das tarefas que me manteriam ocupado durante cada dia do resto da minha vida.

   De manhã, depois de tomar o pequeno-almoço ia para o Jardim da Estrela jogar às damas e olhar nostalgicamente as miúdas que passassem. Claro que não ia esquecer a alimentação dos pombos, assim me restassem alguns euros para o milho.

   À tarde, ficava cá pelo Bairro, deambulando nos passeios, espetando a bengala nos buracos, olhando a roupa interior feminina baloiçando nos estendais. Dando uma ponta de conversa com os cães e gatos que se atravessassem no meu caminho, já que vizinhos poucos conheço.

   Como não me estou a ver nestas andanças, nem a babar-me de senilidade, tenho de reconhecer que o adiamento da minha aposentação para daqui a dez anos foi uma óptima prenda, que me faz sentir muito mais jovem. Obrigado!

     
Afastamento e recato

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01-11-2007

     
Pancrácio e Furioso

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01-11-2007

   
Livro de Visitas

17-10-2007

     Retomamos o Livro de Visitas, depois do interregno de alguns meses, por razões de ordem técnica.

     Agora, fica de novo à sua disposição Não se esqueça de o assinar, deixando o seu comentário, sugestão ou crítica.

   
Quero futebol!!!

14-10-2007

   

     Que fim-de-semana chato. De futebol, apenas a equipa das quinas que, por acaso, até ganhou. Mas mais nada. Sábado, apenas com aquele temperozinho vindo do Arzebeijão e o Domingo vazio. Nadinha. Estou frustrado e com as nádegas doridas de tanto roçar no sofá, procurando uma posição cómoda, e maldizendo duplamente o zapping da Televisão e da Rádio.

     Quero lá saber do Orçamento de Estado, do Congresso do PSD, do Prémio Nobel da Paz e do Santuário de Fátima, ou de outra coisa qualquer. O que quero mesmo é Futebol, com Mourinho, Scolari, escândalos, muitas banalidades e repetições... Não é disso que querem que a gente goste?

   
O gato parasita

10-10-2007

   

     Brinca, ronrona, come, dorme, espreguiça-se e repete o ritual. Mia e enrosca-se nas pernas, se a tigela da comida está vazia. Zanga-se se não lhe fazem a vontade. Tem expressões concretas: contente, observador, curioso, chateado. Não tem dono, os donos são os escravos. Apesar do egoísmo, admiro a independência do gato. O meu Soichiro interage, manifesta-se, extravasa, mas contém-se nos limites perante o gesto que condiciona o reflexo armazenado. Digamos, portanto, que é bem-educado.

    O que me chateia é que o aprendiz de gato, apesar de propalar independência, tenta ficar aos cuidados de dono com poder, mordendo-lhe as canelas ao primeiro sinal de fraqueza, fazendo-se depois de vítima, abandonado, à espera de novo dono que satisfaça os seus caprichos. Mas esse não é gato. É um parasita.

   
Da gravata ao piercing

26-09-2007

   

     A imagem do executivo cinzentão parece estar a mudar. Agora até já usam piercings. Será um sinal dos tempos? O marketing obriga a uma nova imagem? A gravata, associada a símbolo do poder, ainda hoje mantém essa função? Um executivo de piercing inspira confiança, sobretudo quando responsável de uma empresa de referência? Imaginem o Tio Belmiro em reunião do Conselho de Administração da Sonae, com três executivos/as desses, com piercings no nariz, na sobrancelha e na língua...

     O que lhe virá à cabeça? Haverá uma incompatibilidade entre a gravata e o piercing ou este é equivalente ao alfinete da dita ou ao símbolo da empresa, do clube de futebol, do Colégio Militar ou de outro qualquer que se usa na lapela e que significam pertença à organização? Podemos falar de fetiches profissionais? Os piercings ficam igualmente bem nos homens e nas mulheres ou retiram a masculinidade e acentuam o feminismo (que provocação!)? Pensem e responda quem quiser.

 
Amor sereno

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26-09-2007

     
As formas

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26-09-2007

   
Proteger a Terra

05-08-2007

   

     Urge proteger a Terra para permitir a vida dos nossos descendentes. Os maiores poluidores do Planeta (USA, China, Índia...) acordaram em ampliar a produção e uso mundial de biocombustíveis, de modo a reduzir a dependência global em relação aos combustíveis fósseis e as emissões de gases do efeito estufa. No entanto, iniciativas como esta, além da longa demora em alcançar efeitos práticos, não deve passar, nos próximos tempos, de uma simples demonstração de boas vontades. E há muito mais a fazer noutros domínios.

     Entretanto, os efeitos vão-se fazendo sentir um pouco por todo o lado. Vamos finalmente despertar para este problema real? Ou queremos vir a ser classificados pela História como os responsáveis pela morte da Terra?

   
Missão: serviço público.

29-07-2007

   

     O senhor Provedor do Telespectador é ingrato para a RTP1. Dando voz a uns quantos descontentes da vida, vai criticando a programação deste canal da televisão pública. Eu, que anda mais pela “dois”, não posso deixar de insurgir-me contra tamanha blasfémia. Do pouco que vejo da “um”, constato que cumpre a sua missão de serviço público, apostando sobretudo na formação cultural, na criação de novos gostos, na elevação dos comportamentos, e etc...

      “... bóbis bestiais... que não sujam os quintais... e nada saltiões ... cães de loiça... que não ferram os ladrões... o seu gato deu 25 pirocadas na bunda do meu... filho da truta...”

      Sarau Cultural em Reguengos, transmitido na noite de 28 de Julho, durante uma boa hora de televisão. Senhor Provedor, vai uma garrafinha de tinto? Sei que foi para férias, mas há coisas que, mesmo em descanso, é melhor esquecer. É que, por muito que fale – e aprecio o seu esforço -, isto não muda mesmo, a não ser para pior!