Camilo Castelo Branco
1825 - 1890
Camilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco nasceu em Lisboa, a 16 de Março de 1825, na Rua da Rosa, filho ilegítimo de Manuel Joaquim Botelho e de Jacinta Rosa do Espírito Santo, uma sua criada. Antes dele, tinha já nascido uma outra filha do casal, Carolina. No ano seguinte, a família mudou-se para a Rua da Oliveira.

A mãe morreu em 1827 e o pai perfilha Camilo e a irmã dois anos depois, em 1829. Camilo iniciou os estudos primários em Lisboa (1830), na escola de mestre Inácio Minas, situada na Rua dos Calafates, e depois na escola de Satírio Salazar, na Calçada do Duque.

Casa de S. Miguel de Ceide

No ano seguinte (1830) a família desloca-se para Vila Real, onde Manuel Joaquim tinha sido colocado como responsável pelos correios. Acusado de fraude, o pai é demitido em 1831 e regressa a Lisboa, onde acaba por falecer em 1835.

Os parentes decidem confiar a educação dos dois órfãos a uma tia paterna, Rita Emília — uma das personagens de Amor de Perdição —, e os dois regressam, por isso, a Vila Real (1836). Quando a irmã se casa (1839), instala-se com o marido em casa de um cunhado, o P. António de Azevedo, em Vilarinho de Samardã, nas proximidades de Vila Real. Camilo acompanha-a e recebe do P. António uma educação literária e religiosa tendente ao estado clerical; terá então sido iniciado nos clássicos portugueses e adquiriu os conhecimentos básicos de latim e francês. Simultaneamente contactou de perto com a vida rural, que depois iria descrever em algumas das suas novelas.

