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Associação Online de Autores de Genealogia em Português principiantes |
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Sendo um portal, a Genealogia.pt não tem serviço de resposta a questões nem faz investigação.
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Muitas pessoas nos contactam para saber como podem iniciar uma pesquisa genealógica. Embora esse não seja o objectivo da Genealogia.pt, é com muito gosto que aqui lhes deixamos algumas dicas: 1 Recolher junto da família, principalmente dos seus membros mais velhos, o maior número possível de informações, desde o nome de todos os familiares conhecidos, as datas e locais dos respectivos nascimentos, baptismos, casamentos e óbitos, profissões e cargos, bens patrimoniais (sobretudo casas e quintas), histórias e lendas de família, informações avulsas, referências bibliográficas, manuscritos e documentação de toda a ordem (bilhetes de identidade, passaportes, testamentos, registos de compra ou venda, etc.) 2 Recolher e identificar com os mais velhos toda a informação iconográfica disponível: fotografias antigas, quadros a óleo, desenhos, brasões, monogramas, ex-libris, etc. 3 Com estes dados, construir uma árvore de costados (todos os ascendentes) e as várias árvores de descendência (todos os descendentes de determinado casal) o mais completas possível. 4 Verificar depois todos os dados recolhidos, iniciando uma pesquisa pelos registos de nascimento/baptismo, casamento e óbito de cada um dos antepassados, começando pelos pais, passando aos avós e por aí adiante... Em Portugal, os registos dos últimos 100 anos estão nos Registos civis. Os anteriores estão nas Arquivos distritais (assentos paroquiais). Como cada registo/assento refere o nome dos pais e avós e a respectiva naturalidade, pelo menos, é relativamente fácil comprovar e/ou completar uma árvore de costados pelo menos até ao início do séc. XVIII. 5 Devem recolher os dados não só dos antepassados mas também dos colaterais, ou seja, pelo menos de todos os filhos de cada casal antepassado. Devem também tomar nota dos padrinhos e testemunhas, que muitas vezes são familiares. 6 É natural que encontrem certa dificuldade na leitura exacta de alguns assentos paroquiais, principalmente os mais antigos ou deteriorados. É uma questão que têm de ultrapassar como puderem, sobretudo com prática, concentração e algum auxílio que consigam obter nos arquivos. 7 Depois de concluir a investigação nos registos e assentos paroquias, podem passar a investigar noutro tipo de registos, nomeadamente as inquirições de genere (sobretudo para padres, mas não só), os notários, os prazos, os arquivos concelhios e, enfim, todo o tipo de registos existentes no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (Lisboa, mas também na TTonline), desde as Mercês e restante Chancelaria até às habilitações para as ordens militares e para familiar do Santo Ofício, a Leitura de Bacharéis, instituição e extinção de morgadios, Câmara Eclesiástica, etc. Tem ainda o Arquivo da Universidade de Coimbra para os membros da família que a frequentaram. O índice das Inquirições de Genere de Braga (que inclui praticamente todo o Minho e Trás-os-Montes) está disponível no site do Arquivo Distrital de Braga. As restantes estão nos respectivos arquivos distritais e na Biblioteca Nacional. No Porto, infelizmente, a maioria foi destruída e as que restaram não estão acessíveis. 8 Após este conjunto de investigações, deverão ter obtido informações suficientes para traçar um quadro bastante completo sobre os seus antepassados pelo menos até ao séc. XVIII, ficando assim com uma ideia aproximada do tipo de famílias que estão a estudar. Se for esse o caso, devem então compaginar os dados obtidos com os estudos genealógicos publicados. A mais acessível e generalista destas publicações talvez seja o Nobiliário das Famílias de Portugal de Felgueiras Gaio (incluindo os Costados), que acaba justamente no séc. XVIII. Devem também consultar as obras genealógicas apropriadas ao caso, sobretudo as actuais, bem como as monografias existentes sobre os concelhos e regiões onde as famílias em estudo viveram. Devem também consultar os dicionários históricos nas rubricas que interessam. 9 Se conseguirem entroncar a família que estão a investigar nas linhagens referidas nessas publicações, obterão certamente um considerável avanço na vossa investigação. No entanto, nem sempre o que aí se diz, sobretudo no Felgueiras Gaio, é exacto. Devem, portanto, fazer uma confirmação documental de todos os dados referidos nessa bibliografia. 10 Nesta fase, das duas uma: ou já apanharam o «bichinho» da genealogia ou são imunes e certamente não quererão perder mais tempo com o assunto. No primeiro caso, damo-lhes as boas vindas... E o conselho de tirarem um desses pequenos cursos de genealogia que por aí há e de se juntarem a associações e grupos da especialidade. Porque, verdadeiramente, só então os vossos trabalhos vão começar...
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