Os Positivos |
| banda desenhada alternativa / true underground
comix |
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be
gone, thy punk! |
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| Let's face it: mais uma vez, mandei os Positivos às urtigas.
Não foi de propósito, mas não tenho - again, "story of my life,
story of my life" - tempo para me dedicar à BD. Já pouco tempo
tenho para ler a dos outros, quanto mais fazer a minha própria...
O site está tb em stand-by desde à meses (ou serão já anos??
dawm o tempo passa depressa!), e não fosse o ocasional mail que
recebo sobre os P+ nem me lembraria de estar agora aqui a colocar
este
aviso: até nova ordem estamos desligados e
desactualizados. |
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novidades |
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As últimas bds dos
Positivos: |
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something
is not right pt2 |
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happy
now |
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something
is not right pt1 |
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the
weather |
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the
pussy cat story |
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A
nova Fanzzine: felicidade
2003 e a história do gato. |
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E outros Goodies pa quem quiser. |
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advertência
pt.2: erros de português. Muitos.
Comin' right up. |
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Já não se está bem
ou mal, está-se ocupado.
Todos aqueles que me conhecem e já precisaram de
mim para alguma coisa sabem que tenho um grave problema:
não tenho tempo. Seja para almoços de família,
ganhar um extra por fora, dar um passeio ou fazer a minha
própria bd: can't do it. De manhã à noite
(para ser mais correcto: desde que me levanto até à hora
de me deitar) estou enfiado no meu trabalho a ganhar o meu
sustento e a perder a minha vida. No fim-de-semana (para
ser mais
 |
Hei! Jogas
disto? Clica aqui. |
correcto: depois do que resta de um sábado também
a trabalhar) estou demasiado rebentado para poder fazer qualquer
coisa de útil. Claro que por essa altura tenho ainda
de resolver um milhão de merdas que não pode
fazer durante a semana e tenho a casa num desastre e sem
mais provisões. E então toca a preparar o próximo
ciclo de dias que aí vem. Ah, fuck'em & feed'em.
Neste estado actual de coisas, tenho reparado que estou
cada vez mais senil. Ou assim pensava eu: que a idade não
perdoa e cada vez me esquecia mais das coisas. A minha babe
desespera porque ao falar comigo, ainda não acabou
a frase já lhe tou a pedir que repita tudo de novo
porque já me esqueci do que estamos a falar. Nunca
me lembro do nome dos meus alunos ou da sala de aulas. No
trabalho, tudo o que não está escrito no papel à minha
frente é como se nunca tivesse sido pedido.
(Bem, aí o patronato também
tem a sua cota parte da responsabilidade - é uma espécie
de mecanismo de defesa/sanidade mental que se desenvolve
quando exposto prolongadamente ao seu método de trabalho
- da infindável quantidade de coisas que tenho para
fazer e cuja ordem de importância/prazo a cumprir muda
de 5 em 5 minutos, já só tomo nota mental do último
item da lista: o resto ser-me-á lembrado em devido
tempo, SE realmente for importante).
Toda a gente desespera porque a minha memória de
curta duração é mesmo isso: de curta
duração. Começo a rivalizar os peixes
de aquário: memory-span de 3 segundos (bem, bom para
eles: descobrem uma parte do aquário nova de 3 em
3 segundos!).
Anyway: lá estava eu afundado em tristeza (ya know:
life down da drain, ain't getting no younger, a babe diz
que a barriga de cerveja não é tão sexy
como eu penso que é, ainda por cima quando associada à careca),
e a pensar que esta nova fase de senilidade não me
ia ajudar nada na minha já difícil conciliação
com a raça de macacos idiotas sem pêlos que
dominam este planeta e no qual eu continuo a ser socialmente
um extraterrestre à espera de que me venham buscar
de volta para um lugar onde tudo faça mais sentido
QUANDO!!!!... ao ler a revista do Público de 30 de
Maio, a propósito da influência das novas tecnologias
no nosso dia a dia, faz-se luz! (Apenas sobre aquilo da minha
senilidade, as grandes questões existencialistas de
sempre continuam em aberto, especialmente o "porquê eu?!")
Explicação encontrada : associava
eu a minha má memória ao avançar da
idade, as pequenas células cinzentas que já não
se reproduziam por causa dos excessos da juventude, quando
vem um gaijo (Michael Tchong) dizer que pelo contrário,
os meus sintomas eram os da "primeira verdadeira geração
multitasking": efectuar várias tarefas ao mesmo tempo.
Cito:
O estado de espírito tornou-se num estado de tempo,
e este passou de facto, a ser mais valioso que o dinheiro.
Já não se está bem ou mal, está-se
ocupado. Na verdade, multi-ocupado. Cada vez mais, fazemos
coisas diferentes a mesmo tempo.
(...)