Bibliografia:
Os Pundonores Desagravados (Poesia) - 1845
Juízo Final e O Sonho do Inferno (Poesia) - 1845
Agostinho de Ceuta (Teatro) - 1847
Delitos da Mocidade (Diversos) - 1847
Maria! Não Me Mates, Que Sou Tua Mãe! (Ficção) - 1848
A Murraça (Poesia) - 1848
O Caleche (Poesia) - 1849
O Marquês de Torres Vedras (Teatro) - 1849
O Último Ano de Um Valido (Diversos) - 1849
O Clero e o Sr. Alexandre Herculano (Polémica) - 1850
Improviso (Poesia) - 1850
Inspirações (Poesia) - 1851
Anátema (Ficção) - 1851
Salve, Rei! (Poesia) - 1852
Revelações (Polémica) - 1852
Hosana (Poesia) - 1852
Um Livro (Diversos) - 1854
Duas Épocas na Vida (Poesia) - 1854
Folhas Caídas, Apanhadas na Lama (Poesia) - 1854
Mistérios de Liboa (Ficção) - 1854
A Filha do Arcediago (Ficção) - 1854
Cenas Contemporâneas (Diversos) - 1855
Livro Negro de Padre Dinis (Ficção) - 1855
A Neta do Arcediago (Ficção) - 1856
Onde Está a Felicidade? (Ficção) - 1856
Um Homem de Brios (Ficção) - 1856
Justiça (Teatro) - 1856
Duas Horas de Leitura (Ficção) - 1857
Lágrimas Abençoadas (Ficção) - 1857
Espinhos e Flores (Ficção) - 1857
Purgatório e Paraíso (Teatro) - ?
Solemnia Verba/ Cenas da Foz (Ficção) 1857
Carlota Ângela (Ficção) - 1858
Vingança (Ficção) - 1858
Que Fazem Mulheres (Ficção) - 1858
A Beneficência (Poesia) - 1859
Abençoadas Lágrimas! (Teatro) - 1861
O Morgado de Fafe em Lisboa (Teatro) - 1861
Doze Casamentos Felizes (Ficção) - 1861
O Romance Dum Homem Rico (Ficção) - 1861
Revista do Porto (Diversos) - 1861
Cenas da Foz (Ficção) - 1861
Duas Horas de Leitura (Diversos) - 1861
Poesia ou Dinheiro? (Teatro) - 1862
As Três Irmãs (Ficção) - 1862
O Último Acto (Teatro) - 1862
Amor de Perdição (Ficção) - 1862
Memórias do Cárcere (2 vols.) (Narrativa?) - 1862
Coisas Espantosas (Ficção) - 1862
Coração, Cabeça e Estômago (Ficção) - 1862
Estrelas Funestas (Ficção) - 1862
Anos de Prosa (Ficção) - 1863
Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado (Ficção) - 1863
O Bem e o Mal (Ficção) - 1863
Estrelas Propícias (Ficção) - 1863
Memórias de Guilherme do Amaral (Ficção) - ?
Noites de Lamego (Diversos) - 1863
Cenas Inocentes da Comédia Humana (Ficção) - 1863
Agulha em Palheiro (Ficção) - 1863
Amor de Salvação (Ficção) - 1864
A Filha do Doutor Negro (Ficção) - 1864
No Bom Jesus do Monte (Diversos) - 1864
Vinte Horas de Liteira (Ficção) - 1864
Divindade de Jesus e Tradição Apostólica (Diversos) - 1865
Esboços de Apreciações Literárias (Crítica) - 1865
O Esqueleto (Ficção) - 1865
Horas de Paz (Diversos) - 1865
Luta de Gigantes (Diversos) - 1865
O Morgado de Fafe Amoroso (Teatro) - 1865
A Sereia (Ficção) - 1865
A Enjeitada (Ficção) - 1866
O Judeu (em 2 vols.) (Ficção) - 1866
O Olho de Vidro (Ficção) - 1866
O Santo da Montanha (Ficção) - 1866
Vaidades Irritadas e Irritantes (Polémica) - 1866
A Queda dum Anjo (Ficção) - 1866
A Bruxa de Monte Córdova (Ficção) - 1867
A Doida do Candal (Ficção) - 1867
Cavar em Ruínas (Diversos) - 1867
Cousas Leves e Pesadas (Diversos) - 1867
O Senhor do Paço de Ninães (Ficção) - 1867
Mosaico e Silva de Curiosidades (Diversos) - 1868
Mistérios de Fafe (Ficção) - 1868
O Retrato de Ricardina (Ficção) - 1868
O Sangue (Ficção) - 1868
As Virtudes Antigas ou a Freira Que Fazia Chagas e o Frade Que Fazia Reis (Diversos) - 1868
Os Brilhantes do Brasileiro (Ficção) - 1869
D.António Alves Martins Bispo de Viseu (Biografia) - 1870
O Condenado (Teatro) - 1870
A Mulher Fatal (Ficção) - 1870
A Morgadinha de Val-d'Amores e Entre a Flauta e a Viola (Teatro) - 1871
Voltareis, ó Cristo? (Diversos) - 1871
Carrasco de Victor Hugo José Alves (Ficção) - 1872
Livro de Consolação (Ficção) - 1872
Quatro Horas Inocentes (Diversos) - 1872
A Espada de Alexandre (Diversos) - 1872
O Visconde de Ouguela (Biografia) - 1873
O Demónio do Ouro, em 2 vols. (Ficção) - 1873-74
Ao Anoitecer da Vida (Poesia) - 1874
Correspondência Epistolar entre J.C.Vieira de Castro e C.C.B., em 2 vols. - 1874
Noites de Insónia (Diversos) - 1874
O Regicida (Ficção) - 1874
A Vida de José do Telhado (Diversos) - 1874
A Filha do Regicida (Ficção) - 1875
A Caveira da Mártir, em 3 vols. (Ficção) - 1875-76
Novelas do Minho (Ficção) - 1875-77
Curso de Literatura Portuguesa (Crítica) - 1876
Cancioneiro Alegre (Antologia) - 1879
Os Críticos do «Cancioneiro Alegre» (Polémica) - 1879
Eusébio Macário (Ficção) - 1879
Suicida (Diversos) - 1880
Luís de Camões (Biografia) - 1880
A Corja (Ficção) - 1880
Ecos Humorísticos do Minho (Diversos) - 1880
A Senhora Rattazzi (Polémica) - 1880
Perfil do Marquês de Pombal (História) - 1882
Narcóticos, em 2 vols (Diversos) - 1882
A Brasileira de Prazins (Ficção) - 1882
D. Luís de Portugal (História) - 1883
A Questão da Sebenta (Polémica) - 1883
O General Carlos Ribeiro (Biografia) - 1884
O Vinho do Porto (Diversos) - 1884
Maria da Fonte (História) - 1885/86
Serões de S.Miguel de Ceide, (Diversos) - 1885/86
A Lira Meridional (Crítica) - 1886
Boémia do Espírito (Diversos) - 1886
A Difamação dos Livreiros Sucessores de Ernesto Chardron (Polémica) - 1886
Esboço de Crítifca/Otelo/O Mouro de Veneza (Crítica) - 1886
Vulcões de Lama (Ficção) - 1886
Nostalgias (Poesia) - 1888
Delitos da Mocidade (Diversos) - 1889
Nas Trevas (Poesia) - 1890