Mas o efeito colateral dessa mudança está a
ser poderosíssimo: no frenesim de tudo fazer ao
mesmo tempo, tornámo-nos pessoas desatentas. Estamos
a perder a memória a uma velocidade como nunca tinha
acontecido. Fruto da desatenção, mas também
da exposição quase permanente a múltiplas
imagens e informações.
Ufa! Not yet crazy.
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Oldstuff |
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bye. |
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Quase um mês para a frente e para trás em
vários veterinários e algumas centenas de euros
depois, o Adão (à direita) acabou por morrer
sem que os cabrões filhos da puta sequer conseguissem
dizer-me o que ele tinha. E enquanto andava a encher o cú desses
f.d.p. e a pôr pão na mesa deles, fizeram-me
castigar o gato em viagem desnecessárias que só o
deixaram pior, e em operações para diagonóstico
que o debilitaram e o deixaram coberto de feridas.
Morreu-me nas mãos sem saber porquê. |
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aos
arrotos |
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E assim vamos nós!!
Tenho
uma teoria pessoal sobre a evolução da humanidade
e disto a que se chama Civilização. À falta
de melhor analogia, direi que a Civilização
assenta em arrotos.
A ideia de que esta é o resultado de uma evolução
permanente, trabalhosa e intencional dá-me vontade
de rir. Parece-me óbvio que tudo o que fez a humanidade
avançar patamar acima na escala da evolução
civilizacional assemelha-se mais a pequenos episódios
esporádicos e espontâneos, do que a conclusões
lógicas de experiências calculadas sequênciais.
Sobretudo, acho ridícula a mistificação
de certos eventos. À descoberta da pólvora
com o rufar dos tambores como banda sonora e personalidades
solenes a testemunhar o momento histórico, contraponho
a imagem de um qualquer palerma no seu dia a dia a acidentalmente
misturar os pós errados e para sempre mudar a face
do mundo.
À do filósofo pensador compenetrado nos seus
raciocínios no mais erudito mosteiro, contraponho
com um qualquer sujeito numa qualquer situação
mundana a inocentemente descobrir que leva o homem a mais
um brilhante momento de evolução.
Como evoluiu o homem? Aos arrotos. Metido na sua vidinha
num ciclo de nasce, trabalha e morre sempre igual, apenas
quebrado quando acidentalmente produz qualquer coisa de onde
consegue extrair uma vantagem, convertendo o ciclo numa espiral
que o afasta do percurso de sempre e o leva a novos caminhos.
Até inevitavelmente se voltar a fechar num novo ciclo à espera
da próxima ocasião acidental que se traduza
numa nova evolução.
Meus senhores: a evolução? É um gajo
sentado na esplanada a beber uma cerveja. Está onde
quer a fazer o que quer e o que sempre fez. De repente arrota.
Não foi planeado e já o fez milhares de vezes
antes. Desta vez, se calhar porque puxou demasiado pelo diafragma
para soletrar o nome ao contrário para impressionar
os amigos, ocorreu-lhe: "e se?". E o resto é História.
A propósito disto. Na revista do Público de
4 de Julho, sobre a invenção do chá em
saquetas (true story: um sujeito distribui samples
do seu chá em pequenos saquinhos em restaurantes,
e estes servem-nos aos seus clientes sem perceber que os
deviam tirar primeiro da embalagem):
"Há milénios, o Oriente criou a civilização,
por acidente. Há séculos, o Ocidente descobriu-a.
Importou-a, refinou-a e disseminou-a. Há cem anos,
um americano conseguiu enfiá-la em saquinhos para
consumo instantâneo. Por acidente."
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:)
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| Na continuação da
rubrica Férias em Espanha...
Goddamm!
Sul de Espanha: calor até mais não,
Marbella e Ibiza tão páli algures pá direita,
vejo Marrocos da varanda. O mar é mesmo ali,
a piscina é do outro lado da rua e a água está sempre
fresca mas não fria, e pela primeira vez na minha
vida os níveis de cloro não são agressivos
ao ponto de me fazerem chorar. Muito pelo contrário,
a àgua está azul como a àgua doce de
um rio não poluído. Um milagre, se considerarmos
que a semana toda só lá tem aparecido uma ninhada
de putos irlandeses e um ou outro casal de turistas. As sombras
e as espreguiçadeiras compõem o quadro. Enfim
, life is good. Primeiro dia que aqui cheguei dei logo na
bubabeira. Uma pizza, uma cerveja, umas sangrias. Acordar
muito depois do meio dia no dia seguinte. Oh yeah, ao tempo
que isso não acontecia... Deu ainda para acabar dois
livros-romances: O Código da Vinci (é porreirote,
entreteu e até fiquei uma vez acordado à noite
a ler o livro), e O Caminho Para Marte, do Eric Idle, dos
Monty. Deste só tenho a dizer: fun-fucking-tastic.
O $$ mais bem gasto destas férias. Tou mesmo à espera
que saia daqui um filme! Só lamentei um bocado o final
abandonado do Carlton, o robot...