Com apenas dezasseis anos (1841), Camilo casa com Joaquina Pereira de França e instala-se em Friúme (Ribeira de Pena). O casamento precoce parece ter sido resultado de uma mera paixão juvenil, não tendo resistido muito tempo. No ano seguinte prepara-se para ingressar na Universidade, indo estudar com o Padre Manuel da Lixa, em Granja Velha.

Em 1843 nasce a sua filha Rosa e decide inscrever-se na Escola Médica do Porto. Nos anos seguintes frequenta irregularmente as aulas e chega mesmo a perder o ano por faltas, em 1845. Pensou ainda em matricular-se no curso de Direito, em Coimbra, mas o projecto não teve continuidade. Nesse mesmo ano faz a sua estreia literária com o poema herói-cómico Pundonores Desagravados

Em 1846 encontra em Vila Real a jovem Patrícia Emília de Barros — sua prima — e foge com ela para o Porto, sendo perseguido pela justiça, em resultado da queixa dos parentes da moça. Passa a colaborar nos jornais O Nacional e o Periódico dos Pobres. Escreve a peça Agostinho de Ceuta, que é representada pela primeira vez num teatro de Vila Real.

Depois da morte da esposa (1847), Joaquina Pereira, muda-se para o Porto e entrega-se a uma vida de boémia, entremeada com escândalos de carácter amoroso, ao mesmo tempo que se dedica mais profissionalmente à actividade jornalística, prestando colaboração ao Jornal do Povo. Rosa, a sua filha legítima, morre e nasce uma outra filha, Bernardina Amélia, fruto da relação com Patrícia Emília.

Em 1850 instala-se durante algum tempo em Lisboa e passa a viver exclusivamente da sua actividade literária. É por esta altura que conhece Ana Plácida, noiva de Manuel Pinheiro Alves, o que não o impede de se envolver amorosamente com uma freira do Porto, Isabel Cândida Vaz Mourão. Decide então inscrever-se no seminário do Porto, decisão a que não será estranho o casamento de Ana Plácido, mas rapidamente abandona o curso de Teologia. Nos anos seguintes funda dois jornais de carácter religioso, O Cristianismo (1852) e A Cruz (1853) e continua a colaborar com vários outros, em ocasiões distintas.

Em 1857, transfere-se para Viana do Castelo, como redactor do jornal A Aurora do Lima. Ana Plácido vai também para lá, a pretexto de apoiar uma irmã doente, e a ligação entre os dois torna-se pública. O escândalo cria-lhe dificuldades com vários jornais em que colaborava. Talvez por isso decide publicar o jornal O Mundo Elegante, em 1858. Ainda nesse ano, sob proposta de Alexandre Herculano, é eleito sócio da Academia Real das Ciências. Por essa altura, Camilo e Ana Plácido passam a viver juntos e deslocam-se de terra em terra para fugir à justiça. Em 1859 nasce o filho Manuel Plácido.