So, what sucks? O facto de há dois dias para cá tar
fechado em casa enquanto toda a gente tá na vidinha
boa, porque tenho que acabar (acabar? Ah! Nem posso dizer
que a tenha começado como deve ser!!) a porra da tese!!
Now that sucks!
PS.: quantos erros de português consegues encontrar neste
texto? Manda as tua resposta para: vaimamar@quemtefezosabanos.com |
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Thiz
da last dayz!! |
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Ninguém me desconvence que não caminhamos
a passos largos para dias interessantes. Como o grande satã (aquele
bacano do petróleo do Texas que ao deixar de ser governador
desse estado assinou todas as execuções que estavam pendentes
só para despachar a coisa) a ser reeleito césar
do Império, o apocalipse já tá no correiro.
Mas isso é lá fora. Let's face it: Portugal
não diz corno a ninguém que não aos
portugueses. E mesmo a nós é uma coisa que
nos passa ao lado a maior parte das vezes: é algo
que acontece na altura dos impostos, no início do
ano lectivo e quando estamos doentes. Futebol sim! Política
não! Upâ-upâ! Euro 2004: heróis
do mar, nobre povo, lá lá lá!
A classe política existe para se governar, quem é que
ainda dúvida disso? É tão ponto assente
que nem mesmo eles de dão ao trabalho de o disfarçar
any more. Pego nos jornais e todos os dias leio o quanto
a democracia faliu e como as estratégias do país
são definidas por empresas privadas lookin' out for
number one -nada de anormal, quando são os dirigentes
desses sectores que são chamados para formar governo-.
Mas para citar livremente um sujeito qualquer que já foi
citado um porradão de vezes antes: «a história
não nos ensina o futuro, ela castiga-nos o desconhecimento
do passado». E o que é que o passado nos diz?
Well: que a humanidade vai de genocídio em genocídio
desde os tempos em que andava de quatro no chão e
tinha tantos pelos como os dois pussys a dormir na minha
cadeira e a obrigar-me a escrever no portátil do estirador.
Hum, lá tou eu a falar de mim-mim-mim...
"Mas isso era antes" oiço dizer. Desde o renascimento
que somos pessoas de bem. Desde a revolução
francesa que tudo tá A-OK. O lado porreiro do monopólio
da globalização é que os tipos do dinheiro
não vão querer deitar a tudo a perder. Poix...
Afraid not. A humanidade continua tão animal como
sempre foi, e se só neste século que acabou
tivemos duas guerras mundiais e uma terceira não-guerra
(só não estamos em pleno inverno nuclear pq
os russos cancelaram o cruzeiro a Cuba), imaginem o que não
prometem os próximos 100 anos quando os começámos
com uma cruzada (get it? "crusada"?) anti-terrorista e o
ocidente declara guerra a uma parte do mundo em plena idade
média (get it? "cruzada"? "idade média"?) com
acesso a armamento futurista.
Oh yeah, diz-da-dayz.
Por cá, no reino das baratas e outros insectos insignificantes
que não se vão embora nem dá para exterminar
(disclaimer: os Positivos são
contra qualquer tipo de extermínio comercial): e não
se podia criminalizar os políticos? Sim, eu sei que
eles estão lá para
fazer por eles, não por nós. Sim, eu sei que
não os podemos censurar por quererem enriquecer rápido
e bem -quem não havia de querer- e por isso é apenas
normal que eles passem leis que fodem a tudo e todos menos
aos clientes deles... Mas, e o contracto-promessa que nos
fizeram? Aquele que repetem todos os quatro anos por volta
das eleições? (Bem, isso era de antes, aceito:
hoje em dia a falta de alternativa nem os obriga a tanto,
basta ser, basta estar.) Não os podiamos chamar a
contas ao fim de quatro anos e perguntar: tão e olha
lá zé, aquelas coisitas que dizias que fazias
por nós? Sim, aquelas que no intervalo de fazeres
pela tua vidinha, disseste que ias ver o que podias fazer
pla gente? Poix. Criminalizar os políticos, tipo liberdade
condicional: tens quatro anos, queres um cheque em branco
de mim? Dás-me o quê? Ok, vai e vê-lá,
a gente volta a ver-se. Quatro anos depois abate-se o filho
da puta e exibe-se o cona mole ao próximo que sabe
o que é melhor para nós. Este método
pode ter algumas arestas por limar, mas de certeza que o
próximo terá mais convição nas
suas palavras quando subir a um palco para falar com uma
multidão. Imagino eu.
Para acabar a citar outro sujeito, este já nacional
(e nacionalista, ora muito bem) que devia era ser ministro
da educação deste país (uh, pois é,
ele já o foi, no tempo do outro senhor): «Nós,
os portugueses, somos poucos. Mas quando sabemos ser todos,
somos os bastantes».
É só heróis, este nobre povo, nação
valente e imoral.
(hum, será que tou a deixar transpirar cá pa
fora que ando um bocado desmotivado com o país entregue
ao sampaio-santana-paullinho das feiras?) |
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