Após queixa de Manuel Pinheiro Alves contra a mulher e o amante, Ana Plácida é presa em Junho de 1860 e Camilo foge à justiça durante algum tempo, mas acaba por entregar-se em Outubro, ficando detido na cadeia da Relação do Porto, onde é visitado pelo próprio rei D. Pedro V. Finalmente, em Outubro de 1861 os dois são absolvidos pelo juiz, curiosamente, pai de outra grande figura das letras, Eça de Queirós.

Em 1863, nasce em Lisboa o segundo filho do casal, Jorge, que viria a criar-lhe sérios problemas, com o seu alcoolismo crónico. Com a morte de Manuel Pinheiro Alves, o marido de Ana Plácido, Manuel Plácido, legalmente seu filho, herda a casa de São Miguel de Ceide, em Famalicão. No ano seguinte, já instalados em São Miguel de Ceide, nasce o terceiro filho, Nuno, que viria, também ele, a manifestar comportamentos desregrados durante a juventude. Ao longo destes anos, Camilo desenvolve uma intensa actividade literária, ganhando notoriedade pública como escritor.

Em 1868 volta ao Porto para dirigir a Gazeta Literária. No ano seguinte passa longas temporadas em Lisboa, embora o domicílio familiar permaneça em São Miguel de Ceide. Anos depois, em 1875, pensando na educação dos filhos, transfere a residência para Coimbra. Dois anos depois, o filho mais velho, Manuel Plácido, morre. Por esta altura Camilo tem já alguns problemas de visão, que se irão agravar com a idade.

Mais tarde, em 1881, participa activamente no rapto de uma jovem para a casar com o filho Nuno. As relações com o filho degradam-se e Camilo acaba por o expulsar de casa em 1882. Em 1883, atormentado por dificuldades financeiras, leiloa a sua biblioteca. Em 1885 é-lhe finalmente concedido o título que ele solicitara em vão, quinze anos antes — visconde. Em 1888 casa com Ana Plácido.

Definitivamente cego, suicidou-se na sua casa em S. Miguel de Ceide, em 1 de Junho de1890.

O ESCRITOR

Camilo foi seguramente o primeiro escritor profissional português. Durante quase toda a sua vida activa assegurou a sua subsistência e a da família, depois de assumida a relação com Ana Plácido, com os seus trabalhos jornalísticos e as novelas que publicava em ritmo frenético: a sua bibliografia ultrapassa muito a centena de títulos, descontada a profusa colaboração espalhada pelos jornais da época.

Essa actividade literária tão intensa — "forçado das letras", chamou-lhe alguém — bem como a leitura frequente e atenta dos escritores portugueses, sobretudo os clássicos, são os principais responsáveis pelo domínio da língua, que revela em numerosas passagens das suas obras. É verdade que o ritmo vertiginoso com que escrevia (o Amor de Perdição, por exemplo, terá sido escrito em cerca de quinze dias) não lhe permitia trabalhar como gostaria a escrita. Essa urgência da escrita é certamente a grande responsável pela irregularidade qualitativa da sua obra, onde encontramos textos de inegável qualidade a par de outros que não conseguiram resistir ao tempo.

Embora seja um escritor da segunda metade do século XIX, a verdade é que muitas das suas novelas reflectem o clima social, político e mental da primeira metade — época extremamente conturbada, a nível político, e marcada por profundas transformações de natureza social.

As invasões francesas, iniciadas em 1807, obrigaram ao exílio da família real no Brasil. Esse facto mostrou a fragilidade do poder estabelecido (a monarquia absoluta) e terá certamente dado força aos grupos sociais mais favoráveis aos ideais proclamados pela Revolução Francesa — liberdade, igualdade, fraternidade — ou simplesmente interessados em substituir o poder das classes tradicionais (nobreza e clero) pelo seu próprio poder.

Essas duas forças estavam muito equilibradas e o conflito entre absolutistas e liberais prolongou-se só vindo a resolver-se, a favor dos segundos, em meados da década de 30. O facto de as ideias liberais, de origem francesa, poderem ser associadas ao invasor do país (os sucessivos exércitos de Napoleão) terá fortalecido a adesão de muita gente ao grupo absolutista, adiando a implantação da monarquia constitucional. O anticlericalismo da facção liberal também não contribuía para a expansão das suas ideias, já que a população rural, religiosa, analfabeta e controlada pelo clero, rejeitava com vigor as ideias defendidas pelos "herejes".

Quando finalmente em 1834 os absolutistas são vencidos, o conflito transfere-se para o campo liberal, opondo conservadores e progressistas. A estabilidade só chegará em 1851, com a Regeneração.

Ora, Camilo formou-se, como homem e como escritor, nesta sociedade em efervescência. E é nesse clima de agitação, de instabilidade, que decorre a acção de muitas das suas novelas.

As suas novelas constituem um painel descritivo, em tom frequentemente sarcástico, da sociedade portuguesa do século dezanove. A sua atenção debruça-se sobretudo sobre uma aristocracia em clara decadência — material e moral — e uma burguesia em ascensão, que, aos seus olhos, se destaca pela boçalidade.

A obra de Camilo é, em grande parte, um reflexo do seu próprio percurso biográfico. A agitação, a instabilidade, os raptos, o conflito entre a paixão e a razão que encontramos nas novelas de Camilo, encontramo-los igualmente na vida de Camilo. Por outro lado, como profissional das letras que era, Camilo não pôde ignorar os apelos do seu público, que os editores traduziam sob a forma de pressões incontornáveis. Camilo vivia da escrta, e para isso precisava vender, o que implicava obedecer de alguma maneira às solicitações do público leitor. É essa sujeição aos gostos dominantes que explica também a "conversão" naturalista, detectável nas últimas obras de Camilo.

Independentemente dessas cedências, há na sua obra passagens antológicas, onde transparecem os costumes, os comportamentos, os geitos de falar do norte de Portugal.

A exuberância, o imprevisto, o excesso passional das suas intrigas cativaram igualmente a geração literária dita ultra-romântica, que o homenageou quase no fim da vida.

A intriga é quase sempre de teor passional, como se esperaria de um escritor romântico. Os impulsos do coração determinam a acção das personagens principais, que, normalmente, se defrontam com outras, movidas por outros impulsos menos ideais: o estatuto social, as rivalidades familiares, os interesses económicos...

As suas intrigas são frequentemente demasiado lineares, mas não se pode negar a Camilo uma capacidade de efabulação notável.

As condicionantes estéticas da sua época, os circuitos editoriais, a sociologia e psicologia do seu público e a sua própria personalidade impuseram à sua obra novelística características fortemente românticas. No entanto, a sua longa permanência de quase meio século na vida literária, e a sua dependência financeira da escrita, levaram-no, talvez a contragosto, a tentar acompanhar a evolução ideológica do seu tempo. Daí que o mais romântico dos nossos escritores nos apareça, quase no fim da vida, a ensaiar uma escrita realista e até naturalista.

É autor de uma obra multifacetada. Nela se destaca, como sabemos, a componente novelística, mas estende-se também pelo teatro, jornalismo, ensaios biográficos e históricos, poesia, polémica, crítica literária, além de dezenas de traduções e uma extensa epistolografia.

Obras consultadas:
Breve História da Literatura Portuguesa, Texto Editora, Lisboa, 1999
SARAIVA, A.J. e LOPES, O., História da Literatura Portuguesa, Porto Editora, Porto, 12ª ed., 1982
ABREU, Maria Fernanda de,"A Brasileira de Prazins" (introdução), Editorial Ulisseia, s/l, s/d

Ligações externas:
Projecto Vercial
A novela camiliana
Amor de Perdição (texto integral)


© APRENDER PORTUGUÊS • 1999